Estreou ontem na RTP o programa The Voice Portugal. Passando à frente o critério da escolha dos jurados, que me parece manifestamente dúbio, creio que o objectivo do programa é a identificação de novos talentos musicais.
Ora ontem, apresentou-se no programa um senhor (creio que se chamava Júlio), que foi cantar uma música interpretada originalmente por Marco Paulo. A meu ver (sim, eu percebo qualquer coisa de música), o senhor cantava bem, era consistente e tinha uma voz agradável. Nenhuma das cadeiras dos jurados se virou.
Por outro lado, apresentaram-se no programa umas betunças de Lisboa, de nomes Constança e Benedita, que na minha opinião e na opinião de todos os presentes comigo à hora do programa, não cantavam bolha. Eram desafinadas, cada frase, cada prego. Mas a verdade é que mais do que um jurado virou a cadeira nos momentos em que as senhoras cantaram.
Para mim, estas duas betinhas não tinham passado e o outro senhor tinha. Mas ele cometeu um erro crasso que as betunças não cometeram: cantou uma música de um cantor popular português. Se tivesse ido cantar Elton John, por exemplo, acredito que tivesse passado. Assim, ficou pelo caminho.
Porque a verdade é uma, os jurados desses programas de caça talentos (aka treta), gostam muito de ser democráticos e pedem frequentemente que os candidatos cantem em português. Quando alguém o faz e bem, cantando uma música de índole mais popular, não avança.
Para mim, isto é simples, chama-se preconceito. O senhor mesmo disse que o estilo dele provavelmente não se enquadrava no formato do programa. Mas não é o formato do programa encontrar boas vozes?
Convenhamos que Mikael Carreira é um dos jurados, cantor este que canta algo entre o popular/ lantino, e sendo ainda que seu pai, Tony, é um conhecido cantor popular.
Ora, se o povo gosta é do popular (hello, festival da canção?), porque motivo as pessoas que têm coragem de ir cantar abertamente esse estilo de música, não passam?
Preconceio. Simples.
segunda-feira, 31 de março de 2014
sábado, 29 de março de 2014
Tutorial- O que NUNCA fazer em casa
Seguindo conselhos vossos, fui ao meu armário desencantar uns jeans que já não têm nada de novo, e tentei rasgá-los para ficarem com o ar de jeans rasgados que eu tanto gosto.
Que asneira fui fazer. Ficou péssimo. Nunca façam isto em casa, a sério. Vão por mim. Mesmo que sejam velhos, ficam sem eles.
Só para fechar este assunto dos jeans rasgados, eu não gosto deles completamente rasgados e com mau ar, gosto com ligeiros rasgões que não deixam ver carne. E eu tenho uns 3 pares assim, lindos e ficaram-me caríssimos na altura em que os comprei. O problema... É que me apaixonei por eles mesmo eles não me servindo. E não me serviam na altura, nem servem agora, que apesar de ter emagrecido, ainda não emagreci o suficiente para os vestir sem ficar com banhas de fora.
Por isso, o melhor conselho que vos posso dar é para que não façam o que eu fiz há 3 anos atrás: não comprem roupa que não vos serve no momento. Mesmo que estejam a pensar em emagrecer/engordar. Porque efectivamente não sabem se quando chegarem ao peso que querem, aquela peça vos vai assentar bem, ou vão continuar a gostar dela. Acreditem que aprendi isso às minhas custas. Bem arrependida estou.
Apesar de adorar as calças, e ter a certeza que se chegar ao peso que quero, me irão ficar bem, hoje, não as comprava. Nunca mais fiz essa asneira, garanto-vos.
Que asneira fui fazer. Ficou péssimo. Nunca façam isto em casa, a sério. Vão por mim. Mesmo que sejam velhos, ficam sem eles.
Só para fechar este assunto dos jeans rasgados, eu não gosto deles completamente rasgados e com mau ar, gosto com ligeiros rasgões que não deixam ver carne. E eu tenho uns 3 pares assim, lindos e ficaram-me caríssimos na altura em que os comprei. O problema... É que me apaixonei por eles mesmo eles não me servindo. E não me serviam na altura, nem servem agora, que apesar de ter emagrecido, ainda não emagreci o suficiente para os vestir sem ficar com banhas de fora.
Por isso, o melhor conselho que vos posso dar é para que não façam o que eu fiz há 3 anos atrás: não comprem roupa que não vos serve no momento. Mesmo que estejam a pensar em emagrecer/engordar. Porque efectivamente não sabem se quando chegarem ao peso que querem, aquela peça vos vai assentar bem, ou vão continuar a gostar dela. Acreditem que aprendi isso às minhas custas. Bem arrependida estou.
Apesar de adorar as calças, e ter a certeza que se chegar ao peso que quero, me irão ficar bem, hoje, não as comprava. Nunca mais fiz essa asneira, garanto-vos.
A problemática dos jantares de grupo
Já por aqui disse que não sou pessoa de grandes multidões. Sou demasiado independente para estar sempre a fazer o que o "grupo" quer, às horas que o "grupo" quer. Gosto de andar ao sabor da minha vontade. Sim, eu sei, sou um bocado egoísta nessas coisas e cada vez menos tenho paciência para fretes. Simplesmente não os faço.
Assim sendo, há um conjunto de situações que me tiram um bocadinho do sério, e uma delas são os afamados jantares de grupo. Não falo de jantares com 2 ou 4 casais amigos. Falo de jantares com 20, 30 pessoas. Grupos grandes.
Ora, eu, para além de independente, sou pontual e gosto que os outros também o sejam. Impossível num jantar de grupo. Já vos deve ter acontecido terem um jantar a começar às 21h e não pegarem nas entradas antes das 22h30. E isso irrita-me. Porque se o jantar está marcado para as 21h, entre as 20h50 e as 21h eu estou lá. O problema é que há sempre alguém que se atrasa. E quando digo alguém, já cheguei ao cúmulo de ter um jantar às 21h, eu ter chegado a essa hora, e as pessoas só terem começado a chegar às 22h. Sim, estive uma hora à seca, sozinha, com os funcionários do restaurante a olharem de lado para mim.
Tive outro jantar de grupo em que este supostamente já começava às 22h, precisamente para as pessoas não se atrasarem tanto, e eis que ficámos, eu e outros pobres coitados, à espera até às 24h, sendo que os funcionários do restaurante ameaçavam já não servir (e com toda a razão).
Desta forma, quando me falam de jantares de grupo eu até fico com suores frios. Porque ninguém chega a tempo. Porque nunca se come a horas decentes e raramente se come em sítios decentes, pagando-se balúrdios. Eu, por exemplo, não gosto de vinho. Nestes jantares, já se sabe que há vinho a rodos. E as pessoas não têm propriamente muita atenção ao que gastam nestas alturas, pelo que pedem dos vinhos mais caros da lista. Eu, que bebi duas coca colas a noite toda, lá pago o vinho a dividir por todos, porque também fica mal ser forreta e fazer a desfeita.
Conclusão: jantares de grupo, para mim, significam ficar tempo à seca, comer não raramente mal, pagar balúrdios e ir insatisfeita para casa.
Por esse motivo, quanto mais me puder livrar destes jantarzinhos, mais o farei. Jantares de grupo, longe!
Estou feliz da vida
Vou abraçar um novo e exigente projecto, vou trabalhar na minha tranquilidade, vou de férias daqui a mês e pouco, a minha avó já está em casa e melhor... Estou sinceramente feliz.
Há algum tempo que não me sentia assim.
Há algum tempo que não me sentia assim.
sexta-feira, 28 de março de 2014
Os efeitos de estar a ficar cota
- Nos concertos, dou por mim a querer pagar mais para mão ficar em pé e não ter de levar com gente a passar, empurrões e pisadelas a noite toda. Penso também em breve começar a pagar aqueles lugares marcados onde não é necessário chegar 2h antes.
- Penso duas e três vezes antes de ir sair à noite (quando sei que se vai arrastar até tarde), sabendo que no dia seguinte tenho de me levantar cedo para trabalhar. Normalmente a resposta é negativa.
- Deixei de gostar de carros desportivos. Gosto de carrinhas, SUV's e por aí fora.
- Preocupo-me com questões como a natalidade do país, a reforma da SS.
- Quero ter filhos em breve se possível. Antes, essa realidade era bastante longínqua.
- Dou por mim a não comprar esta ou aquela peça de roupa mais cara, porque afinal não preciso assim tanto e devo é começar a juntar para um pé de meia.
E vocês? Em que mudaram?
- Penso duas e três vezes antes de ir sair à noite (quando sei que se vai arrastar até tarde), sabendo que no dia seguinte tenho de me levantar cedo para trabalhar. Normalmente a resposta é negativa.
- Deixei de gostar de carros desportivos. Gosto de carrinhas, SUV's e por aí fora.
- Preocupo-me com questões como a natalidade do país, a reforma da SS.
- Quero ter filhos em breve se possível. Antes, essa realidade era bastante longínqua.
- Dou por mim a não comprar esta ou aquela peça de roupa mais cara, porque afinal não preciso assim tanto e devo é começar a juntar para um pé de meia.
E vocês? Em que mudaram?
Devo ser eu que atraio o mau atendimento, só pode
Ainda referindo-me ao caso da menina na Optimus que me atendeu de forma exemplar (not), digo-vos que fui lá pedir informações sobre as quais supostamente seria contactada posteriormente. Uma semana e nada. Magnífico.
A seguinte situação passa-se na Mango: Gostei de um vestido e de umas calças de ganga cujo meu número não encontrei em determinada loja. Vou a outra loja. Calças de ganga no meu número, népia, nem vê-las. O vestido não estava exposto, pelo que pergunto a uma funcionária sobre o mesmo e dou-lhe a respectiva descrição. Funcionária diz que não está a ver qual é o vestido. Nem nunca viu semelhante na loja. Peço-lhe para ligar para outra loja, para saber se tem o meu número. Funcionária diz-me que não senhor, que ela não está lá para isso e que era hora de almoço por isso ninguém ia atender.
Ao fim da tarde desse dia vou à outra tal loja. Não há o meu tamanho (claroooooo). Encomendam o vestido pela internet. Descobrem que há stock (e do meu tamanho) na loja onde estive à hora de almoço.
Seguro-me para não chamar nomes a ninguém e não escrever no livro de reclamações.
Isto é só a mim, ou o mau atendimento grassa por aí?
A seguinte situação passa-se na Mango: Gostei de um vestido e de umas calças de ganga cujo meu número não encontrei em determinada loja. Vou a outra loja. Calças de ganga no meu número, népia, nem vê-las. O vestido não estava exposto, pelo que pergunto a uma funcionária sobre o mesmo e dou-lhe a respectiva descrição. Funcionária diz que não está a ver qual é o vestido. Nem nunca viu semelhante na loja. Peço-lhe para ligar para outra loja, para saber se tem o meu número. Funcionária diz-me que não senhor, que ela não está lá para isso e que era hora de almoço por isso ninguém ia atender.
Ao fim da tarde desse dia vou à outra tal loja. Não há o meu tamanho (claroooooo). Encomendam o vestido pela internet. Descobrem que há stock (e do meu tamanho) na loja onde estive à hora de almoço.
Seguro-me para não chamar nomes a ninguém e não escrever no livro de reclamações.
Isto é só a mim, ou o mau atendimento grassa por aí?
quarta-feira, 26 de março de 2014
A estranha sensação
De se saber que nunca mais (ou dificilmente, vá...), se vai voltar a determinado local.
terça-feira, 25 de março de 2014
Vocês, caros leitores e leitoras, que percebem disto a pacotes
Onde posso eu comprar umas calças de ganga giras, com rasgões, que assentem bem e que tenham tamanhos adequados, a preços não proibitivos?
E não digam Mango, porque já lá fui e para não variar o meu tamanho estava esgotado.
E não digam Mango, porque já lá fui e para não variar o meu tamanho estava esgotado.
Senhores da Mango, senhores da Mango, chegai cá ao pé de mim
Eu gosto da vossa roupa. A sério que sim.
Mas vocês não sabem adequar os tamanhos à procura. Para além da vossa roupa ser já de si justa e com tendência para ser estreita, vocês têm nas lojas um ou dois exemplares de tamanhos L e XL (e XS), e pacotes de tamanhos S e M.
Vou-vos contar um segredo: nas lojas que eu frequento, praticamente não há tamanhos L e XL em artigo nenhum. Nenhum. Mas S e M's há aos montes. E adivinhem lá porquê? Isso mesmo, porque enviam poucos tamanhos grandes (e XS, sei que se prende o mesmo problema), e enviam imensos tamanhos S e M, que, curiosamente e contrariamente ao que vocês acreditam, apesar de se venderem bem, não se vendem nas quantidades que vocês pensam que seriam as ideais.
As funcionárias das lojas manifestam isso mesmo.
A mulher portuguesa não é, de modo geral, magra. E na vossa roupa que já veste pouco, mesmo para pessoas com estruturas ditas normais, o S e o M não são tamanhos muito adequados à generalidade da população.
Portanto caros amigos, revejam lá isso dos tamanhos. Não mandem um exemplar de cada tamanho L ou XL. Experimentem mandar por exemplo 5 por loja, a ver o que se sucede.
Sim, o conselho é gratuito, escusam de agradecer.
Há dois motivos pelos quais eu não compro mais na vossa loja: porque infelizmente tenho limitações monetárias, e porque NUNCA encontro os tamanhos daquilo que quero.
Vejam lá isso, sim?
Mas vocês não sabem adequar os tamanhos à procura. Para além da vossa roupa ser já de si justa e com tendência para ser estreita, vocês têm nas lojas um ou dois exemplares de tamanhos L e XL (e XS), e pacotes de tamanhos S e M.
Vou-vos contar um segredo: nas lojas que eu frequento, praticamente não há tamanhos L e XL em artigo nenhum. Nenhum. Mas S e M's há aos montes. E adivinhem lá porquê? Isso mesmo, porque enviam poucos tamanhos grandes (e XS, sei que se prende o mesmo problema), e enviam imensos tamanhos S e M, que, curiosamente e contrariamente ao que vocês acreditam, apesar de se venderem bem, não se vendem nas quantidades que vocês pensam que seriam as ideais.
As funcionárias das lojas manifestam isso mesmo.
A mulher portuguesa não é, de modo geral, magra. E na vossa roupa que já veste pouco, mesmo para pessoas com estruturas ditas normais, o S e o M não são tamanhos muito adequados à generalidade da população.
Portanto caros amigos, revejam lá isso dos tamanhos. Não mandem um exemplar de cada tamanho L ou XL. Experimentem mandar por exemplo 5 por loja, a ver o que se sucede.
Sim, o conselho é gratuito, escusam de agradecer.
Há dois motivos pelos quais eu não compro mais na vossa loja: porque infelizmente tenho limitações monetárias, e porque NUNCA encontro os tamanhos daquilo que quero.
Vejam lá isso, sim?
segunda-feira, 24 de março de 2014
A coisa chata disto de mudar de emprego
É ter de adiar o projecto de ter filhos.
Tínhamos pensado em começar a tentar logo a seguir ao casamento.
Com o novo emprego, não vai dar.
Mas quem sabe daqui a um ano não poderei ter esses planos.
E em princípio estarei a construir uma base melhor.
Tínhamos pensado em começar a tentar logo a seguir ao casamento.
Com o novo emprego, não vai dar.
Mas quem sabe daqui a um ano não poderei ter esses planos.
E em princípio estarei a construir uma base melhor.
domingo, 23 de março de 2014
O cúmulo no atendimento ao cliente
Por motivos profissionais, tive de me deslocar a uma loja Optimus, de modo a conseguir tratar do pacote empresarial da minha nova entidade patronal.
Não esperei muito tempo, e fui atendida por uma rapariga que aparentava ter aproximadamente a minha idade. Expliquei-lhe ao que ia, disse-lhe que era nova na empresa, não conhecia os serviços actuais, não conhecia as condições, e precisava de orçamentos para um maior nível de serviços. Refira-se que a dita funcionária me atendeu com a verdadeira cara de frete (ou de cu...), durante todo o tempo em que lá estive. Há gente que simplesmente não nasce para o atendimento ao público. Entretanto, a rapariga pediu-me uma informação relativa à empresa, e enquanto eu procurava a informação, ela apressa-se a ir ao facebook. Sim, o computador está virado para ela, mas o que ela pelos vistos não tem em mente, é que as paredes são de vidro espelhado, ou seja, dá perfeitamente para que o cliente se aperceba que a página aberta foi a do facebook, e não uma qualquer ferramenta de trabalho. Achei logo aí excelente.
No final de contas, não me deu as informações que eu precisava. Pelos vistos, para um cliente empresarial ser atendido, as propostas têm de ser feitas por não sei quem, e isso, claro, leva tempo, não sei quantos dias, ou não estivéssemos em Portugal (isso é outra coisa que eu não percebo, como é que não se consegue tratar de nada no imediato, mas pronto...). Aliás, a fulana até ironizou comigo quando eu lhe manifestei que pensava que conseguiria sair dali com orçamentos. Pena ninguém ter visto o ar de gozo que me dirigiu, pouco faltou para se rir na minha cara.
E pronto, foi mais uma maravilhosa experiência neste mundo vasto que é o atendimento ao cliente.
Nota futura para todos os funcionários que pertencem ao atendimento ao público: por favor, durante o atendimento, não se ponham a navegar no facebook. Muito menos se o cliente conseguir perceber claramente o que estão a fazer. Dá má imagem vossa, claro, mas também da empresa onde trabalham.
Não esperei muito tempo, e fui atendida por uma rapariga que aparentava ter aproximadamente a minha idade. Expliquei-lhe ao que ia, disse-lhe que era nova na empresa, não conhecia os serviços actuais, não conhecia as condições, e precisava de orçamentos para um maior nível de serviços. Refira-se que a dita funcionária me atendeu com a verdadeira cara de frete (ou de cu...), durante todo o tempo em que lá estive. Há gente que simplesmente não nasce para o atendimento ao público. Entretanto, a rapariga pediu-me uma informação relativa à empresa, e enquanto eu procurava a informação, ela apressa-se a ir ao facebook. Sim, o computador está virado para ela, mas o que ela pelos vistos não tem em mente, é que as paredes são de vidro espelhado, ou seja, dá perfeitamente para que o cliente se aperceba que a página aberta foi a do facebook, e não uma qualquer ferramenta de trabalho. Achei logo aí excelente.
No final de contas, não me deu as informações que eu precisava. Pelos vistos, para um cliente empresarial ser atendido, as propostas têm de ser feitas por não sei quem, e isso, claro, leva tempo, não sei quantos dias, ou não estivéssemos em Portugal (isso é outra coisa que eu não percebo, como é que não se consegue tratar de nada no imediato, mas pronto...). Aliás, a fulana até ironizou comigo quando eu lhe manifestei que pensava que conseguiria sair dali com orçamentos. Pena ninguém ter visto o ar de gozo que me dirigiu, pouco faltou para se rir na minha cara.
E pronto, foi mais uma maravilhosa experiência neste mundo vasto que é o atendimento ao cliente.
Nota futura para todos os funcionários que pertencem ao atendimento ao público: por favor, durante o atendimento, não se ponham a navegar no facebook. Muito menos se o cliente conseguir perceber claramente o que estão a fazer. Dá má imagem vossa, claro, mas também da empresa onde trabalham.
sábado, 22 de março de 2014
Devia haver uma lei qualquer ou um determinismo irrevogável que impedisse certas criaturas de terem filhos
Quando leio coisas destas, vêm-me à cabeça pensamentos violentos. Uma espécie de Dexter mesmo.
Penso que futuro terão estas crianças. Se irão replicar os comportamentos dos pais. Se irão crescer física e psicologicamente saudáveis apesar de tudo.
E penso que há por aí tão boa gente que quer ter filhos e não conseguem, e depois vêm estes merdas e tem carradas de filhos para lhes fazerem mal e não lhes dar o devido valor.
Abomino estas criaturas. Devia haver uma qualquer compensação vingativa da natureza que as impedisse de ter filhos, que lhes desse doenças mesmo más e incuráveis, daquelas dolorosas.
Porque quem faz isto é vil e não merece mais.
Dexter, volta. És preciso no mundo real.
Penso que futuro terão estas crianças. Se irão replicar os comportamentos dos pais. Se irão crescer física e psicologicamente saudáveis apesar de tudo.
E penso que há por aí tão boa gente que quer ter filhos e não conseguem, e depois vêm estes merdas e tem carradas de filhos para lhes fazerem mal e não lhes dar o devido valor.
Abomino estas criaturas. Devia haver uma qualquer compensação vingativa da natureza que as impedisse de ter filhos, que lhes desse doenças mesmo más e incuráveis, daquelas dolorosas.
Porque quem faz isto é vil e não merece mais.
Dexter, volta. És preciso no mundo real.
Realidade Paralela
Ainda não interiorizei exactamente tudo o que está a acontecer. Vou mudar de vida. A minha vida vai mudar.
Vou assumir um conjunto abismal de responsabilidades. Mas vou ter mais tempo e acho que vou ser mais feliz. Idealizei muitas vezes a minha saída do emprego, tinha até pensado no que dizer, como reagir. Mas não foi bem isso que aconteceu. Pelo menos não como eu pensei à partida.
Tenho mais nostalgia do que pensava, vieram-me à cabeça os aspectos positivos do ainda meu emprego, que também existem.
Vou ficar sem rede. Sem rede de segurança, todas as minhas acções terão repercussão imediata, exclusiva e visível. E isso assusta-me por um lado, mas por outro, dá-me uma adrenalina indescritível e é um dos motivos pelos quais aceitei mudar. Vou ajudar um projecto a crescer, dar-lhe uma boa parte de mim, e torná-lo um bocadinho meu.
Mas sabem quando tudo parece bom demais para ser verdade? Eu, a azarada mor, ter uma sorte destas.
Alguns colegas meus dizem que me saiu o Euromilhões.
Eu também acho que sim. E estou muito feliz. Se for um sonho, não quero acordar.
Prefiro ficar nesta realidade paralela.
Vou assumir um conjunto abismal de responsabilidades. Mas vou ter mais tempo e acho que vou ser mais feliz. Idealizei muitas vezes a minha saída do emprego, tinha até pensado no que dizer, como reagir. Mas não foi bem isso que aconteceu. Pelo menos não como eu pensei à partida.
Tenho mais nostalgia do que pensava, vieram-me à cabeça os aspectos positivos do ainda meu emprego, que também existem.
Vou ficar sem rede. Sem rede de segurança, todas as minhas acções terão repercussão imediata, exclusiva e visível. E isso assusta-me por um lado, mas por outro, dá-me uma adrenalina indescritível e é um dos motivos pelos quais aceitei mudar. Vou ajudar um projecto a crescer, dar-lhe uma boa parte de mim, e torná-lo um bocadinho meu.
Mas sabem quando tudo parece bom demais para ser verdade? Eu, a azarada mor, ter uma sorte destas.
Alguns colegas meus dizem que me saiu o Euromilhões.
Eu também acho que sim. E estou muito feliz. Se for um sonho, não quero acordar.
Prefiro ficar nesta realidade paralela.
quinta-feira, 20 de março de 2014
Uma separação é sempre uma separação
Foram 3 anos juntos. Risos, lágrimas, frustrações e algumas alegrias.
Penei muito, dei muito de mim. Aprendi imenso. Passei noites em claro, dias difíceis e outros nem tanto. Mas claramente a percentagem de dias mais difíceis foi largamente superior.
E apesar de querer terminar esta relação, uma separação é sempre algo que deixa as suas marcas. Foram criados hábitos, zonas de conforto, situações que não mais irão acontecer.
Há sempre um pedaço de nós que fica para trás, apesar desta separação ser desejada. Há sempre uma pequenina parte que fica triste, que acha que vai ter saudades, que pensa se tomou a decisão certa.
Mas eu sei que tomei. É a minha altura de arriscar, de mudar de vida que se espera que vá ser melhor.
É altura de nos separarmos e conhecermos outras pessoas.
Adeus meu emprego.
Penei muito, dei muito de mim. Aprendi imenso. Passei noites em claro, dias difíceis e outros nem tanto. Mas claramente a percentagem de dias mais difíceis foi largamente superior.
E apesar de querer terminar esta relação, uma separação é sempre algo que deixa as suas marcas. Foram criados hábitos, zonas de conforto, situações que não mais irão acontecer.
Há sempre um pedaço de nós que fica para trás, apesar desta separação ser desejada. Há sempre uma pequenina parte que fica triste, que acha que vai ter saudades, que pensa se tomou a decisão certa.
Mas eu sei que tomei. É a minha altura de arriscar, de mudar de vida que se espera que vá ser melhor.
É altura de nos separarmos e conhecermos outras pessoas.
Adeus meu emprego.
quarta-feira, 12 de março de 2014
Porquê Beyoncé?
Passar daqui
daqui
daqui
para aqui
Porque motivo minha querida? Eu que gosto tanto de ti, farto-me de te defender, porque tu cantas e tu isto e tu aquilo. E depois tu vens e fazes este video? Não havia necessidade pois não?
Bomboca fala de outras coisas que não apenas o seu cansaço e conta-vos uma história de contornos imperdíveis sobre maquilhagem para casamentos
Bomboca percebe umas coisas de maquilhagem. Bomboca maquilha-se a ela própria e muitas vezes a outras pessoas em ocasiões importantes.
Bomboca adora maquilhagem, mas quer fazer uma coisa gira para o seu casamento, e por isso, decidiu que ia ser ela a maquilhar-se nesse dia tão importante, até que... Bomboca começou a pensar que poderia ficar nervosa e tal nesse dia.
Ora assim sendo, comecei a procurar alternativas para a maquilhagem no meu dia de casamento. Depois de ouvir falar super bem da Mac, resolvi há uns dias ir procurar orçamento e marcar a dita maquilhagem. Na loja informaram-me o preço e disseram-me que aquele valor seria revertível em produtos da marca. Fiquei convencida e disseram-me que iria receber uma chamada a explicar como tudo se processava e se era possível marcar para o dia em questão. A chamada chegou e avisaram-me que à hora que eu pretendia marcar, 10h da manhã, não iria ser possível, visto que os maquilhadores só entravam a partir das 10h30. Perguntei se não podiam nesse dia chegar mais cedo, em virtude da marcação, e atendendo a que eu caso às 12h e a maquilhagem demora uma hora, iria ficar apertado para depois ainda ir a casa vestir-me etc (mesmo que fosse às 10h já ficava apertado, mas tudo bem).
Não. Isso nem pensar. Eles chegam à hora que chegam e ponto final. Não pode, azar. Ainda deram a entender se seria possível mudar a hora do casamento... Fiquei incrédula. Não percebo como se recusa assim, na boa, um trabalho de várias dezenas de euros. A pessoa que me telefonou ainda disse que poderia ficar para outra oportunidade. Claro que sim, sem dúvida, o que eu quero agora é ser maquilhada lá.
Por isso meninas, isto é assim, quando marcarem a hora do casamento não tenham em atenção o horário do padre, do notário, dos convidados, nada disso. Atentem sim nos horários dos maquilhadores que isso é que é importante!
Se esta história não me tivesse acontecido a mim, pensava que era impossível.
Bomboca adora maquilhagem, mas quer fazer uma coisa gira para o seu casamento, e por isso, decidiu que ia ser ela a maquilhar-se nesse dia tão importante, até que... Bomboca começou a pensar que poderia ficar nervosa e tal nesse dia.
Ora assim sendo, comecei a procurar alternativas para a maquilhagem no meu dia de casamento. Depois de ouvir falar super bem da Mac, resolvi há uns dias ir procurar orçamento e marcar a dita maquilhagem. Na loja informaram-me o preço e disseram-me que aquele valor seria revertível em produtos da marca. Fiquei convencida e disseram-me que iria receber uma chamada a explicar como tudo se processava e se era possível marcar para o dia em questão. A chamada chegou e avisaram-me que à hora que eu pretendia marcar, 10h da manhã, não iria ser possível, visto que os maquilhadores só entravam a partir das 10h30. Perguntei se não podiam nesse dia chegar mais cedo, em virtude da marcação, e atendendo a que eu caso às 12h e a maquilhagem demora uma hora, iria ficar apertado para depois ainda ir a casa vestir-me etc (mesmo que fosse às 10h já ficava apertado, mas tudo bem).
Não. Isso nem pensar. Eles chegam à hora que chegam e ponto final. Não pode, azar. Ainda deram a entender se seria possível mudar a hora do casamento... Fiquei incrédula. Não percebo como se recusa assim, na boa, um trabalho de várias dezenas de euros. A pessoa que me telefonou ainda disse que poderia ficar para outra oportunidade. Claro que sim, sem dúvida, o que eu quero agora é ser maquilhada lá.
Por isso meninas, isto é assim, quando marcarem a hora do casamento não tenham em atenção o horário do padre, do notário, dos convidados, nada disso. Atentem sim nos horários dos maquilhadores que isso é que é importante!
Se esta história não me tivesse acontecido a mim, pensava que era impossível.
Afinal não sou só eu
Parece que infelizmente anda quase tudo desesperado com o trabalho.
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/80-dos-trabalhadores-portugueses-estao-exaustos-e-querem-mudar-de-emprego-1627986
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/80-dos-trabalhadores-portugueses-estao-exaustos-e-querem-mudar-de-emprego-1627986
Assim fica difícil
Assumir a tal atitude positiva de que me falam.
Avó doente, eu estive doente, hospital, trabalho para fazer que não acaba mais, dormir 4h por noite, Bomboco fora, descarregar frustração na comida, trabalho trabalho e mais trabalho para o fim-de-semana, boas novidades que tardam em chegar, coisas e mais coisas do casamento para tratar, chatices familiares.
Têm sido assim os meus dias.
Avó doente, eu estive doente, hospital, trabalho para fazer que não acaba mais, dormir 4h por noite, Bomboco fora, descarregar frustração na comida, trabalho trabalho e mais trabalho para o fim-de-semana, boas novidades que tardam em chegar, coisas e mais coisas do casamento para tratar, chatices familiares.
Têm sido assim os meus dias.
domingo, 9 de março de 2014
Disso, de ver as coisas de forma negativa
Ultimamente vocês têm referido e com razão, que estou a ver as coisas através de uma perspectiva mais negativa. O que não deixa de ser verdade. Efectivamente, nem sempre é fácil olhar para a vida com um sorriso quando todos os nossos planos saem furados, quando estamos numa posição de desespero e extenuação a nível profissional. E tudo o que queremos é ver uma luz ao fundo do túnel que insiste em não aparecer.
Apesar disso, estes dois últimos dias tenho estado mais calma. Sim, tenho de trabalhar hoje o dia todo, verdade, claro que preferia não o fazer e espera-me mais uma semana absolutamente terrível... Mas acho que começo a resignar-me, apesar de saber que claramente não é este o futuro que quero para mim.
Só espero que vocês tenham razão e que os melhores dias não tardem a chegar.
Apesar disso, estes dois últimos dias tenho estado mais calma. Sim, tenho de trabalhar hoje o dia todo, verdade, claro que preferia não o fazer e espera-me mais uma semana absolutamente terrível... Mas acho que começo a resignar-me, apesar de saber que claramente não é este o futuro que quero para mim.
Só espero que vocês tenham razão e que os melhores dias não tardem a chegar.
sábado, 8 de março de 2014
A essência de um perdedor- parte 2
Devido ao tal emprego maravilhoso que acabou por não vir parar nas minhas mãos e do qual falei no post anterior, ainda não marquei a minha lua de mel. E porquê? Porque os senhores deram a entender que queria total disponibilidade e que para isso eu poderia ter de alterar a data da lua de mel. Deram a entender que era melhor não marcar nada até todo o processo se encontrar concluído.
E eu, burra, assim o fiz.
Mal recebi a belíssima notícia, apressei-me para marcar a lua de mel no destino e hotel escolhidos há que tempos. O hotel é um sonho, o melhor da sua categoria e o melhor que o meu dinheiro podia pagar. Antes de saber que não tinha ficado, tinha comentado com Bomboco meio a medo, meio em espírito de gozo, que "bonito era se eu não era seleccionada e se o hotel que nós queríamos esgotava". Pois é. Parecia impossível não é?
Mas não. Foi exactamente isso que aconteceu. Quando queríamos marcar definitivamente a lua de mel, o hotel estava esgotado. Liguei para todas as operadoras, inclusivé para o hotel. Nada a fazer. Um filme. Mas daqueles filmes que só me acontecem a mim. Daquelas coisas inacreditáveis de como é possível ter tanto azar.
E o que mais me custa nesta história toda já nem é não ter sido seleccionada, nem sequer isso. É mesmo uma situação que nem sequer vai servir de nada para mim, ter acabado por influenciar desta forma a nossa vida pessoal, sendo que o hotel esgotou exactamente um dia antes de eu saber a notícia. E pior, quando me ligaram a dar a notícia, deram a entender que a decisão já estava tomada há algum tempo, apesar de eu ter ligado para lá 3 vezes e terem-me dito que não havia ainda uma decisão final. A obrigação daqueles senhores, sendo que se eu estava a ligar para saber do processo certamente é porque tinha pressa na obtenção da informação e não porque sou tolinha, era dizerem-me alguma coisa mal soubessem. E ainda por cima quando sabiam perfeitamente que a minha lua de mel estava dependente da decisão deles. Uma merda o que me fizeram. Porque se me tivessem avisado antes, faria sim toda a diferença.
Devia ter dado ouvidos a Bomboco quando me disse que se eles me chamassem, tinham de aceitar o facto de a lua de mel estar marcada, e que não podemos estar a alterar a nossa vida pessoal constantemente por causa do trabalho.
Ele é que tem razão.
E eu, acabei por perder a inocência que ainda me restava face ao mundo profissional.
Em suma, perdi em todas as frentes.
E eu, burra, assim o fiz.
Mal recebi a belíssima notícia, apressei-me para marcar a lua de mel no destino e hotel escolhidos há que tempos. O hotel é um sonho, o melhor da sua categoria e o melhor que o meu dinheiro podia pagar. Antes de saber que não tinha ficado, tinha comentado com Bomboco meio a medo, meio em espírito de gozo, que "bonito era se eu não era seleccionada e se o hotel que nós queríamos esgotava". Pois é. Parecia impossível não é?
Mas não. Foi exactamente isso que aconteceu. Quando queríamos marcar definitivamente a lua de mel, o hotel estava esgotado. Liguei para todas as operadoras, inclusivé para o hotel. Nada a fazer. Um filme. Mas daqueles filmes que só me acontecem a mim. Daquelas coisas inacreditáveis de como é possível ter tanto azar.
E o que mais me custa nesta história toda já nem é não ter sido seleccionada, nem sequer isso. É mesmo uma situação que nem sequer vai servir de nada para mim, ter acabado por influenciar desta forma a nossa vida pessoal, sendo que o hotel esgotou exactamente um dia antes de eu saber a notícia. E pior, quando me ligaram a dar a notícia, deram a entender que a decisão já estava tomada há algum tempo, apesar de eu ter ligado para lá 3 vezes e terem-me dito que não havia ainda uma decisão final. A obrigação daqueles senhores, sendo que se eu estava a ligar para saber do processo certamente é porque tinha pressa na obtenção da informação e não porque sou tolinha, era dizerem-me alguma coisa mal soubessem. E ainda por cima quando sabiam perfeitamente que a minha lua de mel estava dependente da decisão deles. Uma merda o que me fizeram. Porque se me tivessem avisado antes, faria sim toda a diferença.
Devia ter dado ouvidos a Bomboco quando me disse que se eles me chamassem, tinham de aceitar o facto de a lua de mel estar marcada, e que não podemos estar a alterar a nossa vida pessoal constantemente por causa do trabalho.
Ele é que tem razão.
E eu, acabei por perder a inocência que ainda me restava face ao mundo profissional.
Em suma, perdi em todas as frentes.
quinta-feira, 6 de março de 2014
A essência de um perdedor
Costuma-se dizer que até para nascer é preciso sorte. Acredito piamente nisso. E acredito cada vez mais que a família onde nascemos influencia decisivamente o nosso destino. Não estou a ser melodramática, estou a ser sincera. Isto não é a terra das oportunidades onde nos cruzámos com self made men and women ao virar da esquina. A nossa família determina grande parte da nossa vida.
Eu, nesse aspecto, não tive sorte. Comecei o campeonato logo com 10 pontos de atraso. E tudo o que tenho feito nesta vida é lutar. Mas infelizmente, a maior parte das lutas acabam por ser inglórias, porque pouca gente compreende ou teve de passar por essas situações, que à partida estavam dadas como adquiridas. Nada na minha vida foi alguma vez dado como adquirido.
E após muita luta para terminar o curso e pensar que podia fazer do meu futuro aquilo que quisesse, eis que percebo que isto não é bem assim. A profissão com que sempre sonhei, essa, que me fez tirar a licenciatura que tenho hoje e não outra completamente diferente, está fora do meu alcance. Porquê? Porque depende de um concurso público, e desde que eu acabei a licenciatura, que não abriu uma única vaga para essa função. A admissão na carreira acaba bem cedo. The clock is ticking. Depois, tive um emprego que detestei. Saí desse, fui para o emprego que mais adorei até hoje. Boas condições, bons colegas, bons horários, boa progressão, bom ordenado. Não efectivei. A troika chegou e todas as efectividades levou. Vim para onde estou. Horários de merda, salário de merda, colegas assim assim, 0 amigos, área reconhecida pelo mercado, mas que na verdade eu não gosto. Todos os dias é uma luta para vir trabalhar. Todos.
E então eis que surge uma oportunidade numa área que, não sendo a minha área de sonho, é uma área que adoro e onde me vejo como peixe na água. Salário e horário interessante. Empresa conceituada. Entrevistas e entrevistas. Testes. Dinâmicas de grupo. Ao todo, 6 fases de recrutamento. Passei aos 3 finalistas. Esperei e desesperei. E a resposta veio ontem. Como sempre, foi a minha vez de perder. Tal como há uns anos atrás vi colegas serem efectivados 3 meses antes de mim, e quando chegou a minha vez, não fui. Tal como quando durante a minha licenciatura, abriu um concurso para a profissão que eu tanto queria, mas depois de eu terminar o curso nunca mais abriu.
Acho que tenho de aceitar que simplesmente não tenho sorte no campo profissional. A vida é mesmo assim. Há quem tenha sorte e quem não tenha. Eu não tenho.
E o que mais me custa é que investi imenso neste processo de recrutamento, pensei eu que seria o meu golden ticket para sair e afinal... Não.
Estou a ficar cansada de lutar. Estou a ficar cansada de ser sempre a minha vez de perder.
Eu, nesse aspecto, não tive sorte. Comecei o campeonato logo com 10 pontos de atraso. E tudo o que tenho feito nesta vida é lutar. Mas infelizmente, a maior parte das lutas acabam por ser inglórias, porque pouca gente compreende ou teve de passar por essas situações, que à partida estavam dadas como adquiridas. Nada na minha vida foi alguma vez dado como adquirido.
E após muita luta para terminar o curso e pensar que podia fazer do meu futuro aquilo que quisesse, eis que percebo que isto não é bem assim. A profissão com que sempre sonhei, essa, que me fez tirar a licenciatura que tenho hoje e não outra completamente diferente, está fora do meu alcance. Porquê? Porque depende de um concurso público, e desde que eu acabei a licenciatura, que não abriu uma única vaga para essa função. A admissão na carreira acaba bem cedo. The clock is ticking. Depois, tive um emprego que detestei. Saí desse, fui para o emprego que mais adorei até hoje. Boas condições, bons colegas, bons horários, boa progressão, bom ordenado. Não efectivei. A troika chegou e todas as efectividades levou. Vim para onde estou. Horários de merda, salário de merda, colegas assim assim, 0 amigos, área reconhecida pelo mercado, mas que na verdade eu não gosto. Todos os dias é uma luta para vir trabalhar. Todos.
E então eis que surge uma oportunidade numa área que, não sendo a minha área de sonho, é uma área que adoro e onde me vejo como peixe na água. Salário e horário interessante. Empresa conceituada. Entrevistas e entrevistas. Testes. Dinâmicas de grupo. Ao todo, 6 fases de recrutamento. Passei aos 3 finalistas. Esperei e desesperei. E a resposta veio ontem. Como sempre, foi a minha vez de perder. Tal como há uns anos atrás vi colegas serem efectivados 3 meses antes de mim, e quando chegou a minha vez, não fui. Tal como quando durante a minha licenciatura, abriu um concurso para a profissão que eu tanto queria, mas depois de eu terminar o curso nunca mais abriu.
Acho que tenho de aceitar que simplesmente não tenho sorte no campo profissional. A vida é mesmo assim. Há quem tenha sorte e quem não tenha. Eu não tenho.
E o que mais me custa é que investi imenso neste processo de recrutamento, pensei eu que seria o meu golden ticket para sair e afinal... Não.
Estou a ficar cansada de lutar. Estou a ficar cansada de ser sempre a minha vez de perder.
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