Hoje fui almoçar a um centro comercial aqui da zona. Como estamos em pleno Agosto, e como o tempo está horroroso (not), o pessoal resolve enfiar-se no shopping. Como estava sozinha, comecei a apreciar quem passava. E invariavelmente reparei num fenómeno que já tenho tido em atenção noutras alturas: Pessoas fortes normalmente têm filhos fortes. Assim para o cheiinho. E eu percebo as razões da genética, claro que sim, é bem lixada, eu pinto o cabelo com frequência e de vez em quando lá aparecem as bestas dos cabelos brancos. Eu percebo isso.
Mas em alguns casos faz-me um pouco de aflição, porque estamos a falar de crianças muito pequenas e com um peso muito muito acima do normal ou recomendável. Hoje vi dois garotinhos que não podiam ter mais de 3 anos e já rebolavam quase.
E eu penso se a genética é assim tão malvada, ou se a isso também se junta um pouco de irresponsabilidade dos paizinhos.
9 comentários:
A genética tem o peso que tem, que até é bastante elevado mas depois a juntar a isso estão os hábitos alimentares que se mantêm e são transmitidos aos mais pequenos. Junta-se a fome à vontade de comer.
Provavelmente as duas coisa, pois se os pais sabem desde o principio qual é a genética dos filhos, devia ser mais cautelosos.
Muitas vezes diz-se ue as crianças se educam pelos olhos e não pelos ouvidos e é bem verdade. Há tempos tive uma colega nova e a primeira vez que fomos almoçar juntas achei logo que ela era estranha a comer... pediu uma sandes de queijo fresco e uma gelatina e enquanto eu comi uma sopa e uma sandes idêntica, ela comeu meia sandes e só o queijo da restante e devorou a gelatina e a seguir foi beber um café com um pastel de nata. Com o tempo comecei a aperceber-me de que nunca lhe apetecia almoçar, mas levava o dia a comer pacotes de madalenas e que saía para almoçar e voltava com caixas de bolos. O que é certo é que a filha de 8 anos começou agora a ser acompanhada por um nutricionista, por ser gordinha e ter doces escondidos no quarto e os comer às escondidas...
A genética age é nos gostos gastronómicos.
Eu diria mesmo irresponsabilidade por parte dos paizinhos a criança pode nascer cheinha mas com uma dieta a criança consegue estar dentro dos parâmetros da normalidade. ..
vagueios-devaneios.blogspot.com
Creio que seja um misto dos dois, sim. A genética pode favorecer o aumento de peso mas também vejo muitos miúdos de 3 anos bem rechonchudos a enfardar Happy Meal's, seguidos de um gelado. Com alimentações destas não há desculpa genética que os safe...
Há também muita irresponsabilidade dos pais e dificuldade em lidar com esse problema. Eu tenho-o com uma das Minis. Mas já tenho consulta de endocrinologia pediátrica marca, porque, antes de mais, quero despistar algum problema genético, já que na família todas sofrem (excepto eu, penso eu) da tiroide.
Há casos e casos, mas creio que a maior parte das vezes, é uma questão de desleixo.
A genética, no meu ponto de vista, não é a explicação para tudo o que diga respeito a questões fisiológicas e comportamentais. A influência do meio , julgo que é determinante no sentido de se contrariar tendências mais negativas ou prejudiciais... digo muito frequentemente, que a hereditariedade dá as cartas, o meio, joga-as.
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