quinta-feira, 5 de março de 2015

Introdução ao estudo das pessoas que trabalham em gasolineiras

Salvo algumas excepções, que as há, não estou habituada a ter boas experiências com pessoas que trabalham em gasolineiras. Não sei exactamente o motivo pelo qual estas situações acontecem, mas, efectivamente, tenho tendência a não gostar muito do atendimento que me é prestado nestes locais.
Vou relatar o episódio de ontem: final da tarde, posto de abastecimento à pinha. Única bomba disponível, a de pré pagamento. Tento, ainda assim, por gasolina no carro. Tento uma, duas vezes, nada, apesar de os dois funcionários do posto de abastecimento terem olhado para mim repetidas vezes, nada acontece, nem disponibilizam a bomba, nem deixam um aviso (apesar de eu ter reparado que era uma bomba de pré pagamento, muitas vezes, quando está muita gente, os funcionários abrem a bomba para a pessoa abastecer e o processo se tornar mais rápido, por isso é que tentei, em vão, abastecer). Vou para a gigantesca fila que se forma à minha frente, arrastando-me, que eu já não ando, arrasto-me. Um dos funcionários (ambos já tinham mais de 45/50 anos), ao ver-me chegar ao final da fila, olha para mim com escárnio e gozo, e diz "a menina não viu que a bomba era de pré pagamento? Tem de esperar na fila, como as outras pessoas. Não é mais que ninguém por estar grávida". Bem... Eu fiquei verde, azul, sei lá, de todas as cores! Fiquei cega! Então isto é comentário que se faça? Eu acabei por não dizer nada porque enervada já eu estava, e se começasse a disparatar, não ia correr bem para ninguém e tudo o que eu queria era despachar-me para chegar a casa. Mas achei este comentário inconcebível.
O resto das pessoas, perguntam? Nada disseram, e é claro que ninguém se ofereceu para me deixar passar à frente. Fiquei ali, à espera, enquanto os funcionários trabalhavam o mais devagar que conseguiam, sendo que até comentavam um com o outro "pois, está aqui muita gente à espera, mas nós só saímos à meia noite", enquanto se riam. Não acho isto normal.
Mas o pior, é que este atitude vagarosa, de pouca atenção ao cliente, acontece em praticamente todas as bombas de gasolina que conheço.
Mas é um pré requisito para trabalhar num local destes? Bem sei que as pessoas não devem ser bem pagas, mas ainda assim, um pouco de respeito e atenção ao cliente, não ficava mal. Não vejo, em geral, este tipo de atendimento nos super e hipermercados, que não são propriamente locais conhecidos por pagarem bem.
O mais engraçado, é que o meu marido, tem, dos funcionários das gasolineiras, exactamente a mesma impressão que eu, portanto, não devo ser só eu a ter este tipo de experiências.
Enfim, não consigo perceber.
Mas se calhar o defeito é meu. Eu sei lá.

2 comentários:

Timido disse...

Isso deve ser da tua zona...
Eu pessoalmente quando me fazem dessas deixo de ir a essa bomba...
Claro que eu tenho a vantagem de andar 65kms de casa ao trabalho, portanto nesse percurso tenho muita bomba por onde escolher...

Timtim Tim disse...

Eu ponho sempre gasolina no carro na Galp aqui da terra e são supersimpáticos. Conhecem-me há anos e até me perguntam pelas meninas.