Está cada vez mais lindo, risonho, é normalmente dorme a noite toda. É um simpático e ri-se para toda a gente ao contrário da mãe. Já se arrasta, senta-se razoavelmente e ainda não tem dentes mas está sempre aflito. Continua a gostar de muitaaaa atenção e muito colinho!
Deveríamos ter pelo menos um ano de licença de maternidade...
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terça-feira, 10 de novembro de 2015
terça-feira, 22 de setembro de 2015
A noite em que o meu bebé foi dormir para o quarto dele
Foi esta noite.
Tencionávamos que ele ficasse no nosso quarto pelo menos até perfazer 6 meses, mas temos um daqueles berços pequeninos, do género Next to me da Chicco, e nos últimos dias, o nosso bebé deu um salto em termos de crescimento, pelo que de manhã já o encontrávamos com as perninhas dobradas.
Assim sendo, achámos que ele estava a ficar desconfortável e precisava de mais espaço, por isso esta noite já dormiu no quartinho dele.
Estranhou (o meu filho é avesso à mudança, só pode, também demorou a comer bem a sopa, e ainda está em adaptação à papa), e acordou às 4h, só adormecendo de novo às 5h, portanto estou aqui com uma moca de sono que nem é bom. Mas depois dormiu bem e tivemos de ser nós a acordá-lo (parte-me o coração quando isso acontece). Acontece que como ele tem espaço, estava todo de lado, com a cabeça encostada ao protector de berço, e todo descoberto. Penso que poderá ter ficado com frio... Nós tapámo-lo bem, mas ele arranja sempre maneira de ficar sem os cobertores. Alguma sugestão para isto não acontecer?
E protectores de berço? Já li que não são muito aconselháveis (o que temos é só mesmo um paninho, nada de muito grosso nem volumoso), mas qual é a opção, deixá-lo bater com a cabeça nas grades?!
Sugestões aceitam-se.
Apesar de ele ter acordado a meio da noite, acho que me custou mais a mim do que a ele...
Direito a dispensa para amamentação ou aleitação
Como falei noutro post sobre a questão da redução horária, e como sei que existem algumas dúvidas sobre esta questão, vou colocar aqui o que diz a lei:
Legislação: artigos 35º, nº 1 i), 47º, 48º e 65º da Lei 7/2009 de 12.02
Conteúdo: direito da mãe que amamenta o filho a ser dispensada do trabalho para o efeito e durante o tempo que durar a amamentação.
Nota 1: No caso de não haver amamentação e desde que ambos os progenitores exerçam actividade profissional, qualquer deles ou ambos, consoante decisão conjunta, têm direito a dispensa para aleitação, até o filho perfazer um ano.
A dispensa diária para amamentação ou aleitação é gozada em dois períodos distintos, com a duração máxima de uma hora cada, salvo se outro regime for acordado com o empregador.
No caso de nascimentos múltiplos, a dispensa diária é acrescida de mais trinta minutos por cada gémeo além do primeiro.
Se qualquer dos progenitores trabalhar a tempo parcial, a dispensa diária para amamentação ou aleitação é reduzida na proporção do respectivo período normal de trabalho, não podendo ser inferior a trinta minutos. Neste caso, a dispensa diária é gozada em período não superior a uma hora e, sendo caso disso, num segundo período com a duração remanescente, salvo se outro regime for acordado com o empregador.
Condições: No caso de dispensa para amamentação, a trabalhadora comunica ao empregador com uma antecedência de dez dias relativamente ao início da dispensa. Se a amamentação se prolongar para lá de um ano, deve apresentar atestado médico.
No caso de dispensa para aleitação, o progenitor deve comunicar ao empregador com uma antecedência de dez dias relativamente ao início da dispensa, apresenta ainda declaração conjunta, declara qual o período de dispensa gozado pelo outro progenitor (se for caso disso) e junta prova de que o outro progenitor exerce actividade profissional (e caso seja trabalhador por conta de outrem, prova de que informou o respectivo empregador da decisão conjunta).
Efeitos: a dispensa para amamentação ou aleitação, não determina a perda de quaisquer direitos e é considerada como prestação efectiva de trabalho (artigo 65º, nº 2).
Legislação: artigos 35º, nº 1 i), 47º, 48º e 65º da Lei 7/2009 de 12.02
Conteúdo: direito da mãe que amamenta o filho a ser dispensada do trabalho para o efeito e durante o tempo que durar a amamentação.
Nota 1: No caso de não haver amamentação e desde que ambos os progenitores exerçam actividade profissional, qualquer deles ou ambos, consoante decisão conjunta, têm direito a dispensa para aleitação, até o filho perfazer um ano.
A dispensa diária para amamentação ou aleitação é gozada em dois períodos distintos, com a duração máxima de uma hora cada, salvo se outro regime for acordado com o empregador.
No caso de nascimentos múltiplos, a dispensa diária é acrescida de mais trinta minutos por cada gémeo além do primeiro.
Se qualquer dos progenitores trabalhar a tempo parcial, a dispensa diária para amamentação ou aleitação é reduzida na proporção do respectivo período normal de trabalho, não podendo ser inferior a trinta minutos. Neste caso, a dispensa diária é gozada em período não superior a uma hora e, sendo caso disso, num segundo período com a duração remanescente, salvo se outro regime for acordado com o empregador.
Condições: No caso de dispensa para amamentação, a trabalhadora comunica ao empregador com uma antecedência de dez dias relativamente ao início da dispensa. Se a amamentação se prolongar para lá de um ano, deve apresentar atestado médico.
No caso de dispensa para aleitação, o progenitor deve comunicar ao empregador com uma antecedência de dez dias relativamente ao início da dispensa, apresenta ainda declaração conjunta, declara qual o período de dispensa gozado pelo outro progenitor (se for caso disso) e junta prova de que o outro progenitor exerce actividade profissional (e caso seja trabalhador por conta de outrem, prova de que informou o respectivo empregador da decisão conjunta).
Efeitos: a dispensa para amamentação ou aleitação, não determina a perda de quaisquer direitos e é considerada como prestação efectiva de trabalho (artigo 65º, nº 2).
Em suma, qualquer um dos progenitores tem direito à dispensa das 2h diárias, sendo que o horário em que essa dispensa irá acontecer, será combinado entre o trabalhador e a entidade empregadora. Existe a necessidade de avisar sobre esta dispensa, com 10 dias de antecedência. Independentemente de estarmos ou não a amamentar, temos direito à dispensa diária até o bebé perfazer um ano.
No meu caso, como o meu trabalho funciona por projectos, nem sempre me vai ser possível usufruir desta dispensa. Efectivamente, a minha empresa vende as horas que irá demorar o projecto a ser concluído, à empresa cliente, o que implica que se eu tiver uma semana para concluir o projecto, terá de ser mesmo feito em uma semana. Pelo que se vou usufruir das horas... Depende.
A ver vamos.
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Restantes mamãs, eu queria mesmo saber
Se isto de estar a fazer um esforço enorme para não chorar, disfarçando as lágrimas nos olhos, vai acontecer todas as segundas, ou se passa.
O meu bebé é demasiado pequenino e eu saio demasiado tarde.
O meu bebé é demasiado pequenino e eu saio demasiado tarde.
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
O susto da minha vida
Passei boa parte do início da manhã lavada em lágrimas.
Foi um susto, acho que já está tudo bem. Acho.
Vou descrever aqui no blog o que se passou, de modo a servir de alerta para todos os outros pais ou futuros pais, para que possam evitar e nunca aconteça convosco. Não desejo a ninguém.
Hoje, o meu bebé acordou às 6h45 da manhã. Troquei-lhe a fralda, dei-lhe o leitinho, e após o biberão vi que estava a fazer força para fazer cocó. Depois de arrotar, coloquei-o na parte mais funda do chaise longue, ou seja, na parte entre o L e o início so sofá, o mais afastado possível da extremidade, como já o fiz em tantas outras ocasiões. A outra fralda e o creme barreira estavam mesmo ali ao lado, na malinha dele, só tinha de me virar por um segundo. E foi isso que bastou, um segundo. Já estão a ver, não é?
Eu virei-me e foi o segundo mais aterrador da minha vida, pois só tive tempo de ouvir um baque no chão, uma pancada seca, seguido do grito de dor e susto do meu filho. Pensei que ia morrer quando rapidamente me viro e o encontro no chão, de barriga para cima, e a chorar em aflição. Eu já sabia que ele se virava. Mas não imaginava que já conseguia rebolar, e ainda por cima tão depressa. Foi um segundo. Um segundo aterrador.
Felizmente, para já, não tem qualquer hematoma, ou indícios. Liguei de imediato para a saúde 24 (ele rapidamente se acalmou), mas a minha vontade era logo pegar em tudo e zarpar para o hospital. Na linha lá me acalmaram, disseram que como a queda foi muito pequena (30cm), certamente não terá nenhuma consequência para além do susto, pediram-me para lhe mexer na cabeça, nas costinhas, e não me pareceu que ele estivesse a sentir dor.
Disseram-me para ficar atenta nas próximas horas, caso ele durma mais do que o normal, ou vomite em jacto mais de 2 vezes, que aí sim, convém levá-lo a um hospital, mas que para já, não terei, em princípio, qualquer razão para me preocupar.
É claro que estou preocupada... Mas o meu coração de mãe diz-me que não foi nada. Não foi, mas podia ter sido. Eu não imaginava que o meu bebé já conseguia rebolar tão depressa.
Bem dizia a enfermeira do meu curso pós parto, que os bebés nos surpreendem e todos os dias aprendem a fazer coisas novas. Eu aprendi da pior forma, que ele já consegue rebolar.
Da saúde 24 ficaram de ligar mais logo à noite, para saberem como está o meu bebé.
Ele sorri, come normalmente e parece-me bem.
Já eu... Fiquei a sentir-me um caco.
Agora eu já sei. Quando tiver de me virar, nem que seja por um segundo, o menino ficará no chão (no seu tapete), no parque, no berço, ou na espreguiçadeira com os cintos.
Não aguento outra destas.
Desculpa meu bebé.
Não facilitem. A sério. Pode ser só um susto, mas pode ser algo mais grave, e acreditem que não querem ter esse peso na consciência.
Foi um susto, acho que já está tudo bem. Acho.
Vou descrever aqui no blog o que se passou, de modo a servir de alerta para todos os outros pais ou futuros pais, para que possam evitar e nunca aconteça convosco. Não desejo a ninguém.
Hoje, o meu bebé acordou às 6h45 da manhã. Troquei-lhe a fralda, dei-lhe o leitinho, e após o biberão vi que estava a fazer força para fazer cocó. Depois de arrotar, coloquei-o na parte mais funda do chaise longue, ou seja, na parte entre o L e o início so sofá, o mais afastado possível da extremidade, como já o fiz em tantas outras ocasiões. A outra fralda e o creme barreira estavam mesmo ali ao lado, na malinha dele, só tinha de me virar por um segundo. E foi isso que bastou, um segundo. Já estão a ver, não é?
Eu virei-me e foi o segundo mais aterrador da minha vida, pois só tive tempo de ouvir um baque no chão, uma pancada seca, seguido do grito de dor e susto do meu filho. Pensei que ia morrer quando rapidamente me viro e o encontro no chão, de barriga para cima, e a chorar em aflição. Eu já sabia que ele se virava. Mas não imaginava que já conseguia rebolar, e ainda por cima tão depressa. Foi um segundo. Um segundo aterrador.
Felizmente, para já, não tem qualquer hematoma, ou indícios. Liguei de imediato para a saúde 24 (ele rapidamente se acalmou), mas a minha vontade era logo pegar em tudo e zarpar para o hospital. Na linha lá me acalmaram, disseram que como a queda foi muito pequena (30cm), certamente não terá nenhuma consequência para além do susto, pediram-me para lhe mexer na cabeça, nas costinhas, e não me pareceu que ele estivesse a sentir dor.
Disseram-me para ficar atenta nas próximas horas, caso ele durma mais do que o normal, ou vomite em jacto mais de 2 vezes, que aí sim, convém levá-lo a um hospital, mas que para já, não terei, em princípio, qualquer razão para me preocupar.
É claro que estou preocupada... Mas o meu coração de mãe diz-me que não foi nada. Não foi, mas podia ter sido. Eu não imaginava que o meu bebé já conseguia rebolar tão depressa.
Bem dizia a enfermeira do meu curso pós parto, que os bebés nos surpreendem e todos os dias aprendem a fazer coisas novas. Eu aprendi da pior forma, que ele já consegue rebolar.
Da saúde 24 ficaram de ligar mais logo à noite, para saberem como está o meu bebé.
Ele sorri, come normalmente e parece-me bem.
Já eu... Fiquei a sentir-me um caco.
Agora eu já sei. Quando tiver de me virar, nem que seja por um segundo, o menino ficará no chão (no seu tapete), no parque, no berço, ou na espreguiçadeira com os cintos.
Não aguento outra destas.
Desculpa meu bebé.
Não facilitem. A sério. Pode ser só um susto, mas pode ser algo mais grave, e acreditem que não querem ter esse peso na consciência.
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
O que me irrita mesmo nisto do pós gravidez
Nem é ter ficado 4 semanas sem me poder sentar por causa dos pontos.
Nem são as 2 ou 3 estrias que ganhei de presente na barriga.
Nem é ter ficado uma chorona de primeira.
Nem é andar constantemente cheia de sono.
Não... O que me irrita mesmo nisto do pós gravidez, foram os meus pés que cresceram sei lá como e agora quase não tenho sapatos que me sirvam, e o facto de, ainda que me falte muito pouco para voltar ao peso pré gravidez, as minhas ancas alargaram de tal forma que algumas das minhas calças mais justas não servem.
Enfim, não há direito.
Nem são as 2 ou 3 estrias que ganhei de presente na barriga.
Nem é ter ficado uma chorona de primeira.
Nem é andar constantemente cheia de sono.
Não... O que me irrita mesmo nisto do pós gravidez, foram os meus pés que cresceram sei lá como e agora quase não tenho sapatos que me sirvam, e o facto de, ainda que me falte muito pouco para voltar ao peso pré gravidez, as minhas ancas alargaram de tal forma que algumas das minhas calças mais justas não servem.
Enfim, não há direito.
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
As cólicas
As cólicas são um assunto muito recorrente quando falamos em bebés até aos cerca de 3/4 meses de idade. Não, não são um assunto fantasioso, existem mesmo, e formam-se devido à acumulação de gases e imaturidade do intestino dos bebés. Por norma, ocorrem a partir das 3 semanas. No caso do David, foi precisamente a partir das 3 semanas que elas, as malditas, atacaram em força. Lembro-me de pensar, quando estávamos a chegar às 3 semanas e ele não mostrava ainda sinais de cólicas, que poderíamos ser uns afortunados, até porque ele sempre fez muito bem cocó. De um dia para o outro, tudo mudou. Tivemos dias e noites infernais. Sobretudo noites. Eles contorcia-se todo, coitadinho, vermelho, a gritar, notavam-se que eram gritos de dor, e eu aflita, já não sabia bem o que lhe fazer.
Ele gritava, franzia a testa, contorcia as pernas... E eu só queria tirar-lhe as dores e passá-las para mim. Mas não tinha como. O pediatra receitou colimil e vagopax (nenhum comparticipado, preparem-se, no mundo dos bebés, nada é comparticipado...), sendo que o último é apenas para usar em último recurso mesmo, pois é um relaxante muscular. Felizmente, ele foi tendo cada vez menos cólicas, até que desapareceram por completo. O que resultou connosco?
- Um frasquinho de colimil por dia;
- Massagens preventivas das cólicas- são mesmo isso, preventivas. Não resultam do dia para a noite, mas fazendo todos os dias, 1 ou 2 vezes por dia, nunca depois das refeições e nunca numa crise de cólicas, resultam a médio prazo. O David gosta muito.
- Biberões Dr. Brows- têm um sistema patenteado que ajuda a formação de ar no biberão (a verdade é que realmente nos outros biberões vejo mesmo as bolhinhas de ar e nos Browns isso de facto não acontece). Eu não posso afirmar com 1000% de certeza que foram estes biberões que tiraram as cólicas ao meu bebé, mas certamente não prejudicaram. Penso que terá sido a combinação destas 3 coisas.
Fica a imagem do biberão:
Ele gritava, franzia a testa, contorcia as pernas... E eu só queria tirar-lhe as dores e passá-las para mim. Mas não tinha como. O pediatra receitou colimil e vagopax (nenhum comparticipado, preparem-se, no mundo dos bebés, nada é comparticipado...), sendo que o último é apenas para usar em último recurso mesmo, pois é um relaxante muscular. Felizmente, ele foi tendo cada vez menos cólicas, até que desapareceram por completo. O que resultou connosco?
- Um frasquinho de colimil por dia;
- Massagens preventivas das cólicas- são mesmo isso, preventivas. Não resultam do dia para a noite, mas fazendo todos os dias, 1 ou 2 vezes por dia, nunca depois das refeições e nunca numa crise de cólicas, resultam a médio prazo. O David gosta muito.
- Biberões Dr. Brows- têm um sistema patenteado que ajuda a formação de ar no biberão (a verdade é que realmente nos outros biberões vejo mesmo as bolhinhas de ar e nos Browns isso de facto não acontece). Eu não posso afirmar com 1000% de certeza que foram estes biberões que tiraram as cólicas ao meu bebé, mas certamente não prejudicaram. Penso que terá sido a combinação destas 3 coisas.
Fica a imagem do biberão:
Outra coisa que ajuda o vosso bebé nas crises de cólicas?
Miminho, colinho, e muitaaa paciência.
Força. Vai passar.
terça-feira, 18 de agosto de 2015
O bebé adormeceu, e agora?
Se são mães e o vosso bebé (ou bebés) são como o meu, este post é mesmo para vocês. O meu bebé, graças a Deus nosso senhor, dorme a noite toda. Sim, juro. Sem choros, sem treinos de bebés, sem dramas. Até tenho medo de dizer isto. Sobretudo porque no início ele já deu noites muitoooo más. Mas a partir de determinado momento, passou, literalmente de um dia para o outro, a dormir 5h seguidas, e a acordar a meio da noite apenas para comer. Esteve assim umas semanas. Eu já achava isto espectacular. Até que... Começou a acordar às 7h, 8h... E eu fiquei maravilhada, que era bom demais para ser verdade. E pronto, há umas semanas que as nossas noites são assim, adormece normalmente entre as 23h e as 00h30, e acorda entre as 7h e as 9h.
Como vos disse, o livro "Os bebés também querem dormir" ajudou-me em muitas coisas, e o capítulo do sono é realmente dos mais pequenos. Porque quanto mais regulado o bebé estiver, melhor dormirá. Sem dúvida.
Ora, o que acontece agora, desde há uns dias para cá, é que o David já não dorme uns soninhos bons durante o dia. Penso que esteja a atravessar um pico de crescimento. Anteriormente, dormia pelo menos 1h30 de manha e 1h30/2h à tarde. E esses soninhos são muito importantes. Mas nos últimos dias, nada disso, só me faz 1 ou outro soninho de meia hora. E ao meu colo. Agora até estou admirada pois está na alcofa e ainda não começou a gritar.
Portanto o dilema é este: O bebé adormeceu, e agora?! Há tanto para fazer! Assim de repente vejo: A Bomboca de pijama e desarranjada, com um cabelo que mete dó; a casa que mete medo ao susto; roupa para tratar que este miúdo bolsa como se quisesse bolsar o mundo; comer; descansar; ver uma série que me interesse; fazer exercício... E tantas coisas mais! E o que é que eu acabo por fazer?! Fico a falar com amigas no facebook ou a olhar para a televisão... isto, quando o David não acorda no tempo em que eu vou ao wc e volto...
Aiii, vida de mãe.
Como vos disse, o livro "Os bebés também querem dormir" ajudou-me em muitas coisas, e o capítulo do sono é realmente dos mais pequenos. Porque quanto mais regulado o bebé estiver, melhor dormirá. Sem dúvida.
Ora, o que acontece agora, desde há uns dias para cá, é que o David já não dorme uns soninhos bons durante o dia. Penso que esteja a atravessar um pico de crescimento. Anteriormente, dormia pelo menos 1h30 de manha e 1h30/2h à tarde. E esses soninhos são muito importantes. Mas nos últimos dias, nada disso, só me faz 1 ou outro soninho de meia hora. E ao meu colo. Agora até estou admirada pois está na alcofa e ainda não começou a gritar.
Portanto o dilema é este: O bebé adormeceu, e agora?! Há tanto para fazer! Assim de repente vejo: A Bomboca de pijama e desarranjada, com um cabelo que mete dó; a casa que mete medo ao susto; roupa para tratar que este miúdo bolsa como se quisesse bolsar o mundo; comer; descansar; ver uma série que me interesse; fazer exercício... E tantas coisas mais! E o que é que eu acabo por fazer?! Fico a falar com amigas no facebook ou a olhar para a televisão... isto, quando o David não acorda no tempo em que eu vou ao wc e volto...
Aiii, vida de mãe.
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
O livro que eu acho que todas as grávidas e recém mamãs deveriam ler
Nem tenho palavras para dizer o quanto este livro me ajudou. A sério. Disse-me algumas coisas que eu já sabia mas precisava de validar, outras que desconhecia totalmente, e deu-me dicas para algumas situações. Ajudou-me a compreender melhor o meu bebé, os sinais que ele me transmite, o que ele me quer dizer. Porque na verdade é mesmo disso que se trata, de compreendermos o nosso bebé e estarmos em sintonia. Coincidência ou não, tudo passou a correr melhor depois de ter lido este livro, e ter encontrado essa mesma sintonia.
Dou-vos uma dica preciosa que encontrei neste livro: comprem uma bola de pilates. Será a vossa nova melhor amiga. Quando tudo o resto parecer falhar para acalmar o bebé, a bola de pilates fará milagres. Sentem-se em cima dela com o bebe no colo e saltem a um ritmo que acharem conveniente. Depois digam-me coisas.
Claro que à medida que o bebé cresce vão percebendo que os braços... Mas que ele se acalma, lá isso sim! Pelo menos resulta com a maior parte dos bebés. Para mais dicas, leiam o livro, que é mesmo muito bom.
Já tive oportunidade de agradecer pessoalmente à Constança por ter escrito este livro, e agora faço-o por aqui. Obrigada. Mesmo.
sexta-feira, 24 de julho de 2015
Nem sei que título dar a isto
Quando temos um filho doente, a preocupação assoberba-nos de tal forma que nem conseguimos pensar em mais nada. Felizmente, já está tudo a correr novamente pelo melhor.
Não era nada de grave. Apenas uma coisita chata mas comum nos bebés. Só que este coração de mãe... Vocês sabem, não é?
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Metáforas da vida
Ir a casa dos meus familiares com o meu filho, é como deixar cair uma gota de sangue num mar infestado de tubarões.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Incrível como o sono muda tudo
Com 2 meses, o sono nocturno do meu filho voltou a piorar.
Está muito inquieto, acorda de 2h em 2h, ora porque quer comer, ora porque está sempre a querer por os punhos na boca e com isso inquieta-se e acorda... E também (é o que eu acho), porque o meu marido voltou ao trabalho esta semana e eles... Sentem tudo.
E eu... Quando não durmo, ressinto-me muito. Fico mais nervosa, com menos paciência... Mas é por um sorriso na cara sempre que possível, e pensar que vai voltar a dormir melhor.
Está muito inquieto, acorda de 2h em 2h, ora porque quer comer, ora porque está sempre a querer por os punhos na boca e com isso inquieta-se e acorda... E também (é o que eu acho), porque o meu marido voltou ao trabalho esta semana e eles... Sentem tudo.
E eu... Quando não durmo, ressinto-me muito. Fico mais nervosa, com menos paciência... Mas é por um sorriso na cara sempre que possível, e pensar que vai voltar a dormir melhor.
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Há dias assim, em que me apetece chorar
Nem sei se me apetece chorar de alegria, de tristeza ou lá o que é. Só sei que nunca fui tão feliz em toda a minha vida como fui nestes últimos 15 dias. Foi o segundo período de licença do meu marido, e aproveitámos muito. Passámos uma noite só os dois, foi muito bom e estávamos a precisar. O menino cada vez chora menos e já ri que se farta. Somos uma família muito feliz. E por isso mesmo, agora que o meu marido vai voltar a trabalhar, sei que esta harmonia termina, para dar lugar os dias em que o tempo em família é curto, e em que as noites são mais mal dormidas.
É o motivo pelo qual me apetece chorar.
Vai ser bonito quando for a minha vez de voltar a trabalhar. Vai vai.
É o motivo pelo qual me apetece chorar.
Vai ser bonito quando for a minha vez de voltar a trabalhar. Vai vai.
sexta-feira, 26 de junho de 2015
terça-feira, 2 de junho de 2015
Vou tentar voltar, aos bocadinhos- Resumo dos últimos dias
Desculpem-me. Não falecemos, não nos aconteceu nada de mal.
Apenas me calhou na rifa um bebé que não é come e dorme e não gosta de estar acordado sem ser a pedir atenção.
Há dias mais fáceis do que outros. Parece que se chamam "high need babies", sei lá eu. Só sei que os primeiros tempos da maternidade são duros, muito duros. O meu marido já está a trabalhar há quase um mês (é completamente incompreensível o pouco tempo de licença do pai. Se querem fazer algo pela taxa de natalidade deste país, mas algo a sério, a primeira coisa que têm a fazer é aumentar as licenças parentais pagas a 100%. Isso sim seria uma medida com impacto nas vidas das famílias.), ou seja, estou por minha conta.
Não tenho ajudas da minha família, não tenho primos nem irmãos, e os meus sogros vão ficar com o miúdo quando eu for trabalhar, mas não têm saúde para me andar a fazer o que eu realmente precisava nesta fase, que é tratar da casa, fazer recados, etc. etc.
Há dias em que me sinto esgotada. Hoje é um deles. O miúdo não dormiu nada a noite toda, e apenas adormeceu agora (vamos ver por quanto tempo).
Há dias em que consigo tomar um duche, mas normalmente tenho de esperar que o Bomboco chegue do emprego. Quando ele chega, a nossa rotina é ele tratar do bebé, eu a fazer o jantar e arrumar a cozinha, depois se o puto não estiver a chorar (está quase sempre, a essa hora), vemos um bocado de televisão e pomos a conversa em dia antes de lhe darmos banho e a última refeição da noite. O meu marido já não se deita depois das 23h30, e eu, deito-me quando dá.
Amo este miúdo mais do que tudo, mas sem ajudas, não é fácil. De vez em quando lá o deixo com os meus sogros e vamos dar uma volta. Mas até agora só fizemos isso duas vezes. Penso que teremos de começar a fazê-lo mais vezes, quer para sairmos juntos, quer durante a semana, para eu descansar. A bem da nossa relação e da minha sanidade mental.
Mas quando penso nisso, em deixá-lo, e apesar de saber que ele fica em excelentes mãos, não sei o que me dá, parece que algo me impede. Não sei se é a ansiedade da separação, se é o medo de que os meus sogros me achem má mãe, se é tudo junto.
Não sei.
Sei que há dias em que estou esgotada e hoje é um deles.
É lindo ser mãe. Mas é duro.
Apenas me calhou na rifa um bebé que não é come e dorme e não gosta de estar acordado sem ser a pedir atenção.
Há dias mais fáceis do que outros. Parece que se chamam "high need babies", sei lá eu. Só sei que os primeiros tempos da maternidade são duros, muito duros. O meu marido já está a trabalhar há quase um mês (é completamente incompreensível o pouco tempo de licença do pai. Se querem fazer algo pela taxa de natalidade deste país, mas algo a sério, a primeira coisa que têm a fazer é aumentar as licenças parentais pagas a 100%. Isso sim seria uma medida com impacto nas vidas das famílias.), ou seja, estou por minha conta.
Não tenho ajudas da minha família, não tenho primos nem irmãos, e os meus sogros vão ficar com o miúdo quando eu for trabalhar, mas não têm saúde para me andar a fazer o que eu realmente precisava nesta fase, que é tratar da casa, fazer recados, etc. etc.
Há dias em que me sinto esgotada. Hoje é um deles. O miúdo não dormiu nada a noite toda, e apenas adormeceu agora (vamos ver por quanto tempo).
Há dias em que consigo tomar um duche, mas normalmente tenho de esperar que o Bomboco chegue do emprego. Quando ele chega, a nossa rotina é ele tratar do bebé, eu a fazer o jantar e arrumar a cozinha, depois se o puto não estiver a chorar (está quase sempre, a essa hora), vemos um bocado de televisão e pomos a conversa em dia antes de lhe darmos banho e a última refeição da noite. O meu marido já não se deita depois das 23h30, e eu, deito-me quando dá.
Amo este miúdo mais do que tudo, mas sem ajudas, não é fácil. De vez em quando lá o deixo com os meus sogros e vamos dar uma volta. Mas até agora só fizemos isso duas vezes. Penso que teremos de começar a fazê-lo mais vezes, quer para sairmos juntos, quer durante a semana, para eu descansar. A bem da nossa relação e da minha sanidade mental.
Mas quando penso nisso, em deixá-lo, e apesar de saber que ele fica em excelentes mãos, não sei o que me dá, parece que algo me impede. Não sei se é a ansiedade da separação, se é o medo de que os meus sogros me achem má mãe, se é tudo junto.
Não sei.
Sei que há dias em que estou esgotada e hoje é um deles.
É lindo ser mãe. Mas é duro.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Vou contar-vos um segredo, mas não digam a ninguém...
Muitas, mas mesmo MUITAS mulheres têm problemas com a amamentação. Mas escondem-no. A pressão que nos é feita assim o exige.
Infelizmente, para muitas de nós a amamentação não é inata, e em alguns casos, nem sempre é possível, ao contrário do que as fundamentalistas nos querem fazer crer.
E depois sentimo-nos culpadas, claro...
Infelizmente, para muitas de nós a amamentação não é inata, e em alguns casos, nem sempre é possível, ao contrário do que as fundamentalistas nos querem fazer crer.
E depois sentimo-nos culpadas, claro...
terça-feira, 12 de maio de 2015
Maravilhas da maternidade #1- Sim, eu também falo de amamentação
Vou falar sobre o tema que é, muito provavelmente, o mais polémico no que respeita à maternidade (pelo menos nos primeiros tempos de vida do bebé): a amamentação. Este tema, que faz com que pessoas aparentemente saudáveis percam a cabeça e tenham instintos estranhos, quais seitas religiosas levadas ao extremo.
Importa referir que eu sou defensora da amamentação. Acredito piamente que o leite materno é, regra geral, o melhor alimento para o bebé nos primeiros meses de vida. Mas não sou defensora da amamentação a todo e qualquer custo. Eu sou defensora da amamentação quando esta se revela a melhor solução para mãe e bebé. Quando não, existem outras alternativas.
Existe actualmente na sociedade, uma pressão desmedida para que uma mulher dê de mamar. Uma mãe que não dá de mamar à sua cria, é, automaticamente, má mãe. Não importam os motivos. As mães topo de gama dão de mamar até aos 6 anos e se for preciso, com mastites, mamilos gretados, lágrimas e peito em sangue. Sangue, suor e lágrimas, literalmente.
Os hospitais incentivam a amamentação quase ao exagero. Uma rapariga, num quarto ao lado do meu, decidiu que não queria dar de mamar, já tinha essa ideia bem estruturada. Pois que uma das enfermeiras só faltava bater-lhe. As pessoas têm de ser livres de tomar as decisões que acreditam ser as melhores para si e para os seus. A rapariga foi informada (estiveram com ela enfermeiras a explicar-lhe os benefícios do leite materno, etc etc), portanto, fez a sua escolha.
Mas vou contar-vos o meu caso. Antes de mais digo: preparem as pedras. Eu não dou de mamar, actualmente, ao meu filho.
Conto-vos a minha experiência. Na noite anterior ao meu parto eu não dormi nada de nada. A azia e a falta de posição para dormir estragaram-me o sono nas últimas duas semanas de gravidez. É lixado este paradoxo, que é o facto de quando estava grávida, no final do tempo, podia dormir mas não conseguia, agora, consigo dormir mas não posso. Adiante.
O meu trabalho de parto durou desde as 14h até às 23h, que foi quando o meu bebé nasceu. Sempre com epidural, claro está. Não dormi durante esse tempo. Sempre que estava para adormecer, vinham ver-me a dilatação ou reforçar a epidural, ou tirar as tensões.
Tendo em conta o tempo que me demoraram a coser, etc, eu só fui para o quarto por volta das 2h30. Cheia de dores, pensava eu que iria conseguir dormir um pouco, que estava completamente exausta. Puro engano. Tentam por o miúdo a mamar novamente (já tinha mamado um pouco na sala de partos). Ele nunca fez boa pega, apesar dos muitos (IMENSOS) esforços meus e das enfermeiras. Depois adormecia no peito. Toca de acordar. Suplício novamente. Mas eu estava disposta a tudo. Fazia tudo o que me diziam, by the book. Mas o miúdo continuava a pegar mal e a gritar a bom gritar de fome. Perdeu peso (é normal nos recém nascidos, mas tem de ser monotorizado). As horas e os dias passavam-se nisto. Eu não dormia e ele também não. Estávamos ambos exaustos e eu, que nunca senti o peito a endurecer e não o via a engolir, comecei a achar que algo estava mal. Peço a bomba para ver se consigo extrair leite. Nada. Meia hora de bomba e nem uma gota de leite. Percebi finalmente o problema.
Saídos do hospital, fiz tudo o que me aconselharam as enfermeiras: comprei uma bomba eléctrica, pus sempre o miúdo ao peito apesar da pega não ser boa e ser um martírio para ele e para mim para tentar estimular a produção de leite, tomei promil, tomei syntocinon, tirava leite à bomba, eu sei lá. Mesmo na bomba, às meias horas, nunca consegui extrair mais de 30ml no total. Cada vez parecia ter menos leite. Vieram enfermeiras a minha casa para me ajudar. Elas confirmaram o que eu já sabia. A minha subida de leite tinha sido muito fraca, e eu não tinha leite. Continuar a tentar só ia aumentar o meu desespero e o dele. Eu, que estava genuinamente afectada por não conseguir dar de mamar, que só me apetecia chorar e me sentia uma incompetente, respirei finalmente. Havia mais mulheres com o mesmo problema que eu. Eu fiz tudo o que podia e o que não podia para amamentar o meu filho. A culpa, sempre a culpa, que me perseguiu durante estas semanas, estava finalmente a desvanecer-se.
E depois percebi que a culpa que eu sentia era uma imposição que me faziam. Eu TINHA de dar de mamar ao meu bebé, afinal, todas conseguem. Porque raio eu não conseguia?
Ou ainda melhor, como uma enfermeira me disse "tem de tentar ter leite". Pois... É porque eu estalo os dedos e pumba, jorra leite! Enfim.
Esta questão da amamentação mexeu muito comigo. Não ter leite, andar a tirar à bomba para estimular, andar a obrigar o miúdo a mamar em vácuo também para estimular... Eu não fazia mais nada a não ser andar em volta das minhas mamas. Tenho noção que nas primeiras semanas não curti o meu filho e o meu marido em pleno. Tudo girava em torno da amamentação. E quando finalmente me resignei que não tinha leite nem iria ter, as coisas começaram a correr melhor e eu deixei de ter vontade de me enfiar num buraco a chorar.
O David é alimentado agora a biberão, e está finalmente a ganhar peso, e eu estou finalmente a sorrir quando chega a hora da alimentação, e não a chorar.
Portanto, de consciência tranquila e em paz comigo própria, sei hoje que definitivamente, a amamentação nem sempre é possível (ao contrário do que muitas apregoam por aí), e nem sempre é a melhor solução para mãe e bebé.
Mais vale um biberão dado com serenidade e carinho, do que uma mama dada com stress, dor e tristeza.
Curtam os vossos bebés. Isso sim, é o mais importante.
Importa referir que eu sou defensora da amamentação. Acredito piamente que o leite materno é, regra geral, o melhor alimento para o bebé nos primeiros meses de vida. Mas não sou defensora da amamentação a todo e qualquer custo. Eu sou defensora da amamentação quando esta se revela a melhor solução para mãe e bebé. Quando não, existem outras alternativas.
Existe actualmente na sociedade, uma pressão desmedida para que uma mulher dê de mamar. Uma mãe que não dá de mamar à sua cria, é, automaticamente, má mãe. Não importam os motivos. As mães topo de gama dão de mamar até aos 6 anos e se for preciso, com mastites, mamilos gretados, lágrimas e peito em sangue. Sangue, suor e lágrimas, literalmente.
Os hospitais incentivam a amamentação quase ao exagero. Uma rapariga, num quarto ao lado do meu, decidiu que não queria dar de mamar, já tinha essa ideia bem estruturada. Pois que uma das enfermeiras só faltava bater-lhe. As pessoas têm de ser livres de tomar as decisões que acreditam ser as melhores para si e para os seus. A rapariga foi informada (estiveram com ela enfermeiras a explicar-lhe os benefícios do leite materno, etc etc), portanto, fez a sua escolha.
Mas vou contar-vos o meu caso. Antes de mais digo: preparem as pedras. Eu não dou de mamar, actualmente, ao meu filho.
Conto-vos a minha experiência. Na noite anterior ao meu parto eu não dormi nada de nada. A azia e a falta de posição para dormir estragaram-me o sono nas últimas duas semanas de gravidez. É lixado este paradoxo, que é o facto de quando estava grávida, no final do tempo, podia dormir mas não conseguia, agora, consigo dormir mas não posso. Adiante.
O meu trabalho de parto durou desde as 14h até às 23h, que foi quando o meu bebé nasceu. Sempre com epidural, claro está. Não dormi durante esse tempo. Sempre que estava para adormecer, vinham ver-me a dilatação ou reforçar a epidural, ou tirar as tensões.
Tendo em conta o tempo que me demoraram a coser, etc, eu só fui para o quarto por volta das 2h30. Cheia de dores, pensava eu que iria conseguir dormir um pouco, que estava completamente exausta. Puro engano. Tentam por o miúdo a mamar novamente (já tinha mamado um pouco na sala de partos). Ele nunca fez boa pega, apesar dos muitos (IMENSOS) esforços meus e das enfermeiras. Depois adormecia no peito. Toca de acordar. Suplício novamente. Mas eu estava disposta a tudo. Fazia tudo o que me diziam, by the book. Mas o miúdo continuava a pegar mal e a gritar a bom gritar de fome. Perdeu peso (é normal nos recém nascidos, mas tem de ser monotorizado). As horas e os dias passavam-se nisto. Eu não dormia e ele também não. Estávamos ambos exaustos e eu, que nunca senti o peito a endurecer e não o via a engolir, comecei a achar que algo estava mal. Peço a bomba para ver se consigo extrair leite. Nada. Meia hora de bomba e nem uma gota de leite. Percebi finalmente o problema.
Saídos do hospital, fiz tudo o que me aconselharam as enfermeiras: comprei uma bomba eléctrica, pus sempre o miúdo ao peito apesar da pega não ser boa e ser um martírio para ele e para mim para tentar estimular a produção de leite, tomei promil, tomei syntocinon, tirava leite à bomba, eu sei lá. Mesmo na bomba, às meias horas, nunca consegui extrair mais de 30ml no total. Cada vez parecia ter menos leite. Vieram enfermeiras a minha casa para me ajudar. Elas confirmaram o que eu já sabia. A minha subida de leite tinha sido muito fraca, e eu não tinha leite. Continuar a tentar só ia aumentar o meu desespero e o dele. Eu, que estava genuinamente afectada por não conseguir dar de mamar, que só me apetecia chorar e me sentia uma incompetente, respirei finalmente. Havia mais mulheres com o mesmo problema que eu. Eu fiz tudo o que podia e o que não podia para amamentar o meu filho. A culpa, sempre a culpa, que me perseguiu durante estas semanas, estava finalmente a desvanecer-se.
E depois percebi que a culpa que eu sentia era uma imposição que me faziam. Eu TINHA de dar de mamar ao meu bebé, afinal, todas conseguem. Porque raio eu não conseguia?
Ou ainda melhor, como uma enfermeira me disse "tem de tentar ter leite". Pois... É porque eu estalo os dedos e pumba, jorra leite! Enfim.
Esta questão da amamentação mexeu muito comigo. Não ter leite, andar a tirar à bomba para estimular, andar a obrigar o miúdo a mamar em vácuo também para estimular... Eu não fazia mais nada a não ser andar em volta das minhas mamas. Tenho noção que nas primeiras semanas não curti o meu filho e o meu marido em pleno. Tudo girava em torno da amamentação. E quando finalmente me resignei que não tinha leite nem iria ter, as coisas começaram a correr melhor e eu deixei de ter vontade de me enfiar num buraco a chorar.
O David é alimentado agora a biberão, e está finalmente a ganhar peso, e eu estou finalmente a sorrir quando chega a hora da alimentação, e não a chorar.
Portanto, de consciência tranquila e em paz comigo própria, sei hoje que definitivamente, a amamentação nem sempre é possível (ao contrário do que muitas apregoam por aí), e nem sempre é a melhor solução para mãe e bebé.
Mais vale um biberão dado com serenidade e carinho, do que uma mama dada com stress, dor e tristeza.
Curtam os vossos bebés. Isso sim, é o mais importante.
sábado, 9 de maio de 2015
Bomboca, o que tens a dizer sobre a experiência da maternidade?
Sabem quando amam tanto alguém, mas tanto tanto, que até dói?
E têm vontade de chorar porque esse amor, que é tão grande, traz uma responsabilidade gigantesca, a par de um medo quase irracional de não se ser suficiente, de não se ser capaz.
É o que eu tenho a dizer até agora.
E têm vontade de chorar porque esse amor, que é tão grande, traz uma responsabilidade gigantesca, a par de um medo quase irracional de não se ser suficiente, de não se ser capaz.
É o que eu tenho a dizer até agora.
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