Até em Zurique. Diz que a Oprah Winfrey foi mal atendida numa loja de marca.
A fulana que a estava a atender não lhe quis mostrar uma carteira que, segundo a imberbe funcionária, era demasiado cara para ela. Para além da idiotice e de não conhecer a Oprah (como é possível!!), é mais um acto de falta de educação, falta de cortesia, de tudo. Infelizmente estas situações continuam a acontecer. As funcionárias de algumas lojas estão cheias de si mesmas, acham que estão acima das marcas que representam, acima do bom senso e da educação. Neste caso, a funcionária achou que por uma mulher ser preta, não deveria ter dinheiro para comprar aquela carteira. Já me aconteceu e já por aqui relatei, que um dia em que fui à Massimo Dutti de fato de treino, fui atendida como se me tratasse de uma meliante.
A hipocrisia, as aparências, a falta de cuidado para com o outro reinam mesmo no atendimento ao público. Nenhuma marca, por melhor que seja, está imune a pessoas mal formadas.
7 comentários:
Há muitos anos, andava eu na faculdade, tive que fazer um pequeno trabalho para História das Mentalidades. Então fui à Casa Africana e à Loja das Meias, duas lojas chiques de Lisboa (nos tempos áureos). Num dia fui assim para o mal vestida e fui, CLARO, mal atendida. No dia seguinte fui assim para o bem vestida e fui, CLARO, bem atendida. Mas o gostinho final foi dizer na cara das funcionárias - que não me reconheceram - o que pensava delas e das lojas!
Mas ainda há dias quase mandei uma funcionária da Sephora para a 'RDA'. Obviamente não mandei mas disse "não gostei do seu olhar de alto a baixo, portanto esqueça o meu pedido porque eu vou gastar o meu dinheiro na Douglas!"
I'm a very bad cat! :-)
Hoje em dia as pessoas regem -se pelas aparências ,o que muitas vezes enganam! E depois é que se vê gente estúpida no atendimento...
vagueios-devaneios.blogspot.com
Podes não ser das blogers mais famosas (ainda!)... mas é por textos como este que leio o teu blog quase diariamente e gosto imenso do que escreves!
Continua pf! É um prazer ler estes textos e ir-me identificando com boa parte.
Há uns anos também fui vítima dessa má formação na mesma loja que tu e nem ia de fato-de-treino, ia de jeans e sapatilhas. Mandei uma tirada à funcionária e fui gastar o meu dinheiro na loja ao lado. Enfim, há funcionários que passam a assumir que a loja lhes pertence e que podem tratar os clientes como bem lhes apetece.
Altamente. Já parece o pretty woman
Já aconteceu com todos nós, infelizmente. E não precisamos ser negros. O que a Oprah (que depressa tira a carta do racismo da manga) quis dizer é que foi descriminada. Pela cor, pode ser, mas se não fosse pela cor seria por outra coisa qualquer, por ser mulher, por estar mal vestida, por ser baixa, etc. Somos descriminados infelizmente. Existem pessoas cujo cérebro não evolui, outras que o herdam já afectado, coitadinhas.
A mim aconteceu-me o mesmo numa loja de roupa na baixa de lisboa faz mais de 10 anos e não esqueço. Aquilo estava às moscas, tive pena das funcionárias que ali estavam de pé a olhar através da loja as pessoas a passar na rua a ver se alguém entrava para lhes comprar alguma coisa e depois de passar pela entrada recuei e entrei, porque sabia que as duas mulheres atrás de mim e que diziam que não iam entrar ao me verem avançar iam fazer o mesmo.
Atenderam-me olhando-me de baixo para cima, seguiram-me pela loja praticamente grudadas em mim e quando estava no provedor a experimentar a roupa, coloquei em cima da trave da cortina (não havia mais nada) a camisola que queria comprar e ainda ia experimentar e nesse instante vejo-a a ser puxada. Quando saí do provedor já tinha sido arrumada. Enquanto isso ouvia a outra mulher a desfazer-se em simpatias, afabilidade e explicações às duas mulheres mais idosas que eu levei para dentro da loja ao entrar.
Saí sem nada dizer a esse respeito. Sem levar a camisola que queria comprar fazia muito tempo. E só o ia fazer ali para ajudar o comércio local, as mulheres com olhar que parecia implorar por clientes. Mas estas pessoas não perceberam a educação com que entrei na loja, com que me dirigi a elas. Viram a aparência apenas, trataram-me como se fosse roubar as roupas. Enfim, julgaram-me à sua semelhança.
E saí dali sem nada lhes apontar e contente por me afastar. Àquela loja nunca mais ia regressar. Afastei-me, nada disse, tive vontade e estive quase para o fazer tal e qual uma Julia Roberts em Pretty Woman. Mas afastei-me sentindo dó daquelas duas tristes e sabendo que a vida ainda lhes reservava ensinar umas boas lições.
Boa gata! Devia ser mais como tu :D
As pessoas que estão no atendimento esquecem que desempenhar bem a sua função é receber bem o cliente. Só isso. E não custa nada. Porque se fores uma pessoa bem educada e formada, és-o sempre.
Acho que o mal de muita gente é não gostar do que faz, achando que merecem e deviam fazer outra coisa, receber mais dinheiro. São maus trabalhadores onde quer que estejam, porque acham sempre que deviam ser ricos sem fazer porra alguma e sem terem humildade e educação.
No caso da empregada que atendeu Ophra, desconfio que ela sente que tem o rei na barriga e como tal se imagina no direito de ser ela a entrar naquelas lojas e a comprar aqueles produtos. Porque merece, porque é fina, porque tem todos os requisitos necessários, sabe movimentar-se no ambiente da alta sociedade (só porque lhes vende malas), sabe relacionar-se com essas pessoas, e pronto: sobe-lhe à cabeça as manias.
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