Ouvi a música da Rádio Comercial, cover da Moves like Jagger dos Maroon 5, com o título "Não me apetece fazer nada". E pensei em como se adequa perfeitamente.
Também vi há dias um vídeo inspirador sobre a não existência do dinheiro. O orador defendia que e fizéssemos as coisas que gostamos e não as coisas que temos de fazer para ganhar dinheiro, iríamos ser muito mais felizes e o dinheiro iria acabar por aparecer, visto que nos iríamos aperfeiçoar em determinada área. Concordo, claro.
O problema é quem, como eu, já está atolado de contas e compromissos financeiros, onde desistir de tudo agora para fazer outra coisa qualquer é completamente impossível, porque não podemos passar uns meses a viver do ar. O problema, é quem como eu, percebeu tarde demais a sua verdadeira vocação. E agora não tem tempo de voltar para trás.
3 comentários:
Pois, é uma teoria muito bonita mas que em Portugal não funciona tão bem como soa. No entanto, há uns tempos vi uma reportagem sobre a Dinamarca em que explicavam que lá as pessoas, na sua maioria, seguiam as suas verdadeiras vocações porque não existia tanto aquele conceito de "ir para aquela profissão que dá dinheiro", até porque quando mais uma pessoa ganha, maiores são os impostos (chegam até aos 60%). Portanto, lá, um médico é capaz de ganhar um ordenado líquido pouco maior que um electricista. Se por um lado isto pode parecer um pouco injusto porque há certas profissões com responsabilidades muito maiores que outras, por outro lado faz com que as pessoas não sejam tão gananciosas ao ponto de escolherem profissões em que a única coisa que lhes interessa é ordenado ao final do mês.
Eu gostaria de não precisar de dinheiro... bah.
E quem não sabe fazer nada como eu?
Aparentemente sou desprovida de qualquer talento...
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