terça-feira, 3 de setembro de 2013

E eu penso "O que é que eu fiz de errado?"

No final do secundário, eu tinha uma média mesmo muito boa. Podia entrar em qualquer faculdade do país, e fiz os exames necessários para as várias opções que tinha em mente, bem como os obrigatórios de todas as cadeiras, como na altura se fazia. Fui para a melhor faculdade do país na área. Licenciei-me com uma nota mediana. Trabalhei durante a licenciatura.
Anos depois do curso concluído e várias experiências profissionais, ganho menos do que grande parte das pessoas do meu ano de faculdade. Noutro dia encontrei um rapaz que andou na minha turma do secundário, tem agora um alto cargo numa instituição financeira, entra às 9h e sai às 17h, ganha 2000€ limpos por mês. Ele era um aluno com uma média fraca, nunca foi o supra sumo da inteligência, por isso tirou o curso numa dessas privadecas, que foi onde conseguiu entrar. Terminou a sua licenciatura no mesmo ano que eu, com uma média inferior à minha. Mas anos depois, ele tem uma posição hierárquica e salarial muito superior à minha. Desejo-lhe tudo de bom. Não guardo invejas negativas (claro que tenho inveja do salário e do horário do rapaz, mentiria se dissesse que não, quem me dera a mim! Mas fico contente por ele estar bem na vida). E depois disto tudo é inevitável uma pessoa ficar a pensar "o que é que eu fiz de errado?".
E sinceramente não sei. Não sei onde falhei no meio disto tudo. O que é ainda mais preocupante.

4 comentários:

Canca disse...

Olá

Pergunta antes quem foi o amigo que lhe arranjou o emprego.

Bjs

ádescávir disse...

Hmm, isso é um bocadinho estranho... não haverá ali para o meio um nadinha de factor "C"?

Morango Azul disse...

É preciso sorte... Às vezes Cunha também...

GATA disse...

Eu sei o que fiz de errado... Aliás, eu não fiz, fizeram-me. Porque a sorte não nasceu comigo. Eu trabalho o dobro da minha colega e ganho o mesmo. E ela não tem, nem de longe nem de perto, as minhas habilitações!