segunda-feira, 10 de junho de 2013

Há duas horas atrás estava perfeitamente bem

Estava. Há duas horas. Ou há três. Ou há quatro. Estava tudo perfeitamente bem. Tive um óptimo fim-de-semana, divertido e relaxado.
Agora Bomboco foi embora, e eu irei amanhã logo pela fresquinha. Ambos vamos para cidades que não gostamos e onde preferíamos não estar. Mas vamos. Que remédio temos. O trabalho impõe-se à nossa vontade, impõe-se a tudo, deixando a vida familiar para trás. Gostava de saber como era se tivessemos filhos. Pequenos. Iríamos ter de os deixar com a avó paterna, claro está. Porque o trabalho é que manda.
E ninguém nos perguntou se teríamos algum problema em ir. Nada disso. Vais e pronto. A tua opinião vale o equivalente a merda. E isto cansa-me. Não gosto de não ter uma palavra a dizer sobre as coisas. É um defeito que tenho, bem sei, mas já são duas décadas e tal disto, pelo que acho difícil que mude agora. Por dentro sou um turbilhão, mas por fora aceno com a cabeça e calo. Claro, o trabalho é que manda. Não faço eu, há quem faça por metade.
É só mais uma semana, eu sei. Mas custa-me sempre.
Acho que já disse e já perceberam que sou péssima com distâncias.

2 comentários:

Jovem $0nhador@ disse...

é complicado quando assim é, mas este país acha que devemos obedecer cegamente aos nossos patrões e que não temos palavra a dizer...

GATA disse...

A vida não é fácil, e muitas vezes temos que fazer coisas que não queremos...