Pessoas com filhos, que todas as sextas e/ou sábados, vão para a noite beber uns copos. Não se trata de julgamento, mas admito que me causa alguma estranheza. Pelos seguintes motivos:
- Eu ando tão morta, que só o facto de me manter acordada após as 23h, é para mim impensável;
- Não consigo ter energia para levantar um copo;
- Tendo em conta que essas pessoas trabalham à semana, deixam os putos todos os fins-de-semana com os avós? Sim, existe aquele argumento de "o miúdo às 2h da manhã está a dormir". Verdade. Mas no dia seguinte ele acorda na mesma de manhã cedinho. E depois? E depois digo-vos que não sei como aguentam a ressaca gigantesca, pois eu saí para festejar o meu aniversário e no dia seguinte, quando o David acorda feliz e contente às 8h da manhã, sendo que eu me tinha deitado às 3h, pensei que morria.
Mas se conseguem, força! Eu é que não entendo como...
sexta-feira, 15 de abril de 2016
Socorro! Bom atendimento e bom português precisam-se!
Ando à procura de um carrinho bengala/ de passeio, para levarmos nas férias (sim, já as marcámos, graças a Deus nosso senhor!), e para termos em casa, sem ter de andar a levar o outro carrinho de e para a casa dos vós.
Nesta busca incessante e complexa, como aliás é o normal em relação a tudo o que envolva o universo bebés, dirigi-me à Zippy. Na loja, constatei que não têm nem 1/10 dos artigos que vêm em catálogo. Assim sendo, perguntei à funcionária que me atendeu, se podia encomendar sem compromisso de compra, mais especificamente perguntei "se eu encomendar, a encomenda é vinculativa?". Bem, a senhora ficou a olhar para mim como se eu fosse um alien, mas resolveu sair-se com "O que é isso?". Expliquei-lhe o significado da palavra "vinculativa". Ao que a senhora me diz que tenho de dar um sinal de 50€, mas eu recuso, pois afirmo que não vou dar um sinal relativo a um artigo que não conheço, e não tenho a certeza de querer comprar quando o vir. Digo que se quiserem encomendar, tudo bem, se não quiserem, "amigos à mesma". A senhora diz então "bem, vou levar na cabeça da minha chefa por sua causa! Vou encomendar". Ao que eu digo que se não quer encomendar, não há problema, vou procurar outro carrinho numa outra loja. A senhora diz que não (neste momento até foi prestável), e diz que encomenda na mesma, mas que eu tenho de perceber que para a loja é muito chato, porque os clientes encomendam coisas e depois se não as quiserem, eles ficam com os artigos. Ao que eu digo que a gestão de stocks da loja é algo completamente independente dos clientes, que os clientes não podem tomar parte da gestão interna de stocks efectuada pela loja. Bem, a funcionária olhou novamente para mim com um ar de quem não tinha percebido uma palavra do que eu tinha dito.
Enfim, se calhar sou eu que sou demasiado "complicada". Pode ser. Anyway, há coisas piores para se ser.
Nesta busca incessante e complexa, como aliás é o normal em relação a tudo o que envolva o universo bebés, dirigi-me à Zippy. Na loja, constatei que não têm nem 1/10 dos artigos que vêm em catálogo. Assim sendo, perguntei à funcionária que me atendeu, se podia encomendar sem compromisso de compra, mais especificamente perguntei "se eu encomendar, a encomenda é vinculativa?". Bem, a senhora ficou a olhar para mim como se eu fosse um alien, mas resolveu sair-se com "O que é isso?". Expliquei-lhe o significado da palavra "vinculativa". Ao que a senhora me diz que tenho de dar um sinal de 50€, mas eu recuso, pois afirmo que não vou dar um sinal relativo a um artigo que não conheço, e não tenho a certeza de querer comprar quando o vir. Digo que se quiserem encomendar, tudo bem, se não quiserem, "amigos à mesma". A senhora diz então "bem, vou levar na cabeça da minha chefa por sua causa! Vou encomendar". Ao que eu digo que se não quer encomendar, não há problema, vou procurar outro carrinho numa outra loja. A senhora diz que não (neste momento até foi prestável), e diz que encomenda na mesma, mas que eu tenho de perceber que para a loja é muito chato, porque os clientes encomendam coisas e depois se não as quiserem, eles ficam com os artigos. Ao que eu digo que a gestão de stocks da loja é algo completamente independente dos clientes, que os clientes não podem tomar parte da gestão interna de stocks efectuada pela loja. Bem, a funcionária olhou novamente para mim com um ar de quem não tinha percebido uma palavra do que eu tinha dito.
Enfim, se calhar sou eu que sou demasiado "complicada". Pode ser. Anyway, há coisas piores para se ser.
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Deixem-me rir só um bocadinho
A minha empresa quer que as pessoas que não têm clientes nesta altura, tirem férias, para não ficarem "paradas" nos escritórios. Eu não estou nessa situação, mas há gente que está.
Férias. Em Abril. Deve ser bom, deve. Diz que está um ventinho agradável pelos lados do Algarve...
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Nem sei por onde começar, mas cá vai- Junk food e bebés
Li este estudo que afirma que existem bebés viciados em junk food. Nem queria acreditar no título, pois achei que era um exagero e seria mau demais. Mas depois abri o link, li o artigo e passei-me. Como é que há mães que conseguem fazer isto aos seus bebés?! Dar-lhes batatas fritas quando ainda nem sequer têm dentes? Dar-lhes coca cola em biberão? Fiquei escandalizada, a sério. Dentes de bebés que já nascem pretos e bebés com obesidade.
É isto que estas pessoas estão a fazer. O que é contraditório, na medida em que cada vez há mais informação, cuidados médicos e suporte às grávidas e às recém mamãs. Nas aulas de preparação para o parto, foi-me claramente explicado quais os alimentos permitidos e quais os proibidos. O pediatra, a mesma coisa. Por isso desculpem mas não, não entendo. Entendo que muitas destas mães não o queiram verdadeiramente ser, isso entendo. Entendo que comprar um hamburger e batatas fritas acabe por dar menos trabalho do que fazer convenientemente uma sopa, do que preparar uma refeição em condições. Entendo que ter filhos dá trabalho sim, e é necessário um espírito muito forte de abnegação e de sacrifício, pois apesar de ser a coisa mais maravilhosa de sempre, precisam de muitos cuidados, atenção, carinho, enfim, e outras tantas coisas.
Entendo que há pessoas que não mereciam ser mães.
Depois há pessoas que ficam chocadas com o meu método rígido no que respeita à alimentação do David. Que não percebem porque é que não lhe dou uma colher de mousse de chocolate "porque o menino está a olhar". Que não lhe dou uma amêndoa porque "só uma não faz mal". Que não o deixo comer batatas fritas porque "não faz mal nenhum". Não, o meu filho não come porcarias quando ainda nem sequer tem um ano. Sim, dou respostas tortas a quem acha que cria o meu filho melhor do que eu e a quem acha que "não faz mal" e quer à força intrometer-se onde não deve e acha que saberá melhor do que eu o que é melhor para o meu filho. Não, não sabem.
Porque se antigamente se fazia não sei o quê, problema deles, não tenho nada a ver com isso.
E depois admiram-se que eu fique cega e me dê a volta ao estômago, ao ver pessoas a oferecer bolos e chocolates a crianças de colo.
Tudo começa aqui. E se começar mal, depois é muito difícil endireitar.
É isto que estas pessoas estão a fazer. O que é contraditório, na medida em que cada vez há mais informação, cuidados médicos e suporte às grávidas e às recém mamãs. Nas aulas de preparação para o parto, foi-me claramente explicado quais os alimentos permitidos e quais os proibidos. O pediatra, a mesma coisa. Por isso desculpem mas não, não entendo. Entendo que muitas destas mães não o queiram verdadeiramente ser, isso entendo. Entendo que comprar um hamburger e batatas fritas acabe por dar menos trabalho do que fazer convenientemente uma sopa, do que preparar uma refeição em condições. Entendo que ter filhos dá trabalho sim, e é necessário um espírito muito forte de abnegação e de sacrifício, pois apesar de ser a coisa mais maravilhosa de sempre, precisam de muitos cuidados, atenção, carinho, enfim, e outras tantas coisas.
Entendo que há pessoas que não mereciam ser mães.
Depois há pessoas que ficam chocadas com o meu método rígido no que respeita à alimentação do David. Que não percebem porque é que não lhe dou uma colher de mousse de chocolate "porque o menino está a olhar". Que não lhe dou uma amêndoa porque "só uma não faz mal". Que não o deixo comer batatas fritas porque "não faz mal nenhum". Não, o meu filho não come porcarias quando ainda nem sequer tem um ano. Sim, dou respostas tortas a quem acha que cria o meu filho melhor do que eu e a quem acha que "não faz mal" e quer à força intrometer-se onde não deve e acha que saberá melhor do que eu o que é melhor para o meu filho. Não, não sabem.
Porque se antigamente se fazia não sei o quê, problema deles, não tenho nada a ver com isso.
E depois admiram-se que eu fique cega e me dê a volta ao estômago, ao ver pessoas a oferecer bolos e chocolates a crianças de colo.
Tudo começa aqui. E se começar mal, depois é muito difícil endireitar.
Sou só eu que estou fartinha destes títulos?!
"Fulana X ousada em produção fotográfica". "Fulana Y como nunca a viu".
Porquê? Não há mais nada de interessante? Hoje é o Correio da Manhã que observa a "ousadia" da Irina Shayk. Santa paciência, vão escrever notícias a sério.
Depois, as fulanas que são modelos, ainda percebo, mas as outras, qual é o objectivo de realizarem tais produções? Sinceramente, já enjoa!
Porquê? Não há mais nada de interessante? Hoje é o Correio da Manhã que observa a "ousadia" da Irina Shayk. Santa paciência, vão escrever notícias a sério.
Depois, as fulanas que são modelos, ainda percebo, mas as outras, qual é o objectivo de realizarem tais produções? Sinceramente, já enjoa!
terça-feira, 5 de abril de 2016
Os Panamá Papers
O que é que eu posso dizer sobre este tema, que pessoas mais eloquentes não o tenham já dito?
Posso dizer que esta gente é toda uma merda, que representa o nojo da sociedade e a desonestidade, a batota, o comer os outros por parvos. Posso dizer que merecem todos ser julgados e irem parar à cadeia, apesar de saber que isso nunca irá acontecer.
E agora? Agora é esperar para ver quantos mais "notáveis" se encontram nesta teia de aldrabice, e ver que consequências tudo isto terá necessariamente de ter.
Posso dizer que esta gente é toda uma merda, que representa o nojo da sociedade e a desonestidade, a batota, o comer os outros por parvos. Posso dizer que merecem todos ser julgados e irem parar à cadeia, apesar de saber que isso nunca irá acontecer.
E agora? Agora é esperar para ver quantos mais "notáveis" se encontram nesta teia de aldrabice, e ver que consequências tudo isto terá necessariamente de ter.
Essencialmente é isto
Aquele momento em que ele adormece encostadinho a ti, descansado, corpo completamente pesado, respiração calma. Sossegadinho, a arrotar a leite, sente-se seguro como em nenhum outro lugar, com a cabeça encostada à tua omoplata. Este é o meu momento favorito do dia.
Este, e também aquele em que ele me vê e sorri, ri às gargalhadas, esperneia para vir ao meu colo e chora a bom chorar se eu não lhe pego imediatamente.
E eu fico a pensar que o resto é o resto, e que a vida é essencialmente isto.
Este, e também aquele em que ele me vê e sorri, ri às gargalhadas, esperneia para vir ao meu colo e chora a bom chorar se eu não lhe pego imediatamente.
E eu fico a pensar que o resto é o resto, e que a vida é essencialmente isto.
Stick to the plan
Eu tenho um plano. Um plano para os próximos 2 anos.
Correndo bem, logo vos direi, mas devem imaginar qual é... De qualquer das formas, não quero agoirar. E por isso não o conto a ninguém, é só para mim e para o meu marido. E então todos os dias eu me foco neste plano, nestes objectivos. Porque para ser sincera, muitas vezes só me apetece pegar no meu filho e no meu marido, e fugir daqui, para longe, para um cantinho só nosso, com todo o tempo só para nós. Só que depois penso com clareza e concluo que não temos dinheiro para nos aguentar e passar Badajoz. Assim sendo, tenho de me manter focada no plano. E por isso digo-me a mim própria, todos os dias, para me manter focada, para me concentrar, que está quase, e a recompensa irá chegar. Para não fazer como já fiz anteriormente, em que desisti perto da linha da meta.
Stick to the plan Bomboca, stick to the plan.
Correndo bem, logo vos direi, mas devem imaginar qual é... De qualquer das formas, não quero agoirar. E por isso não o conto a ninguém, é só para mim e para o meu marido. E então todos os dias eu me foco neste plano, nestes objectivos. Porque para ser sincera, muitas vezes só me apetece pegar no meu filho e no meu marido, e fugir daqui, para longe, para um cantinho só nosso, com todo o tempo só para nós. Só que depois penso com clareza e concluo que não temos dinheiro para nos aguentar e passar Badajoz. Assim sendo, tenho de me manter focada no plano. E por isso digo-me a mim própria, todos os dias, para me manter focada, para me concentrar, que está quase, e a recompensa irá chegar. Para não fazer como já fiz anteriormente, em que desisti perto da linha da meta.
Stick to the plan Bomboca, stick to the plan.
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Cada vez mais
Hoje li este texto da Cocó e adorei. Revejo-me imenso no que ela referiu sobre o trabalho... Menos quando ela diz que antes achávamos porreiro acordar cedo e chegar tarde. Vou ser muito sincera: como alguns dos que já me lêem há algum tempo sabem, eu nem sempre cheguei a casa tarde e a más horas. Mas a verdade é que sempre olhei para o emprego como isso mesmo, um emprego, um mero meio de pagar contas, uma necessidade e não um gosto. E agora, com a minha família, um emprego representa cada vez mais isso. Um emprego. Já tive empregos onde gostava verdadeiramente do que fazia, gostava dos colegas, etc., mas mais do que isso, gostava sobretudo porque saía a horas decentes, e isso permitia-me ter VIDA. Eu tinha uma óptima qualidade de vida. Estava inscrita no mestrado, ia ao ginásio, fazia o jantar todos os dias, davámos belos passeios nocturnos à beira-mar. Por isso é que gostava tanto daquele emprego. Era bem tratada, não ganhava mal, e tinha uma vida tranquila.
Entretanto essa vida mudou. Já não tenho a mesma disponibilidade para a minha família, infelizmente. Dizem aqui na empresa que tudo melhora no Verão. Ainda não sei pois no ano passado estive de licneça. Mas na empresa desta área em que já estive, as coisas não melhoravam assim tanto no Verão. Só um bocadinho. Portanto... A ver vamos. Vamos ver realmente se o Verão consegue compensar o resto dos meses.
Para já, parece-me tudo muito chuvoso.
Entretanto essa vida mudou. Já não tenho a mesma disponibilidade para a minha família, infelizmente. Dizem aqui na empresa que tudo melhora no Verão. Ainda não sei pois no ano passado estive de licneça. Mas na empresa desta área em que já estive, as coisas não melhoravam assim tanto no Verão. Só um bocadinho. Portanto... A ver vamos. Vamos ver realmente se o Verão consegue compensar o resto dos meses.
Para já, parece-me tudo muito chuvoso.
Subscrever:
Comentários (Atom)