Este. Chegou ontem. Às minhas mãos. Porque na verdade foi o meu Bomboco que o foi buscar à Seur, que se eu estivesse à espera que fizessem a alteração de morada... Bem, mas o importante é que o dito chegou, e veste que é uma maravilha. Fica muito bem. Claro que se nota a barriga da gravidez, algumas gordurinhas a mais que antes não estavam e tal. Mas acho que quando voltar ao sítio, vai ficar lindamente!
Bomboco não gostou por aí além. Diz que parece que vou a um velório. E que acha que se calhar sou eu que estou secretamente a preparar o velório dele. Enfim, dá para acreditar? Só parvoíces daquela boca. Onde é que já se viu não se gostar dum vestido daqueles...
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
sábado, 17 de janeiro de 2015
Lamechiche à prova de bala
Querem ver uma mulher grávida a emocionar-se?
Não é muito difícil. Mas ver a carinha do filho numa ecografia 3D, é um bom pretexto.
Não é muito difícil. Mas ver a carinha do filho numa ecografia 3D, é um bom pretexto.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Da minha relação sempre muito problemática com as companhias de transporte de mercadorias- Seur
Eu e as companhias de transporte de mercadorias não nos damos bem. Pronto, é um facto, e nada mais há a fazer.
Elas acham que tem de ser tudo à maneira delas, como elas querem e como lhes dá jeito. E eu detesto instituições burocráticas e inflexíveis. Está bom de ver que não dá resultado, não é?
Ora o que se passou desta vez... Como vos disse, acabei por comprar aquele vestido preto de renda da Mango. Inocentemente, coloquei como morada de envio a minha própria morada. Ontem, os senhores da Mango e os senhores da Seur mandam-me um email a dar conta que a minha encomenda já saiu do armazém e será entregue hoje. Tudo muito certo.
Hoje de manhã ligo para a Seur, a perguntar sobre a hora de entrega da mercadoria. Dizem-me que será algures entre as 14h e as 19h. Hmmm. Começo a pensar que era impossível serem mais específicos. Explico que me é impossível garantir que estará alguém nessa morada durante toda essa janela de tempo, e peço uma de duas coisas: ou me dão um intervalo de tempo mais reduzido, ou me deixam alterar a morada de entrega. Não e não. E não há mais conversa, que os procedimentos da empresa são assim e assado, que eles não podem dar um horário aproximado de entrega porque a culpa é da Mango que contrata assim o serviço, e que eu também não posso alterar a morada de entrega, que tem de ser a Mango a fazê-lo.
Muito bem. Às 10h da manhã entro de imediato em contacto com a Mango, para alterar então a morada de entrega. Eles dizem que sim senhor, que como ainda faltam algumas horas para as 14h, provavelmente ainda o conseguirão fazer. Peço a máxima urgência e dizem-me que sim, e que me enviam um email a dar conta da alteração da morada de entrega.
Ok. Aguardo. O email não chega. Ligo, à hora de almoço, novamente para a Mango. Informam-me que já fizeram o pedido à Seur, e que, portanto, estão à espera da resposta da transportadora. Ligo novamente para a transportadora para tentar imprimir alguma urgência no processo, dando conta que a Mango já fez a parte que lhe competia, e que apenas aguardavam resposta de parte deles. Informam-me que a Mango é cliente da Seur Barcelona, e não da Seur Porto, e que portanto, eles em Barcelona têm de receber o pedido, e encaminhá-lo para a Seur Porto. Peço, como são quase 14h e a mercadoria pode partir para expedição em breve, se podem contactar a Seur Barcelona por especial favor, com o intuito de confirmar que o pedido foi feito, para que a minha mercadoria possa seguir para a nova morada. Não, não podem. Os procedimentos, esses autênticos mandamentos biblícos, não o permitem. Tem de ser a Seur Barcelona a contactar a Seur Porto, e nunca, Deus nos livre, NUNCA o contrário. Insisto, e explico que me dava jeito receber a mercadoria hoje, e que é uma poupança de recursos para todos, visto que me explicaram que a mercadoria seguirá na mesma para a nova morada, independentemente do meu pedido, e independentemente de não estar ninguém na morada para receber a mercadoria. Não senhora, não pode ser. A mercadoria vai seguir o seu curso normal, vai para a morada antiga, e na segunda-feira a mesma coisa, e na terça-feira a mesma coisa, até que entretanto a Seur Barcelona resolva informar a Seur Porto do pedido de nova morada, e apenas aí sim, os santos procedimentos poderão permitir a alteração de morada de destino.
Dizem-me que não há nada que possa fazer, que "tenho de aguardar". Pergunto quanto tempo demora a que alterem a morada. Não sabem. Tenho de aguardar. Pergunto o que acontece se neste tempo em que tenho de aguardar, a Seur Barcelona não informa a Seur Porto da alteração de morada, sendo que ninguém está em minha casa em horários alargados de expediente. Dizem-me que a mercadoria vai para trás, para a Mango.
Ameaço com uma reclamação, porque não faz sentido o cliente pedir uma alteração de morada, e por uma qualquer inércia de procedimentos, correr o risco de ver a sua mercadoria mandada para trás. Dizem-me que sim, que posso reclamar à vontade, mas que não vai adiantar de nada.
Se queria que a mercadoria fosse para uma morada diferente, tinha de tê-lo feito no momento da encomenda. E é assim, comes e calas.
Pois... E se eu adivinhasse o euromilhões estava rica.
Portanto meus caros, conselho: quando encomendarem algo pela net, que não venha pelos CTT com os famosos avisos de recepção (atenção porque mesmo esses têm limite de levantamento de 6 dias, caso contrário vão para trás e não, não há nada que possam fazer, os procedimentos, sempre eles...), e venha por uma companhia de transporte, coloquem uma morada em que saibam estar sempre gente, noite e dia, porque nunca se sabe quando os senhores resolvem passar. Se por algum motivo precisarem de alterar a morada de entrega... Arderam.
Simples, não é?
E pensar que tudo o que consegui com todos estes telefonemas, foi ficar sem a mercadoria (sei lá eu quando a vou receber...), e gastar saldo de telemóvel.
Aaaaahhhh como adoro as companhias de transporte de mercadorias!
Elas acham que tem de ser tudo à maneira delas, como elas querem e como lhes dá jeito. E eu detesto instituições burocráticas e inflexíveis. Está bom de ver que não dá resultado, não é?
Ora o que se passou desta vez... Como vos disse, acabei por comprar aquele vestido preto de renda da Mango. Inocentemente, coloquei como morada de envio a minha própria morada. Ontem, os senhores da Mango e os senhores da Seur mandam-me um email a dar conta que a minha encomenda já saiu do armazém e será entregue hoje. Tudo muito certo.
Hoje de manhã ligo para a Seur, a perguntar sobre a hora de entrega da mercadoria. Dizem-me que será algures entre as 14h e as 19h. Hmmm. Começo a pensar que era impossível serem mais específicos. Explico que me é impossível garantir que estará alguém nessa morada durante toda essa janela de tempo, e peço uma de duas coisas: ou me dão um intervalo de tempo mais reduzido, ou me deixam alterar a morada de entrega. Não e não. E não há mais conversa, que os procedimentos da empresa são assim e assado, que eles não podem dar um horário aproximado de entrega porque a culpa é da Mango que contrata assim o serviço, e que eu também não posso alterar a morada de entrega, que tem de ser a Mango a fazê-lo.
Muito bem. Às 10h da manhã entro de imediato em contacto com a Mango, para alterar então a morada de entrega. Eles dizem que sim senhor, que como ainda faltam algumas horas para as 14h, provavelmente ainda o conseguirão fazer. Peço a máxima urgência e dizem-me que sim, e que me enviam um email a dar conta da alteração da morada de entrega.
Ok. Aguardo. O email não chega. Ligo, à hora de almoço, novamente para a Mango. Informam-me que já fizeram o pedido à Seur, e que, portanto, estão à espera da resposta da transportadora. Ligo novamente para a transportadora para tentar imprimir alguma urgência no processo, dando conta que a Mango já fez a parte que lhe competia, e que apenas aguardavam resposta de parte deles. Informam-me que a Mango é cliente da Seur Barcelona, e não da Seur Porto, e que portanto, eles em Barcelona têm de receber o pedido, e encaminhá-lo para a Seur Porto. Peço, como são quase 14h e a mercadoria pode partir para expedição em breve, se podem contactar a Seur Barcelona por especial favor, com o intuito de confirmar que o pedido foi feito, para que a minha mercadoria possa seguir para a nova morada. Não, não podem. Os procedimentos, esses autênticos mandamentos biblícos, não o permitem. Tem de ser a Seur Barcelona a contactar a Seur Porto, e nunca, Deus nos livre, NUNCA o contrário. Insisto, e explico que me dava jeito receber a mercadoria hoje, e que é uma poupança de recursos para todos, visto que me explicaram que a mercadoria seguirá na mesma para a nova morada, independentemente do meu pedido, e independentemente de não estar ninguém na morada para receber a mercadoria. Não senhora, não pode ser. A mercadoria vai seguir o seu curso normal, vai para a morada antiga, e na segunda-feira a mesma coisa, e na terça-feira a mesma coisa, até que entretanto a Seur Barcelona resolva informar a Seur Porto do pedido de nova morada, e apenas aí sim, os santos procedimentos poderão permitir a alteração de morada de destino.
Dizem-me que não há nada que possa fazer, que "tenho de aguardar". Pergunto quanto tempo demora a que alterem a morada. Não sabem. Tenho de aguardar. Pergunto o que acontece se neste tempo em que tenho de aguardar, a Seur Barcelona não informa a Seur Porto da alteração de morada, sendo que ninguém está em minha casa em horários alargados de expediente. Dizem-me que a mercadoria vai para trás, para a Mango.
Ameaço com uma reclamação, porque não faz sentido o cliente pedir uma alteração de morada, e por uma qualquer inércia de procedimentos, correr o risco de ver a sua mercadoria mandada para trás. Dizem-me que sim, que posso reclamar à vontade, mas que não vai adiantar de nada.
Se queria que a mercadoria fosse para uma morada diferente, tinha de tê-lo feito no momento da encomenda. E é assim, comes e calas.
Pois... E se eu adivinhasse o euromilhões estava rica.
Portanto meus caros, conselho: quando encomendarem algo pela net, que não venha pelos CTT com os famosos avisos de recepção (atenção porque mesmo esses têm limite de levantamento de 6 dias, caso contrário vão para trás e não, não há nada que possam fazer, os procedimentos, sempre eles...), e venha por uma companhia de transporte, coloquem uma morada em que saibam estar sempre gente, noite e dia, porque nunca se sabe quando os senhores resolvem passar. Se por algum motivo precisarem de alterar a morada de entrega... Arderam.
Simples, não é?
E pensar que tudo o que consegui com todos estes telefonemas, foi ficar sem a mercadoria (sei lá eu quando a vou receber...), e gastar saldo de telemóvel.
Aaaaahhhh como adoro as companhias de transporte de mercadorias!
Implicações cá minhas
Quando não conheço alguém (e mesmo quando conheço, mas vá...), e vejo que essa pessoa dá erros ortográficos atrás de erros ortográficos, daqueles mesmo incompreensíveis e inadmissíveis, em que cada frase tem uma colecção de erros... Confesso que, inconscientemente, dou por mim a não ter essa pessoa muito em conta. Não consigo explicar, é uma implicação minha.
Gente a escrever "portantus, voçês, duenssa", entre outras... Não dá, não consigo. Dá-me cabo dos nervos.
Gente a escrever "portantus, voçês, duenssa", entre outras... Não dá, não consigo. Dá-me cabo dos nervos.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Vão por mim, que nunca vos engano- Cremes anti estrias
Deixem lá os cremes Barral que as bloggers conhecidas afirmam que fazem maravilhas.
Já utilizei e, para além de me ter deixado um pijama para sempre cheio de nódoas, nada mais aconteceu. Não digo que não resulte com algumas pessoas... Mas duvido.
O que eu uso como creme anti estrias e que para já está a resultar (até ver...), é esta maravilha:
Já utilizei e, para além de me ter deixado um pijama para sempre cheio de nódoas, nada mais aconteceu. Não digo que não resulte com algumas pessoas... Mas duvido.
O que eu uso como creme anti estrias e que para já está a resultar (até ver...), é esta maravilha:
É da Collistar, não é gorduroso, pelo contrário, utiliza-se muito bem e tem um cheirinho óptimo. Adoro-o. Defeito: é caro. Lamento, mas não custa 20€ no supermercado. Em Portugal, só o encontrei em farmácias e na Sephora.
Para mim, não há melhor.
Mas, claro, há quem diga que o Barral é melhor... Eu cá não dispenso esta pequena maravilha.
E não. Nem a Sephora nem a Collistar me patrocinaram o post. É uma pena.
Dos Timings
Não é à toa que se diz muitas vezes que "fulano estava no sítio errado à hora errada".
A nossa vida é feita de timings. Como eu já disse aqui neste blog, não se trata de esperar pelo momento "certo", porque esse, o ideal, penso que não existe. Mas existem "janelinhas de oportunidade", uma espécie de momentos em que os astros ou o universo se conjugam de determinada forma, em que uma mesma acção em momentos diferentes, tem, muitas vezes, consequências totalmente díspares.
Penso por exemplo no meu timing, ao sair do meu emprego anterior, mesmo antes de saber que estava grávida, e ter vindo para o meu emprego actual, igualmente nessa situação. Foram ali umas semaninhas em que tudo se conjugou da melhor forma, entre sair do anterior, entrar neste, e passado outras semanitas, descobrir a gravidez. E ter também a sorte do termo da gravidez ocorrer no momento mais parado do ano na empresa. Volta de 180 graus.
Outras vezes, algumas palavras têm o seu timing, e se são ditas noutro contexto, perdem todo o seu poder. É como repreender crianças e animais. Não adianta repreender passado umas horas, porque os animais e as crianças, enquanto são muito pequenas, não têm capacidade para perceber a asneira não sei quanto tempo depois.
E à custa disto dos timings, chegou-me aos ouvidos esta história que me parece o corolário do mau timing. Um casal jovem, casado há pouco tempo, divorcia-se. Passadas umas semanas do divórcio, a rapariga descobre que está grávida do ex marido. Situação chata.
Não digo que o bebé fosse salvar aquele casamento. Provavelmente não. Mas ninguém tem a certeza. Mas poderia ter contribuído para atenuar uma decisão que muitos amigos do casal consideraram precipitada. Não sei exactamente a decisão que eles vão tomar, mas que toda a situação sofreu de mau timing, disso não há dúvidas.
A nossa vida é feita de timings. Como eu já disse aqui neste blog, não se trata de esperar pelo momento "certo", porque esse, o ideal, penso que não existe. Mas existem "janelinhas de oportunidade", uma espécie de momentos em que os astros ou o universo se conjugam de determinada forma, em que uma mesma acção em momentos diferentes, tem, muitas vezes, consequências totalmente díspares.
Penso por exemplo no meu timing, ao sair do meu emprego anterior, mesmo antes de saber que estava grávida, e ter vindo para o meu emprego actual, igualmente nessa situação. Foram ali umas semaninhas em que tudo se conjugou da melhor forma, entre sair do anterior, entrar neste, e passado outras semanitas, descobrir a gravidez. E ter também a sorte do termo da gravidez ocorrer no momento mais parado do ano na empresa. Volta de 180 graus.
Outras vezes, algumas palavras têm o seu timing, e se são ditas noutro contexto, perdem todo o seu poder. É como repreender crianças e animais. Não adianta repreender passado umas horas, porque os animais e as crianças, enquanto são muito pequenas, não têm capacidade para perceber a asneira não sei quanto tempo depois.
E à custa disto dos timings, chegou-me aos ouvidos esta história que me parece o corolário do mau timing. Um casal jovem, casado há pouco tempo, divorcia-se. Passadas umas semanas do divórcio, a rapariga descobre que está grávida do ex marido. Situação chata.
Não digo que o bebé fosse salvar aquele casamento. Provavelmente não. Mas ninguém tem a certeza. Mas poderia ter contribuído para atenuar uma decisão que muitos amigos do casal consideraram precipitada. Não sei exactamente a decisão que eles vão tomar, mas que toda a situação sofreu de mau timing, disso não há dúvidas.
Memórias da infância de Bomboca- Leite creme
As memórias mais felizes e queridinhas que tenho da minha infância, são, invariavelmente relacionadas com a minha avó. Esta não é excepção.
É com carinho que guardo os momentos em que, sem eu estar a contar, a minha avó fazia leite creme quentinho, que não podia ser assim tão frequentemente porque leite, ovos e açúcar eram bens preciosos, sempre delicioso, e isso fazia o meu dia. Lembro-me dos meus olhos brilharem por tal iguaria.
Continuo a achar que não há leite creme como o da minha avó. Nem tão pouco aprecio o leite creme já frio e queimado, como é mais usual. Eu gosto mesmo é dele a fumegar, a sair da panela.
Ontem fiz leite creme, a mesma receita da minha avó.
E apesar de ter ficado óptimo, não se compara ao sabor que o leite creme tinha para mim naqueles anos da minha infância.
É com carinho que guardo os momentos em que, sem eu estar a contar, a minha avó fazia leite creme quentinho, que não podia ser assim tão frequentemente porque leite, ovos e açúcar eram bens preciosos, sempre delicioso, e isso fazia o meu dia. Lembro-me dos meus olhos brilharem por tal iguaria.
Continuo a achar que não há leite creme como o da minha avó. Nem tão pouco aprecio o leite creme já frio e queimado, como é mais usual. Eu gosto mesmo é dele a fumegar, a sair da panela.
Ontem fiz leite creme, a mesma receita da minha avó.
E apesar de ter ficado óptimo, não se compara ao sabor que o leite creme tinha para mim naqueles anos da minha infância.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Incoerências
As mesmas pessoas que estão sempre a exigir pagamentos a uma associação em que sou voluntária, são também as que demoraram 7 meses a pagar os honorários de um serviço que lhes foi prestado, por uma das nossas voluntárias.
As pessoas esquecem-se que para tudo na vida, devem manter a coerência.
As pessoas esquecem-se que para tudo na vida, devem manter a coerência.
Ainda sobre isto do aborto
Nunca mais me esquecerei do choque com que fiquei, quando, ao ir fazer umas análises de rotina na medicina do trabalho, disse à medica que estava grávida, e, a fulana, com o ar mais natural do mundo, me perguntou "e então, é para tirar?".
Mas com uma naturalidade e uma frieza brutais.
Ia ficando sem chão.
Sobre o Aborto
Antes de mais, quero precisar que votei "Sim" no referendo sobre a despenalização do aborto. Porque acredito que o mesmo não constitiu (na maior parte das vezes), crime.
No entanto, desde que decobri que estou grávida, tenho vindo a sensibilizar-me cada vez mais para este assunto, e vejo o aborto de forma diferente do que via há uns anos atrás.
Devido à minha óbvia sensibilidade a este tema, confesso ser-me mais difícil aceitar quem opta pelo aborto. Tal como ainda me é mais difícil ainda aceitar quem, não tendo condições para ter filhos, os tenha às carradas.
Noutro dia, numa consulta, o meu obstetra comentou comigo que depois de me atender, iria fazer um aborto a uma miúda de 16 anos. 16 anos. E já com um aborto no registo.
Sei ainda de inúmeros casos de mulheres que abortaram uma, e outra, e outra vez. E tudo isto é comparticipado por nós. Independentemente de as pílulas e preservativos serem distribuídos gratuitamente nos centros de saúde, existem mulheres para quem o aborto é uma medida anti concepcional.
Revolta-me isto, sobretudo quando penso que uma mulher que quer fazer um aborto é mandada para casa 3 dias para pensar, e depois pode voltar à unidade de saúde e tratam do assunto no dia, mas uma mulher com problemas de fertilidade, pode esperar meses e anos por consultas e tratamentos.
Custa-me que seja mais fácil abortar do que engravidar pelo SNS.
Custa-me que muitas mulheres não percebam a dádiva da vida, a sorte que têm em ser férteis, a luta que não tiveram de travar. É claro que não sou minimamente a favor que se tenha as crianças porque sim, pelo contrário. Acho que um filho tem de ser uma decisão pensada e ponderada por ambos os membros do casal (ou uma decisão de uma mãe solteira, que entende reunir as condições para tal, recorrendo a um banco de esperma). Mas também acho que não podemos estar constantemente a comparticipar abortos recorrentes por parte das mesmas mulheres.
E custa-me, custa-me tanto que a merda da fertilidade seja completamente aleatória, que tão boa gente que quer engravidar não consiga, e depois uma estúpida qualquer consiga engravidar com o ar.
Custa-me, e se este mundo não é injusto, então não sei.
No entanto, desde que decobri que estou grávida, tenho vindo a sensibilizar-me cada vez mais para este assunto, e vejo o aborto de forma diferente do que via há uns anos atrás.
Devido à minha óbvia sensibilidade a este tema, confesso ser-me mais difícil aceitar quem opta pelo aborto. Tal como ainda me é mais difícil ainda aceitar quem, não tendo condições para ter filhos, os tenha às carradas.
Noutro dia, numa consulta, o meu obstetra comentou comigo que depois de me atender, iria fazer um aborto a uma miúda de 16 anos. 16 anos. E já com um aborto no registo.
Sei ainda de inúmeros casos de mulheres que abortaram uma, e outra, e outra vez. E tudo isto é comparticipado por nós. Independentemente de as pílulas e preservativos serem distribuídos gratuitamente nos centros de saúde, existem mulheres para quem o aborto é uma medida anti concepcional.
Revolta-me isto, sobretudo quando penso que uma mulher que quer fazer um aborto é mandada para casa 3 dias para pensar, e depois pode voltar à unidade de saúde e tratam do assunto no dia, mas uma mulher com problemas de fertilidade, pode esperar meses e anos por consultas e tratamentos.
Custa-me que seja mais fácil abortar do que engravidar pelo SNS.
Custa-me que muitas mulheres não percebam a dádiva da vida, a sorte que têm em ser férteis, a luta que não tiveram de travar. É claro que não sou minimamente a favor que se tenha as crianças porque sim, pelo contrário. Acho que um filho tem de ser uma decisão pensada e ponderada por ambos os membros do casal (ou uma decisão de uma mãe solteira, que entende reunir as condições para tal, recorrendo a um banco de esperma). Mas também acho que não podemos estar constantemente a comparticipar abortos recorrentes por parte das mesmas mulheres.
E custa-me, custa-me tanto que a merda da fertilidade seja completamente aleatória, que tão boa gente que quer engravidar não consiga, e depois uma estúpida qualquer consiga engravidar com o ar.
Custa-me, e se este mundo não é injusto, então não sei.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Bomboca, sempre vivendo no perigo
Lembram-se daquele vestido preto comprido de renda, da Mango, que vos mostrei há uns posts atrás?
Pois bem, decidi-me a comprá-lo. Agora é só esperar a entrega. Comprei-o no meu tamanho habitual, sim, esse que agora não me serve. Decidi correr o risco, convencida que estou que vou fazer tudo o que puder para voltar ao meu corpo pré gravidez (que ainda por cima, mesmo antes de engravidar, estava mais mais magra).
Olho para ele como o vestido motivacional, que servirá para me motivar a caber nele (até porque mesmo em saldos não foi assim tão barato). Até porque eu detesto deitar dinheiro ao lixo, portanto é bom mesmo que eu consiga caber naquele trapinho.
Daqui a uns meses conto-vos o desfecho desta história...
Pois bem, decidi-me a comprá-lo. Agora é só esperar a entrega. Comprei-o no meu tamanho habitual, sim, esse que agora não me serve. Decidi correr o risco, convencida que estou que vou fazer tudo o que puder para voltar ao meu corpo pré gravidez (que ainda por cima, mesmo antes de engravidar, estava mais mais magra).
Olho para ele como o vestido motivacional, que servirá para me motivar a caber nele (até porque mesmo em saldos não foi assim tão barato). Até porque eu detesto deitar dinheiro ao lixo, portanto é bom mesmo que eu consiga caber naquele trapinho.
Daqui a uns meses conto-vos o desfecho desta história...
Parabéns Cristiano!
Parabéns!
O prémio foi mais que merecido e este rapaz é um orgulho (ou deveria ser...), para todos os portugueses.
Admiro tudo nele. Os sacrifícios que fez, a mentalidade de disciplina, trabalho e dedicação, o altruísmo, a vontade de vencer, o ter começado de baixo e ser agora o que é.
Que venham mais umas quantas, porque ele merece!
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Adoro
Pessoas que estão a receber o RSI, e todos os fins-de-semana postam no Facebook fotos em estádios de futebol, em restaurantes de sushi, em bares e discotecas "hip" da noite... Rica vida.
Realmente, trabalhar é para os pobres.
Realmente, trabalhar é para os pobres.
As Maravilhas da gravidez #3
O sono. O sono que é uma coisa absolutamente desesperante. Vocês não estão a perceber...
Eu já tinha lido que a partir dos 5/6 meses o sono atacava novamente em força, até ao final da gravidez, mas não pensei que fosse tão doloroso. Dou por mim a esforçar-me ao máximo para manter os olhos abertos, para me concentrar, para não ceder.
Vale tudo. Ir ao wc, beber água, ouvir música... Tudo para não ceder ao mundo encantado do sono.
Escusado será dizer que é a seguir ao almoço que a situação se apresenta mais crítica.
E pensar que ainda me faltam 3 meses e tal de trabalho... Estamos bonitos, estamos...
Eu já tinha lido que a partir dos 5/6 meses o sono atacava novamente em força, até ao final da gravidez, mas não pensei que fosse tão doloroso. Dou por mim a esforçar-me ao máximo para manter os olhos abertos, para me concentrar, para não ceder.
Vale tudo. Ir ao wc, beber água, ouvir música... Tudo para não ceder ao mundo encantado do sono.
Escusado será dizer que é a seguir ao almoço que a situação se apresenta mais crítica.
E pensar que ainda me faltam 3 meses e tal de trabalho... Estamos bonitos, estamos...
Os problemas dos homens
Não perceberem que quando dizemos que não queremos o seu abraço, muitas vezes queremos, mas também queremos que insistam e lutem mais um bocadinho.
Coisas simples meus caros, coisas simples
Na minha empresa actual, as pessoas sentem-se, em geral, satisfeitas com o ambiente da empresa e com grande parte da estrutura vigente.
Na minha ex ex empresa, tal não acontecia dessa forma, e as pessoas sentiam-se muitas vezes injustiçadas. Para além de um conjunto de medidas de ordem mais complexa, a minha empresa actual tem por base algumas regalias simples e fáceis de por em prática, cujo custo é baixíssimo, e motiva de alguma forma os trabalhadores:
- O dia 26 de Dezembro é oferta da casa. Não, não é descontado nas férias só porque o escritório está fechado. É simplesmente uma benesse.
- A tarde de aniversário de cada pessoa é uma tarde livre, dada pela empresa, que também não conta para efeitos de férias.
- Existe uma copa para refeições.
- Os horários de verão e de inverno diferem, de acordo com o volume de trabalho.
Entre outras.
São coisas simples, onde os custos de estrutura são quase irrisórios. Mas fazem diferença na motivação dos colaboradores.
De nada patrões, voltem sempre.
Na minha ex ex empresa, tal não acontecia dessa forma, e as pessoas sentiam-se muitas vezes injustiçadas. Para além de um conjunto de medidas de ordem mais complexa, a minha empresa actual tem por base algumas regalias simples e fáceis de por em prática, cujo custo é baixíssimo, e motiva de alguma forma os trabalhadores:
- O dia 26 de Dezembro é oferta da casa. Não, não é descontado nas férias só porque o escritório está fechado. É simplesmente uma benesse.
- A tarde de aniversário de cada pessoa é uma tarde livre, dada pela empresa, que também não conta para efeitos de férias.
- Existe uma copa para refeições.
- Os horários de verão e de inverno diferem, de acordo com o volume de trabalho.
Entre outras.
São coisas simples, onde os custos de estrutura são quase irrisórios. Mas fazem diferença na motivação dos colaboradores.
De nada patrões, voltem sempre.
sábado, 10 de janeiro de 2015
Para mim, é isto o Islão
As poucas pessoas que pensam diferente e têm comportamentos distintos, são perseguidas, presas, chicoteadas.
Não se pode pensar no Islão.
Para mim, isto é lamentável. Mas isto é o Islão.
Não se pode pensar no Islão.
Para mim, isto é lamentável. Mas isto é o Islão.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Roupa, um dos desesperos da gravidez
Ultimamente não tenho comprado nada para mim. Para além de 3 pares de calças de número acima para usar no trabalho (ainda não estou a usar calças de grávida), e dois vestidos, não me aventurei em roupa nenhuma pois nada de jeito me serve, e não sei como ficarei após a gravidez.
Apesar de ainda não ter engordado mais do que 1kg com a gravidez, estou mais larga. Bem mais larga.
Quão mau é apetecer-me comprar estes vestidos todos, e depois não conseguir voltar a ter a figura de anteriormente e por isso não os conseguir usar?
Apesar de ainda não ter engordado mais do que 1kg com a gravidez, estou mais larga. Bem mais larga.
Quão mau é apetecer-me comprar estes vestidos todos, e depois não conseguir voltar a ter a figura de anteriormente e por isso não os conseguir usar?
Todos da Mango.
Estou determinada a tornar-me numa potencial vencedora do Masterchef (Australia, claro está)
Já por aqui comentei que gosto de cozinhar, e tenho algum talento nato para a coisa.
Segundo Bomboco, cozinho muito bem os pratos que domino, mas raramente saio da minha zona de conforto. Pois que estou determinada a mudar isso, e a cozinhar tudo, tornando-me numa potencial vencedora de Masterchef.
Esta semana cozinhei para ele algo completamente inesperado e o homem deliciou-se. Diz que nunca mais na minha volta a duvidar das minhas capacidades culinárias.
Estou decidida a continuar nesta linha, confeccionando pratos cada vez mais variados e deliciosos.
Em correndo bem, sou menina para vos deixar aqui umas coisas minhas, a ver se vocês gostam.
Segundo Bomboco, cozinho muito bem os pratos que domino, mas raramente saio da minha zona de conforto. Pois que estou determinada a mudar isso, e a cozinhar tudo, tornando-me numa potencial vencedora de Masterchef.
Esta semana cozinhei para ele algo completamente inesperado e o homem deliciou-se. Diz que nunca mais na minha volta a duvidar das minhas capacidades culinárias.
Estou decidida a continuar nesta linha, confeccionando pratos cada vez mais variados e deliciosos.
Em correndo bem, sou menina para vos deixar aqui umas coisas minhas, a ver se vocês gostam.
Vamos lá ver então se eu consigo falar deste assunto sem me enervar: o Islão
Tenho uma opinião muito definida sobre o Islão. E não me venham cá falar da religião, patati, patata, que eu respeito sim senhora todas as religiões alheias, mas não quero nem posso respeitar "religiões" que tratam a mulher como um ser inferior, que vale menos que zero. Pelo menos a religião na sua forma mais extremista. Forma extremista essa que, também não promove o respeito pelos outros, pelos seus costumes e convicções religiosas. Os gestos ocidentais do dia a dia, são, muitas vezes, autênticos sacrilégios para os fundamentalistas islâmicos. Muito do que fazemos é uma falta de respeito.
Mas eu continuo a afirmar que o respeito tem de ser mútuo, pelo que se não houver respeito de parte a parte, nenhuma relação funciona. É precisamente ao que temos assistido na Europa. A Europa, na sua onda de "somos todos muito tolerantes", etc., faz as vontades todas aos religiosos, porque "ai, se eles se ofendem! E são uma minoria, temos de respeitar". Tirámos crucifixos das escolas, autorizamos o uso de véu e outras formas de minimizar a mulher em praça pública, e em algum locais, a carne de porco não entra no menu. E a troco de quê? Eles fazem isso connosco? Por acaso é permitida a construção de uma igreja católica na Arábia Saudita, por exemplo? Não.
O respeito aqui é apenas unilateral.
Não sou de hipocrisias e não respeito quem não me respeita a mim. Quem me olha de lado só porque sou mulher e trabalho. Só porque sou mulher e conduzo. Só porque sou mulher e não ando tapada da cabeça aos pés. Não respeito quem comete as maiores atrocidades em nome da religião, seja ela qual for.
Claro que neste bolo não entram os muçulmanos perfeitamente integrados nas comunidades onde se inserem, com uma visão mais aberta e, lá está, tolerante da sua religião. Não obstante, mesmo estes, têm uma visão extremamente diminuta sobre o papel da mulher, e toda a sociedade e costumes são puramente machistas. A partir do momento em que uma mulher não é dona de si própria, confesso que tenho bastante dificuldade em aceitar e conviver com pessoas com ideais tão vincadamente diferentes dos meus. Não sou nada tolerante nesse aspecto.
Mas a Europa decide que tem de ser tolerante.
E quando os imigrantes (seja de que religião ou nacionalidade forem), cometem crimes no país de destino, nem sempre são recambiados para o país de origem. Estes imigrantes que vivem muitas vezes dos subsídios dados pelos governos europeus, mas que condenam toda a sociedade europeia e nela permanecem à margem. Face a este tipo de pessoas, a minha posição é de facto extremista.
Portanto, penso que a posição europeia terá de se alterar. Tolerância, sim. Faltas de respeito, não. Não podemos continuar a permitir que alguns destes imigrantes não se integrem na cultura vigente, sendo que em vez disso, forçam a sua alteração.
Muitas pessoas defendem que em curso se encontra uma crescente islamização da Europa. E enquanto outras pensarão que se trata de uma loucura e de mais uma teoria da conspiração, a mim preocupa-me muito, pois não sei exactamente como estará o mundo para os meus filhos e netos. Assistimos a um retrocesso civilizacional na maior parte das sociedades islâmicas que me assusta. Tal como me assusta as regras que à força nos querem impor, no nosso território.
E enquanto isso, nós vamos sendo tolerantes, e cedendo, cedendo...
P.S.- Não foi mais ou menos isso que aconteceu com o nazismo...?
Mas eu continuo a afirmar que o respeito tem de ser mútuo, pelo que se não houver respeito de parte a parte, nenhuma relação funciona. É precisamente ao que temos assistido na Europa. A Europa, na sua onda de "somos todos muito tolerantes", etc., faz as vontades todas aos religiosos, porque "ai, se eles se ofendem! E são uma minoria, temos de respeitar". Tirámos crucifixos das escolas, autorizamos o uso de véu e outras formas de minimizar a mulher em praça pública, e em algum locais, a carne de porco não entra no menu. E a troco de quê? Eles fazem isso connosco? Por acaso é permitida a construção de uma igreja católica na Arábia Saudita, por exemplo? Não.
O respeito aqui é apenas unilateral.
Não sou de hipocrisias e não respeito quem não me respeita a mim. Quem me olha de lado só porque sou mulher e trabalho. Só porque sou mulher e conduzo. Só porque sou mulher e não ando tapada da cabeça aos pés. Não respeito quem comete as maiores atrocidades em nome da religião, seja ela qual for.
Claro que neste bolo não entram os muçulmanos perfeitamente integrados nas comunidades onde se inserem, com uma visão mais aberta e, lá está, tolerante da sua religião. Não obstante, mesmo estes, têm uma visão extremamente diminuta sobre o papel da mulher, e toda a sociedade e costumes são puramente machistas. A partir do momento em que uma mulher não é dona de si própria, confesso que tenho bastante dificuldade em aceitar e conviver com pessoas com ideais tão vincadamente diferentes dos meus. Não sou nada tolerante nesse aspecto.
Mas a Europa decide que tem de ser tolerante.
E quando os imigrantes (seja de que religião ou nacionalidade forem), cometem crimes no país de destino, nem sempre são recambiados para o país de origem. Estes imigrantes que vivem muitas vezes dos subsídios dados pelos governos europeus, mas que condenam toda a sociedade europeia e nela permanecem à margem. Face a este tipo de pessoas, a minha posição é de facto extremista.
Portanto, penso que a posição europeia terá de se alterar. Tolerância, sim. Faltas de respeito, não. Não podemos continuar a permitir que alguns destes imigrantes não se integrem na cultura vigente, sendo que em vez disso, forçam a sua alteração.
Muitas pessoas defendem que em curso se encontra uma crescente islamização da Europa. E enquanto outras pensarão que se trata de uma loucura e de mais uma teoria da conspiração, a mim preocupa-me muito, pois não sei exactamente como estará o mundo para os meus filhos e netos. Assistimos a um retrocesso civilizacional na maior parte das sociedades islâmicas que me assusta. Tal como me assusta as regras que à força nos querem impor, no nosso território.
E enquanto isso, nós vamos sendo tolerantes, e cedendo, cedendo...
P.S.- Não foi mais ou menos isso que aconteceu com o nazismo...?
Não acredito que estou a ficar outra vez doente...
Bolas, anteriormente raramente ficava doente de alguma coisa.
Agora parece que com a gravidez, tudo me pega. Dizem que as nossas defesas ficam muito mais em baixo e é bem verdade.
Agora parece que com a gravidez, tudo me pega. Dizem que as nossas defesas ficam muito mais em baixo e é bem verdade.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Chocada, triste
Estou completamente estarrecida com o que aconteceu em França.
Antes de chegar a casa, ainda não tinha tido conhecimento sobre os terríveis acontecimentos de hoje.
Para além das vidas perdidas, da tragédia pessoal, não consigo dissociar este ataque do ataque à liberdade de imprensa, aos valores ocidentais, à nossa forma tolerante de ser.
Esta barbárie significa tudo isso e muito mais.
Irei ainda falar deste assunto novamente, com mais calma. Agora só consigo estar triste.
Antes de chegar a casa, ainda não tinha tido conhecimento sobre os terríveis acontecimentos de hoje.
Para além das vidas perdidas, da tragédia pessoal, não consigo dissociar este ataque do ataque à liberdade de imprensa, aos valores ocidentais, à nossa forma tolerante de ser.
Esta barbárie significa tudo isso e muito mais.
Irei ainda falar deste assunto novamente, com mais calma. Agora só consigo estar triste.
A mania chata que as pessoas têm de dar valor a algo/alguém, apenas quando o perdem
O meu ex ex boss todo poderoso, confidenciou a uma pessoa minha amiga, que tinha saudades do meu trabalho e da minha forma de fazer as coisas. Pois... Nunca me disse isso enquanto lá estive.
E não é à toa que colocou pessoas com muitos mais anos de experiência que eu, a fazer o que eu fazia há um ano atrás.
Pois é...
E não é à toa que colocou pessoas com muitos mais anos de experiência que eu, a fazer o que eu fazia há um ano atrás.
Pois é...
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Agora as questões que realmente importam
Alguém me sabe dizer quando começa a Feira do Bebé do Continente?
Parece que sim, que afinal há esperança
Pela primeira vez em anos, a taxa de natalidade em Portugal, cresceu.
Balanço ou Balancete de 2014, o leitor decide... E 2015?
Sei que já passou quase uma semana, mas ainda assim, não posso deixar de fazer o balanço (ou balancete... Sim, é uma piada parva, eu sei...), do ano que mais me marcou pela positiva em toda a minha vida. Não obstante, desejo que 2015 "tire o lugar" a 2014 como o ano mais feliz da minha vida. Acho que percebem porquê.
Estes foram os meus desejos/planos para 2014, que escrevi aqui no blog e agora transcrevo. Ora atentem:
- Vou ver o Michael Bublé
Vi e amei. E quantas vezes ele vier a Portugal, farei todos os possíveis para ir vê-lo novamente
- Gostava de ir ver o Williams
Não vi. Terá de ficar para uma próxima oportunidade
- Vou-me casar e jurar perante 130 pessoas aquilo que sinto todos os dias
Casei e foi um dia magnífico
- Vou fazer a minha primeira viagem transatlântica
Fiz, e não poderia ter adorado mais
- Quero engravidar
Felizmente, consegui. Não esteve fácil, e pensei que não conseguisse, mas acabou por acontecer e não poderíamos estar mais felizes
- Gostava de mudar de emprego, se tal não acontecer, gostava de ser promovida no actual
Mudei, para pior, e depois mudei novamente, para melhor!
- Quero continuar a perder peso até conseguir engravidar
Nem sei bem como, mas consegui
- Quero ser uma mais-valia para a equipa desportiva onde me integro
Por força da gravidez, tive de parar com os treinos. Um bom motivo
- Quero ser ainda melhor profissional
Tento fazê-lo, todos os dias
- Quero ser ainda melhor companheira
Acho que estou a conseguir
- Irei a Itália pela primeira vez
Fomos, e gostámos
- Vou sorrir mais e chorar ainda menos
Sim, é verdade. E houve mais lágrimas de alegria
- Vou continuar a dar importância aos que gostam de mim
Também. Mas sinto que preciso de dar menos importância ainda a quem só me desgasta e prejudica
Mudei ainda de casa, para o lugar onde sempre quis morar (que a minha carteira permite), na minha cidade, perto de tudo e do que mais valorizo.
Em suma, 2014 FOI O ANO.
Mas estou certa que 2015 irá ser ainda melhor (tenho esperança nisso). Os meus desejos e planos são:
- Gostaria que a minha gravidez continuasse até ao fim, sem problemas
- Gostaria que o meu bebé nascesse sem quaisquer complicações, e pleno de saúde
- Gostaria que fosse um bebé calminho (talvez seja pedir muito, eu sei)
- Queria ser promovida no meu actual emprego
- Quero que sejamos, os 3, ainda mais uma família
- Gostava de voltar a emagrecer rapidamente depois de ter o bebé
- Quero que nunca nos falte amor, saúde, e, se possível, um pouco de dinheiro
Eu sei, são desejos menos específicos, mas são os que sinceramente me enchem o coração. Cada vez menos me apetece pensar em futilidades, e cada vez dou menor importância a coisas "pequenas".
Estes são os meus desejos para 2015.
E os vossos? E 2014? Cumpriu todos os vossos desejos?
Estes foram os meus desejos/planos para 2014, que escrevi aqui no blog e agora transcrevo. Ora atentem:
- Vou ver o Michael Bublé
Vi e amei. E quantas vezes ele vier a Portugal, farei todos os possíveis para ir vê-lo novamente
- Gostava de ir ver o Williams
Não vi. Terá de ficar para uma próxima oportunidade
- Vou-me casar e jurar perante 130 pessoas aquilo que sinto todos os dias
Casei e foi um dia magnífico
- Vou fazer a minha primeira viagem transatlântica
Fiz, e não poderia ter adorado mais
- Quero engravidar
Felizmente, consegui. Não esteve fácil, e pensei que não conseguisse, mas acabou por acontecer e não poderíamos estar mais felizes
- Gostava de mudar de emprego, se tal não acontecer, gostava de ser promovida no actual
Mudei, para pior, e depois mudei novamente, para melhor!
- Quero continuar a perder peso até conseguir engravidar
Nem sei bem como, mas consegui
- Quero ser uma mais-valia para a equipa desportiva onde me integro
Por força da gravidez, tive de parar com os treinos. Um bom motivo
- Quero ser ainda melhor profissional
Tento fazê-lo, todos os dias
- Quero ser ainda melhor companheira
Acho que estou a conseguir
- Irei a Itália pela primeira vez
Fomos, e gostámos
- Vou sorrir mais e chorar ainda menos
Sim, é verdade. E houve mais lágrimas de alegria
- Vou continuar a dar importância aos que gostam de mim
Também. Mas sinto que preciso de dar menos importância ainda a quem só me desgasta e prejudica
Mudei ainda de casa, para o lugar onde sempre quis morar (que a minha carteira permite), na minha cidade, perto de tudo e do que mais valorizo.
Em suma, 2014 FOI O ANO.
Mas estou certa que 2015 irá ser ainda melhor (tenho esperança nisso). Os meus desejos e planos são:
- Gostaria que a minha gravidez continuasse até ao fim, sem problemas
- Gostaria que o meu bebé nascesse sem quaisquer complicações, e pleno de saúde
- Gostaria que fosse um bebé calminho (talvez seja pedir muito, eu sei)
- Queria ser promovida no meu actual emprego
- Quero que sejamos, os 3, ainda mais uma família
- Gostava de voltar a emagrecer rapidamente depois de ter o bebé
- Quero que nunca nos falte amor, saúde, e, se possível, um pouco de dinheiro
Eu sei, são desejos menos específicos, mas são os que sinceramente me enchem o coração. Cada vez menos me apetece pensar em futilidades, e cada vez dou menor importância a coisas "pequenas".
Estes são os meus desejos para 2015.
E os vossos? E 2014? Cumpriu todos os vossos desejos?
A problemática da cedência de vez/lugar a grávidas e outras pessoas com condições prioritárias
Em toda a minha vida entendi que algumas pessoas, por motivos óbvios e relacionados com a sua condição, necessitavam de um pouco mais de atenção e respeito, no que se refere à cedência de vez e de lugar nas várias dinâmicas da vida em sociedade.
Para mim não faz sentido não ceder o lugar a uma pessoa idosa, "apenas" porque eu não estou sentada nos lugares de cedência obrigatória. Parece-me claro como água. Tal como não me importo, quando uma pessoa me pede para passar à frente na fila do supermercado, tendo eu um carrinho cheio, e essa pessoa apenas um ou dois artigos, de a deixar passar. Não me custa nada e acredito que poderei estar a contribuir para que a outra pessoa fique mais confortável na sua existência em sociedade.
Isto para mim parecem-me valores básicos.
Infelizmente, nem toda a gente vê as coisas da mesma forma.
Claro que já tinha reparado nestas indelicadezas e faltas de civismo antes, mas agora, dada a minha condição e a minha barriga que já não engana ninguém, tudo me parece mais claro.
Fico parva quando vou para uma fila prioritária, e ao pedir para passar à frente (normalmente faço-o quando levo 2 ou 3 coisas e não um carro cheio de compras), algumas pessoas me olham com desagrado e cara de frete, sendo que já cheguei a ter chatices com algumas. Aquilo que para mim é automático com qualquer pessoa, grávida ou não, para algumas pessoas chega quase a ser um insulto. Já tive de instruir pessoas a ler os cartazes da fila do supermercado em que se encontravam, e de explicar o significado de "prioridade".
Não gosto de ser grosseira, mas a verdade é que todas estas chatices ocorreram com pessoas cuja idade ultrapassava os 55 anos. Quero acreditar que as gerações mais novas têm outro ponto de vista sobre o assunto.
Outra coisa que me choca são os transportes públicos. Felizmente, agora não tenho muita necessidade de andar de transportes públicos, mas posso dizer-vos que na passagem de ano, com os metros atolados de gente, eu vi pessoas a não cederem o seu lugar a mulheres que transportavam crianças de colo. É verdade. Eu nem falo de mim. Falo de casos mais gritantes, como uma senhora que transportava um bebé (se aquela noite era a mais adequada para se sair com um bebé pequenino, é outra discussão...), e que passou a viagem inteira de pé, ao meu lado, trocando olhares comigo, porque ninguém lhe cedia lugar. Nem a ela, nem a mim.
Enfim.
Grassa na nossa sociedade uma falta de civismo gritante. As pessoas estão sempre muito preocupadas com o seu umbigo, com o seu mundinho, não querendo saber se poluir o chão vai afectar todos nós, ou se não ceder o lugar a uma mulher grávida não é quase uma "obrigação".
O civismo não se ensina numa sala de aula. Mas começo a pensar que não fazia mal nenhum às criancinhas, terem aulas de etiqueta e convivência em sociedade. Poderia ser que algumas quebrassem o ciclo vicioso da má educação e não se comportassem de acordo com os exemplos negativos de alguns dos seus pais.
Para mim não faz sentido não ceder o lugar a uma pessoa idosa, "apenas" porque eu não estou sentada nos lugares de cedência obrigatória. Parece-me claro como água. Tal como não me importo, quando uma pessoa me pede para passar à frente na fila do supermercado, tendo eu um carrinho cheio, e essa pessoa apenas um ou dois artigos, de a deixar passar. Não me custa nada e acredito que poderei estar a contribuir para que a outra pessoa fique mais confortável na sua existência em sociedade.
Isto para mim parecem-me valores básicos.
Infelizmente, nem toda a gente vê as coisas da mesma forma.
Claro que já tinha reparado nestas indelicadezas e faltas de civismo antes, mas agora, dada a minha condição e a minha barriga que já não engana ninguém, tudo me parece mais claro.
Fico parva quando vou para uma fila prioritária, e ao pedir para passar à frente (normalmente faço-o quando levo 2 ou 3 coisas e não um carro cheio de compras), algumas pessoas me olham com desagrado e cara de frete, sendo que já cheguei a ter chatices com algumas. Aquilo que para mim é automático com qualquer pessoa, grávida ou não, para algumas pessoas chega quase a ser um insulto. Já tive de instruir pessoas a ler os cartazes da fila do supermercado em que se encontravam, e de explicar o significado de "prioridade".
Não gosto de ser grosseira, mas a verdade é que todas estas chatices ocorreram com pessoas cuja idade ultrapassava os 55 anos. Quero acreditar que as gerações mais novas têm outro ponto de vista sobre o assunto.
Outra coisa que me choca são os transportes públicos. Felizmente, agora não tenho muita necessidade de andar de transportes públicos, mas posso dizer-vos que na passagem de ano, com os metros atolados de gente, eu vi pessoas a não cederem o seu lugar a mulheres que transportavam crianças de colo. É verdade. Eu nem falo de mim. Falo de casos mais gritantes, como uma senhora que transportava um bebé (se aquela noite era a mais adequada para se sair com um bebé pequenino, é outra discussão...), e que passou a viagem inteira de pé, ao meu lado, trocando olhares comigo, porque ninguém lhe cedia lugar. Nem a ela, nem a mim.
Enfim.
Grassa na nossa sociedade uma falta de civismo gritante. As pessoas estão sempre muito preocupadas com o seu umbigo, com o seu mundinho, não querendo saber se poluir o chão vai afectar todos nós, ou se não ceder o lugar a uma mulher grávida não é quase uma "obrigação".
O civismo não se ensina numa sala de aula. Mas começo a pensar que não fazia mal nenhum às criancinhas, terem aulas de etiqueta e convivência em sociedade. Poderia ser que algumas quebrassem o ciclo vicioso da má educação e não se comportassem de acordo com os exemplos negativos de alguns dos seus pais.
A minha passagem de ano?
Jantei com a minha "família". Mas depois fomos logo embora, para o mar de gente que esteve na Avenida dos Aliados.
Claro que antes ainda houve direito a discussão, mas enfim, faz parte.
Entretanto já decidi o que vou fazer. Vou pedir algum apoio jurídico e com base nisso, tentar perceber o que posso fazer. Posteriormente, se a situação for realmente tal como me foi descrita, vou ajudar quand puder, e não ajudar quando não puder. Não tenho condições para ter mais uma despesa fixa neste momento.
E quero proteger o meu filho e o meu Bomboco acima de tudo. Estas coisas não matam, mas desgastam um casamento. Já vi isso a acontecer e não posso deixar que aconteça comigo.
Quero também agradecer-vos as palavras de apoio que me têm manifestado. Apesar disto serem só blogs, é bom ver que desse lado também há quem se importe. Obrigada.
Claro que antes ainda houve direito a discussão, mas enfim, faz parte.
Entretanto já decidi o que vou fazer. Vou pedir algum apoio jurídico e com base nisso, tentar perceber o que posso fazer. Posteriormente, se a situação for realmente tal como me foi descrita, vou ajudar quand puder, e não ajudar quando não puder. Não tenho condições para ter mais uma despesa fixa neste momento.
E quero proteger o meu filho e o meu Bomboco acima de tudo. Estas coisas não matam, mas desgastam um casamento. Já vi isso a acontecer e não posso deixar que aconteça comigo.
Quero também agradecer-vos as palavras de apoio que me têm manifestado. Apesar disto serem só blogs, é bom ver que desse lado também há quem se importe. Obrigada.
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