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quinta-feira, 3 de maio de 2018

Gosto da noite

Gosto do silêncio e calmaria que a noite me traz. De trabalhar quando já quase todos dormem. Dos poucos carros que passam na estrada. Das pessoas aventureiras que estão a passear o cão a esta hora. De ver o mar, ora calmo, ora bravio, mas sempre iluminado pelas luzes dos barcos. Do sentimento de paz.
Só não gosto é da obrigação de, amanhã, levantar-me na mesma às 7h.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Das Dívidas

Infelizmente, sou uma das muitas pessoas no nosso país, que tem dívidas.
Neste momento, a minha dívida é devido a um crédito pessoal que fiz para aquisição de um automóvel, e para ajudar a minha mãe com o pagamento de umas dívidas que ela tinha.
Quando fiz este crédito, senti que não tinha escapatória. Era a única decisão possível. Foi duríssimo porque sei o quanto me custa pagá-lo, sei que ainda hoje tento proteger o meu marido ao máximo, não me vá acontecer alguma coisa. E sei que o fiz e por um lado me arrependo.
Não é que me arrependa de ajudar, nada disso, arrependo-me sim do peso que esse crédito assume na minha vida. Das coisas que eu não fiz por tê-lo.
E vocês dirão e bem, tens um carro. Verdade. Mas poderia ter pedido um empréstimo mais reduzido para comprar um carro. Aliás, se não fosse mesmo a situação da minha mãe, eu nem teria comprado um carro semi-novo, provavelmente iria continuar a andar com o mesmo carro antiguinho que eu tinha na altura.
Por isso sim, eu ajudei-a, mas, e como ela nem sempre o reconhece, este crédito é um peso enorme na minha vida, algo que faz parte de mim há anos. O suplício acabará daqui a um ano. E eu mal posso esperar.

E é por isto, por saber as condições em que me endividei, que não percebo quem se mete em dívidas para ir de férias, para comprar mobílias, para comprar telemóveis. Mesmo aquelas campanhas de pagar em X vezes sem juros (que nisto das dívidas são realmente as mais vantajosas), não deixam de ser um estímulo ao endividamento, porque às páginas tantas a pessoa já tem x de crédito da casa para pagar, x de crédito automóvel, x de telemóvel... E por aí em diante.
Todos os meses é uma ginástica cá em casa. E eu não posso dizer que ganho muito mal. Há gente a ganhar pior. Mas entre as coisas do David (creche inclusive), e crédito, rendas, despesas correntes, etc., sobra realmente muito pouco.

Por isso o conselho que vos deixo é mesmo este: metam-se num crédito, só e apenas se valer realmente a pena. Se tiver mesmo de ser. Caso contrário, em vez de se meterem num crédito para aquelas férias maravilhosas que querem ter no próximo ano, comecem a poupar, e pode ser que as tenham no ano seguinte. Créditos free.
Caso contrário, vão acabar a fazer o que eu faço, ou seja, a contar os dias para o crédito acabar...

sábado, 22 de outubro de 2016

Claro que sim, meu amor

Nunca te vou abandonar. Nunca te irei deixar desamparado e só.
Estarei sempre aqui, para sempre, e para o que precisares. 
Vais ter os teus desgostos, alguns não poderei, infelizmente, evitar. Fazem parte do crescimento. Do teu e do meu. Irás conhecer mundo, pelo menos mais do que a pequena parte que eu ainda vou conhecer. Irás ter amigos para sempre, amigos passageiros, e amigos que não serão amigos. Vai doer, mas vai passar. Vais ter quedas, espero que pouco dolorosas. Espero que nunca partas nenhum osso, mas ainda assim, antes partir do que torcer. E olha que a tua mãe sabe do que fala, pois já torceu um pé duas vezes, e partiu uma vez o mesmo pé.
Vamos ensinar-te a andar de bicicleta, a dar valor às pequenas coisas, a amar a vida.
Vamos ensinar-te a defender, a não ser pisado por pessoas mesquinhas, a não ter medo de dizer a verdade, mas a dizê-la nos momentos certos. Vamos ensinar-te o valor da vida, da natureza, dos animais, de modo a que possas estar em sintonia com este mundo que também é teu. É de todos nós.
Vamos ensinar-te tudo o que pudermos, mas mas certas coisas terás de apreender por ti próprio.
Tudo o que te posso prometer, é que estaremos aqui para te ajudar a levantar depois de uma queda, e para festejar contigo todas as tuas conquistas.
Claro que sim meu amor. Para sempre.
Parabéns a ti nestes teus 18 meses.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Perdi-te.

Eu cheguei a pensar que seríamos amigas para sempre. Que estarias sempre para me apoiar, pois eu certamente iria fazê-lo contigo. Saíamos tantas vezes, várias delas entre casais, passámos férias juntos, foram muitas as gargalhadas.
Até que tive o David. E aí encontramo-nos menos vezes. Cada vez menos. Nós convidámos, mas vocês tinham outros planos.
Até que deixámos de vos convidar. Deixámos de ligar ou enviar mensagem.
Afinal não vão poder mesmo. Claro que não disseram nada quando estavam disponíveis, pois a verdade é que já não estão disponíveis.
E por isso perdi-te. E eu gostava tanto de ti... Perdi-te.

Creio que o que aconteceu comigo acontece com muitas pessoas após serem pais. Perdemos umas pessoas, ganhamos outras. Eu ganhei e perdi algumas.
E cada vez mais sei que quando se quer, arranja-se tempo. Se não for hoje, será amanhã.
Dizem-me que gostam muito de mim. Do David. De todos nós.
Mas para mim a amizade é como uma planta, que precisa de sol e água em conta peso e medida. Se não for cultivada, morrerá. E que amigos posso eu ter, que nem sequer sabem do meu filho há meses? Será que se preocupam assim tanto? Provavelmente não.
Certamente outras pessoas conseguem agora aguentar o ritmo de sair à noite, fazer programas divertidos, ir passar o ano a uma qualquer cidade exótica.
Por isso... Perdi-te.

Sabem quando fazemos planos e Deus se ri na nossa cara?

Pois, é exactamente isso.
No preciso mês em que estava a planear começar a tentar engravidar novamente, fico a saber que terei de me deslocar em breve, por motivos profissionais, a um país com incidência de doenças como Zika, Febre Amarela e Malária.
Posto isto, não poderei engravidar nos próximos meses. Lá se vão as contas e os planos.
Tramado, não é?
Pois... Toma lá Bomboca, para aprenderes.
A única coisa que vejo de positivo nisto, é a possibilidade de tudo se compor, lá para a frente, mas ainda não sei bem como.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Nem sei que título dar a isto. Desabafo, pena. Algo desse género

Por motivos profissionais, na última semana tive de me deslocar a Lousada. Não ao centro, mas à zona limítrofe, com vários descampados.
Ali, mesmo à face da estrada, e em plena luz do dia, não consegui contar quantas mulheres se prostituíam. E havia carros a parar, carros com pessoas lá dentro, na berma, o "serviço" estava a ser feito mesmo ali.
Nesse momento tudo o que senti foi pena. Pena daquelas mulheres, a quem a vida levou para este tipo de caminhos degradantes, e nem consegui imaginar o sofrimento que deve ser. Até que uma colega de trabalho, que, para contextualizar, conduz um BMW série 5 oferecido pelos pais e joga golf ao fim-de-semana, resolve dizer que a culpa daquela situação é inteiramente daquelas mulheres, que não procuram emprego noutras áreas por não quererem, porque, segundo ela, emprego é o que não falta, as pessoas é que são preguiçosas e não querem trabalhar. Ora... O que dizer, não é?
Expliquei-lhe que nem sempre as pessoas têm as mesmas oportunidades na vida, e muitas vezes pensam que aquela é a única saída, não conseguem ver mais nenhuma "luz ao fundo do túnel", e não sabem como sair daquela vida e círculo vicioso.
Ao que ela me diz que não, que elas é que são porcas porque não querem trabalhar e portanto fazem aquilo...
Disse-lhe que nem toda a gente tem possibilidades para jogar golf ao fim-de-semana, e oportunidades para tal.

Depois fiquei na dúvida sobre quem tinha eu mais pena. Se das mulheres que ali se prostituíam, ou da minha colega, que acha que nesta vida é tudo um mar de facilidades, e não consegue enxergar na verdade a sorte e o privilégio que tem.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

O útero é meu, sim?

As pessoas gostam imenso de opiniar sobre a vida das outras pessoas. É um hábito muito português.
A minha avó é expert nisso! Tem sempre uma opinião mais ou menos disparatada para dar, mesmo que eu não lhe peça conselhos, como foi o caso.
A questão é que ando cheia de vontade de ter outro bebé. E calhei de comentar isso em casa. Ui, não estão a perceber o filme! A minha avó acha que eu não devo ter mais filho nenhum. As razões que ela aponta são o facto de a vida estar muito cara, eu trabalhar muito, ter pouco tempo, e o facto do David ser ainda pequeno e ser um bebé perfeito, pelo que qualquer bebé que venha a seguir não será como ele. Dá para não responder?

Eu não consegui falar calada e disse-lhe que se ela teve 3 sem nunca sequer ter frequentado a escola, com muito menos condições económicas e com 3 empregos, eu também iria conseguir ter os meus. E que no meu útero, mando eu. Ela lá continuou a dizer que ainda assim eu não devia ter mais filhos.
Ainda arranjou que a minha mãe se chateasse com ela.
Normalmente, a maior parte das pessoas tem o problema contrário, que é a família a querer mais bebés. Pelos vistos a minha avó vai contra a corrente, um já está bom. E a criança nem primos directos vai ter.
Enfim, como eu lhe disse, no meu útero mando eu, e a decisão de ter ou não mais filhos será sempre minha e do meu marido. E se me bombardearem com comentários despropositados, levam com este tipo de resposta.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Das poucas coisinhas boas que este governo PS + Sindicatos + Extrema Esquerda fizeram

A reposição dos feriados.
Que bem me soube. Devia haver sempre um feriadinho a meio da semana, para o pessoal descomprimir. Acho que esta semana até é mais produtiva do que aquelas de 5 dias de trabalho.
Mas isso já é temática para outro post.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Bomboca, a conselheira sentimental

Sempre fui uma pessoa a quem outras recorriam em busca de conselhos sentimentais. Como tenho uma relação amorosa duradoura e bem sucedida, às vezes as pessoas pedem-me conselhos para determinadas situações. Dou-os com gosto, mas obviamente não quer dizer que resultem.
Anyway, uma pessoa das minhas relações veio confidenciar-me que apesar de estar casada e bem casada, que estava a sentir, vamos lá, desejo por outrém. A pessoa ama a outra com quem está, mas acha piada a uma terceira pessoa. Ora, acontece que um dia, essa pessoa e a terceira pessoa, se beijaram. Diz-me a minha conhecida que ficou por ali, não houve rigorosamente mais nada, e até anda a evitar essa pessoa. Mas pessoa minha conhecida diz que pensa muito na terceira pessoa, apesar de continuar a sentir desejo e amor pela pessoa com quem está.
Foi-me pedido um conselho sobre se há-de dizer ou não à pessoa com quem tem uma relação. E eu... sinceramente fiquei meio desprevenida. É uma situação para a qual não tenho assim uma resposta na ponta da língua.
Disse-lhe para pensar bem no que quer, se vale a pena arriscar a relação que tem, ou se foi só um flirt que nunca terá consequências. Perante o que pensar, aí sim deveria tomar uma decisão.
Confesso que não estava à espera de tal, portanto fui apanhada na curva. Não sei se dei assim grande aconselhamento.

E vocês, que conselho dariam?

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Nêspera

Aquilo da Nêspera no rabo, que fui ver ao coliseu, é das melhores coisinhas que se fizeram em humor nos últimos tempos, não é?
Eu pelo menos acho, mas que sei eu, que só gosto de humor parvo.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Um grande bem-haja e um abracinho apertado a todas essas pessoas

Quero aproveitar o espaço do meu blog, para aqui dar um grande bem-haja e um abracinho apertado e fofinho, a todas as pessoas que batem no carro das outras, e não deixam qualquer contacto, nem procuram resolver a situação. As que fogem, portanto. Os ratos de esgoto que se escondem depressinha no sítio de onde saíram. Em especial, aquele que me bateu no meu carro, estando o mesmo estacionado devidamente, e me riscou a porta e desfez o espelho retrovisor do condutor.
Obrigada, sim?
Espero que seja muito feliz a ir contra uma parede. Mas sem se magoar, claro! Só umas amolgadelas no carrinho, para ver o que custa.

Mais um comportamento anti-cívico de alguns membros da nossa sociedade, que não estão minimamente preocupados com as outras pessoas. Porque raio as pessoas batem e fogem? Não têm seguro? Porque se têm, ficava o problema resolvido rapidamente e sem grandes penalizações para quem bate. Ou é só para ser mesquinho? Ajudem-me a perceber, pois eu nunca bateria num carro e fugia, por isso não consigo perceber o que raio é que passa pela cabeça destas pessoas.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Marianinha, chega cá ao pé de mim que eu ajudo-te

Tiraste mesmo o curso de Economia, ou foi a tua irmã gémea que foi fazer os exames por ti, ora diz lá?
Engataste o professor? Não me mintas Marianinha!
Não estou aqui para te julgar, estou aqui para te ajudar. Há muita gente que te critica, ou mesmo insulta. Esse não é o meu propósito. Eu não acredito que devamos insultar alguém por não saber resolver equações diferenciais, por exemplo. Se a pessoa não sabe, também não é correcto insultar essa pessoa. O nosso dever é explicar-lhe as coisas, ou, no mínimo, fazer-lhe ver as suas carências de ordem intelectual. Nunca menosprezar. É feio.
Posto isto Marianinha, serve o presente post para te ajudar a ver a luz. Já percebemos que ciência económica não é o teu forte. Discursos motivacionais também não, mas não serão esses o objecto da minha explicação.
Ora, tu dizes que não podemos ter vergonha de ir tirar dinheiro aos ricos. Em primeiro lugar, posso dizer-te que o Vale e Azevedo também não tinha vergonha nenhuma de o fazer, inclusivamente a clubes que já na altura não eram ricos, e acabou por ir parar à prisão. Até o tio Ricardo Salgado, está com uma pulseirinha... Entendes o que quero dizer? Sim, é crime. Roubo.
Mas tu queres fazê-lo pela via institucional, queres por o roubo na lei, não é? Percebo. Nesse aspecto foste mais inteligente do que aqueles dois.

Sendo assim, a explicação necessita de ter outro foco. Primeiro, tenho de te explicar o conceito de poupança: poupança é o remanescente monetário com que um indivíduo fica, após as deduções de impostos e consumo, ao seu rendimento. Temos ainda que o consumo já é tributado, ou seja, o indivíduo recebe um salário, ao qual deve retirar os respectivos impostos, sendo que tudo o que consumir com esse salário, também terá incidência de imposto (salvo as raras excepções das isenções de IVA previstas no código). Ora, a poupança, dizia eu, é o que sobra. Portanto, a parte do rendimento do indivíduo que também já foi tributada.
Percebes agora quando eu digo que o imposto que tu e os teus camaradas querem criar, é um imposto de dupla tributação?
Adiante.
Tu também dizes que vocês querem reduzir as desigualdades em Portugal. O problema, Marianinha, é que tu e os teus compinchas, querem nivelar tudo por baixo. Se não podem ser todos ricos, então serão todos pobres. Mais ou menos isto, não é?
Acontece Marianinha, que não há bem estar social (que é medido pelo teu desconhecido IDH- Índice de Desenvolvimento Humano), sem crescimento económico. Eu bem sei que a palavra crescimento te assusta se não estiver ligada com impostos, eu compreendo, são conceitos muito assustadores, mas imagina tu que até há uma cadeira na faculdade, que se chama precisamente crescimento económico. É de revirar o estômago.
Dizia-te eu, que sem crescimento económico, não existe rendimento para se redistribuir. A melhor maneira de se acabar com os pobres e com a desigualdade, é através do crescimento sustentado de uma economia, libertando-a das suas atrofias. Livrando-a do assustador mecanismo estatal. Libertando as suas amarras.
Como é que se consegue crescimento económico, perguntas tu? Lembras-te do conceito de poupança que te expliquei há pouco? Pois é... A poupança é um dos mecanismos do crescimento, pois sem ela (individual ou estatal), não existe investimento (privado ou público), e portanto, não é possível investir no que se acredita que é o grande motor do crescimento das economias, que é o capital humano.
Adicionalmente, temos a questão do excesso de tributação numa economia. Sabes, Marianinha, em todas as economias existe um tecto máximo de tributação que as mesmas estão disponíveis para acomodar, e, segundo estudos da OCDE, a economia portuguesa é uma das que mais tributação tem.
Portanto, é convicção de muitos analistas, que já ultrapassámos esse tecto, e o que acontece com a introdução de mais tributação, é que a economia passa a ser ainda menos eficiente, e a tributação não dará origem a mais receita. Ainda não te passou pela cabeça que os mais ricos conseguirão fugir a este imposto? Não percebes que grande parte dos riquíssimos, a cujo dinheiro queres deitar a mão, estão protegidos de sangue sugas como tu e o teu pai? Quem sobra? Nós, os que não podem fugir. Aqueles que tu achas que são ricos mas na verdade não são. A classe média que queres ajudar a exterminar.
Além disso Marianinha, se deres os sinais errados para os mercados, para as pessoas e para as empresas, sabes o que vai acontecer aos investimentos? Pois é, vão diminuir. Já estão a diminuir. As nossas exportações já não estão a crescer ao mesmo ritmo...

Eu penso que já te dei uma ajudinha para começar a perceber o que é isto de economia, crescimento, etc. Posso continuar a ajudar-te, mas aí as aulas já serão pagas, que eu não cresci numa herdade no Alentejo. Vai pela sombra Marianinha. Não tens de agradecer, sempre às ordens.

Sonho de manhã de segunda-feira

O despertador toca e eu não tenho de me levantar. Posso ficar na cama até à hora que me apetecer, não tenho horas, nem obrigações. Não tenho de vestir um fato, nem tenho de enfrentar o trânsito matinal. 
Mas mais do que tudo isso, seria não ter de levar com o cheiro muito pouco agradável do meu vizinho no elevador. Mas quem é que usa roupa da Massimo Dutti e cheira mal logo pela manhã?? Simplesmente não combina! É que depois não é um cheiro a suor,  é um cheiro estranho mas extremamente desagradável. 
Enquanto me recomponho e tento não vomitar a sandocha de fiambre que já enfardei, digo um "bom dia", e rezo para que o elevador não avarie. 
É que o galão já está aqui a dar voltas no meu estômago, mas entretanto o vizinho sai no piso 0, graças a Deus nosso senhor.
Vou para o carro e penso em todas aquelas pessoas cheias de sorte, cujos encontros matinais incluem um gentleman perfumado, qual anúncio da Hugo Boss. Mas sou eu. A Bomboca. O Nuno Markl da blogosfera.
Com sorte ainda encontro este amigo no regresso a casa.
#soesperoquenao

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Vá pronto, já sabemos que a anterior tentativa foi frustrada...

Vamos tentar outra vez, sim?

Sabem o que não ajudou? O meu pc pessoal ter pifado.
É daquelas coisas que não dão jeito, visto que não me entendo minimamente com o blogger no telemóvel.

Bem, que vos posso dizer?
Ora, tive umas férias ÓPTIMAS!!! :D

Se descansei? Nadinha. Estive o tempo todo com o meu bebé, e como devem imaginar, um bebé de 16 meses não dá tréguas. Já corre, o sacaninha. Quando está cansado pede colo. Está demais.
Mas foi tão, tão bom... Parece que recuperei uma quantidade de dias "perdidos", em que não estive tanto tempo com ele.
Se dormi muito?
Também não. Os bebés são fãs de acordar cedo, e eu sou fã de me deitar tarde em férias, pois é quando posso finalmente aproveitar para ver séries, filmes, ler.
Portanto, também não.

Mas voltei ao trabalho a meio de Setembro e sinto-me outra. Ter sido promovida também ajuda, claro. Mas estava a precisar urgentemente de parar. De respirar. De viver o meu bebé. De tempo só para nós. E portanto não li blogs nenhuns, não sei de polémicas nenhumas, nada de nada.

Ando com vontade de escrever.
Vamos lá ver.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Curtas

- O meu bebé já fez um ano. Não me perguntei como raio é que passou tão depressa. Não sei. Gostava de saber.

- Percebi o verdadeiro significado da expressão "tem um filho e verás quem são os teus amigos". Algumas pessoas desiludiram-me, sim, mas para ser 100% sincera, não era nada que não estivesse à espera.

- As coisas no meu emprego andam loucas. Toda a gente cheia de trabalho, gente a meter baixa por esgotamento, gente a chorar pelos cantos, gente desesperada. Isto é o retrato actual de muitas realidades laborais em Portugal. Onde o trabalho vem sempre antes seja do que for. É duro. Mas é aguentar. Não me estão propriamente a chover propostas.

- As pessoas têm uma lata que sempre me surpreende. Vejam lá que gente que não me fala há anos, quer pedir-me favores. Pois sim...

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Socorro! Bom atendimento e bom português precisam-se!

Ando à procura de um carrinho bengala/ de passeio, para levarmos nas férias (sim, já as marcámos, graças a Deus nosso senhor!), e para termos em casa, sem ter de andar a levar o outro carrinho de e para a casa dos vós.
Nesta busca incessante e complexa, como aliás é o normal em relação a tudo o que envolva o universo bebés, dirigi-me à Zippy. Na loja, constatei que não têm nem 1/10 dos artigos que vêm em catálogo. Assim sendo, perguntei à funcionária que me atendeu, se podia encomendar sem compromisso de compra, mais especificamente perguntei "se eu encomendar, a encomenda é vinculativa?". Bem, a senhora ficou a olhar para mim como se eu fosse um alien, mas resolveu sair-se com "O que é isso?". Expliquei-lhe o significado da palavra "vinculativa". Ao que a senhora me diz que tenho de dar um sinal de 50€, mas eu recuso, pois afirmo que não vou dar um sinal relativo a um artigo que não conheço, e não tenho a certeza de querer comprar quando o vir. Digo que se quiserem encomendar, tudo bem, se não quiserem, "amigos à mesma". A senhora diz então "bem, vou levar na cabeça da minha chefa por sua causa! Vou encomendar". Ao que eu digo que se não quer encomendar, não há problema, vou procurar outro carrinho numa outra loja. A senhora diz que não (neste momento até foi prestável), e diz que encomenda na mesma, mas que eu tenho de perceber que para a loja é muito chato, porque os clientes encomendam coisas e depois se não as quiserem, eles ficam com os artigos. Ao que eu digo que a gestão de stocks da loja é algo completamente independente dos clientes, que os clientes não podem tomar parte da gestão interna de stocks efectuada pela loja. Bem, a funcionária olhou novamente para mim com um ar de quem não tinha percebido uma palavra do que eu tinha dito.
Enfim, se calhar sou eu que sou demasiado "complicada". Pode ser. Anyway, há coisas piores para se ser.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Deixem-me rir só um bocadinho

A minha empresa quer que as pessoas que não têm clientes nesta altura, tirem férias, para não ficarem "paradas" nos escritórios. Eu não estou nessa situação, mas há gente que está. 
Férias. Em Abril. Deve ser bom, deve. Diz que está um ventinho agradável pelos lados do Algarve...


terça-feira, 5 de abril de 2016

Essencialmente é isto

Aquele momento em que ele adormece encostadinho a ti, descansado, corpo completamente pesado, respiração calma. Sossegadinho, a arrotar a leite, sente-se seguro como em nenhum outro lugar, com a cabeça encostada à tua omoplata. Este é o meu momento favorito do dia.
Este, e também aquele em que ele me vê e sorri, ri às gargalhadas, esperneia para vir ao meu colo e chora a bom chorar se eu não lhe pego imediatamente.
E eu fico a pensar que o resto é o resto, e que a vida é essencialmente isto.

Stick to the plan

Eu tenho um plano. Um plano para os próximos 2 anos.
Correndo bem, logo vos direi, mas devem imaginar qual é... De qualquer das formas, não quero agoirar. E por isso não o conto a ninguém, é só para mim e para o meu marido. E então todos os dias eu me foco neste plano, nestes objectivos. Porque para ser sincera, muitas vezes só me apetece pegar no meu filho e no meu marido, e fugir daqui, para longe, para um cantinho só nosso, com todo o tempo só para nós. Só que depois penso com clareza e concluo que não temos dinheiro para nos aguentar e passar Badajoz. Assim sendo, tenho de me manter focada no plano. E por isso digo-me a mim própria, todos os dias, para me manter focada, para me concentrar, que está quase, e a recompensa irá chegar. Para não fazer como já fiz anteriormente, em que desisti perto da linha da meta.
Stick to the plan Bomboca, stick to the plan.