Estava eu a chegar a casa, com o meu bebé no seu carrinho, carteira, poortátil e uma saca. Chave na porta do prédio, pegar no carrinho, sempre com a ginástica a que já me habituei. Encostadas a uma das paredes ao lado da porta do prédio, estavam as duas empregadas de limpeza que fazem a limpeza das áreas comuns do edifício. Abriram-me a porta? Perguntaram-me se precisava de ajuda? Nada de nada.
Eu estou habituada, felizmente não preciso de ajuda para esta tarefa. Mas podia ser que alguém, noutra situação, precisasse. Mas as senhoras nada, lá estavam elas na sua converseta sobre "A Única Mulher". Muito mais importante.
Se as senhoras me perguntassem se eu precisava de ajuda, eu iria certamente dizer que não (talvez para me abrirem a porta teria dado jeito). Não é o efectivamente precisar de ajuda, porque como disse, felizmente, não preciso, trata-se sim do gesto, do cuidado, da atenção para com os outros.
Realmente a elegância quando nasce, não é para todos.
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Toda a verdade sobre os empregados de café/snack bar/restaurante ranhoso
Eles acham-se superiores a todas as outras pessoas, não acham?
Ainda não conheci um, UM, que tivesse um comportamento adequado, normal, correcto.
Estão constantemente a mandar piadinhas (sem graça nenhuma), a fazer observações inadequadas e às vezes mesmo grosseiras. A polidez não costuma ser o forte da maior parte das pessoas desta categoria profissional com quem já me cruzei.
A típica piado do "queria, já não quer?"... confesso que não tenho paciência.
Quando estava grávida, já em final de tempo, ouvi um elegante "a menina daqui a nada rebenta, veja lá se consegue passar na porta".
Noutro dia, ao almoçar numa esplanada, o empregado dirigiu-se a mim como "o que vai ser jeitosa?". Epa... Fiquei logo com vontade de me ir embora.
Hoje, ao ir buscar pão num café, pedi dois pães normais "escurinhos". Ao que a senhora do café me diz "não! Não são escurinhos, são tostadinhos"? Eu ri-me e perguntei qual era a diferença. A senhora diz-me que fazia toda a diferença... Eu encolhi os ombros, não vale a pena.
Outros dirigem-se a mim com um aceno de cabeça, ou, na loucura com um "faz favor". E bom dia? Paga imposto?
Numa outra ocasião, um funcionário, procurando chamar-me, fazia "pssst, pssst". Não olhei, foram outros clientes que me alertaram.
A sério, o que se passa com esta categoria profissional? Porque é que, invariavelmente, eles acham que nos estão a fazer um favor?
Todos os meus amigos e conhecidos sentem o mesmo, que o mau atendimento grassa por este Portugal fora. Portanto, o problema não deve ser só meu...
Estão constantemente a mandar piadinhas (sem graça nenhuma), a fazer observações inadequadas e às vezes mesmo grosseiras. A polidez não costuma ser o forte da maior parte das pessoas desta categoria profissional com quem já me cruzei.
A típica piado do "queria, já não quer?"... confesso que não tenho paciência.
Quando estava grávida, já em final de tempo, ouvi um elegante "a menina daqui a nada rebenta, veja lá se consegue passar na porta".
Noutro dia, ao almoçar numa esplanada, o empregado dirigiu-se a mim como "o que vai ser jeitosa?". Epa... Fiquei logo com vontade de me ir embora.
Hoje, ao ir buscar pão num café, pedi dois pães normais "escurinhos". Ao que a senhora do café me diz "não! Não são escurinhos, são tostadinhos"? Eu ri-me e perguntei qual era a diferença. A senhora diz-me que fazia toda a diferença... Eu encolhi os ombros, não vale a pena.
Outros dirigem-se a mim com um aceno de cabeça, ou, na loucura com um "faz favor". E bom dia? Paga imposto?
Numa outra ocasião, um funcionário, procurando chamar-me, fazia "pssst, pssst". Não olhei, foram outros clientes que me alertaram.
A sério, o que se passa com esta categoria profissional? Porque é que, invariavelmente, eles acham que nos estão a fazer um favor?
Todos os meus amigos e conhecidos sentem o mesmo, que o mau atendimento grassa por este Portugal fora. Portanto, o problema não deve ser só meu...
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
A verdadeira elegância
Não está na roupa ou acessórios de marca.
Não está numa conta bancária recheada ou num bom carro.
Nem sequer está na nosssa rede de relações.
A verdadeira elegância ou se tem, ou não se tem. É ensinada e cultivada ao longo do tempo.
É deixar uma senhora passar primeiro, por exemplo. É abrir-lhe a porta, é ter cuidado com os mais novos e os mais velhos (sim, referência a Paulo Portas), é preocupar-se com o bem estar dos que estão ao seu redor.
É uma forma de ser e de estar.
Eu cresci rodeada de brejeirice, de mau gosto e maus modos. Mas adoptei a elegância como parte de mim, e farei questão de a ensinar ao meu filho, pois um homem elegante não tem preço.
Não está numa conta bancária recheada ou num bom carro.
Nem sequer está na nosssa rede de relações.
A verdadeira elegância ou se tem, ou não se tem. É ensinada e cultivada ao longo do tempo.
É deixar uma senhora passar primeiro, por exemplo. É abrir-lhe a porta, é ter cuidado com os mais novos e os mais velhos (sim, referência a Paulo Portas), é preocupar-se com o bem estar dos que estão ao seu redor.
É uma forma de ser e de estar.
Eu cresci rodeada de brejeirice, de mau gosto e maus modos. Mas adoptei a elegância como parte de mim, e farei questão de a ensinar ao meu filho, pois um homem elegante não tem preço.
terça-feira, 22 de setembro de 2015
Não sei se isto é castigo, se é merecido, se é injusto... Não sei. Sei que é triste
Soube de uma história que nem sei como classificar. Só sei que é triste.
Disse-me uma amiga minha, que uma amiga dela, está a passar um mau bocado. Ao que parece, essa rapariga engravidou há uns tempos e fez um aborto (já legal). Na altura, o já marido dela discordou do aborto, queria manter o bebé, mas ela foi irredutível. Ainda que ambos trabalhassem, ela estava a atravessar um momento especialmente bom na carreira, e não quis por em perigo a sua progressão profissional, em virtude de uma gravidez não planeada. Ele não concordou, até se chegaram a separar pois o aborto foi mesmo para a frente, mas voltaram a ficar juntos.
Anos depois, eles decidiram ter filhos, desta vez planeados, visto que a carreira estava já estabilizada, mas infelizmente, já estão a tentar há cerca de 3 anos e ainda não conseguiram.
Não sei bem o que pensar. Claro que uma mulher pode e deve decidir o momento em que quer engravidar, mas... Até que ponto não terá sido egoísta não prosseguir com a gravidez naquela altura? Não sei. Não sei mesmo. É um assunto muito delicado. Importa referir que ela agora tem 38 anos, e tinha 32 quando fez o aborto, ou seja, não era propriamente "novinha". Será que não arriscou demais, confiando em demasia na sua própria fertilidade, não pensando que poderia ser mais difícil engravidar à medida que os anos passavam?
Não sei.
Sei que, sobretudo agora que sou mãe, dificilmente teria tomado a mesma decisão. Não a posso criticar, mas também não posso dizer que ela esteve certa.
Sei que é a história é toda muito triste.
E vocês? O que pensam? O que fariam?
Disse-me uma amiga minha, que uma amiga dela, está a passar um mau bocado. Ao que parece, essa rapariga engravidou há uns tempos e fez um aborto (já legal). Na altura, o já marido dela discordou do aborto, queria manter o bebé, mas ela foi irredutível. Ainda que ambos trabalhassem, ela estava a atravessar um momento especialmente bom na carreira, e não quis por em perigo a sua progressão profissional, em virtude de uma gravidez não planeada. Ele não concordou, até se chegaram a separar pois o aborto foi mesmo para a frente, mas voltaram a ficar juntos.
Anos depois, eles decidiram ter filhos, desta vez planeados, visto que a carreira estava já estabilizada, mas infelizmente, já estão a tentar há cerca de 3 anos e ainda não conseguiram.
Não sei bem o que pensar. Claro que uma mulher pode e deve decidir o momento em que quer engravidar, mas... Até que ponto não terá sido egoísta não prosseguir com a gravidez naquela altura? Não sei. Não sei mesmo. É um assunto muito delicado. Importa referir que ela agora tem 38 anos, e tinha 32 quando fez o aborto, ou seja, não era propriamente "novinha". Será que não arriscou demais, confiando em demasia na sua própria fertilidade, não pensando que poderia ser mais difícil engravidar à medida que os anos passavam?
Não sei.
Sei que, sobretudo agora que sou mãe, dificilmente teria tomado a mesma decisão. Não a posso criticar, mas também não posso dizer que ela esteve certa.
Sei que é a história é toda muito triste.
E vocês? O que pensam? O que fariam?
A noite em que o meu bebé foi dormir para o quarto dele
Foi esta noite.
Tencionávamos que ele ficasse no nosso quarto pelo menos até perfazer 6 meses, mas temos um daqueles berços pequeninos, do género Next to me da Chicco, e nos últimos dias, o nosso bebé deu um salto em termos de crescimento, pelo que de manhã já o encontrávamos com as perninhas dobradas.
Assim sendo, achámos que ele estava a ficar desconfortável e precisava de mais espaço, por isso esta noite já dormiu no quartinho dele.
Estranhou (o meu filho é avesso à mudança, só pode, também demorou a comer bem a sopa, e ainda está em adaptação à papa), e acordou às 4h, só adormecendo de novo às 5h, portanto estou aqui com uma moca de sono que nem é bom. Mas depois dormiu bem e tivemos de ser nós a acordá-lo (parte-me o coração quando isso acontece). Acontece que como ele tem espaço, estava todo de lado, com a cabeça encostada ao protector de berço, e todo descoberto. Penso que poderá ter ficado com frio... Nós tapámo-lo bem, mas ele arranja sempre maneira de ficar sem os cobertores. Alguma sugestão para isto não acontecer?
E protectores de berço? Já li que não são muito aconselháveis (o que temos é só mesmo um paninho, nada de muito grosso nem volumoso), mas qual é a opção, deixá-lo bater com a cabeça nas grades?!
Sugestões aceitam-se.
Apesar de ele ter acordado a meio da noite, acho que me custou mais a mim do que a ele...
Direito a dispensa para amamentação ou aleitação
Como falei noutro post sobre a questão da redução horária, e como sei que existem algumas dúvidas sobre esta questão, vou colocar aqui o que diz a lei:
Legislação: artigos 35º, nº 1 i), 47º, 48º e 65º da Lei 7/2009 de 12.02
Conteúdo: direito da mãe que amamenta o filho a ser dispensada do trabalho para o efeito e durante o tempo que durar a amamentação.
Nota 1: No caso de não haver amamentação e desde que ambos os progenitores exerçam actividade profissional, qualquer deles ou ambos, consoante decisão conjunta, têm direito a dispensa para aleitação, até o filho perfazer um ano.
A dispensa diária para amamentação ou aleitação é gozada em dois períodos distintos, com a duração máxima de uma hora cada, salvo se outro regime for acordado com o empregador.
No caso de nascimentos múltiplos, a dispensa diária é acrescida de mais trinta minutos por cada gémeo além do primeiro.
Se qualquer dos progenitores trabalhar a tempo parcial, a dispensa diária para amamentação ou aleitação é reduzida na proporção do respectivo período normal de trabalho, não podendo ser inferior a trinta minutos. Neste caso, a dispensa diária é gozada em período não superior a uma hora e, sendo caso disso, num segundo período com a duração remanescente, salvo se outro regime for acordado com o empregador.
Condições: No caso de dispensa para amamentação, a trabalhadora comunica ao empregador com uma antecedência de dez dias relativamente ao início da dispensa. Se a amamentação se prolongar para lá de um ano, deve apresentar atestado médico.
No caso de dispensa para aleitação, o progenitor deve comunicar ao empregador com uma antecedência de dez dias relativamente ao início da dispensa, apresenta ainda declaração conjunta, declara qual o período de dispensa gozado pelo outro progenitor (se for caso disso) e junta prova de que o outro progenitor exerce actividade profissional (e caso seja trabalhador por conta de outrem, prova de que informou o respectivo empregador da decisão conjunta).
Efeitos: a dispensa para amamentação ou aleitação, não determina a perda de quaisquer direitos e é considerada como prestação efectiva de trabalho (artigo 65º, nº 2).
Legislação: artigos 35º, nº 1 i), 47º, 48º e 65º da Lei 7/2009 de 12.02
Conteúdo: direito da mãe que amamenta o filho a ser dispensada do trabalho para o efeito e durante o tempo que durar a amamentação.
Nota 1: No caso de não haver amamentação e desde que ambos os progenitores exerçam actividade profissional, qualquer deles ou ambos, consoante decisão conjunta, têm direito a dispensa para aleitação, até o filho perfazer um ano.
A dispensa diária para amamentação ou aleitação é gozada em dois períodos distintos, com a duração máxima de uma hora cada, salvo se outro regime for acordado com o empregador.
No caso de nascimentos múltiplos, a dispensa diária é acrescida de mais trinta minutos por cada gémeo além do primeiro.
Se qualquer dos progenitores trabalhar a tempo parcial, a dispensa diária para amamentação ou aleitação é reduzida na proporção do respectivo período normal de trabalho, não podendo ser inferior a trinta minutos. Neste caso, a dispensa diária é gozada em período não superior a uma hora e, sendo caso disso, num segundo período com a duração remanescente, salvo se outro regime for acordado com o empregador.
Condições: No caso de dispensa para amamentação, a trabalhadora comunica ao empregador com uma antecedência de dez dias relativamente ao início da dispensa. Se a amamentação se prolongar para lá de um ano, deve apresentar atestado médico.
No caso de dispensa para aleitação, o progenitor deve comunicar ao empregador com uma antecedência de dez dias relativamente ao início da dispensa, apresenta ainda declaração conjunta, declara qual o período de dispensa gozado pelo outro progenitor (se for caso disso) e junta prova de que o outro progenitor exerce actividade profissional (e caso seja trabalhador por conta de outrem, prova de que informou o respectivo empregador da decisão conjunta).
Efeitos: a dispensa para amamentação ou aleitação, não determina a perda de quaisquer direitos e é considerada como prestação efectiva de trabalho (artigo 65º, nº 2).
Em suma, qualquer um dos progenitores tem direito à dispensa das 2h diárias, sendo que o horário em que essa dispensa irá acontecer, será combinado entre o trabalhador e a entidade empregadora. Existe a necessidade de avisar sobre esta dispensa, com 10 dias de antecedência. Independentemente de estarmos ou não a amamentar, temos direito à dispensa diária até o bebé perfazer um ano.
No meu caso, como o meu trabalho funciona por projectos, nem sempre me vai ser possível usufruir desta dispensa. Efectivamente, a minha empresa vende as horas que irá demorar o projecto a ser concluído, à empresa cliente, o que implica que se eu tiver uma semana para concluir o projecto, terá de ser mesmo feito em uma semana. Pelo que se vou usufruir das horas... Depende.
A ver vamos.
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Restantes mamãs, eu queria mesmo saber
Se isto de estar a fazer um esforço enorme para não chorar, disfarçando as lágrimas nos olhos, vai acontecer todas as segundas, ou se passa.
O meu bebé é demasiado pequenino e eu saio demasiado tarde.
O meu bebé é demasiado pequenino e eu saio demasiado tarde.
O drama dos sapatos
Como já vos disse, os meus pés cresceram com a gravidez, e sinceramente duvido que encolham, uma vez que o miúdo já tem 5 meses.
Ora, eu sempre detestei comprar sapatos, mas agora a situação está muito pior.
De 40 passei a calçar um 41, que não me serve em todos os modelos.
Acontece ainda que eu tenho um pé comprido e muito magro, e tenho imensos problemas de pés, pelo que não posso calçar qualquer sapato, e alguns sapatos que me ficam bem no comprimento, ficam-me a boiar. Portanto, a tarefa é árdua.
Para ajudar à festa, este ano, a moda recai sobre botins (é este estilo de sapatos que preciso de comprar), sem fechos, ou seja, à cowboy, que pessoalmente gosto muito, mas em termos funcionais não resultam no meu pé.
Enfim, uma canseira.
Qualquer dia desisto e venho trabalhar de sapatilhas.
Tenho dito.
Ora, eu sempre detestei comprar sapatos, mas agora a situação está muito pior.
De 40 passei a calçar um 41, que não me serve em todos os modelos.
Acontece ainda que eu tenho um pé comprido e muito magro, e tenho imensos problemas de pés, pelo que não posso calçar qualquer sapato, e alguns sapatos que me ficam bem no comprimento, ficam-me a boiar. Portanto, a tarefa é árdua.
Para ajudar à festa, este ano, a moda recai sobre botins (é este estilo de sapatos que preciso de comprar), sem fechos, ou seja, à cowboy, que pessoalmente gosto muito, mas em termos funcionais não resultam no meu pé.
Enfim, uma canseira.
Qualquer dia desisto e venho trabalhar de sapatilhas.
Tenho dito.
Bonito paradoxo
Normalmente, as pessoas que mais se queixam do governo, do estado do país, da presidência da república, etc., são precisamente aquelas que não fazem intenções nenhumas de ir votar.
Bonito.
Bonito.
Hate Mondays
Nunca gostei da segunda-feira.
Agora, sendo o dia que me separo do meu bebé depois de um fim-de-semana juntos, pior ainda.
É muito duro.
Estou sempre a pensar nele.
E incrivelmente, tenho saudades de estar grávida. No ano passado estava grávida e ainda não sabia.
Aiiii... Passa depressa segunda-feira!
Agora, sendo o dia que me separo do meu bebé depois de um fim-de-semana juntos, pior ainda.
É muito duro.
Estou sempre a pensar nele.
E incrivelmente, tenho saudades de estar grávida. No ano passado estava grávida e ainda não sabia.
Aiiii... Passa depressa segunda-feira!
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
O susto da minha vida
Passei boa parte do início da manhã lavada em lágrimas.
Foi um susto, acho que já está tudo bem. Acho.
Vou descrever aqui no blog o que se passou, de modo a servir de alerta para todos os outros pais ou futuros pais, para que possam evitar e nunca aconteça convosco. Não desejo a ninguém.
Hoje, o meu bebé acordou às 6h45 da manhã. Troquei-lhe a fralda, dei-lhe o leitinho, e após o biberão vi que estava a fazer força para fazer cocó. Depois de arrotar, coloquei-o na parte mais funda do chaise longue, ou seja, na parte entre o L e o início so sofá, o mais afastado possível da extremidade, como já o fiz em tantas outras ocasiões. A outra fralda e o creme barreira estavam mesmo ali ao lado, na malinha dele, só tinha de me virar por um segundo. E foi isso que bastou, um segundo. Já estão a ver, não é?
Eu virei-me e foi o segundo mais aterrador da minha vida, pois só tive tempo de ouvir um baque no chão, uma pancada seca, seguido do grito de dor e susto do meu filho. Pensei que ia morrer quando rapidamente me viro e o encontro no chão, de barriga para cima, e a chorar em aflição. Eu já sabia que ele se virava. Mas não imaginava que já conseguia rebolar, e ainda por cima tão depressa. Foi um segundo. Um segundo aterrador.
Felizmente, para já, não tem qualquer hematoma, ou indícios. Liguei de imediato para a saúde 24 (ele rapidamente se acalmou), mas a minha vontade era logo pegar em tudo e zarpar para o hospital. Na linha lá me acalmaram, disseram que como a queda foi muito pequena (30cm), certamente não terá nenhuma consequência para além do susto, pediram-me para lhe mexer na cabeça, nas costinhas, e não me pareceu que ele estivesse a sentir dor.
Disseram-me para ficar atenta nas próximas horas, caso ele durma mais do que o normal, ou vomite em jacto mais de 2 vezes, que aí sim, convém levá-lo a um hospital, mas que para já, não terei, em princípio, qualquer razão para me preocupar.
É claro que estou preocupada... Mas o meu coração de mãe diz-me que não foi nada. Não foi, mas podia ter sido. Eu não imaginava que o meu bebé já conseguia rebolar tão depressa.
Bem dizia a enfermeira do meu curso pós parto, que os bebés nos surpreendem e todos os dias aprendem a fazer coisas novas. Eu aprendi da pior forma, que ele já consegue rebolar.
Da saúde 24 ficaram de ligar mais logo à noite, para saberem como está o meu bebé.
Ele sorri, come normalmente e parece-me bem.
Já eu... Fiquei a sentir-me um caco.
Agora eu já sei. Quando tiver de me virar, nem que seja por um segundo, o menino ficará no chão (no seu tapete), no parque, no berço, ou na espreguiçadeira com os cintos.
Não aguento outra destas.
Desculpa meu bebé.
Não facilitem. A sério. Pode ser só um susto, mas pode ser algo mais grave, e acreditem que não querem ter esse peso na consciência.
Foi um susto, acho que já está tudo bem. Acho.
Vou descrever aqui no blog o que se passou, de modo a servir de alerta para todos os outros pais ou futuros pais, para que possam evitar e nunca aconteça convosco. Não desejo a ninguém.
Hoje, o meu bebé acordou às 6h45 da manhã. Troquei-lhe a fralda, dei-lhe o leitinho, e após o biberão vi que estava a fazer força para fazer cocó. Depois de arrotar, coloquei-o na parte mais funda do chaise longue, ou seja, na parte entre o L e o início so sofá, o mais afastado possível da extremidade, como já o fiz em tantas outras ocasiões. A outra fralda e o creme barreira estavam mesmo ali ao lado, na malinha dele, só tinha de me virar por um segundo. E foi isso que bastou, um segundo. Já estão a ver, não é?
Eu virei-me e foi o segundo mais aterrador da minha vida, pois só tive tempo de ouvir um baque no chão, uma pancada seca, seguido do grito de dor e susto do meu filho. Pensei que ia morrer quando rapidamente me viro e o encontro no chão, de barriga para cima, e a chorar em aflição. Eu já sabia que ele se virava. Mas não imaginava que já conseguia rebolar, e ainda por cima tão depressa. Foi um segundo. Um segundo aterrador.
Felizmente, para já, não tem qualquer hematoma, ou indícios. Liguei de imediato para a saúde 24 (ele rapidamente se acalmou), mas a minha vontade era logo pegar em tudo e zarpar para o hospital. Na linha lá me acalmaram, disseram que como a queda foi muito pequena (30cm), certamente não terá nenhuma consequência para além do susto, pediram-me para lhe mexer na cabeça, nas costinhas, e não me pareceu que ele estivesse a sentir dor.
Disseram-me para ficar atenta nas próximas horas, caso ele durma mais do que o normal, ou vomite em jacto mais de 2 vezes, que aí sim, convém levá-lo a um hospital, mas que para já, não terei, em princípio, qualquer razão para me preocupar.
É claro que estou preocupada... Mas o meu coração de mãe diz-me que não foi nada. Não foi, mas podia ter sido. Eu não imaginava que o meu bebé já conseguia rebolar tão depressa.
Bem dizia a enfermeira do meu curso pós parto, que os bebés nos surpreendem e todos os dias aprendem a fazer coisas novas. Eu aprendi da pior forma, que ele já consegue rebolar.
Da saúde 24 ficaram de ligar mais logo à noite, para saberem como está o meu bebé.
Ele sorri, come normalmente e parece-me bem.
Já eu... Fiquei a sentir-me um caco.
Agora eu já sei. Quando tiver de me virar, nem que seja por um segundo, o menino ficará no chão (no seu tapete), no parque, no berço, ou na espreguiçadeira com os cintos.
Não aguento outra destas.
Desculpa meu bebé.
Não facilitem. A sério. Pode ser só um susto, mas pode ser algo mais grave, e acreditem que não querem ter esse peso na consciência.
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Deixem-me rir...
Ligam-me de uma empresa de recrutamento. Viram o meu perfil no Linkedin e têm interesse.
Dizem-me que é para a função de analista de crédito. Ok, posso ouvir o que têm a dizer. Horário das 8h45 às 16h45. Um luxo. Digo que tenho interesse. Pedem os 5 anos de experiência que já tenho. Pedem domínio de línguas e excel. Tudo certo. Começo a entusiasmar-me.
Salário... 600€. Brutos.
Não brinquem comigo.
Dizem-me que é para a função de analista de crédito. Ok, posso ouvir o que têm a dizer. Horário das 8h45 às 16h45. Um luxo. Digo que tenho interesse. Pedem os 5 anos de experiência que já tenho. Pedem domínio de línguas e excel. Tudo certo. Começo a entusiasmar-me.
Salário... 600€. Brutos.
Não brinquem comigo.
Alegoria da Cenoura
A melhor imagem que tenho para vos explicar isto, é pensarem que são um coelho e que têm à vossa frente uma cenoura, quase quase ao vosso alcance. Ela está muito perto. Mas nunca a conseguem agarrar. Outros vão acenando com a cenoura, mas vocês não conseguem chegar a ela.
Perceberam a ideia, certo?
Foi mais ou menos isto. Disseram-me que fazendo isto ou aquilo, que iria ser promovida. Que convinha aguentar a trabalhar até ao fim, que convinha tirar só os 4 meses de licença de maternidade... Pois. Não fui promovida. Afinal não havia vagas para todos e eu como fiquei muito tempo longe da empresa... Não deu.
Continuando o bom trabalho, para o ano serei na certa.
Eu, para já, estou de pé atrás. Vou dar o meu melhor, como dou sempre, mas com a pulga atrás da orelha, pois apesar de eu gostar muito da minha empresa, estou neste momento a dar-lhe um voto de confiança, mas com cuidado, para não me desiludir.
Ssabendo o que sei hoje, faria certamente diferente. Claro que não ia ser menos profissional. Mas teria ido para casa mais cedo, descansar das minhas dores. Teria tido outra calma naquele momento, teria aproveitado mais a gravidez. Teria tirado os 5 meses de licença.
Mas nada disso importa agora, não é?
Agora é bola para a frente, para me tentar libertar do que eu teria feito e enfrentar a realidade com que me cruzo todos os dias.
Conselhos? Não façam como eu. Vivam a gravidez em pleno e tirem o máximo de tempo que puderem com os vossos bebés.
Eu acabei por ficar 5 meses com ele porque gozei a seguir à licença, todas as minhas férias do ano. Foram os melhores 5 meses da minha vida.
Se eu pudesse, tirava uma licença sem vencimento pelo menos até ele fazer um ano.
Mas não posso.
Tenho de continuar a tentar apostar no euromilhões, é o que é.
Perceberam a ideia, certo?
Foi mais ou menos isto. Disseram-me que fazendo isto ou aquilo, que iria ser promovida. Que convinha aguentar a trabalhar até ao fim, que convinha tirar só os 4 meses de licença de maternidade... Pois. Não fui promovida. Afinal não havia vagas para todos e eu como fiquei muito tempo longe da empresa... Não deu.
Continuando o bom trabalho, para o ano serei na certa.
Eu, para já, estou de pé atrás. Vou dar o meu melhor, como dou sempre, mas com a pulga atrás da orelha, pois apesar de eu gostar muito da minha empresa, estou neste momento a dar-lhe um voto de confiança, mas com cuidado, para não me desiludir.
Ssabendo o que sei hoje, faria certamente diferente. Claro que não ia ser menos profissional. Mas teria ido para casa mais cedo, descansar das minhas dores. Teria tido outra calma naquele momento, teria aproveitado mais a gravidez. Teria tirado os 5 meses de licença.
Mas nada disso importa agora, não é?
Agora é bola para a frente, para me tentar libertar do que eu teria feito e enfrentar a realidade com que me cruzo todos os dias.
Conselhos? Não façam como eu. Vivam a gravidez em pleno e tirem o máximo de tempo que puderem com os vossos bebés.
Eu acabei por ficar 5 meses com ele porque gozei a seguir à licença, todas as minhas férias do ano. Foram os melhores 5 meses da minha vida.
Se eu pudesse, tirava uma licença sem vencimento pelo menos até ele fazer um ano.
Mas não posso.
Tenho de continuar a tentar apostar no euromilhões, é o que é.
O que me irrita mesmo nisto do pós gravidez
Nem é ter ficado 4 semanas sem me poder sentar por causa dos pontos.
Nem são as 2 ou 3 estrias que ganhei de presente na barriga.
Nem é ter ficado uma chorona de primeira.
Nem é andar constantemente cheia de sono.
Não... O que me irrita mesmo nisto do pós gravidez, foram os meus pés que cresceram sei lá como e agora quase não tenho sapatos que me sirvam, e o facto de, ainda que me falte muito pouco para voltar ao peso pré gravidez, as minhas ancas alargaram de tal forma que algumas das minhas calças mais justas não servem.
Enfim, não há direito.
Nem são as 2 ou 3 estrias que ganhei de presente na barriga.
Nem é ter ficado uma chorona de primeira.
Nem é andar constantemente cheia de sono.
Não... O que me irrita mesmo nisto do pós gravidez, foram os meus pés que cresceram sei lá como e agora quase não tenho sapatos que me sirvam, e o facto de, ainda que me falte muito pouco para voltar ao peso pré gravidez, as minhas ancas alargaram de tal forma que algumas das minhas calças mais justas não servem.
Enfim, não há direito.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
O que eu queria mesmo
Era que me saísse o Euromilhões.
Mas ao contrário de antigamente, nem era para poder fazer viagens à volta do mundo, constituir uma empresa... Não.
Eu queria era poder passar todas as minhas horas junto de quem amo.
E depois... Depois logo se via, se viajávamos, se abriria uma empresa e criava postos de trabalho, se doaria a maior parte do dinheiro a causas sociais. Logo se via.
Mas para já, aproveitaria estes tempos com a maior das calmas, porque as horas passam devagar mas os dias passam a correr, e o meu filho já tem 5 meses, e eu era capaz de jurar que ainda ontem ele tinha 2 dias.
Mas ao contrário de antigamente, nem era para poder fazer viagens à volta do mundo, constituir uma empresa... Não.
Eu queria era poder passar todas as minhas horas junto de quem amo.
E depois... Depois logo se via, se viajávamos, se abriria uma empresa e criava postos de trabalho, se doaria a maior parte do dinheiro a causas sociais. Logo se via.
Mas para já, aproveitaria estes tempos com a maior das calmas, porque as horas passam devagar mas os dias passam a correr, e o meu filho já tem 5 meses, e eu era capaz de jurar que ainda ontem ele tinha 2 dias.
Um dia vão perceber
As minhas colegas e amigas não percebem ainda que sair a horas de gente é um conceito incompatível com sair após as 19h.
Elas não percebem que tenho demasiado sono para ir frequentemente para os copos.
Elas não percebem que se eu trabalhar mais do que 6h diárias, terei direito a horas extra, mediante as horas a mais que trabalhar.
OS meus/minhas colegas, não percebem que o trabalho é das últimas coisas em que penso ao acordar.
Eles não percebem que agora, mais facilmente me emociono perante histórias de crianças, animais, you name it.
Eles não percebem que tudo o resto passa a ter uma importância pequenina, pequenina.
Eles não percebem que a carreira não é tudo.
Eles não percebem...
Um dia vão perceber.
Elas não percebem que tenho demasiado sono para ir frequentemente para os copos.
Elas não percebem que se eu trabalhar mais do que 6h diárias, terei direito a horas extra, mediante as horas a mais que trabalhar.
OS meus/minhas colegas, não percebem que o trabalho é das últimas coisas em que penso ao acordar.
Eles não percebem que agora, mais facilmente me emociono perante histórias de crianças, animais, you name it.
Eles não percebem que tudo o resto passa a ter uma importância pequenina, pequenina.
Eles não percebem que a carreira não é tudo.
Eles não percebem...
Um dia vão perceber.
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Portugueses pelo escritório
Existem alguns comportamentos típicos portugueses com os quais não me identifico. Estão muito longe da minha forma de ser. Agora que sou mãe, isso é ainda mais exponenciado.
Falemos no comportamento típico de escritório. Os diz que disse, os segredos, as conversas de corredor, as aparências que contam tanto ou mais do que a competência... Tudo isso me irrita e procuro fugir o mais possível. Mas nem sempre dá.
Uma das críticas que me fazem frequentemente a nível profissional é o facto de não me saber vender. Têm razão, não sei. O que é isto de não me saber vender? É não me dar com as pessoas certas, não ser amiga de x ou y porque convém, não mostrar mais do que aquilo que efectivamente sou. Realmente, sou péssima nisso. Mas entretanto fui alertada que, caso queira evoluir na carreira, terei de me esforçar um pouco mais para me vender. Bem sei que me vão dizer que estas coisas fazem parte, é mesmo assim, etc. Eu sei. Mas tenho muita dificuldade. Soa-me tudo a falso. E eu detesto falsidade.
Com a maternidade as minhas prioridades mudaram, a minha forma de ver o mundo, também. Apetece-me chegar à beira de algumas pessoas e dizer-lhes que há tão mais vida para além das intriguices de escritório, que há coisas tão mais importantes... Porém, enquanto as relações pessoais/de conveniência se sobrepuserem à competência, bem... Então tenho muito que aprender e dar da perna.
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Sobre a final de ontem
Podes ganhar todos os Grand Slams que te apetecer. Podes ter 28 anos e estares na melhor fase da tua carreira, a jogar o melhor ténis da actualidade.
Podes.
Mas nunca terás 1/10 da classe deste senhor.
Diz que é um mal necessário
Trabalhar.
Acabou-se a licença. Acabaram-se as férias. O regresso ao trabalho está a ser tão difícil quanto eu previa. O princípe lá ficou com a minha sogra e o meu coração ficou com ele também.
Dizem que ser mãe é mesmo isto, viver com o coração fora do peito.
Não sei como serão os restantes dias, mas está a parecer-me que isto será sempre difícil.
Acabou-se a licença. Acabaram-se as férias. O regresso ao trabalho está a ser tão difícil quanto eu previa. O princípe lá ficou com a minha sogra e o meu coração ficou com ele também.
Dizem que ser mãe é mesmo isto, viver com o coração fora do peito.
Não sei como serão os restantes dias, mas está a parecer-me que isto será sempre difícil.
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