Em conversa com colegas de profissão, questionávamo-nos até que ponto vale, efectivamente a pena, ter um trabalho de responsabilidade, estudar anos a fio, para no fim, o tal trabalho de responsabilidade, de horas extra não remuneradas mas exigidas, apresentar um vencimento semelhante a vários empregos sem o mesmo nível de responsabilidade, exigência, stress e investimento.
Se calhar não, não vale a pena.
E cada vez mais concluo que isto do mundo laboral é todo um enredo que por vezes impede que as pessoas vejam o que realmente importa, e concluo que para mim, a profissão e a progressão de carreira tornaram-se claramente num objectivo secundário face à realização familiar e pessoal.
O problema é a crescente competitividade existente e que muitas vezes atira para canto as pessoas que pensam como eu. Mas no final, no final de tudo, nada é mais importante do que a família.
6 comentários:
Tento não pensar muito nisso porque só me estraga o dia.
E sim, no final o que conta é mesmo a família.
Por isso, não se pensa muito na coisa.
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Concordo a 200%.
Pela miséria que recebemos não vale a pena andar a fazer sacrificios pessois.
Ó Bomboca, podia falar tanta coisa, mas já ando tão cansada, desanimada... Tudo me corre mal, não tenho perspectivas algumas e, o pior, é que nem um namorado de jeito eu tenho. Nunca falo disso lá no blog, porque não gosto de meter ao barulho uma pessoa que não é para ali chamada, mas há dias em que se torna demasiado pesado o facto de não me orientar em nenhum sentido, de só fazer escolhas de merda, de viver num páis que não vai 'oferecer' mais nada...
Eu adoro ter responsabilidades, dá-me mais vontade de trabalhar.
No trabalho nós podemos ser dispensados a qualquer momento, numa familia não!
Bjokas.
concordo contigo, penso nisso desde que terminei o mestrado, por vezes pergunto a mim mesma se terá de facto valido a pena...
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