sábado, 28 de julho de 2012

Vigarices várias- A falsa herdeira do império BIC

O método destas burlonas é sempre igual: anúncios nos jornais, na secção dos relacionamentos, fazendo-se passar por senhoras de bem e ricas. Histórias mirabolantes de heranças, divórcios, muitos milhões, obras de arte, tudo devidamente adornado com roupas de classe, casarões, carros de alta cilindrada e muita ilusão de classe. As burlonas em questão encontram-se de momento a ser julgadas em tribunal. Os queixosos perderam milhares e milhões em empréstimos, em ajudas. As vítimas destas senhoras são homens de classe média alta/alta. São homens que já tiveram relacionamentos, que já têm filhos e por alguma razão perderam a fé no amor. E estas mulheres voltaram a reacender essa chama, essa ilusão de amor.
Tudo era muito planeado, muito bem feito, com as armadilhas montadas com precisão. E eles caíram e voltaram a cair.
Suponho que se tratam de homens que nunca foram mãos largas nos anteriores relacionamentos, nem com as respectivas esposas, nem com os filhos. Toda a vida amealharam, para perderem tudo em meses, envoltos em vozes sedutoras e estilos de vida "hollywoodescos".
Considero que estas mulheres devem ser julgadas pelos eventuais crimes que cometeram. Mas se tenho pena destes homens? Perdoem-me os mais sensíveis, mas não tenho. Não tenho, pela razão que referi acima: a maior parte destes homens, nunca foi, provavelmente (claro que há excepções, mas estou a fazer uma suposição com base em algum conhecimento de casos individuais), bom pai ou bom marido. Nunca proporcionaram às esposas ou filhos um estilo de vida mais desafogado. Alguns destes homens, referidos no processo, chegaram mesmo a vender bens que pertenciam ou eram utilizados pelos filhos.
Não compreendo esta cegueira momentânea, o que estas mulheres fazem que lhes dão volta à cabeça (e às contas bancárias...), em dois tempos.
Não compreendo, mas não tenho pena.

Para quem tiver interesse em saber mais contornos desta história mirabolante, pode ler o artigo completo aqui.

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