Ahaha era só o que nos faltava! Agora vem um investigador da Universidade do Minho defender que a lei portuguesa deve conceder aos homens o direito de recusar a paternidade de um filho, alegadamente nascido contra a sua vontade. O senhor investigador justifica a sua tese na possibilidade concedida às mulheres de fazerem um aborto, caso engravidem indesejavelmente. Este senhor defende de que se trata de uma questão de igualdade.
Em suma, a personagem sustenta a afirmação de que os homens só devem assumir a paternidade, se assim o quiserem.
Senhor investigador, eu vou explicar-lhe então a minha teoria sobre a sua tese: Não o conheço, por isso não sei se é bem ou mal formado, nem tão pouco tenho informações sobre a sua estrutura familiar. Mas eu cresci sem pai, e sei o que isso é, e sei a falta que uma figura paternal faz na vida de uma criança, na vida de um adolescente e na vida de um adulto. Até ao fim dos meus dias, irei sentir a falta de uma figura que nunca tive. Não é fácil a vida de uma pessoa sem um dos pais. E o senhor deseja dar a possibilidade dos pais privarem uma criança da sua presença. Ora, há uma questão muito importante de que o senhor não se está a lembrar, nomeadamente, o facto de uma mulher poder fazer um aborto até ao limite de 24 semanas, não estando ainda o feto totalmente formado. Quando a criança nasce, tem de ter um pai e uma mãe. Basicamente o senhor quer dar a certos homens a possibilidade de se esquivarem das suas obrigações.
Façamos o seguinte exercício intelectual: a mulher engravida, o esposo ou namorado aceita a gravidez e o casal decide ir para a frente com este projecto, com esta família. A criança nasce e ups!, o homem decide que afinal já não quer a criança. Pumba, iliba-se facilmente das suas responsabilidades enquanto pai e cidadão.
Sim, tocámos num ponto muito importante da sua teoria, que se trata de determinar, em que medida é que o nascimento da criança foi indesejado por parte do pai. Como provamos a indesejabilidade de uma criança?Quando é que esta começou a ser indesejada? No momento da sua concepção? Usasse precauções. Nos 4 meses de gravidez porque se chateou com a namorada? Explique-me senhor investigador, pois burro velho não aprende línguas.
Entretanto deixe-me dar-lhe a minha contribuição crítica para a sua tese (sim, que eu sou uma pessoa académica e que valoriza a evolução do conhecimento científico): Tivesse ido estudar a reprodução das focas do Ártico. Ao menos fazia melhor figura.
5 comentários:
Como se já não chegasse a quantidade deles que tendo assui
assumido a paternidade se esquiva às obrigações mais básicas da parentalidade!
Senhor investigador, que eu não conheço e nem quero, vá para a pata que o pôs!
Mas que falta de formação.
Que parvoíce! A partir do momento em que a criança nasce, deve ter pai ou mãe, o tempo de crianças com pai incógnito já lá vai...
Andamos a regredir no tempo :(
É ridículo, voltamos aos pensamentos primitivos. Não existem pais incógnitos, a minha bisavó tinha pai incógnito no bi e era uma vergonha.
Este senhor investigador deveria ir visitar famílias de acolhimento e afins, para ver o que significa a palavra parentalidade, e ver o que acontece na ausência da mesma.
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