terça-feira, 19 de março de 2013

Post para um pai que não foi meu

Pai. Não sei ao certo o significado dessa palavra.
Não pode ser só o gajo que contribuiu com o esperma, como no meu caso. Não pode ser só o gajo que, tendo feito o que queria, se pôs a milhas das responsabilidades.
Certamente não será alguém que nos espanca sem piedade. Que nos faz sentir medo e vergonha de uma forma que corrói por dentro, e deixa as suas marcas profundas até nas pessoas bem resolvidas.
Um pai não é isso.
Um pai está lá, sempre, para defender a sua menina. Um pai quer que a sua filha comece a namorar aos 30 anos. Um pai ensina a andar de bicicleta, a conduzir, ajuda nos trabalhos de casa sempre que possível, ajuda a levantar após uma queda. É confidente e educador. Tem mão dura, mas coração mole.
Faz as vontades, sempre que mereçam ser feitas. Planeia férias em família.
Preocupa-se quando a filha não chega a casa à hora combinada.
Vai buscar a filha e as amigas à discoteca, porque caramba, afinal as miúdas já têm idade para sair.
Um pai ajuda a descobrir a verdadeira vocação. Um pai protege, mas também sabe que há certas coisas que as filhas têm de descobrir sozinhas.
Um pai ensina a jogar à sueca e ao dominó.
Um pai castiga, sempre que haja necessidade de a filha ser castigada, mas esse castigo é sempre mais penoso para ele do que para ela.
Um pai, é um pai para sempre, e nunca um pai que nunca foi.

Parabéns para todos os pais que verdadeiramente o são.
Eu... Acredito ter escolhido o pai dos meus filhos muito melhor do que a minha mãe escolheu o meu.

8 comentários:

Orquídea disse...

esqueceste-te de outra: um pai olha de lado para o novo namorado da filha...mas depois de algum tempo dão-se como amigos de longa data!

A Loira disse...

Caramba mulher, até me arrepiei.

Jovem $0nhador@ disse...

Felizmente o meu pai é tudo o que referes como sendo um bom pai! Tenho pena que não tenhas tido um pai assim! Bjinhos***

homem sem blogue disse...

Duro e sincero. Fico feliz com a tua escolha. E espero que tudo corra bem.

beijos

homem sem blogue
homemsemblogue.blogspot.pt

mary disse...

Esse pai de que falas foi tudo o que a minha mãe foi! E bastou-me.
Acho que agora só nos compete é mesmo isso, dar aos nosso filhos o pai que nós não tivemos :) um beijinho!

Flow disse...

Este post podia ter sido escrito por mim :( No meu caso, contibuiu apenas com o material biológico e fez-se à vida... enfim...
Beijinhos :)

Karina sem acento disse...

Um pai é aquele que cria, não aquele que reproduz. Beijo grande!****

GATA disse...

Eu tive uma única sorte na vida: os meus pais! Infelizmente já não tenho o meu pai fisicamente comigo, mas revejo-me nele tantas vezes... Lamento que não tenhas tido um pai digno do nome PAI!