segunda-feira, 23 de julho de 2012

Summer of Love

Foi num longínquo Verão de há 10 anos atrás que o conheci, o sr. Bomboco, amor da minha vida. Estávamos quase no final da estação, mas ainda antes do mês de Setembro. Comemorava-se em várias discotecas da zona, com festas temáticas, o fim do Verão e o regresso às aulas.
Apesar de ter sido sempre boa aluna, o regresso às aulas nunca representou para mim grande motivo de entusiasmo.
Tinha sido o primeiro Verão em que eu trabalhara. 
Tinha sido o primeiro Verão em que eu tinha ficado na minha cidade. Tudo passara muito depressa.
Eu não era para ter saído naquela noite, efectivamente, até já estava a dormir quando me telefonaram para o telemóvel que eu orgulhosamente tinha comprado com o meu primeiro salário.
Mas, como qualquer adolescente entusiasmada com uma saída à noite, fui. 
Foi a noite em que apanhei a minha primeira bebedeira, por assim dizer (visto que nunca tinha sequer bebido mais do que uma coca cola com safari). 
Foi a noite em que o conheci. Não gostei logo dele. Nem sequer fomos logo amigos. 
No entanto, ele começou a frequentar sítios que eu já frequentava, em virtude de conhecer outras pessoas que eu conhecia. E começámos a falar. E começou tudo a tornar-se demasiado evidente e inevitável.
Éramos miúdos.
Dois anos depois, o meu "amor de Verão" tinha chegado ao fim.
Fizeram-se muitas asneiras. Viveu-se muito e depressa.
Houve um turbilhão de emoções.
Até que, quase um ano depois, voltámos a falar. Novamente na época de regresso às aulas.
E novamente tornou-se inevitável. Até hoje, e, espero, até sempre.
Por isso, na verdade, eu nunca tive um amor de Verão.
Tive sim, um Verão de amor, que espero que se repita até ao último Verão das nossas vidas.

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