Grrrrrr.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Das várias coisas que me irritam
Descobrir a existência de um qualquer programa ou filme que considero interessante para ver depois, e, quando o quero ver, não me lembrar do dia ou do canal em que passou, e por isso andar às voltinhas com o comando da box feita doida.
Mês novo, vida nova?
Amanhã meus queridos, amanhã a minha vidinha pode mudar.
Desejem-me sorte, sim?
Desejem-me sorte, sim?
Cansei de brincar às micro empresas
Cansei. Eu já trabalhei em empresas muito grandes e agora trabalho numa muito pequena. Nunca conheci o meio termo. Mas agora, por experiência própria, por experiências que outras pessoas me contaram e algumas delas aqui através do blog, consigo facilmente decifrar que de longe prefiro trabalhar numa empresa gigante.
Sim, nas empresas gigantes pouca gente sabe o teu nome. Mas ninguém te manda aos CTT (e fazer outros recados mais chatos), a menos que seja essa a tua função. Nas empresas gigantes, por norma, pelo menos as que conheço e onde conheço gente a trabalhar, o ordenado cai certinho no respectivo dia. Este mês ainda não recebi e nem sei dar uma previsão de quando tal irá ocorrer. É uma instabilidade.
Nas empresas gigantes há seguro de saúde. Nas micro, dificilmente.
Nas empresas gigantes há várias oportunidades de crescimento. Nas micro, depende muito, mas não num prazo reduzido.
E muitas mais razões existem. Mas aquela que me tem feito revirar os olhos e arrepender-me da minha decisão de deixar o meu emprego antigo, e que muita gente relata como sendo um problema que também conhece de perto, é a fácil mistura entre o profissional e o pessoal. O patrão não tem qualquer pudor em pedir para tratar de assuntos pessoais. Não digo que isto aconteça em todas as micro empresas, mas pelo que sei, acontece em várias. Vejo também que muitas pessoas não estão a realizar as funções para as quais foram contratadas (estou nesse lote, escusado será dizer).
Posso dizer que aprendi a minha lição.
Eu tenho por norma o cuidado de dar valor às pessoas e às coisas, mas neste aspecto parece-me que falhei e não dei o devido valor ao meu emprego antigo. Era um dado adquirido. Sim, tinha e tem muitas desvantagens, muitas falhas. Porém, diferentes. E o pior? O pior meus amigos é que eu até gostava das minhas funções anteriores. Vejo isso bem agora. Se arrependimento matasse eu estaria mortinha da Silva.
Mas agora não vale a pena chorar sobre o leite derramado. Agora é ir à luta outra vez. E é essa a mensagem que vos queria deixar aqui hoje. Tal como me aconselharam, como me abriram os olhos, também vos digo, vão à luta. Se não estão bem, mudem-se. Mudem-se as vezes necessárias até estarem. Claro que há outros factores. Mas, dentro do possível, façam-no. Lutem, porque se não formos nós a lutar por nós próprios, ninguém o fará.
Cansei de brincar às micro empresas. Aprendi a minha lição. Já posso voltar?
Sim, nas empresas gigantes pouca gente sabe o teu nome. Mas ninguém te manda aos CTT (e fazer outros recados mais chatos), a menos que seja essa a tua função. Nas empresas gigantes, por norma, pelo menos as que conheço e onde conheço gente a trabalhar, o ordenado cai certinho no respectivo dia. Este mês ainda não recebi e nem sei dar uma previsão de quando tal irá ocorrer. É uma instabilidade.
Nas empresas gigantes há seguro de saúde. Nas micro, dificilmente.
Nas empresas gigantes há várias oportunidades de crescimento. Nas micro, depende muito, mas não num prazo reduzido.
E muitas mais razões existem. Mas aquela que me tem feito revirar os olhos e arrepender-me da minha decisão de deixar o meu emprego antigo, e que muita gente relata como sendo um problema que também conhece de perto, é a fácil mistura entre o profissional e o pessoal. O patrão não tem qualquer pudor em pedir para tratar de assuntos pessoais. Não digo que isto aconteça em todas as micro empresas, mas pelo que sei, acontece em várias. Vejo também que muitas pessoas não estão a realizar as funções para as quais foram contratadas (estou nesse lote, escusado será dizer).
Posso dizer que aprendi a minha lição.
Eu tenho por norma o cuidado de dar valor às pessoas e às coisas, mas neste aspecto parece-me que falhei e não dei o devido valor ao meu emprego antigo. Era um dado adquirido. Sim, tinha e tem muitas desvantagens, muitas falhas. Porém, diferentes. E o pior? O pior meus amigos é que eu até gostava das minhas funções anteriores. Vejo isso bem agora. Se arrependimento matasse eu estaria mortinha da Silva.
Mas agora não vale a pena chorar sobre o leite derramado. Agora é ir à luta outra vez. E é essa a mensagem que vos queria deixar aqui hoje. Tal como me aconselharam, como me abriram os olhos, também vos digo, vão à luta. Se não estão bem, mudem-se. Mudem-se as vezes necessárias até estarem. Claro que há outros factores. Mas, dentro do possível, façam-no. Lutem, porque se não formos nós a lutar por nós próprios, ninguém o fará.
Cansei de brincar às micro empresas. Aprendi a minha lição. Já posso voltar?
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Aquele momento tão, mas tão irritante e decepcionante
Em que estamos à espera de uma chamada telefónica de um potencial empregador, aquela chamada que esperamos que nos ajude a tomar outro rumo, e o telefone toca. Ansiosos atendemos e... É uma chamada do banco, ou de uma loja, ou de outro sítio qualquer sem interesse.
Tão irritante amigos, tão irritante.
Tão irritante amigos, tão irritante.
Prioridades minha gente, prioridades
Caro chefe ainda não voltou para me pagar o dinheiro que eu adiantei à empregada de limpeza.
Ora, como esta semana eu imaginei que iria ser o mesmo filme, e como estamos no fim do mês e eu ainda não recebi, telefonei à empregada e disse-lhe para não vir esta semana, pois eu não tinha dinheiro para lhe pagar e não é justo a senhora vir trabalhar de borla, sem saber quando recebe.
Fica, desta forma, o escritório a necessitar de limpeza.
Ora, hoje fui à conta bancária da empresa e o que vejo? O pagamento de um jantar no dia de ontem, que ascende a mais de 300€.
Prioridades meus caros, prioridades.
Ora, como esta semana eu imaginei que iria ser o mesmo filme, e como estamos no fim do mês e eu ainda não recebi, telefonei à empregada e disse-lhe para não vir esta semana, pois eu não tinha dinheiro para lhe pagar e não é justo a senhora vir trabalhar de borla, sem saber quando recebe.
Fica, desta forma, o escritório a necessitar de limpeza.
Ora, hoje fui à conta bancária da empresa e o que vejo? O pagamento de um jantar no dia de ontem, que ascende a mais de 300€.
Prioridades meus caros, prioridades.
terça-feira, 29 de julho de 2014
Em estando novamente à procura de emprego, deparo-me com esta pérola, o emprego de sonho, ora atentem
Prestígiada multinacional procura Assistente Pessoal de Administração.
Reportando e assessorando diretamente à Administração, será responsável pela gestão da agenda, protocolo organizacional, contacto com parceiros de negócio, preparação de salas de reuniões e assessoria pessoal.
Competências necessárias para a função:
• Saber ser e estar;
• Brilhar, mas não ofuscar;
• Organizada e precisa;
• Flexibilidade mental;
• Licenciatura / Mestrado;
• Domínio absoluto do Inglês.
As candidatas interessadas deverão enviar o seu currículo acompanhado de fotografia de rosto e/ou corpo inteiro.
Ver Oferta de Emprego: http://www.net-empregos.com/2101962/assistente-pessoal-de-administracao-m-f/#.U9d1tfldVqU#ixzz38r8RAHeA
www.net-empregos.com - O maior site português de ofertas de emprego
Deste anúncio, há muito para reter e contemplar. Desde o saber ser e estar, ao brilhar mas sem ofuscar, passando pelas fotos de corpo inteiro (imagino que o ideal seria em bikini, mas se calhar acharam que seria muito óbvio). Como saber ser e estar? Ser quem? Estar onde? E brilhar... Como o sol? Ou como um diamante? Sem ofuscar? O quê?
Parece-me questões importantes. Vamos pensar sobre o assunto, sim?
Entretanto, para se candidatarem, é só irem ao link.
Reportando e assessorando diretamente à Administração, será responsável pela gestão da agenda, protocolo organizacional, contacto com parceiros de negócio, preparação de salas de reuniões e assessoria pessoal.
Competências necessárias para a função:
• Saber ser e estar;
• Brilhar, mas não ofuscar;
• Organizada e precisa;
• Flexibilidade mental;
• Licenciatura / Mestrado;
• Domínio absoluto do Inglês.
As candidatas interessadas deverão enviar o seu currículo acompanhado de fotografia de rosto e/ou corpo inteiro.
Ver Oferta de Emprego: http://www.net-empregos.com/2101962/assistente-pessoal-de-administracao-m-f/#.U9d1tfldVqU#ixzz38r8RAHeA
www.net-empregos.com - O maior site português de ofertas de emprego
Deste anúncio, há muito para reter e contemplar. Desde o saber ser e estar, ao brilhar mas sem ofuscar, passando pelas fotos de corpo inteiro (imagino que o ideal seria em bikini, mas se calhar acharam que seria muito óbvio). Como saber ser e estar? Ser quem? Estar onde? E brilhar... Como o sol? Ou como um diamante? Sem ofuscar? O quê?
Parece-me questões importantes. Vamos pensar sobre o assunto, sim?
Entretanto, para se candidatarem, é só irem ao link.
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Você está livre da cadeia
Eu gosto de monopoly, aliás, acho que todos os economistas gostam, caramba, é uma emoção acumular propriedades, negociar com os outros jogadores, para depois construir impérios.
Raramente perco.
Eu, e o Ricardo Salgado, claro está.
Tenho estado com vontade de falar sobre o BES, mas encontrei um texto tão bom, tão bom, que eu não teria mais nada a acrescentar. Aqui.
Ora, dizia eu, que gosto muito de jogar monopoly. Neste jogo, de vez em quando, vai-se parar à cadeia. Na vida real também, se fizermos merda.
O Salgadinho fez muita. Para já ainda só se está a descobrir o cheiro.
Mas essencialmente eu pergunto-me quem é que tem 3 milhões de euros para bater assim, na chapa, por um desses cartões "Você está livre da cadeira". É que na vida real, eles nem sempre saem na sorte ou na caixa da comunidade.
E eu ponho-me a pensar, "porra, 3 milhões pelo cartãozinho do está livre da cadeia".
Aqui entre nós... Aqueles 3 milhões... Eventualmente vão sair do nosso bolso, não é?
Raramente perco.
Eu, e o Ricardo Salgado, claro está.
Tenho estado com vontade de falar sobre o BES, mas encontrei um texto tão bom, tão bom, que eu não teria mais nada a acrescentar. Aqui.
Ora, dizia eu, que gosto muito de jogar monopoly. Neste jogo, de vez em quando, vai-se parar à cadeia. Na vida real também, se fizermos merda.
O Salgadinho fez muita. Para já ainda só se está a descobrir o cheiro.
Mas essencialmente eu pergunto-me quem é que tem 3 milhões de euros para bater assim, na chapa, por um desses cartões "Você está livre da cadeira". É que na vida real, eles nem sempre saem na sorte ou na caixa da comunidade.
E eu ponho-me a pensar, "porra, 3 milhões pelo cartãozinho do está livre da cadeia".
Aqui entre nós... Aqueles 3 milhões... Eventualmente vão sair do nosso bolso, não é?
Dicotomias meteorológicas
Ainda me lembro... No ano passado, andavam os meteorologistas completamente loucos, afirmando que seria o Verão mais frio em muitos anos. Foi uma caloraça.
Este ano, andam caladinhos que nem ratos, e o Verão está a ser uma verdadeira bosta.
Alguma relação?
Este ano, andam caladinhos que nem ratos, e o Verão está a ser uma verdadeira bosta.
Alguma relação?
quinta-feira, 24 de julho de 2014
O Trailer do Fifty Shades of Grey- 50 sombras de Grey
Já está disponível. E eu, que tenho esta veia de gato curioso, lá fui espreitar. Para quem leu o livro, digamos que não será grande a surpresa.
Não gostei particularmente da obra, no entanto, devo admitir que os actores principais não me convencem. A protagonista seria sempre pãozinho sem sal, mas não pensei que fosse tanto...
Quanto ao Grey, o tal que no livro fazia todas as mulheres suspirar, estava à espera que fosse assim um gajo daqueles... Mas este Jamie Dornan ainda precisa de comer muita broa.
Enfim, nada de especial, portanto.
Só mais uma
O meu patrão mandou-me levantar dinheiro para pagar à empregada de limpeza. Sim, do meu dinheiro.
Diz ele que depois fazemos contas. Não digo que não façamos, não acredito que me fique a dever.
Mas irrita-me esta displicência porque eu já lhe tenho falado para criarmos um fundo de caixa para servir precisamente nestas ocasiões, em que ele não está e é necessário pagar-se coisas.
E nada. E irrita-me que eu "tenha" de ter dinheiro para pagar à empregada. Mas que lata. Por acaso não, por acaso estamos quase no fim do mês e esse dinheiro faz-me diferença, ainda por cima considerando que ele me paga sempre no início do mês e não nos últimos dias do mesmo.
Grrrr! Se fosse só uma vez... Mas o problema é que eu sei que não é. O problema é que ele é mesmo assim, pensa que os outros têm de ter, têm de fazer o que ele diz e pronto. E isto já aconteceu noutra ocasião. Mas outra questão que se coloca é a natureza da despesa. Ele sabia que iria ser necessário pagar à empregada e não me deixou dinheiro para isso. Isto não foi um almoço profissional que eu tive de pagar e ninguém estava a contar, ou qualquer outra despesa imprevista. Não. Isto são despesas correntes. E isso, a meu ver, está errado.
Vou ter de ter uma conversinha e explicar-lhe que não, que nem toda a gente tem assim dinheiro para dispensar em favor da empresa a qualquer altura do mês, esperando que depois esta pague.
Diz ele que depois fazemos contas. Não digo que não façamos, não acredito que me fique a dever.
Mas irrita-me esta displicência porque eu já lhe tenho falado para criarmos um fundo de caixa para servir precisamente nestas ocasiões, em que ele não está e é necessário pagar-se coisas.
E nada. E irrita-me que eu "tenha" de ter dinheiro para pagar à empregada. Mas que lata. Por acaso não, por acaso estamos quase no fim do mês e esse dinheiro faz-me diferença, ainda por cima considerando que ele me paga sempre no início do mês e não nos últimos dias do mesmo.
Grrrr! Se fosse só uma vez... Mas o problema é que eu sei que não é. O problema é que ele é mesmo assim, pensa que os outros têm de ter, têm de fazer o que ele diz e pronto. E isto já aconteceu noutra ocasião. Mas outra questão que se coloca é a natureza da despesa. Ele sabia que iria ser necessário pagar à empregada e não me deixou dinheiro para isso. Isto não foi um almoço profissional que eu tive de pagar e ninguém estava a contar, ou qualquer outra despesa imprevista. Não. Isto são despesas correntes. E isso, a meu ver, está errado.
Vou ter de ter uma conversinha e explicar-lhe que não, que nem toda a gente tem assim dinheiro para dispensar em favor da empresa a qualquer altura do mês, esperando que depois esta pague.
quarta-feira, 23 de julho de 2014
O momento certo
O mito do momento certo. Eu também acreditei nele durante muito tempo, que tudo a seu tempo, etc. e tal. Que por obras e desígnios de uma tal jornada cósmica iríamos ter a exacta percepção do momento decisivo das coisas, do timing das melhores decisões.
E mesmo em momentos mais complicados eu fui acreditando nisso. Até que percebi que é tudo uma grande treta. Não há momentos "certos" ou "errados". Nós fazemos os momentos, e quando tomamos determinada decisão cabe-nos a nós acatar com as consequências da mesma, lidar com as mudanças que dela implicam. Não foi porque o "momento" era certo ou não. Tantas vezes adiamos decisões por causa desse tal momento certo.
Conheci um casal completamente apaixonado. Ficavam bem juntos e já namoravam desde o início da faculdade. Ele, sempre foi adiando pedi-la em casamento, apesar dos sinais e das dicas que ela dava, que queria ir viver com ele, que estava preparada para o passo, etc. (eles são religiosos, por isso irem viver juntos sem casarem primeiro era algo que estava fora de questão). Para ele, nunca mais chegava o tal momento certo. Agora não porque estava à espera de uma promoção no emprego. Agora não porque lhe faltava pouco para terminar de pagar o carro. O momento certo teimava em não chegar.
Até que um dia ela fez uma viagem em trabalho, e conheceu uma pessoa que a arrebatou. Ela ficou confusa mas decidiu que nunca iria trair o seu namorado de longa data. No entanto, o sentimento pela outra pessoa crescia a olhos vistos, e ela acabou mesmo com o relacionamento anterior que a deixava insatisfeita. Em pouco mais de 2 anos, ela casou e teve um filho.
O ex namorado, lá continua na vida dele, já com outra namorada mas ainda sem ter dado o passo. Não deve ter chegado o momento certo.
E estas histórias põem-me a pensar, que realmente isto é tudo uma grande treta, claro que ela podia apaixonar-se por outra pessoa na mesma se fosse casada, mas se calhar não estaria tão susceptível a isso se estivesse feliz com a relação.
É claro que todos tomamos algumas decisões que têm necessariamente de depender de factores externos a nós, que não há o preto e branco nestas coisas, há muitas áreas cinzentas, mas o que vos quero dizer é que aprendi que a merda do momento certo em geral não existe para coisa nenhuma, vejam o meu exemplo, eu que agora achava que sim, que finalmente era o momento certo para um determinado passo, a vida vem e estraga-me todos os planos, sem dó nem piedade, nós aqui no norte temos uma expressão bem característica para isso, não é muito educada mas é o que sinto que me aconteceu.
E pensar que já podia ter tomado essa decisão e as coisas seriam de outra maneira, mas na altura não tomei porque lá está, não era o momento certo.
Desculpem, mas que se foda o momento certo. Façam o que têm a fazer. Estejam é depois preparados para lidar com as consequências. Acho que é mais por aí.
E mesmo em momentos mais complicados eu fui acreditando nisso. Até que percebi que é tudo uma grande treta. Não há momentos "certos" ou "errados". Nós fazemos os momentos, e quando tomamos determinada decisão cabe-nos a nós acatar com as consequências da mesma, lidar com as mudanças que dela implicam. Não foi porque o "momento" era certo ou não. Tantas vezes adiamos decisões por causa desse tal momento certo.
Conheci um casal completamente apaixonado. Ficavam bem juntos e já namoravam desde o início da faculdade. Ele, sempre foi adiando pedi-la em casamento, apesar dos sinais e das dicas que ela dava, que queria ir viver com ele, que estava preparada para o passo, etc. (eles são religiosos, por isso irem viver juntos sem casarem primeiro era algo que estava fora de questão). Para ele, nunca mais chegava o tal momento certo. Agora não porque estava à espera de uma promoção no emprego. Agora não porque lhe faltava pouco para terminar de pagar o carro. O momento certo teimava em não chegar.
Até que um dia ela fez uma viagem em trabalho, e conheceu uma pessoa que a arrebatou. Ela ficou confusa mas decidiu que nunca iria trair o seu namorado de longa data. No entanto, o sentimento pela outra pessoa crescia a olhos vistos, e ela acabou mesmo com o relacionamento anterior que a deixava insatisfeita. Em pouco mais de 2 anos, ela casou e teve um filho.
O ex namorado, lá continua na vida dele, já com outra namorada mas ainda sem ter dado o passo. Não deve ter chegado o momento certo.
E estas histórias põem-me a pensar, que realmente isto é tudo uma grande treta, claro que ela podia apaixonar-se por outra pessoa na mesma se fosse casada, mas se calhar não estaria tão susceptível a isso se estivesse feliz com a relação.
É claro que todos tomamos algumas decisões que têm necessariamente de depender de factores externos a nós, que não há o preto e branco nestas coisas, há muitas áreas cinzentas, mas o que vos quero dizer é que aprendi que a merda do momento certo em geral não existe para coisa nenhuma, vejam o meu exemplo, eu que agora achava que sim, que finalmente era o momento certo para um determinado passo, a vida vem e estraga-me todos os planos, sem dó nem piedade, nós aqui no norte temos uma expressão bem característica para isso, não é muito educada mas é o que sinto que me aconteceu.
E pensar que já podia ter tomado essa decisão e as coisas seriam de outra maneira, mas na altura não tomei porque lá está, não era o momento certo.
Desculpem, mas que se foda o momento certo. Façam o que têm a fazer. Estejam é depois preparados para lidar com as consequências. Acho que é mais por aí.
terça-feira, 22 de julho de 2014
Tenho saudades
- Da obrigação de me arranjar impecavelmente para ir trabalhar;
- De ter pessoas com quem falar durante o dia;
- De ter colegas que entendem o meu dia a dia e que percebem exactamente o que eu penso e quero dizer;
- De ser mais magra;
- Das dinâmicas que se criam em empresas com muita gente;
- De não ter de ir aos CTT, nem às águas, nem a qualquer outra instância pública porque normalmente havia alguém para realizar essa função;
- Do help desk me atender o telefone quando realmente preciso de ajuda;
- De não ser vista como uma secretária;
- De ter a quem pedir ajuda profissional sempre que precisava dela;
- De não estar doente.
- De ter pessoas com quem falar durante o dia;
- De ter colegas que entendem o meu dia a dia e que percebem exactamente o que eu penso e quero dizer;
- De ser mais magra;
- Das dinâmicas que se criam em empresas com muita gente;
- De não ter de ir aos CTT, nem às águas, nem a qualquer outra instância pública porque normalmente havia alguém para realizar essa função;
- Do help desk me atender o telefone quando realmente preciso de ajuda;
- De não ser vista como uma secretária;
- De ter a quem pedir ajuda profissional sempre que precisava dela;
- De não estar doente.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Não é fácil amigos, nada fácil...
Tento esquecer aquele problema que me rouba os sonhos, que me condiciona presente e futuro. Tento olhar para a frente, que para a frente é que é o caminho, e é só mais este sofrimento, mais esta etapa rumo a uma meta feliz.
Eu tento, mas quando tomo 9 comprimidos por dia que me fazem lembrar de tudo novamente, que me fazem ficar exausta, deprimida e quase apática, tudo é mais difícil.
Eu tento, mas quando tomo 9 comprimidos por dia que me fazem lembrar de tudo novamente, que me fazem ficar exausta, deprimida e quase apática, tudo é mais difícil.
Dos saldos- Parte 2
Já no que respeita a cadeiras de lojas de cosmética, a coisa muda um pouco de figura. Eles não fazem grandes saldos, mas de vez em quando, muito de vez em quando, lá aparece uma pechincha. Foi o que eu encontrei na Sephora, um creme anti-idade noite, da marca própria (boião roxo), pela quantia de 9€ (28€ sem promoção).
Experimentei o dito e... Digo-vos que hoje vou lá outra vez tentar agarrar mais uma embalagem, que aquilo é mesmo bom. Se faz algum efeito, não sei, mas a pele fica macia e cheirosa. E por 9€, não me parece mau.
Experimentei o dito e... Digo-vos que hoje vou lá outra vez tentar agarrar mais uma embalagem, que aquilo é mesmo bom. Se faz algum efeito, não sei, mas a pele fica macia e cheirosa. E por 9€, não me parece mau.
Dos saldos- Parte 1
Eis que no fim-de-semana passado fui aos saldos e aconteceu-me algo já esperado e que acaba por acontecer com mais ou menos magnitude em todas as estações: não gostei de nada que estivesse em saldo, só gostei das coisas da nova colecção. Este fenómeno acontece a quase todas as mulheres, e explica-se pelos seguintes motivos:
- Já está tudo escolhido porque as coisas verdadeiramente boas desapareceram no início das promoções;
- Já toda a gente está farta de ver aquelas roupas e anseia pelas novas colecções, por isso é que quase tudo o que vem da nova colecção é mais apelativo do que a roupa de saldos;
- As marcas já controlam este fenómeno e começam a enviar as peças mais bonitas no início de cada estação, precisamente para enfatizar ainda mais a ida dos clientes aos saldos que acabam por sair com peças da nova colecção.
E eu, confesso, que da nova colecção da Massimo Dutti me apetecia trazer tudo.
Que inferno, os limites da minha carteira não espelharem os limites da minha veia consumista.
- Já está tudo escolhido porque as coisas verdadeiramente boas desapareceram no início das promoções;
- Já toda a gente está farta de ver aquelas roupas e anseia pelas novas colecções, por isso é que quase tudo o que vem da nova colecção é mais apelativo do que a roupa de saldos;
- As marcas já controlam este fenómeno e começam a enviar as peças mais bonitas no início de cada estação, precisamente para enfatizar ainda mais a ida dos clientes aos saldos que acabam por sair com peças da nova colecção.
E eu, confesso, que da nova colecção da Massimo Dutti me apetecia trazer tudo.
Que inferno, os limites da minha carteira não espelharem os limites da minha veia consumista.
Das coisas que me irritam mesmo
A incompetência é uma delas, eu dizer as coisas mais de 3 vezes e depois vamos a ver e está na mesma mal feito, exactamente com o problema que eu identifiquei à primeira e que não foi corrigido nem à segunda nem à terceira, e depois estes senhores é que são os técnicos, os especializados e os que sabem, mas quem faz o trabalho sou eu, por isso acho que vou abrir uma firma de consultoria externa para técnicos de consultoria externa, porque eles cobrarem dinheiro aos clientes para serem os próprios clientes a corrigir as coisas não me parece nada bem.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Maria Vieira
A senhora dona Maria Vieira resolveu criticar a mãe do Cristiano Ronaldo, dona Dolores.
E porquê? Porque esta lançou um livro.
Para além de dizer que a senhora dona Maria Vieira já lançou 4 livros sobre viagens (??) e que eu não a aprecio enquanto actriz (que não vem ao caso), o que considero mais importante perguntar é: Quem é que lhe pediu opinião?
Certamente ninguém a vai obrigar a comprar o livro da D. Dolores.
Se é um livro que a Maria Vieira não considera ter um conteúdo muito interessante? Até aí tudo bem. Somos livres de acharmos o que bem entendermos. Mas criticar o livro e passar para a crítica gratuita à pessoa, parece-me demais, ainda por cima implicando com a figura da senhora.
Tudo isto me parece uma enorme falta de chá, de saber estar e de educação. Recordo que a senhora dona Maria Vieira já em tempos criticou publicamente o Diogo Morgado.
Se não é inveja, que até pode não ser, mesquinhez é de certeza.
E porquê? Porque esta lançou um livro.
Para além de dizer que a senhora dona Maria Vieira já lançou 4 livros sobre viagens (??) e que eu não a aprecio enquanto actriz (que não vem ao caso), o que considero mais importante perguntar é: Quem é que lhe pediu opinião?
Certamente ninguém a vai obrigar a comprar o livro da D. Dolores.
Se é um livro que a Maria Vieira não considera ter um conteúdo muito interessante? Até aí tudo bem. Somos livres de acharmos o que bem entendermos. Mas criticar o livro e passar para a crítica gratuita à pessoa, parece-me demais, ainda por cima implicando com a figura da senhora.
Tudo isto me parece uma enorme falta de chá, de saber estar e de educação. Recordo que a senhora dona Maria Vieira já em tempos criticou publicamente o Diogo Morgado.
Se não é inveja, que até pode não ser, mesquinhez é de certeza.
Voo MH17
O que se passou com o voo MH17 foi horrendo. Nem tenho palavras para descrever isto.
Se realmente se confirmar que o avião foi abatido (e ao que parece foi mesmo), é demasiado terrível. Não consigo imaginar a dor dos familiares.
Tudo por causa de uma guerra sem sentido e em que ninguém é responsabilizado.
Adicionando a isto, a situação na Faixa de Gaza está a piorar.
Pergunto-me que mundo é este, das guerras, dos homicídios que são cometidos em que ninguém é responsabilizado.
Se realmente se confirmar que o avião foi abatido (e ao que parece foi mesmo), é demasiado terrível. Não consigo imaginar a dor dos familiares.
Tudo por causa de uma guerra sem sentido e em que ninguém é responsabilizado.
Adicionando a isto, a situação na Faixa de Gaza está a piorar.
Pergunto-me que mundo é este, das guerras, dos homicídios que são cometidos em que ninguém é responsabilizado.
O cúmulo do desconforto
Estar no escritório sozinha com 6 trolhas, e como não sabia que eles vinham, escolhi hoje, precisamente o dia de hoje, para vir de vestido.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Obrigada
A todos, todos os que vieram cá e me deixaram uma palavra de carinho e apoio.
É por isto que a blogosfera vale a pena.
Obrigada.
É por isto que a blogosfera vale a pena.
Obrigada.
A quota parte
Escrevo-vos este post em lágrimas.
Lágrimas de quem achou que as que viriam nunca seriam piores do que as que já foram. Mas estas parecem pedaços de faca a saírem-me dos olhos, de tal a forma que se cravam na minha pele.
Eu tinha uma teoria muito interessante sobre o percurso de vida de cada um de nós. Eu achava que todos nós, infelizmente, em maior ou menor grau, teríamos de sofrer algo nesta vida. Provações maiores ou menores, mas elas estariam sempre lá. Eu achava que todos nós teríamos uma "quota parte" de sofrimento a sério a que seríamos submetidos.
E, inocentemente, pensava eu que já tinha atingido a minha.
Claro que iria passar ainda por tempos piores, certo, tenho vindo a passar por uns mais complicados e outros menos, mas a "quota parte" de sofrimento mesmo, sofrimento daquele que dói, que não sara, que vem para ficar, pensava que desse já estava livre. Pensava que tinha atingido a minha quota parte, que já tinha sofrido muito muito em nova, e que por isso a idade adulta me tinha reservado um futuro menos sombrio.
Mas enganei-me. Como me enganei amigos. O que eu mais queria, aquilo que me tem vindo a ocupar os sonhos e os planos, aquilo que eu procurava na minha vida acima de tudo... Não sei não.
Sei que essa hipótese ficou mais pequena ainda. E com ela a minha vida também.
Afinal, não deve existir a tal quota parte.
Somos, apenas e só, sacos de pancada.
Lágrimas de quem achou que as que viriam nunca seriam piores do que as que já foram. Mas estas parecem pedaços de faca a saírem-me dos olhos, de tal a forma que se cravam na minha pele.
Eu tinha uma teoria muito interessante sobre o percurso de vida de cada um de nós. Eu achava que todos nós, infelizmente, em maior ou menor grau, teríamos de sofrer algo nesta vida. Provações maiores ou menores, mas elas estariam sempre lá. Eu achava que todos nós teríamos uma "quota parte" de sofrimento a sério a que seríamos submetidos.
E, inocentemente, pensava eu que já tinha atingido a minha.
Claro que iria passar ainda por tempos piores, certo, tenho vindo a passar por uns mais complicados e outros menos, mas a "quota parte" de sofrimento mesmo, sofrimento daquele que dói, que não sara, que vem para ficar, pensava que desse já estava livre. Pensava que tinha atingido a minha quota parte, que já tinha sofrido muito muito em nova, e que por isso a idade adulta me tinha reservado um futuro menos sombrio.
Mas enganei-me. Como me enganei amigos. O que eu mais queria, aquilo que me tem vindo a ocupar os sonhos e os planos, aquilo que eu procurava na minha vida acima de tudo... Não sei não.
Sei que essa hipótese ficou mais pequena ainda. E com ela a minha vida também.
Afinal, não deve existir a tal quota parte.
Somos, apenas e só, sacos de pancada.
Dúvida fundamental
Como é que é suposto continuarmos na nossa vidinha normal de todos os dias, quando recebemos uma notícia que nos devasta por dentro, rebenta com os nossos sonhos e nos deixa na lama?
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Podia-me dar para pior...
Eu sou um bocado palerma. Não sei porque motivo mas só gosto das coisas antes ou depois de estarem na moda. Quando ninguém se lembra delas, é quando eu gosto. Parvoíces cá minhas.
E à custa disso, agora ando numa de ouvir Nouvelle Vague. Não adoro tudo, ainda estou a descobrir. Mas adoro estas músicas que vos deixo abaixo.
Enfim, podia-me dar para pior.
Enquanto isso, no meu emprego actual...
O meu chefe está convencidíssimo que contratou uma secretária/ assistente pessoal. Com todo o respeito pelas pessoas cuja profissão é essa, claro está. E perguntam vocês, porque é que ele está convencido disso?
Ora porque o senhor agora quer que eu lhe vá à Segurança Social tratar de um assunto pessoal. E quer que eu lhe faça umas compras através do Continente Online para lhe entregarem em casa. E quer que eu trate dos serviços de casa dele de televisão e internet.
E eu penso que claramente ou eu ou ele, um de nós está errado, que a minha função não abrangia tais tarefas, que por muito boa vontade que uma pessoa tenha também não foi isso que me venderam quando aceitei vir para cá trabalhar.
E dou por mim a ter saudades da minha empresa antiga, o que não é bom amigos, não é bom...
Ora porque o senhor agora quer que eu lhe vá à Segurança Social tratar de um assunto pessoal. E quer que eu lhe faça umas compras através do Continente Online para lhe entregarem em casa. E quer que eu trate dos serviços de casa dele de televisão e internet.
E eu penso que claramente ou eu ou ele, um de nós está errado, que a minha função não abrangia tais tarefas, que por muito boa vontade que uma pessoa tenha também não foi isso que me venderam quando aceitei vir para cá trabalhar.
E dou por mim a ter saudades da minha empresa antiga, o que não é bom amigos, não é bom...
Estamos todos desajustados
Conheço umas 3 ou 4 pessoas que trabalham num emprego antigo que tive, e não gostam de trabalhar lá.
Fazem-no porque há contas para pagar e os tempos não estão para loucuras.
É um suplício para elas irem trabalhar para lá todos os dias.
E eu, gostava de trabalhar lá e não trabalho.
Está tudo trocado.
Fazem-no porque há contas para pagar e os tempos não estão para loucuras.
É um suplício para elas irem trabalhar para lá todos os dias.
E eu, gostava de trabalhar lá e não trabalho.
Está tudo trocado.
terça-feira, 15 de julho de 2014
Do Barclaycard novamente
Pelos vistos, os senhores do Barclaycard andam atentos ao que se escreve na blogosfera. Pois então que me enviaram um simpático email a dizer que receberam a minha reclamação, e para eu lhes dar o meu número de telefone. Eu agradeço, mas o número de telefone de Bomboca é algo sagrado, é quase um segredo de Fátima, por isso agradeço mas não vai acontecer.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Estas minhas dúvidas
Pergunto-me o que levará uma mulher ainda jovem a andar de calções bem curtos com as pernas cheias de pêlos, qual Tony Ramos. Não me venham com tangas de feminismos que eu não acredito minimamente que alguém ache bonito uma depilação por fazer nas pernas de uma mulher.
Estas minhas dúvidas que me consomem...
Estas minhas dúvidas que me consomem...
Também gostava de perceber
Aqueles que vão comer a casa das outras pessoas e não perguntam se é preciso levar alguma coisa, nem tomam a iniciativa de levar. Não vamos estar cá com falinhas mansas, quando se organiza um jantar para algumas pessoas, fica bem os convidados pelo menos perguntarem se algo é necessário. E às vezes até é.
Com a desculpa da casa nova, acabamos por fazer vários jantares e lanches. O mais engraçado ou não, é que as mesmas pessoas que não nos perguntam se precisamos de alguma coisa, são as mesmas que já mudaram de casa há mais ou menos um ano e nunca nos convidaram para irmos lá.
E depois sou eu que estou errada?
Pois...
Com a desculpa da casa nova, acabamos por fazer vários jantares e lanches. O mais engraçado ou não, é que as mesmas pessoas que não nos perguntam se precisamos de alguma coisa, são as mesmas que já mudaram de casa há mais ou menos um ano e nunca nos convidaram para irmos lá.
E depois sou eu que estou errada?
Pois...
Cansa-me um bocado
A necessidade que algumas pessoas têm de se porem em bicos de pés face às outras. Não percebo qual é a relevância de me esfregarem na cara o facto de ganharem mais do que eu. A essas pessoas só respondo "ainda bem para ti". E suspiro.
Fico sempre na dúvida que tipo de resposta esperariam elas de mim.
Fico sempre na dúvida que tipo de resposta esperariam elas de mim.
sexta-feira, 11 de julho de 2014
A primeira vez, diz que há uma primeira vez para tudo
Provavelmente a primeira vez na vida em que um fornecedor, com a conta saldada e adiantamento de cliente recebido, quando questionado sobre o motivo de não cumprir o prazo de entrega dos produtos, de forma educada, resolve gritar com o cliente e desligar-lhe o telefone na cara.
Sim, é algo inédito até aqui na minha existência, quiçá na história do mundo inteiro.
Sim, é algo inédito até aqui na minha existência, quiçá na história do mundo inteiro.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Tão engraçada a senhora, tão engraçada!
A empregada de limpeza aqui do sítio arranjou outro emprego. Como tal, não pode vir às horas e dias a que vinha anteriormente. Nós somos flexíveis e dizemos que senhora pode vir quando puder. Para além de não pôr cá os pés há 3 semanas, a dita senhora quer vir limpar na sexta-feira às 18h30, sendo que, claro, para ela vir cá limpar é preciso estar alguém que lhe abra e feche a porta.
Ahahahah tão engraçada a senhora, 18h30 de sexta-feira até às 21h30, ahahaha que piada tem a senhora.
Eu mereço?
Ahahahah tão engraçada a senhora, 18h30 de sexta-feira até às 21h30, ahahaha que piada tem a senhora.
Eu mereço?
Qual é o objectivo?
De alguém estar constantemente a anunciar que está mais magro, que está em forma, que perdeu massa gorda, que perdeu cm's aqui e ali... A sério? É para quê?
Para as pessoas dizerem "Sim senhor, nota-se perfeitamente!" ou "Parabéns pelo esforço" ou ainda "Uau! Quando for grande quero ser como tu, és o meu ídolo". Será?
Não sei. Mas sei que é toda uma necessidade de validação externa que me assusta. Uma coisa é uma pessoa falar disso uma vez ou outra, até com o intuito de ajudar outros. Outra, é estar SEMPRE a falar do assunto a bem do seu próprio ego.
Para as pessoas dizerem "Sim senhor, nota-se perfeitamente!" ou "Parabéns pelo esforço" ou ainda "Uau! Quando for grande quero ser como tu, és o meu ídolo". Será?
Não sei. Mas sei que é toda uma necessidade de validação externa que me assusta. Uma coisa é uma pessoa falar disso uma vez ou outra, até com o intuito de ajudar outros. Outra, é estar SEMPRE a falar do assunto a bem do seu próprio ego.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Daquelas questões essenciais que me assolam e para as quais não obtenho resposta imediata, isso de algumas mulheres comprarem roupa abaixo do seu tamanho
Não havia necessidade. A sério.
Bem sei que fica muito melhor dizer que se usa um 36 do que um 42. Eu sei, confiem. Mas acreditem que ainda assim a vergonha de pedir à menina da loja o número acima, não consegue superar a vergonha, ou pelo menos aquela que deveria ser e que eu certamente teria, de estar desconfortável e a usar uma peça de roupa abaixo do tamanho adequado.
Caras, não é sexy. Os pneus a aparecerem repuxados por cima das calças de ganga não é uma visão sensual, é sim uma visão do inferno.
Confiem que vos ficaria muito melhor a roupinha do vosso tamanho, há lá coisa mais bonita do que uma mulher confortável na sua própria pele. Isso sim é sexy.
E por favor... Quando usarem essas calças, as tais de cintura descida abaixo do vosso tamanho, não as usem com cuecas de fio dental de cores berrantes, caso contrário é todo um circo dos horrores.
Vá, vão lá e voltem sempre.
Bem sei que fica muito melhor dizer que se usa um 36 do que um 42. Eu sei, confiem. Mas acreditem que ainda assim a vergonha de pedir à menina da loja o número acima, não consegue superar a vergonha, ou pelo menos aquela que deveria ser e que eu certamente teria, de estar desconfortável e a usar uma peça de roupa abaixo do tamanho adequado.
Caras, não é sexy. Os pneus a aparecerem repuxados por cima das calças de ganga não é uma visão sensual, é sim uma visão do inferno.
Confiem que vos ficaria muito melhor a roupinha do vosso tamanho, há lá coisa mais bonita do que uma mulher confortável na sua própria pele. Isso sim é sexy.
E por favor... Quando usarem essas calças, as tais de cintura descida abaixo do vosso tamanho, não as usem com cuecas de fio dental de cores berrantes, caso contrário é todo um circo dos horrores.
Vá, vão lá e voltem sempre.
Atum em escabeche
Vão por mim caros amigos, atum em escabeche é da La Piara. Não, este não é um post patrocionado, infelizmente, pois eu sou menina que gosta de enfardar o seu patê. Dou-vos este conselho gratuito porque ontem deu-se o caso de eu ter comprado o patê de atum em escabeche do Continente e, caros amigos, nada se compara, acreditem. Eu sou pelas marcas brancas sempre que possível mas neste caso não.
Portanto é isto, achei que tinha o dever cívico de partilhar.
Portanto é isto, achei que tinha o dever cívico de partilhar.
terça-feira, 8 de julho de 2014
Picuinhas picuinhas
Já neste blog disse que dispenso pessoas picuinhas.
Mas deve haver uma lei de atracção qualquer, um karma, alguma coisa, que traz os picuinhas para a minha vida.
Como vos disse, mudei de casa. Por razões cá da nossa vida temos tido alguns problemas com o senhorio da casa anterior, precisamente graças à sua natureza picuinhas. Quando assinámos o contrato de arrendamento anterior cometemos um erro devido à nossa inexperiência e ingenuidade. E quando decidimos terminá-lo, cometemos dois erros pelo mesmo motivo. Passo a explicar:
Na assinatura do contrato não tivemos em conta o prazo de pré-aviso do contrato. Não pensámos que iríamos ter problemas quando quiséssemos sair, e por isso sempre fizemos tudo de boa fé. Primeiro erro. Erro esse, que já não cometemos no novo arrendamento. O pré-aviso do contrato anterior era de 4 meses. Sim, leram bem. 4. Nunca mais. É um dos melhores conselhos que vos posso dar neste assunto dos arrendamentos. Muita atenção ao tempo do pré-aviso. Eu tinha 24 anos e era inexperiente, Bomboco nunca tinha assinado um contrato de arrendamento na vida, e como ninguém nos ajudou na altura... Foi mesmo assim, fomos comidos por parvos neste aspecto. O novo contrato já não é assim porque nós aprendemos com os erros. O tempo exagerado de pré-aviso, e actualmente impraticável no mercado de arrendamento foi o erro número 1. Bem, um dos problemas foi, claro, o senhorio antigo querer o cumprimento integral da cláusula de pré-aviso. Depois de muita discussão, muitas horas passadas ao telefone, etc., lá conseguimos chegar a um acordo em que ele só ficou a ganhar e nós ficamos a perder menos do que inicialmente o contrato previa.
O erro número 2 foi termos dito a verdade quando anunciámos que queríamos sair da casa. Sim, eu sou burra, eu sei. Se eu tivesse dito que tinha ficado desempregada, por exemplo, certamente não iríamos ter tantos problemas. Mas enfim, disse a verdade e lixei-me.
Passemos ao erro número 3. O senhorio antigo não queria imobiliárias no assunto porque não queria pagar comissão. E eu, burra novamente, acedi. Ele disse que conhecia pessoas que estavam interessadas na casa. Esperei duas semanas até que me decidi a colocar um anúncio e pressionei-o no mesmo sentido. As tais pessoas interessadas nunca apareceram. E pronto, perdemos ali duas semanas que poderiam ou não ter dado um rumo diferente.
Agora que já tudo parece encaminhado e ele até já arranjou comprador para a casa, que era o negócio que ele queria inicialmente fazer, veio perguntar-nos sobre o chuveiro de origem da banheira. Sim, a banheira tinha um chuveiro velho e com pouca pressão, que nós substituímos por um novo, com mais pressão. E ele quer o velho. O velho estragado! Ora, claro que já não o temos. O que é que ele queria que fizéssemos com o chuveiro velho e estragado? Que o guardássemos como recordação? Arre que há gente difícil.
Perguntou-nos ainda porque é que tínhamos envernizado uma mesa velha que ele lá tinha, e nós recuperamos, sendo que a deixamos lá na casa, completamente nova, e perguntou também por uma prateleira velha que nós substituímos por uma exactamente igual mas nova.
Enfim. Só a mim.
Mas deve haver uma lei de atracção qualquer, um karma, alguma coisa, que traz os picuinhas para a minha vida.
Como vos disse, mudei de casa. Por razões cá da nossa vida temos tido alguns problemas com o senhorio da casa anterior, precisamente graças à sua natureza picuinhas. Quando assinámos o contrato de arrendamento anterior cometemos um erro devido à nossa inexperiência e ingenuidade. E quando decidimos terminá-lo, cometemos dois erros pelo mesmo motivo. Passo a explicar:
Na assinatura do contrato não tivemos em conta o prazo de pré-aviso do contrato. Não pensámos que iríamos ter problemas quando quiséssemos sair, e por isso sempre fizemos tudo de boa fé. Primeiro erro. Erro esse, que já não cometemos no novo arrendamento. O pré-aviso do contrato anterior era de 4 meses. Sim, leram bem. 4. Nunca mais. É um dos melhores conselhos que vos posso dar neste assunto dos arrendamentos. Muita atenção ao tempo do pré-aviso. Eu tinha 24 anos e era inexperiente, Bomboco nunca tinha assinado um contrato de arrendamento na vida, e como ninguém nos ajudou na altura... Foi mesmo assim, fomos comidos por parvos neste aspecto. O novo contrato já não é assim porque nós aprendemos com os erros. O tempo exagerado de pré-aviso, e actualmente impraticável no mercado de arrendamento foi o erro número 1. Bem, um dos problemas foi, claro, o senhorio antigo querer o cumprimento integral da cláusula de pré-aviso. Depois de muita discussão, muitas horas passadas ao telefone, etc., lá conseguimos chegar a um acordo em que ele só ficou a ganhar e nós ficamos a perder menos do que inicialmente o contrato previa.
O erro número 2 foi termos dito a verdade quando anunciámos que queríamos sair da casa. Sim, eu sou burra, eu sei. Se eu tivesse dito que tinha ficado desempregada, por exemplo, certamente não iríamos ter tantos problemas. Mas enfim, disse a verdade e lixei-me.
Passemos ao erro número 3. O senhorio antigo não queria imobiliárias no assunto porque não queria pagar comissão. E eu, burra novamente, acedi. Ele disse que conhecia pessoas que estavam interessadas na casa. Esperei duas semanas até que me decidi a colocar um anúncio e pressionei-o no mesmo sentido. As tais pessoas interessadas nunca apareceram. E pronto, perdemos ali duas semanas que poderiam ou não ter dado um rumo diferente.
Agora que já tudo parece encaminhado e ele até já arranjou comprador para a casa, que era o negócio que ele queria inicialmente fazer, veio perguntar-nos sobre o chuveiro de origem da banheira. Sim, a banheira tinha um chuveiro velho e com pouca pressão, que nós substituímos por um novo, com mais pressão. E ele quer o velho. O velho estragado! Ora, claro que já não o temos. O que é que ele queria que fizéssemos com o chuveiro velho e estragado? Que o guardássemos como recordação? Arre que há gente difícil.
Perguntou-nos ainda porque é que tínhamos envernizado uma mesa velha que ele lá tinha, e nós recuperamos, sendo que a deixamos lá na casa, completamente nova, e perguntou também por uma prateleira velha que nós substituímos por uma exactamente igual mas nova.
Enfim. Só a mim.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Outra dúvida existencial mas não sobre cabelos. Esta é sobre a dinâmica empresarial e de prestação de serviços
Quando se contrata alguém para a realização de um serviço, é suposto que esse alguém saiba mais do que nós, certo?
Mas e quando essa empresa que nos está a realizar o serviço coloca a fazer esse mesmo serviço, um estagiário inexperiente cujo trabalho não é revisto e ainda assim é enviado para o cliente final (a minha empresa), e esse trabalho, em sendo alvo de revisão (por mim), apresenta falhas graves tendo sido eu a corrigi-las, pago na mesma o serviço a essa empresa, ou assumo no meu salário do mês corrente a minha parte relativa à prestação deste serviço?
Dúvidas, a minha vida é isto, só dúvidas.
Mas e quando essa empresa que nos está a realizar o serviço coloca a fazer esse mesmo serviço, um estagiário inexperiente cujo trabalho não é revisto e ainda assim é enviado para o cliente final (a minha empresa), e esse trabalho, em sendo alvo de revisão (por mim), apresenta falhas graves tendo sido eu a corrigi-las, pago na mesma o serviço a essa empresa, ou assumo no meu salário do mês corrente a minha parte relativa à prestação deste serviço?
Dúvidas, a minha vida é isto, só dúvidas.
Dúvidas existenciais de Bomboca sobre cabelos
Tenho estado aqui com umas ideias que não me saem da cabeça. Estou na dúvida se hei-de aplicar extensões no meu cabelo ou não.
Eu tenho o cabelo comprido mas queria tê-lo mais comprido. Acontece que como eu sou cliente há muito tempo, a minha cabeleireira diz que me faz uma promoção simpática. E eu estou aqui na dúvida. Claro que há muitas mais coisas onde podemos gastar o nosso dinheiro, claro que sim.
Mas caraças, ela pôs-me há uns tempos uma só para eu ver como ficava e eu gostei de me ver com aquilo, e não me tem saído a ideia da cabeça, sendo que eu sou de ideias fixas.
Opiniões precisam-se.
Grata.
Eu tenho o cabelo comprido mas queria tê-lo mais comprido. Acontece que como eu sou cliente há muito tempo, a minha cabeleireira diz que me faz uma promoção simpática. E eu estou aqui na dúvida. Claro que há muitas mais coisas onde podemos gastar o nosso dinheiro, claro que sim.
Mas caraças, ela pôs-me há uns tempos uma só para eu ver como ficava e eu gostei de me ver com aquilo, e não me tem saído a ideia da cabeça, sendo que eu sou de ideias fixas.
Opiniões precisam-se.
Grata.
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Um pouco de Economia- Teoria das Vantagens Comparativas de David Ricardo e o dia a dia numa micro empresa
A Economia revê-se em todos os aspectos das nossas vidas. Aliás, há uma frase em latim bem popular entre os economistas que diz qualquer coisa como "onde há o Homem, há Economia". Verdade.
David Ricardo foi um famoso economista inglês do século XIX que aperfeiçoou a Teoria das Vantagens Absolutas de Adam Smith. Este último afirmava que, em comércio internacional, os países se devem especializar nos produtos que conseguem produzir a um custo mais baixo. David Ricardo melhorou a teoria, e afirma que ainda que um país produza produtos a um preço mais baixo que os outros países, deverá concentrar-se na produção do produto em que é mais eficiente, vendendo os seus excedentes aos outros países, em virtude de um conceito chamado custo de oportunidade. Isto, de forma muito simplificada.
E o que é o custo de oportunidade, perguntam vocês e bem? De forma igualmente simplificada, o custo de oportunidade é o custo associado a uma actividade que optamos por não realizar em detrimento de outra. Este conceito é particularmente importante para as decisões que tomamos no dia a dia (e por isso se interliga com a teoria de David Ricardo, de forma a clarificar o meu ponto de vista). Exemplo: O custo de ir ao cinema em vez de trabalhar será o custo do meu salário/ hora multiplicado pelo tempo de que necessito para ir ao cinema.
Como podemos facilmente extrapolar, os indivíduos, como os países, devem especializar-se nas tarefas em que são mais eficientes. Ou seja, naquelas em que têm vantagem comparativa. Exemplo: o meu custo de estar 2 horas a passar camisas em horário laboral, é precisamente o meu salário/hora X 2. Se o meu custo para passar camisas for, suponhamos, de 40€, e o de outra pessoa for de 15€, deverei contratar a outra pessoa. Ou seja, 15€ é o valor que a outra pessoa atribui à tarefa que não irá realizar para poder passar as camisas.
Estão a seguir até aqui? Obrigada por terem lido tudo até ao momento.
Então o que se passa é o seguinte: eu trabalho numa micro-empresa. Não existem muitos recursos disponíveis, e acabo por ter de realizar tarefas que vão bem além da minha especialização. No entanto, para algumas tarefas esse custo é baixo. Noutras, nem tanto.
Os principais problemas dos patrões portugueses são precisamente os principais problemas do meu: não fazer planeamento, vivendo apenas o dia-a-dia, e não utilizar os seus recursos da forma mais eficiente possível (que no fundo acaba sempre por colidir com o problema do planeamento, e por isso, acredito eu, é que ele me contratou a mim). O meu patrão decidiu que eu ontem deveria despender a minha tarde a passar roupa, em virtude de uma sessão fotográfica a ser realizada hoje. Ele sabia da sessão fotográfica há muito tempo, e por isso contratou fotógrafo e espaço. Mas não achou que deveria contratar alguém para realizar essa tarefa, porque assumiu automaticamente que seria eu a realiza-la (claro que eu não sabia, senão eu própria teria contratado alguém). Eu tenho isenção de horário de trabalho, e portanto ontem, saí às 21h porque estive 6h a passar roupa. Acontece que o meu patrão vê esta situação como uma poupança de, por exemplo, 20€. Quando na verdade, acabou por ter prejuízo. Na verdade é que o meu patrão designou uma pessoa para essa função (eu), cujo custo hora é superior a outra pessoa cuja especialização seja precisamente essa (a de passar a ferro). Adicionando também a vantagem absoluta que a outra pessoa especializada teria sobre mim, que certamente demoraria menos tempo que eu a realizar a tarefa proposta. Assim, em vez de uma poupança de 20€ (por exemplo), temos que o que verdadeiramente aconteceu foi que eu despendi 6 horas de trabalho a um custo muito superior do que outra pessoa que provavelmente teria despendido 4 horas a 20€ (a título de exemplo de um ganho de 5€/hora).
Adicionemos ainda o factor psicológico de o trabalhador (eu) estar a realizar uma tarefa para o qual não está especializado, em detrimento da tarefa para a qual tem efectivamente especialização. O trabalhador sente-se desmoralizado e desvalorizado. E pensa que saiu às 21h para nada, tendo ficado o seu trabalho (esse sim, da sua competência) atrasado.
É mais ou menos como comprar um mini tendo em vista a função de transporte de mercadorias. Ninguém faz isso pois não? Então porque motivo alguém contrata uma economista, e lhe pede para que volta e meia passe a ferro?
David Ricardo foi um famoso economista inglês do século XIX que aperfeiçoou a Teoria das Vantagens Absolutas de Adam Smith. Este último afirmava que, em comércio internacional, os países se devem especializar nos produtos que conseguem produzir a um custo mais baixo. David Ricardo melhorou a teoria, e afirma que ainda que um país produza produtos a um preço mais baixo que os outros países, deverá concentrar-se na produção do produto em que é mais eficiente, vendendo os seus excedentes aos outros países, em virtude de um conceito chamado custo de oportunidade. Isto, de forma muito simplificada.
E o que é o custo de oportunidade, perguntam vocês e bem? De forma igualmente simplificada, o custo de oportunidade é o custo associado a uma actividade que optamos por não realizar em detrimento de outra. Este conceito é particularmente importante para as decisões que tomamos no dia a dia (e por isso se interliga com a teoria de David Ricardo, de forma a clarificar o meu ponto de vista). Exemplo: O custo de ir ao cinema em vez de trabalhar será o custo do meu salário/ hora multiplicado pelo tempo de que necessito para ir ao cinema.
Como podemos facilmente extrapolar, os indivíduos, como os países, devem especializar-se nas tarefas em que são mais eficientes. Ou seja, naquelas em que têm vantagem comparativa. Exemplo: o meu custo de estar 2 horas a passar camisas em horário laboral, é precisamente o meu salário/hora X 2. Se o meu custo para passar camisas for, suponhamos, de 40€, e o de outra pessoa for de 15€, deverei contratar a outra pessoa. Ou seja, 15€ é o valor que a outra pessoa atribui à tarefa que não irá realizar para poder passar as camisas.
Estão a seguir até aqui? Obrigada por terem lido tudo até ao momento.
Então o que se passa é o seguinte: eu trabalho numa micro-empresa. Não existem muitos recursos disponíveis, e acabo por ter de realizar tarefas que vão bem além da minha especialização. No entanto, para algumas tarefas esse custo é baixo. Noutras, nem tanto.
Os principais problemas dos patrões portugueses são precisamente os principais problemas do meu: não fazer planeamento, vivendo apenas o dia-a-dia, e não utilizar os seus recursos da forma mais eficiente possível (que no fundo acaba sempre por colidir com o problema do planeamento, e por isso, acredito eu, é que ele me contratou a mim). O meu patrão decidiu que eu ontem deveria despender a minha tarde a passar roupa, em virtude de uma sessão fotográfica a ser realizada hoje. Ele sabia da sessão fotográfica há muito tempo, e por isso contratou fotógrafo e espaço. Mas não achou que deveria contratar alguém para realizar essa tarefa, porque assumiu automaticamente que seria eu a realiza-la (claro que eu não sabia, senão eu própria teria contratado alguém). Eu tenho isenção de horário de trabalho, e portanto ontem, saí às 21h porque estive 6h a passar roupa. Acontece que o meu patrão vê esta situação como uma poupança de, por exemplo, 20€. Quando na verdade, acabou por ter prejuízo. Na verdade é que o meu patrão designou uma pessoa para essa função (eu), cujo custo hora é superior a outra pessoa cuja especialização seja precisamente essa (a de passar a ferro). Adicionando também a vantagem absoluta que a outra pessoa especializada teria sobre mim, que certamente demoraria menos tempo que eu a realizar a tarefa proposta. Assim, em vez de uma poupança de 20€ (por exemplo), temos que o que verdadeiramente aconteceu foi que eu despendi 6 horas de trabalho a um custo muito superior do que outra pessoa que provavelmente teria despendido 4 horas a 20€ (a título de exemplo de um ganho de 5€/hora).
Adicionemos ainda o factor psicológico de o trabalhador (eu) estar a realizar uma tarefa para o qual não está especializado, em detrimento da tarefa para a qual tem efectivamente especialização. O trabalhador sente-se desmoralizado e desvalorizado. E pensa que saiu às 21h para nada, tendo ficado o seu trabalho (esse sim, da sua competência) atrasado.
É mais ou menos como comprar um mini tendo em vista a função de transporte de mercadorias. Ninguém faz isso pois não? Então porque motivo alguém contrata uma economista, e lhe pede para que volta e meia passe a ferro?
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Fiquei de queixo caído
Centro da cidade do Porto.
Rapariguinha que não pode ter mais de 10 anos grita impropérios sem dó nem piedade a uma senhora de idade, que me pareceu ser a avó. Mas palavrões a sério, que me fizeram corar.
Eu até há bem pouco tempo não dizia "merda" em frente à minha avó. Fiquei um bocado chocada confesso. Que educação, neste caso falta dela, deve ter aquela criança em casa?
Rapariguinha que não pode ter mais de 10 anos grita impropérios sem dó nem piedade a uma senhora de idade, que me pareceu ser a avó. Mas palavrões a sério, que me fizeram corar.
Eu até há bem pouco tempo não dizia "merda" em frente à minha avó. Fiquei um bocado chocada confesso. Que educação, neste caso falta dela, deve ter aquela criança em casa?
Novamente o dilema do vestuário matutino
Há dias e dias. Há dias em que uma pessoa se sente maravilhosa e bem consigo mesma, e há outros em que não é bem assim. A Sissi fez um óptimo post sobre isso no seu blog.
Ora, mas eu hoje, meti na cabeça que tinha de vestir uma camisola. Queria porque queria. O problema, é que a dita camisola é uma peça difícil. Não fica bem com qualquer coisa. Eu vesti 3 pares de calças hoje combinando com a camisola. Não gostei de me ver com nenhum dos conjuntos. Chiça, não estava fácil. E aquela camisola não é definitivamente uma peça para se usar nos dias menos bons.
Lembrei-me dos sábios conselhos da Sissi e pronto. Já estava com capacidade psicológica para enfrentar o espelho. Troquei de camisola.
Isto para vos dizer o que a Sissi já vos disse por outras palavras: nem sempre acordamos lindas e maravilhosas. Nesses dias, o truque é mesmo jogar pelo seguro e vestir algo que sabem que vos fica bem, usar uma maquilhagem que não compromete. Acreditem que melhora. Eu senti isso na pele hoje. Eu já sabia deste "pequeno truque" antes de ler o post da Sissi, mas também sou teimosa como uma mula e meti na cabeça que hoje haveria de usar a tal camisola. Enquanto não fui racional, não funcionou. A dita camisola e outras peças mais arrojadas, terão tempo de ser usadas em dias mais confiantes.
Tudo a seu tempo.
Ora, mas eu hoje, meti na cabeça que tinha de vestir uma camisola. Queria porque queria. O problema, é que a dita camisola é uma peça difícil. Não fica bem com qualquer coisa. Eu vesti 3 pares de calças hoje combinando com a camisola. Não gostei de me ver com nenhum dos conjuntos. Chiça, não estava fácil. E aquela camisola não é definitivamente uma peça para se usar nos dias menos bons.
Lembrei-me dos sábios conselhos da Sissi e pronto. Já estava com capacidade psicológica para enfrentar o espelho. Troquei de camisola.
Isto para vos dizer o que a Sissi já vos disse por outras palavras: nem sempre acordamos lindas e maravilhosas. Nesses dias, o truque é mesmo jogar pelo seguro e vestir algo que sabem que vos fica bem, usar uma maquilhagem que não compromete. Acreditem que melhora. Eu senti isso na pele hoje. Eu já sabia deste "pequeno truque" antes de ler o post da Sissi, mas também sou teimosa como uma mula e meti na cabeça que hoje haveria de usar a tal camisola. Enquanto não fui racional, não funcionou. A dita camisola e outras peças mais arrojadas, terão tempo de ser usadas em dias mais confiantes.
Tudo a seu tempo.
Parem lá com isso. A sério.
Pessoas que se fazem de vítimas no Facebook, parem lá com isso.
Qual é o objectivo, sinceramente? O mais engraçado (ou não...), é que não contentes com isso, essas pessoas são também as que se auto-elogiam (exemplo: "eu sou o meu ídolo").
Preciso mesmo de vos dizer que isso é desagradável e presunçoso? Não chegam lá sozinhos?
Vá lá... Eu sei que vocês conseguem, a sério.
Qual é o objectivo, sinceramente? O mais engraçado (ou não...), é que não contentes com isso, essas pessoas são também as que se auto-elogiam (exemplo: "eu sou o meu ídolo").
Preciso mesmo de vos dizer que isso é desagradável e presunçoso? Não chegam lá sozinhos?
Vá lá... Eu sei que vocês conseguem, a sério.
Encantador
Cenário: Paragem de transportes públicos cheia de gente à espera do transporte. Transporte chega no devido horário, as pessoas começam a entrar por ordem de chegada.
Enquanto isso, quando o transporte começa a dar sinais que vai arrancar, vem um homem de meia idade a correr esbaforido. Ele vinha a correr e de repente... Pumba, escarra para o chão e continua a correr e consegue apanhar o transporte.
Correr para os transportes sim, até posso estar com pressa, mas terei certamente tempo para dar a minha escarradela.
Lindo.
A minha manhã ganhou outra vida.
Enquanto isso, quando o transporte começa a dar sinais que vai arrancar, vem um homem de meia idade a correr esbaforido. Ele vinha a correr e de repente... Pumba, escarra para o chão e continua a correr e consegue apanhar o transporte.
Correr para os transportes sim, até posso estar com pressa, mas terei certamente tempo para dar a minha escarradela.
Lindo.
A minha manhã ganhou outra vida.
quarta-feira, 2 de julho de 2014
O que nunca me pode faltar em termos de maquilhagem
Lápis preto.
Se amanhã existir uma guerra nuclear, uma das coisas que vou fazer é abastecer o meu stock de lápis preto. Eu sei, sou parva.
Se amanhã existir uma guerra nuclear, uma das coisas que vou fazer é abastecer o meu stock de lápis preto. Eu sei, sou parva.
Qualidade de vida
Ter o privilégio de poder vir trabalhar de transportes públicos. Não apanhar trânsito e saber sempre a que horas se vai chegar ao destino. Ler um livro no caminho. Observar a paisagem magnífica.
Hmmm... Adoro!
Só é pena o cheiro a naftalina...
Hmmm... Adoro!
Só é pena o cheiro a naftalina...
terça-feira, 1 de julho de 2014
Pergunto-me quantas vezes terei de ignorar a chamada dos senhores do Barclaycard até que percebam que não estou interessada
Já atendi uma, duas, três, quatro vezes ou mais as chamadas dos comerciais do Barclaycard. E de todas as vezes disse que não estava interessada e pedi para não me voltarem a ligar.
Ligam. E ligam novamente. E não contentes com isso, fazem um marketing extremamente agressivo, quase nos insultam. E eu não estou para isso. Pura e simplesmente já não atendo.
O número do qual me costumam ligar é o 252701001.
De nada.
Ligam. E ligam novamente. E não contentes com isso, fazem um marketing extremamente agressivo, quase nos insultam. E eu não estou para isso. Pura e simplesmente já não atendo.
O número do qual me costumam ligar é o 252701001.
De nada.
Mas a maturidade que a idade deveria trazer não chega a todos
Por outro lado, irritam-me profundamente as pessoas que, apesar da idade mais avançada que têm e que lhes deveria conferir outra maturidade, comportam-se como se ainda tivessem 15 anos.
A dicotomia da idade
Ultimamente tenho pensado muito na minha idade. Não porque a sinta como um peso, ou um certificado de alguma coisa. Mas sim porque me sinto diferente.
Em algumas coisas vejo-me tão nova, tão inocente... Mas noutras parece que já vivi imenso, que passei por tantas situações... E interrogo-me. Pergunto-me em que lado da barricada estou. Há dias estava a meter a chave à porta e pensei "esta é a minha casa! A minha casa!". Eu já tenho uma casa, marido, gato. Tenho um emprego a tempo inteiro e responsabilidades. Mas por outro lado gosto de andar nos carrinhos do senhor de Matosinhos, tenho saudades da Queima das Fitas e das noites a estudar para exames. Tenho saudades de ver os meus amigos todos os dias e agora não os vejo com a frequência que gostaria.
Mas todos nós crescemos e vejo que a idade não pára em nenhuma época em especial para que possamos prolongar aquele momento das nossas vidas. Tudo avança, e às vezes, sem esperarmos, já estamos tão longe das memórias que nos parecem ter acontecido mesmo ontem.
Pensamos em como o tempo nos voou dos dedos e cada vez mais o aproveitar o dia presente tem outro significado. Porque sem darmos conta, ele foge de nós.
No entanto, ainda me sinto menina às vezes, mas na maior parte do tempo, sinto-me e vejo-me como mulher.
Se soubesse tudo o que sei hoje, havia várias coisas que teria feito de forma diferente, tinha dado mais valor a algumas coisas, e menos a outras. Mas crescer e amadurecer é isso mesmo. Esse conhecimento e experiência que nos transporta para outros patamares onde podemos aprender com o passado, preparando o futuro e vivendo melhor o dia de hoje.
Ninguém disse que ia ser fácil, não é?
Em algumas coisas vejo-me tão nova, tão inocente... Mas noutras parece que já vivi imenso, que passei por tantas situações... E interrogo-me. Pergunto-me em que lado da barricada estou. Há dias estava a meter a chave à porta e pensei "esta é a minha casa! A minha casa!". Eu já tenho uma casa, marido, gato. Tenho um emprego a tempo inteiro e responsabilidades. Mas por outro lado gosto de andar nos carrinhos do senhor de Matosinhos, tenho saudades da Queima das Fitas e das noites a estudar para exames. Tenho saudades de ver os meus amigos todos os dias e agora não os vejo com a frequência que gostaria.
Mas todos nós crescemos e vejo que a idade não pára em nenhuma época em especial para que possamos prolongar aquele momento das nossas vidas. Tudo avança, e às vezes, sem esperarmos, já estamos tão longe das memórias que nos parecem ter acontecido mesmo ontem.
Pensamos em como o tempo nos voou dos dedos e cada vez mais o aproveitar o dia presente tem outro significado. Porque sem darmos conta, ele foge de nós.
No entanto, ainda me sinto menina às vezes, mas na maior parte do tempo, sinto-me e vejo-me como mulher.
Se soubesse tudo o que sei hoje, havia várias coisas que teria feito de forma diferente, tinha dado mais valor a algumas coisas, e menos a outras. Mas crescer e amadurecer é isso mesmo. Esse conhecimento e experiência que nos transporta para outros patamares onde podemos aprender com o passado, preparando o futuro e vivendo melhor o dia de hoje.
Ninguém disse que ia ser fácil, não é?
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