quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O que algumas marcas ainda não perceberam- a importância do serviço pós-venda

Algumas marcas ainda não perceberam exactamente que o serviço pós-venda assume uma crescente importância numa era onde a maior parte das compras são pensadas e reflectidas. As compras por impulso assumem uma percentagem cada vez menor.
As pessoas procuram fazer compras significantes, não há dinheiro para andar por aí a gastar em compras infundadas e coisas que se revelam pouco necessárias. Assim sendo, muitos consumidores pensam o processo de compra incluindo os serviços pós-venda que as marcas oferecem.
E acreditem, há muitas que ainda não perceberam que não podem simplesmente desleixar-se nesta área. Exemplo: Tanto na Zara como na H&M, já me aconteceu comprar uma peça de roupa e, depois de apenas uma utilização, ou antes mesmo, reparo que a peça está descosida ou rota. Ao deslocar-me a ambas as lojas, a resposta foi pronta e similar: ao analisarem a peça, procederam à respectiva troca ou reembolso do dinheiro no momento. Sem qualquer problema, desculpando-se pelo defeito da peça e incómodo causado. Claro que saí satisfeita em ambas as ocasiões.
Acontece que fez hoje precisamente uma semana, que reparei que estava a ter o mesmo problema mas com umas calças da Mango. Vesti-as uma vez, e qual não é o meu espanto, quando reparo que estão rotas num bolso. Desloco-me nesse mesmo momento à loja, com o talão de compra e a etiqueta das mesmas, e explico o sucedido. A funcionária que me atende diz-me que sim senhora, mas que não pode resolver nada naquele momento, que eu tenho de deixar as calças na loja, e posteriormente uma supervisora irá decidir o que vai acontecer com as calças. Pergunto, já pouco agradada com a situação, quanto tempo irá demorar essa análise. A funcionária diz-me que poucos dias, menos do que uma semana. Engraçado, até agora não me disseram absolutamente nada. Uma situação de defeito nunca me tinha acontecido com uma peça da Mango, mas agora que aconteceu, não posso estar mais desagradada com o tratamento da peça defeituosa. O serviço pós-venda não se compara à rapidez e eficiência de outras marcas similares de roupa. Para não dizer que efectivamente o dinheiro das calças já foi gasto, e não tenho o uso fruto das mesmas, nem o dinheiro que já paguei. Em suma, não tenho nada, nem sei quando é que a tal senhora supervisora irá decidir a situação das minhas calças, claro, que a senhora tem muito que fazer, o que interessam umas calças de uma cliente!
Não posso mesmo estar mais desagradada com esta situação. Estou muito aborrecida, não estava à espera deste tratamento, pois o serviço pós-venda de outras marcas é de tal forma superior, que não tinha esta expectativa. Agora, estou a ver que terei de me chatear com as senhoras da Mango, as funcionárias claro, não devem ter culpa desta "política de pós-venda", mas certamente eu também não, e não vou ficar sem dinheiro e sem calças.
No futuro, certamente irei pensar duas vezes antes de comprar alguma coisa da Mango, pois de facto gosto muito da roupa, mas acaba por abarcar um risco maior, caso haja o azar de a peça apresentar um defeito.

3 comentários:

Veruska disse...

Agora imagina acontecer uma coisa do género na Lanidor.

Há uns 3 anos comprei lá um vestido que estava "cortado". Só o detetei em casa.

Voltei à loja e a única coisa que se podia fazer era apertá-lo de lado (para fazer desaparecer o corte) pagando eu o arranjo.

Lanidor, bye bye...

S* disse...

Se tu pagas por algo, esse algo tem de garantir o mínimo de qualidade!

GATA disse...

Bem, se eu tivesse que deixar as calças, queria um comprovativo de tal, não deixava sem mais nem menos.

Por causa dessas atitudes é que eu não compro nada na OYSHO. Uma vez ofereceram-me uma prenda, eu precisei de trocar o tamanho e foi quase a Terceira Guerra Mundial. E só não escrevi no Livro de Reclamações porque a gerente fez tudo para eu não o fazer, até me deu uma vale, que eu rasguei assim que sai da loja!