Eu gosto da época natalícia desde que comecei a namorar com o meu marido. Mesmo assim, sei que na minha família é sempre uma oportunidade para mais guerras e problemas, e este ano não foi excepção.
Não consigo estar com boa cara depois da bomba que me lançaram, estou sinceramente esgotada. Só me apetece desaparecer do mapa. Isso ou provocar-lhes uma amnésia colectiva, de modo a que se esquecessem de mim para sempre.
Então o que foi desta vez, perguntam vocês?
Eu explico. Como sempre, aquela gente não sabe tratar de nada atempadamente, é tudo mal feito e feito em cima do joelho, deixaram uma situação que eu desconhecia que existia, chegar a um ponto em que o processo pode ir para tribunal (segundo o que me disseram, que eu ainda não percebi esta história a fundo). E decidiram fazer um acordo de pagamento do valor em dívida, sem me consultarem sobre nada, e agora querem que eu ajude a pagar.
Digam-me se isto não é de loucos. Estou tão farta de tudo... De pagar dívidas que não são minhas, de andar sempre à rasca quando poderia viver melhor, devido a problemas que eu não criei... Estou esgotada! Para além de ter de pagar uma mensalidade de uma dívida que contraí para pagar uma dívida da minha mãe, a mensalidade do carro, e as despesas inerentes à minha casa, agora ainda querem que eu pague mais isto. Quando uma pessoa pensa que precisa de uma folga financeira para fazer face às grandes despesas que se adivinham, em virtude do nascimento de um filho, vem mais uma bombinha. O problema disto é a chantagem emocional, pois dizem-me que se eu não ajudar a pagar, a minha avó pode ficar sem casa.
O pouco que eu consegui na minha vida foi sem ajuda de ninguém, só eu e o meu marido. E mesmo assim parece que não só não nos ajudam, como ainda estão sempre a arranjar maneiras de tirar o pouco que temos.
O meu marido está absolutamente farto de todos estes problemas, sempre que vou a casa da minha avó é mais um problema, mais uma chatice. Isto desgasta-nos e retira-nos a energia. A minha família suga-me a energia, e logo neste momento em que a minha cabeça está concentrada em outras coisas, com outras prioridades, e em que eu preciso de fazer face à minha família, essa sim, a família que eu escolhi e que precisa de mim, e os problemas não páram de aparecer.
Estou para ver como vou ter mais uma dívida mensal de algo que eu não fiz, que eu não sei como pagar, quando neste momento os tempos são de contenção.
Estou mesmo ko. Só me apetecia desaparecer.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
Feliz Natal a todos!
Feliz Natal queridos leitores! Desejo-vos um Natal cheio de coisinhas boas e fofinhas, muitos docinhos e poucos quilinhos!
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Ah e tal, o comércio tradicional. Não.
Nunca fui fã do comércio tradicional, confesso. Aquele comérciozinho de rua, muito típico... hmmmm... Não. Eu explico. Tirando raras excepções, sempre tive más experiências no comércio tradicional. Tenho uma péssima impressão daquele comércio típico, cujos funcionários (normalmente os donos), são super antipáticos, onde os artigos são datados de 1970, onde nunca há nada, e cujas horas de funcionamento estão totalmente desfasadas dos horários das pessoas (quem não adora as lojas abertas entre as 9h e as 18h, com hora de almoço fechada).
Por todos esses motivos e mais alguns, raramente contam comigo para "ajudar" o comércio tradicional. Mas felizmente há excepções. E é dessas que quero falar-vos.
Actualmente, há por aí muito movimentozinho a favor do comércio tradicional. Porque não se podem fechar as lojas, porque construir outras lojas de marcas internacionais e/ou hóteis é destruir a nossa identidade, patati, patata. Amigos, mas qual identidade? A das coisas datadas e cheias de pó? Aquelas lojas que nunca se actualizaram e não fizeram esforço nenhum para continuarem a ser competitivas, adormecendo sobre os seus louros?
Não contem comigo.
Contem comigo sim, para ir aquelas lojas de comércio tradicional que continuam vivas, com artigos actuais e bom atendimento. Essas lojas existem, e continuam abertas, cheias de gente, cheias de movimento.
Os bons estabelecimentos, bem geridos, sobrevivem. Sempre.
Por todos esses motivos e mais alguns, raramente contam comigo para "ajudar" o comércio tradicional. Mas felizmente há excepções. E é dessas que quero falar-vos.
Actualmente, há por aí muito movimentozinho a favor do comércio tradicional. Porque não se podem fechar as lojas, porque construir outras lojas de marcas internacionais e/ou hóteis é destruir a nossa identidade, patati, patata. Amigos, mas qual identidade? A das coisas datadas e cheias de pó? Aquelas lojas que nunca se actualizaram e não fizeram esforço nenhum para continuarem a ser competitivas, adormecendo sobre os seus louros?
Não contem comigo.
Contem comigo sim, para ir aquelas lojas de comércio tradicional que continuam vivas, com artigos actuais e bom atendimento. Essas lojas existem, e continuam abertas, cheias de gente, cheias de movimento.
Os bons estabelecimentos, bem geridos, sobrevivem. Sempre.
Coisas que não consigo esquecer
Bomboco diz que eu vivo com muitos remorsos do passado. Não o nego. São as cicatrizes de uma vida que gostaria de não ter vivido, e as penalizações por ter uma memória demasiado apurada.
Mas dizia eu que Bomboco me diz para eu me focar no passado recente, esse sim, mais feliz. É verdade. No entanto, não consigo esquecer algumas coisas que foram demasiado profundas e dolorosas, e que ainda hoje ardem quando me lembro delas.
Mas dizia eu que Bomboco me diz para eu me focar no passado recente, esse sim, mais feliz. É verdade. No entanto, não consigo esquecer algumas coisas que foram demasiado profundas e dolorosas, e que ainda hoje ardem quando me lembro delas.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Inédito, há realmente sempre uma primeira vez para... Quase tudo
Pois que ontem ao início da noite, estava eu a ir para casa, e passei numa zona que costuma ter profissionais do sexo mal anoitece. Não estava nenhum carro à minha frente, nem nenhum atrás de mim. E uma dita profissional, começa a fazer sinais para mim, a esbracejar, para eu parar.
Eu olhei para a senhora com um ar incrédulo. Portanto, já posso riscar da lista o "ser abordada por uma prostituta", certo?
Eu olhei para a senhora com um ar incrédulo. Portanto, já posso riscar da lista o "ser abordada por uma prostituta", certo?
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Fé na humanidade: restaurada
Hoje de manhã, um vizinho meu, na casa dos 35 anos, estava com um ar preocupado, de volta do carro. Estava eu a sair da garagem quando o vi estacionado na rua, e preparava-me para encostar e ir ver se ele precisava de alguma coisa (nem que fosse chamar a assistência), quando vejo uma bolinha de pêlo branca nas suas mãos, acabada de ser retirada de junto do motor. O senhor encostou o gatinho contra si e entrou na porta do meu prédio, levando o gatinho (imagino que para casa dele).
Ganhei o dia.
O Natal e a minha adorada família
Até este ano, eu e Bomboco optávamos por jantar cada um na sua família de origem, sendo que passávamos todo o dia e toda a noite juntos, ora numa casa da família, ora noutra. Apenas nos separávamos para jantar.
Ora, este ano vamos fazer diferente. Decidimos que íamos jantar na minha sogra, e depois iríamos almoçar no dia seguinte na casa da minha avó, sendo que durante os dois dias, íamos alternando, como sempre fizemos, entre as duas casas.
Bem, acontece que na casa da minha avó há sempre pessoas desagradáveis da minha família que também passam lá o Natal, pois a pessoa em questão não tem outro sítio para onde ir. Apenas e só por isso. Falei dessa pessoa neste post.
Tendo em conta o que aconteceu no nosso casamento, eu e o Bomboco atingimos o nosso limite de paciência para com referida personagem, e dissemos à minha avó que se a pessoa fosse lá estar, nós não iríamos. Deixámos isso bem patente. A minha avó primeiro tentou dissuadir-me, que não podia ser assim, que ele não tinha mais ninguém, etc, mas eu e Bomboco estamos irredutíveis, e quando lhe falei nisso no último fim-de-semana, ela disse apenas que já sabia da nossa posição. Eu acho que ela não vai ter coragem de dizer que não à dita pessoa, e depois na hora da verdade, espera que eu e o Bomboco não consigamos cumprir a nossa palavra. Mas engana-se.
Adiante.
Todos os anos, de modo a que não seja a minha avó a pagar tudo, dividem-se as compras da ceia de natal pelos membros da família pagantes (sim, mal eu tive um emprego, a minha tia incluiu-me imediatamente na dita conta). Escusado será dizer que essa pessoa nunca pagou um ano que fosse, nunca podia, nunca dava jeito, estava sempre a atravessar um mau momento.
E isto foi andando. Ora, este ano, nós só vamos lá almoçar, claro que acabamos sempre por comer e beber outras coisas, mas a refeição será apenas o almoço. Não obstante, quando a minha tia me falou do assunto, eu disse que sim senhora, que pagava, mas que não queria pagar as bebidas alcoólicas com excepção das que o Bomboco bebe, porque eu não bebo, e e eles gastam balúrdios em vinhos e outras bebidas que nem eu nem Bomboco bebemos, mas muito menos agora devido à gravidez. Nos outros anos eu sempre paguei tudo, mas tendo em conta que vem aí um bebé e as coisas não estão fáceis para ninguém, eu disse que não achava justo incluir-me na conta com os vinhos, que só isso ascende a mais de 300€. A minha proposta era de eu entrar na divisão, inclusivamente pagar por inteiro o sumo que compramos para mim, com excepção dos vinhos. A minha tia ficou toda ofendida, porque somos todos da mesma família, e o Natal é da família etc., etc., e que a vida também não era justa. Ao que eu respondi que sim senhor, que o bebé também é da família (infelizmente...), e que ninguém participa nas minhas contas de farmácia, ninguém ainda ofereceu nada para o bebé, e que não faz sentido eu nesta situação estar a pagar por uma coisa que evidentemente não posso consumir, e faz-me muita diferença.
Ela lá continuou ofendida mas eu mantenho a minha opinião. Que comprem vinhos mais baratos porra! Mas a minha família não, eles só gostam do melhor e mais caro, só que depois, é o que se viu no meu casamento em que dos meus cerca de 30 convidados, em que 20 eram família, 15 não deram qualquer prenda. Sim, leram bem. 15. Eu no outro post só falei do outro dito cujo porque foi o único que não me deu prenda e não me deu explicação. Mas a verdade é que no total, 19 pessoas não nos deram prenda nenhuma, e dessas 19, 15 eram da minha família.
A verdade é fodida e dura, mas eu só posso contar com muito poucas pessoas da minha família porque o resto é para esquecer. E se no meu casamento foi o que foi, e com o bebé será igual, porque hei-de eu pagar vinhos caríssimos só porque se lembram que é Natal, e que temos de estar todos juntos, e na ceia de Natal compra-se tudo do bom e do melhor, independentemente de quem paga?
Não estou para isso.
Estou mesmo pelos cabelos com esta minha família magnífica.
Ora, este ano vamos fazer diferente. Decidimos que íamos jantar na minha sogra, e depois iríamos almoçar no dia seguinte na casa da minha avó, sendo que durante os dois dias, íamos alternando, como sempre fizemos, entre as duas casas.
Bem, acontece que na casa da minha avó há sempre pessoas desagradáveis da minha família que também passam lá o Natal, pois a pessoa em questão não tem outro sítio para onde ir. Apenas e só por isso. Falei dessa pessoa neste post.
Tendo em conta o que aconteceu no nosso casamento, eu e o Bomboco atingimos o nosso limite de paciência para com referida personagem, e dissemos à minha avó que se a pessoa fosse lá estar, nós não iríamos. Deixámos isso bem patente. A minha avó primeiro tentou dissuadir-me, que não podia ser assim, que ele não tinha mais ninguém, etc, mas eu e Bomboco estamos irredutíveis, e quando lhe falei nisso no último fim-de-semana, ela disse apenas que já sabia da nossa posição. Eu acho que ela não vai ter coragem de dizer que não à dita pessoa, e depois na hora da verdade, espera que eu e o Bomboco não consigamos cumprir a nossa palavra. Mas engana-se.
Adiante.
Todos os anos, de modo a que não seja a minha avó a pagar tudo, dividem-se as compras da ceia de natal pelos membros da família pagantes (sim, mal eu tive um emprego, a minha tia incluiu-me imediatamente na dita conta). Escusado será dizer que essa pessoa nunca pagou um ano que fosse, nunca podia, nunca dava jeito, estava sempre a atravessar um mau momento.
E isto foi andando. Ora, este ano, nós só vamos lá almoçar, claro que acabamos sempre por comer e beber outras coisas, mas a refeição será apenas o almoço. Não obstante, quando a minha tia me falou do assunto, eu disse que sim senhora, que pagava, mas que não queria pagar as bebidas alcoólicas com excepção das que o Bomboco bebe, porque eu não bebo, e e eles gastam balúrdios em vinhos e outras bebidas que nem eu nem Bomboco bebemos, mas muito menos agora devido à gravidez. Nos outros anos eu sempre paguei tudo, mas tendo em conta que vem aí um bebé e as coisas não estão fáceis para ninguém, eu disse que não achava justo incluir-me na conta com os vinhos, que só isso ascende a mais de 300€. A minha proposta era de eu entrar na divisão, inclusivamente pagar por inteiro o sumo que compramos para mim, com excepção dos vinhos. A minha tia ficou toda ofendida, porque somos todos da mesma família, e o Natal é da família etc., etc., e que a vida também não era justa. Ao que eu respondi que sim senhor, que o bebé também é da família (infelizmente...), e que ninguém participa nas minhas contas de farmácia, ninguém ainda ofereceu nada para o bebé, e que não faz sentido eu nesta situação estar a pagar por uma coisa que evidentemente não posso consumir, e faz-me muita diferença.
Ela lá continuou ofendida mas eu mantenho a minha opinião. Que comprem vinhos mais baratos porra! Mas a minha família não, eles só gostam do melhor e mais caro, só que depois, é o que se viu no meu casamento em que dos meus cerca de 30 convidados, em que 20 eram família, 15 não deram qualquer prenda. Sim, leram bem. 15. Eu no outro post só falei do outro dito cujo porque foi o único que não me deu prenda e não me deu explicação. Mas a verdade é que no total, 19 pessoas não nos deram prenda nenhuma, e dessas 19, 15 eram da minha família.
A verdade é fodida e dura, mas eu só posso contar com muito poucas pessoas da minha família porque o resto é para esquecer. E se no meu casamento foi o que foi, e com o bebé será igual, porque hei-de eu pagar vinhos caríssimos só porque se lembram que é Natal, e que temos de estar todos juntos, e na ceia de Natal compra-se tudo do bom e do melhor, independentemente de quem paga?
Não estou para isso.
Estou mesmo pelos cabelos com esta minha família magnífica.
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Shiuuuu, segredos sobre mim #3
Quando eu era pequenininha, e a minha avó por algum motivo tinha de se ausentar, e eu ficava com a minha mãe, não me eram dadas refeições, banho, limpeza.
Ficava suja e com fome por dias consecutivos.
Ficava suja e com fome por dias consecutivos.
Sim, este diálogo aconteceu mesmo
Hoje de manhã entro na padaria e, logo atrás de mim, vem uma senhora de idade, conhecida da minha avó, que eu não via há uns meses.
Cumprimento-a.
- Ah menina Bomboca, há quanto tempo! Tens andado desaparecida!
- Então, a senhora, como está?
- Mais ou menos. As cruzes filha, as cruzes. Mas tu já estiveste mais magra. Estás a ficar com muita barriga. Tens de ter mais cuidado, filha. Ainda por cima agora vem aí o Natal.
- Pois, é verdade... Mas eu estou grávida.
- Ah pronto. Sendo assim estás magrinha. Tens de engordar mais!
E eu fiquei a olhar para a senhora com cara de tacho, e rapidamente me despedi.
... Afina, em que ficamos?
Cumprimento-a.
- Ah menina Bomboca, há quanto tempo! Tens andado desaparecida!
- Então, a senhora, como está?
- Mais ou menos. As cruzes filha, as cruzes. Mas tu já estiveste mais magra. Estás a ficar com muita barriga. Tens de ter mais cuidado, filha. Ainda por cima agora vem aí o Natal.
- Pois, é verdade... Mas eu estou grávida.
- Ah pronto. Sendo assim estás magrinha. Tens de engordar mais!
E eu fiquei a olhar para a senhora com cara de tacho, e rapidamente me despedi.
... Afina, em que ficamos?
As coisas são como são, de facto
E eu sou uma rapariga de gostos simples.
Prefiro ter uma boa carteira do que ter 322 da Primark (ou qualquer outra marca cuja qualidade não seja exactamente de excelência).
Prefiro poucas, mas boas peças de joalharia e bijuteria.
Prefiro ir a um tasco com boa comida e preço simpático, do que pagar balúrdios por um prato pseudo-chique e demasiado elaborado que dá para a cova de um dente.
Gosto mais do Mc'Donalds do que das hamburguerias xpto que existem por aí.
Gosto mais de estar com meia dúzia de pessoas, boa companhia, do que estar rodeada de uma multidão.
Prefiro, sempre, aqueles que como eu, gostam de crianças e animais, aos que se aborrecem facilmente com eles.
Prefiro vestir o que gosto, independentemente do que o que os outros gostam.
Prefiro a dura verdade, à mentira agradável.
Prefiro o romantismo ao pragmatismo (apesar de ser muito pragmática).
Prefiro o abraço do meu amor, à admiração de conhecidos.
Gostos simples, o essencial.
Prefiro ter uma boa carteira do que ter 322 da Primark (ou qualquer outra marca cuja qualidade não seja exactamente de excelência).
Prefiro poucas, mas boas peças de joalharia e bijuteria.
Prefiro ir a um tasco com boa comida e preço simpático, do que pagar balúrdios por um prato pseudo-chique e demasiado elaborado que dá para a cova de um dente.
Gosto mais do Mc'Donalds do que das hamburguerias xpto que existem por aí.
Gosto mais de estar com meia dúzia de pessoas, boa companhia, do que estar rodeada de uma multidão.
Prefiro, sempre, aqueles que como eu, gostam de crianças e animais, aos que se aborrecem facilmente com eles.
Prefiro vestir o que gosto, independentemente do que o que os outros gostam.
Prefiro a dura verdade, à mentira agradável.
Prefiro o romantismo ao pragmatismo (apesar de ser muito pragmática).
Prefiro o abraço do meu amor, à admiração de conhecidos.
Gostos simples, o essencial.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
sábado, 13 de dezembro de 2014
As Maravilhas da gravidez #2
As pessoas acharem que, por eu estar grávida, têm o direito de me porem a mão na barriga. Se soubessem, se sonhassem o quanto eu detesto isso! Odeio contactos físicos, sobretudo de gente com quem não tenho confiança para tal. Sim, porque as pessoas que me conhecem, sabem precisamente que eu não sou a maior fã de contactos físicos, e por isso não têm esses gestos.
O melhor, é quando dizemos à pessoa em questão que não gostamos que nos coloquem a mão na barriga, e esta continua a fazer o mesmo.
Grrrr, que nervos!
Porque é que as pessoas se acham nesse direito?
O melhor, é quando dizemos à pessoa em questão que não gostamos que nos coloquem a mão na barriga, e esta continua a fazer o mesmo.
Grrrr, que nervos!
Porque é que as pessoas se acham nesse direito?
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Mais um post daqueles nada politicamente correctos, hoje apetece-me disparar para todos os lados- Funcionários públicos, licença de maternidade, horário amamentação
Alguns funcionários públicos (não todos), têm uma vida santa. Não precisam de se esmifrar a trabalhar porque ninguém os vai mandar embora. Saem à sua horinha certa sem serem penalizados por isso. Têm todas as regalias presentes na lei (e bem, claro). Ora, ultimamente (isto de estar grávida é assim, pensa-se muito...), tenho vindo a reflectir sobre a licença de maternidade. E claro, Portugal, sempre a dar bons exemplos, é dos países da Europa onde a licença é mais reduzida. Como nós vamos retirar licença partilhada, eu tenho direito a 4 meses, e o pai, terá direito a 1 mês, com vencimentos a 100%. 4 meses. Com 4 meses eu vou ter de deixar o meu bebé aos cuidados de outros, que, no meu caso, tenho a SORTE de poder contar com os meus sogros, e sei que ele estará bem entregue. Mas muita gente não tem esta felicidade. E é ver as pessoas, com os corações apertados, a deixar os seus bebés de meses em amas, infantários, etc.
Claro está que já me avisaram que eu poderei tirar os 4 meses... E pronto. As férias terão de ser tiradas noutra altura. E o horário de amamentação? Pois... Na minha área de emprego, ter as duas horas diárias de licença de amamentação não é bem visto. Não é apenas na minha empresa, mas em todas. E arrisco-me mesmo a dizer, que tal situação se passa em quase todo o sector privado. E eu, como todas as outras mães, se não quero ver a minha progressão estagnada, tirarei as horas que me são devidas "quando der, se der". Ninguém me disse claramente isto, mas já são muitos anos a virar frangos. Sei que a maternidade e a carreira profissional têm uma linha de equilíbrio muito ténue.
Na maior parte dos sectores da função pública (pelo menos nos que conheço), não existe qualquer impedimento a que essa licença seja retirada. E bem. Está ainda previsto na lei que, quando se tem crianças até x anos, o horário de trabalho é reduzido.
A minha prima, colaboradora da função pública, está há 9 anos a trabalhar entre as 9h e as 13h. E vocês, como eu inicialmente, pensariam que ela está feliz com o horário, certo?
Errado. A senhora está sempre a queixar-se. Noutro dia teve de sair às 14h e foi o fim do mundo, a senhora parecia que ia morrendo, tal a avalanche de trabalho, e que não podia ser assim, que é uma injustiça. É claro que as pessoas devem sempre aspirar a melhor. Mas não me parece que trabalhar há 9 anos com horário reduzido, e ter uma vez por outra de trabalhar mais uma hora, seja uma injustiça.
Injustiça é, como sabemos, essa lei não se "aplicar" no sector privado. Se em qualquer das empresas em que trabalhei, eu dissesse que queria ter esse horário, acho que conseguiria arrancar várias gargalhadas, pois não poderia estar a falar a sério.
Essa dicotomia, que ainda existe muito, irrita-me solenemente.
Nós, colaboradores do privado, não somos mais nem menos que ninguém, no entanto, para muitas coisas, não temos os mesmos direitos.
Claro está que já me avisaram que eu poderei tirar os 4 meses... E pronto. As férias terão de ser tiradas noutra altura. E o horário de amamentação? Pois... Na minha área de emprego, ter as duas horas diárias de licença de amamentação não é bem visto. Não é apenas na minha empresa, mas em todas. E arrisco-me mesmo a dizer, que tal situação se passa em quase todo o sector privado. E eu, como todas as outras mães, se não quero ver a minha progressão estagnada, tirarei as horas que me são devidas "quando der, se der". Ninguém me disse claramente isto, mas já são muitos anos a virar frangos. Sei que a maternidade e a carreira profissional têm uma linha de equilíbrio muito ténue.
Na maior parte dos sectores da função pública (pelo menos nos que conheço), não existe qualquer impedimento a que essa licença seja retirada. E bem. Está ainda previsto na lei que, quando se tem crianças até x anos, o horário de trabalho é reduzido.
A minha prima, colaboradora da função pública, está há 9 anos a trabalhar entre as 9h e as 13h. E vocês, como eu inicialmente, pensariam que ela está feliz com o horário, certo?
Errado. A senhora está sempre a queixar-se. Noutro dia teve de sair às 14h e foi o fim do mundo, a senhora parecia que ia morrendo, tal a avalanche de trabalho, e que não podia ser assim, que é uma injustiça. É claro que as pessoas devem sempre aspirar a melhor. Mas não me parece que trabalhar há 9 anos com horário reduzido, e ter uma vez por outra de trabalhar mais uma hora, seja uma injustiça.
Injustiça é, como sabemos, essa lei não se "aplicar" no sector privado. Se em qualquer das empresas em que trabalhei, eu dissesse que queria ter esse horário, acho que conseguiria arrancar várias gargalhadas, pois não poderia estar a falar a sério.
Essa dicotomia, que ainda existe muito, irrita-me solenemente.
Nós, colaboradores do privado, não somos mais nem menos que ninguém, no entanto, para muitas coisas, não temos os mesmos direitos.
A pobreza infantil em Portugal- Aviso: post polémico e nada consensual, podem começar a preparar os ovos e os tomates podres
Na semana passada, fiquei estarrecida quando foram conhecidas as estatísticas do INE sobre a pobreza infantil em Portugal. É assustador. 1/3 das crianças encontra-se em risco de pobreza. Fiquei estarrecida com esses números. Comecei a pensar como era possível. E depois percebi. Existem várias explicações, mas creio que uma das principais assenta na seguinte: se pensarmos bem, quem tem mais filhos, são dois grupos de pessoas, as abastadas e as muito pobres.
As remediadas, como eu, como o leitor e tantas outras, cada vez têm menos filhos. Conheço inúmeros casais que gostariam de ter filhos, ou de tentar o segundo ou mesmo o terceiro filho. Mas não o fazem. Ou porque as exigências profissionais assim não o permitem, ou porque consideram que não têm possibilidades financeiras para tal.
As pessoas que já estão em risco de pobreza, muitas vezes não têm pudor em ter mais filhos. Vejo isso bem nas consultas de obstetrícia. Tal situação vê-se ainda nos fóruns de maternidade, onde muita gente admite que "aproveita" o desemprego para ter filhos, enquanto outras já não têm pretensões de deixar de solicitar o RSI. Para exemplificar o que quero dizer, conto um episódio passado na última consulta que tive. Duas senhoras grávidas, uma grávida do 5º filho, e outra grávida do 4º, conversavam entre si, sobre a obrigatoriedade de se deslocarem ao centro de emprego para não perderem o RSI. A senhora com mais filhos, comentava que, apesar de desempregada e da mesma situação se verificar com o seu marido, ainda tinham vontade de ter mais um. Sim, o 6º.
E eu fiquei parva. Porque claro que cada pessoa deverá ter os filhos que desejar, mas não nos podemos esquecer que é necessário providenciar-lhes as mínimas condições para isso. Os filhos de ambas as senhoras, estavam mal arranjados, com roupas rotas e já bastante gastas, e sujinhos. Para mim, isso não é qualidade de vida, não é proporcionar o melhor aos filhos. Claro que não defendo que as crianças têm de andar todas em Gant. Mas há os mínimos. E aqueles, coitadinhos, nem isso.
E quem me garante também que não passam fome?
Eu acho que muitas destas pessoas não pensam. Não pensam que não têm condições para criar mais uma criança, não pensam nas necessidades individuais de cada uma, e na qualidade de vida que lhes deveriam proporcionar. Vejo destes casos aos montes. E isto aflige-me. Não podemos proibir ninguém de ter filhos (infelizmente...), mas podemos sensibilizar. Será que aquelas senhoras conseguem dar o acompanhamento devido a todos? Tomara que sim. Mas não acredito.
A pílula e outros métodos anti concepcionais, são gratuitos nos centros de saúde. Não há "desculpa" para várias gravidezes "indesejadas".
A crise prejudicou em muito a qualidade de vida das crianças, não tenho dúvidas. Mas também não tenho dúvidas que estas crianças, filhas de pais já na pobreza, nasceriam, independentemente da crise. E preocupa-me porque isto é um ciclo vicioso. E se muitas pessoas com menores rendimentos não pensam duas ou três vezes antes de ter mais filhos, os remediados, como eu, pensam mil. E muitas vezes não têm.
E eu penso que esta merda é toda muito injusta, porque nós não podemos ter mais filhos, mas andamos a descontar para que muitas destas pessoas tenham 4 e 5 filhos, onde não lhes podem proporcionar a qualidade de vida que merecem. E se isto não é injustiça, então não sei o que é.
E quanto mais penso nisto, mais penso que afinal o argumento do filme "The Tall Man" não é assim tão descabido...
As remediadas, como eu, como o leitor e tantas outras, cada vez têm menos filhos. Conheço inúmeros casais que gostariam de ter filhos, ou de tentar o segundo ou mesmo o terceiro filho. Mas não o fazem. Ou porque as exigências profissionais assim não o permitem, ou porque consideram que não têm possibilidades financeiras para tal.
As pessoas que já estão em risco de pobreza, muitas vezes não têm pudor em ter mais filhos. Vejo isso bem nas consultas de obstetrícia. Tal situação vê-se ainda nos fóruns de maternidade, onde muita gente admite que "aproveita" o desemprego para ter filhos, enquanto outras já não têm pretensões de deixar de solicitar o RSI. Para exemplificar o que quero dizer, conto um episódio passado na última consulta que tive. Duas senhoras grávidas, uma grávida do 5º filho, e outra grávida do 4º, conversavam entre si, sobre a obrigatoriedade de se deslocarem ao centro de emprego para não perderem o RSI. A senhora com mais filhos, comentava que, apesar de desempregada e da mesma situação se verificar com o seu marido, ainda tinham vontade de ter mais um. Sim, o 6º.
E eu fiquei parva. Porque claro que cada pessoa deverá ter os filhos que desejar, mas não nos podemos esquecer que é necessário providenciar-lhes as mínimas condições para isso. Os filhos de ambas as senhoras, estavam mal arranjados, com roupas rotas e já bastante gastas, e sujinhos. Para mim, isso não é qualidade de vida, não é proporcionar o melhor aos filhos. Claro que não defendo que as crianças têm de andar todas em Gant. Mas há os mínimos. E aqueles, coitadinhos, nem isso.
E quem me garante também que não passam fome?
Eu acho que muitas destas pessoas não pensam. Não pensam que não têm condições para criar mais uma criança, não pensam nas necessidades individuais de cada uma, e na qualidade de vida que lhes deveriam proporcionar. Vejo destes casos aos montes. E isto aflige-me. Não podemos proibir ninguém de ter filhos (infelizmente...), mas podemos sensibilizar. Será que aquelas senhoras conseguem dar o acompanhamento devido a todos? Tomara que sim. Mas não acredito.
A pílula e outros métodos anti concepcionais, são gratuitos nos centros de saúde. Não há "desculpa" para várias gravidezes "indesejadas".
A crise prejudicou em muito a qualidade de vida das crianças, não tenho dúvidas. Mas também não tenho dúvidas que estas crianças, filhas de pais já na pobreza, nasceriam, independentemente da crise. E preocupa-me porque isto é um ciclo vicioso. E se muitas pessoas com menores rendimentos não pensam duas ou três vezes antes de ter mais filhos, os remediados, como eu, pensam mil. E muitas vezes não têm.
E eu penso que esta merda é toda muito injusta, porque nós não podemos ter mais filhos, mas andamos a descontar para que muitas destas pessoas tenham 4 e 5 filhos, onde não lhes podem proporcionar a qualidade de vida que merecem. E se isto não é injustiça, então não sei o que é.
E quanto mais penso nisto, mais penso que afinal o argumento do filme "The Tall Man" não é assim tão descabido...
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Uma pessoa está aqui doente, a divagar pelo Facebook e depois vê isto???
Mas o que é isto? Há direito Reynaldo? Então não há cuidado pelas tensões de uma mulher doente??
Ai ai...
Resumo dos últimos dias
Os meus últimos dias têm sido uma animação.
Estou em casa, sem poder por um pé de fora, devido a uma pneumonia que não sei como a apanhei.
Digo-vos, têm sido uns dias bem chatos, infelizmente os médicos acharam melhor começar a tomar antibióticos. Dizem eles que é preferível tomar os antibióticos do que piorar.
E é isto.
Agora vou ver o que se anda a escrever por aí.
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Shiuuuu, segredos sobre mim #2
Amo muito mais o meu marido, do que a minha família de sangue. Aliás, eu odeio a maior parte da minha família.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Vamos lá ver se eu consigo falar disto sem me enervar- A reportagem sobre os casamentos de menores na comunidade cigana
Já por aqui disse que não tenho especial simpatia pelo povo cigano. Convivi com eles de perto, durante muitos anos, para ter esta opinião mais do que formada. Eles não respeitam as mais simples regras de convivência em sociedade. Aquela reportagem da sic, da passada quinta-feira, foi apenas mais um exemplo.
Ora, eu nem sei por onde começar. Pelos miúdos (e graúdos...) com péssimo aspecto, sem cuidados básicos de higiene? Pela evidente falta de valores que impera naquela comunidade?
Dizia um senhor que não existiam casamentos forçados na comunidade. Por outro lado, várias pessoas afirmavam que um rapaz não podia renunciar a um casamento combinado. Se isto não é forçado, então o que é?
Contradições atrás de contradições.
E a cereja no topo do bolo? Foi um fulano, de etnia não cigana, que com 24 anos engravidou uma miúda de 11, foi um ano para a cadeia (1 ANO???), e agora vivem juntos, com uma carrada de filhos, como se nada fosse.
Escusado será dizer que ninguém daquela gente trabalha, vivem todos do RSI, ou seja, às nossas custas.
Adorei também um senhor que dizia que "então, nós evoluímos, queriam que déssemos banho às crianças, nós damos, queriam que fossem para a escola e elas agora já vão...". Realmente, que evolução! É mesmo de louvar.
A meu ver, esta reportagem apenas veio confirmar aquilo que eu sei há muito tempo sobre a comunidade cigana em geral. E a minha opinião não poderia ser mais negativa.
Ora, eu nem sei por onde começar. Pelos miúdos (e graúdos...) com péssimo aspecto, sem cuidados básicos de higiene? Pela evidente falta de valores que impera naquela comunidade?
Dizia um senhor que não existiam casamentos forçados na comunidade. Por outro lado, várias pessoas afirmavam que um rapaz não podia renunciar a um casamento combinado. Se isto não é forçado, então o que é?
Contradições atrás de contradições.
E a cereja no topo do bolo? Foi um fulano, de etnia não cigana, que com 24 anos engravidou uma miúda de 11, foi um ano para a cadeia (1 ANO???), e agora vivem juntos, com uma carrada de filhos, como se nada fosse.
Escusado será dizer que ninguém daquela gente trabalha, vivem todos do RSI, ou seja, às nossas custas.
Adorei também um senhor que dizia que "então, nós evoluímos, queriam que déssemos banho às crianças, nós damos, queriam que fossem para a escola e elas agora já vão...". Realmente, que evolução! É mesmo de louvar.
A meu ver, esta reportagem apenas veio confirmar aquilo que eu sei há muito tempo sobre a comunidade cigana em geral. E a minha opinião não poderia ser mais negativa.
E o teu fim-de-semana, Bomboca?
Foi óptimo. Uma gripe resolveu vir visitar-me pela segunda vez desde que estou grávida. Estive de cama e, como só posso andar a benurun e cházinhos, ainda não recuperei totalmente. O bom é que estou, esta semana, a trabalhar num sítio porreiraço. E pertinho de casa.
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