quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Carta a ti pequeno Bombogato, que partiste cedo demais

Foi amor à primeira vista, sabes?
Mal te vi, apaixonei-me por essas pintinhas na barriga e olhos grandes e expressivos.
Mas deixa-me que te diga, que a tua vinda foi uma das maiores surpresas que o meu Bomboco me poderia ter feito.
Há muito que eu pedia um gatinho. Mas Bomboco mostrava-se relutante. Não porque não gostava de gatos, mas porque não estava convencido em ter um animal em nossa casa. No entanto, um belo dia, aparece-me ele com as tuas coisinhas acabadas de comprar. E eu abracei-o e chorei de emoção, mesmo ali no meio da rua. Íamos ter um gato.
Depois, vi-te no facebook de divulgação de animais, a precisar de um lar, e até estares comigo foi um passinho. Chegaste com um mês e meio, a 4 de Maio de 2011. A primeira coisa que tentaste fazer em nossa casa, foi enfiares-te numa coluna de som. Pumba, mal tinhas acabado de chegar, e já estavas a demonstrar a tua apetência para fazer asneiras. Bomboco quase gelou. Mas conseguimos puxar-te a tempo de fazeres mais asneiras.
A primeira foto que te tiramos foi escondido atrás do teu iglô.
Crescente connosco e nós crescemos contigo. Viste-me perder um emprego. Viste-me ingressar em novas oportunidades profissionais até chegar ao emprego em que estou hoje. Viste-me chorar muito e rir ainda mais.
Viste-nos mudar de casa e mudaste connosco. Rápido te habituaste a uma casa do dobro do tamanho da que conheceste inicialmente. Adoravas a varanda. E a zona dos quartos, que tentávamos, muitas vezes sem sucesso, que não fosses para lá. Implicavas tremendamente com o aquário. Creio que dois peixes morreram devido ao stress que lhes causavas.
Jantavas ao nosso lado, acompanhavas as decisões mais importantes. Passaste uma semana sem nós, na casa da tua avó.
Todos os dias vinhas ter connosco, ao chegarmos a casa, ansioso por atenção e comida. Eras um gato especial. Meigo e louco ao mesmo tempo. Eras o NOSSO gato. O nosso primeiro gato enquanto casal.
O teu nome significava imenso para nós. TU significavas imenso para nós.
Consola-me saber que, enquanto viveste, foste o mais feliz que um gato pode ser. Consola-me saber que não sofreste e que estás agora no céu dos gatos, se tal existir.
Choro ainda a tua perda.
Sei que só o tempo poderá curar esta dor constante no coração. Sei que os dias vão passar e a dor da tua ausência irá diminuir. Sei, contudo, que nunca me irei esquecer de ti e do quanto significaste para mim. Para NÓS.
Adeus meu gato lindo.
Adeus Freddie.

6 comentários:

Maria do Mundo disse...

Fiquei com o coração pequenino, pequenino, pequenino. Um beijinho!!!

Jovem $0nhador@ disse...

Oh que texto tão fofinho...fiquei triste ao ler isto, mas espero que consigas recuperar rápido e que encontres outra companhia tão boa quanto ele!

S* disse...

É de ficar com lágrimas nos olhos... Bichinho especial.

C*inderela disse...

Até eu chorei com este texto tão sentido e só de pensar no dia em que perder o meu rafeiro ...
Nem quero pensar, ultimamente tenho tido alguns desgostos com os meus animais mas há sempre um ou outro que nos tocam mais.
Força*

Inês S. disse...

Oh querida, tenho andado desligada dos blogues, só agora percebi o que aconteceu pelo teu comentário no meu. Já li os posts todos e fiquei com o coração apertadinho. Bem sei o que se sofre quando perdemos um animal estimado.

A leucemia dos gatos é terrível. Quando se manifesta assim de repente não há nada a fazer :(

Um beijinho cheio de força e que guardes as melhores memórias do bichano.

GATA disse...

Estou com os olhos cheios de lágrimas. Só quem gosta verdadeiramente de animais, entende o teu sofrimento.

O tempo suaviza a intensidade da dor, mas não a apaga, digo eu que já perdi muito na vida...

Turrinhas e FORÇA!