Não me defino como uma pessoa optimista ou pessimista, mas sim realista. A minha formação de base deu-me instrumentos para pensar pela minha própria cabeça e retirar conclusões sobre os problemas que a vida real me apresenta.
Por isso o título deste post. Não concordo com nada do que está a ser feito. Não concordo com os princípios que regem as políticas que estão a ser implementadas. Não se pensa em pessoas, mas em números, em dívida e em juros. E os senhores que estão no poder parecem ainda não ter percebido que os países, a riqueza produzida, o núcleo das economias, reside na sua população. As pessoas fazem do país o que ele é. E se estamos na situação actual, também é nossa culpa. É nossa culpa porque votámos em gente corrupta e mentirosa. Porque vivemos muitas vezes acima das nossas possibilidade, porque vivemos na base de cunhas e sistemas instalados. Porque não sabemos responsabilizar convenientemente os culpados de tudo isto.
Eu votei PSD. Votei porque para mim era mais importante tirar o Sócrates do poder do que votar em branco para provar o meu desagrado. E se soubesse o que sei hoje, honestamente, faria o mesmo. Porque acredito que estaríamos hoje pior caso fossemos ainda governados por aquele lunático.
No entanto, os políticos, seja de que partido for, só me desiludem. Precisamente porque estão cegos pelos números, pelas folhas do excel e não pensam nas pessoas, e no que as suas políticas vão efectivamente significar na vida delas.
Esta história da repartição de metade dos subsídios de férias por duodécimos é uma anedota, um subterfúgio para que estes subsídios sejam retirados às pessoas sem que elas dêem conta. E será que estes senhores percebem que os subsídios não servem apenas para ir de férias ou comprar prendas de Natal? Que servem muitas vezes para melhorar qualitativamente a vida das pessoas? Que lhes proporciona muitas vezes um descanso no pagamento de certas despesas? E que a vida das pessoas só faz efectivamente sentido quando o fruto do trabalho proporciona mais do que o pagamento de contas? Que a felicidade das pessoas tem de ser o mais importante?
Mais uma vez, a riqueza das nações são as pessoas, o que elas fazem, a sua cultura e costumes. Porque é que os suecos são mais civilizados que nós? Resposta: Educação. Porque é que o sistema jurídico funciona melhor na Dinamarca do que em Portugal? Resposta: Educação. Porque é que a média de produtividade alemã é superior à nossa? Resposta: Educação.
E agora vamos reflectir... Onde é que o nosso Primeiro Ministro vai efectuar cortes na despesa? Resposta: Educação.
Preciso mesmo de dizer mais alguma coisa?
4 comentários:
Só tenho que concordar!
É triste vê-los cortar na educação mas acho que o motivo é evidente - quanto mais formação uma pessoa tiver mais dificilmente é enganada, principalmente pelos políticos. O que eles querem é continuar no poder e enquanto o povo não tiver formação para ver o que eles estão realmente a fazer com o nosso pais, eles continuarão por lá. :\
Os políticos que serviam o país e o povo já morreram há muito tempo. Os actuais dirigentes querem cargos para servirem os seus interesses. O povo? O povo que se lixe!
Sinceramente, PS ou PSD, esquerda ou direita, c'est tout la même merde!
E os que apontavam o dedo, p.e., ao Brasil e diziam "que horror, é só corrupção!, agora terão que inverter o sentido do dedo...!
Concordo contigo em tudo! Não consigo perceber como é que ao longo destes anos todos de (suposta) democracia, têm falado tanto que Salazar quis manter o povo ignorante, e agora pensam fazer o mesmo. A educação é o bem mais precioso de uma nação, e até nisso querem cortar. E o melhor: uma pessoa não quer estudar (porque nem todos nascem para estar na escola), não pode porque tem de ter mais de x anos e porque agora o ensino obrigatório vai até ao 12º ano. E ainda por cima tem de se pagar. É uma anedota de mau gosto.
Não, fica tudo dito,
E nem as escolas privadas estão a achar piada à ideia.
Cortes na educação e na saúde é algo que não se admite. Não podemos admitir.
Enviar um comentário