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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Associações simples

Na zona onde resido, a CGD tem fechado balcões atrás de balcões. Nos últimos anos, milhares de pessoas têm sido dispensadas do banco público. Percebo a necessidade de redução de custos, de aumento da produtividade, da racionalização. Percebo tudo.

Mas depois, por outro lado, vejo que o sr. presidente da CGD aufere qualquer coisa como 1.000 euros por dia (quando o salário mínimo mensal ronda 1/2 disso...), e que ele e a sua equipa se recusam a entregar as suas declarações de rendimentos, como o fazem todos os outros gestores públicos.

Dá-me vontade de perguntar se andamos a fechar balcões e a despedir pessoas, para pagar salários a estes senhores.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Nem sei por onde começar, mas cá vai- Junk food e bebés

Li este estudo que afirma que existem bebés viciados em junk food. Nem queria acreditar no título, pois achei que era um exagero e seria mau demais. Mas depois abri o link, li o artigo e passei-me. Como é que há mães que conseguem fazer isto aos seus bebés?! Dar-lhes batatas fritas quando ainda nem sequer têm dentes? Dar-lhes coca cola em biberão? Fiquei escandalizada, a sério. Dentes de bebés que já nascem pretos e bebés com obesidade.
É isto que estas pessoas estão a fazer. O que é contraditório, na medida em que cada vez há mais informação, cuidados médicos e suporte às grávidas e às recém mamãs. Nas aulas de preparação para o parto, foi-me claramente explicado quais os alimentos permitidos e quais os proibidos. O pediatra, a mesma coisa. Por isso desculpem mas não, não entendo. Entendo que muitas destas mães não o queiram verdadeiramente ser, isso entendo. Entendo que comprar um hamburger e batatas fritas acabe por dar menos trabalho do que fazer convenientemente uma sopa, do que preparar uma refeição em condições. Entendo que ter filhos dá trabalho sim, e é necessário um espírito muito forte de abnegação e de sacrifício, pois apesar de ser a coisa mais maravilhosa de sempre, precisam de muitos cuidados, atenção, carinho, enfim, e outras tantas coisas.
Entendo que há pessoas que não mereciam ser mães.

Depois há pessoas que ficam chocadas com o meu método rígido no que respeita à alimentação do David. Que não percebem porque é que não lhe dou uma colher de mousse de chocolate "porque o menino está a olhar". Que não lhe dou uma amêndoa porque "só uma não faz mal". Que não o deixo comer batatas fritas porque "não faz mal nenhum". Não, o meu filho não come porcarias quando ainda nem sequer tem um ano. Sim, dou respostas tortas a quem acha que cria o meu filho melhor do que eu e a quem acha que "não faz mal" e quer à força intrometer-se onde não deve e acha que saberá melhor do que eu o que é melhor para o meu filho. Não, não sabem.
Porque se antigamente se fazia não sei o quê, problema deles, não tenho nada a ver com isso.
E depois admiram-se que eu fique cega e me dê a volta ao estômago, ao ver pessoas a oferecer bolos e chocolates a crianças de colo.
Tudo começa aqui. E se começar mal, depois é muito difícil endireitar.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Os Panamá Papers

O que é que eu posso dizer sobre este tema, que pessoas mais eloquentes não o tenham já dito?
Posso dizer que esta gente é toda uma merda, que representa o nojo da sociedade e a desonestidade, a batota, o comer os outros por parvos. Posso dizer que merecem todos ser julgados e irem parar à cadeia, apesar de saber que isso nunca irá acontecer.
E agora? Agora é esperar para ver quantos mais "notáveis" se encontram nesta teia de aldrabice, e ver que consequências tudo isto terá necessariamente de ter.

terça-feira, 29 de março de 2016

Voltemos para trás, não é?

Estou mal disposta com esta notícia. Então agora andamos para trás? Reconhece-se publicamente num país europeu que não é seguro para as mulheres viajarem sozinhas?
E de onde vem esta caga de insegurança, de medo? Quem é que não tolera que as mulheres tenham os mesmos direitos que os homens? Aos olhos de quem deveríamos estar caladinhas, tapadinhas, e valer menos do que zero, podendo, portanto, ser violadas sempre que um homem quiser?
Hmmm... Não sei não...
Mas isto não me agrada. Mostra que estamos a andar para trás no que à igualdade e respeito pelos valores fundamentais, diz respeito.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Carlos Cruz dixit

Carlos Cruz diz que houve subornos na atribuição do Euro 2004 a Portugal. Ora bem, o Carlos Cruz também diz que nunca abusou de criancinhas, não é verdade? E se realmente houve batota no Euro, porque é que não veio a público antes? Não dava jeito?
Carlos Cruz diz ainda que o processo em que ele é arguido, e o processo de José Sócrates, são similares. Nisso, concordo com Carlos Cruz. São de facto similares. São os dois culpados.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Não sei se isto é castigo, se é merecido, se é injusto... Não sei. Sei que é triste

Soube de uma história que nem sei como classificar. Só sei que é triste.
Disse-me uma amiga minha, que uma amiga dela, está a passar um mau bocado. Ao que parece, essa rapariga engravidou há uns tempos e fez um aborto (já legal). Na altura, o já marido dela discordou do aborto, queria manter o bebé, mas ela foi irredutível. Ainda que ambos trabalhassem, ela estava a atravessar um momento especialmente bom na carreira, e não quis por em perigo a sua progressão profissional, em virtude de uma gravidez não planeada. Ele não concordou, até se chegaram a separar pois o aborto foi mesmo para a frente, mas voltaram a ficar juntos.
Anos depois, eles decidiram ter filhos, desta vez planeados, visto que a carreira estava já estabilizada, mas infelizmente, já estão a tentar há cerca de 3 anos e ainda não conseguiram.
Não sei bem o que pensar. Claro que uma mulher pode e deve decidir o momento em que quer engravidar, mas... Até que ponto não terá sido egoísta não prosseguir com a gravidez naquela altura? Não sei. Não sei mesmo. É um assunto muito delicado. Importa referir que ela agora tem 38 anos, e tinha 32 quando fez o aborto, ou seja, não era propriamente "novinha". Será que não arriscou demais, confiando em demasia na sua própria fertilidade, não pensando que poderia ser mais difícil engravidar à medida que os anos passavam?
Não sei.
Sei que, sobretudo agora que sou mãe, dificilmente teria tomado a mesma decisão. Não a posso criticar, mas também não posso dizer que ela esteve certa.
Sei que é a história é toda muito triste.

E vocês? O que pensam? O que fariam?

sábado, 10 de janeiro de 2015

Para mim, é isto o Islão

As poucas pessoas que pensam diferente e têm comportamentos distintos, são perseguidas, presas, chicoteadas.
Não se pode pensar no Islão.
Para mim, isto é lamentável. Mas isto é o Islão.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Vamos lá ver então se eu consigo falar deste assunto sem me enervar: o Islão

Tenho uma opinião muito definida sobre o Islão. E não me venham cá falar da religião, patati, patata, que eu respeito sim senhora todas as religiões alheias, mas não quero nem posso respeitar "religiões" que tratam a mulher como um ser inferior, que vale menos que zero. Pelo menos a religião na sua forma mais extremista. Forma extremista essa que, também não promove o respeito pelos outros, pelos seus costumes e convicções religiosas. Os gestos ocidentais do dia a dia, são, muitas vezes, autênticos sacrilégios para os fundamentalistas islâmicos. Muito do que fazemos é uma falta de respeito.
Mas eu continuo a afirmar que o respeito tem de ser mútuo, pelo que se não houver respeito de parte a parte, nenhuma relação funciona. É precisamente ao que temos assistido na Europa. A Europa, na sua onda de "somos todos muito tolerantes", etc., faz as vontades todas aos religiosos, porque "ai, se eles se ofendem! E são uma minoria, temos de respeitar". Tirámos crucifixos das escolas, autorizamos o uso de véu e outras formas de minimizar a mulher em praça pública, e em algum locais, a carne de porco não entra no menu. E a troco de quê? Eles fazem isso connosco? Por acaso é permitida a construção de uma igreja católica na Arábia Saudita, por exemplo? Não.
O respeito aqui é apenas unilateral.
Não sou de hipocrisias e não respeito quem não me respeita a mim. Quem me olha de lado só porque sou mulher e trabalho. Só porque sou mulher e conduzo. Só porque sou mulher e não ando tapada da cabeça aos pés. Não respeito quem comete as maiores atrocidades em nome da religião, seja ela qual for.
Claro que neste bolo não entram os muçulmanos perfeitamente integrados nas comunidades onde se inserem, com uma visão mais aberta e, lá está, tolerante da sua religião. Não obstante, mesmo estes, têm uma visão extremamente diminuta sobre o papel da mulher, e toda a sociedade e costumes são puramente machistas. A partir do momento em que uma mulher não é dona de si própria, confesso que tenho bastante dificuldade em aceitar e conviver com pessoas com ideais tão vincadamente diferentes dos meus. Não sou nada tolerante nesse aspecto.
Mas a Europa decide que tem de ser tolerante.
E quando os imigrantes (seja de que religião ou nacionalidade forem), cometem crimes no país de destino, nem sempre são recambiados para o país de origem. Estes imigrantes que vivem muitas vezes dos subsídios dados pelos governos europeus, mas que condenam toda a sociedade europeia e nela permanecem à margem. Face a este tipo de pessoas, a minha posição é de facto extremista.
Portanto, penso que a posição europeia terá de se alterar. Tolerância, sim. Faltas de respeito, não. Não podemos continuar a permitir que alguns destes imigrantes não se integrem na cultura vigente, sendo que em vez disso, forçam a sua alteração.

Muitas pessoas defendem que em curso se encontra uma crescente islamização da Europa. E enquanto outras pensarão que se trata de uma loucura e de mais uma teoria da conspiração, a mim preocupa-me muito, pois não sei exactamente como estará o mundo para os meus filhos e netos. Assistimos a um retrocesso civilizacional na maior parte das sociedades islâmicas que me assusta. Tal como me assusta as regras que à força nos querem impor, no nosso território.
E enquanto isso, nós vamos sendo tolerantes, e cedendo, cedendo...

P.S.- Não foi mais ou menos isso que aconteceu com o nazismo...?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Chocada, triste

Estou completamente estarrecida com o que aconteceu em França.
Antes de chegar a casa, ainda não tinha tido conhecimento sobre os terríveis acontecimentos de hoje.
Para além das vidas perdidas, da tragédia pessoal, não consigo dissociar este ataque do ataque à liberdade de imprensa, aos valores ocidentais, à nossa forma tolerante de ser.
Esta barbárie significa tudo isso e muito mais.
Irei ainda falar deste assunto novamente, com mais calma. Agora só consigo estar triste.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A problemática da cedência de vez/lugar a grávidas e outras pessoas com condições prioritárias

Em toda a minha vida entendi que algumas pessoas, por motivos óbvios e relacionados com a sua condição, necessitavam de um pouco mais de atenção e respeito, no que se refere à cedência de vez e de lugar nas várias dinâmicas da vida em sociedade.
Para mim não faz sentido não ceder o lugar a uma pessoa idosa, "apenas" porque eu não estou sentada nos lugares de cedência obrigatória. Parece-me claro como água. Tal como não me importo, quando uma pessoa me pede para passar à frente na fila do supermercado, tendo eu um carrinho cheio, e essa pessoa apenas um ou dois artigos, de a deixar passar. Não me custa nada e acredito que poderei estar a contribuir para que a outra pessoa fique mais confortável na sua existência em sociedade.
Isto para mim parecem-me valores básicos.
Infelizmente, nem toda a gente vê as coisas da mesma forma.
Claro que já tinha reparado nestas indelicadezas e faltas de civismo antes, mas agora, dada a minha condição e a minha barriga que já não engana ninguém, tudo me parece mais claro.
Fico parva quando vou para uma fila prioritária, e ao pedir para passar à frente (normalmente faço-o quando levo 2 ou 3 coisas e não um carro cheio de compras), algumas pessoas me olham com desagrado e cara de frete, sendo que já cheguei a ter chatices com algumas. Aquilo que para mim é automático com qualquer pessoa, grávida ou não, para algumas pessoas chega quase a ser um insulto. Já tive de instruir pessoas a ler os cartazes da fila do supermercado em que se encontravam, e de explicar o significado de "prioridade".
Não gosto de ser grosseira, mas a verdade é que todas estas chatices ocorreram com pessoas cuja idade ultrapassava os 55 anos. Quero acreditar que as gerações mais novas têm outro ponto de vista sobre o assunto.
Outra coisa que me choca são os transportes públicos. Felizmente, agora não tenho muita necessidade de andar de transportes públicos, mas posso dizer-vos que na passagem de ano, com os metros atolados de gente, eu vi pessoas a não cederem o seu lugar a mulheres que transportavam crianças de colo. É verdade. Eu nem falo de mim. Falo de casos mais gritantes, como uma senhora que transportava um bebé (se aquela noite era a mais adequada para se sair com um bebé pequenino, é outra discussão...), e que passou a viagem inteira de pé, ao meu lado, trocando olhares comigo, porque ninguém lhe cedia lugar. Nem a ela, nem a mim.
Enfim.
Grassa na nossa sociedade uma falta de civismo gritante. As pessoas estão sempre muito preocupadas com o seu umbigo, com o seu mundinho, não querendo saber se poluir o chão vai afectar todos nós, ou se não ceder o lugar a uma mulher grávida não é quase uma "obrigação".
O civismo não se ensina numa sala de aula. Mas começo a pensar que não fazia mal nenhum às criancinhas, terem aulas de etiqueta e convivência em sociedade. Poderia ser que algumas quebrassem o ciclo vicioso da má educação e não se comportassem de acordo com os exemplos negativos de alguns dos seus pais.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Mais um post daqueles nada politicamente correctos, hoje apetece-me disparar para todos os lados- Funcionários públicos, licença de maternidade, horário amamentação

Alguns funcionários públicos (não todos), têm uma vida santa. Não precisam de se esmifrar a trabalhar porque ninguém os vai mandar embora. Saem à sua horinha certa sem serem penalizados por isso. Têm todas as regalias presentes na lei (e bem, claro). Ora, ultimamente (isto de estar grávida é assim, pensa-se muito...), tenho vindo a reflectir sobre a licença de maternidade. E claro, Portugal, sempre a dar bons exemplos, é dos países da Europa onde a licença é mais reduzida. Como nós vamos retirar licença partilhada, eu tenho direito a 4 meses, e o pai, terá direito a 1 mês, com vencimentos a 100%. 4 meses. Com 4 meses eu vou ter de deixar o meu bebé aos cuidados de outros, que, no meu caso, tenho a SORTE de poder contar com os meus sogros, e sei que ele estará bem entregue. Mas muita gente não tem esta felicidade. E é ver as pessoas, com os corações apertados, a deixar os seus bebés de meses em amas, infantários, etc.
Claro está que já me avisaram que eu poderei tirar os 4 meses... E pronto. As férias terão de ser tiradas noutra altura. E o horário de amamentação? Pois... Na minha área de emprego, ter as duas horas diárias de licença de amamentação não é bem visto. Não é apenas na minha empresa, mas em todas. E arrisco-me mesmo a dizer, que tal situação se passa em quase todo o sector privado. E eu, como todas as outras mães, se não quero ver a minha progressão estagnada, tirarei as horas que me são devidas "quando der, se der". Ninguém me disse claramente isto, mas já são muitos anos a virar frangos. Sei que a maternidade e a carreira profissional têm uma linha de equilíbrio muito ténue.
Na maior parte dos sectores da função pública (pelo menos nos que conheço), não existe qualquer impedimento a que essa licença seja retirada. E bem. Está ainda previsto na lei que, quando se tem crianças até x anos, o horário de trabalho é reduzido.
A minha prima, colaboradora da função pública, está há 9 anos a trabalhar entre as 9h e as 13h. E vocês, como eu inicialmente, pensariam que ela está feliz com o horário, certo?
Errado. A senhora está sempre a queixar-se. Noutro dia teve de sair às 14h e foi o fim do mundo, a senhora parecia que ia morrendo, tal a avalanche de trabalho, e que não podia ser assim, que é uma injustiça. É claro que as pessoas devem sempre aspirar a melhor. Mas não me parece que trabalhar há 9 anos com horário reduzido, e ter uma vez por outra de trabalhar mais uma hora, seja uma injustiça.
Injustiça é, como sabemos, essa lei não se "aplicar" no sector privado. Se em qualquer das empresas em que trabalhei, eu dissesse que queria ter esse horário, acho que conseguiria arrancar várias gargalhadas, pois não poderia estar a falar a sério.
Essa dicotomia, que ainda existe muito, irrita-me solenemente.
Nós, colaboradores do privado, não somos mais nem menos que ninguém, no entanto, para muitas coisas, não temos os mesmos direitos.

A pobreza infantil em Portugal- Aviso: post polémico e nada consensual, podem começar a preparar os ovos e os tomates podres

Na semana passada, fiquei estarrecida quando foram conhecidas as estatísticas do INE sobre a pobreza infantil em Portugal. É assustador. 1/3 das crianças encontra-se em risco de pobreza. Fiquei estarrecida com esses números. Comecei a pensar como era possível. E depois percebi. Existem várias explicações, mas creio que uma das principais assenta na seguinte: se pensarmos bem, quem tem mais filhos, são dois grupos de pessoas, as abastadas e as muito pobres.
As remediadas, como eu, como o leitor e tantas outras, cada vez têm menos filhos. Conheço inúmeros casais que gostariam de ter filhos, ou de tentar o segundo ou mesmo o terceiro filho. Mas não o fazem. Ou porque as exigências profissionais assim não o permitem, ou porque consideram que não têm possibilidades financeiras para tal.
As pessoas que já estão em risco de pobreza, muitas vezes não têm pudor em ter mais filhos. Vejo isso bem nas consultas de obstetrícia. Tal situação vê-se ainda nos fóruns de maternidade, onde muita gente admite que "aproveita" o desemprego para ter filhos, enquanto outras já não têm pretensões de deixar de solicitar o RSI. Para exemplificar o que quero dizer, conto um episódio passado na última consulta que tive. Duas senhoras grávidas, uma grávida do 5º filho, e outra grávida do 4º, conversavam entre si, sobre a obrigatoriedade de se deslocarem ao centro de emprego para não perderem o RSI. A senhora com mais filhos, comentava que, apesar de desempregada e da mesma situação se verificar com o seu marido, ainda tinham vontade de ter mais um. Sim, o 6º.
E eu fiquei parva. Porque claro que cada pessoa deverá ter os filhos que desejar, mas não nos podemos esquecer que é necessário providenciar-lhes as mínimas condições para isso. Os filhos de ambas as senhoras, estavam mal arranjados, com roupas rotas e já bastante gastas, e sujinhos. Para mim, isso não é qualidade de vida, não é proporcionar o melhor aos filhos. Claro que não defendo que as crianças têm de andar todas em Gant. Mas há os mínimos. E aqueles, coitadinhos, nem isso.
E quem me garante também que não passam fome?
Eu acho que muitas destas pessoas não pensam. Não pensam que não têm condições para criar mais uma criança, não pensam nas necessidades individuais de cada uma, e na qualidade de vida que lhes deveriam proporcionar. Vejo destes casos aos montes. E isto aflige-me. Não podemos proibir ninguém de ter filhos (infelizmente...), mas podemos sensibilizar. Será que aquelas senhoras conseguem dar o acompanhamento devido a todos? Tomara que sim. Mas não acredito.
A pílula e outros métodos anti concepcionais, são gratuitos nos centros de saúde. Não há "desculpa" para várias gravidezes "indesejadas".
A crise prejudicou em muito a qualidade de vida das crianças, não tenho dúvidas. Mas também não tenho dúvidas que estas crianças, filhas de pais já na pobreza, nasceriam, independentemente da crise. E preocupa-me porque isto é um ciclo vicioso. E se muitas pessoas com menores rendimentos não pensam duas ou três vezes antes de ter mais filhos, os remediados, como eu, pensam mil. E muitas vezes não têm.
E eu penso que esta merda é toda muito injusta, porque nós não podemos ter mais filhos, mas andamos a descontar para que muitas destas pessoas tenham 4 e 5 filhos, onde não lhes podem proporcionar a qualidade de vida que merecem. E se isto não é injustiça, então não sei o que é.
E quanto mais penso nisto, mais penso que afinal o argumento do filme "The Tall Man" não é assim tão descabido...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Vamos lá ver se eu consigo falar disto sem me enervar- A reportagem sobre os casamentos de menores na comunidade cigana

Já por aqui disse que não tenho especial simpatia pelo povo cigano. Convivi com eles de perto, durante muitos anos, para ter esta opinião mais do que formada. Eles não respeitam as mais simples regras de convivência em sociedade. Aquela reportagem da sic, da passada quinta-feira, foi apenas mais um exemplo.
Ora, eu nem sei por onde começar. Pelos miúdos (e graúdos...) com péssimo aspecto, sem cuidados básicos de higiene? Pela evidente falta de valores que impera naquela comunidade?
Dizia um senhor que não existiam casamentos forçados na comunidade. Por outro lado, várias pessoas afirmavam que um rapaz não podia renunciar a um casamento combinado. Se isto não é forçado, então o que é?
Contradições atrás de contradições.
E a cereja no topo do bolo? Foi um fulano, de etnia não cigana, que com 24 anos engravidou uma miúda de 11, foi um ano para a cadeia (1 ANO???), e agora vivem juntos, com uma carrada de filhos, como se nada fosse.
Escusado será dizer que ninguém daquela gente trabalha, vivem todos do RSI, ou seja, às nossas custas.
Adorei também um senhor que dizia que "então, nós evoluímos, queriam que déssemos banho às crianças, nós damos, queriam que fossem para a escola e elas agora já vão...". Realmente, que evolução! É mesmo de louvar.
A meu ver, esta reportagem apenas veio confirmar aquilo que eu sei há muito tempo sobre a comunidade cigana em geral. E a minha opinião não poderia ser mais negativa.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Li esta notícia hoje e quis mesmo acreditar que não era verdade

Mas é. Os antigos políticos vão voltar a receber a sua reformazinha vitalícia.
Mas que merda é esta?? Andam aqui os burros a sofrer com descontos e mais descontos, sobretaxas, subidas de IRS, subidas de IVA, e havendo uma pequenina folga orçamental, os gajos repõem os subsídios a meia dúzia de amiguinhos e ex camaradas?
Eu já sei que isto é a república das bananas, mas caramba, já não há ninguém na política que tenha dois dedos de testa para pensar nas coisas?

E o pior, eu digo-vos o que é o pior, é que nas eleições legislativas, quem vai ganhar são os mesmos, sempre os mesmos, PSD, PS, vai dar tudo igual, o Costinha, que alguns tanto gostam, que não sabe tomar conta de uma cidade, quanto mais de um país, e que se manteve bem caladinho na votação em questão, é bem capaz de ganhar isto e com sorte ainda traz lá o compincha Sócrates que afinal é bom moço.

Nojo disto tudo.

P.S- Caso não tenham visto e tenham tempo, aconselho o visionamento da reportagem que passou ontem na sic, "depois da fraude". Ontem passou a primeira parte e hoje vai dar a segunda. Eu quero sempre saber mais, mas estou na dúvida sobre se isto já é mórbido, como aquelas pessoas que param para ver acidentes de viação.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Em estando novamente à procura de emprego, deparo-me com esta pérola, o emprego de sonho, ora atentem

Prestígiada multinacional procura Assistente Pessoal de Administração. 

Reportando e assessorando diretamente à Administração, será responsável pela gestão da agenda, protocolo organizacional, contacto com parceiros de negócio, preparação de salas de reuniões e assessoria pessoal. 

Competências necessárias para a função: 
• Saber ser e estar; 
• Brilhar, mas não ofuscar;
• Organizada e precisa; 
• Flexibilidade mental; 
• Licenciatura / Mestrado; 
• Domínio absoluto do Inglês. 

As candidatas interessadas deverão enviar o seu currículo acompanhado de fotografia de rosto e/ou corpo inteiro. 


Ver Oferta de Emprego: http://www.net-empregos.com/2101962/assistente-pessoal-de-administracao-m-f/#.U9d1tfldVqU#ixzz38r8RAHeA
www.net-empregos.com - O maior site português de ofertas de emprego



Deste anúncio, há muito para reter e contemplar. Desde o saber ser e estar, ao brilhar mas sem ofuscar, passando pelas fotos de corpo inteiro (imagino que o ideal seria em bikini, mas se calhar acharam que seria muito óbvio). Como saber ser e estar? Ser quem? Estar onde? E brilhar... Como o sol? Ou como um diamante? Sem ofuscar? O quê?
Parece-me questões importantes. Vamos pensar sobre o assunto, sim?
Entretanto, para se candidatarem, é só irem ao link.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Você está livre da cadeia

Eu gosto de monopoly, aliás, acho que todos os economistas gostam, caramba, é uma emoção acumular propriedades, negociar com os outros jogadores, para depois construir impérios.
Raramente perco.
Eu, e o Ricardo Salgado, claro está.
Tenho estado com vontade de falar sobre o BES, mas encontrei um texto tão bom, tão bom, que eu não teria mais nada a acrescentar. Aqui.
Ora, dizia eu, que gosto muito de jogar monopoly. Neste jogo, de vez em quando, vai-se parar à cadeia. Na vida real também, se fizermos merda.
O Salgadinho fez muita. Para já ainda só se está a descobrir o cheiro.
Mas essencialmente eu pergunto-me quem é que tem 3 milhões de euros para bater assim, na chapa, por um desses cartões "Você está livre da cadeira". É que na vida real, eles nem sempre saem na sorte ou na caixa da comunidade.
E eu ponho-me a pensar, "porra, 3 milhões pelo cartãozinho do está livre da cadeia".
Aqui entre nós... Aqueles 3 milhões... Eventualmente vão sair do nosso bolso, não é?

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Voo MH17

O que se passou com o voo MH17 foi horrendo. Nem tenho palavras para descrever isto.
Se realmente se confirmar que o avião foi abatido (e ao que parece foi mesmo), é demasiado terrível. Não consigo imaginar a dor dos familiares.
Tudo por causa de uma guerra sem sentido e em que ninguém é responsabilizado.

Adicionando a isto, a situação na Faixa de Gaza está a piorar.
Pergunto-me que mundo é este, das guerras, dos homicídios que são cometidos em que ninguém é responsabilizado.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Fiquei de queixo caído

Centro da cidade do Porto.
Rapariguinha que não pode ter mais de 10 anos grita impropérios sem dó nem piedade a uma senhora de idade, que me pareceu ser a avó. Mas palavrões a sério, que me fizeram corar.
Eu até há bem pouco tempo não dizia "merda" em frente à minha avó. Fiquei um bocado chocada confesso. Que educação, neste caso falta dela, deve ter aquela criança em casa?

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Mais uma vez os olhares incomodativos

Hoje, no autocarro para o meu trabalho, pouco depois de eu ter entrado, entrou numa paragem um homem com idade para ser meu pai (ou mais...).
Pois o homem sentou-se à minha frente, mas passou a viagem inteira com a cabeça para trás, a olhar para mim, tipo cola, a sorrir, e a colar completamente, de tal forma que já me estava a enjoar. Tirei os phones e perguntei a ilustre personagem se precisava de alguma coisa.
Disse-me que não, que apenas gostava de apreciar coisas belas. Então eu disse-lhe que se virasse para a frente e apreciasse a paisagem, que já me estava a incomodar.
O homem lá se virou para a frente, mas volta e meia virava-se novamente para trás e colava novamente. Até que saiu.
E eu penso se estas pessoas não têm nenhuma noção da má educação que possuem, da falta de respeito, ou se realmente com a idade todos os filtros sociais se desvanecem.