Tiraste mesmo o curso de Economia, ou foi a tua irmã gémea que foi fazer os exames por ti, ora diz lá?
Engataste o professor? Não me mintas Marianinha!
Não estou aqui para te julgar, estou aqui para te ajudar. Há muita gente que te critica, ou mesmo insulta. Esse não é o meu propósito. Eu não acredito que devamos insultar alguém por não saber resolver equações diferenciais, por exemplo. Se a pessoa não sabe, também não é correcto insultar essa pessoa. O nosso dever é explicar-lhe as coisas, ou, no mínimo, fazer-lhe ver as suas carências de ordem intelectual. Nunca menosprezar. É feio.
Posto isto Marianinha, serve o presente post para te ajudar a ver a luz. Já percebemos que ciência económica não é o teu forte. Discursos motivacionais também não, mas não serão esses o objecto da minha explicação.
Ora, tu dizes que não podemos ter vergonha de ir tirar dinheiro aos ricos. Em primeiro lugar, posso dizer-te que o Vale e Azevedo também não tinha vergonha nenhuma de o fazer, inclusivamente a clubes que já na altura não eram ricos, e acabou por ir parar à prisão. Até o tio Ricardo Salgado, está com uma pulseirinha... Entendes o que quero dizer? Sim, é crime. Roubo.
Mas tu queres fazê-lo pela via institucional, queres por o roubo na lei, não é? Percebo. Nesse aspecto foste mais inteligente do que aqueles dois.
Sendo assim, a explicação necessita de ter outro foco. Primeiro, tenho de te explicar o conceito de poupança: poupança é o remanescente monetário com que um indivíduo fica, após as deduções de impostos e consumo, ao seu rendimento. Temos ainda que o consumo já é tributado, ou seja, o indivíduo recebe um salário, ao qual deve retirar os respectivos impostos, sendo que tudo o que consumir com esse salário, também terá incidência de imposto (salvo as raras excepções das isenções de IVA previstas no código). Ora, a poupança, dizia eu, é o que sobra. Portanto, a parte do rendimento do indivíduo que também já foi tributada.
Percebes agora quando eu digo que o imposto que tu e os teus camaradas querem criar, é um imposto de dupla tributação?
Adiante.
Tu também dizes que vocês querem reduzir as desigualdades em Portugal. O problema, Marianinha, é que tu e os teus compinchas, querem nivelar tudo por baixo. Se não podem ser todos ricos, então serão todos pobres. Mais ou menos isto, não é?
Acontece Marianinha, que não há bem estar social (que é medido pelo teu desconhecido IDH- Índice de Desenvolvimento Humano), sem crescimento económico. Eu bem sei que a palavra crescimento te assusta se não estiver ligada com impostos, eu compreendo, são conceitos muito assustadores, mas imagina tu que até há uma cadeira na faculdade, que se chama precisamente crescimento económico. É de revirar o estômago.
Dizia-te eu, que sem crescimento económico, não existe rendimento para se redistribuir. A melhor maneira de se acabar com os pobres e com a desigualdade, é através do crescimento sustentado de uma economia, libertando-a das suas atrofias. Livrando-a do assustador mecanismo estatal. Libertando as suas amarras.
Como é que se consegue crescimento económico, perguntas tu? Lembras-te do conceito de poupança que te expliquei há pouco? Pois é... A poupança é um dos mecanismos do crescimento, pois sem ela (individual ou estatal), não existe investimento (privado ou público), e portanto, não é possível investir no que se acredita que é o grande motor do crescimento das economias, que é o capital humano.
Adicionalmente, temos a questão do excesso de tributação numa economia. Sabes, Marianinha, em todas as economias existe um tecto máximo de tributação que as mesmas estão disponíveis para acomodar, e, segundo estudos da OCDE, a economia portuguesa é uma das que mais tributação tem.
Portanto, é convicção de muitos analistas, que já ultrapassámos esse tecto, e o que acontece com a introdução de mais tributação, é que a economia passa a ser ainda menos eficiente, e a tributação não dará origem a mais receita. Ainda não te passou pela cabeça que os mais ricos conseguirão fugir a este imposto? Não percebes que grande parte dos riquíssimos, a cujo dinheiro queres deitar a mão, estão protegidos de sangue sugas como tu e o teu pai? Quem sobra? Nós, os que não podem fugir. Aqueles que tu achas que são ricos mas na verdade não são. A classe média que queres ajudar a exterminar.
Além disso Marianinha, se deres os sinais errados para os mercados, para as pessoas e para as empresas, sabes o que vai acontecer aos investimentos? Pois é, vão diminuir. Já estão a diminuir. As nossas exportações já não estão a crescer ao mesmo ritmo...
Eu penso que já te dei uma ajudinha para começar a perceber o que é isto de economia, crescimento, etc. Posso continuar a ajudar-te, mas aí as aulas já serão pagas, que eu não cresci numa herdade no Alentejo. Vai pela sombra Marianinha. Não tens de agradecer, sempre às ordens.
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Sonho de manhã de segunda-feira
O despertador toca e eu não tenho de me levantar. Posso ficar na cama até à hora que me apetecer, não tenho horas, nem obrigações. Não tenho de vestir um fato, nem tenho de enfrentar o trânsito matinal.
Mas mais do que tudo isso, seria não ter de levar com o cheiro muito pouco agradável do meu vizinho no elevador. Mas quem é que usa roupa da Massimo Dutti e cheira mal logo pela manhã?? Simplesmente não combina! É que depois não é um cheiro a suor, é um cheiro estranho mas extremamente desagradável.
Enquanto me recomponho e tento não vomitar a sandocha de fiambre que já enfardei, digo um "bom dia", e rezo para que o elevador não avarie.
É que o galão já está aqui a dar voltas no meu estômago, mas entretanto o vizinho sai no piso 0, graças a Deus nosso senhor.
Vou para o carro e penso em todas aquelas pessoas cheias de sorte, cujos encontros matinais incluem um gentleman perfumado, qual anúncio da Hugo Boss. Mas sou eu. A Bomboca. O Nuno Markl da blogosfera.
Com sorte ainda encontro este amigo no regresso a casa.
#soesperoquenao
domingo, 25 de setembro de 2016
Expliquem-me lá como se eu fosse muito burrinha
porque é que há pessoas que se exaltam com outras, tendo apenas em conta as preferências relativamente a smartphones? Descobri que há pessoas que levam mesmo a peito a escolha entre Samsung e iPhone, por exemplo. É quase como a rivalidade entre clubes!
Menos minha gente, muito menos.
Menos minha gente, muito menos.
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
O quê? A outra jovem está grávida??
Não era a jovem que não gosta de crianças e nunca ia ter filhos? Ahaha tãooo bom.
Vá pronto, já sabemos que a anterior tentativa foi frustrada...
Vamos tentar outra vez, sim?
Sabem o que não ajudou? O meu pc pessoal ter pifado.
É daquelas coisas que não dão jeito, visto que não me entendo minimamente com o blogger no telemóvel.
Bem, que vos posso dizer?
Ora, tive umas férias ÓPTIMAS!!! :D
Se descansei? Nadinha. Estive o tempo todo com o meu bebé, e como devem imaginar, um bebé de 16 meses não dá tréguas. Já corre, o sacaninha. Quando está cansado pede colo. Está demais.
Mas foi tão, tão bom... Parece que recuperei uma quantidade de dias "perdidos", em que não estive tanto tempo com ele.
Se dormi muito?
Também não. Os bebés são fãs de acordar cedo, e eu sou fã de me deitar tarde em férias, pois é quando posso finalmente aproveitar para ver séries, filmes, ler.
Portanto, também não.
Mas voltei ao trabalho a meio de Setembro e sinto-me outra. Ter sido promovida também ajuda, claro. Mas estava a precisar urgentemente de parar. De respirar. De viver o meu bebé. De tempo só para nós. E portanto não li blogs nenhuns, não sei de polémicas nenhumas, nada de nada.
Ando com vontade de escrever.
Vamos lá ver.
Sabem o que não ajudou? O meu pc pessoal ter pifado.
É daquelas coisas que não dão jeito, visto que não me entendo minimamente com o blogger no telemóvel.
Bem, que vos posso dizer?
Ora, tive umas férias ÓPTIMAS!!! :D
Se descansei? Nadinha. Estive o tempo todo com o meu bebé, e como devem imaginar, um bebé de 16 meses não dá tréguas. Já corre, o sacaninha. Quando está cansado pede colo. Está demais.
Mas foi tão, tão bom... Parece que recuperei uma quantidade de dias "perdidos", em que não estive tanto tempo com ele.
Se dormi muito?
Também não. Os bebés são fãs de acordar cedo, e eu sou fã de me deitar tarde em férias, pois é quando posso finalmente aproveitar para ver séries, filmes, ler.
Portanto, também não.
Mas voltei ao trabalho a meio de Setembro e sinto-me outra. Ter sido promovida também ajuda, claro. Mas estava a precisar urgentemente de parar. De respirar. De viver o meu bebé. De tempo só para nós. E portanto não li blogs nenhuns, não sei de polémicas nenhumas, nada de nada.
Ando com vontade de escrever.
Vamos lá ver.
quinta-feira, 14 de julho de 2016
Tentativa de ressuscitação deste blog em 1... 2...
Alô?
Alguém desse lado?
Eu juro, mas juro que quero ter tempo para o blog...
Alguém desse lado?
Eu juro, mas juro que quero ter tempo para o blog...
sexta-feira, 13 de maio de 2016
Curtas
- O meu bebé já fez um ano. Não me perguntei como raio é que passou tão depressa. Não sei. Gostava de saber.
- Percebi o verdadeiro significado da expressão "tem um filho e verás quem são os teus amigos". Algumas pessoas desiludiram-me, sim, mas para ser 100% sincera, não era nada que não estivesse à espera.
- As coisas no meu emprego andam loucas. Toda a gente cheia de trabalho, gente a meter baixa por esgotamento, gente a chorar pelos cantos, gente desesperada. Isto é o retrato actual de muitas realidades laborais em Portugal. Onde o trabalho vem sempre antes seja do que for. É duro. Mas é aguentar. Não me estão propriamente a chover propostas.
- As pessoas têm uma lata que sempre me surpreende. Vejam lá que gente que não me fala há anos, quer pedir-me favores. Pois sim...
- Percebi o verdadeiro significado da expressão "tem um filho e verás quem são os teus amigos". Algumas pessoas desiludiram-me, sim, mas para ser 100% sincera, não era nada que não estivesse à espera.
- As coisas no meu emprego andam loucas. Toda a gente cheia de trabalho, gente a meter baixa por esgotamento, gente a chorar pelos cantos, gente desesperada. Isto é o retrato actual de muitas realidades laborais em Portugal. Onde o trabalho vem sempre antes seja do que for. É duro. Mas é aguentar. Não me estão propriamente a chover propostas.
- As pessoas têm uma lata que sempre me surpreende. Vejam lá que gente que não me fala há anos, quer pedir-me favores. Pois sim...
E este Novembro, que nunca mais acaba, hein?
Belo tempo.
Faz-me recordar os saudosos meses de Novembro, Fevereiro....
Quando a Primavera chegar, é favor avisar!
Faz-me recordar os saudosos meses de Novembro, Fevereiro....
Quando a Primavera chegar, é favor avisar!
sexta-feira, 15 de abril de 2016
Não quero julgar ninguém, que não quero. Mas que me faz confusão, faz
Pessoas com filhos, que todas as sextas e/ou sábados, vão para a noite beber uns copos. Não se trata de julgamento, mas admito que me causa alguma estranheza. Pelos seguintes motivos:
- Eu ando tão morta, que só o facto de me manter acordada após as 23h, é para mim impensável;
- Não consigo ter energia para levantar um copo;
- Tendo em conta que essas pessoas trabalham à semana, deixam os putos todos os fins-de-semana com os avós? Sim, existe aquele argumento de "o miúdo às 2h da manhã está a dormir". Verdade. Mas no dia seguinte ele acorda na mesma de manhã cedinho. E depois? E depois digo-vos que não sei como aguentam a ressaca gigantesca, pois eu saí para festejar o meu aniversário e no dia seguinte, quando o David acorda feliz e contente às 8h da manhã, sendo que eu me tinha deitado às 3h, pensei que morria.
Mas se conseguem, força! Eu é que não entendo como...
- Eu ando tão morta, que só o facto de me manter acordada após as 23h, é para mim impensável;
- Não consigo ter energia para levantar um copo;
- Tendo em conta que essas pessoas trabalham à semana, deixam os putos todos os fins-de-semana com os avós? Sim, existe aquele argumento de "o miúdo às 2h da manhã está a dormir". Verdade. Mas no dia seguinte ele acorda na mesma de manhã cedinho. E depois? E depois digo-vos que não sei como aguentam a ressaca gigantesca, pois eu saí para festejar o meu aniversário e no dia seguinte, quando o David acorda feliz e contente às 8h da manhã, sendo que eu me tinha deitado às 3h, pensei que morria.
Mas se conseguem, força! Eu é que não entendo como...
Socorro! Bom atendimento e bom português precisam-se!
Ando à procura de um carrinho bengala/ de passeio, para levarmos nas férias (sim, já as marcámos, graças a Deus nosso senhor!), e para termos em casa, sem ter de andar a levar o outro carrinho de e para a casa dos vós.
Nesta busca incessante e complexa, como aliás é o normal em relação a tudo o que envolva o universo bebés, dirigi-me à Zippy. Na loja, constatei que não têm nem 1/10 dos artigos que vêm em catálogo. Assim sendo, perguntei à funcionária que me atendeu, se podia encomendar sem compromisso de compra, mais especificamente perguntei "se eu encomendar, a encomenda é vinculativa?". Bem, a senhora ficou a olhar para mim como se eu fosse um alien, mas resolveu sair-se com "O que é isso?". Expliquei-lhe o significado da palavra "vinculativa". Ao que a senhora me diz que tenho de dar um sinal de 50€, mas eu recuso, pois afirmo que não vou dar um sinal relativo a um artigo que não conheço, e não tenho a certeza de querer comprar quando o vir. Digo que se quiserem encomendar, tudo bem, se não quiserem, "amigos à mesma". A senhora diz então "bem, vou levar na cabeça da minha chefa por sua causa! Vou encomendar". Ao que eu digo que se não quer encomendar, não há problema, vou procurar outro carrinho numa outra loja. A senhora diz que não (neste momento até foi prestável), e diz que encomenda na mesma, mas que eu tenho de perceber que para a loja é muito chato, porque os clientes encomendam coisas e depois se não as quiserem, eles ficam com os artigos. Ao que eu digo que a gestão de stocks da loja é algo completamente independente dos clientes, que os clientes não podem tomar parte da gestão interna de stocks efectuada pela loja. Bem, a funcionária olhou novamente para mim com um ar de quem não tinha percebido uma palavra do que eu tinha dito.
Enfim, se calhar sou eu que sou demasiado "complicada". Pode ser. Anyway, há coisas piores para se ser.
Nesta busca incessante e complexa, como aliás é o normal em relação a tudo o que envolva o universo bebés, dirigi-me à Zippy. Na loja, constatei que não têm nem 1/10 dos artigos que vêm em catálogo. Assim sendo, perguntei à funcionária que me atendeu, se podia encomendar sem compromisso de compra, mais especificamente perguntei "se eu encomendar, a encomenda é vinculativa?". Bem, a senhora ficou a olhar para mim como se eu fosse um alien, mas resolveu sair-se com "O que é isso?". Expliquei-lhe o significado da palavra "vinculativa". Ao que a senhora me diz que tenho de dar um sinal de 50€, mas eu recuso, pois afirmo que não vou dar um sinal relativo a um artigo que não conheço, e não tenho a certeza de querer comprar quando o vir. Digo que se quiserem encomendar, tudo bem, se não quiserem, "amigos à mesma". A senhora diz então "bem, vou levar na cabeça da minha chefa por sua causa! Vou encomendar". Ao que eu digo que se não quer encomendar, não há problema, vou procurar outro carrinho numa outra loja. A senhora diz que não (neste momento até foi prestável), e diz que encomenda na mesma, mas que eu tenho de perceber que para a loja é muito chato, porque os clientes encomendam coisas e depois se não as quiserem, eles ficam com os artigos. Ao que eu digo que a gestão de stocks da loja é algo completamente independente dos clientes, que os clientes não podem tomar parte da gestão interna de stocks efectuada pela loja. Bem, a funcionária olhou novamente para mim com um ar de quem não tinha percebido uma palavra do que eu tinha dito.
Enfim, se calhar sou eu que sou demasiado "complicada". Pode ser. Anyway, há coisas piores para se ser.
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Deixem-me rir só um bocadinho
A minha empresa quer que as pessoas que não têm clientes nesta altura, tirem férias, para não ficarem "paradas" nos escritórios. Eu não estou nessa situação, mas há gente que está.
Férias. Em Abril. Deve ser bom, deve. Diz que está um ventinho agradável pelos lados do Algarve...
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Nem sei por onde começar, mas cá vai- Junk food e bebés
Li este estudo que afirma que existem bebés viciados em junk food. Nem queria acreditar no título, pois achei que era um exagero e seria mau demais. Mas depois abri o link, li o artigo e passei-me. Como é que há mães que conseguem fazer isto aos seus bebés?! Dar-lhes batatas fritas quando ainda nem sequer têm dentes? Dar-lhes coca cola em biberão? Fiquei escandalizada, a sério. Dentes de bebés que já nascem pretos e bebés com obesidade.
É isto que estas pessoas estão a fazer. O que é contraditório, na medida em que cada vez há mais informação, cuidados médicos e suporte às grávidas e às recém mamãs. Nas aulas de preparação para o parto, foi-me claramente explicado quais os alimentos permitidos e quais os proibidos. O pediatra, a mesma coisa. Por isso desculpem mas não, não entendo. Entendo que muitas destas mães não o queiram verdadeiramente ser, isso entendo. Entendo que comprar um hamburger e batatas fritas acabe por dar menos trabalho do que fazer convenientemente uma sopa, do que preparar uma refeição em condições. Entendo que ter filhos dá trabalho sim, e é necessário um espírito muito forte de abnegação e de sacrifício, pois apesar de ser a coisa mais maravilhosa de sempre, precisam de muitos cuidados, atenção, carinho, enfim, e outras tantas coisas.
Entendo que há pessoas que não mereciam ser mães.
Depois há pessoas que ficam chocadas com o meu método rígido no que respeita à alimentação do David. Que não percebem porque é que não lhe dou uma colher de mousse de chocolate "porque o menino está a olhar". Que não lhe dou uma amêndoa porque "só uma não faz mal". Que não o deixo comer batatas fritas porque "não faz mal nenhum". Não, o meu filho não come porcarias quando ainda nem sequer tem um ano. Sim, dou respostas tortas a quem acha que cria o meu filho melhor do que eu e a quem acha que "não faz mal" e quer à força intrometer-se onde não deve e acha que saberá melhor do que eu o que é melhor para o meu filho. Não, não sabem.
Porque se antigamente se fazia não sei o quê, problema deles, não tenho nada a ver com isso.
E depois admiram-se que eu fique cega e me dê a volta ao estômago, ao ver pessoas a oferecer bolos e chocolates a crianças de colo.
Tudo começa aqui. E se começar mal, depois é muito difícil endireitar.
É isto que estas pessoas estão a fazer. O que é contraditório, na medida em que cada vez há mais informação, cuidados médicos e suporte às grávidas e às recém mamãs. Nas aulas de preparação para o parto, foi-me claramente explicado quais os alimentos permitidos e quais os proibidos. O pediatra, a mesma coisa. Por isso desculpem mas não, não entendo. Entendo que muitas destas mães não o queiram verdadeiramente ser, isso entendo. Entendo que comprar um hamburger e batatas fritas acabe por dar menos trabalho do que fazer convenientemente uma sopa, do que preparar uma refeição em condições. Entendo que ter filhos dá trabalho sim, e é necessário um espírito muito forte de abnegação e de sacrifício, pois apesar de ser a coisa mais maravilhosa de sempre, precisam de muitos cuidados, atenção, carinho, enfim, e outras tantas coisas.
Entendo que há pessoas que não mereciam ser mães.
Depois há pessoas que ficam chocadas com o meu método rígido no que respeita à alimentação do David. Que não percebem porque é que não lhe dou uma colher de mousse de chocolate "porque o menino está a olhar". Que não lhe dou uma amêndoa porque "só uma não faz mal". Que não o deixo comer batatas fritas porque "não faz mal nenhum". Não, o meu filho não come porcarias quando ainda nem sequer tem um ano. Sim, dou respostas tortas a quem acha que cria o meu filho melhor do que eu e a quem acha que "não faz mal" e quer à força intrometer-se onde não deve e acha que saberá melhor do que eu o que é melhor para o meu filho. Não, não sabem.
Porque se antigamente se fazia não sei o quê, problema deles, não tenho nada a ver com isso.
E depois admiram-se que eu fique cega e me dê a volta ao estômago, ao ver pessoas a oferecer bolos e chocolates a crianças de colo.
Tudo começa aqui. E se começar mal, depois é muito difícil endireitar.
Sou só eu que estou fartinha destes títulos?!
"Fulana X ousada em produção fotográfica". "Fulana Y como nunca a viu".
Porquê? Não há mais nada de interessante? Hoje é o Correio da Manhã que observa a "ousadia" da Irina Shayk. Santa paciência, vão escrever notícias a sério.
Depois, as fulanas que são modelos, ainda percebo, mas as outras, qual é o objectivo de realizarem tais produções? Sinceramente, já enjoa!
Porquê? Não há mais nada de interessante? Hoje é o Correio da Manhã que observa a "ousadia" da Irina Shayk. Santa paciência, vão escrever notícias a sério.
Depois, as fulanas que são modelos, ainda percebo, mas as outras, qual é o objectivo de realizarem tais produções? Sinceramente, já enjoa!
terça-feira, 5 de abril de 2016
Os Panamá Papers
O que é que eu posso dizer sobre este tema, que pessoas mais eloquentes não o tenham já dito?
Posso dizer que esta gente é toda uma merda, que representa o nojo da sociedade e a desonestidade, a batota, o comer os outros por parvos. Posso dizer que merecem todos ser julgados e irem parar à cadeia, apesar de saber que isso nunca irá acontecer.
E agora? Agora é esperar para ver quantos mais "notáveis" se encontram nesta teia de aldrabice, e ver que consequências tudo isto terá necessariamente de ter.
Posso dizer que esta gente é toda uma merda, que representa o nojo da sociedade e a desonestidade, a batota, o comer os outros por parvos. Posso dizer que merecem todos ser julgados e irem parar à cadeia, apesar de saber que isso nunca irá acontecer.
E agora? Agora é esperar para ver quantos mais "notáveis" se encontram nesta teia de aldrabice, e ver que consequências tudo isto terá necessariamente de ter.
Essencialmente é isto
Aquele momento em que ele adormece encostadinho a ti, descansado, corpo completamente pesado, respiração calma. Sossegadinho, a arrotar a leite, sente-se seguro como em nenhum outro lugar, com a cabeça encostada à tua omoplata. Este é o meu momento favorito do dia.
Este, e também aquele em que ele me vê e sorri, ri às gargalhadas, esperneia para vir ao meu colo e chora a bom chorar se eu não lhe pego imediatamente.
E eu fico a pensar que o resto é o resto, e que a vida é essencialmente isto.
Este, e também aquele em que ele me vê e sorri, ri às gargalhadas, esperneia para vir ao meu colo e chora a bom chorar se eu não lhe pego imediatamente.
E eu fico a pensar que o resto é o resto, e que a vida é essencialmente isto.
Stick to the plan
Eu tenho um plano. Um plano para os próximos 2 anos.
Correndo bem, logo vos direi, mas devem imaginar qual é... De qualquer das formas, não quero agoirar. E por isso não o conto a ninguém, é só para mim e para o meu marido. E então todos os dias eu me foco neste plano, nestes objectivos. Porque para ser sincera, muitas vezes só me apetece pegar no meu filho e no meu marido, e fugir daqui, para longe, para um cantinho só nosso, com todo o tempo só para nós. Só que depois penso com clareza e concluo que não temos dinheiro para nos aguentar e passar Badajoz. Assim sendo, tenho de me manter focada no plano. E por isso digo-me a mim própria, todos os dias, para me manter focada, para me concentrar, que está quase, e a recompensa irá chegar. Para não fazer como já fiz anteriormente, em que desisti perto da linha da meta.
Stick to the plan Bomboca, stick to the plan.
Correndo bem, logo vos direi, mas devem imaginar qual é... De qualquer das formas, não quero agoirar. E por isso não o conto a ninguém, é só para mim e para o meu marido. E então todos os dias eu me foco neste plano, nestes objectivos. Porque para ser sincera, muitas vezes só me apetece pegar no meu filho e no meu marido, e fugir daqui, para longe, para um cantinho só nosso, com todo o tempo só para nós. Só que depois penso com clareza e concluo que não temos dinheiro para nos aguentar e passar Badajoz. Assim sendo, tenho de me manter focada no plano. E por isso digo-me a mim própria, todos os dias, para me manter focada, para me concentrar, que está quase, e a recompensa irá chegar. Para não fazer como já fiz anteriormente, em que desisti perto da linha da meta.
Stick to the plan Bomboca, stick to the plan.
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Cada vez mais
Hoje li este texto da Cocó e adorei. Revejo-me imenso no que ela referiu sobre o trabalho... Menos quando ela diz que antes achávamos porreiro acordar cedo e chegar tarde. Vou ser muito sincera: como alguns dos que já me lêem há algum tempo sabem, eu nem sempre cheguei a casa tarde e a más horas. Mas a verdade é que sempre olhei para o emprego como isso mesmo, um emprego, um mero meio de pagar contas, uma necessidade e não um gosto. E agora, com a minha família, um emprego representa cada vez mais isso. Um emprego. Já tive empregos onde gostava verdadeiramente do que fazia, gostava dos colegas, etc., mas mais do que isso, gostava sobretudo porque saía a horas decentes, e isso permitia-me ter VIDA. Eu tinha uma óptima qualidade de vida. Estava inscrita no mestrado, ia ao ginásio, fazia o jantar todos os dias, davámos belos passeios nocturnos à beira-mar. Por isso é que gostava tanto daquele emprego. Era bem tratada, não ganhava mal, e tinha uma vida tranquila.
Entretanto essa vida mudou. Já não tenho a mesma disponibilidade para a minha família, infelizmente. Dizem aqui na empresa que tudo melhora no Verão. Ainda não sei pois no ano passado estive de licneça. Mas na empresa desta área em que já estive, as coisas não melhoravam assim tanto no Verão. Só um bocadinho. Portanto... A ver vamos. Vamos ver realmente se o Verão consegue compensar o resto dos meses.
Para já, parece-me tudo muito chuvoso.
Entretanto essa vida mudou. Já não tenho a mesma disponibilidade para a minha família, infelizmente. Dizem aqui na empresa que tudo melhora no Verão. Ainda não sei pois no ano passado estive de licneça. Mas na empresa desta área em que já estive, as coisas não melhoravam assim tanto no Verão. Só um bocadinho. Portanto... A ver vamos. Vamos ver realmente se o Verão consegue compensar o resto dos meses.
Para já, parece-me tudo muito chuvoso.
quinta-feira, 31 de março de 2016
Como um burro a olhar para um palácio
Respira. Aponta tudo o que te estão a dizer. Não te esqueças de nenhum pormenor.
Mesmo que depois digam que não disseram e não saibam o que disseram. não te esqueças.
Aponta.
E respira.
Mesmo que depois digam que não disseram e não saibam o que disseram. não te esqueças.
Aponta.
E respira.
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