Diz-se que os casos de violência doméstica continuam a aumentar. Em pleno século XXI, ainda há mulheres (mas infelizmente também alguns homens), que sofrem às mãos de um companheiro violento, possessivo e normalmente controlador.
Conheço muito bem (bem demais!) a violência doméstica. Sei o que pode fazer a uma mulher, a uma família.
Sei que não tem cura.
É verdade, por mais que se queiram convencer, ele nunca vai mudar. Nunca será a última vez. Porque basta as coisas correrem mal uma próxima vez, basta beber um copo a mais, basta uma zanga, para que ele volte a ter os comportamentos que prometeu nunca mais repetir.
A violência doméstica é um problema cuja única resolução possível é fugir.
E custa-me ver miúdos novos com mentalidades retorcidas e do tempo da ditadura, que controlam e batem nas namoradas, tratando-as abaixo de cão. Não vou mentir. Custa-me ver estes comportamentos em todas as idades, mas quanto mais novo é o casal, mais me custa.
Como afirma uma campanha brasileira, "Homem de verdade não bate em mulher".
Pois não.
O homem sem blog fala desta campanha neste texto muito bem escrito.
Ninguém merece ser tratado com violência. Não estamos neste mundo para sofrer.
5 comentários:
Um dos problemas mais graves da nossa sociedade que poderia ser bem controlado se quem é vitima deixa-se de o ser...
Já assumi no meu blog que fui vitima de violência doméstica UMA única vez. Ele bateu-me e levou de volta. É claro que se quisesse tinha-me matado tendo em conta a discrepância corporal mas não me diexei ficar e reagi. Foi o inicio do fim.
http://www.eumorangoazul.blogspot.pt/2012/11/violencia-domestica-so-acontece-aos.html
Parabéns pelo teu texto. E obrigado pela partilha.
homem sem blogue
homemsemblogue.blogspot.pt
A violência doméstica não é apenas física, também é psicológica (infelizmente sei do que falo... mas adiante!)
A violência psicológica é muito mais cruel. Sei do que falo!...
Sou parte da fornada das primeiras 13 pessoas que foram formadas para leccionar igualdade de genero (onde este tema é fortemente abordado, trabalhei como voluntária na APAV e nem por isso fui suficientemente esperta para perceber que sofria de violência psicológica por quase um ano. Ou são eles, os violentos discretos, que são demasiado astutos?...
Beijos
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