Gosto porque normalmente é muito mais rápido do que o metro, no entanto, fica-me mais longe do que o primeiro, mas hoje tive de ir de autocarro.
Eu tenho uma relação já antiga com os autocarros. Utilizava-os no ensino preparatório, deixei de os utilizar quando andei no secundário porque morava a 15m da escola, e passei a andar de autocarro para todo o lado novamente quando entrei na faculdade.
Em média, os passageiros do autocarro cheiram substancialmente pior. E falam mais alto. Hoje, uma pessoa do sexo feminino gritava ao telemóvel, com a sua mãe, dizia asneiras para toda a gente ouvir, que ela é que tinha razão, e a mãe que se calasse que senão ainda levava uma chapada quando a "misse" chegasse a casa. Para além de ser uma figura deplorável por dentro e por fora (vestia uns calções rosa justíssimos e claramente desadequados ao seu peso, top cai cai laranja e sapatilhas brancas, cabelo seboso e brincos dourados bem grandes, capazes de ombrear com os maiores poleiros dos canários), claramente a personagem não tinha noção que estava a incomodar toda a gente, estando aos gritos às 8h da manhã.
A personagem saiu numa paragem e o autocarro ficou mais calmo.
Entretanto entra um homem de idade já algo avançada e senta-se atrás de mim. O cheiro era impossível de aguentar e o homem cantarolava baixinho e começou a chegar-se para mim. Tive de mudar de lugar que estava a ficar muito incomodada.
Entretanto saí, mas ainda antes disso, tive oportunidade de ver e ouvir uma mulher chamar filho da puta ao motorista, porque este a informou do desvio que o autocarro ia fazer por causa das corridas de automóveis.
Digam-me, isto é sempre assim?
1 comentário:
Que aventura...
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