Defendo que a auto-estima das mulheres não deve depender dos companheiros das mesmas. Uma mulher deve ser, por si só, confiante e segura de si mesma, pois só assim conseguirá exprimir a sua personalidade de forma mais completa. Ora, acontece que todas nós sofremos, por vezes, períodos onde essa mesma auto-estima baixa um pouco, e nem sempre é motivado por alguma coisa em especial. E já aqui admiti que estou a passar por uma dessas fases. E a minha opinião vai no sentido de considerar que os companheiros/namorados/maridos assumem, nestas fases, uma relevância especial no que toca a motivar positivamente as senhoras. Efectivamente, um elogio, uma palavra de carinho e de admiração, podem fazer a diferença em fases menos positivas. E portanto assumo que tenho muita pena que o meu Bomboco não veja as coisas desta forma. Ele não é de fazer elogios ou de relevar a minha pessoa (ou ninguém, assim de repente que me lembre...), tipo... Nunca! Eu sinceramente não me recordo de o ouvir a elogiar-me. A dizer, por motivo de uma saída mais excepcional "estás mais bonita hoje" ou "esse vestido fica-te bem". Nada. Um vazio. E tenho mesmo pena. Bem sei que cada um é como é, mas nestas fases, creio que os senhores poderiam andar mais atentos e dirigir então a tal palavra simpática e elogiosa. Mas no caso dele, népia. Às vezes tenho "inveja" quando ouço um homem elogiar a companheira. Gostava que ele de vez em quando o fizesse em relação a mim. Até para eu própria não me "esquecer".
É claro que já lhe referi esta situação, ao que ele me responde que não me diz nada "para eu não ficar convencida". E eu respondo-lhe que nada tem a ver com ficar ou deixar de ficar convencida, trata-se sim de se apreciar o que se tem, sendo que eu o elogio muitas vezes, e nunca o ouvi dizer que não gostava do elogio que lhe dirigi. Ele por vezes ainda faz ao contrário, ou seja, quando eu sorrio e me "gabo" porque me sinto confiante com um vestido ou uma peça de roupa diferente, estando especialmente arranjada (exemplo de um casamento a que fomos há pouco tempo), Bomboco diz algo menos positivo que me "mina" um pouco a confiança que tinha estabelecido. Se gosto? Nem por isso? Se já lhe exprimi isso? Claro.
Mas infelizmente ou felizmente, não podemos pegar nas coisas que menos gostamos nos outros e apaga-las, temos mesmo de conviver com elas. E saber ultrapassá-las. Só que nem sempre é muito fácil.
Hoje não está a ser.
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Entretanto deixem-me que vos diga
Que liguei para a Mango, já um pouco impaciente com a situação das calças. Pediram desculpa pelo atraso, e que sim sim, que podia trocar. Pergunto se podia trocar por outras calças iguais, porque se comprei aquelas, é porque gostava mesmo delas. Dizem-me que se acontecer o mesmo, se as calças se descoserem, não me fazem a troca. Ao que eu fico abismada, porque as calças eram outras, apesar de serem a mesma referência. Como já aqui disse, já me ocorreu uma situação similar na Zara e na H&M, que foi resolvida de imediato através da troca de umas calças iguais, que felizmente não vieram a ter qualquer problema até hoje. Ora, a menina que me atendeu diz que não, que não pode fazer nada. E diz para eu me deslocar à loja para falar com a supervisora e clarificar o assunto. Assim o faço e falo com a dita senhora, continuando a não perceber porque é que a marca não se responsabilizaria no caso de uma nova ocorrência. Mas resolvo dar uma vista de olhos pela loja. E pronto, claro que me apaixonei por mais umas quantas peças:
Como facilmente perceberam, por mim levava a loja quase toda. Mas acabei por trocar as calças pelo vestido com parte de cima branca e parte de baixo preta. Mas digo-vos, isto de ser pobre é uma grande chatice.
Os incêndios e o chumbo do TC
O país está a ser assolado por incêndios. Até pensei que não ia aqui abordar este tema, mas está uma coisa por demais. 5 bombeiros já perderam a vida este ano, e muitos outros ficaram gravemente feridos, com sequelas que infelizmente irão durar para sempre. Não tenho grandes dúvidas que a maior parte destes incêndios resulta de mão criminosa. E em conversa com agentes que conheço das forças policiais, eles me confessam que chega a ser frustrante quando prendem incendiários, e muitas vezes estes são soltos após uma breve pena, ou nem chegam a ser presos, praticando de forma recorrente os crimes. Está na altura de mudar a lei. Há muito tempo defendo isso. As penas necessitam de ser mais pesadas. 25 anos de cadeira é um limite demasiado parco para as atrocidades que são por aí cometidas. O povo pede justiça, e anseia por ela, mas parece que ela tarda a chegar.
Como também tardam os senhores juízes do TC a perceber a situação económica do país. Como dizia um amigo meu no seu Facebook, se as empresas podem despedir trabalhadores para evitar falência, porque não pode o Estado fazer o mesmo? Com critérios e rigor, claro está. Creio que os senhores juízes não sabem o significado dos conceitos de equidade e igualdade. Se amanhã a minha empresa decidir que precisa de se reestruturar, e decidir mandar pessoas embora pagando as respectivas indemnizações, não há nenhuma lei que o proíba. Mas se o Estado necessita de ajustar a sua estrutura, estrutura essa que todos nós pagamos, ah afinal então não pode ser. É claro que eu não gosto de ver pessoas no desemprego, seja qual for o sector. Não defendo o despedimento dos funcionários públicos. Mas em qualquer organização, quando a sua estrutura é superior ao eficiente, os cortes são indispensáveis. Muito mais em tempos de crise económica. Não defendo cortes nos serviços essenciais do Estado. Defendo sim naquelas fundações da treta. Nos empregos dos amiguinhos. Nos senhores que são pagos para não fazer nada. O Estado apresenta, neste momento, inúmeros paradoxos que não são compatíveis com as funções que desempenha. Se, por exemplo, nos hospitais faltam médicos, enfermeiros e auxiliares (falo com conhecimento de causa, que os recursos estão a ser esgotados ao limite), também sei de situações em que existem pessoas em câmaras municipais, que não desempenham tarefa alguma. Vão fazendo umas coisas. E se eu sei que existem destas situações, mal posso imaginar as que existirão também. É penoso que essas pessoas vão para o desemprego. Mas a menos que se reorganize a estrutura de modo a tornar essas pessoas eficientes, então ficamos todos a perder. E os senhores juízes do TC não têm forma de perceber isso. Mas perceberam depressa que um trabalhador que foi despedido por estar bêbado no local de trabalho, merece ser reintegrado. Trabalhasse eu no Estado e segunda-feira aparecia aí com uma bezana descomunal. Seria reintegrada e com um bocadinho de sorte, ainda sacava uma indemnização.
Equidade? Bullshit.
Como também tardam os senhores juízes do TC a perceber a situação económica do país. Como dizia um amigo meu no seu Facebook, se as empresas podem despedir trabalhadores para evitar falência, porque não pode o Estado fazer o mesmo? Com critérios e rigor, claro está. Creio que os senhores juízes não sabem o significado dos conceitos de equidade e igualdade. Se amanhã a minha empresa decidir que precisa de se reestruturar, e decidir mandar pessoas embora pagando as respectivas indemnizações, não há nenhuma lei que o proíba. Mas se o Estado necessita de ajustar a sua estrutura, estrutura essa que todos nós pagamos, ah afinal então não pode ser. É claro que eu não gosto de ver pessoas no desemprego, seja qual for o sector. Não defendo o despedimento dos funcionários públicos. Mas em qualquer organização, quando a sua estrutura é superior ao eficiente, os cortes são indispensáveis. Muito mais em tempos de crise económica. Não defendo cortes nos serviços essenciais do Estado. Defendo sim naquelas fundações da treta. Nos empregos dos amiguinhos. Nos senhores que são pagos para não fazer nada. O Estado apresenta, neste momento, inúmeros paradoxos que não são compatíveis com as funções que desempenha. Se, por exemplo, nos hospitais faltam médicos, enfermeiros e auxiliares (falo com conhecimento de causa, que os recursos estão a ser esgotados ao limite), também sei de situações em que existem pessoas em câmaras municipais, que não desempenham tarefa alguma. Vão fazendo umas coisas. E se eu sei que existem destas situações, mal posso imaginar as que existirão também. É penoso que essas pessoas vão para o desemprego. Mas a menos que se reorganize a estrutura de modo a tornar essas pessoas eficientes, então ficamos todos a perder. E os senhores juízes do TC não têm forma de perceber isso. Mas perceberam depressa que um trabalhador que foi despedido por estar bêbado no local de trabalho, merece ser reintegrado. Trabalhasse eu no Estado e segunda-feira aparecia aí com uma bezana descomunal. Seria reintegrada e com um bocadinho de sorte, ainda sacava uma indemnização.
Equidade? Bullshit.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
As mulheres e as suas inseguranças
Somos criaturas muito inseguras. Eu falo por mim. Sou insegura sobretudo em relação ao meu peso e consequentemente, à minha imagem. Já aqui disse que considero ter peso a mais. Também já admiti que não sigo uma dieta dita "saudável", porque gosto mesmo de comer, ando sempre esfomeada, e normalmente gosto é de comer a dita comida que faz mal.
Mas tenho consciência que o exercício físico já não chega como outrora. E admito que está a ser muito difícil para mim lidar com isto. Porque se por um lado quero de facto emagrecer, por outro, não queria ter de ser daquelas tolinhas que contam calorias e uma enjoadinha porque só come saladas, comidas saudáveis, nada de fritos, molhos, enfim, tudo o que eu gosto. Porque eu genuinamente não gosto de saladas. E entre comer uma salada ou não comer nada, prefiro não comer nada, que ao menos não tenho fome, enquanto que com a salada fico cheia de fome porque não comi nada de jeito. Nem gosto de massas e pão integral. Enfim, honestamente não gosto minimamente de nada dessas tretas saudáveis que nos impingem.
E depois, eu adoro cozinhar. Cozinho bem e com gosto. E mesmo quando eu quero fazer algo mais leve, Bomboco reclama que não se alimenta à base de comida daquela. E convenhamos que depois de um dia de trabalho, em que chego a casa muitas vezes depois das 22h, tudo o que me apetece é mesmo fazer dois pratos para o jantar. NOT.
Por todos estes motivos eu admito que a minha vontade de cortar na comida que eu gosto é muito pouca. Mas a vontade de emagrecer e voltar a ter a figura que tinha antes, é muita. É que eu não gosto mesmo mesmo das comidinhas saudáveis. Estou feita ao bife. Feita feita feita.
E ultimamente tenho andado mais insegura. Não gosto do peso que tenho a mais. Tenho andado mais vulnerável a este assunto, olho ao espelho e só consigo ver a gordura. E começo a pensar porque é que ultimamente andava assim, e não por exemplo há 6 meses. Porque é que há 6 meses, com o mesmo peso, vestia roupa que agora não me apetece usar porque só consigo ver gordura?
Ando cega com isto. Influencia-me em tudo.
Eu normalmente sou uma pessoa confiante, com boa auto-estima, mas nestes últimos tempos ando louca com isto do peso e só queria emagrecer.
Ou então ganhar o euromilhões. Era verem-me magra num instantinho.
Suponho que estas fases acontecem a 80% das mulheres. Acho é que tenho de aproveitar esta fase para me convencer que tenho mesmo de cortar na comida que tanto adoro. Caso contrário, daqui a uns tempos estamos nesta fase outra vez.
Mas tenho consciência que o exercício físico já não chega como outrora. E admito que está a ser muito difícil para mim lidar com isto. Porque se por um lado quero de facto emagrecer, por outro, não queria ter de ser daquelas tolinhas que contam calorias e uma enjoadinha porque só come saladas, comidas saudáveis, nada de fritos, molhos, enfim, tudo o que eu gosto. Porque eu genuinamente não gosto de saladas. E entre comer uma salada ou não comer nada, prefiro não comer nada, que ao menos não tenho fome, enquanto que com a salada fico cheia de fome porque não comi nada de jeito. Nem gosto de massas e pão integral. Enfim, honestamente não gosto minimamente de nada dessas tretas saudáveis que nos impingem.
E depois, eu adoro cozinhar. Cozinho bem e com gosto. E mesmo quando eu quero fazer algo mais leve, Bomboco reclama que não se alimenta à base de comida daquela. E convenhamos que depois de um dia de trabalho, em que chego a casa muitas vezes depois das 22h, tudo o que me apetece é mesmo fazer dois pratos para o jantar. NOT.
Por todos estes motivos eu admito que a minha vontade de cortar na comida que eu gosto é muito pouca. Mas a vontade de emagrecer e voltar a ter a figura que tinha antes, é muita. É que eu não gosto mesmo mesmo das comidinhas saudáveis. Estou feita ao bife. Feita feita feita.
E ultimamente tenho andado mais insegura. Não gosto do peso que tenho a mais. Tenho andado mais vulnerável a este assunto, olho ao espelho e só consigo ver a gordura. E começo a pensar porque é que ultimamente andava assim, e não por exemplo há 6 meses. Porque é que há 6 meses, com o mesmo peso, vestia roupa que agora não me apetece usar porque só consigo ver gordura?
Ando cega com isto. Influencia-me em tudo.
Eu normalmente sou uma pessoa confiante, com boa auto-estima, mas nestes últimos tempos ando louca com isto do peso e só queria emagrecer.
Ou então ganhar o euromilhões. Era verem-me magra num instantinho.
Suponho que estas fases acontecem a 80% das mulheres. Acho é que tenho de aproveitar esta fase para me convencer que tenho mesmo de cortar na comida que tanto adoro. Caso contrário, daqui a uns tempos estamos nesta fase outra vez.
A discrição é sempre o melhor remédio
Sempre me considerei uma pessoa ingénua e inocente. Mas claro que a experiência de trabalho nos dá estofo para deixarmos de ser tanto assim. Não obstante, considero que tenho ainda muito caminho a percorrer. Quando entrei na empresa em que estou, falava tranquilamente sobre alguns aspectos da minha vida pessoal, que considerava inócuos e sem muita importância. Coisas como o ginásio que frequentava, hobbies e assuntos do género.
Até que me apercebi que algumas pessoas usavam essas informações transmitidas de forma inocente, para ganharem vantagem em determinados assuntos, sabendo coisas que à partida não lhes tinha contado. E apercebi-me também, com o passar dos anos, que o grau de confiança que podemos permitir varia muito. E percebo igualmente que algumas pessoas lutam pela discrição acima de tudo. Há dias fiz uma pergunta inocente a uma colega que se vai casar. Respondeu-me que não tinha nada a ver com isso. Era algo sem importância nenhuma, muito simples. Só quis ser simpática e interessar-me. Mas entendo cada vez mais que o "interesse" deve ser apenas, para com a maior parte das pessoas, de fachada, perguntar pelo mais trivial possível e pronto, terminar logo ali. E acho que um dos meus defeitos é esse. Interesso-me genuinamente pelas pessoas, preocupo-me, e por vezes "esqueço-me" que são pessoas que não me dizem nada e tenho "sentimentos" por elas. Gosto de as ver bem, saber que estão bem. E está errado. Para a maior parte das pessoas das empresas, é falar muito muito pouco sobre a nossa vida, e perguntar ainda menos. Mesmo que seja com a melhor e a mais inocente das intenções, como foi o meu caso.
Tenho de me estar constantemente a lembrar disso, senão as minhas emoções entram no caminho. E não o posso permitir. Não com a larga maioria das pessoas.
Por isso tenho lutado para sobreviver melhor nesta selva, que de vez em quando ainda me apanha desprevenida, mas já não me morde como antigamente. Tenho aprendido que a discrição é mesmo o melhor remédio.
Até que me apercebi que algumas pessoas usavam essas informações transmitidas de forma inocente, para ganharem vantagem em determinados assuntos, sabendo coisas que à partida não lhes tinha contado. E apercebi-me também, com o passar dos anos, que o grau de confiança que podemos permitir varia muito. E percebo igualmente que algumas pessoas lutam pela discrição acima de tudo. Há dias fiz uma pergunta inocente a uma colega que se vai casar. Respondeu-me que não tinha nada a ver com isso. Era algo sem importância nenhuma, muito simples. Só quis ser simpática e interessar-me. Mas entendo cada vez mais que o "interesse" deve ser apenas, para com a maior parte das pessoas, de fachada, perguntar pelo mais trivial possível e pronto, terminar logo ali. E acho que um dos meus defeitos é esse. Interesso-me genuinamente pelas pessoas, preocupo-me, e por vezes "esqueço-me" que são pessoas que não me dizem nada e tenho "sentimentos" por elas. Gosto de as ver bem, saber que estão bem. E está errado. Para a maior parte das pessoas das empresas, é falar muito muito pouco sobre a nossa vida, e perguntar ainda menos. Mesmo que seja com a melhor e a mais inocente das intenções, como foi o meu caso.
Tenho de me estar constantemente a lembrar disso, senão as minhas emoções entram no caminho. E não o posso permitir. Não com a larga maioria das pessoas.
Por isso tenho lutado para sobreviver melhor nesta selva, que de vez em quando ainda me apanha desprevenida, mas já não me morde como antigamente. Tenho aprendido que a discrição é mesmo o melhor remédio.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Já viram a bijuteria da nova colecção da Zara?
Está simplesmente maravilhosa! Adoro! Apetecia-me comprar os colares todos! O problema é que todos os que queria custam 29.90€, o que não é muito acessível. Enfim, não se pode ter tudo.
Não saí de lá com nenhum, mas não sei se vou resistir a comprar pelo menos um!
Não saí de lá com nenhum, mas não sei se vou resistir a comprar pelo menos um!
Sabemos que algo está mal quando...
Estás num shopping, reunião marcada na zona da alimentação, e colas em duas miúdas de 17 anos, magríssimas, que estão a comer animadamente dois menus grandes do McDonald's, com mcflurry de sobremesa, e ficas roída de inveja (saudável, entenda-se, que para calórico já basta o tal restaurante).
Motivações
À custa do meu post anterior, faço a seguinte reflexão: Qual a melhor motivação para emagrecer, do que voltar a caber em roupa nova que comprámos há dois anos e que agora não nos serve?
Estou ansiosa. Quem me dera ter um comando mágico, tipo Click, para passar a dieta à frente.
Estou ansiosa. Quem me dera ter um comando mágico, tipo Click, para passar a dieta à frente.
Frustrações matinais
Hoje, o início da manhã foi recheado de pequenas frustrações. Começando pela roupa. Normalmente idealizo o que vou vestir na noite anterior, e ontem pensei em vestir um vestido que não vestia há dois anos, e que não sabia se me ficava bem, com uns sapatos de tacão alto. Ora, vou hoje de manhã para vestir o tal vestido e, claro, não me assentava bem. Há dois anos estava pelo menos 10kg mais magra, por isso realmente não me podia ficar maravilhosamente. Grrrr. A cereja no topo do bolo, foram os sapatos, que também os senti apertados. Tive de vestir outra coisa já à pressa.
Para adicionar a esta maravilhosa experiência, agora a mais nova do meu gato é esconder-se quando é hora de nós sairmos de casa. Procuro por todo o lado e nada de gato. Não gosta de ficar fechado na cozinha e varanda, eu compreendo, mas também não posso arriscar a que a casa fique destruída todos os dias. Hoje tive mesmo de correr esse risco, porque me fartei de procurar o gato e o dito não aparecia, e eu já estava a ficar muito atrasada. Por isso olhem, se mais logo não tiver casa, já sabem o motivo.
Para adicionar a esta maravilhosa experiência, agora a mais nova do meu gato é esconder-se quando é hora de nós sairmos de casa. Procuro por todo o lado e nada de gato. Não gosta de ficar fechado na cozinha e varanda, eu compreendo, mas também não posso arriscar a que a casa fique destruída todos os dias. Hoje tive mesmo de correr esse risco, porque me fartei de procurar o gato e o dito não aparecia, e eu já estava a ficar muito atrasada. Por isso olhem, se mais logo não tiver casa, já sabem o motivo.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Os tolinhos do ar condicionado
Em grande parte das empresas que conheço, ou toda a gente tem afrontamentos, ou está tudo a entrar na menopausa.
É a única explicação que concebo para a relação da maior parte destas pessoas com o ar condicionado. O ar condicionado é quase elevado ao estatuto de Deus. As pessoas veneram-no. E gostam de o ver a trabalhar em toda a sua plenitude, que é como quem diz, o mais frio possível. Hoje estão 28 graus lá fora. Aqui, estão 18. Já cheguei ao cúmulo de trazer casacos para ter comigo, quando a loucura do ar condicionado se instala. Eu não percebo como é que algumas pessoas podem estar confortáveis com uma temperatura tão baixa, mesmo estando de manga curta.
É que se trata de um comportamento transversal a grande parte das empresas. Não percebo mesmo.
Viva o ar condicionado! Viva!
É a única explicação que concebo para a relação da maior parte destas pessoas com o ar condicionado. O ar condicionado é quase elevado ao estatuto de Deus. As pessoas veneram-no. E gostam de o ver a trabalhar em toda a sua plenitude, que é como quem diz, o mais frio possível. Hoje estão 28 graus lá fora. Aqui, estão 18. Já cheguei ao cúmulo de trazer casacos para ter comigo, quando a loucura do ar condicionado se instala. Eu não percebo como é que algumas pessoas podem estar confortáveis com uma temperatura tão baixa, mesmo estando de manga curta.
É que se trata de um comportamento transversal a grande parte das empresas. Não percebo mesmo.
Viva o ar condicionado! Viva!
Eu sei que já aqui o disse, mas repito: os vernizes da Kiko não valem a ponta de um chaveiro
Pintei as unhas ontem à noite e já estão a descascar.
Porra!
Porra!
Preciso de uma base
Uso há alguns anos uma base. Não é que esteja insatisfeita, mas gostaria de experimentar outra coisa, de uma marca de cosmética que não faça testes em animais, e que não seja muito cara.
Que marca me aconselham? Estão satisfeitas com a que usam?
Que marca me aconselham? Estão satisfeitas com a que usam?
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Gostar de não fazer nada
Eu gosto de não fazer nada. Por não fazer nada entendo ver programas interessantes de televisão, ver séries, filmes, ler... Esta é a minha definição de não fazer nada. Quando na verdade estou. Mas Bomboco também diz que eu só gosto de não fazer nada quando estou a fazer essas actividades, e diz que não percebe e muitas vezes critica o facto de eu gostar de não ter nada para fazer.
Sim, é verdade. Não gosto de ter horários, compromissos que sejam por obrigação, tarefas como arrumações e limpezas, etc. Não gosto. Prefiro mil vezes estar sem planos, sem obrigações e exigências. "Não fazer nada". O paraíso.
E vocês?
Sim, é verdade. Não gosto de ter horários, compromissos que sejam por obrigação, tarefas como arrumações e limpezas, etc. Não gosto. Prefiro mil vezes estar sem planos, sem obrigações e exigências. "Não fazer nada". O paraíso.
E vocês?
Nem sempre é mau deixar cair o telemóvel
Há dias o meu telemóvel caiu ao chão. A tecla do Ok ficou frouxa, nem sabia bem como carregar naquilo, às vezes tinha de fazer mais força, outras bastava um toquezinho.
Entretanto hoje o dito telemóvel caiu outra vez. E não é que a tecla foi ao sítio?
Há coisas fantásticas.
Entretanto hoje o dito telemóvel caiu outra vez. E não é que a tecla foi ao sítio?
Há coisas fantásticas.
Top 10 dos Negócios
Tenho andado a ler este livro, e se é verdade que possui alguns clichés, também contém algumas observações interessantes. Apercebi-me que posso melhorar a minha postura laboral em alguns aspectos que a autora refere, dou como exemplo o facto de, até ler o livro, se necessitasse de efectuar uma chamada simples, de curta duração e cujo assunto fosse inocente, fazia-o mesmo na frente de colegas. A autora aconselha a não o fazer, em virtude de não apenas podermos sem querer perturbar os outros, como efectivamente reservarmos mais secretismo em torno dos nossos assuntos. Mesmo que seja a marcação de uma revisão automóvel, como já me aconteceu. A autora fala ainda na importância de uma postura correcta em todos os momentos, bem como de a identificação de uma marca pessoal.
Na verdade nunca podemos descurar a nossa aparência. Nunca o fiz, mas com o passar dos anos, tenho vindo cada vez mais a perceber que no mundo do trabalho não só é importante ser, como também parecer.
Apesar de não descurar a minha imagem, confesso que já fui trabalhar com o verniz a descascar um pouco. Não o devemos fazer, nunca se sabe quando teremos uma reunião importante.
A autora dá uma série de conselhos que considero úteis, alguns já o sabia mas não é demais relembrar, outros, como a questão dos telefonemas, foram realmente uma chamada de atenção. Existem coisas que fazemos inocentemente, e muitas vezes pensamos que não terão repercussões ou que ninguém notará. Não se tratam necessariamente de erros, mas sim de aprimorar a postura que temos perante os colegas de trabalho, estarmos mais atentos à linguagem não verbal, fugir das conversas de corredor, não colocar questões de índole pessoal a menos que a outra pessoa fale sobre o assunto e demonstre à vontade, enfim, muitos outros temas são abordados, e considero que sem dúvida vale a pena ler. Aprendemos sempre alguma coisa.
domingo, 25 de agosto de 2013
Bomboco Bomboco Bomboco
Cagou de alto para mim, se estou doente, se não estou, e foi para a piscininha com os amigos. Acontece que já não está calor e duvido que a piscina ainda esteja apetecível. Ainda assim, sem notícias.
Bem, que aproveite muito, porque receio bem que o meu humor não esteja nada apetecível depois do dia de hoje, ao contrário da tal piscina.
Bem, que aproveite muito, porque receio bem que o meu humor não esteja nada apetecível depois do dia de hoje, ao contrário da tal piscina.
Mango Mango Mango...
Ainda não tive notícias sobre a minha reclamação das calças descosidas. A senhora que me atendeu garantiu-me que em menos de uma semana tinha resposta à minha reclamação e, adivinhem, já passou bem mais do que uma semana.
Estou a ver que vou ter de me aborrecer seriamente. Não queria riscar a Mango das minhas lojas a frequentar, pois gosto bastante de algumas peças, mas isto não está famoso. Acho uma falta de respeito demorarem tanto tempo para dar resposta a uma reclamação de uma cliente, que noutras lojas de roupa similares, são tratadas de imediato. A Mango só fica a perder com esta atitude.
Estou a ver que vou ter de me aborrecer seriamente. Não queria riscar a Mango das minhas lojas a frequentar, pois gosto bastante de algumas peças, mas isto não está famoso. Acho uma falta de respeito demorarem tanto tempo para dar resposta a uma reclamação de uma cliente, que noutras lojas de roupa similares, são tratadas de imediato. A Mango só fica a perder com esta atitude.
Das prioridades
Último dia de férias. Estou com ligaduras na barriga para que o creme que o farmacêutico ontem me receitou (pus nívea, bephantene e não resultou, obrigada na mesma pelas vossas sugestões! Efectivamente continuo a ter dores e isto está com mau aspecto), faça o devido efeito. Estou enjoada e com dores devido aqueles dias mais complicados do mês. Tudo o que me apetece é relaxar e aproveitar para descansar neste último dia. Ontem à noite fomos a um aniversário de um dos amigos de Bomboco. Aí, fomos convidados para hoje irmos para a piscina de não sei quem (pessoas que nunca vi antes em toda a minha vida). Ora, eu estou cheia de ligaduras, num dia complicado e com dores, claro que tudo o que me apetece é enfiar-me na casa de pessoas que não conheço para estar com eles numa piscina. NOT. Mas Bomboco adora piscinas. É louco por piscinas. E nós não tivemos praticamente férias este ano, com excepção de 3 dias em Julho.
Por isso ele ficou completamente encantado com a ideia. Hoje, disse-lhe que não me sentia em condições e à vontade para ir. Então ele decidiu que iria sozinho, sendo que eu ficava em casa. Eu não me importo... Mas sinceramente fiquei assim um bocado aborrecida porque se fosse ao contrário eu sei que iria preferir ficar com o meu namorado em casa a ver um filme ou assim, a relaxar e a fazer-lhe companhia enquanto ele não estivesse completamente em forma. Eu não estou chateada com ele por ele preferir ir divertir-se com os amigos sendo que eu não estou em condições. Mas também não estou perfeitamente feliz e satisfeita.
Não sei, eu quero que ele se divirta, mas também me irritou o facto de ele não ter pensado nem em bocadinho em mim e naquilo que eu preferia, como eu sei que pensaria (e o fiz tantas vezes!) se fosse ao contrário.
Enfim, são as prioridades.
Por isso ele ficou completamente encantado com a ideia. Hoje, disse-lhe que não me sentia em condições e à vontade para ir. Então ele decidiu que iria sozinho, sendo que eu ficava em casa. Eu não me importo... Mas sinceramente fiquei assim um bocado aborrecida porque se fosse ao contrário eu sei que iria preferir ficar com o meu namorado em casa a ver um filme ou assim, a relaxar e a fazer-lhe companhia enquanto ele não estivesse completamente em forma. Eu não estou chateada com ele por ele preferir ir divertir-se com os amigos sendo que eu não estou em condições. Mas também não estou perfeitamente feliz e satisfeita.
Não sei, eu quero que ele se divirta, mas também me irritou o facto de ele não ter pensado nem em bocadinho em mim e naquilo que eu preferia, como eu sei que pensaria (e o fiz tantas vezes!) se fosse ao contrário.
Enfim, são as prioridades.
sábado, 24 de agosto de 2013
Cenas de um casamento- como sabemos que aquele vestido é "o tal"?
Ainda não sei muito bem o que vou fazer em relação ao meu vestido de casamento. Neste momento a hipótese de tentar fazer uma réplica do que gostei, numa costureira está a ser fortemente considerada. Eu não sei exactamente explicar o que se sente ao experimentar o vestido que achamos que é "o tal". Essencialmente eu acho que "o tal" tem de ser um vestido que não nos saia da cabeça. Em relação ao qual façamos comparação. Os outros vestidos vão sempre comparar-se a esse. Mas "o tal" tem de ser a vossa cara. Tem de ter a ver com vocês. Se são modernas, tradicionais... enfim, o que importa é que o vestido demonstre quem vocês são. Porque sim, é o vestido mais importante que irão vestir na vossa vida. E só o vestem uma vez. E vão ter dezenas de fotos com aquele vestido. Por isso é bom que seja o tal. E por isso a minha madrinha tem a opinião que não devo encomendar da internet porque efectivamente, o vestido pode não assentar assim tão bem quanto isso. Podemos até achar que gostamos dele e que nos vai ficar bem, mas poderá até não ser assim. Dou um exemplo: experimentei 4 vestidos que achei que me ficavam bem. Mas assim maravilhosamente só achei que ficavam 2. E amar, acho que só amei aquele. É difícil explicar. Ainda quero ver mais hipóteses, mas sei perfeitamente com que vestido irei comparar.
Também vos aconselho a manterem a vossa opinião, ou seja, independentemente dos gostos das amigas, mãe, etc., é importante ouvi-las mas não percam de vista o que vocês gostam porque são vocês que vão usar o vestido! Também me aconselharam a não levar uma comitiva muito grande para as vossas provas de vestido porque assim existirão muitas opiniões divergentes que vos poderão confundir. Eu fui sozinha por isso sei exactamente que os vestidos que mais gostei, foram fruto do meu gosto pessoal e não foram influencias, que claro, podem ser positivas mas segundo os profissionais, tendem a confundir-vos.
Eu por exemplo não quero mesmo usar véu, e já me tentaram influenciar várias vezes nesse sentido mas não quero mesmo e sei que ninguém me fará mudar de ideias. Não tem a ver com intransigência, mas sim com o gosto pessoal de cada uma de nós.
Pensem no vestido como algo inesquecível, irrepetível e, portanto, terá mesmo de ser amor à primeira vista.
Também vos aconselho a manterem a vossa opinião, ou seja, independentemente dos gostos das amigas, mãe, etc., é importante ouvi-las mas não percam de vista o que vocês gostam porque são vocês que vão usar o vestido! Também me aconselharam a não levar uma comitiva muito grande para as vossas provas de vestido porque assim existirão muitas opiniões divergentes que vos poderão confundir. Eu fui sozinha por isso sei exactamente que os vestidos que mais gostei, foram fruto do meu gosto pessoal e não foram influencias, que claro, podem ser positivas mas segundo os profissionais, tendem a confundir-vos.
Eu por exemplo não quero mesmo usar véu, e já me tentaram influenciar várias vezes nesse sentido mas não quero mesmo e sei que ninguém me fará mudar de ideias. Não tem a ver com intransigência, mas sim com o gosto pessoal de cada uma de nós.
Pensem no vestido como algo inesquecível, irrepetível e, portanto, terá mesmo de ser amor à primeira vista.
Arrumação de sapatos
Há dias decidi arrumar os meus sapatos. Efectivamente não tenho muitos, mas arrumei-os por tipo (sandálias, mocassins...). E fiquei a olhar para os poucos sapatos de salto alto que tenho. Alguns estão em perfeitas condições, visto que foram tão pouco usados- raramento ando de sapatos de salto alto. E comecei a pensar que realmente é uma pena, sendo que experimentei alguns dele e efectivamente uma mulher fica mais elegante com sapatos de tacão.
Mas como tenho este problema de ter os pés completamente planos, é-me quase impossível andar confortável com sapatos de salto alto. Assim sendo, eu queria perguntar-vos se conhecem algum sítio onde vendam daquelas palmilhas que ajudam a que os sapatos de tacão fiquem mais confortáveis.
Preciso urgentemente dessa inovação tecnológica! Help.
Grata.
Mas como tenho este problema de ter os pés completamente planos, é-me quase impossível andar confortável com sapatos de salto alto. Assim sendo, eu queria perguntar-vos se conhecem algum sítio onde vendam daquelas palmilhas que ajudam a que os sapatos de tacão fiquem mais confortáveis.
Preciso urgentemente dessa inovação tecnológica! Help.
Grata.
Cenas de um casamento- Say yes to the dress é muito mais difícil do que pensava
Acreditem. Não é nada fácil escolher um vestido de casamento. Exige muitas horas a ver modelos, a ler e a perceber que lojas visitar. Hoje, decidi finalmente começar a experimentar vestidos de noiva pela primeira vez. Digo-vos que não senti emoção nenhuma ao experimentar o primeiro vestido. Pelo contrário, odiei-o. Pensei que nenhum me iria ficar bem. Mas depois de visitar várias lojas, vi que existiam vestidos que me ficavam mesmo bem. Apaixonei-me por 2, mas amo 1 em particular. Mas acreditem que é duro. Fartei-me de andar, ver lojas, põe vestido tira vestido, os fechos, como o vestido normalmente não aperta (só existe um número nos vestidos de prova), arranham as costas... Enfim. E andam, andam, andam...
Fui muito bem atendida em algumas lojas, e medianamente atendida noutras. Curiosamente ou não, nas lojas onde fui melhor atendida, estão os 2 vestidos que mais gostei.
O problema é que o meu budget é de 500€. E não encontrei absolutamente vestido nenhum por esse preço. Corri TODAS as lojas do Porto, e nada. O vestido pelo qual me apaixonei, que tem tudo a ver comigo, que é diferente de todos os vestidos comuns que por aí abundam, que custava uma pequena fortuna antes de estar em saldo, que foi feita apenas outra unidade do mesmo custa... 900€. Perto do dobro do meu orçamento. Quase dói no coração estar perdida de amores por algo que sabemos que não podemos ter. O meu eu racional diz-me que 900€ por um vestido de casamento é realmente muito dinheiro. Afinal só o vamos usar uma vez. O meu eu emocional já acha que o vestido é "one of a kind", que nunca haverá outro igual, que é a minha cara. Difícil conciliar ambos os lados. Agora percebo bem aquelas raparigas americanas do Say Yes To The Dress, que se apaixonam por vestidos bem acima do seu orçamento. Percebo exactamente o sentimento que se cria, e porra, acreditem que custa. Bem sei que é fútil como tudo, afinal é só um vestido de casamento, mas há quem acredite que é o vestido mais importante que alguma vez iremos usar. Eu acredito.
Por isso falei com Bomboco sobre o nosso orçamento. E ele mostrou-se irredutível. 500€ e não se fala mais nisso. Segundo ele, é injusto ele estar a pagar mais por uma coisa que é só para mim, e acrescentou que o nosso vestuário e acessórios nem deviam fazer parte do orçamento comum. Não sei o que pensar, sinceramente. Este é um assunto delicado e nós nunca antes tínhamos tido uma discussão sobre o tema casamento. Ora, o problema é que por 500€ só consigo arranjar um vestido via internet. Não conheço nenhuma costureira de confiança que me fizesse o vestido de raiz, nem sei quanto ficaria algo dessa envergadura. Encomendar através da internet é realmente um risco, pois tanto o vestido pode vir com óptimos acabamentos e materiais, como pode vir uma bodega e depois aí quero ver, o dinheiro já foi gasto, para não dizer que, claro, depois serão necessários arranjos.
Estou mesmo numa encruzilhada sem saber o que fazer. Nem imaginam as horas que tenho perdido na internet pesquisando sites de vestidos de noiva. E encontro milhentos. E gosto de meia dúzia. Mas eu sei lá se me vão assentar na perfeição, se o vestido virá perfeitinho. Sei lá. É um risco. E pelo que vejo agora, a minha única solução.
Eu sabia que esta parte iria ser sem dúvida a mais difícil de todo o casamento.
Bem mais complicada do que dizer o "sim".
Fui muito bem atendida em algumas lojas, e medianamente atendida noutras. Curiosamente ou não, nas lojas onde fui melhor atendida, estão os 2 vestidos que mais gostei.
O problema é que o meu budget é de 500€. E não encontrei absolutamente vestido nenhum por esse preço. Corri TODAS as lojas do Porto, e nada. O vestido pelo qual me apaixonei, que tem tudo a ver comigo, que é diferente de todos os vestidos comuns que por aí abundam, que custava uma pequena fortuna antes de estar em saldo, que foi feita apenas outra unidade do mesmo custa... 900€. Perto do dobro do meu orçamento. Quase dói no coração estar perdida de amores por algo que sabemos que não podemos ter. O meu eu racional diz-me que 900€ por um vestido de casamento é realmente muito dinheiro. Afinal só o vamos usar uma vez. O meu eu emocional já acha que o vestido é "one of a kind", que nunca haverá outro igual, que é a minha cara. Difícil conciliar ambos os lados. Agora percebo bem aquelas raparigas americanas do Say Yes To The Dress, que se apaixonam por vestidos bem acima do seu orçamento. Percebo exactamente o sentimento que se cria, e porra, acreditem que custa. Bem sei que é fútil como tudo, afinal é só um vestido de casamento, mas há quem acredite que é o vestido mais importante que alguma vez iremos usar. Eu acredito.
Por isso falei com Bomboco sobre o nosso orçamento. E ele mostrou-se irredutível. 500€ e não se fala mais nisso. Segundo ele, é injusto ele estar a pagar mais por uma coisa que é só para mim, e acrescentou que o nosso vestuário e acessórios nem deviam fazer parte do orçamento comum. Não sei o que pensar, sinceramente. Este é um assunto delicado e nós nunca antes tínhamos tido uma discussão sobre o tema casamento. Ora, o problema é que por 500€ só consigo arranjar um vestido via internet. Não conheço nenhuma costureira de confiança que me fizesse o vestido de raiz, nem sei quanto ficaria algo dessa envergadura. Encomendar através da internet é realmente um risco, pois tanto o vestido pode vir com óptimos acabamentos e materiais, como pode vir uma bodega e depois aí quero ver, o dinheiro já foi gasto, para não dizer que, claro, depois serão necessários arranjos.
Estou mesmo numa encruzilhada sem saber o que fazer. Nem imaginam as horas que tenho perdido na internet pesquisando sites de vestidos de noiva. E encontro milhentos. E gosto de meia dúzia. Mas eu sei lá se me vão assentar na perfeição, se o vestido virá perfeitinho. Sei lá. É um risco. E pelo que vejo agora, a minha única solução.
Eu sabia que esta parte iria ser sem dúvida a mais difícil de todo o casamento.
Bem mais complicada do que dizer o "sim".
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
What Maisie Knew e o que eu também sabia
Por indicação destes senhores, vi ontem o filme What Maisie Knew. Gostei muito do filme e concordo com toda a análise que eles fizeram. E posso dizer que me identifiquei com a menina do filme. Também me senti abandonada pelos meus pais, dependendo sempre de outras pessoas para tomarem conta de mim. Sempre. Eu tive a sorte de ter uma avó, a Maisie, de ter amigos.
Mas o que eu percebi no argumento e na forma como a miúda se sentia, é que ela por vezes desejava ser filha de outras pessoas. E eu sei que pode ser triste, mas senti isso tantas mas tantas vezes que até perdi a conta.
Vejam o filme, vale a pena!
Mas o que eu percebi no argumento e na forma como a miúda se sentia, é que ela por vezes desejava ser filha de outras pessoas. E eu sei que pode ser triste, mas senti isso tantas mas tantas vezes que até perdi a conta.
Vejam o filme, vale a pena!
O que algumas marcas ainda não perceberam- a importância do serviço pós-venda
Algumas marcas ainda não perceberam exactamente que o serviço pós-venda assume uma crescente importância numa era onde a maior parte das compras são pensadas e reflectidas. As compras por impulso assumem uma percentagem cada vez menor.
As pessoas procuram fazer compras significantes, não há dinheiro para andar por aí a gastar em compras infundadas e coisas que se revelam pouco necessárias. Assim sendo, muitos consumidores pensam o processo de compra incluindo os serviços pós-venda que as marcas oferecem.
E acreditem, há muitas que ainda não perceberam que não podem simplesmente desleixar-se nesta área. Exemplo: Tanto na Zara como na H&M, já me aconteceu comprar uma peça de roupa e, depois de apenas uma utilização, ou antes mesmo, reparo que a peça está descosida ou rota. Ao deslocar-me a ambas as lojas, a resposta foi pronta e similar: ao analisarem a peça, procederam à respectiva troca ou reembolso do dinheiro no momento. Sem qualquer problema, desculpando-se pelo defeito da peça e incómodo causado. Claro que saí satisfeita em ambas as ocasiões.
Acontece que fez hoje precisamente uma semana, que reparei que estava a ter o mesmo problema mas com umas calças da Mango. Vesti-as uma vez, e qual não é o meu espanto, quando reparo que estão rotas num bolso. Desloco-me nesse mesmo momento à loja, com o talão de compra e a etiqueta das mesmas, e explico o sucedido. A funcionária que me atende diz-me que sim senhora, mas que não pode resolver nada naquele momento, que eu tenho de deixar as calças na loja, e posteriormente uma supervisora irá decidir o que vai acontecer com as calças. Pergunto, já pouco agradada com a situação, quanto tempo irá demorar essa análise. A funcionária diz-me que poucos dias, menos do que uma semana. Engraçado, até agora não me disseram absolutamente nada. Uma situação de defeito nunca me tinha acontecido com uma peça da Mango, mas agora que aconteceu, não posso estar mais desagradada com o tratamento da peça defeituosa. O serviço pós-venda não se compara à rapidez e eficiência de outras marcas similares de roupa. Para não dizer que efectivamente o dinheiro das calças já foi gasto, e não tenho o uso fruto das mesmas, nem o dinheiro que já paguei. Em suma, não tenho nada, nem sei quando é que a tal senhora supervisora irá decidir a situação das minhas calças, claro, que a senhora tem muito que fazer, o que interessam umas calças de uma cliente!
Não posso mesmo estar mais desagradada com esta situação. Estou muito aborrecida, não estava à espera deste tratamento, pois o serviço pós-venda de outras marcas é de tal forma superior, que não tinha esta expectativa. Agora, estou a ver que terei de me chatear com as senhoras da Mango, as funcionárias claro, não devem ter culpa desta "política de pós-venda", mas certamente eu também não, e não vou ficar sem dinheiro e sem calças.
No futuro, certamente irei pensar duas vezes antes de comprar alguma coisa da Mango, pois de facto gosto muito da roupa, mas acaba por abarcar um risco maior, caso haja o azar de a peça apresentar um defeito.
As pessoas procuram fazer compras significantes, não há dinheiro para andar por aí a gastar em compras infundadas e coisas que se revelam pouco necessárias. Assim sendo, muitos consumidores pensam o processo de compra incluindo os serviços pós-venda que as marcas oferecem.
E acreditem, há muitas que ainda não perceberam que não podem simplesmente desleixar-se nesta área. Exemplo: Tanto na Zara como na H&M, já me aconteceu comprar uma peça de roupa e, depois de apenas uma utilização, ou antes mesmo, reparo que a peça está descosida ou rota. Ao deslocar-me a ambas as lojas, a resposta foi pronta e similar: ao analisarem a peça, procederam à respectiva troca ou reembolso do dinheiro no momento. Sem qualquer problema, desculpando-se pelo defeito da peça e incómodo causado. Claro que saí satisfeita em ambas as ocasiões.
Acontece que fez hoje precisamente uma semana, que reparei que estava a ter o mesmo problema mas com umas calças da Mango. Vesti-as uma vez, e qual não é o meu espanto, quando reparo que estão rotas num bolso. Desloco-me nesse mesmo momento à loja, com o talão de compra e a etiqueta das mesmas, e explico o sucedido. A funcionária que me atende diz-me que sim senhora, mas que não pode resolver nada naquele momento, que eu tenho de deixar as calças na loja, e posteriormente uma supervisora irá decidir o que vai acontecer com as calças. Pergunto, já pouco agradada com a situação, quanto tempo irá demorar essa análise. A funcionária diz-me que poucos dias, menos do que uma semana. Engraçado, até agora não me disseram absolutamente nada. Uma situação de defeito nunca me tinha acontecido com uma peça da Mango, mas agora que aconteceu, não posso estar mais desagradada com o tratamento da peça defeituosa. O serviço pós-venda não se compara à rapidez e eficiência de outras marcas similares de roupa. Para não dizer que efectivamente o dinheiro das calças já foi gasto, e não tenho o uso fruto das mesmas, nem o dinheiro que já paguei. Em suma, não tenho nada, nem sei quando é que a tal senhora supervisora irá decidir a situação das minhas calças, claro, que a senhora tem muito que fazer, o que interessam umas calças de uma cliente!
Não posso mesmo estar mais desagradada com esta situação. Estou muito aborrecida, não estava à espera deste tratamento, pois o serviço pós-venda de outras marcas é de tal forma superior, que não tinha esta expectativa. Agora, estou a ver que terei de me chatear com as senhoras da Mango, as funcionárias claro, não devem ter culpa desta "política de pós-venda", mas certamente eu também não, e não vou ficar sem dinheiro e sem calças.
No futuro, certamente irei pensar duas vezes antes de comprar alguma coisa da Mango, pois de facto gosto muito da roupa, mas acaba por abarcar um risco maior, caso haja o azar de a peça apresentar um defeito.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Quanto à queimadura
Agradeço os vossos conselhos, muio obrigada! Para já tenho posto creme nívea azul com fartura, e umas gazes a tapar, para o creme não sair.
Vamos ver como isto corre.
Vamos ver como isto corre.
Pessoas nojentas
Há gente muito nojenta. Por diversos motivos. Gente que deita o lixo para o chão sem qualquer tipo de consciência, gente que cospe para o chão, enfim, gente porca.
Hoje, estava numa estação de metro quando passo por um homem, e este faz um ruído sonoro, meio com os dentes, com a boca, daqueles ruídos mesmo à porcalhão, para me chamar à atenção tipo trolha, Duas vezes. Ignoro e continuo o meu caminho. Tal freguês chega mais à minha beira e faz novamente o mesmo adorável ruído. Olhei-o com semelhante cara que nojo que não se chegou mais para a minha beira.
Grrr.
Hoje, estava numa estação de metro quando passo por um homem, e este faz um ruído sonoro, meio com os dentes, com a boca, daqueles ruídos mesmo à porcalhão, para me chamar à atenção tipo trolha, Duas vezes. Ignoro e continuo o meu caminho. Tal freguês chega mais à minha beira e faz novamente o mesmo adorável ruído. Olhei-o com semelhante cara que nojo que não se chegou mais para a minha beira.
Grrr.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Das coisas estúpidas que eu faço
Hoje, estava a cozer massa para o jantar. Tudo normal até aí. Entretanto vou para escorrer a água da massa e nem sei como, a mão foge-me e entorno água a ferver para cima da minha barriga. Não consigo perceber como é que fiz isto. O que sei é que estou cheia de dores, e com uma enorme extensão da barriga queimada. A Karina fez um post sobre "marcas de guerra" e após parar de choramingar, de por água e creme, lembrei-me logo disso. E ao olhar para a minha barriga fiquei mesmo triste. Pode ser fútil, mas sinto-me mesmo mesmo triste. A minha barriga não é nada de especial, nem está tonificada, mas eu gostava dela como era, não tinha qualquer tipo de marca.
E agora vou ficar com esta marca enorme que não sei se algum dia vai desaparecer.
Bah. Estou triste.
E agora vou ficar com esta marca enorme que não sei se algum dia vai desaparecer.
Bah. Estou triste.
Cenas de um casamento- Contrato com a quinta
Ontem, lá fomos nós assinar o contrato de prestação de serviços com a quinta onde vamos realizar o nosso casamento, e consequente pagamento de sinal. Conseguimos um bom preço pela quinta que mais gostámos no nosso target de preço. E isso para nós foi decisivo.
O que nos levou a escolher a quinta foi essencialmente o feedback que a mesma tinha de outros noivos, e a localização e decoração da mesma. Todos os feedbacks fornecidos davam conta da excelente ementa de que a quinta dispunha, e isso para nós é mesmo importante. Queremos é que as pessoas comam bem e apreciem a comida. A animação também é maravilhosa, pelo que sabemos. Então, ontem não restava qualquer dúvida na assinatura do contrato. Até que eu falei que gostaria de ter balões no final da cerimónia civil. Nunca tinha falado dos balões. A resposta da dona da quinta e organizadora foi pronta: nós tratamos disso. Assim, sem qualquer tipo de problema ou acrescento no preço. Uma disponibilidade e uma simpatia que apenas nos fizeram reafirmar a certeza da nossa decisão. Entretanto lemos o contrato e quase morríamos ali mesmo de fome ao observar a extensão e variedade de comida apresentada. Até que a senhora nos refere que agora faz mesmo questão da existência desse contrato e pagamento de sinal, uma vez que há cerca de 2 anos atrás, como era muito mais ingénua e confiava nas pessoas, não fez qualquer contrato e ficou a arder em 16.000€ de um casamento que nunca lhe foi pago. E eu penso como é que alguém se consegue deitar e adormecer de consciência tranquila, sabendo que se casou, teve direito a tudo do bom e do melhor, e não pagou às pessoas que lhe proporcionaram esse dia.
Portanto, ao avaliar uma quinta considero que para além do trade-off de preço e serviços e ementas incluídas no mesmo, é importante perceber a relação que se estabelece com as pessoas da quinta, com as pessoas que vão organizar o vosso casamento. Se são pessoas acessíveis, em quem podem confiar. Se não levantam problemas quando se fala de algo que os noivos gostariam, como foi o caso dos balões.
Isso para nós foi determinante. Em caso de igualdade de preço, de similaridade de ementas e serviços, são sempre as pessoas que fazem a diferença.
O que nos levou a escolher a quinta foi essencialmente o feedback que a mesma tinha de outros noivos, e a localização e decoração da mesma. Todos os feedbacks fornecidos davam conta da excelente ementa de que a quinta dispunha, e isso para nós é mesmo importante. Queremos é que as pessoas comam bem e apreciem a comida. A animação também é maravilhosa, pelo que sabemos. Então, ontem não restava qualquer dúvida na assinatura do contrato. Até que eu falei que gostaria de ter balões no final da cerimónia civil. Nunca tinha falado dos balões. A resposta da dona da quinta e organizadora foi pronta: nós tratamos disso. Assim, sem qualquer tipo de problema ou acrescento no preço. Uma disponibilidade e uma simpatia que apenas nos fizeram reafirmar a certeza da nossa decisão. Entretanto lemos o contrato e quase morríamos ali mesmo de fome ao observar a extensão e variedade de comida apresentada. Até que a senhora nos refere que agora faz mesmo questão da existência desse contrato e pagamento de sinal, uma vez que há cerca de 2 anos atrás, como era muito mais ingénua e confiava nas pessoas, não fez qualquer contrato e ficou a arder em 16.000€ de um casamento que nunca lhe foi pago. E eu penso como é que alguém se consegue deitar e adormecer de consciência tranquila, sabendo que se casou, teve direito a tudo do bom e do melhor, e não pagou às pessoas que lhe proporcionaram esse dia.
Portanto, ao avaliar uma quinta considero que para além do trade-off de preço e serviços e ementas incluídas no mesmo, é importante perceber a relação que se estabelece com as pessoas da quinta, com as pessoas que vão organizar o vosso casamento. Se são pessoas acessíveis, em quem podem confiar. Se não levantam problemas quando se fala de algo que os noivos gostariam, como foi o caso dos balões.
Isso para nós foi determinante. Em caso de igualdade de preço, de similaridade de ementas e serviços, são sempre as pessoas que fazem a diferença.
As suposições que os outros fazem sobre nós
As outras pessoas passam a vida a fazer suposições sobre nós. Seja com ou sem fundamento. Há dias escrevi aqui este post. Achei que não estava a escrever nada de especial, ou nada que pelo menos outras pessoas não tenham experienciado num determinado momento da sua vida. Ora, eu disse nesse tal post que ia de carro para a faculdade. Tal foi suficiente para alguém achar e escrever na caixa de comentários, que já muita sorte tinha eu por ir de carro. Não passou pela cabeça dessa pessoa que eu ia de carro porque trabalhei desde os 16 anos para juntar dinheiro para isso? Que andava num carro de 400€? Não, porque as pessoas não querem saber. Tal como essa pessoa disse que outras pessoas se afastavam de mim devido ao meu comportamento, que deveria ser mais educada e mais delicada. Primeiro, essa pessoa julgou-me com base na sua experiência pessoal. Depois, como é que alguém pode dizer isso de outra pessoa quando não sabe efectivamente do que está a falar? Caramba, as pessoas que cruzam as nossas vidas são todas diferentes. Como poderia eu ter o sangue frio para ser educada e delicada (ou como Bomboca entendeu = subserviente) com pessoas que disseram à minha frente para outras crianças de tenra idade como eu "Não brinquem com ela que ela é neta da empregada, nunca se sabe se tem doenças". Todas as pessoas são diferentes bem como aquelas com que nos cruzamos. Não depende apenas de nós determinado comportamento. Eu posso ser uma joia de pessoa com as pessoas que me interessam, e uma besta para as quais considero que devo ser. Não há moldes universais que caibam a todas as pessoas.
E no entanto muita gente adora fazer suposições do género da que a pessoa fez comigo "Se eu não me dava com pessoas ricas, era porque não era educada e delicada o suficiente". E se eu disser que a minha melhor amiga é cheia de dinheiro? O que é que isso muda sobre mim? E se eu disser que outra das minhas amigas de coração ganha o salário mínimo e é uma pessoa de origens humildes como eu? Como ficamos?
As pessoas ainda não perceberam que as suposições, para além de perigosas, raramente são elogiosas para o alvo das mesmas. Normalmente reduzem sempre a pessoa alvo e eu não percebo porque raios alguém quer diminuir outra pessoa.
Noutro dia, uma amiga contou-me que gerou-se um desconforto no local de trabalho dela porque, como ela engordou um pouquinho, alguém achou que ela estava grávida. E essa pessoa, em vez de guardar essa suposição para si, resolveu partilha-la até chegar à chefia da minha amiga, que a questionou porque motivo ela estava a guardar segredo sobre uma gravidez.
A minha amiga ficou aterrada até porque efectivamente não estava grávida, apenas um pouco mais cheiinha. Mas não, as pessoas adoram conspirar não é? Imaginar o que não sabem.
Eu cá gostaria era de imaginar os números do euromilhões. Muito mais útil.
E no entanto muita gente adora fazer suposições do género da que a pessoa fez comigo "Se eu não me dava com pessoas ricas, era porque não era educada e delicada o suficiente". E se eu disser que a minha melhor amiga é cheia de dinheiro? O que é que isso muda sobre mim? E se eu disser que outra das minhas amigas de coração ganha o salário mínimo e é uma pessoa de origens humildes como eu? Como ficamos?
As pessoas ainda não perceberam que as suposições, para além de perigosas, raramente são elogiosas para o alvo das mesmas. Normalmente reduzem sempre a pessoa alvo e eu não percebo porque raios alguém quer diminuir outra pessoa.
Noutro dia, uma amiga contou-me que gerou-se um desconforto no local de trabalho dela porque, como ela engordou um pouquinho, alguém achou que ela estava grávida. E essa pessoa, em vez de guardar essa suposição para si, resolveu partilha-la até chegar à chefia da minha amiga, que a questionou porque motivo ela estava a guardar segredo sobre uma gravidez.
A minha amiga ficou aterrada até porque efectivamente não estava grávida, apenas um pouco mais cheiinha. Mas não, as pessoas adoram conspirar não é? Imaginar o que não sabem.
Eu cá gostaria era de imaginar os números do euromilhões. Muito mais útil.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Bomboca e o emagrecimento
Portanto é assim, como vocês sabem, Bomboca precisa de perder uns quilinhos até ao casamaneto. Desta forma, comecei a fazer exercício com muita frequência, numa semana tento fazer exercício pelo menos em 5 dias. Estou quase a fazer 3 semanas de rotina de treinos, e se é verdade que ainda não perdi peso nenhum em termos de quilos, noto que perdi algum volume e ganhei resistência.
Já caibo noutras calças que não me entravam, mas ainda me ficam apertadas. O objectivo é que essas calças me assentem bem pelo menos até Outubro.
Entretanto o que posso partilhar com vocês, é o que eu faço e para já está a resultar em alguma coisa: faço caminhadas de pelo menos 1hora a bom ritmo (aqui o importante não é andar depressa e desmesuradamente, mas sim manter um ritmo constante e disciplinado ao longo da caminhada), jogo vóleiball, tenis de mesa, ou qualquer outro desporto que me faça correr, mexer as pernas e os braços, e tento reduzir as doses de comidinha que ingiro. Não é fácil que eu gosto muito de comer, mas quando como mais do que sei que deveria, forço um pouco mais no exercício físico.
Ainda não tenho a certeza se vai resultar, se vou realmente conseguir atingir os objectivos que quero. Mas vou indo e vou vendo. Mal, certamente não fará. Portanto vou-vos contando sobre a minha evolução.
Já caibo noutras calças que não me entravam, mas ainda me ficam apertadas. O objectivo é que essas calças me assentem bem pelo menos até Outubro.
Entretanto o que posso partilhar com vocês, é o que eu faço e para já está a resultar em alguma coisa: faço caminhadas de pelo menos 1hora a bom ritmo (aqui o importante não é andar depressa e desmesuradamente, mas sim manter um ritmo constante e disciplinado ao longo da caminhada), jogo vóleiball, tenis de mesa, ou qualquer outro desporto que me faça correr, mexer as pernas e os braços, e tento reduzir as doses de comidinha que ingiro. Não é fácil que eu gosto muito de comer, mas quando como mais do que sei que deveria, forço um pouco mais no exercício físico.
Ainda não tenho a certeza se vai resultar, se vou realmente conseguir atingir os objectivos que quero. Mas vou indo e vou vendo. Mal, certamente não fará. Portanto vou-vos contando sobre a minha evolução.
O ciclo vicioso de me deitar tarde e acordar tarde
Em férias, não sou muito amiga de me deitar cedo. Gosto de ficar a ver séries e filmes até tarde, sendo que nem percebo que as horas vão passando e quando dou por mim, já é bem tarde e acabo então por me deitar. Claro, como me deito tarde, acordo tardíssimo. E como acordei tarde, também não tenho sono cedo.
É um ciclo vicioso, e depois acabo por não aproveitar as manhãs. Tenho de ver se contrario esse ciclo amanhã.
É um ciclo vicioso, e depois acabo por não aproveitar as manhãs. Tenho de ver se contrario esse ciclo amanhã.
domingo, 18 de agosto de 2013
Separar o trigo do joio
Muito se tem falado ultimamente de dinheiro e estilos de vida. Eu também já por aqui falei desses assuntos que tanta polémica têm gerado. No fundo tudo se resume a dinheiro (como diz o Kevin do Shark Tank, "it's all about the money").
Nasci numa família pobre. Tive direito a todo um conjunto inesquecível de experiências, desde ter ratos em casa, insectos e similares, desde só ter pão e sopa para comer, de ter os livros da escola semanas depois dos meus colegas, porque não havia dinheiro para os pagar a todos, enfim, entre outras experiências que nos moldam e nos obrigam a crescer e ver as coisas de uma perspectiva diferente. Alguns dos meus colegas passavam por isso, outros não. Alguns tinham roupas melhores do que as minhas, mas nunca liguei muito a isso. Na verdade sempre fui crescendo sem me preocupar muito com o que os meus colegas tinham, pois eu sabia que era mais pobre do que a maior parte deles, e por isso não havia muito a fazer. Sempre que queria alguma coisa, a partir dos 16 anos, como trabalhava, juntava dinheiro para o conseguir e pronto, a minha vida ia seguindo. Mas a minha percepção do mundo alterou-se quando entrei na faculdade. Até ao momento nunca me tinha sentido discriminada por ser pobre. O que realmente eu sentia falta era de uma família, não era das coisas que os meus colegas tinham. Ora como eu dizia, apenas quando cheguei à faculdade senti que era verdadeiramente diferente das outras pessoas e era posta de lado por causa disso. Eu trabalhava, coisa que na minha faculdade não é minimamente comum, até porque não existem horários pós laborais. Adicionalmente, grande parte dos meus colegas eram pessoas que viviam muito bem. Carros de alta cilindrada aos 18 anos, cursos de línguas, aprendizagem de instrumentos etc. Roupas de marca. Todo esse universo era estranho para mim e senti que era olhada de lado pelas minhas parcas posses. No entanto, esses anos também foram os melhores da minha vida, pois conheci aquelas que considero serem as minhas amigas de coração. E uma delas, não tendo nem de longe nem de perto os problemas financeiros que eu tinha, explicou-me com muita paciência o que eu não tinha percebido até então: gente com dinheiro, dá-se com outras pessoas com dinheiro. Não existem muitas excepções a essa regra, porque estas pessoas já se conhecem desde sempre, andaram nos mesmos colégios, as famílias são conhecidas, etc. E é assim que funciona, mas eu realmente nunca tinha percebido isso até aquele momento. Para mim hoje é claro como água. Existe uma espécie de divisão invisível entre as pessoas, divisão essa marcada pelo dinheiro. Apenas e só. Como diz essa minha amiga, há que separar o trigo do joio (ironia). Mas há quem realmente pense assim. As coisas são como são e não há nada que possamos fazer. Por isso eu quero é que os meus filhos se dêem com pessoas de bom coração, independentemente das posses que tenham ou deixem de ter. É nesse sentido que os vou educar.
Lembro-me como se fosse hoje, de, no primeiro ano de faculdade, um rapaz que eu até considerava simpático, me ter dito que eu era muito gira, mas que não me convidava para sair por causa do carro que eu conduzia, que não podia ser visto com alguém com um carro como o meu.
Respondi-lhe que não tinha qualquer interesse em sair com ele, que não me dava com as pessoas pelas suas posses. Esse foi o momento em que eu percebi a realidade que nos rodeia. Se depender de mim, não é este tipo de pessoas que quero por no mundo, caso contrario só ficamos com o joio.
Nasci numa família pobre. Tive direito a todo um conjunto inesquecível de experiências, desde ter ratos em casa, insectos e similares, desde só ter pão e sopa para comer, de ter os livros da escola semanas depois dos meus colegas, porque não havia dinheiro para os pagar a todos, enfim, entre outras experiências que nos moldam e nos obrigam a crescer e ver as coisas de uma perspectiva diferente. Alguns dos meus colegas passavam por isso, outros não. Alguns tinham roupas melhores do que as minhas, mas nunca liguei muito a isso. Na verdade sempre fui crescendo sem me preocupar muito com o que os meus colegas tinham, pois eu sabia que era mais pobre do que a maior parte deles, e por isso não havia muito a fazer. Sempre que queria alguma coisa, a partir dos 16 anos, como trabalhava, juntava dinheiro para o conseguir e pronto, a minha vida ia seguindo. Mas a minha percepção do mundo alterou-se quando entrei na faculdade. Até ao momento nunca me tinha sentido discriminada por ser pobre. O que realmente eu sentia falta era de uma família, não era das coisas que os meus colegas tinham. Ora como eu dizia, apenas quando cheguei à faculdade senti que era verdadeiramente diferente das outras pessoas e era posta de lado por causa disso. Eu trabalhava, coisa que na minha faculdade não é minimamente comum, até porque não existem horários pós laborais. Adicionalmente, grande parte dos meus colegas eram pessoas que viviam muito bem. Carros de alta cilindrada aos 18 anos, cursos de línguas, aprendizagem de instrumentos etc. Roupas de marca. Todo esse universo era estranho para mim e senti que era olhada de lado pelas minhas parcas posses. No entanto, esses anos também foram os melhores da minha vida, pois conheci aquelas que considero serem as minhas amigas de coração. E uma delas, não tendo nem de longe nem de perto os problemas financeiros que eu tinha, explicou-me com muita paciência o que eu não tinha percebido até então: gente com dinheiro, dá-se com outras pessoas com dinheiro. Não existem muitas excepções a essa regra, porque estas pessoas já se conhecem desde sempre, andaram nos mesmos colégios, as famílias são conhecidas, etc. E é assim que funciona, mas eu realmente nunca tinha percebido isso até aquele momento. Para mim hoje é claro como água. Existe uma espécie de divisão invisível entre as pessoas, divisão essa marcada pelo dinheiro. Apenas e só. Como diz essa minha amiga, há que separar o trigo do joio (ironia). Mas há quem realmente pense assim. As coisas são como são e não há nada que possamos fazer. Por isso eu quero é que os meus filhos se dêem com pessoas de bom coração, independentemente das posses que tenham ou deixem de ter. É nesse sentido que os vou educar.
Lembro-me como se fosse hoje, de, no primeiro ano de faculdade, um rapaz que eu até considerava simpático, me ter dito que eu era muito gira, mas que não me convidava para sair por causa do carro que eu conduzia, que não podia ser visto com alguém com um carro como o meu.
Respondi-lhe que não tinha qualquer interesse em sair com ele, que não me dava com as pessoas pelas suas posses. Esse foi o momento em que eu percebi a realidade que nos rodeia. Se depender de mim, não é este tipo de pessoas que quero por no mundo, caso contrario só ficamos com o joio.
sábado, 17 de agosto de 2013
Juditezinha, chegue-se cá ao pé de mim
Está a precisar de ajuda, não é Juditezinha? Eu, como pessoa altruísta que sou, vou ajuda-la. Não Judite, não sou rica como o Lorenzo, mas ajudo-a na mesma. Sim, como o Lorenzo disse, o que importam são as coisas que vêm do nosso coração.
Então minha querida, diga-me lá o que lhe passou na cabeça para convidar uma pessoa para ir à televisão nacional, só para que a pudesse humilhar em público? Eu não vejo praticamente nada do que é transmitido na TVI, mas depois deste sururu todo, tive de ir ver a sua entrevista Judite, e digo-lhe que não foi bonito. Não se faz. Não se convida ninguém para a criticar abertamente e tentar desvaloriza-la. Revela pouco tacto e pouca educação.
Depois Juditezinha, eu gostava de saber o que é que a senhora tem a ver com o dinheiro que o rapaz tem ou deixa de ter. É dele e da família, não lhe diz respeito. Ele gastou 300.000€ numa festa de aniversário? E daí? Esse dinheiro proporcionou trabalho a algumas pessoas, rendimentos, gerou-se procura para a oferta disponível minha querida. Sabe o que isso é? Suponho que não. Adiante, a senhora não tem nada a ver com o dinheiro que o Lorenzo gasta, com quem ele ajuda ou deixa de ajudar. Ele não anda a roubar ninguém pois não? Então meta-se na sua vida. O que iria perguntar a uma qualquer estrela de cinema internacional, se tivesse oportunidade de a entrevistar? Olhe que eles devem gastar bem mais de 300.000€ em alguns eventos...
Oh Juditezinha, vá por mim, veja a entrevista as vezes que forem necessárias e aponte todos os erros e gaffes que comete. Assim para o futuro já sabe. Também lhe ficava bem desculpar-se publicamente.
Mas, diga-me a Judite, quem é que a senhora ajuda com o seu ordenado avultado? O que é faz pelo país?
Pois... não tem resposta não é? Bem me parecia.
Muita sorte teve a senhora, que o Lorenzo é educado. Muito mais do que eu, porque se fosse eu no lugar dele, certamente não teria tido tanta educação e paciência para uma pessoa que claramente não o merecia.
Então minha querida, diga-me lá o que lhe passou na cabeça para convidar uma pessoa para ir à televisão nacional, só para que a pudesse humilhar em público? Eu não vejo praticamente nada do que é transmitido na TVI, mas depois deste sururu todo, tive de ir ver a sua entrevista Judite, e digo-lhe que não foi bonito. Não se faz. Não se convida ninguém para a criticar abertamente e tentar desvaloriza-la. Revela pouco tacto e pouca educação.
Depois Juditezinha, eu gostava de saber o que é que a senhora tem a ver com o dinheiro que o rapaz tem ou deixa de ter. É dele e da família, não lhe diz respeito. Ele gastou 300.000€ numa festa de aniversário? E daí? Esse dinheiro proporcionou trabalho a algumas pessoas, rendimentos, gerou-se procura para a oferta disponível minha querida. Sabe o que isso é? Suponho que não. Adiante, a senhora não tem nada a ver com o dinheiro que o Lorenzo gasta, com quem ele ajuda ou deixa de ajudar. Ele não anda a roubar ninguém pois não? Então meta-se na sua vida. O que iria perguntar a uma qualquer estrela de cinema internacional, se tivesse oportunidade de a entrevistar? Olhe que eles devem gastar bem mais de 300.000€ em alguns eventos...
Oh Juditezinha, vá por mim, veja a entrevista as vezes que forem necessárias e aponte todos os erros e gaffes que comete. Assim para o futuro já sabe. Também lhe ficava bem desculpar-se publicamente.
Mas, diga-me a Judite, quem é que a senhora ajuda com o seu ordenado avultado? O que é faz pelo país?
Pois... não tem resposta não é? Bem me parecia.
Muita sorte teve a senhora, que o Lorenzo é educado. Muito mais do que eu, porque se fosse eu no lugar dele, certamente não teria tido tanta educação e paciência para uma pessoa que claramente não o merecia.
As coisas que a vida nos ensina- fingir de burro
Considero-me uma pessoa inteligente e nunca gostei de esconder isso. Quando me perguntavam coisas em relação às quais eu sabia a resposta, respondia naturalmente e explicava o meu raciocínio. Passei a ser rotulada de arrogante, pois tinha sempre opinião, e tinha "a mania" que sabia. Quando efectivamente só falo do que sei. Mas não, não eram eles que se armavam em chicos espertos, era eu que era a arrogante.
A inteligência é uma coisa que pode causar incómodo a outros. Percebi isso algo tarde. Claro que ainda caio na tentação de falar sobre o que sei quando me é questionado, de expressar o meu ponto de vista, mas tenho vindo a reparar cada vez mais que não vale a pena. Pelo menos não com as pessoas erradas. Por isso de vez em quando faço-me propositadamente de burra. Custa-me, admito. Não vou mentir e dizer que acho muito divertido, porque não acho. Sinto-me algo "insultada" e sinto que me menosprezo. Mas a vida ensinou-me que em algumas ocasiões, é a melhor posição para se ter. E não basta sermos inteligentes do ponto de vista conceptual, temos de ter aquilo a que se chama de inteligência emocional- e aí já acho que por vezes sou realmente burra, inocente, crédula e optimista de mais, e acredito muitas vezes quando não deveria, e não vejo segundas intenções em actos que deveria ver. Enfim, não se pode ter tudo.
Mas a questão é que eu acho que não deveríamos obrigar-nos a agir como burrinhos. Não percebo que sociedade e valores são estes, onde muitas pessoas "escondem" o que são ou o que sabem, para não terem chatices e não serem rotuladas (já neste blog falei de rótulos).
Dou-vos um exemplo muito prático: Eu tenho um determinado hobby há cerca de 15 anos. É um tema onde me sinto à vontade, já conheço algumas coisas e por vezes ajudo outras pessoas em fóruns da especialidade. Claro que ainda tenho muito a aprender, mas não diria ser uma principiante.
Ora, uma pessoa das nossas relações, decidiu que queria iniciar-se em tal hobby. Pediu a minha opinião e eu inocentemente dei, e expliquei o que a pessoa tinha de fazer para começar. A pessoa foi torcendo o nariz em ar de descrédito, que de certeza não era preciso tanta coisa. Eu lá continuei e disse para a pessoa me ligar se tivesse alguma dúvida. Pessoa fez basicamente o contrário do que eu aconselhei. E adivinhem o resultado... Pois, correu mal. Pessoa desistiu do hobby. Gastou dinheiro que não rentabilizou. E depois perguntou-me porque é que tinha corrido mal. Atirei que se calhar, talvez seja uma hipótese, o facto de não ter seguido nada do que eu disse, e não ter lido nada sobre o assunto. Pessoa disse que não, que ela teve foi azar, e que não era nada como eu estava a dizer. É caso para dizer "e o burro sou eu?". Sou. Neste caso sou. Porque não me fiz de burrinha e forneci conhecimentos que a minha experiência de 15 anos no assunto me deram. Penso se deveria ter agido como se não estivesse a par. Depois aí provavelmente era acusada de não querer ajudar. Mas fui burra, porque me importei. Deveria ter falado do básico, sem me importar muito.
Por isso vos digo, às vezes, para o nosso bem, o melhor é mesmo fingirmo-nos de burrinhos.
A inteligência é uma coisa que pode causar incómodo a outros. Percebi isso algo tarde. Claro que ainda caio na tentação de falar sobre o que sei quando me é questionado, de expressar o meu ponto de vista, mas tenho vindo a reparar cada vez mais que não vale a pena. Pelo menos não com as pessoas erradas. Por isso de vez em quando faço-me propositadamente de burra. Custa-me, admito. Não vou mentir e dizer que acho muito divertido, porque não acho. Sinto-me algo "insultada" e sinto que me menosprezo. Mas a vida ensinou-me que em algumas ocasiões, é a melhor posição para se ter. E não basta sermos inteligentes do ponto de vista conceptual, temos de ter aquilo a que se chama de inteligência emocional- e aí já acho que por vezes sou realmente burra, inocente, crédula e optimista de mais, e acredito muitas vezes quando não deveria, e não vejo segundas intenções em actos que deveria ver. Enfim, não se pode ter tudo.
Mas a questão é que eu acho que não deveríamos obrigar-nos a agir como burrinhos. Não percebo que sociedade e valores são estes, onde muitas pessoas "escondem" o que são ou o que sabem, para não terem chatices e não serem rotuladas (já neste blog falei de rótulos).
Dou-vos um exemplo muito prático: Eu tenho um determinado hobby há cerca de 15 anos. É um tema onde me sinto à vontade, já conheço algumas coisas e por vezes ajudo outras pessoas em fóruns da especialidade. Claro que ainda tenho muito a aprender, mas não diria ser uma principiante.
Ora, uma pessoa das nossas relações, decidiu que queria iniciar-se em tal hobby. Pediu a minha opinião e eu inocentemente dei, e expliquei o que a pessoa tinha de fazer para começar. A pessoa foi torcendo o nariz em ar de descrédito, que de certeza não era preciso tanta coisa. Eu lá continuei e disse para a pessoa me ligar se tivesse alguma dúvida. Pessoa fez basicamente o contrário do que eu aconselhei. E adivinhem o resultado... Pois, correu mal. Pessoa desistiu do hobby. Gastou dinheiro que não rentabilizou. E depois perguntou-me porque é que tinha corrido mal. Atirei que se calhar, talvez seja uma hipótese, o facto de não ter seguido nada do que eu disse, e não ter lido nada sobre o assunto. Pessoa disse que não, que ela teve foi azar, e que não era nada como eu estava a dizer. É caso para dizer "e o burro sou eu?". Sou. Neste caso sou. Porque não me fiz de burrinha e forneci conhecimentos que a minha experiência de 15 anos no assunto me deram. Penso se deveria ter agido como se não estivesse a par. Depois aí provavelmente era acusada de não querer ajudar. Mas fui burra, porque me importei. Deveria ter falado do básico, sem me importar muito.
Por isso vos digo, às vezes, para o nosso bem, o melhor é mesmo fingirmo-nos de burrinhos.
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
My teen is pregnant and so am I
Vejo este programa do TLC (mais um). E não posso deixar de me sentir chocada com as histórias que se apresentam neste programa. Primeiro, porque normalmente estas situações dizem respeito a "ciclos viciosos", ou seja, as miúdas que agora engravidam adolescentes, são fruto elas próprias de uma gravidez adolescente. Como eu.
Eu quebrei esse ciclo, mas algumas delas não. Muitas são forçadas a crescer depressa demais, não apenas por estarem grávidas, mas também porque anteriormente já cuidavam dos outros irmãos, fruto de vários relacionamentos inconsequentes das mães. E estas histórias tocam-me. Não tive irmãos, mas sei o que é crescer nunca estando em primeiro lugar. Uma dessas raparigas dizia isso mesmo. Que não queria cometer os mesmos erros que a mãe cometeu, porque a mãe sempre fora extremamente egoísta e nunca pôs os filhos em primeiro lugar, e que ela queria fazer isso pela sua filha que estava para nascer. Penso da mesma forma.
Depois, com honrosas excepções, os namorados destas miúdas são autênticas BESTAS. São miúdos sem maturidade, claro, mas para além disso não apoiam as namoradas, envolvem-se com outras raparigas, em confusões, enfim, um desastre.
Uma das raparigas que vi hoje no programa tinha 14 anos, estava grávida, e recusava-se a dizer à mãe quem era o rapaz que a tinha engravidado e eles simplesmente não tinham contacto nenhum. Triste.
A estas miúdas só posso desejar força e boa sorte, pois bem vão precisar.
Eu quebrei esse ciclo, mas algumas delas não. Muitas são forçadas a crescer depressa demais, não apenas por estarem grávidas, mas também porque anteriormente já cuidavam dos outros irmãos, fruto de vários relacionamentos inconsequentes das mães. E estas histórias tocam-me. Não tive irmãos, mas sei o que é crescer nunca estando em primeiro lugar. Uma dessas raparigas dizia isso mesmo. Que não queria cometer os mesmos erros que a mãe cometeu, porque a mãe sempre fora extremamente egoísta e nunca pôs os filhos em primeiro lugar, e que ela queria fazer isso pela sua filha que estava para nascer. Penso da mesma forma.
Depois, com honrosas excepções, os namorados destas miúdas são autênticas BESTAS. São miúdos sem maturidade, claro, mas para além disso não apoiam as namoradas, envolvem-se com outras raparigas, em confusões, enfim, um desastre.
Uma das raparigas que vi hoje no programa tinha 14 anos, estava grávida, e recusava-se a dizer à mãe quem era o rapaz que a tinha engravidado e eles simplesmente não tinham contacto nenhum. Triste.
A estas miúdas só posso desejar força e boa sorte, pois bem vão precisar.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Ando a ficar doente
Ando desejosa de ter filhos. Estou a ficar louca, hoje no Ikea dei por mim a raciocinar sobre a compra de determinado armário em deterimento de outro, com base no facto de daqui a uns tempos, quando tiver filhos, precisar de um armário maior... Digam lá se este tipo de raciocínio, de fazer compras em função de algo que ainda não existe, é normal...
Eu cá acho que não. Pirei de vez.
Eu cá acho que não. Pirei de vez.
Cenas de um casamento- Say Yes to the Dress
Já comecei a ver vestidos pela internet, mas ainda não experimentei nenhum. Nunca na vida usei um vestido comprido. Não faço ideia de como me fica, mas sinceramente a ideia não me encanta por aí além. Nunca fui daquelas miúdas que sonham com o seu vestido de casamento, que sonham em casar, pelo contrário, até pensava que nunca iria casar.
Mas agora o casamento já está marcado. O que eu sei, é que os vestidos que vejo por essa internet fora não me apaixonam. Parece-me tudo muito igual, todos os vestidos cai cai (logo eu que odeio cai cai), corte de sereia, enfim... Poucos me chamam a atenção.
Outra problema, é que acho que os vestidos que se vendem nas lojas são caríssimos. Não me apetece (nem tenho!) gastar rios de dinheiro para comprar um vestido que irei usar num único dia. Sei que é um dia especial, etc, mas nunca tive intenções de gastar muito dinheiro com o assunto. Mas qual não é a minha surpresa, quando percebo que na grande maioria das lojas, não existem vestidos abaixo dos 800€.7
Adicionalmente, já várias pessoas demonstraram interesse em ir comigo experimentar vestidos, mas não quero levar uma enorme comitiva de mulheres, todas a opinar em direcções diferentes.
E pronto, são estes os meus dramas em relação à escolha do vestido, que me parece claramente uma tarefa muito difícil.
Mas agora o casamento já está marcado. O que eu sei, é que os vestidos que vejo por essa internet fora não me apaixonam. Parece-me tudo muito igual, todos os vestidos cai cai (logo eu que odeio cai cai), corte de sereia, enfim... Poucos me chamam a atenção.
Outra problema, é que acho que os vestidos que se vendem nas lojas são caríssimos. Não me apetece (nem tenho!) gastar rios de dinheiro para comprar um vestido que irei usar num único dia. Sei que é um dia especial, etc, mas nunca tive intenções de gastar muito dinheiro com o assunto. Mas qual não é a minha surpresa, quando percebo que na grande maioria das lojas, não existem vestidos abaixo dos 800€.7
Adicionalmente, já várias pessoas demonstraram interesse em ir comigo experimentar vestidos, mas não quero levar uma enorme comitiva de mulheres, todas a opinar em direcções diferentes.
E pronto, são estes os meus dramas em relação à escolha do vestido, que me parece claramente uma tarefa muito difícil.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Não me apanham mais nesta de certeza
Ora, eu nunca aqui disse que era uma fada prendada do lar. Não sou. Sou péssima mesmo.
Odeio tudo o que tem a ver com limpezas, arrumações, não gosto de decoração e recuso-me a ser escrava da casa. Há quem veja isto como um defeito. Bomboco vê. Azar, ele já sabia ao que vinha. Claro que não moramos num pardieiro. Mas não aspiro a casa nem limpo o pó todos os dias, como sei que há quem faça. Juízinho na cabeça é muito bonito. Sou, no entanto, desenrascada noutras coisas, como por exemplo na confecção de géneros alimentícios. Disso gosto e safo-me muito bem. Aqui em casa ninguém "ajuda", ambos fazemos o que temos de fazer. Eu só gosto de cozinhar, mas tenho de fazer tudo, e Bomboco igual.
Acontece que Bomboco resolveu que, como estamos de férias esta semana e não vamos a lado nenhum, seria um óptimo momento para pintarmos e limparmos a casa TODA. Cozinha, quartos, casas de banho, sala, varanda... Enfim. E eu lá acedi. Grande asneira meus amigos. Pintar é o menos. O pior é mesmo arrumar tudo, desviar móveis, arrumar móveis, desmontar o aquecimento central, limpar tudo... Isso sim é assustador. O meu sogro veio ajudar-nos, senão não nos safávamos, mas digo-vos, é uma péssima ideia. Ontem, estive o dia todo na cozinha e lavandaria, a limpar todos os recantos, exaustor, armários, electrodomésticos, enfim, um fartote. Também já limpámos algumas divisões e ainda estou para perceber quando é que vou conseguir deixar de ver pintinhas brancas minúsculas nos tacos.
Entretanto uma coisa muito gira aconteceu. Um dos canos que diz respeito ao lavatório e tanque, entupiu, e então todo o trabalho que tive ontem ao nível da limpeza do chão, foi hoje por água abaixo porque toda essa zona alagou e com a água saiu muita muita porcaria, para além de um cheiro nauseabundo. Quem nunca viu a beleza de um cano entupido, aconselho vivamente. É uma experiência avassaladora.
Odeio tudo o que tem a ver com limpezas, arrumações, não gosto de decoração e recuso-me a ser escrava da casa. Há quem veja isto como um defeito. Bomboco vê. Azar, ele já sabia ao que vinha. Claro que não moramos num pardieiro. Mas não aspiro a casa nem limpo o pó todos os dias, como sei que há quem faça. Juízinho na cabeça é muito bonito. Sou, no entanto, desenrascada noutras coisas, como por exemplo na confecção de géneros alimentícios. Disso gosto e safo-me muito bem. Aqui em casa ninguém "ajuda", ambos fazemos o que temos de fazer. Eu só gosto de cozinhar, mas tenho de fazer tudo, e Bomboco igual.
Acontece que Bomboco resolveu que, como estamos de férias esta semana e não vamos a lado nenhum, seria um óptimo momento para pintarmos e limparmos a casa TODA. Cozinha, quartos, casas de banho, sala, varanda... Enfim. E eu lá acedi. Grande asneira meus amigos. Pintar é o menos. O pior é mesmo arrumar tudo, desviar móveis, arrumar móveis, desmontar o aquecimento central, limpar tudo... Isso sim é assustador. O meu sogro veio ajudar-nos, senão não nos safávamos, mas digo-vos, é uma péssima ideia. Ontem, estive o dia todo na cozinha e lavandaria, a limpar todos os recantos, exaustor, armários, electrodomésticos, enfim, um fartote. Também já limpámos algumas divisões e ainda estou para perceber quando é que vou conseguir deixar de ver pintinhas brancas minúsculas nos tacos.
Entretanto uma coisa muito gira aconteceu. Um dos canos que diz respeito ao lavatório e tanque, entupiu, e então todo o trabalho que tive ontem ao nível da limpeza do chão, foi hoje por água abaixo porque toda essa zona alagou e com a água saiu muita muita porcaria, para além de um cheiro nauseabundo. Quem nunca viu a beleza de um cano entupido, aconselho vivamente. É uma experiência avassaladora.
Vim aqui num instante só para escrever uns posts
E vejo que um anónimozinho teve um colapso. Acalme-se, sim?
Olhe que os nervos não fazem nada bem à saúde.
Olhe que os nervos não fazem nada bem à saúde.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
A crítica fácil vs auto-estima
Bomboco tem um defeito de que eu não gosto nada. Na verdade ele critica-me com muita facilidade.
Hoje foi porque eu sugeri que após o jantar, fôssemos ao McDonal's comer um mcflurry stracciatella. Bomboco disse-me que não vale a pena eu andar a fazer exercício etc., para depois comer doces, e chamou-me gorda. Bem sei que uma pessoa não se pode empanturrar, mas daí a ser uma daquelas tolinhas das dietas e das calorias que só comem saladas, vai um grande passo, passo esse que não quero decididamente dar.
Para além disso, eu faço exercício por dois motivos: para perder peso, claro, mas também para poder comer sossegadinha e sem grandes pesos na consciência.
Acho que Bomboco nem sempre entende isso.
Eu tenho consciência de que não sou uma pessoa magra, provavelmente nunca voltarei a ser, também sei que perdendo os tais 10kgs que me faltam ficarei melhor, mas há coisa que não gosto mesmo é que Bomboco me chame de gorda. Se for outra pessoa estou-me bem a cagar, mas sendo ele custa-me.
Eu já lhe disse isso, mas quando ele me quer magoar por estar a ter um comportamento que ele considera negativo (como comer gelados), ele utiliza essa arma de arremesso.
Entretanto já o avisei bem avisadinho: enquanto ele critica ou diz coisas que me aborrecem, há outro rapaz que pode estar a olhar para mim. Não quero parecer convencida ou pouco humilde, mas acho que cada uma de nós se deve ter em conta, e como eu digo a Bomboco, por cada crítica ou palavra menos bonita, pode haver outro homem com interesse em nós. Pelo menos eu penso assim (e bem vejo alguns olhares que me são dirigidos, sobretudo quando vou sozinha na rua, até a fazer exercício, por rapazes bem giros!), e gosto de pensar assim, ao menos faz bem à auto-estima.
Já foi tempo de a minha auto-estima ser afectada por palavras de outrem. Seja quem for.
E quanto mais pensarmos assim, mais fortes somos. Muitas vezes pecamos por aí. Eu já pesei 55kg (tenho 1,70m), e mesmo assim outras pessoas me faziam acreditar que eu era gorda, e eu pensava que sim, realmente era.
É bom ser mais magra e jeitosinha, mas a auto-estima não se compra nem vai lá com dietas e a comer saladinhas.
E não há nada mais sexy e interessante do que a confiança de uma mulher.
Hoje foi porque eu sugeri que após o jantar, fôssemos ao McDonal's comer um mcflurry stracciatella. Bomboco disse-me que não vale a pena eu andar a fazer exercício etc., para depois comer doces, e chamou-me gorda. Bem sei que uma pessoa não se pode empanturrar, mas daí a ser uma daquelas tolinhas das dietas e das calorias que só comem saladas, vai um grande passo, passo esse que não quero decididamente dar.
Para além disso, eu faço exercício por dois motivos: para perder peso, claro, mas também para poder comer sossegadinha e sem grandes pesos na consciência.
Acho que Bomboco nem sempre entende isso.
Eu tenho consciência de que não sou uma pessoa magra, provavelmente nunca voltarei a ser, também sei que perdendo os tais 10kgs que me faltam ficarei melhor, mas há coisa que não gosto mesmo é que Bomboco me chame de gorda. Se for outra pessoa estou-me bem a cagar, mas sendo ele custa-me.
Eu já lhe disse isso, mas quando ele me quer magoar por estar a ter um comportamento que ele considera negativo (como comer gelados), ele utiliza essa arma de arremesso.
Entretanto já o avisei bem avisadinho: enquanto ele critica ou diz coisas que me aborrecem, há outro rapaz que pode estar a olhar para mim. Não quero parecer convencida ou pouco humilde, mas acho que cada uma de nós se deve ter em conta, e como eu digo a Bomboco, por cada crítica ou palavra menos bonita, pode haver outro homem com interesse em nós. Pelo menos eu penso assim (e bem vejo alguns olhares que me são dirigidos, sobretudo quando vou sozinha na rua, até a fazer exercício, por rapazes bem giros!), e gosto de pensar assim, ao menos faz bem à auto-estima.
Já foi tempo de a minha auto-estima ser afectada por palavras de outrem. Seja quem for.
E quanto mais pensarmos assim, mais fortes somos. Muitas vezes pecamos por aí. Eu já pesei 55kg (tenho 1,70m), e mesmo assim outras pessoas me faziam acreditar que eu era gorda, e eu pensava que sim, realmente era.
É bom ser mais magra e jeitosinha, mas a auto-estima não se compra nem vai lá com dietas e a comer saladinhas.
E não há nada mais sexy e interessante do que a confiança de uma mulher.
domingo, 11 de agosto de 2013
Sobre a história do cão
Lembram-se de eu aqui ter falado sobre uma fulana que me falou de um cão abandonado ou perdido, e que depois foi dizer mal de mim no facebook? Bem, nesse mesmo dia, à noite, quando saí do emprego, fui ao tal bairro procurar o cão. Andei uma hora lá às voltas e nada de cão.
Ainda passei lá novamente no dia seguinte mas nada. Será que realmente existiu um cão?
Ainda passei lá novamente no dia seguinte mas nada. Será que realmente existiu um cão?
Mais uma vez uma questão de mentalidades
Ontem fiz animação musical num casamento. Foi uma festa bonita e os convidados facilitaram a tarefa. Mas não posso deixar de referir um problema recorrente neste tipo de negócio. Com efeito, não fui eu que arranjei o contacto para este evento, e como preciso, tive de me sujeitar ao valor dos honorários propostos. Lá aceitei. Primeiro, o local da boda ficava muito mais longe do que o que me fizeram crer, logo, maior gasto em gasolina. Mas o principal foi mesmo o baixo valor que auferi por quase 12h de trabalho (mesmo quando não estamos a actuar, os músicos têm de estar presentes na festa, colocar música adequada aos diferentes momentos, etc.). E irremediavelmente dei por mim a comparar esse valor com o auferido pelos fotógrafos, superior em cerca de 8 vezes mais. As desigualdades são avassaladoras. É claro que pode ser utilizado o argumento de que o valor acordado para a actuação dos músicos foi muito baixo, o que é verdade. Mas não é menos verdade que regra geral, existe uma grande disparidade entre o valor que os fotógrafos auferem, face aos músicos. Se falarmos de material, ambas as profissões exibem elevados gastos com material que necessita de constante renovação e actualização. No que diz respeito a horas de trabalho, tal também pode ser comparado, porque os fotógrafos passam muito tempo a trabalhar em edição de fotografia, enquanto os músicos necessitam igualmente de ensaiar. Não estou a desvalorizar a profissão de fotógrafo, nem a dizer que deveriam auferir menos, nada disso! Apenas me refiro ao enorme fosso criado entre estas duas profissões, que a meu ver não é assim tão justificado (pelo menos um fosso desta magnitude). Eu acho bem que os fotógrafos sejam pagos de acordo com o real valor do seu trabalho. O meu fotógrafo de casamento já está escolhido e vai-me custar os olhos da cara. Só não concordo que grande parte dos músicos não sejam pagos de acordo com esse principio. E a meu ver, é mais uma questão de mentalidades.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Genética ou irresponsabilidade dos paizinhos?
Hoje fui almoçar a um centro comercial aqui da zona. Como estamos em pleno Agosto, e como o tempo está horroroso (not), o pessoal resolve enfiar-se no shopping. Como estava sozinha, comecei a apreciar quem passava. E invariavelmente reparei num fenómeno que já tenho tido em atenção noutras alturas: Pessoas fortes normalmente têm filhos fortes. Assim para o cheiinho. E eu percebo as razões da genética, claro que sim, é bem lixada, eu pinto o cabelo com frequência e de vez em quando lá aparecem as bestas dos cabelos brancos. Eu percebo isso.
Mas em alguns casos faz-me um pouco de aflição, porque estamos a falar de crianças muito pequenas e com um peso muito muito acima do normal ou recomendável. Hoje vi dois garotinhos que não podiam ter mais de 3 anos e já rebolavam quase.
E eu penso se a genética é assim tão malvada, ou se a isso também se junta um pouco de irresponsabilidade dos paizinhos.
Mas em alguns casos faz-me um pouco de aflição, porque estamos a falar de crianças muito pequenas e com um peso muito muito acima do normal ou recomendável. Hoje vi dois garotinhos que não podiam ter mais de 3 anos e já rebolavam quase.
E eu penso se a genética é assim tão malvada, ou se a isso também se junta um pouco de irresponsabilidade dos paizinhos.
Funcionárias mal criadas e estúpidas há mesmo em todo o lado
Até em Zurique. Diz que a Oprah Winfrey foi mal atendida numa loja de marca.
A fulana que a estava a atender não lhe quis mostrar uma carteira que, segundo a imberbe funcionária, era demasiado cara para ela. Para além da idiotice e de não conhecer a Oprah (como é possível!!), é mais um acto de falta de educação, falta de cortesia, de tudo. Infelizmente estas situações continuam a acontecer. As funcionárias de algumas lojas estão cheias de si mesmas, acham que estão acima das marcas que representam, acima do bom senso e da educação. Neste caso, a funcionária achou que por uma mulher ser preta, não deveria ter dinheiro para comprar aquela carteira. Já me aconteceu e já por aqui relatei, que um dia em que fui à Massimo Dutti de fato de treino, fui atendida como se me tratasse de uma meliante.
A hipocrisia, as aparências, a falta de cuidado para com o outro reinam mesmo no atendimento ao público. Nenhuma marca, por melhor que seja, está imune a pessoas mal formadas.
A fulana que a estava a atender não lhe quis mostrar uma carteira que, segundo a imberbe funcionária, era demasiado cara para ela. Para além da idiotice e de não conhecer a Oprah (como é possível!!), é mais um acto de falta de educação, falta de cortesia, de tudo. Infelizmente estas situações continuam a acontecer. As funcionárias de algumas lojas estão cheias de si mesmas, acham que estão acima das marcas que representam, acima do bom senso e da educação. Neste caso, a funcionária achou que por uma mulher ser preta, não deveria ter dinheiro para comprar aquela carteira. Já me aconteceu e já por aqui relatei, que um dia em que fui à Massimo Dutti de fato de treino, fui atendida como se me tratasse de uma meliante.
A hipocrisia, as aparências, a falta de cuidado para com o outro reinam mesmo no atendimento ao público. Nenhuma marca, por melhor que seja, está imune a pessoas mal formadas.
O mundo blogosférico
Há cerca de um ano atrás, quando fundei este blog, não fazia ideia de como era a blogosfera. Não sabia que as pessoas se ajudavam umas às outras, com mensagens de apoio como vocês o fizeram comigo à custa dos últimos posts. Não sabia que se organizavam para fazer recolhas de sangue e medula óssea. Que procuravam e espalhavam apelos de uma cadelinha perdida.
Mas agora que sei, quero agradecer porque há ainda muita gente boa por aí, e orgulho-me em fazer parte desta blogosfera.
Mas agora que sei, quero agradecer porque há ainda muita gente boa por aí, e orgulho-me em fazer parte desta blogosfera.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Pessoal de Lisboa, olhos bem atentos, a Mel continua desaparecida!
A cadelinha Mel, da Sexinho, continua desaparecida!
Quem estiver pela zona de Lisboa, olhos bem atentos!
É o desejo de todos que a cadelinha chegue a casa sã e salva.
Quem estiver pela zona de Lisboa, olhos bem atentos!
É o desejo de todos que a cadelinha chegue a casa sã e salva.
Acho que com isto das amizades falhadas ando com uma crise qualquer de identidade
Eu sei quem sou. Eu sei que tipo de pessoa sou.
Algumas pessoas é que às vezes se esquecem disso.
Algumas pessoas é que às vezes se esquecem disso.
A vida continua
O namorado dela, meu ex amigo, não fala para mim.
Ela bloqueou-me no Facebook e diz que está muito melhor sem mim.
A vida continua. E mais uma vez a vida dá-me uma lição, acho que daqui retiro que não devo tentar investir em relações ou pessoas que não valem a pena.
Devemos estar com quem nos faz bem e nos quer bem. O resto que se lixe.
Ela bloqueou-me no Facebook e diz que está muito melhor sem mim.
A vida continua. E mais uma vez a vida dá-me uma lição, acho que daqui retiro que não devo tentar investir em relações ou pessoas que não valem a pena.
Devemos estar com quem nos faz bem e nos quer bem. O resto que se lixe.
A história desde o início- Saga a "ex amiga"
Eu era uma miúda sem confiança e sem auto-estima. Ela era impopular. Eu e ela começámos a falar, a darmo-nos bem. Éramos amigas e protegiamo-nos uma à outra. Eu fazia os testes dela de matemática e ela os meus trabalhos de educação visual. Ela era uma pessoa problemática, nem sempre consistente, mas eu desculpava-lhe tudo. Eu gostava mesmo dela, mas entretanto ela pôs na cabeça que um namorado dela gostava de mim e que por isso a deixou. Quando não foi nada disso. Eu não tinha nada com ele, nem nunca tive.
Superou-se, tivemos as nossas chatices, mas tudo ia passando. A família dela, impecável, ajudou-me muito quando mais precisei. Ela teve uma filha, pediu-me para ser madrinha da menina, eu claro aceitei. Não correu bem com o pai da menina que era uma besta. Ela precisou de ajuda para entrar na faculdade, eu ajudei, fiz o melhor que podia e felizmente por mérito dela, ela entrou. Ela dizia que se sentia sozinha, que precisava de voltar a amar. E eu que fiz? Apresentei-lhe o MEU MELHOR AMIGO. Uma pessoa pura de coração, honesta, um Homem com H maísculo.
A coisa foi indo. Eu e esse amigo andávamos no mesmo ano na mesma faculdade, pelo que muitas vezes estudávamos juntos. Ela começou a ter ciumes. Começaram a nascer-lhe coisas na cabeça, minhocas que lhe diziam que ele só não estava comigo porque eu namorava há anos com Bomboco.
Eu dizia-lhe que não. Ela fazia cenas de ciumes e chateava-se comigo. Eu dizia-lhe que não tinha nada com que se preocupar. Até que eu o convidei para sair comigo e outros amigos (ela não estava na cidade), e ela passou-se. Que ele não podia sair comigo. Que eu o queria roubar dela. Chamou-me nomes do pior e insultou-me. E eu cansei. E deixei de falar, diziam-me para me afastar que ela não me iria deixar ver a menina e eu assim o fiz. Mas fi-lo com mágoa porque ainda gostava dela e gostava da miúda, que não tinha culpa de nada. Senti que tinha abandonado a minha afilhada e sentia-me culpada.
Por isso, agora que vou casar e iniciar uma fase ainda mais harmoniosa da minha vida, quis tirar este sentimento de culpa de dentro de mim. E enviei-lhe uma mensagem para lhe perguntar se ainda havia espaço na vida delas. Que queria voltar a estar com a menina, e quem sabe se podíamos até a voltar a falar. Que gostava de dar mais uma oportunidade à nossa amizade, pois também tínhamos muitas coisas de bom.
E ela... Bloqueou-me no Facebook e disse para a deixar em paz, que está muito bem sem mim.
E pronto. O defeito é mesmo meu.
PS- O meu amigo também não fala comigo, por imposição dela, que ele não quer aborrecer a menina e não quer estar a causar problemas para ninguém. Eles continuam juntos.
Superou-se, tivemos as nossas chatices, mas tudo ia passando. A família dela, impecável, ajudou-me muito quando mais precisei. Ela teve uma filha, pediu-me para ser madrinha da menina, eu claro aceitei. Não correu bem com o pai da menina que era uma besta. Ela precisou de ajuda para entrar na faculdade, eu ajudei, fiz o melhor que podia e felizmente por mérito dela, ela entrou. Ela dizia que se sentia sozinha, que precisava de voltar a amar. E eu que fiz? Apresentei-lhe o MEU MELHOR AMIGO. Uma pessoa pura de coração, honesta, um Homem com H maísculo.
A coisa foi indo. Eu e esse amigo andávamos no mesmo ano na mesma faculdade, pelo que muitas vezes estudávamos juntos. Ela começou a ter ciumes. Começaram a nascer-lhe coisas na cabeça, minhocas que lhe diziam que ele só não estava comigo porque eu namorava há anos com Bomboco.
Eu dizia-lhe que não. Ela fazia cenas de ciumes e chateava-se comigo. Eu dizia-lhe que não tinha nada com que se preocupar. Até que eu o convidei para sair comigo e outros amigos (ela não estava na cidade), e ela passou-se. Que ele não podia sair comigo. Que eu o queria roubar dela. Chamou-me nomes do pior e insultou-me. E eu cansei. E deixei de falar, diziam-me para me afastar que ela não me iria deixar ver a menina e eu assim o fiz. Mas fi-lo com mágoa porque ainda gostava dela e gostava da miúda, que não tinha culpa de nada. Senti que tinha abandonado a minha afilhada e sentia-me culpada.
Por isso, agora que vou casar e iniciar uma fase ainda mais harmoniosa da minha vida, quis tirar este sentimento de culpa de dentro de mim. E enviei-lhe uma mensagem para lhe perguntar se ainda havia espaço na vida delas. Que queria voltar a estar com a menina, e quem sabe se podíamos até a voltar a falar. Que gostava de dar mais uma oportunidade à nossa amizade, pois também tínhamos muitas coisas de bom.
E ela... Bloqueou-me no Facebook e disse para a deixar em paz, que está muito bem sem mim.
E pronto. O defeito é mesmo meu.
PS- O meu amigo também não fala comigo, por imposição dela, que ele não quer aborrecer a menina e não quer estar a causar problemas para ninguém. Eles continuam juntos.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Mais uma amiga
Por outro lado, tenho outra amiga, da qual já falei aqui no blog, que mora na mesma cidade que eu, estou sempre a convida-la para almoçar, para os meus anos, para lanchar, para jantar, eu sei lá, e ela NUNCA pode. Mas nunca. Eu peço desculpa que sei que as pessoas têm a vida delas, mas acho impossível alguém que nunca pode. Toda a gente pode de vez em quando. E se a pessoa não pode no dia que a outra propôs, quando está livre, procura combinar, coisa que também nunca aconteceu.
Ela tem sempre as viagens com x ou com y, tem sempre que ir ter com não sei quem, tem sempre almoços ou jantares da empresa, tomar conta do irmão, enfim, nunca.
Estou mais tempo com pessoas que moram a 300km de mim do que com ela.
E realmente eu acho que ou se tem vontade de estar com as pessoas ou então não. Mas para isso mais vale dizer directamente. Não deixar a outra pessoa no limbo da amizade.
Prefiro ouvir um não do que ficar na esperança de uma amizade não concretizada, sem saber muito bem com o que posso ou não contar.
Essa era das tais 16 que estavam na lista para o casamento. Provavelmente vai passar a 15.
E com isso, tenho a minha madrinha e mais 3 amigas verdadeiras. E acabou.
Puxa, se calhar o defeito é mesmo meu.
Já tinha pensado nisso, mas agora tenho a certeza.
Ela tem sempre as viagens com x ou com y, tem sempre que ir ter com não sei quem, tem sempre almoços ou jantares da empresa, tomar conta do irmão, enfim, nunca.
Estou mais tempo com pessoas que moram a 300km de mim do que com ela.
E realmente eu acho que ou se tem vontade de estar com as pessoas ou então não. Mas para isso mais vale dizer directamente. Não deixar a outra pessoa no limbo da amizade.
Prefiro ouvir um não do que ficar na esperança de uma amizade não concretizada, sem saber muito bem com o que posso ou não contar.
Essa era das tais 16 que estavam na lista para o casamento. Provavelmente vai passar a 15.
E com isso, tenho a minha madrinha e mais 3 amigas verdadeiras. E acabou.
Puxa, se calhar o defeito é mesmo meu.
Já tinha pensado nisso, mas agora tenho a certeza.
A espera
Já por aqui disse que não tenho o dom de saber esperar. Quando decido alguma coisa, procuro dar seguimento a isso para que as coisas possam efectivamente acontecer.
Ora, eu hoje decidi tentar voltar a falar com uma ex amiga. Mandei-lhe uma mensagem mas ela ainda não me respondeu.
E estou à espera, não sei se ela alguma vez me irá ou não responder, não sei. Mas esta espera dá cabo de mim.
Ora, eu hoje decidi tentar voltar a falar com uma ex amiga. Mandei-lhe uma mensagem mas ela ainda não me respondeu.
E estou à espera, não sei se ela alguma vez me irá ou não responder, não sei. Mas esta espera dá cabo de mim.
Parvoíces nocturnas de Bomboca- cenas de um casamento
Ontem à noite estava com dificuldade em adormecer.
Então, como sempre acontece nestas ocasiões, pus-me a pensar em parvoíces. E a verdade é que efectivamente, se os meus primos de terceiro grau e respectivos filhos não forem ao meu casamento, que é o mais provável, terei 16 pessoas da minha parte no meu casamento. 16. Com amigos e família incluídos.
E pus-me a pensar que realmente sempre estive muito sozinha, e chorei feita parva.
E percebi que o que mais quero na vida não é uma promoção ou um aumento, ou até emagrecer. Quero uma família grande e feliz. Coisa que nunca tive.
Entretanto também pensei na vida e decidi dar um passo para a reconciliação com uma amiga de longa data com a qual não falo há pelo menos 2 anos, devido a uma chatice no passado. Não sei se ela me vai responder.
Mas ao menos estou com a consciência tranquila e sei que tentei.
Então, como sempre acontece nestas ocasiões, pus-me a pensar em parvoíces. E a verdade é que efectivamente, se os meus primos de terceiro grau e respectivos filhos não forem ao meu casamento, que é o mais provável, terei 16 pessoas da minha parte no meu casamento. 16. Com amigos e família incluídos.
E pus-me a pensar que realmente sempre estive muito sozinha, e chorei feita parva.
E percebi que o que mais quero na vida não é uma promoção ou um aumento, ou até emagrecer. Quero uma família grande e feliz. Coisa que nunca tive.
Entretanto também pensei na vida e decidi dar um passo para a reconciliação com uma amiga de longa data com a qual não falo há pelo menos 2 anos, devido a uma chatice no passado. Não sei se ela me vai responder.
Mas ao menos estou com a consciência tranquila e sei que tentei.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Dúvidas parvas que me assolam
Porque é que um casal em que um dos membros é de origem asiática e o outro não, tem sempre filhos com traços asiáticos? Não me lembro de ver filhos destes casais em que eles não sejam asiáticos.
Assim de repente lembro-me do programa que passa no TLC- Jon and Kate plus 8, e nenhum dos oito filhos é parecido com ela (ela é branquinha, de olhos claros e cabelo claro, o Jon é mais moreno e de ascendência coreana). 0 em 8 filhos são parecidos com ela. Zero.
Conheço também uma rapariga chinesa que casou com um rapaz da minha zona, ele é moreno de olhos claros, ela branquinha de olhos e cabelo escuro. E a filha deles é parecida com... A mãe, claro.
Conheço também um rapaz chinês casado com uma rapariga loira de olhos verdes, tiveram também uma menina, e mais uma vez a miúda é parecida com o pai e não tem absolutamente nada da mãe.
Chamem-me egoísta ou convencida, mas fogo, um dos meus maiores sonhos é ter uma menina que seja a minha cara chapada, acho que iria rebentar de orgulho (e vaidade, claro).
Assim de repente lembro-me do programa que passa no TLC- Jon and Kate plus 8, e nenhum dos oito filhos é parecido com ela (ela é branquinha, de olhos claros e cabelo claro, o Jon é mais moreno e de ascendência coreana). 0 em 8 filhos são parecidos com ela. Zero.
Conheço também uma rapariga chinesa que casou com um rapaz da minha zona, ele é moreno de olhos claros, ela branquinha de olhos e cabelo escuro. E a filha deles é parecida com... A mãe, claro.
Conheço também um rapaz chinês casado com uma rapariga loira de olhos verdes, tiveram também uma menina, e mais uma vez a miúda é parecida com o pai e não tem absolutamente nada da mãe.
Chamem-me egoísta ou convencida, mas fogo, um dos meus maiores sonhos é ter uma menina que seja a minha cara chapada, acho que iria rebentar de orgulho (e vaidade, claro).
Cada um anda como quer
Mas confesso que quando vi na rua, hoje de manhã, uma senhora já muito grávida, e consequentemente com as mamas muito grandes, com um vestido curtinho e um decote em V quase até ao umbigo, confesso que até senti um pouco de vergonha.
A Bomboca e o emagrecimento
Para já, volvida uma semana e meia de exercício físico quase diário, não creio ainda ter perdido nenhum quilo, mas sinto-me menos inchada.
Não obstante, já enfardei um cachorro e um pacote pequenino de M&Ms agora ao almoço, só por causa das coisas.
Não obstante, já enfardei um cachorro e um pacote pequenino de M&Ms agora ao almoço, só por causa das coisas.
O desmemoriado, a Maria Luís e as cunhas
Gosto muito da expressão que os brasileiros utilizam para quem perde a memória. Neste caso, convenientemente.
Ah, esperem, já voltou! Isto é rápido, hein? Será que andou a tomar centrum? Pois o novo secretário de Estado do Tesouro quase nem ainda assumiu as suas funções e já está envolto em polémica, devido às suas fracas capacidades de memória. Mas entretanto o senhor já veio dizer que afinal se lembra- aqui.
Ora, eu não percebo como é que uma pessoa que diz não se lembrar de um acontecimento passado, lembra-se entretanto com uma rapidez impressionante. Não percebo ainda mais o facto de uma pessoa que está de alguma forma envolvida em contratos que foram ruinosos para o Estado português, venha agora ocupar um cargo com tal grau de responsabilidade, precisamente do outro lado da barricada. Que garantias é que este senhor dá?
Adicionalmente, a senhora Maria Luís, nomeia para a Refer um gestor que em funções na Egrep, não fiscalizou os tais contratos swap. Que maravilha! Deve ser competentíssimo! Arranjar melhor seria certamente impossível.
E eu penso: esta gente anda toda louca, cega, surda, ou sou eu que estou errada? Provavelmente sou. Então a senhora ministra Maria Luís, depois de toda a polémica que surgiu da sua própria nomeação, nomeia estas duas jarras para cargos de suma importância? Mas perdeu tudo o juízo? E mais, quem deixou a senhora fazer este tipo de nomeações??
Portugal, o país da impunidade, das cunhas e dos amiguinhos.
Nota de reflexão: Se a Maria Luís tem este talento todo para nomear pessoas, gostava era de a ver a escolher um outefite para um casamento, deve ser coisa linda de se ver, visto que já toda a gente percebeu que a senhora faz as escolhas sempre ao lado.
Ah, esperem, já voltou! Isto é rápido, hein? Será que andou a tomar centrum? Pois o novo secretário de Estado do Tesouro quase nem ainda assumiu as suas funções e já está envolto em polémica, devido às suas fracas capacidades de memória. Mas entretanto o senhor já veio dizer que afinal se lembra- aqui.
Ora, eu não percebo como é que uma pessoa que diz não se lembrar de um acontecimento passado, lembra-se entretanto com uma rapidez impressionante. Não percebo ainda mais o facto de uma pessoa que está de alguma forma envolvida em contratos que foram ruinosos para o Estado português, venha agora ocupar um cargo com tal grau de responsabilidade, precisamente do outro lado da barricada. Que garantias é que este senhor dá?
Adicionalmente, a senhora Maria Luís, nomeia para a Refer um gestor que em funções na Egrep, não fiscalizou os tais contratos swap. Que maravilha! Deve ser competentíssimo! Arranjar melhor seria certamente impossível.
E eu penso: esta gente anda toda louca, cega, surda, ou sou eu que estou errada? Provavelmente sou. Então a senhora ministra Maria Luís, depois de toda a polémica que surgiu da sua própria nomeação, nomeia estas duas jarras para cargos de suma importância? Mas perdeu tudo o juízo? E mais, quem deixou a senhora fazer este tipo de nomeações??
Portugal, o país da impunidade, das cunhas e dos amiguinhos.
Nota de reflexão: Se a Maria Luís tem este talento todo para nomear pessoas, gostava era de a ver a escolher um outefite para um casamento, deve ser coisa linda de se ver, visto que já toda a gente percebeu que a senhora faz as escolhas sempre ao lado.
Estamos em Agosto?
O tempo aqui pelo norte está um cócó. Eu avisei. Andava tudo com afrontamentos nos dias de muito calor, que não se podia estar, etc e tal, e aqui a Bomboca a defender o calor com unhas e dentes, que o tempo em Agosto não ia estar nada de jeito. Eu avisei.
Depois, não percebo o trânsito que ainda está na cidade, o movimento mantém-se desde há 3 semanas para cá. Parece que ainda está mais difícil estacionar do que habitualmente.
Pensava eu que iria ter pouco trabalho por esta altura... Para já não me posso queixar muito, mas ainda assim, há mais trabalho do que eu pensava.
Este pessoal não foi de férias??
Ide todos de férias, sim?
Depois, não percebo o trânsito que ainda está na cidade, o movimento mantém-se desde há 3 semanas para cá. Parece que ainda está mais difícil estacionar do que habitualmente.
Pensava eu que iria ter pouco trabalho por esta altura... Para já não me posso queixar muito, mas ainda assim, há mais trabalho do que eu pensava.
Este pessoal não foi de férias??
Ide todos de férias, sim?
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Síndrome de roupa de pobre
Eu tenho aquilo a que chamo de síndrome de roupa de pobre. Não, não é mais uma piada sobre brincar aos pobrezinhos, até porque é enjoativo brincar sempre ao mesmo, e eu gostava era de brincar aos ricos. Adiante. O síndrome de roupa de pobre manifesta-se no meu comportamento da seguinte forma: como não fui habituada a ter roupa nova e gira com frequência (aliás, não me lembro de ter roupa nova e gira sem ser eu a comprar- na infância andava sempre de fato de treino, e só comecei a ter roupa gira a partir praí dos 15 anos, altura em que eu já comprava a minha roupa com o dinheiro que ia juntando e, pouco depois, com o dinheiro do fruto do meu trabalho), quando tenho uma peça de roupa de que gosto mesmo mesmo mesmo, uso-a o menos possível. É estranho, eu sei, mas tenho sempre receio de estragar aquela peça que tanto me custou a comprar e que, independentemente, do preço que paguei por ela, representa um grande valor para mim.
Bem sei que é parvoíce, mas vesti os meus dois vestidos favoritos apenas por uma vez cada.
Enfim, traumas de pobre.
Bem sei que é parvoíce, mas vesti os meus dois vestidos favoritos apenas por uma vez cada.
Enfim, traumas de pobre.
Os novos nomes de bebés
Desde há uns tempos para cá, os portugueses decidiram adoptar nomes de origem pouco comum para as suas crianças.
É a multiplicação das Íris, Nicoles, Jessicas, Laras, Luanas, Rogers, Danilos e afins.
A sério, onde é que vão buscar esses nomes e melhor, quem é que vos disse que era uma boa ideia?
Juro que nem sei se vejo mais uma criancinha com um nome desses à minha frente.
Acham que a vossa Íris Nicole vai ser o Nobel da Literatura daqui a 30 anos?
Não combina pois não? Repensem lá isso.
E esquecer um bocadinho a moda e os looks e o caralhinho, e aprender a falar, não?
Resolvi ver este excitante vídeo de uma fulana a explicar o que podemos comprar nos saldos.
Vejam. Mesmo que não possam ir às compras, como eu, ao menos vêem esta tipa que não lhe fazia nada mal aprender primeiro a falar português, e só depois então a dobrar camisolas.
http://www.jn.pt/live/Programas/default.aspx?content_id=3355557&seccao=moda
Vejam. Mesmo que não possam ir às compras, como eu, ao menos vêem esta tipa que não lhe fazia nada mal aprender primeiro a falar português, e só depois então a dobrar camisolas.
http://www.jn.pt/live/Programas/default.aspx?content_id=3355557&seccao=moda
Regra de ouro da minha vida
Quanto mais cansada e fodida dos pés estou, mais longe arranjo lugar para estacionar.
Não posso com uma gata pelo rabo
Um fim-de-semana recheado. Concertos, um casamento, exercício físico...
Arre, ao menos não me posso queixar de tédio!
Arre, ao menos não me posso queixar de tédio!
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
O voluntariadozinho de bardamerda
Há gente que não tem mesmo noção de si própria. Gente que enche a boca para dizer coisas positivas a seu respeito, que ajuda muito, que faz muito, elas são sempre o exemplo da suma santidade. É Deus nosso senhor no céu e elas na Terra.
Ontem, ligou-me uma dessas pessoas, queixando-se que um cão apareceu nas imediações do seu bairro, podendo estar perdido ou abandonado. Disse-me para ir lá buscar o cão. Expliquei à dita pessoa que por motivos pessoais e profissionais não podia lá ir aquela hora, mas pedi-lhe para se possível alimentar e dar água ao cão, e mandar-me uma foto para ajudar a divulgar, não fosse o caso de o bicho estar apenas perdido, e não ter sido abandonado. Acham que o fez? Nada disso. Começou a arranjar desculpas e mais desculpas, que isto, que aquilo, e eu encolhi os ombros e contactei com outras pessoas de forma a saber se podiam lá ir visto que eu não podia, dado que me passaram a batata quente para a mão.
Mas a dita pessoa, que não podia dar água ou alimento ao cão, foi célere no insulto gratuito e fácil no meu facebook pessoal. Diz tal pessoa que Deus tenha piedade de mim, pois todo o mal me pode agora vir visto que abandonei à sua sorte um ser vivo, e que eu não tenho respeito nenhum pelos seres vivos.
Olha, foda-se, sim??
As pessoas gostam muito de dizer que fazem e acontecem, mas daí a fazer mesmo vai um grande passo, é muito chato, dá trabalho, mais giro é esperar que os outros resolvam os problemas e depois dizer que foi próprio, que ajudou com tudo.
Pessoas dessas podem ir à bardamerda, que não tenho estômago para isso.
Ontem, ligou-me uma dessas pessoas, queixando-se que um cão apareceu nas imediações do seu bairro, podendo estar perdido ou abandonado. Disse-me para ir lá buscar o cão. Expliquei à dita pessoa que por motivos pessoais e profissionais não podia lá ir aquela hora, mas pedi-lhe para se possível alimentar e dar água ao cão, e mandar-me uma foto para ajudar a divulgar, não fosse o caso de o bicho estar apenas perdido, e não ter sido abandonado. Acham que o fez? Nada disso. Começou a arranjar desculpas e mais desculpas, que isto, que aquilo, e eu encolhi os ombros e contactei com outras pessoas de forma a saber se podiam lá ir visto que eu não podia, dado que me passaram a batata quente para a mão.
Mas a dita pessoa, que não podia dar água ou alimento ao cão, foi célere no insulto gratuito e fácil no meu facebook pessoal. Diz tal pessoa que Deus tenha piedade de mim, pois todo o mal me pode agora vir visto que abandonei à sua sorte um ser vivo, e que eu não tenho respeito nenhum pelos seres vivos.
Olha, foda-se, sim??
As pessoas gostam muito de dizer que fazem e acontecem, mas daí a fazer mesmo vai um grande passo, é muito chato, dá trabalho, mais giro é esperar que os outros resolvam os problemas e depois dizer que foi próprio, que ajudou com tudo.
Pessoas dessas podem ir à bardamerda, que não tenho estômago para isso.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Mais um post sobre futilidades- a nova colecção
Apesar de estarmos ainda a começar o mês das férias por excelência, as marcas já apostam forte na nova colecção Outono/ Inverno. Ontem resolvi dar uma volta por algumas lojas para perceber como estava a nova colecção.
A Zara mostra-nos uma colecção com muitas aplicações (o que para pessoas como eu é terrível, porque adoro aqueles tops exagerados e com brilhos, etc.), tecidos muito leves e fluídos mas também um pouco mais caros do que o habitual. Vi muitos laranjas, azul escuro, branco, preto e vermelho. Não obstante, creio que em algumas peças o design não foi bem conseguido, uma vez que tanto eu como outras clientes que pude observar nos provadores, se mostravam descontentes com a forma com que algumas roupas assentavam. Efectivamente, as camisolas e tops estão excessivamente justos no busto. Visto normalmente o L ou M da Zara e existiram várias peças XL que não me passavam pelo peito.
A Zara parece que decidiu ignorar as mulheres de mamas grandes, pelo menos para já. Fiquei com pena, que vi lá uma ou outra coisa bonita, mas pronto, é da maneira que também não gasto dinheiro.
A H&M dedicou uma boa parte da loja a roupa mais formal/clássica, onde se multiplicam os blasers de cor escura, como preto, cinzento, roxo, azul escuro. As camisas básicas também têm grande presença, bem como os vestidos. Apaixonei-me por um vestido preto, mas era caro e olhem, nicles.
Na parte mais casual, as gangas dominam, bem como t-shirts estampadas, camisolas compridas e largas e leggins.
Já a Mango surpreendeu-me pela positiva, há algum tempo que já não gostava tanto de um avanço de temporada da Mango como gosto deste. Os vestidos são como sempre o ponto forte desta marca, que consegue deslumbrar com vestidos de bom corte, variados em cor e modelo. Igualmente bem conseguida está a secção de tops e camisolas, os peplums ainda marcam presença, mas existem alternativas muito boas. As calças com elástico estão também no topo das preferências, estas últimas da Mango, assentando bem melhor do que as da Zara, e com melhores materiais.
O problema da Mango é que tem um design tendencialmente justo, as peças não são largas, e por isso normalmente a tendência é para que as pessoas vistam talvez um número acima do seu. No entanto, a marca ainda não interiorizou isso, e para além do design justo, apenas envia 1 ou 2 unidades dos tamanhos maiores para cada loja, justamente os tamanhos mais procurados (L e XL), e estes voam à velocidade da luz. Eu própria às vezes comento com as funcionárias da Mango, que não gosto de ir à Mango porque já sei que se me apaixonar por uma peça, normalmente não a encontro no meu tamanho.
Nos últimos tempos tenho deixado de gostar tanto da Massimo Dutti, talvez porque a minha carteira diminuiu, é uma verdade, mas não me tem conseguido surpreender. A Bimba e Lola tem artigos sempre muito bons, com especial destaque para as carteiras.
E vocês, já deram uma vista de olhos na nova colecção? O que acharam?
A Zara mostra-nos uma colecção com muitas aplicações (o que para pessoas como eu é terrível, porque adoro aqueles tops exagerados e com brilhos, etc.), tecidos muito leves e fluídos mas também um pouco mais caros do que o habitual. Vi muitos laranjas, azul escuro, branco, preto e vermelho. Não obstante, creio que em algumas peças o design não foi bem conseguido, uma vez que tanto eu como outras clientes que pude observar nos provadores, se mostravam descontentes com a forma com que algumas roupas assentavam. Efectivamente, as camisolas e tops estão excessivamente justos no busto. Visto normalmente o L ou M da Zara e existiram várias peças XL que não me passavam pelo peito.
A Zara parece que decidiu ignorar as mulheres de mamas grandes, pelo menos para já. Fiquei com pena, que vi lá uma ou outra coisa bonita, mas pronto, é da maneira que também não gasto dinheiro.
A H&M dedicou uma boa parte da loja a roupa mais formal/clássica, onde se multiplicam os blasers de cor escura, como preto, cinzento, roxo, azul escuro. As camisas básicas também têm grande presença, bem como os vestidos. Apaixonei-me por um vestido preto, mas era caro e olhem, nicles.
Na parte mais casual, as gangas dominam, bem como t-shirts estampadas, camisolas compridas e largas e leggins.
Já a Mango surpreendeu-me pela positiva, há algum tempo que já não gostava tanto de um avanço de temporada da Mango como gosto deste. Os vestidos são como sempre o ponto forte desta marca, que consegue deslumbrar com vestidos de bom corte, variados em cor e modelo. Igualmente bem conseguida está a secção de tops e camisolas, os peplums ainda marcam presença, mas existem alternativas muito boas. As calças com elástico estão também no topo das preferências, estas últimas da Mango, assentando bem melhor do que as da Zara, e com melhores materiais.
O problema da Mango é que tem um design tendencialmente justo, as peças não são largas, e por isso normalmente a tendência é para que as pessoas vistam talvez um número acima do seu. No entanto, a marca ainda não interiorizou isso, e para além do design justo, apenas envia 1 ou 2 unidades dos tamanhos maiores para cada loja, justamente os tamanhos mais procurados (L e XL), e estes voam à velocidade da luz. Eu própria às vezes comento com as funcionárias da Mango, que não gosto de ir à Mango porque já sei que se me apaixonar por uma peça, normalmente não a encontro no meu tamanho.
Nos últimos tempos tenho deixado de gostar tanto da Massimo Dutti, talvez porque a minha carteira diminuiu, é uma verdade, mas não me tem conseguido surpreender. A Bimba e Lola tem artigos sempre muito bons, com especial destaque para as carteiras.
E vocês, já deram uma vista de olhos na nova colecção? O que acharam?
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