terça-feira, 27 de setembro de 2016

Um grande bem-haja e um abracinho apertado a todas essas pessoas

Quero aproveitar o espaço do meu blog, para aqui dar um grande bem-haja e um abracinho apertado e fofinho, a todas as pessoas que batem no carro das outras, e não deixam qualquer contacto, nem procuram resolver a situação. As que fogem, portanto. Os ratos de esgoto que se escondem depressinha no sítio de onde saíram. Em especial, aquele que me bateu no meu carro, estando o mesmo estacionado devidamente, e me riscou a porta e desfez o espelho retrovisor do condutor.
Obrigada, sim?
Espero que seja muito feliz a ir contra uma parede. Mas sem se magoar, claro! Só umas amolgadelas no carrinho, para ver o que custa.

Mais um comportamento anti-cívico de alguns membros da nossa sociedade, que não estão minimamente preocupados com as outras pessoas. Porque raio as pessoas batem e fogem? Não têm seguro? Porque se têm, ficava o problema resolvido rapidamente e sem grandes penalizações para quem bate. Ou é só para ser mesquinho? Ajudem-me a perceber, pois eu nunca bateria num carro e fugia, por isso não consigo perceber o que raio é que passa pela cabeça destas pessoas.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Marianinha, chega cá ao pé de mim que eu ajudo-te

Tiraste mesmo o curso de Economia, ou foi a tua irmã gémea que foi fazer os exames por ti, ora diz lá?
Engataste o professor? Não me mintas Marianinha!
Não estou aqui para te julgar, estou aqui para te ajudar. Há muita gente que te critica, ou mesmo insulta. Esse não é o meu propósito. Eu não acredito que devamos insultar alguém por não saber resolver equações diferenciais, por exemplo. Se a pessoa não sabe, também não é correcto insultar essa pessoa. O nosso dever é explicar-lhe as coisas, ou, no mínimo, fazer-lhe ver as suas carências de ordem intelectual. Nunca menosprezar. É feio.
Posto isto Marianinha, serve o presente post para te ajudar a ver a luz. Já percebemos que ciência económica não é o teu forte. Discursos motivacionais também não, mas não serão esses o objecto da minha explicação.
Ora, tu dizes que não podemos ter vergonha de ir tirar dinheiro aos ricos. Em primeiro lugar, posso dizer-te que o Vale e Azevedo também não tinha vergonha nenhuma de o fazer, inclusivamente a clubes que já na altura não eram ricos, e acabou por ir parar à prisão. Até o tio Ricardo Salgado, está com uma pulseirinha... Entendes o que quero dizer? Sim, é crime. Roubo.
Mas tu queres fazê-lo pela via institucional, queres por o roubo na lei, não é? Percebo. Nesse aspecto foste mais inteligente do que aqueles dois.

Sendo assim, a explicação necessita de ter outro foco. Primeiro, tenho de te explicar o conceito de poupança: poupança é o remanescente monetário com que um indivíduo fica, após as deduções de impostos e consumo, ao seu rendimento. Temos ainda que o consumo já é tributado, ou seja, o indivíduo recebe um salário, ao qual deve retirar os respectivos impostos, sendo que tudo o que consumir com esse salário, também terá incidência de imposto (salvo as raras excepções das isenções de IVA previstas no código). Ora, a poupança, dizia eu, é o que sobra. Portanto, a parte do rendimento do indivíduo que também já foi tributada.
Percebes agora quando eu digo que o imposto que tu e os teus camaradas querem criar, é um imposto de dupla tributação?
Adiante.
Tu também dizes que vocês querem reduzir as desigualdades em Portugal. O problema, Marianinha, é que tu e os teus compinchas, querem nivelar tudo por baixo. Se não podem ser todos ricos, então serão todos pobres. Mais ou menos isto, não é?
Acontece Marianinha, que não há bem estar social (que é medido pelo teu desconhecido IDH- Índice de Desenvolvimento Humano), sem crescimento económico. Eu bem sei que a palavra crescimento te assusta se não estiver ligada com impostos, eu compreendo, são conceitos muito assustadores, mas imagina tu que até há uma cadeira na faculdade, que se chama precisamente crescimento económico. É de revirar o estômago.
Dizia-te eu, que sem crescimento económico, não existe rendimento para se redistribuir. A melhor maneira de se acabar com os pobres e com a desigualdade, é através do crescimento sustentado de uma economia, libertando-a das suas atrofias. Livrando-a do assustador mecanismo estatal. Libertando as suas amarras.
Como é que se consegue crescimento económico, perguntas tu? Lembras-te do conceito de poupança que te expliquei há pouco? Pois é... A poupança é um dos mecanismos do crescimento, pois sem ela (individual ou estatal), não existe investimento (privado ou público), e portanto, não é possível investir no que se acredita que é o grande motor do crescimento das economias, que é o capital humano.
Adicionalmente, temos a questão do excesso de tributação numa economia. Sabes, Marianinha, em todas as economias existe um tecto máximo de tributação que as mesmas estão disponíveis para acomodar, e, segundo estudos da OCDE, a economia portuguesa é uma das que mais tributação tem.
Portanto, é convicção de muitos analistas, que já ultrapassámos esse tecto, e o que acontece com a introdução de mais tributação, é que a economia passa a ser ainda menos eficiente, e a tributação não dará origem a mais receita. Ainda não te passou pela cabeça que os mais ricos conseguirão fugir a este imposto? Não percebes que grande parte dos riquíssimos, a cujo dinheiro queres deitar a mão, estão protegidos de sangue sugas como tu e o teu pai? Quem sobra? Nós, os que não podem fugir. Aqueles que tu achas que são ricos mas na verdade não são. A classe média que queres ajudar a exterminar.
Além disso Marianinha, se deres os sinais errados para os mercados, para as pessoas e para as empresas, sabes o que vai acontecer aos investimentos? Pois é, vão diminuir. Já estão a diminuir. As nossas exportações já não estão a crescer ao mesmo ritmo...

Eu penso que já te dei uma ajudinha para começar a perceber o que é isto de economia, crescimento, etc. Posso continuar a ajudar-te, mas aí as aulas já serão pagas, que eu não cresci numa herdade no Alentejo. Vai pela sombra Marianinha. Não tens de agradecer, sempre às ordens.

Sonho de manhã de segunda-feira

O despertador toca e eu não tenho de me levantar. Posso ficar na cama até à hora que me apetecer, não tenho horas, nem obrigações. Não tenho de vestir um fato, nem tenho de enfrentar o trânsito matinal. 
Mas mais do que tudo isso, seria não ter de levar com o cheiro muito pouco agradável do meu vizinho no elevador. Mas quem é que usa roupa da Massimo Dutti e cheira mal logo pela manhã?? Simplesmente não combina! É que depois não é um cheiro a suor,  é um cheiro estranho mas extremamente desagradável. 
Enquanto me recomponho e tento não vomitar a sandocha de fiambre que já enfardei, digo um "bom dia", e rezo para que o elevador não avarie. 
É que o galão já está aqui a dar voltas no meu estômago, mas entretanto o vizinho sai no piso 0, graças a Deus nosso senhor.
Vou para o carro e penso em todas aquelas pessoas cheias de sorte, cujos encontros matinais incluem um gentleman perfumado, qual anúncio da Hugo Boss. Mas sou eu. A Bomboca. O Nuno Markl da blogosfera.
Com sorte ainda encontro este amigo no regresso a casa.
#soesperoquenao

domingo, 25 de setembro de 2016

Expliquem-me lá como se eu fosse muito burrinha

porque é que há pessoas que se exaltam com outras, tendo apenas em conta as preferências relativamente a smartphones? Descobri que há pessoas que levam mesmo a peito a escolha entre Samsung e iPhone, por exemplo. É quase como a rivalidade entre clubes!
Menos minha gente, muito menos.

Já estou no Instagram, no Facebook e no Twitter!

se é para ser, então é mesmo!
É a pura da loucura!

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

O quê? A outra jovem está grávida??

Não era a jovem que não gosta de crianças e nunca ia ter filhos? Ahaha tãooo bom.


Vá pronto, já sabemos que a anterior tentativa foi frustrada...

Vamos tentar outra vez, sim?

Sabem o que não ajudou? O meu pc pessoal ter pifado.
É daquelas coisas que não dão jeito, visto que não me entendo minimamente com o blogger no telemóvel.

Bem, que vos posso dizer?
Ora, tive umas férias ÓPTIMAS!!! :D

Se descansei? Nadinha. Estive o tempo todo com o meu bebé, e como devem imaginar, um bebé de 16 meses não dá tréguas. Já corre, o sacaninha. Quando está cansado pede colo. Está demais.
Mas foi tão, tão bom... Parece que recuperei uma quantidade de dias "perdidos", em que não estive tanto tempo com ele.
Se dormi muito?
Também não. Os bebés são fãs de acordar cedo, e eu sou fã de me deitar tarde em férias, pois é quando posso finalmente aproveitar para ver séries, filmes, ler.
Portanto, também não.

Mas voltei ao trabalho a meio de Setembro e sinto-me outra. Ter sido promovida também ajuda, claro. Mas estava a precisar urgentemente de parar. De respirar. De viver o meu bebé. De tempo só para nós. E portanto não li blogs nenhuns, não sei de polémicas nenhumas, nada de nada.

Ando com vontade de escrever.
Vamos lá ver.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Curtas

- O meu bebé já fez um ano. Não me perguntei como raio é que passou tão depressa. Não sei. Gostava de saber.

- Percebi o verdadeiro significado da expressão "tem um filho e verás quem são os teus amigos". Algumas pessoas desiludiram-me, sim, mas para ser 100% sincera, não era nada que não estivesse à espera.

- As coisas no meu emprego andam loucas. Toda a gente cheia de trabalho, gente a meter baixa por esgotamento, gente a chorar pelos cantos, gente desesperada. Isto é o retrato actual de muitas realidades laborais em Portugal. Onde o trabalho vem sempre antes seja do que for. É duro. Mas é aguentar. Não me estão propriamente a chover propostas.

- As pessoas têm uma lata que sempre me surpreende. Vejam lá que gente que não me fala há anos, quer pedir-me favores. Pois sim...

E este Novembro, que nunca mais acaba, hein?

Belo tempo.
Faz-me recordar os saudosos meses de Novembro, Fevereiro....
Quando a Primavera chegar, é favor avisar!

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Não quero julgar ninguém, que não quero. Mas que me faz confusão, faz

Pessoas com filhos, que todas as sextas e/ou sábados, vão para a noite beber uns copos. Não se trata de julgamento, mas admito que me causa alguma estranheza. Pelos seguintes motivos:

- Eu ando tão morta, que só o facto de me manter acordada após as 23h, é para mim impensável;
- Não consigo ter energia para levantar um copo;
- Tendo em conta que essas pessoas trabalham à semana, deixam os putos todos os fins-de-semana com os avós? Sim, existe aquele argumento de "o miúdo às 2h da manhã está a dormir". Verdade. Mas no dia seguinte ele acorda na mesma de manhã cedinho. E depois? E depois digo-vos que não sei como aguentam a ressaca gigantesca, pois eu saí para festejar o meu aniversário e no dia seguinte, quando o David acorda feliz e contente às 8h da manhã, sendo que eu me tinha deitado às 3h, pensei que morria.

Mas se conseguem, força! Eu é que não entendo como...

Socorro! Bom atendimento e bom português precisam-se!

Ando à procura de um carrinho bengala/ de passeio, para levarmos nas férias (sim, já as marcámos, graças a Deus nosso senhor!), e para termos em casa, sem ter de andar a levar o outro carrinho de e para a casa dos vós.
Nesta busca incessante e complexa, como aliás é o normal em relação a tudo o que envolva o universo bebés, dirigi-me à Zippy. Na loja, constatei que não têm nem 1/10 dos artigos que vêm em catálogo. Assim sendo, perguntei à funcionária que me atendeu, se podia encomendar sem compromisso de compra, mais especificamente perguntei "se eu encomendar, a encomenda é vinculativa?". Bem, a senhora ficou a olhar para mim como se eu fosse um alien, mas resolveu sair-se com "O que é isso?". Expliquei-lhe o significado da palavra "vinculativa". Ao que a senhora me diz que tenho de dar um sinal de 50€, mas eu recuso, pois afirmo que não vou dar um sinal relativo a um artigo que não conheço, e não tenho a certeza de querer comprar quando o vir. Digo que se quiserem encomendar, tudo bem, se não quiserem, "amigos à mesma". A senhora diz então "bem, vou levar na cabeça da minha chefa por sua causa! Vou encomendar". Ao que eu digo que se não quer encomendar, não há problema, vou procurar outro carrinho numa outra loja. A senhora diz que não (neste momento até foi prestável), e diz que encomenda na mesma, mas que eu tenho de perceber que para a loja é muito chato, porque os clientes encomendam coisas e depois se não as quiserem, eles ficam com os artigos. Ao que eu digo que a gestão de stocks da loja é algo completamente independente dos clientes, que os clientes não podem tomar parte da gestão interna de stocks efectuada pela loja. Bem, a funcionária olhou novamente para mim com um ar de quem não tinha percebido uma palavra do que eu tinha dito.
Enfim, se calhar sou eu que sou demasiado "complicada". Pode ser. Anyway, há coisas piores para se ser.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Deixem-me rir só um bocadinho

A minha empresa quer que as pessoas que não têm clientes nesta altura, tirem férias, para não ficarem "paradas" nos escritórios. Eu não estou nessa situação, mas há gente que está. 
Férias. Em Abril. Deve ser bom, deve. Diz que está um ventinho agradável pelos lados do Algarve...


quarta-feira, 6 de abril de 2016

Nem sei por onde começar, mas cá vai- Junk food e bebés

Li este estudo que afirma que existem bebés viciados em junk food. Nem queria acreditar no título, pois achei que era um exagero e seria mau demais. Mas depois abri o link, li o artigo e passei-me. Como é que há mães que conseguem fazer isto aos seus bebés?! Dar-lhes batatas fritas quando ainda nem sequer têm dentes? Dar-lhes coca cola em biberão? Fiquei escandalizada, a sério. Dentes de bebés que já nascem pretos e bebés com obesidade.
É isto que estas pessoas estão a fazer. O que é contraditório, na medida em que cada vez há mais informação, cuidados médicos e suporte às grávidas e às recém mamãs. Nas aulas de preparação para o parto, foi-me claramente explicado quais os alimentos permitidos e quais os proibidos. O pediatra, a mesma coisa. Por isso desculpem mas não, não entendo. Entendo que muitas destas mães não o queiram verdadeiramente ser, isso entendo. Entendo que comprar um hamburger e batatas fritas acabe por dar menos trabalho do que fazer convenientemente uma sopa, do que preparar uma refeição em condições. Entendo que ter filhos dá trabalho sim, e é necessário um espírito muito forte de abnegação e de sacrifício, pois apesar de ser a coisa mais maravilhosa de sempre, precisam de muitos cuidados, atenção, carinho, enfim, e outras tantas coisas.
Entendo que há pessoas que não mereciam ser mães.

Depois há pessoas que ficam chocadas com o meu método rígido no que respeita à alimentação do David. Que não percebem porque é que não lhe dou uma colher de mousse de chocolate "porque o menino está a olhar". Que não lhe dou uma amêndoa porque "só uma não faz mal". Que não o deixo comer batatas fritas porque "não faz mal nenhum". Não, o meu filho não come porcarias quando ainda nem sequer tem um ano. Sim, dou respostas tortas a quem acha que cria o meu filho melhor do que eu e a quem acha que "não faz mal" e quer à força intrometer-se onde não deve e acha que saberá melhor do que eu o que é melhor para o meu filho. Não, não sabem.
Porque se antigamente se fazia não sei o quê, problema deles, não tenho nada a ver com isso.
E depois admiram-se que eu fique cega e me dê a volta ao estômago, ao ver pessoas a oferecer bolos e chocolates a crianças de colo.
Tudo começa aqui. E se começar mal, depois é muito difícil endireitar.

Sou só eu que estou fartinha destes títulos?!

"Fulana X ousada em produção fotográfica". "Fulana Y como nunca a viu".
Porquê? Não há mais nada de interessante? Hoje é o Correio da Manhã que observa a "ousadia" da Irina Shayk. Santa paciência, vão escrever notícias a sério.
Depois, as fulanas que são modelos, ainda percebo, mas as outras, qual é o objectivo de realizarem tais produções? Sinceramente, já enjoa!

terça-feira, 5 de abril de 2016

Os Panamá Papers

O que é que eu posso dizer sobre este tema, que pessoas mais eloquentes não o tenham já dito?
Posso dizer que esta gente é toda uma merda, que representa o nojo da sociedade e a desonestidade, a batota, o comer os outros por parvos. Posso dizer que merecem todos ser julgados e irem parar à cadeia, apesar de saber que isso nunca irá acontecer.
E agora? Agora é esperar para ver quantos mais "notáveis" se encontram nesta teia de aldrabice, e ver que consequências tudo isto terá necessariamente de ter.

Essencialmente é isto

Aquele momento em que ele adormece encostadinho a ti, descansado, corpo completamente pesado, respiração calma. Sossegadinho, a arrotar a leite, sente-se seguro como em nenhum outro lugar, com a cabeça encostada à tua omoplata. Este é o meu momento favorito do dia.
Este, e também aquele em que ele me vê e sorri, ri às gargalhadas, esperneia para vir ao meu colo e chora a bom chorar se eu não lhe pego imediatamente.
E eu fico a pensar que o resto é o resto, e que a vida é essencialmente isto.

Stick to the plan

Eu tenho um plano. Um plano para os próximos 2 anos.
Correndo bem, logo vos direi, mas devem imaginar qual é... De qualquer das formas, não quero agoirar. E por isso não o conto a ninguém, é só para mim e para o meu marido. E então todos os dias eu me foco neste plano, nestes objectivos. Porque para ser sincera, muitas vezes só me apetece pegar no meu filho e no meu marido, e fugir daqui, para longe, para um cantinho só nosso, com todo o tempo só para nós. Só que depois penso com clareza e concluo que não temos dinheiro para nos aguentar e passar Badajoz. Assim sendo, tenho de me manter focada no plano. E por isso digo-me a mim própria, todos os dias, para me manter focada, para me concentrar, que está quase, e a recompensa irá chegar. Para não fazer como já fiz anteriormente, em que desisti perto da linha da meta.
Stick to the plan Bomboca, stick to the plan.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Cada vez mais

Hoje li este texto da Cocó e adorei. Revejo-me imenso no que ela referiu sobre o trabalho... Menos quando ela diz que antes achávamos porreiro acordar cedo e chegar tarde. Vou ser muito sincera: como alguns dos que já me lêem há algum tempo sabem, eu nem sempre cheguei a casa tarde e a más horas. Mas a verdade é que sempre olhei para o emprego como isso mesmo, um emprego, um mero meio de pagar contas, uma necessidade e não um gosto. E agora, com a minha família, um emprego representa cada vez mais isso. Um emprego. Já tive empregos onde gostava verdadeiramente do que fazia, gostava dos colegas, etc., mas mais do que isso, gostava sobretudo porque saía a horas decentes, e isso permitia-me ter VIDA. Eu tinha uma óptima qualidade de vida. Estava inscrita no mestrado, ia ao ginásio, fazia o jantar todos os dias, davámos belos passeios nocturnos à beira-mar. Por isso é que gostava tanto daquele emprego. Era bem tratada, não ganhava mal, e tinha uma vida tranquila.
Entretanto essa vida mudou. Já não tenho a mesma disponibilidade para a minha família, infelizmente. Dizem aqui na empresa que tudo melhora no Verão. Ainda não sei pois no ano passado estive de licneça. Mas na empresa desta área em que já estive, as coisas não melhoravam assim tanto no Verão. Só um bocadinho. Portanto... A ver vamos. Vamos ver realmente se o Verão consegue compensar o resto dos meses.
Para já, parece-me tudo muito chuvoso.

Novamente segunda-feira, não é?

Pois...

quinta-feira, 31 de março de 2016

Como um burro a olhar para um palácio

Respira. Aponta tudo o que te estão a dizer. Não te esqueças de nenhum pormenor.
Mesmo que depois digam que não disseram e não saibam o que disseram. não te esqueças.
Aponta.
E respira.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Em bicos de pés

Detesto pessoas que gostam de se por em bicos de pés, para chegar mais alto, de preferência por cima de outras pessoas.
Em contexto de trabalho, pedi que pessoa x fizesse uma coisa. Depois disse-lhe para enviar para mim, para eu ver e acrescentar o que achasse necessário. Pessoa x vai e envia para o meu chefe, directamente. Quis mostrar, quis ser superior. Detesto essa atitude. Se tivesse tido outra, certamente a minha atitude também seria diferente. Calhou-lhe foi mal, pois o que pessoa x tinha feito estava uma cagada, e eu tive de refazer tudo.
Acontece, não é?
É para não acharem que são muito espertos.

terça-feira, 29 de março de 2016

Voltemos para trás, não é?

Estou mal disposta com esta notícia. Então agora andamos para trás? Reconhece-se publicamente num país europeu que não é seguro para as mulheres viajarem sozinhas?
E de onde vem esta caga de insegurança, de medo? Quem é que não tolera que as mulheres tenham os mesmos direitos que os homens? Aos olhos de quem deveríamos estar caladinhas, tapadinhas, e valer menos do que zero, podendo, portanto, ser violadas sempre que um homem quiser?
Hmmm... Não sei não...
Mas isto não me agrada. Mostra que estamos a andar para trás no que à igualdade e respeito pelos valores fundamentais, diz respeito.

É tudo à grande

Uma das partes giras do meu emprego, é que vou por esse Portugal fora, e consigo conhecer o que tem de melhor a nossa gastronomia.
A parte chata, é que quero emagrecer, mesmo comendo como uma lontra.

Descobri esta voz e apaixonei-me

Adoro-a. É uma cantora de Singapura com uma voz de anjo.
Enjoy.


23h

Cheguei ontem a casa às 23h. Estive numa reunião das 17h até às 23h. Tudo parece mais importante do que o resto, até as casas décimais em ficheiros excel.
É o meu trabalho, há que aguentar.
Aguenta e não chora. Apesar de ter sido o que me apeteceu fazer quando cheguei a casa e vi que o meu filho já estava com os olhinhos fechados.
Aguenta e não chora.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Segunda-feira

Eu tenho depressão de segunda-feira. Para mim, este dia é o bicho papão que me retira mais 5 dias com o meu menino. Sair e ele estar a dormir, chegar e ainda ter de trabalhar para logo a seguir o embalar... Não é fácil. Quem disse que conciliar a vida familiar com a vida profissional é fácil, ou tem um horário em que sai às 4 da tarde, ou está a mentir. Cada vez mais as pessoas dão tudo de si ao trabalho, sobrando muito pouco tempo e paciência para tudo o resto.
Quantas vezes, vimos zangados/frustrados com alguma coisa que se passou durante o dia, e acabamos por descarregar em quem mais amamos? Eu já o fiz. Cheguei a um ponto da minha vida em que disse para mim própria que isso não poderia voltar a acontecer, mas não sei se irei sempre consegui-lo. Um dia de cada vez.
Mas para mim, a segunda-feira tem o condão de me trazer de volta à vida real, aos dias de trabalho que não acabam, ao ritmo e frenesim quotidianos que não nos deixam respirar. Temos de estar sempre disponíveis para as empresas, 24h/dia, sabe-se lá o que pode acontecer se falharmos, ainda falece alguém se não entregarmos as coisas naqueles prazos que só quem supervisiona e não executa, pensa ser possível.
Vejo cada vez mais o trabalho como um usurpador de tempo, de qualidade de vida.
Muda de emprego, dizem-me. Irei, ainda não, mas irei, a seu tempo.
Mas mudar para onde, pergunto? Na minha área está tudo assim.
Toda a gente tem medo da segunda-feira.

domingo, 27 de março de 2016

Feliz Páscoa para todos!


Festas infantis

= All hell breaks loose!

Miúdos de várias idades. Bebés que ainda não andam e só querem estar ao colo. Confusão total. Miúdos aos gritos, a correr, bebés a gatinhar, pais a tentar que os miúdos mais velhos não passem por cima dos bebés.
Comida e doçaria diversa. Tudo é imenso. O que vale é que há álcool.
Descubro que as festas infantis são um excelente modo de comer e beber à grande, por um custo pequeno- a prenda do aniversariante.
Haja comida e bebida.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Carlos Cruz dixit

Carlos Cruz diz que houve subornos na atribuição do Euro 2004 a Portugal. Ora bem, o Carlos Cruz também diz que nunca abusou de criancinhas, não é verdade? E se realmente houve batota no Euro, porque é que não veio a público antes? Não dava jeito?
Carlos Cruz diz ainda que o processo em que ele é arguido, e o processo de José Sócrates, são similares. Nisso, concordo com Carlos Cruz. São de facto similares. São os dois culpados.

Mudanças

Enquanto estive ausente dos blogs, algumas coisas mudaram:

- Voltei a ser morena. Durante muitos anos tive o cabelo pintado de loiro, mas sou morena natural. Sinceramente não sei qual dos visuais gosto mais, acho que há alturas para tudo, mas este sempre dá menos trabalho de manutenção.

- Cada vez me importo (ainda menos...), com a opinião da generalidade das pessoas. Façam-no, é libertador.

- Trocámos de carro. Os dois. Um mais novo, um mais velho.

- Recusei duas ofertas de emprego. Acredito que o caminho não era por aí.

- Tive de ir passar uma noite ao hospital, com direito a ir de ambulância e tudo. Mas agora já estou bem.

- Deixei de beber refrigerantes às refeições à semana. Para algumas pessoas isto já é regra e não custa nada, mas para mim custa-me horrores, que adoro tudo o que seja porcaria com açúcar.

- Ando a morrer de cansaço, não sei como vou chegar ao Verão.


quarta-feira, 23 de março de 2016

Digo-lhe todos os dias que o amo

Assim ele nunca se irá esquecer.
Nem ele, nem eu.

Update

Vida a mil.
Trabalho média de 14h dia.
Sinto que estou a falhar em toda a linha como mãe e esposa, não tenho tempo para eles, muitas vezes trabalho também ao fim-de-semana e chego a casa sempre a horas indecentes.
Diz que vai valer a pena, que o verão está quase aí e a promoção é muito possível.
Espero para ver.
A minha "família"- lado da minha mãe, está a exigir cada vez mais de mim e eu não chego a todas. Com o bebé, o que eu pensei que ia melhorar, só piorou, pois o cerco cerrou, visto que querem tanto estar com ele que até o "abafam".
Cada vez mais tenho vontade de ter outro filho, o David precisa de um irmão, quero que ele cresça rodeado de amor e crianças, companheiros para a vida.
Tenho muito, muito medo deste mundo onde vivemos, e da formatação que os media nos querem fazer.
Ando a descobrir cada vez mais que tenho algum jeito para a cozinha.

E por aí?
Vou ver se me actualizo, que ando completamente por fora do que se passa no blogo mundo.

Ora deixa lá ver se ainda está alguém desse lado....

Vou tentar voltar, sim?

Desculpem... Isto por estes lados não anda fácil.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Novidades do David?

Está cada vez mais lindo, risonho, é normalmente dorme a noite toda. É um simpático e ri-se para toda a gente ao contrário da mãe. Já se arrasta, senta-se razoavelmente e ainda não tem dentes mas está sempre aflito. Continua a gostar de muitaaaa atenção e muito colinho!
Deveríamos ter pelo menos um ano de licença de maternidade...

Das semanas loucas loucas

Conciliar o emprego com a maternidade, é das coisas mais difíceis que já fiz na minha vida.
Sinto que estou sempre em falta com algum dos lados, e claro, é necessariamente a maternidade que fica a perder pois todo o tempo que passo com o meu bebe, é pouco.
Difícil, muito difícil.
Para facilitar tudo, tive semanas seguidas sem acesso à internet!

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Mesmo agora. Realmente a elegância, ou se tem, ou não se tem

Estava eu a chegar a casa, com o meu bebé no seu carrinho, carteira, poortátil e uma saca. Chave na porta do prédio, pegar no carrinho, sempre com a ginástica a que já me habituei. Encostadas a uma das paredes ao lado da porta do prédio, estavam as duas empregadas de limpeza que fazem a limpeza das áreas comuns do edifício. Abriram-me a porta? Perguntaram-me se precisava de ajuda? Nada de nada.
Eu estou habituada, felizmente não preciso de ajuda para esta tarefa. Mas podia ser que alguém, noutra situação, precisasse. Mas as senhoras nada, lá estavam elas na sua converseta sobre "A Única Mulher". Muito mais importante.
Se as senhoras me perguntassem se eu precisava de ajuda, eu iria certamente dizer que não (talvez para me abrirem a porta teria dado jeito). Não é o efectivamente precisar de ajuda, porque como disse, felizmente, não preciso, trata-se sim do gesto, do cuidado, da atenção para com os outros.
Realmente a elegância quando nasce, não é para todos.

Toda a verdade sobre os empregados de café/snack bar/restaurante ranhoso

Eles acham-se superiores a todas as outras pessoas, não acham?
Ainda não conheci um, UM, que tivesse um comportamento adequado, normal, correcto.
Estão constantemente a mandar piadinhas (sem graça nenhuma), a fazer observações inadequadas e às vezes mesmo grosseiras. A polidez não costuma ser o forte da maior parte das pessoas desta categoria profissional com quem já me cruzei.
A típica piado do "queria, já não quer?"... confesso que não tenho paciência.
Quando estava grávida, já em final de tempo, ouvi um elegante "a menina daqui a nada rebenta, veja lá se consegue passar na porta".
Noutro dia, ao almoçar numa esplanada, o empregado dirigiu-se a mim como "o que vai ser jeitosa?". Epa... Fiquei logo com vontade de me ir embora.
Hoje, ao ir buscar pão num café, pedi dois pães normais "escurinhos". Ao que a senhora do café me diz "não! Não são escurinhos, são tostadinhos"? Eu ri-me e perguntei qual era a diferença. A senhora diz-me que fazia toda a diferença... Eu encolhi os ombros, não vale a pena.
Outros dirigem-se a mim com um aceno de cabeça, ou, na loucura com um "faz favor". E bom dia? Paga imposto?
Numa outra ocasião, um funcionário, procurando chamar-me, fazia "pssst, pssst". Não olhei, foram outros clientes que me alertaram.
A sério, o que se passa com esta categoria profissional? Porque é que, invariavelmente, eles acham que nos estão a fazer um favor?
Todos os meus amigos e conhecidos sentem o mesmo, que o mau atendimento grassa por este Portugal fora. Portanto, o problema não deve ser só meu...


É impressão minha ou o Calvin Harris melhorou muitooooo?


Antes


Depois



Fica à vossa consideração.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A verdadeira elegância

Não está na roupa ou acessórios de marca.
Não está numa conta bancária recheada ou num bom carro.
Nem sequer está na nosssa rede de relações.
A verdadeira elegância ou se tem, ou não se tem. É ensinada e cultivada ao longo do tempo.
É deixar uma senhora passar primeiro, por exemplo. É abrir-lhe a porta, é ter cuidado com os mais novos e os mais velhos (sim, referência a Paulo Portas), é preocupar-se com o bem estar dos que estão ao seu redor.
É uma forma de ser e de estar.
Eu cresci rodeada de brejeirice, de mau gosto e maus modos. Mas adoptei a elegância como parte de mim, e farei questão de a ensinar ao meu filho, pois um homem elegante não tem preço.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Não sei se isto é castigo, se é merecido, se é injusto... Não sei. Sei que é triste

Soube de uma história que nem sei como classificar. Só sei que é triste.
Disse-me uma amiga minha, que uma amiga dela, está a passar um mau bocado. Ao que parece, essa rapariga engravidou há uns tempos e fez um aborto (já legal). Na altura, o já marido dela discordou do aborto, queria manter o bebé, mas ela foi irredutível. Ainda que ambos trabalhassem, ela estava a atravessar um momento especialmente bom na carreira, e não quis por em perigo a sua progressão profissional, em virtude de uma gravidez não planeada. Ele não concordou, até se chegaram a separar pois o aborto foi mesmo para a frente, mas voltaram a ficar juntos.
Anos depois, eles decidiram ter filhos, desta vez planeados, visto que a carreira estava já estabilizada, mas infelizmente, já estão a tentar há cerca de 3 anos e ainda não conseguiram.
Não sei bem o que pensar. Claro que uma mulher pode e deve decidir o momento em que quer engravidar, mas... Até que ponto não terá sido egoísta não prosseguir com a gravidez naquela altura? Não sei. Não sei mesmo. É um assunto muito delicado. Importa referir que ela agora tem 38 anos, e tinha 32 quando fez o aborto, ou seja, não era propriamente "novinha". Será que não arriscou demais, confiando em demasia na sua própria fertilidade, não pensando que poderia ser mais difícil engravidar à medida que os anos passavam?
Não sei.
Sei que, sobretudo agora que sou mãe, dificilmente teria tomado a mesma decisão. Não a posso criticar, mas também não posso dizer que ela esteve certa.
Sei que é a história é toda muito triste.

E vocês? O que pensam? O que fariam?

A noite em que o meu bebé foi dormir para o quarto dele

Foi esta noite.
Tencionávamos que ele ficasse no nosso quarto pelo menos até perfazer 6 meses, mas temos um daqueles berços pequeninos, do género Next to me da Chicco, e nos últimos dias, o nosso bebé deu um salto em termos de crescimento, pelo que de manhã já o encontrávamos com as perninhas dobradas.
Assim sendo, achámos que ele estava a ficar desconfortável e precisava de mais espaço, por isso esta noite já dormiu no quartinho dele.
Estranhou (o meu filho é avesso à mudança, só pode, também demorou a comer bem a sopa, e ainda está em adaptação à papa), e acordou às 4h, só adormecendo de novo às 5h, portanto estou aqui com uma moca de sono que nem é bom. Mas depois dormiu bem e tivemos de ser nós a acordá-lo (parte-me o coração quando isso acontece). Acontece que como ele tem espaço, estava todo de lado, com a cabeça encostada ao protector de berço, e todo descoberto. Penso que poderá ter ficado com frio... Nós tapámo-lo bem, mas ele arranja sempre maneira de ficar sem os cobertores. Alguma sugestão para isto não acontecer?
E protectores de berço? Já li que não são muito aconselháveis (o que temos é só mesmo um paninho, nada de muito grosso nem volumoso), mas qual é a opção, deixá-lo bater com a cabeça nas grades?!
Sugestões aceitam-se.
Apesar de ele ter acordado a meio da noite, acho que me custou mais a mim do que a ele...

Direito a dispensa para amamentação ou aleitação

Como falei noutro post sobre a questão da redução horária, e como sei que existem algumas dúvidas sobre esta questão, vou colocar aqui o que diz a lei:





Legislação: artigos 35º, nº 1 i), 47º, 48º e 65º da Lei 7/2009 de 12.02

Conteúdo: direito da mãe que amamenta o filho a ser dispensada do trabalho para o efeito e durante o tempo que durar a amamentação.

Nota 1: No caso de não haver amamentação e desde que ambos os progenitores exerçam actividade profissional, qualquer deles ou ambos, consoante decisão conjunta, têm direito a dispensa para aleitação, até o filho perfazer um ano.

A dispensa diária para amamentação ou aleitação é gozada em dois períodos distintos, com a duração máxima de uma hora cada, salvo se outro regime for acordado com o empregador.

No caso de nascimentos múltiplos, a dispensa diária é acrescida de mais trinta minutos por cada gémeo além do primeiro.

Se qualquer dos progenitores trabalhar a tempo parcial, a dispensa diária para amamentação ou aleitação é reduzida na proporção do respectivo período normal de trabalho, não podendo ser inferior a trinta minutos. Neste caso, a dispensa diária é gozada em período não superior a uma hora e, sendo caso disso, num segundo período com a duração remanescente, salvo se outro regime for acordado com o empregador.

Condições: No caso de dispensa para amamentação, a trabalhadora comunica ao empregador com uma antecedência de dez dias relativamente ao início da dispensa. Se a amamentação se prolongar para lá de um ano, deve apresentar atestado médico.

No caso de dispensa para aleitação, o progenitor deve comunicar ao empregador com uma antecedência de dez dias relativamente ao início da dispensa, apresenta ainda declaração conjunta, declara qual o período de dispensa gozado pelo outro progenitor (se for caso disso) e junta prova de que o outro progenitor exerce actividade profissional (e caso seja trabalhador por conta de outrem, prova de que informou o respectivo empregador da decisão conjunta).

Efeitos: a dispensa para amamentação ou aleitação, não determina a perda de quaisquer direitos e é considerada como prestação efectiva de trabalho (artigo 65º, nº 2).

Em suma, qualquer um dos progenitores tem direito à dispensa das 2h diárias, sendo que o horário em que essa dispensa irá acontecer, será combinado entre o trabalhador e a entidade empregadora. Existe a necessidade de avisar sobre esta dispensa, com 10 dias de antecedência. Independentemente de estarmos ou não a amamentar, temos direito à dispensa diária até o bebé perfazer um ano.

No meu caso, como o meu trabalho funciona por projectos, nem sempre me vai ser possível usufruir desta dispensa. Efectivamente, a minha empresa vende as horas que irá demorar o projecto a ser concluído, à empresa cliente, o que implica que se eu tiver uma semana para concluir o projecto, terá de ser mesmo feito em uma semana. Pelo que se vou usufruir das horas... Depende.
A ver vamos.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Restantes mamãs, eu queria mesmo saber

Se isto de estar a fazer um esforço enorme para não chorar, disfarçando as lágrimas nos olhos, vai acontecer todas as segundas, ou se passa.
O meu bebé é demasiado pequenino e eu saio demasiado tarde.

O drama dos sapatos

Como já vos disse, os meus pés cresceram com a gravidez, e sinceramente duvido que encolham, uma vez que o miúdo já tem 5 meses.
Ora, eu sempre detestei comprar sapatos, mas agora a situação está muito pior.
De 40 passei a calçar um 41, que não me serve em todos os modelos.
Acontece ainda que eu tenho um pé comprido e muito magro, e tenho imensos problemas de pés, pelo que não posso calçar qualquer sapato, e alguns sapatos que me ficam bem no comprimento, ficam-me a boiar. Portanto, a tarefa é árdua.
Para ajudar à festa, este ano, a moda recai sobre botins (é este estilo de sapatos que preciso de comprar), sem fechos, ou seja, à cowboy, que pessoalmente gosto muito, mas em termos funcionais não resultam no meu pé.
Enfim, uma canseira.
Qualquer dia desisto e venho trabalhar de sapatilhas.
Tenho dito.

Bonito paradoxo

Normalmente, as pessoas que mais se queixam do governo, do estado do país, da presidência da república, etc., são precisamente aquelas que não fazem intenções nenhumas de ir votar.
Bonito.

Hate Mondays

Nunca gostei da segunda-feira.
Agora, sendo o dia que me separo do meu bebé depois de um fim-de-semana juntos, pior ainda.
É muito duro.
Estou sempre a pensar nele.
E incrivelmente, tenho saudades de estar grávida. No ano passado estava grávida e ainda não sabia.
Aiiii... Passa depressa segunda-feira!

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O susto da minha vida

Passei boa parte do início da manhã lavada em lágrimas.
Foi um susto, acho que já está tudo bem. Acho.
Vou descrever aqui no blog o que se passou, de modo a servir de alerta para todos os outros pais ou futuros pais, para que possam evitar e nunca aconteça convosco. Não desejo a ninguém.

Hoje, o meu bebé acordou às 6h45 da manhã. Troquei-lhe a fralda, dei-lhe o leitinho, e após o biberão vi que estava a fazer força para fazer cocó. Depois de arrotar, coloquei-o na parte mais funda do chaise longue, ou seja, na parte entre o L e o início so sofá, o mais afastado possível da extremidade, como já o fiz em tantas outras ocasiões. A outra fralda e o creme barreira estavam mesmo ali ao lado, na malinha dele, só tinha de me virar por um segundo. E foi isso que bastou, um segundo. Já estão a ver, não é?
Eu virei-me e foi o segundo mais aterrador da minha vida, pois só tive tempo de ouvir um baque no chão, uma pancada seca, seguido do grito de dor e susto do meu filho. Pensei que ia morrer quando rapidamente me viro e o encontro no chão, de barriga para cima, e a chorar em aflição. Eu já sabia que ele se virava. Mas não imaginava que já conseguia rebolar, e ainda por cima tão depressa. Foi um segundo. Um segundo aterrador.
Felizmente, para já, não tem qualquer hematoma, ou indícios. Liguei de imediato para a saúde 24 (ele rapidamente se acalmou), mas a minha vontade era logo pegar em tudo e zarpar para o hospital. Na linha lá me acalmaram, disseram que como a queda foi muito pequena (30cm), certamente não terá nenhuma consequência para além do susto, pediram-me para lhe mexer na cabeça, nas costinhas, e não me pareceu que ele estivesse a sentir dor.
Disseram-me para ficar atenta nas próximas horas, caso ele durma mais do que o normal, ou vomite em jacto mais de 2 vezes, que aí sim, convém levá-lo a um hospital, mas que para já, não terei, em princípio, qualquer razão para me preocupar.
É claro que estou preocupada... Mas o meu coração de mãe diz-me que não foi nada. Não foi, mas podia ter sido. Eu não imaginava que o meu bebé já conseguia rebolar tão depressa.
Bem dizia a enfermeira do meu curso pós parto, que os bebés nos surpreendem e todos os dias aprendem a fazer coisas novas. Eu aprendi da pior forma, que ele já consegue rebolar.
Da saúde 24 ficaram de ligar mais logo à noite, para saberem como está o meu bebé.

Ele sorri, come normalmente e parece-me bem.
Já eu... Fiquei a sentir-me um caco.
Agora eu já sei. Quando tiver de me virar, nem que seja por um segundo, o menino ficará no chão (no seu tapete), no parque, no berço, ou na espreguiçadeira com os cintos.
Não aguento outra destas.
Desculpa meu bebé.
Não facilitem. A sério. Pode ser só um susto, mas pode ser algo mais grave, e acreditem que não querem ter esse peso na consciência.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Deixem-me rir...

Ligam-me de uma empresa de recrutamento. Viram o meu perfil no Linkedin e têm interesse.
Dizem-me que é para a função de analista de crédito. Ok, posso ouvir o que têm a dizer. Horário das 8h45 às 16h45. Um luxo. Digo que tenho interesse. Pedem os 5 anos de experiência que já tenho. Pedem domínio de línguas e excel. Tudo certo. Começo a entusiasmar-me.
Salário... 600€. Brutos.
Não brinquem comigo.

Alegoria da Cenoura

A melhor imagem que tenho para vos explicar isto, é pensarem que são um coelho e que têm à vossa frente uma cenoura, quase quase ao vosso alcance. Ela está muito perto. Mas nunca a conseguem agarrar. Outros vão acenando com a cenoura, mas vocês não conseguem chegar a ela.
Perceberam a ideia, certo?
Foi mais ou menos isto. Disseram-me que fazendo isto ou aquilo, que iria ser promovida. Que convinha aguentar a trabalhar até ao fim, que convinha tirar só os 4 meses de licença de maternidade... Pois. Não fui promovida. Afinal não havia vagas para todos e eu como fiquei muito tempo longe da empresa... Não deu.
Continuando o bom trabalho, para o ano serei na certa.
Eu, para já, estou de pé atrás. Vou dar o meu melhor, como dou sempre, mas com a pulga atrás da orelha, pois apesar de eu gostar muito da minha empresa, estou neste momento a dar-lhe um voto de confiança, mas com cuidado, para não me desiludir.

Ssabendo o que sei hoje, faria certamente diferente. Claro que não ia ser menos profissional. Mas teria ido para casa mais cedo, descansar das minhas dores. Teria tido outra calma naquele momento, teria aproveitado mais a gravidez. Teria tirado os 5 meses de licença.
Mas nada disso importa agora, não é?
Agora é bola para a frente, para me tentar libertar do que eu teria feito e enfrentar a realidade com que me cruzo todos os dias.
Conselhos? Não façam como eu. Vivam a gravidez em pleno e tirem o máximo de tempo que puderem com os vossos bebés.
Eu acabei por ficar 5 meses com ele porque gozei a seguir à licença, todas as minhas férias do ano. Foram os melhores 5 meses da minha vida.
Se eu pudesse, tirava uma licença sem vencimento pelo menos até ele fazer um ano.
Mas não posso.
Tenho de continuar a tentar apostar no euromilhões, é o que é.

O que me irrita mesmo nisto do pós gravidez

Nem é ter ficado 4 semanas sem me poder sentar por causa dos pontos.
Nem são as 2 ou 3 estrias que ganhei de presente na barriga.
Nem é ter ficado uma chorona de primeira.
Nem é andar constantemente cheia de sono.
Não... O que me irrita mesmo nisto do pós gravidez, foram os meus pés que cresceram sei lá como e agora quase não tenho sapatos que me sirvam, e o facto de, ainda que me falte muito pouco para voltar ao peso pré gravidez, as minhas ancas alargaram de tal forma que algumas das minhas calças mais justas não servem.
Enfim, não há direito.

O gajo até pode ser parvo, mas depois faz estas coisas...


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

O que eu queria mesmo

Era que me saísse o Euromilhões.
Mas ao contrário de antigamente, nem era para poder fazer viagens à volta do mundo, constituir uma empresa... Não.
Eu queria era poder passar todas as minhas horas junto de quem amo.
E depois... Depois logo se via, se viajávamos, se abriria uma empresa e criava postos de trabalho, se doaria a maior parte do dinheiro a causas sociais. Logo se via.
Mas para já, aproveitaria estes tempos com a maior das calmas, porque as horas passam devagar mas os dias passam a correr, e o meu filho já tem 5 meses, e eu era capaz de jurar que ainda ontem ele tinha 2 dias.

Um dia vão perceber

As minhas colegas e amigas não percebem ainda que sair a horas de gente é um conceito incompatível com sair após as 19h.
Elas não percebem que tenho demasiado sono para ir frequentemente para os copos.
Elas não percebem que se eu trabalhar mais do que 6h diárias, terei direito a horas extra, mediante as horas a mais que trabalhar.
OS meus/minhas colegas, não percebem que o trabalho é das últimas coisas em que penso ao acordar.
Eles não percebem que agora, mais facilmente me emociono perante histórias de crianças, animais, you name it.
Eles não percebem que tudo o resto passa a ter uma importância pequenina, pequenina.
Eles não percebem que a carreira não é tudo.
Eles não percebem...
Um dia vão perceber.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Post Anti Fashionista


A sério que me querem tentar convencer que isto é bonito...?

Portugueses pelo escritório

Existem alguns comportamentos típicos portugueses com os quais não me identifico. Estão muito longe da minha forma de ser. Agora que sou mãe, isso é ainda mais exponenciado.
Falemos no comportamento típico de escritório. Os diz que disse, os segredos, as conversas de corredor, as aparências que contam tanto ou mais do que a competência... Tudo isso me irrita e procuro fugir o mais possível. Mas nem sempre dá.
Uma das críticas que me fazem frequentemente a nível profissional é o facto de não me saber vender. Têm razão, não sei. O que é isto de não me saber vender? É não me dar com as pessoas certas, não ser amiga de x ou y porque convém, não mostrar mais do que aquilo que efectivamente sou. Realmente, sou péssima nisso. Mas entretanto fui alertada que, caso queira evoluir na carreira, terei de me esforçar um pouco mais para me vender. Bem sei que me vão dizer que estas coisas fazem parte, é mesmo assim, etc. Eu sei. Mas tenho muita dificuldade. Soa-me tudo a falso. E eu detesto falsidade.
Com a maternidade as minhas prioridades mudaram, a minha forma de ver o mundo, também. Apetece-me chegar à beira de algumas pessoas e dizer-lhes que há tão mais vida para além das intriguices de escritório, que há coisas tão mais importantes... Porém, enquanto as relações pessoais/de conveniência se sobrepuserem à competência, bem... Então tenho muito que aprender e dar da perna.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Sobre a final de ontem



Podes ganhar todos os Grand Slams que te apetecer. Podes ter 28 anos e estares na melhor fase da tua carreira, a jogar o melhor ténis da actualidade.
Podes.

Mas nunca terás 1/10 da classe deste senhor.


Diz que é um mal necessário

Trabalhar.
Acabou-se a licença. Acabaram-se as férias. O regresso ao trabalho está a ser tão difícil quanto eu previa. O princípe lá ficou com a minha sogra e o meu coração ficou com ele também.
Dizem que ser mãe é mesmo isto, viver com o coração fora do peito.
Não sei como serão os restantes dias, mas está a parecer-me que isto será sempre difícil.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

As cólicas

As cólicas são um assunto muito recorrente quando falamos em bebés até aos cerca de 3/4 meses de idade. Não, não são um assunto fantasioso, existem mesmo, e formam-se devido à acumulação de gases e imaturidade do intestino dos bebés. Por norma, ocorrem a partir das 3 semanas. No caso do David, foi precisamente a partir das 3 semanas que elas, as malditas, atacaram em força. Lembro-me de pensar, quando estávamos a chegar às 3 semanas e ele não mostrava ainda sinais de cólicas, que poderíamos ser uns afortunados, até porque ele sempre fez muito bem cocó. De um dia para o outro, tudo mudou. Tivemos dias e noites infernais. Sobretudo noites. Eles contorcia-se todo, coitadinho, vermelho, a gritar, notavam-se que eram gritos de dor, e eu aflita, já não sabia bem o que lhe fazer.
Ele gritava, franzia a testa, contorcia as pernas... E eu só queria tirar-lhe as dores e passá-las para mim. Mas não tinha como. O pediatra receitou colimil e vagopax (nenhum comparticipado, preparem-se, no mundo dos bebés, nada é comparticipado...), sendo que o último é apenas para usar em último recurso mesmo, pois é um relaxante muscular. Felizmente, ele foi tendo cada vez menos cólicas, até que desapareceram por completo. O que resultou connosco?
- Um frasquinho de colimil por dia;
- Massagens preventivas das cólicas- são mesmo isso, preventivas. Não resultam do dia para a noite, mas fazendo todos os dias, 1 ou 2 vezes por dia, nunca depois das refeições e nunca numa crise de cólicas, resultam a médio prazo. O David gosta muito.
- Biberões Dr. Brows- têm um sistema patenteado que ajuda a formação de ar no biberão (a verdade é que realmente nos outros biberões vejo mesmo as bolhinhas de ar e nos Browns isso de facto não acontece). Eu não posso afirmar com 1000% de certeza que foram estes biberões que tiraram as cólicas ao meu bebé, mas certamente não prejudicaram. Penso que terá sido a combinação destas 3 coisas.
Fica a imagem do biberão:

Outra coisa que ajuda o vosso bebé nas crises de cólicas?
Miminho, colinho, e muitaaa paciência.
Força. Vai passar.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

O bebé adormeceu, e agora?

Se são mães e o vosso bebé (ou bebés) são como o meu, este post é mesmo para vocês. O meu bebé, graças a Deus nosso senhor, dorme a noite toda. Sim, juro. Sem choros, sem treinos de bebés, sem dramas. Até tenho medo de dizer isto. Sobretudo porque no início ele já deu noites muitoooo más. Mas a partir de determinado momento, passou, literalmente de um dia para o outro, a dormir 5h seguidas, e a acordar a meio da noite apenas para comer. Esteve assim umas semanas. Eu já achava isto espectacular. Até que... Começou a acordar às 7h, 8h... E eu fiquei maravilhada, que era bom demais para ser verdade. E pronto, há umas semanas que as nossas noites são assim, adormece normalmente entre as 23h e as 00h30, e acorda entre as 7h e as 9h.
Como vos disse, o livro "Os bebés também querem dormir" ajudou-me em muitas coisas, e o capítulo do sono é realmente dos mais pequenos. Porque quanto mais regulado o bebé estiver, melhor dormirá. Sem dúvida.
Ora, o que acontece agora, desde há uns dias para cá, é que o David já não dorme uns soninhos bons durante o dia. Penso que esteja a atravessar um pico de crescimento. Anteriormente, dormia pelo menos 1h30 de manha e 1h30/2h à tarde. E esses soninhos são muito importantes. Mas nos últimos dias, nada disso, só me faz 1 ou outro soninho de meia hora. E ao meu colo. Agora até estou admirada pois está na alcofa e ainda não começou a gritar.
Portanto o dilema é este: O bebé adormeceu, e agora?! Há tanto para fazer! Assim de repente vejo: A Bomboca de pijama e desarranjada, com um cabelo que mete dó; a casa que mete medo ao susto; roupa para tratar que este miúdo bolsa como se quisesse bolsar o mundo; comer; descansar; ver uma série que me interesse; fazer exercício... E tantas coisas mais! E o que é que eu acabo por fazer?! Fico a falar com amigas no facebook ou a olhar para a televisão... isto, quando o David não acorda no tempo em que eu vou ao wc e volto...
Aiii, vida de mãe.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O livro que eu acho que todas as grávidas e recém mamãs deveriam ler


Nem tenho palavras para dizer o quanto este livro me ajudou. A sério. Disse-me algumas coisas que eu já sabia mas precisava de validar, outras que desconhecia totalmente, e deu-me dicas para algumas situações. Ajudou-me a compreender melhor o meu bebé, os sinais que ele me transmite, o que ele me quer dizer. Porque na verdade é mesmo disso que se trata, de compreendermos o nosso bebé e estarmos em sintonia. Coincidência ou não, tudo passou a correr melhor depois de ter lido este livro, e ter encontrado essa mesma sintonia.
Dou-vos uma dica preciosa que encontrei neste livro: comprem uma bola de pilates. Será a vossa nova melhor amiga. Quando tudo o resto parecer falhar para acalmar o bebé, a bola de pilates fará milagres. Sentem-se em cima dela com o bebe no colo e saltem a um ritmo que acharem conveniente. Depois digam-me coisas.
Claro que à medida que o bebé cresce vão percebendo que os braços... Mas que ele se acalma, lá isso sim! Pelo menos resulta com a maior parte dos bebés. Para mais dicas, leiam o livro, que é mesmo muito bom.
Já tive oportunidade de agradecer pessoalmente à Constança por ter escrito este livro, e agora faço-o por aqui. Obrigada. Mesmo.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Concha

Porque raio alguém chama Concha a uma filha?! Expliquem-me... Não acham que é demasiado beto/pretensioso/parvo/sem sentido...?! E que tal búzio, não?
Bolas...

Digam lá a verdade, as pessoas não vão a concertos para ver e ouvir os concertos, pois não?

Ainda o meu bebé não mostrava sinais de estar doentito, eu e bomboco fomos ao festival marés vivas ver o meu amigo John Legend. Achei o concerto fabuloso, ele canta maravilhosamente (eu já sabia isso, apenas confirmei ao vivo), tem um charme e presença que não acabam, enfim, adorei, adorei, adorei. Mas há algo que tenho vindo a reparar ao longo dos anos, e creio sinceramente que está cada vez pior, que é o facto de as pessoas insistirem em andar de um lado para o outro durante os concerto. É uma coisa impressionante... As pessoas estão constantemente a andar de lado para lado, a solicitar passagem, empurram, pisam, distraem, estragam o momento da canção... E não aproveitam elas o concerto, nem todas as outras pessoas que não têm nada a ver com o assunto, apenas calharam de estar naquele local. Eu juro que no final do concerto já estava capaz de bater em alguém. Porque raio alguém vai a um concerto daqueles para estar a passar de um lado para o outro, já depois do concerto começar e ainda antes do mesmo terminar?! Acho mesmo que é uma falta de respeito para com o artista e para com as pessoas que ali estão para realmente USUFRUÍREM do concerto. É que não estamos a falar de uma pessoa ou outra que passa porque se atrasou a chegar ao concerto, ou precisa de sair, ou precisa de ir à casa de banho... Não. Estamos a falar de magotes e magotes de gente constantemente em movimento. Digam-me sinceramente, o que é que aquela gente vai para ali fazer? Eu lembro-me de ir a concertos, há muitos anos atrás, e de não passar por este flagelo, pelo menos de forma tão exagerada. O que é que aconteceu nestes anos recentes? As pessoas não podem simplesmente usufruir do momento? E os smartphones... Gente e gente a gravar a "all of me", se calhar a única música que conhecem do cantor (ao meu lado estiveram umas miúdas que não tinham mais de 18 anos, que estavam aborrecidas de morte o concerto todo, sempre a falar, e a dizerem que ele nunca mais cantava a "all of me".), em vez de aproveitarem aquele momento único e irrepetível. Aproveitem, deixem lá os ecrãs!
E por favor, não vão a concertos que realmente não querem ver. É penoso para vós, e para quem realmente quer apreciar o concerto.
É por estas e por outras que cada vez menos tenho paciência para festivais. Adicione-se o exagero das acções promocionais da treta e temos um cenário dantesco. Acho que havia mais fila para tirar uma selfie não sei onde, do que para as casas de banho.
Cada vez mais prefiro os concertos a solo das bandas, se houver lugares sentados, melhor ainda. Eu já não ia ao marés vivas há muitos anos. Se entretanto voltar a vir um artista que eu queira mesmo ver, não tenham dúvidas sobre onde me encontrar. Sim, nas cadeirinhas.
Ahhhhh, como eu entendo agora o prazer de ir a concertos com lugar sentado! Acho que desde que fui ao primeiro que não quero outra coisa. O hype dos festivais é muito giro. Mas o conforto dos meus pés e bem mais. Isso, e poder agarrar o meu marido numa música romântica sem levar um encontrão. Ahhhhh, que maravilha.

Nem sei que título dar a isto

Quando temos um filho doente, a preocupação assoberba-nos de tal forma que nem conseguimos pensar em mais nada. Felizmente, já está tudo a correr novamente pelo melhor. 
Não era nada de grave. Apenas uma coisita chata mas comum nos bebés. Só que este coração de mãe... Vocês sabem, não é?

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Metáforas da vida

Ir a casa dos meus familiares com o meu filho, é como deixar cair uma gota de sangue num mar infestado de tubarões.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Senhores do comércio de rua, vinde cá

Quem esmagou as vossas margens e os vossos lucros após impostos, não foram só o governo ou a Inditex. Não. Foram essencialmente os senhores. Isso.
Claro que com a existência de shoppings cujo interior está recheado de cadeias internacionais, a vossa vida fica mais dificultada. É preciso inovar. Ou então, mudar maus hábitos.
O tal emprego que eu desejaria hoje não ter trocado, situava-se no centro do Porto. Na minha hora de almoço, não havia dia quase nenhum em que, depois de almoçar, não desse uma voltinha pelas ruas circundantes. E o que via eu nesses pequenos passeios? As lojas de rua, invariavelmente, fechadas para almoço. E os shoppings? E as Zaras? Abertas, pois claro.
Bem sei que os funcionários dessas lojas também têm de almoçar. Mas assim na loucura, porque não fazê-lo numa hora diferente de todos os potenciais clientes, que necessariamente estão a fazer uma pausa, pois os escritórios fecham, etc? Tantas, tantas vezes que deixei de comprar isto ou aquilo porque a loja em questão estava fechada, e depois, na hora da minha saída, o mesmo acontecia.
Portanto, continuem. Continuem a fechar à hora de almoço, de preferência com 2h para almoço. Assim, todas aquelas pessoas dos escritórios circundantes, vão fazer as suas compras de impulso nas cadeias Inditex e demais.

Outra coisa gira que aconteceu recentemente na minha zona, foi a seguinte: Aqui onde moro há uma gelataria bastante boa e conhecida. Invariavelmente, o estabelecimento apresenta-se cheio de clientes. Ora, no último mês, a gelataria esteve fechada. Resolveram fazer obras. Sim, em vez de o fazerem em Janeiro ou Fevereiro, fizeram-no no pico do Verão. Faz sentido...

Falta de visão. É do que carecem essencialmente os típicos empresários portugueses.

Incrível como o sono muda tudo

Com 2 meses, o sono nocturno do meu filho voltou a piorar.
Está muito inquieto, acorda de 2h em 2h, ora porque quer comer, ora porque está sempre a querer por os punhos na boca e com isso inquieta-se e acorda... E também (é o que eu acho), porque o meu marido voltou ao trabalho esta semana e eles... Sentem tudo.
E eu... Quando não durmo, ressinto-me muito. Fico mais nervosa, com menos paciência... Mas é por um sorriso na cara sempre que possível, e pensar que vai voltar a dormir melhor.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Quando penso na situação Grega...

Lembro-me sempre daquelas figuras gigantes feitas com peças de dominó, que se modificam quando uma pequena peça de dominó bate noutra, e todas desabam por aí fora.

Butterfly Effect

Aí há uns anos trabalhei, como reforço de Verão, num determinado local. Gostei de tudo. Do emprego, da equipa, do salário e do horário. O Verão acabou e eu fui, de subsídio de desemprego, à minha vidinha. Arranjei emprego 15 dias depois. Um record até para mim, que sou esforçada no que diz respeito à procura de emprego. O emprego era similar, numa empresa concorrente, gostava do que fazia, gostava do horário e gostava do salário. Da equipa, mais ou menos. Até que chegou o dia em que me ligaram do outro emprego, aquele em que eu tinha estado. Era para fazer um estágio, possibilidades de efectivar muito fortes no final do mesmo, diziam eles, mas o salário era bastante menor. Informo a minha nova entidade patronal que tinha recebido outra oferta e que portanto me iria fazer à vida. Que gostava muito, sim senhor, mas lá ia eu. E então dizem-me que não, que aguardasse. Falam lá com os manda chuvas e dizem que me vão aumentar o salário, eu que não me vá embora, que me passam a efectiva em 6 meses. Mas eu já estava com a ideia fisgada no outro. E ao contrário do que dizia o meu marido, lá fui eu, ganhar 400€ (brutos) a menos, porque sim senhora, eu gostava mais do outro emprego.
Mas depois veio o resgate da Troika. E a efectividade que era certa, certinha, esfumou-se. E vim embora, sem sequer ter direito a subsídio de desemprego, porque o regime de estágio nessa empresa não obrigava a descontos para a Segurança Social.
Chorei 2 semanas. Só em apetecia meter-me num buraco. Todas as promessas em que tinha acreditado, foram-se. Soube que a pessoa que tinham contratado para me substituir lá na outra segunda empresa, efectivou. Hoje ainda continua lá, e ganha sensivelmente o dobro do que eu ganho actualmente.

Os anos passam e eu ainda penso nisso. Como seria a minha vida se lá tivesse ficado. Certamente teria um salário e ordenado melhores.
E arrependo-me até ao tutano.
E porque penso nisto? Porque quando disse, na minha empresa actual, que estava grávida, perguntei se isso iria condicionar o meu percurso profissional. Asseguraram-me que não, que o mesmo, só dependeria das minhas avaliações de desempenho. Como tinha andado a enviar cv's para tudo o que era sítio para fugir aquele emprego maravilhoso que tive onde nem recebia a tempo e horas o que me era devido (os leitores mais antigos devem lembrar-se das peripécias do meu anterior emprego, que se revelou mais uma excelente decisão profissional...), durante muito tempo recebi chamadas para entrevistas. Recusei sempre, algumas até ofertas firmadas, pois tinha sido referenciada por pessoas do sector. Sempre para ganhar ligeiramente mais. Nada de muito transcendente, nem de relevo, mas mais. Mas eu, grávida e de bem com a empresa, deixei-me ficar quietinha. Não ia agora mudar, cometer o mesmo erro outra vez. Ora, entretanto, o ano de trabalho acabou e as avaliações de desempenho sustentam a minha subida de escalão. Só que agora vêm-me com a conversa de que se calhar não há vagas para todos, e que eu, apesar de ter melhores avaliações do que alguns colegas, estive grávida e estou de licença, por isso há que dar primazia a colegas que estão na empresa há mais tempo e não estão de licença.
E eu penso na minha vida. Como seria se nunca tivesse mudado. Se estaria hoje mais feliz profissionalmente. E queria ter o poder de voltar atrás e corrigir aquela decisão, dizer que sim senhor, que aceitava ficar e receber mais, que gostava muito e agradecia a oportunidade.
Gostava de poder ter horário para sair, sobretudo agora, que tenho quem dependa de mim.

E penso que faça eu o que fizer, parece que as minhas escolhas profissionais são sempre as erradas.

Tantas, tantas ideias para posts

Mas não as aponto, e depois quando finalmente tenho tempo para vir aqui, não há uma de que me lembre.
Bonito.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Ser mãe é... #2

Ficar felicíssima por ver cóco.

Há dias assim, em que me apetece chorar

Nem sei se me apetece chorar de alegria, de tristeza ou lá o que é. Só sei que nunca fui tão feliz em toda a minha vida como fui nestes últimos 15 dias. Foi o segundo período de licença do meu marido, e aproveitámos muito. Passámos uma noite só os dois, foi muito bom e estávamos a precisar. O menino cada vez chora menos e já ri que se farta. Somos uma família muito feliz. E por isso mesmo, agora que o meu marido vai voltar a trabalhar, sei que esta harmonia termina, para dar lugar os dias em que o tempo em família é curto, e em que as noites são mais mal dormidas.
É o motivo pelo qual me apetece chorar.
Vai ser bonito quando for a minha vez de voltar a trabalhar. Vai vai.

sábado, 27 de junho de 2015

Dos maridos que ajudam

Temos tendência a nos agregarmos com outras pessoas com características semelhantes às nossas. À custa da minha nova condição de mãe, tenho conhecido igualmente outras recém mamãs, quer através de consultas de pediatria, centos de saúde, etc.
Ora, não são raras as vezes em que algumas dessas mulheres que agora são mães, vão confidenciando que os maridos "até ajudam com o bebé" ou "até ajudam em casa". Ajudam com o bebé? Mas o bebé não é também filho deles? E a casa? É apenas da mulher? São estes micro machismos que continuam a vigorar na nossa sociedade. O quão sortudas elas são, porque os maridos "até ajudam". Deixem-me dizer-vos um segredo: é suposto eles fazerem o mesmo que vocês. Sim, juro. Os homens não têm qualquer limitação genética para cuidar de um bebé ou de uma casa. Todos deverão repartir as tarefas. E claro que, como em tudo, há tarefas que poderão ser melhor desempenhadas pelos homens, outras pelas mulheres, conforme os nossos gostos e habilidades. Contudo, o suposto é eles "ajudarem". Tal como nós os "ajudamos".
Mas estes são os bons maridos. Os que se gabam de ajudar em casa.
Nem me façam falar dos que não mexem uma palha. Dos que não trocam uma fralda ou dão um biberão. Desses, nem me façam falar senão fico mal dos nervos.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Isto não está ao abandono, eu juro

Apenas as minhas mãos estão invariavelmente ocupadas. Isto da maternidade é coisa para nos alterar de tal forma as rotinas, que quando não estamos com um adorável bebé nos braços, há sempre coisas para fazer, nomeadamente tomar banho, colocar maquilhagem suficiente para não nos assemelharmos ao abominável homem das Neves, fazer uma refeição, dormir... Enfim, um conjunto de prioridades que nem sempre incluem ligar o computador. De qualquer das formas, todos nós já estamos mais habituados às novas rotinas, rotinas essas que são nossas e de mais ninguém. E apesar de eu não gostar muito de elaborar posts através do smartphone, acho que será a forma mais eficiente de tentar que o blog não esteja de todo abandonado.

De resto, por aqui, estamos todos óptimos. Tirando o cansaço, claro, o pequeno David cresce a olhos vistos, está muito bem, come bem e começa a dormir muito melhor à noite. Chora muito menos ao logo do dia, já quase não tem cólicas e está, normalmente, bem disposto.
Há pouco tempo deu o seu primeiro sorriso intencional. Estávamos os dois sozinhos em casa, eu estava a mudar-lhe a fralda e de repente... Ele sorri. Mas não foi um esgar, um reflexo. Todo ele se iluminou, sorriu com vontade e eu soube que sim, o meu bebé tinha acabado de sorrir para mim. Não é preciso dizer que quase morri de emoção, pois não? Quero ver quando ele começar a andar ou a falar... Estou para ver.
É oficial, transformei-me numa chorona. Sim, a típica mãe que chora por tudo e por nada, que dá 300 beijos ao filho só para ir ao supermercado... Pois. Sou eu.

Ser mãe é... #1

Aprender a apreciar comida morna.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

As coisas que se aprendem, em andando nisto dos blogs

Pelos vistos, quem gosta de futebol é acéfalo.
Está bem então...

Coisas absurdas que as pessoas dizem

Eu gostava que me explicassem o motivo pelo qual algumas pessoas acham que podem mandar bitaites não solicitados a mulheres que acabaram de ser mães. Para além dos familiares e amigos, cujos comentários eu normalmente respondo com uma boca ou reviro os olhos e ignoro, tenho reparado que pessoas que eu não conheço de lado nenhum, não se coíbem de efectuar comentários sobre o meu filho e a maternidade em geral. E quem são essas pessoas? Pois é, adivinharam, pessoas idosas. Eu não percebo, a sério que não. Eu devo ter um íman que atrai tudo quanto é velho chato, maluco, presunçoso, intrometido. Já o Bomboco diz que não percebe como é que eles vêm todos ter comigo. Eu acho que as pessoas de idade chegam a uma fase da vida em que já não têm filtros. E então começam a dizer tudo o que lhes apetece, apropriado ou não. Para além disso, antigamente, as pessoas achavam-se no direito de dizer as maiores barbaridades, adicionando ao facto de essas pessoas serem, normalmente, pessoas com baixa escolarização e nível de cultura geral, o que conduz a que muitas vezes acabem por cair nos ditos populares sem qualquer fundamento.
Sempre que saio com o miúdo à rua, sei que, para além das fraldas e restante parafernália infantil, tenho de levar também comigo uma boa dose de paciência. Partilho convosco alguns dos melhores comentários recebidos até hoje, de gente que, sublinhe-se, eu não conheço, nunca vi mais gorda, e não pretendo conhecer (tudo dito por idosos):

- A propósito de uma saída ao início da noite, em que estávamos eu, o miúdo, e Bomboco, sendo que eu ia a empurrar o carrinho. Velhota "aiii menina, agora a noite não convém ser a menina a empurrar o carrinho! Tem de ser o pai!" Perante a minha cara de estupefacção, diz a velha "diz que não é bom!". Pronto, sendo assim fico mais esclarecida.

- Na sala de espera do hospital, em que o miúdo já tem um mês, recebo o seguinte comentário "que menino tão lindo! É prematuro?" Eu respondi que não. Diz a velhota "ah, mas parece". Respondo eu que nem tudo o que parece é, e a velha cala-se. Refiro apenas que nesse mesmo dia, o puto media 54cm, e pesava 4,700kg. Grandinho, o prematuro.

- Na farmácia, em que o miúdo estava um pouco aborrecido e a resmungar, vira-se uma senhora de idade "menina, isso deve ser vontade de ver as luzes, dê cá que eu pego nele". Só lhe respondi "não".

- No shopping: "tão lindo! É adoptado?" Nem respondi. Fiquei com cara wtf.

- No centro de saúde: "posso pegar? É que eu nunca tive filhos". "Não".

- Ainda no centro de saúde: "ai coitadinho, está a dormir aqui com este barulho... Deve ser surdo!".

- Na padaria, ao fim da tarde: "menina, tem de por uma agulha debaixo do carrinho, senão não pode sair com ele tão pequenino".

- Novamente no centro de saúde, quando ele foi fazer o teste do pezinho, e eu tinha saído do hospital há 2 dias, mal me podia mexer: "com o menino tão pequenino já está grávida de outro?".

Digam-me, dá para aguentar? Que falta de chá, de tudo. Depois queixam-se que eu tenho mau feitio...


terça-feira, 2 de junho de 2015

Vou tentar voltar, aos bocadinhos- Resumo dos últimos dias

Desculpem-me. Não falecemos, não nos aconteceu nada de mal.
Apenas me calhou na rifa um bebé que não é come e dorme e não gosta de estar acordado sem ser a pedir atenção.
Há dias mais fáceis do que outros. Parece que se chamam "high need babies", sei lá eu. Só sei que os primeiros tempos da maternidade são duros, muito duros. O meu marido já está a trabalhar há quase um mês (é completamente incompreensível o pouco tempo de licença do pai. Se querem fazer algo pela taxa de natalidade deste país, mas algo a sério, a primeira coisa que têm a fazer é aumentar as licenças parentais pagas a 100%. Isso sim seria uma medida com impacto nas vidas das famílias.), ou seja, estou por minha conta.
Não tenho ajudas da minha família, não tenho primos nem irmãos, e os meus sogros vão ficar com o miúdo quando eu for trabalhar, mas não têm saúde para me andar a fazer o que eu realmente precisava nesta fase, que é tratar da casa, fazer recados, etc. etc.
Há dias em que me sinto esgotada. Hoje é um deles. O miúdo não dormiu nada a noite toda, e apenas adormeceu agora (vamos ver por quanto tempo).
Há dias em que consigo tomar um duche, mas normalmente tenho de esperar que o Bomboco chegue do emprego. Quando ele chega, a nossa rotina é ele tratar do bebé, eu a fazer o jantar e arrumar a cozinha, depois se o puto não estiver a chorar (está quase sempre, a essa hora), vemos um bocado de televisão e pomos a conversa em dia antes de lhe darmos banho e a última refeição da noite. O meu marido já não se deita depois das 23h30, e eu, deito-me quando dá.
Amo este miúdo mais do que tudo, mas sem ajudas, não é fácil. De vez em quando lá o deixo com os meus sogros e vamos dar uma volta. Mas até agora só fizemos isso duas vezes. Penso que teremos de começar a fazê-lo mais vezes, quer para sairmos juntos, quer durante a semana, para eu descansar. A bem da nossa relação e da minha sanidade mental.
Mas quando penso nisso, em deixá-lo, e apesar de saber que ele fica em excelentes mãos, não sei o que me dá, parece que algo me impede. Não sei se é a ansiedade da separação, se é o medo de que os meus sogros me achem má mãe, se é tudo junto.
Não sei.
Sei que há dias em que estou esgotada e hoje é um deles.
É lindo ser mãe. Mas é duro.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Vou contar-vos um segredo, mas não digam a ninguém...

Muitas, mas mesmo MUITAS mulheres têm problemas com a amamentação. Mas escondem-no. A pressão que nos é feita assim o exige.
Infelizmente, para muitas de nós a amamentação não é inata, e em alguns casos, nem sempre é possível, ao contrário do que as fundamentalistas nos querem fazer crer.
E depois sentimo-nos culpadas, claro...

terça-feira, 12 de maio de 2015

Maravilhas da maternidade #1- Sim, eu também falo de amamentação

Vou falar sobre o tema que é, muito provavelmente, o mais polémico no que respeita à maternidade (pelo menos nos primeiros tempos de vida do bebé): a amamentação. Este tema, que faz com que pessoas aparentemente saudáveis percam a cabeça e tenham instintos estranhos, quais seitas religiosas levadas ao extremo.
Importa referir que eu sou defensora da amamentação. Acredito piamente que o leite materno é, regra geral, o melhor alimento para o bebé nos primeiros meses de vida. Mas não sou defensora da amamentação a todo e qualquer custo. Eu sou defensora da amamentação quando esta se revela a melhor solução para mãe e bebé. Quando não, existem outras alternativas.
Existe actualmente na sociedade, uma pressão desmedida para que uma mulher dê de mamar. Uma mãe que não dá de mamar à sua cria, é, automaticamente, má mãe. Não importam os motivos. As mães topo de gama dão de mamar até aos 6 anos e se for preciso, com mastites, mamilos gretados, lágrimas e peito em sangue. Sangue, suor e lágrimas, literalmente.
Os hospitais incentivam a amamentação quase ao exagero. Uma rapariga, num quarto ao lado do meu, decidiu que não queria dar de mamar, já tinha essa ideia bem estruturada. Pois que uma das enfermeiras só faltava bater-lhe. As pessoas têm de ser livres de tomar as decisões que acreditam ser as melhores para si e para os seus. A rapariga foi informada (estiveram com ela enfermeiras a explicar-lhe os benefícios do leite materno, etc etc), portanto, fez a sua escolha.
Mas vou contar-vos o meu caso. Antes de mais digo: preparem as pedras. Eu não dou de mamar, actualmente, ao meu filho.
Conto-vos a minha experiência. Na noite anterior ao meu parto eu não dormi nada de nada. A azia e a falta de posição para dormir estragaram-me o sono nas últimas duas semanas de gravidez. É lixado este paradoxo, que é o facto de quando estava grávida, no final do tempo, podia dormir mas não conseguia, agora, consigo dormir mas não posso. Adiante.
O meu trabalho de parto durou desde as 14h até às 23h, que foi quando o meu bebé nasceu. Sempre com epidural, claro está. Não dormi durante esse tempo. Sempre que estava para adormecer, vinham ver-me a dilatação ou reforçar a epidural, ou tirar as tensões.
Tendo em conta o tempo que me demoraram a coser, etc, eu só fui para o quarto por volta das 2h30. Cheia de dores, pensava eu que iria conseguir dormir um pouco, que estava completamente exausta. Puro engano. Tentam por o miúdo a mamar novamente (já tinha mamado um pouco na sala de partos). Ele nunca fez boa pega, apesar dos muitos (IMENSOS) esforços meus e das enfermeiras. Depois adormecia no peito. Toca de acordar. Suplício novamente. Mas eu estava disposta a tudo. Fazia tudo o que me diziam, by the book. Mas o miúdo continuava a pegar mal e a gritar a bom gritar de fome. Perdeu peso (é normal nos recém nascidos, mas tem de ser monotorizado). As horas e os dias passavam-se nisto. Eu não dormia e ele também não. Estávamos ambos exaustos e eu, que nunca senti o peito a endurecer e não o via a engolir, comecei a achar que algo estava mal. Peço a bomba para ver se consigo extrair leite. Nada. Meia hora de bomba e nem uma gota de leite. Percebi finalmente o problema.
Saídos do hospital, fiz tudo o que me aconselharam as enfermeiras: comprei uma bomba eléctrica, pus sempre o miúdo ao peito apesar da pega não ser boa e ser um martírio para ele e para mim para tentar estimular a produção de leite, tomei promil, tomei syntocinon, tirava leite à bomba, eu sei lá. Mesmo na bomba, às meias horas, nunca consegui extrair mais de 30ml no total. Cada vez parecia ter menos leite. Vieram enfermeiras a minha casa para me ajudar. Elas confirmaram o que eu já sabia. A minha subida de leite tinha sido muito fraca, e eu não tinha leite. Continuar a tentar só ia aumentar o meu desespero e o dele. Eu, que estava genuinamente afectada por não conseguir dar de mamar, que só me apetecia chorar e me sentia uma incompetente, respirei finalmente. Havia mais mulheres com o mesmo problema que eu. Eu fiz tudo o que podia e o que não podia para amamentar o meu filho. A culpa, sempre a culpa, que me perseguiu durante estas semanas, estava finalmente a desvanecer-se.
E depois percebi que a culpa que eu sentia era uma imposição que me faziam. Eu TINHA de dar de mamar ao meu bebé, afinal, todas conseguem. Porque raio eu não conseguia?
Ou ainda melhor, como uma enfermeira me disse "tem de tentar ter leite". Pois... É porque eu estalo os dedos e pumba, jorra leite! Enfim.

Esta questão da amamentação mexeu muito comigo. Não ter leite, andar a tirar à bomba para estimular, andar a obrigar o miúdo a mamar em vácuo também para estimular... Eu não fazia mais nada a não ser andar em volta das minhas mamas. Tenho noção que nas primeiras semanas não curti o meu filho e o meu marido em pleno. Tudo girava em torno da amamentação. E quando finalmente me resignei que não tinha leite nem iria ter, as coisas começaram a correr melhor e eu deixei de ter vontade de me enfiar num buraco a chorar.
O David é alimentado agora a biberão, e está finalmente a ganhar peso, e eu estou finalmente a sorrir quando chega a hora da alimentação, e não a chorar.
Portanto, de consciência tranquila e em paz comigo própria, sei hoje que definitivamente, a amamentação nem sempre é possível (ao contrário do que muitas apregoam por aí), e nem sempre é a melhor solução para mãe e bebé.
Mais vale um biberão dado com serenidade e carinho, do que uma mama dada com stress, dor e tristeza.
Curtam os vossos bebés. Isso sim, é o mais importante.


sábado, 9 de maio de 2015

Bomboca, o que tens a dizer sobre a experiência da maternidade?

Sabem quando amam tanto alguém, mas tanto tanto, que até dói?
E têm vontade de chorar porque esse amor, que é tão grande, traz uma responsabilidade gigantesca, a par de um medo quase irracional de não se ser suficiente, de não se ser capaz.
É o que eu tenho a dizer até agora.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Maravilhas da gravidez #16 ou o que ninguém vos conta sobre o parto

O David nasceu de parto normal. Eu nunca fiz grandes planos sobre o parto que queria ou deixava de querer, pois sempre coloquei essa decisão nas mãos do meu médico, em quem confio em pleno. Eu sabia que ele iria optar pela melhor solução para o bebé e para mim.
Posto isto, posso dizer-vos que não sofri muito. Antes da epidural, tive contracções, dolorosas, sim, mas ainda no limite do razoável. Mas depois de me darem a epidural, foi remédio santo, O que nunca me tinham dito, mas eu cedo percebi, é que devemos pedir reforço de dose assim que começarmos a sentir umas dorzinhas ligeiras. Foi o que fiz e não sofri praticamente nada em todo o trabalho de parto. Sempre que sentia algo... Chamava a enfermeira. Porque o reforço nunca é tão forte como a primeira dose, além disso, demora algum tempo a actuar (10m, no mínimo).
Antes de ter de fazer força, levei nova dose de epidural. Claro que senti os toques que me faziam, o rebentamento da bolsa, senti a puxarem-me lá dentro... Sentir, sente-se. Assemelha-se a uma certa pressão, e não é confortável. Mas posso dizer que dores dores, nada. Mesmo na hora do bebé sair, o que sentia era puxões, nada que não conseguisse aguentar.
Desta forma, pode dizer-se que tive um parto "santo". E se já não compreendia as mulheres que não querem tomar epidural por opção, agora ainda compreendo menos. É que aquilo tudo é coisa para doer horrores. Portanto se a ciência arranjou forma de tornar a coisa menos penosa, que assim seja.
Agora, há certos pormenores que ninguém vos conta. Não é tudo lindo e maravilhoso, nem pensar. Posso dizer-vos que vão ser algaliadas e isso não é agradável. Pois. Eu também pensei que nos deixassem ir à casa de banho. Não. É mesmo pelo tubinho. Vão ter vontade de fazer número 2. E vão fazê-lo. Onde? Numa aparadeira. E como não se conseguem mexer direito, uma enfermeira/auxiliar vai ajudar-vos a limpar. Eu sei. Eu também pensava que o limiar máximo da minha dignidade era ter várias pessoas a porem-me as mãos aqui em baixo. Mas não. Há sempre mais por onde podemos descer.
Confesso que a parte de não poder ir à casa de banho, para mim foi um choque.
Mas adiante.
Ora, depois de me coserem e de eu já ter o bebé ao pé de mim, siga de ir para o internamento de obstetrícia. Ainda meio drogada, sinto que começo a ter algumas dores. Peço que me dêem algo para as dores. Dizem que sim, já vão tratar do assunto. Em pouco tempo apresentam-me benuron. E eu penso "como???". Peço se não posso tomar algo mais forte. Dizem que vão ver se posso tomar brufen. Eu começo a ver a minha vida a andar para trás, e as dores a aumentarem de intensidade a um ritmo bem forte.
Começo a desesperar quando me dizem que é mesmo assim. Não posso tomar nada mais forte, vou ter de me contentar com aquilo. 
Pois bem, fala-se muito nas dores do parto, mas se as pessoas forem devidamente sedadas (se assim o quiserem, claro), as dores que se passam são relativamente suportáveis. Agora, o pós parto... Para mim está a ser muito complicado. Naquele primeiro dia, quando o efeito da epidural passou, pensava que morria. Tenho tido muitas dores na zona dos pontos, e ninguém nunca me disse que doía assim. Outra coisa que me faz um bocadinho de confusão é a quantidade de sangue que se perde. Tenho perdido sangue de forma assustadora. 
E pronto, algumas destas questões foram completa novidade para mim. Não fazia ideia que se sofria tanto no pós parto, nem que durante o trabalho de parto, a utilização do wc estava vedada.
A parte boa é que cada dia parece que dói menos um bocadinho.
Estou é ansiosa por perceber quando é que me vou conseguir sentar...

Update

O David nasceu a dia 22 de Abril.
Correu tudo bem, é saudável e tem estado bem. Não chora muito, pelo menos para já. É só e apenas a coisinha mais linda, perfeitinha e mágica que já vi até hoje. E não, nada nos prepara para a sensação de amor, de arrebatamento, de incredulidade que se sente.
Fico com vontade de chorar ao olhar para o meu filho. Não sei se é baby blues ou não, eu sempre fui meia lamechas, por isso, com as hormonas, basta multiplicar.
Sei que o vou amar para sempre, até ao fim dos meus dias.

Overwhelmed

Palavra que define os últimos dias.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Das várias coisas que não entendo- Comissão de Protecção de Crianças e Jovens?

Todos temos conhecimento da notícia horrível, que dá conta do padastro que matou a enteada à porrada, e feriu também o irmão da menina.
Para além de, claro, não perceber como é que alguém mata uma criança à porrada, não consigo perceber como é que uma comissão de protecção de menores, está 7 meses sem agir, sendo que esta família já estava mais do que referenciada. As crianças faltavam frequentemente à escola e a consultas médicas. Apesar da mãe ("mãe"...) trabalhar, a família vivia de ajudas do Banco Alimentar. E eu pergunto, como é possível, neste país dito de primeiro mundo, que uma comissão de PROTECÇÃO de crianças, esteja 7 meses sem agir, perante vários relatos de abusos, maus tratos, e negligência. Deixaram a situação andar durante 7 meses, a ver se acontecia o quê? Claro, este desfecho! Ou estavam sinceramente à espera que a situação destas crianças fosse melhorar?
Neste país ainda existe muito pudor em retirar crianças à sua família de sangue, independentemente do melhor interesse das crianças.
Neste país, os mecanismos da adopção não funcionam. As crianças ficam anos entre as instituições e as famílias biológicas sem condições, e rapidamente passam os anos, sem que estes menores tenham o acompanhamento e família que precisam e merecem.
Assusta-me que vivamos num país onde a miséria grassa, sobretudo a miséria de mentalidades, e não existam mecanismos estatais para colmatar estas falhas.
Não sei o que vai acontecer a esta criança que sobreviveu, e a todas as outras crianças que estão em situações semelhantes, que são ignoradas pela família biológica e pelo Estado, ou seja, precisamente por aqueles que as deveriam proteger.
O que sei é que, como digo sempre, esta gente de merda não tem problemas de fertilidade.

Maravilhas da Gravidez #15

A barriga está tão, mas tão grande, que as minhas ancas e coxas até parecem "pequenas".

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Adoro

Pessoas que falam do "lifestyle", e têm blogs sobre "lifestyle".
Adoro.

Mas assim de repente, o que é isso?

Medos

- Medo de que algo no parto corra mal;
- Medo de que o meu bebé nasça com algum problema de saúde;
- Medo de sofrer horrores no parto;
- Medo de sofrer horrores no pós parto;
- Medo de que o puto seja daqueles bebés que não dorme, nem come, só chora;
- Medo de não conseguir ou de demorar imenso a retomar a vida sexual;
- Medo de que nos passemos a dar mal enquanto casal;
- Medo de nunca mais conseguir voltar ao peso e à figura pré gravidez (está muito certo que é necessária força de vontade, mas a genética também tem uma palavra importante a dizer...);
- Medo de me desleixar enquanto mulher (não acredito, mas...);
- Medo, medo...

Enfim. Vários medos. É isto que ocupa a cabeça desta quase quase mãe.

Maravilhas da Gravidez #14

E as pontadas aqui no fundinho da barriga, que uma pessoa até anda de lado, hein?
Bom, muito bom...

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Desesperada

Não consigo dormir de noite. Isso é ponto assente. Durmo apenas umas horitas, bem longe do que eu gostaria.
De dia, queria descasar mas não consigo. Porquê? Porque o meu vizinho de cima anda há 2 meses, sim, 2 meses, com obras em casa. Todos os dias, de manhã até ao final da tarde, é uma barulheira ininterrupta de máquinas a furar, martelos, enfim, todo um conjunto de barulhos agradáveis.
Eu estou à beira do desespero.
Seja em que divisão da casa for, ouve-se perfeitamente a barulheira das obras. Não sei o que fazer. Preciso de descansar, de repousar e é isto. Pior, o meu puto nasce a qualquer momento, e isto vai continuar, porque se não terminou até agora, sei lá eu quando irá terminar.
Eu sei que é permitido fazer-se barulho de x a x horas. Tudo muito certo. Mas barulho de obras não é propriamente o mesmo que o barulho "normal" de uma casa. E isto já dura vai fazer 2 meses.
Sabem se existe algum limite temporal para a duração de obras numa casa?
É que estou exausta, sinceramente.
E estou a ver isto a continuar quando o meu filho nascer, e ele sem dormir de dia por causa do barulho...
Que desespero!

terça-feira, 14 de abril de 2015

A minha gaveta favorita



O que se faz com um bocadinho de tempo e paciência.
Sim, adoro maquilhagem. Nota-se, não é?

Porra.

Soube que um casal nosso amigo, de quem gostamos muito, e que estavam juntos há cerca de 9 anos, se vai separar.
Têm tudo a ver um com o outro e sempre foram felizes. Até agora.
E dada a situação que ocorreu, não tem volta possível.
Às vezes as pessoas fazem coisas completamente contra a sua natureza, fruto de um lapso momentâneo, sendo que depois as consequências são terríveis.
Esse casal nosso amigo foi ao nosso casamento, e da mesa em que estiveram, toda constituída por casais, eram os que ainda estavam juntos, pois todos os outros já se separaram, e eram aqueles relativamente aos quais sempre achamos que nunca se iriam separar.
Ainda estou em choque.
Porra.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

O inacreditável acontece na Segurança Social

Hoje fui à Segurança Social. É sempre um bom sítio para passarmos um tempo, se não tivermos com que nos entreter. Valha ao menos o atendimento prioritário.
A minha visita tinha como objectivos alterar a minha morada, e saber se a minha baixa de risco já tinha sido diferida. Não é possível alterar a morada, dizem-me. Apesar de já a ter alterado no registo civil, dizem-me que tenho de esperar que eles comuniquem a mesma à SS. Pergunto quanto tempo demora. Não sabem. Ninguém sabe. Bom, assunto seguinte.
Pergunto se a minha baixa já foi processada. Dizem-me que sim, para não me preocupar porque vou receber no dia 23. Tranquila, começo a levantar-me até que a funcionária da SS me diz "vai receber para o banco X". E eu fico estarrecida porque não tenho conta no banco X há pelo menos 5 anos. E explico que quando entreguei os papéis para a baixa, entreguei também um pedido de alteração de NIB, precisamente porque não sabia se o meu NIB estava ou não actualizado. A senhora diz-me que não sabem de pedido de alteração de NIB nenhum. Ninguém viu, ninguém alterou, ninguém nada.
Os valores que tenho a receber foram processados para o meu NIB antigo e agora não há maneira nenhuma de parar o processo. Altero-me. Enervo-me. Pergunto quando me devolvem o dinheiro. Dizem-me que não sabem. Que o dinheiro agora foi processado para o banco X, que eles não podem interromper o processamento, e só quando o banco devolver esse dinheiro à SS, é que eles podem voltar a processar para me pagarem. Dizem que todo este processo não demora menos de 1,5/2 meses. Até lá? Bem, até lá não recebo nada. Azarito. Enervo-me ainda mais. Digo que isto não pode ser, que é impensável. Chamam a chefe de repartição. A senhora repete tudo outra vez, frisando que não há nada que eles possam fazer. O mal está feito, ninguém alterou o NIB a tempo.
Dizem-me ainda que quando nascer a criança, tem de se ir lá pedir o subsídio de parentalidade. Que este processo pode demorar entre 2 a 4 semanas para ser analisado. Portanto, é bem possível que passem mais 1 ou 2 processamentos em que o valor do subsídio não vá para pagamento.
Não sabem quando vou receber o que quer que seja.
Ninguém pode resolver nada.
Enervo-me mais um bocado e isto é uma merda porque não me posso enervar.
Dizem-me, na SS, que esta situação já aconteceu com mais não sei quantas grávidas. Enervo-me ainda mais porque não percebo como situações destas continuam a acontecer e ninguém faz nada para as resolver, ninguém quer saber. As coisas passam-se e ninguém assume responsabilidade de nada, o processamento não pode ser parado. A grande máquina Estatal é cega e não corrige erros.
Vou ao banco. Dizem-me que não se pode reabrir uma conta que já foi fechada, ainda por cima há tantos anos. Dizem-me também que não podem fazer nada, que o sistema, ao receber aquele dinheiro, observa que a conta de destino é inválida, e automaticamente faz a devolução à SS.
Ninguém pode fazer coisa nenhuma.

Estou aqui a pensar na minha vida, a pensar como vou pagar a renda, a água, a luz e restantes despesas dos próximos 2 meses. Nunca, em 10 anos, estive um mês sem receber um salário. Não tenho mais nenhuma fonte de rendimento. Sempre descontei, nunca tive uma baixa na vida.
E agora acontece isto, e vou passar dificuldades no mês em que o meu filho vai nascer, quando eu recebo o suficiente para não ter de andar a pedir dinheiro a ninguém, quando eu recebo o suficiente para ir ao supermercado e comprar carne e peixe, quando eu recebo o suficiente para pagar as minhas contas e não ter de passar por este sufoco.
Mas este mês, o mês de nascimento do meu filho, e o próximo, vou ter de andar a racionar. Vou ter de andar à míngua. Não porque não trabalhe, não porque fiquei a dever dinheiro à SS, como o sr. Primeiro Ministro. Não. Eu vou passar dificuldades porque um qualquer funcionário não alterou o meu NIB.
E é isto. E brinca-se assim com a vida das pessoas, como se elas fossem de papel.
Nunca pensei passar por isto. Não com um emprego estável e rendimentos certos. Não agora.
Não estivesse eu grávida e acho que tinha partido tudo em meu redor.

Eu não digo que neste país, só quem é muito pobre é que tem incentivos a ter filhos?

O Governo pondera comparticipar a vacina Prevenar (fora do plano nacional de vacinação), a famílias carenciadas.
Tudo muito certo. E as outras famílias? As outras, como eu, que ainda não decidiram se têm dinheiro para pagar a porra da vacina (mas que eventualmente já sei que vamos ter de arranjar dinheiro para a pagar), e que têm de andar a esticar o orçamento até mais não para pagar a dita?
Há 3 coisas que são essenciais num Estado Social: educação, saúde e justiça. E o Estado, se se quer social, tem de conseguir garantir igualdade para todos os cidadãos nestas esferas.
Agora, eu, e outras famílias ditas de classe média, poderão não conseguir pagar a vacina.
Ou a vacina é grátis para todos, ou não é para ninguém, porque para ser grátis para algumas pessoas, entende-se que a mesma assume elevada importância médica. Se assim é, então necessita de ser grátis para todos, não só para alguns.

Maravilhas da gravidez #13

Não consigo dormir.
Nunca pensei dizer ou escrever isto, mas é verdade.
Eu, que sempre fui aquela pessoa que adormece facilmente, a qualquer hora e em qualquer lugar. Eu, que adormeço frequentemente em transportes, em salas de espera, em repartições de finanças, que já adormeci numa discoteca (não, não estava sob o efeito de álcool ou drogas), enfim, que já adormeci em praticamente todo o lugar, não consigo dormir. É desesperante.
Ora me levanto 20 vezes para ir à casa de banho, ora não consigo arranjar posição, ora a azia, ora isto, ora aquilo.
Nunca, meus amigos, nunca pensei chegar o dia em que eu não conseguisse dormir. E o pior? O pior é que tenho na mesma sono.
Socorro.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Na blogosfera, como no mundo

Há pessoas que não percebem a diferença entre discriminação tácita e ilegalidade.
Perguntar a alguém, numa entrevista de emprego, se deseja ter filhos num futuro próximo é ilegal. Ponto.
Agora, discriminação? O que é que se entende por discriminação? Eu entrei na minha empresa actual, em prejuízo de outras pessoas, porque a minha empresa só contrata pessoas oriundas de faculdades de topo. Isso é discriminação? Ou é um requisito pré estabelecido, de que todos os intervenientes no mercado têm conhecimento à partida?
Entretanto, para além de me chocar o total desconhecimento da lei, bem como a ligeireza com que se fala de uma coisa destas, chocam-me os comentários, quer do blogger em questão, quer dos que por lá comentam, inclusivamente mulheres, afirmando que o "feminismo está na moda", que entre um homem solteiro ou uma mulher com filhos, preferem contratar o homem solteiro, entre outras barbaridades que tais.
E novamente os micro machismos, a estupidez que abunda na cabeça das pessoas é sempre motivo para me espantar, tal como o facto de esta gente ainda ter público.
Quando é que esta gente vai acordar para a realidade, e perceber que sem famílias, não existe nenhuma sociedade sustentável? Empresariozinhos da merda, que não contratam mulheres em idade fértil, que preferem estagnar a economia, que não entendem que a médio prazo não existirá quem lhes pague as reformas, porque andaram muito ocupados a despedir mulheres grávidas, ou a intimidar as funcionárias, para que estas não tivessem filhos.
Cambada de gente ignorante que não sabe somar 2 mais 2.

Juro-vos que subo paredes com estas merdas. Tocam-me especialmente porque felizmente estou a ter uma experiência oposta à que agora é regra em Portugal. Depois esta gente vem explicar-se com a crise, mas a crise não pode ser o bode expiatório de tudo. A crise é de valores e de mentalidades. Por outro lado, se então existe excesso de oferta de mão-de-obra, como é o caso, não será portanto complicado conseguir encontrar uma pessoa para substituir a grávida que vai de licença. Mas não dá jeito ver as coisas por esse prisma.

Recordo a reacção de um empresariozinho desses de caca, com quem tive a infelicidade de conviver há pouco tempo, que a propósito da minha gravidez, me perguntou se a minha empresa me iria mandar embora. Confusa e chocada com a pergunta, disse prontamente que não. Fulaninho responde-me que tinha muita sorte, pois ele manda (e agora vou citar) "todas as prenhas para o desemprego". Que charme.
Mas o pior é que este fulano não é excepção. Como este, infelizmente, há muitos.
Cambada de gente burra.