Portugal é, a par da Lituânia, Letónia e Espanha, um dos países mais desiguais da UE.
Para medir a desigualdade, é utilizado o Índice de Gini, onde 100% significa desigualdade absoluta, e 0% significa igualdade absoluta. São inúmeros os inconvenientes de pertencermos a um país desigual. Entre eles, posso destacar a criminalidade, o parco funcionamento do sistema de justiça (que é causa e consequência desta desigualdade), a diferença no acesso a oportunidades, e, consequentemente, mais desigualdade gerada.
Em 2010, este Índice subiu em Portugal, quando se deveria observar o caminho inverso. Tal significa que a desigualdade aumentou de 2009 para 2010. Não são boas notícias. Suponho que vá aumentar ainda mais nestes anos. Entristece-me isto. Uma sociedade avançada, que evolui verdadeiramente, diminui as desigualdades entre os membros da sua população. E parece-me que em vez de caminharmos para o desenvolvimento, fazemos o caminho inverso. Atente-se na descida do salário mínimo proporcionado pelo aumento da TSU para os trabalhadores. Enfim.
Menos igualdade= mais crime= menos justiça social= menos emprego= mais encargos para o Estado= menos crescimento= menos desenvolvimento.
Fontes: daqui e daqui.
2 comentários:
Tenho um salário mínimo tão baixo que as desigualdades são inevitáveis.
E vai lá explicar-lhes isso... entre a 100 e sai... à velocidade da dívida portuguesa!
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