Num restaurante estilo buffet, há comida em quantidade suficiente para quase todos os gostos.
E eu acredito piamente que a forma como comemos diz muito de quem somos, da personalidade, gostos e costumes que abraçamos.
Um dos divertimentos de Bomboca e Bomboco versa sobre a observação das pessoas aquando da sua refeição.
Constatamos que os ingleses, alemães, suecos e restantes compinchas do norte, quer sejam gordos ou magros, comem fritos que é uma loucura. O que houver de frito, eles comem.
Os franceses são bem mais comedidos na hora da refeição.
Desta forma, jogamos um jogo muito interessante chamado "adivinha a nacionalidade". E não é que quase todos (90%) dos portugueses hospedados aqui no hotel enchem o prato como se o mundo fosse acabar a qualquer momento? Que curioso. Creio que eles devem pensar que a comida não é reposta, portanto há que açambarcar o mais possível, no menor espaço de tempo. Claro que depois sobra comida em quantidades igualmente industriais. Enfim.
Eu admito que às vezes tenho mais olhos do que barriga, mas não costumo servir-me de modo a que deixe no prato duas toneladas de comida.
Portugal no seu melhor. Ou pior.
2 comentários:
Pois, também costumo reparar...
Miséria, parece que o mundo vai acabar...veêm-se verdadeiras piramides no prato!
É engraçado que eu noto isso bastante mais noutras nacionalidades do que nos portugueses. Especialmente no pequeno-almoço. Quase consigo adivinhar pelos pratos quem são os portugueses. É óbvio que há de tudo. Mas é sempre uma coisa que me tira do sério. Ainda nestas últimas férias vi um casal(espanhol) que tinha uma miuda que nem 3 anos devia ter com um prato à frente cheio de massa e lentinhas e outras coisas misturadas, um prato que só de olhar para ele já perdia a fome. Escusado será dizer que foi para trás tudo praticamente sem a miúda lhe tocar, e logo a seguir o papá traz outro prato com outras coisas. Isso é que me enoja, com tanta gente a passar fome haver gente assim conscientemente a deitar pratos inteiros de comida para o lixo. E pior a mostrar aos filhos que não há problema em fazê-lo porque pagaram para isso. Era só à estalada.
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