sábado, 22 de outubro de 2016

Claro que sim, meu amor

Nunca te vou abandonar. Nunca te irei deixar desamparado e só.
Estarei sempre aqui, para sempre, e para o que precisares. 
Vais ter os teus desgostos, alguns não poderei, infelizmente, evitar. Fazem parte do crescimento. Do teu e do meu. Irás conhecer mundo, pelo menos mais do que a pequena parte que eu ainda vou conhecer. Irás ter amigos para sempre, amigos passageiros, e amigos que não serão amigos. Vai doer, mas vai passar. Vais ter quedas, espero que pouco dolorosas. Espero que nunca partas nenhum osso, mas ainda assim, antes partir do que torcer. E olha que a tua mãe sabe do que fala, pois já torceu um pé duas vezes, e partiu uma vez o mesmo pé.
Vamos ensinar-te a andar de bicicleta, a dar valor às pequenas coisas, a amar a vida.
Vamos ensinar-te a defender, a não ser pisado por pessoas mesquinhas, a não ter medo de dizer a verdade, mas a dizê-la nos momentos certos. Vamos ensinar-te o valor da vida, da natureza, dos animais, de modo a que possas estar em sintonia com este mundo que também é teu. É de todos nós.
Vamos ensinar-te tudo o que pudermos, mas mas certas coisas terás de apreender por ti próprio.
Tudo o que te posso prometer, é que estaremos aqui para te ajudar a levantar depois de uma queda, e para festejar contigo todas as tuas conquistas.
Claro que sim meu amor. Para sempre.
Parabéns a ti nestes teus 18 meses.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Perdi-te.

Eu cheguei a pensar que seríamos amigas para sempre. Que estarias sempre para me apoiar, pois eu certamente iria fazê-lo contigo. Saíamos tantas vezes, várias delas entre casais, passámos férias juntos, foram muitas as gargalhadas.
Até que tive o David. E aí encontramo-nos menos vezes. Cada vez menos. Nós convidámos, mas vocês tinham outros planos.
Até que deixámos de vos convidar. Deixámos de ligar ou enviar mensagem.
Afinal não vão poder mesmo. Claro que não disseram nada quando estavam disponíveis, pois a verdade é que já não estão disponíveis.
E por isso perdi-te. E eu gostava tanto de ti... Perdi-te.

Creio que o que aconteceu comigo acontece com muitas pessoas após serem pais. Perdemos umas pessoas, ganhamos outras. Eu ganhei e perdi algumas.
E cada vez mais sei que quando se quer, arranja-se tempo. Se não for hoje, será amanhã.
Dizem-me que gostam muito de mim. Do David. De todos nós.
Mas para mim a amizade é como uma planta, que precisa de sol e água em conta peso e medida. Se não for cultivada, morrerá. E que amigos posso eu ter, que nem sequer sabem do meu filho há meses? Será que se preocupam assim tanto? Provavelmente não.
Certamente outras pessoas conseguem agora aguentar o ritmo de sair à noite, fazer programas divertidos, ir passar o ano a uma qualquer cidade exótica.
Por isso... Perdi-te.

Sabem quando fazemos planos e Deus se ri na nossa cara?

Pois, é exactamente isso.
No preciso mês em que estava a planear começar a tentar engravidar novamente, fico a saber que terei de me deslocar em breve, por motivos profissionais, a um país com incidência de doenças como Zika, Febre Amarela e Malária.
Posto isto, não poderei engravidar nos próximos meses. Lá se vão as contas e os planos.
Tramado, não é?
Pois... Toma lá Bomboca, para aprenderes.
A única coisa que vejo de positivo nisto, é a possibilidade de tudo se compor, lá para a frente, mas ainda não sei bem como.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Nem sei que título dar a isto. Desabafo, pena. Algo desse género

Por motivos profissionais, na última semana tive de me deslocar a Lousada. Não ao centro, mas à zona limítrofe, com vários descampados.
Ali, mesmo à face da estrada, e em plena luz do dia, não consegui contar quantas mulheres se prostituíam. E havia carros a parar, carros com pessoas lá dentro, na berma, o "serviço" estava a ser feito mesmo ali.
Nesse momento tudo o que senti foi pena. Pena daquelas mulheres, a quem a vida levou para este tipo de caminhos degradantes, e nem consegui imaginar o sofrimento que deve ser. Até que uma colega de trabalho, que, para contextualizar, conduz um BMW série 5 oferecido pelos pais e joga golf ao fim-de-semana, resolve dizer que a culpa daquela situação é inteiramente daquelas mulheres, que não procuram emprego noutras áreas por não quererem, porque, segundo ela, emprego é o que não falta, as pessoas é que são preguiçosas e não querem trabalhar. Ora... O que dizer, não é?
Expliquei-lhe que nem sempre as pessoas têm as mesmas oportunidades na vida, e muitas vezes pensam que aquela é a única saída, não conseguem ver mais nenhuma "luz ao fundo do túnel", e não sabem como sair daquela vida e círculo vicioso.
Ao que ela me diz que não, que elas é que são porcas porque não querem trabalhar e portanto fazem aquilo...
Disse-lhe que nem toda a gente tem possibilidades para jogar golf ao fim-de-semana, e oportunidades para tal.

Depois fiquei na dúvida sobre quem tinha eu mais pena. Se das mulheres que ali se prostituíam, ou da minha colega, que acha que nesta vida é tudo um mar de facilidades, e não consegue enxergar na verdade a sorte e o privilégio que tem.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

O útero é meu, sim?

As pessoas gostam imenso de opiniar sobre a vida das outras pessoas. É um hábito muito português.
A minha avó é expert nisso! Tem sempre uma opinião mais ou menos disparatada para dar, mesmo que eu não lhe peça conselhos, como foi o caso.
A questão é que ando cheia de vontade de ter outro bebé. E calhei de comentar isso em casa. Ui, não estão a perceber o filme! A minha avó acha que eu não devo ter mais filho nenhum. As razões que ela aponta são o facto de a vida estar muito cara, eu trabalhar muito, ter pouco tempo, e o facto do David ser ainda pequeno e ser um bebé perfeito, pelo que qualquer bebé que venha a seguir não será como ele. Dá para não responder?

Eu não consegui falar calada e disse-lhe que se ela teve 3 sem nunca sequer ter frequentado a escola, com muito menos condições económicas e com 3 empregos, eu também iria conseguir ter os meus. E que no meu útero, mando eu. Ela lá continuou a dizer que ainda assim eu não devia ter mais filhos.
Ainda arranjou que a minha mãe se chateasse com ela.
Normalmente, a maior parte das pessoas tem o problema contrário, que é a família a querer mais bebés. Pelos vistos a minha avó vai contra a corrente, um já está bom. E a criança nem primos directos vai ter.
Enfim, como eu lhe disse, no meu útero mando eu, e a decisão de ter ou não mais filhos será sempre minha e do meu marido. E se me bombardearem com comentários despropositados, levam com este tipo de resposta.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Das poucas coisinhas boas que este governo PS + Sindicatos + Extrema Esquerda fizeram

A reposição dos feriados.
Que bem me soube. Devia haver sempre um feriadinho a meio da semana, para o pessoal descomprimir. Acho que esta semana até é mais produtiva do que aquelas de 5 dias de trabalho.
Mas isso já é temática para outro post.