sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Do coração

Gosto de pessoas que têm bom coração. Que têm a capacidade de amar as outras, apesar dos seus defeitos, e por isso mesmo. Gosto das pessoas genuinamente boas. Não daquelas pessoas que só fingem ser boas quando estão na presença de outras, mas sim daquelas que o são mesmo quando ninguém está a ver.
Eu não sou sempre bozinha. Há dias em que sou uma besta. Há dias em que, chegando ao fim dos mesmos, só me apetece bater com a cabeça na parede porque fui, efectivamente, uma besta. Há dias em que digo coisas que não penso nem sinto, em que tenho atitudes menos bem conseguidas.
No entanto, gosto de pensar que, em 365 dias, 80% deles sou boa pessoa. Ajudo, amo, compreendo, sou amiga, trabalho e me divirto.
Portanto não consigo acreditar naquelas pessoas que são SEMPRE boazinhas. Cheira-me invariavelmente a esturro. Porque eu sou uma pessoa completamente normal. Apesar de algo ingénua. E conheço pessoas que são VERDADEIRAMENTE boazinhas, que vivem as suas vidas a ajudar os outros, e nem essas são eternamente a encarnação da Madre Teresa de Calcutá.
Já outras existem que, apesar dos seus esforços para manterem uma fachada de "ai que eu sou tão boazinha que não parto um prato", nota-se a léguas que, à primeira oportunidade, irão destilar veneno. Que falam mentiras. Que falam mal dos outros pelas costas. Que julgam sem saber. Que deitam abaixo os outros para pura auto- recreação.
No fundo, acho que essas pessoas têm baixa auto- estima, apesar de não parecerem, apesar de se acharem os reis/rainhas do mundo. Acho porque sinceramente custa-me conceber que alguém que é feliz consigo próprio e com os outros, sinta necessidade de rebaixar alguém. Nunca conheci ninguém que, sendo feliz com a vida, tivesse necessidade de ser mesquinho com os outros.
Creio que está na altura de informar essas pessoas que existe terapia. Pode ser que aprendam alguma coisa.

1 comentário:

AS disse...

Eu conheço uma pessoa assim. Era incapaz de fazer mal a uma mosca e no entanto deu-me uma facada *daquelas* nas costas.
Aprendi uma grande lição: o mundo está para os falsos.