segunda-feira, 30 de abril de 2018

Os Parquímetros

Eu sonho com o dia em que terei direito a um lugar de garagem no meu empregador. A sério. Benefícios pós emprego? Seguro de saúde? Tudo isso. E se possível, lugar de garagem também. Não, não se trata apenas de comodismo de minha parte. Vá, um bocadinho. Mas não é a principal razão.
Efectivamente, eu até sou super adepta dos transportes públicos, de utilizarmos cada vez menos o carro para deslocações no centro das cidades, quer para descongestioná-las, quer para pouparmos o ambiente. Mas depois há o reverso da medalha: aqui no Porto, ainda há muito trabalho a fazer no que respeita à rede de transportes públicos. Sim, temos o metro que passa na zona dos aliados, trindade, bolhão e Santa Catarina, o que é óptimo, mas há zonas onde o metro não passa, e rede de autocarros é manifestamente insuficiente, quer devido aos seus horários, quer rotas, o que leva a que, em muitos casos, as pessoas não tenham grande escolha a não ser trazer o seu próprio transporte. Ora, o que acontece também cada vez mais na cidade do Porto e concelhos limítrofes, é a proliferação de parquímetros que são capazes de, diariamente, custar mais do que um jantar no Belcanto. É impossível estacionar sempre em locais pagos, não há carteira que aguente. O que sobra? Os lugares não pagos, muitas vezes a uns largos minutos a pé, que toda a gente procura. Um exemplo disso mesmo, é o facto de hoje ter chegado às 8h15, e já não existirem lugares não pagos relativamente próximos do meu local de trabalho. Mais uma vez tive de estacionar longe longe. Ir a pé com pastas, dossiers, computador portátil e saltos altos. As mulheres são realmente capazes de tudo...
Posto isto, senhores das câmaras municipais espalhadas por esse país fora, antes de estabelecerem concessões duvidosas com empresas de parquímetros, avaliem se há condições para as pessoas deixarem de levar os carros, pode ser?
Muito grata.

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