sábado, 9 de maio de 2015

Bomboca, o que tens a dizer sobre a experiência da maternidade?

Sabem quando amam tanto alguém, mas tanto tanto, que até dói?
E têm vontade de chorar porque esse amor, que é tão grande, traz uma responsabilidade gigantesca, a par de um medo quase irracional de não se ser suficiente, de não se ser capaz.
É o que eu tenho a dizer até agora.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Maravilhas da gravidez #16 ou o que ninguém vos conta sobre o parto

O David nasceu de parto normal. Eu nunca fiz grandes planos sobre o parto que queria ou deixava de querer, pois sempre coloquei essa decisão nas mãos do meu médico, em quem confio em pleno. Eu sabia que ele iria optar pela melhor solução para o bebé e para mim.
Posto isto, posso dizer-vos que não sofri muito. Antes da epidural, tive contracções, dolorosas, sim, mas ainda no limite do razoável. Mas depois de me darem a epidural, foi remédio santo, O que nunca me tinham dito, mas eu cedo percebi, é que devemos pedir reforço de dose assim que começarmos a sentir umas dorzinhas ligeiras. Foi o que fiz e não sofri praticamente nada em todo o trabalho de parto. Sempre que sentia algo... Chamava a enfermeira. Porque o reforço nunca é tão forte como a primeira dose, além disso, demora algum tempo a actuar (10m, no mínimo).
Antes de ter de fazer força, levei nova dose de epidural. Claro que senti os toques que me faziam, o rebentamento da bolsa, senti a puxarem-me lá dentro... Sentir, sente-se. Assemelha-se a uma certa pressão, e não é confortável. Mas posso dizer que dores dores, nada. Mesmo na hora do bebé sair, o que sentia era puxões, nada que não conseguisse aguentar.
Desta forma, pode dizer-se que tive um parto "santo". E se já não compreendia as mulheres que não querem tomar epidural por opção, agora ainda compreendo menos. É que aquilo tudo é coisa para doer horrores. Portanto se a ciência arranjou forma de tornar a coisa menos penosa, que assim seja.
Agora, há certos pormenores que ninguém vos conta. Não é tudo lindo e maravilhoso, nem pensar. Posso dizer-vos que vão ser algaliadas e isso não é agradável. Pois. Eu também pensei que nos deixassem ir à casa de banho. Não. É mesmo pelo tubinho. Vão ter vontade de fazer número 2. E vão fazê-lo. Onde? Numa aparadeira. E como não se conseguem mexer direito, uma enfermeira/auxiliar vai ajudar-vos a limpar. Eu sei. Eu também pensava que o limiar máximo da minha dignidade era ter várias pessoas a porem-me as mãos aqui em baixo. Mas não. Há sempre mais por onde podemos descer.
Confesso que a parte de não poder ir à casa de banho, para mim foi um choque.
Mas adiante.
Ora, depois de me coserem e de eu já ter o bebé ao pé de mim, siga de ir para o internamento de obstetrícia. Ainda meio drogada, sinto que começo a ter algumas dores. Peço que me dêem algo para as dores. Dizem que sim, já vão tratar do assunto. Em pouco tempo apresentam-me benuron. E eu penso "como???". Peço se não posso tomar algo mais forte. Dizem que vão ver se posso tomar brufen. Eu começo a ver a minha vida a andar para trás, e as dores a aumentarem de intensidade a um ritmo bem forte.
Começo a desesperar quando me dizem que é mesmo assim. Não posso tomar nada mais forte, vou ter de me contentar com aquilo. 
Pois bem, fala-se muito nas dores do parto, mas se as pessoas forem devidamente sedadas (se assim o quiserem, claro), as dores que se passam são relativamente suportáveis. Agora, o pós parto... Para mim está a ser muito complicado. Naquele primeiro dia, quando o efeito da epidural passou, pensava que morria. Tenho tido muitas dores na zona dos pontos, e ninguém nunca me disse que doía assim. Outra coisa que me faz um bocadinho de confusão é a quantidade de sangue que se perde. Tenho perdido sangue de forma assustadora. 
E pronto, algumas destas questões foram completa novidade para mim. Não fazia ideia que se sofria tanto no pós parto, nem que durante o trabalho de parto, a utilização do wc estava vedada.
A parte boa é que cada dia parece que dói menos um bocadinho.
Estou é ansiosa por perceber quando é que me vou conseguir sentar...

Update

O David nasceu a dia 22 de Abril.
Correu tudo bem, é saudável e tem estado bem. Não chora muito, pelo menos para já. É só e apenas a coisinha mais linda, perfeitinha e mágica que já vi até hoje. E não, nada nos prepara para a sensação de amor, de arrebatamento, de incredulidade que se sente.
Fico com vontade de chorar ao olhar para o meu filho. Não sei se é baby blues ou não, eu sempre fui meia lamechas, por isso, com as hormonas, basta multiplicar.
Sei que o vou amar para sempre, até ao fim dos meus dias.

Overwhelmed

Palavra que define os últimos dias.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Das várias coisas que não entendo- Comissão de Protecção de Crianças e Jovens?

Todos temos conhecimento da notícia horrível, que dá conta do padastro que matou a enteada à porrada, e feriu também o irmão da menina.
Para além de, claro, não perceber como é que alguém mata uma criança à porrada, não consigo perceber como é que uma comissão de protecção de menores, está 7 meses sem agir, sendo que esta família já estava mais do que referenciada. As crianças faltavam frequentemente à escola e a consultas médicas. Apesar da mãe ("mãe"...) trabalhar, a família vivia de ajudas do Banco Alimentar. E eu pergunto, como é possível, neste país dito de primeiro mundo, que uma comissão de PROTECÇÃO de crianças, esteja 7 meses sem agir, perante vários relatos de abusos, maus tratos, e negligência. Deixaram a situação andar durante 7 meses, a ver se acontecia o quê? Claro, este desfecho! Ou estavam sinceramente à espera que a situação destas crianças fosse melhorar?
Neste país ainda existe muito pudor em retirar crianças à sua família de sangue, independentemente do melhor interesse das crianças.
Neste país, os mecanismos da adopção não funcionam. As crianças ficam anos entre as instituições e as famílias biológicas sem condições, e rapidamente passam os anos, sem que estes menores tenham o acompanhamento e família que precisam e merecem.
Assusta-me que vivamos num país onde a miséria grassa, sobretudo a miséria de mentalidades, e não existam mecanismos estatais para colmatar estas falhas.
Não sei o que vai acontecer a esta criança que sobreviveu, e a todas as outras crianças que estão em situações semelhantes, que são ignoradas pela família biológica e pelo Estado, ou seja, precisamente por aqueles que as deveriam proteger.
O que sei é que, como digo sempre, esta gente de merda não tem problemas de fertilidade.

Maravilhas da Gravidez #15

A barriga está tão, mas tão grande, que as minhas ancas e coxas até parecem "pequenas".

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Adoro

Pessoas que falam do "lifestyle", e têm blogs sobre "lifestyle".
Adoro.

Mas assim de repente, o que é isso?

Medos

- Medo de que algo no parto corra mal;
- Medo de que o meu bebé nasça com algum problema de saúde;
- Medo de sofrer horrores no parto;
- Medo de sofrer horrores no pós parto;
- Medo de que o puto seja daqueles bebés que não dorme, nem come, só chora;
- Medo de não conseguir ou de demorar imenso a retomar a vida sexual;
- Medo de que nos passemos a dar mal enquanto casal;
- Medo de nunca mais conseguir voltar ao peso e à figura pré gravidez (está muito certo que é necessária força de vontade, mas a genética também tem uma palavra importante a dizer...);
- Medo de me desleixar enquanto mulher (não acredito, mas...);
- Medo, medo...

Enfim. Vários medos. É isto que ocupa a cabeça desta quase quase mãe.

Maravilhas da Gravidez #14

E as pontadas aqui no fundinho da barriga, que uma pessoa até anda de lado, hein?
Bom, muito bom...

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Desesperada

Não consigo dormir de noite. Isso é ponto assente. Durmo apenas umas horitas, bem longe do que eu gostaria.
De dia, queria descasar mas não consigo. Porquê? Porque o meu vizinho de cima anda há 2 meses, sim, 2 meses, com obras em casa. Todos os dias, de manhã até ao final da tarde, é uma barulheira ininterrupta de máquinas a furar, martelos, enfim, todo um conjunto de barulhos agradáveis.
Eu estou à beira do desespero.
Seja em que divisão da casa for, ouve-se perfeitamente a barulheira das obras. Não sei o que fazer. Preciso de descansar, de repousar e é isto. Pior, o meu puto nasce a qualquer momento, e isto vai continuar, porque se não terminou até agora, sei lá eu quando irá terminar.
Eu sei que é permitido fazer-se barulho de x a x horas. Tudo muito certo. Mas barulho de obras não é propriamente o mesmo que o barulho "normal" de uma casa. E isto já dura vai fazer 2 meses.
Sabem se existe algum limite temporal para a duração de obras numa casa?
É que estou exausta, sinceramente.
E estou a ver isto a continuar quando o meu filho nascer, e ele sem dormir de dia por causa do barulho...
Que desespero!

terça-feira, 14 de abril de 2015

A minha gaveta favorita



O que se faz com um bocadinho de tempo e paciência.
Sim, adoro maquilhagem. Nota-se, não é?

Porra.

Soube que um casal nosso amigo, de quem gostamos muito, e que estavam juntos há cerca de 9 anos, se vai separar.
Têm tudo a ver um com o outro e sempre foram felizes. Até agora.
E dada a situação que ocorreu, não tem volta possível.
Às vezes as pessoas fazem coisas completamente contra a sua natureza, fruto de um lapso momentâneo, sendo que depois as consequências são terríveis.
Esse casal nosso amigo foi ao nosso casamento, e da mesa em que estiveram, toda constituída por casais, eram os que ainda estavam juntos, pois todos os outros já se separaram, e eram aqueles relativamente aos quais sempre achamos que nunca se iriam separar.
Ainda estou em choque.
Porra.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

O inacreditável acontece na Segurança Social

Hoje fui à Segurança Social. É sempre um bom sítio para passarmos um tempo, se não tivermos com que nos entreter. Valha ao menos o atendimento prioritário.
A minha visita tinha como objectivos alterar a minha morada, e saber se a minha baixa de risco já tinha sido diferida. Não é possível alterar a morada, dizem-me. Apesar de já a ter alterado no registo civil, dizem-me que tenho de esperar que eles comuniquem a mesma à SS. Pergunto quanto tempo demora. Não sabem. Ninguém sabe. Bom, assunto seguinte.
Pergunto se a minha baixa já foi processada. Dizem-me que sim, para não me preocupar porque vou receber no dia 23. Tranquila, começo a levantar-me até que a funcionária da SS me diz "vai receber para o banco X". E eu fico estarrecida porque não tenho conta no banco X há pelo menos 5 anos. E explico que quando entreguei os papéis para a baixa, entreguei também um pedido de alteração de NIB, precisamente porque não sabia se o meu NIB estava ou não actualizado. A senhora diz-me que não sabem de pedido de alteração de NIB nenhum. Ninguém viu, ninguém alterou, ninguém nada.
Os valores que tenho a receber foram processados para o meu NIB antigo e agora não há maneira nenhuma de parar o processo. Altero-me. Enervo-me. Pergunto quando me devolvem o dinheiro. Dizem-me que não sabem. Que o dinheiro agora foi processado para o banco X, que eles não podem interromper o processamento, e só quando o banco devolver esse dinheiro à SS, é que eles podem voltar a processar para me pagarem. Dizem que todo este processo não demora menos de 1,5/2 meses. Até lá? Bem, até lá não recebo nada. Azarito. Enervo-me ainda mais. Digo que isto não pode ser, que é impensável. Chamam a chefe de repartição. A senhora repete tudo outra vez, frisando que não há nada que eles possam fazer. O mal está feito, ninguém alterou o NIB a tempo.
Dizem-me ainda que quando nascer a criança, tem de se ir lá pedir o subsídio de parentalidade. Que este processo pode demorar entre 2 a 4 semanas para ser analisado. Portanto, é bem possível que passem mais 1 ou 2 processamentos em que o valor do subsídio não vá para pagamento.
Não sabem quando vou receber o que quer que seja.
Ninguém pode resolver nada.
Enervo-me mais um bocado e isto é uma merda porque não me posso enervar.
Dizem-me, na SS, que esta situação já aconteceu com mais não sei quantas grávidas. Enervo-me ainda mais porque não percebo como situações destas continuam a acontecer e ninguém faz nada para as resolver, ninguém quer saber. As coisas passam-se e ninguém assume responsabilidade de nada, o processamento não pode ser parado. A grande máquina Estatal é cega e não corrige erros.
Vou ao banco. Dizem-me que não se pode reabrir uma conta que já foi fechada, ainda por cima há tantos anos. Dizem-me também que não podem fazer nada, que o sistema, ao receber aquele dinheiro, observa que a conta de destino é inválida, e automaticamente faz a devolução à SS.
Ninguém pode fazer coisa nenhuma.

Estou aqui a pensar na minha vida, a pensar como vou pagar a renda, a água, a luz e restantes despesas dos próximos 2 meses. Nunca, em 10 anos, estive um mês sem receber um salário. Não tenho mais nenhuma fonte de rendimento. Sempre descontei, nunca tive uma baixa na vida.
E agora acontece isto, e vou passar dificuldades no mês em que o meu filho vai nascer, quando eu recebo o suficiente para não ter de andar a pedir dinheiro a ninguém, quando eu recebo o suficiente para ir ao supermercado e comprar carne e peixe, quando eu recebo o suficiente para pagar as minhas contas e não ter de passar por este sufoco.
Mas este mês, o mês de nascimento do meu filho, e o próximo, vou ter de andar a racionar. Vou ter de andar à míngua. Não porque não trabalhe, não porque fiquei a dever dinheiro à SS, como o sr. Primeiro Ministro. Não. Eu vou passar dificuldades porque um qualquer funcionário não alterou o meu NIB.
E é isto. E brinca-se assim com a vida das pessoas, como se elas fossem de papel.
Nunca pensei passar por isto. Não com um emprego estável e rendimentos certos. Não agora.
Não estivesse eu grávida e acho que tinha partido tudo em meu redor.

Eu não digo que neste país, só quem é muito pobre é que tem incentivos a ter filhos?

O Governo pondera comparticipar a vacina Prevenar (fora do plano nacional de vacinação), a famílias carenciadas.
Tudo muito certo. E as outras famílias? As outras, como eu, que ainda não decidiram se têm dinheiro para pagar a porra da vacina (mas que eventualmente já sei que vamos ter de arranjar dinheiro para a pagar), e que têm de andar a esticar o orçamento até mais não para pagar a dita?
Há 3 coisas que são essenciais num Estado Social: educação, saúde e justiça. E o Estado, se se quer social, tem de conseguir garantir igualdade para todos os cidadãos nestas esferas.
Agora, eu, e outras famílias ditas de classe média, poderão não conseguir pagar a vacina.
Ou a vacina é grátis para todos, ou não é para ninguém, porque para ser grátis para algumas pessoas, entende-se que a mesma assume elevada importância médica. Se assim é, então necessita de ser grátis para todos, não só para alguns.

Maravilhas da gravidez #13

Não consigo dormir.
Nunca pensei dizer ou escrever isto, mas é verdade.
Eu, que sempre fui aquela pessoa que adormece facilmente, a qualquer hora e em qualquer lugar. Eu, que adormeço frequentemente em transportes, em salas de espera, em repartições de finanças, que já adormeci numa discoteca (não, não estava sob o efeito de álcool ou drogas), enfim, que já adormeci em praticamente todo o lugar, não consigo dormir. É desesperante.
Ora me levanto 20 vezes para ir à casa de banho, ora não consigo arranjar posição, ora a azia, ora isto, ora aquilo.
Nunca, meus amigos, nunca pensei chegar o dia em que eu não conseguisse dormir. E o pior? O pior é que tenho na mesma sono.
Socorro.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Na blogosfera, como no mundo

Há pessoas que não percebem a diferença entre discriminação tácita e ilegalidade.
Perguntar a alguém, numa entrevista de emprego, se deseja ter filhos num futuro próximo é ilegal. Ponto.
Agora, discriminação? O que é que se entende por discriminação? Eu entrei na minha empresa actual, em prejuízo de outras pessoas, porque a minha empresa só contrata pessoas oriundas de faculdades de topo. Isso é discriminação? Ou é um requisito pré estabelecido, de que todos os intervenientes no mercado têm conhecimento à partida?
Entretanto, para além de me chocar o total desconhecimento da lei, bem como a ligeireza com que se fala de uma coisa destas, chocam-me os comentários, quer do blogger em questão, quer dos que por lá comentam, inclusivamente mulheres, afirmando que o "feminismo está na moda", que entre um homem solteiro ou uma mulher com filhos, preferem contratar o homem solteiro, entre outras barbaridades que tais.
E novamente os micro machismos, a estupidez que abunda na cabeça das pessoas é sempre motivo para me espantar, tal como o facto de esta gente ainda ter público.
Quando é que esta gente vai acordar para a realidade, e perceber que sem famílias, não existe nenhuma sociedade sustentável? Empresariozinhos da merda, que não contratam mulheres em idade fértil, que preferem estagnar a economia, que não entendem que a médio prazo não existirá quem lhes pague as reformas, porque andaram muito ocupados a despedir mulheres grávidas, ou a intimidar as funcionárias, para que estas não tivessem filhos.
Cambada de gente ignorante que não sabe somar 2 mais 2.

Juro-vos que subo paredes com estas merdas. Tocam-me especialmente porque felizmente estou a ter uma experiência oposta à que agora é regra em Portugal. Depois esta gente vem explicar-se com a crise, mas a crise não pode ser o bode expiatório de tudo. A crise é de valores e de mentalidades. Por outro lado, se então existe excesso de oferta de mão-de-obra, como é o caso, não será portanto complicado conseguir encontrar uma pessoa para substituir a grávida que vai de licença. Mas não dá jeito ver as coisas por esse prisma.

Recordo a reacção de um empresariozinho desses de caca, com quem tive a infelicidade de conviver há pouco tempo, que a propósito da minha gravidez, me perguntou se a minha empresa me iria mandar embora. Confusa e chocada com a pergunta, disse prontamente que não. Fulaninho responde-me que tinha muita sorte, pois ele manda (e agora vou citar) "todas as prenhas para o desemprego". Que charme.
Mas o pior é que este fulano não é excepção. Como este, infelizmente, há muitos.
Cambada de gente burra.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

A sorte que tenho

Quando falo no meu marido, sobretudo a colegas (porque as minhas amigas já o conhecem bem), todas me dizem que tenho imensa sorte. Eu sei que sim. Por ele ser quem é, é que ele é o meu marido.
Ora, dizia eu que todas me dizem que tenho sorte, quando refiro que ele me acompanha nas consultas, que é dedicado, e que em casa faz tanto ou mais do que eu. Se eu tenho sorte? Sim, é verdade, ele é um grande homem, é o amor da minha vida e somos felizes. Portanto sim, tenho sorte.
Agora, se tenho sorte que ele me acompanhe nas consultas? Se tenho sorte que ele faça coisas em casa? Em pleno século XXI, estas afirmações espelham o Portugal ainda muito machista que temos. Afirmações que são feitas por colegas da minha idade, com e sem namorado/ marido. Na cabeça das mulheres, um homem que tenha um papel similar ao delas, é uma questão de "sorte". Estas mulheres, minhas colegas, que trabalham bem mais do que as 8h diárias, acham que não é obrigação do marido acompanhar as consultas da mulher grávida. Acham que não é obrigação do homem participar na seca que é a lida de casa. Elas acham que um homem que faça isto, é um num milhão. E o problema é que elas têm razão! Portugal, sobretudo o Portugal profundo, ainda é um antro de machismo. Ainda é um local onde as mulheres que entrem sozinhas num café de uma aldeola, são olhadas de lado.
Eu bem vejo as pessoas, invariavelmente, a olharem para a minha mão esquerda, buscando a minha aliança de casada, que por acaso gosto sempre de usar, ao notarem a minha barriga de grávida. São estes micro machismos, como diz a Rititi, que nos condenam, que ainda estão enraizados na sociedade portuguesa. Para todos os efeitos, ainda não é "suposto" que um homem faça o mesmo que uma mulher. É verdade que as coisas estão a mudar, e ainda bem, mas há ainda um longo caminho por percorrer.
O feminismo tem muitas batalhas e eu não concordo com todas. Acho que algumas são infrutíferas. Acho que há batalhas mais importantes que necessitam de ser travadas.
Batalhas como esta, que é, por exemplo, convencer uma mulher de 20 e tal anos, licenciada e se for preciso com um mestrado, que é suposto o namorado fazer coisas em casa. Que é suposto ele ser um participante activo na vida dos filhos, desde a sua concepção.

Mas sim, eu tenho sorte. Não por o meu marido fazer todas estas coisas. Mas sim por ele ser quem é, por nos termos encontrado, e juntos termos encontrado o amor. Isso sim, é sorte.

Maravilhas da gravidez #12

Tive de ir às finanças tratar de um assunto.
Estava imensa gente.
Ao todo, demorei 10m a tratar do meu assunto.
Yeeeeessss, viva a grande barriga prioritária!

terça-feira, 7 de abril de 2015

Alguém me sabe explicar porque é que isto é tão viciante?


Daqui a nada rebolo...

Oi???

A Maria João Bastos vai ser jurada do Ídolos? Oi??
A propósito de quê? Daquela cantora pimba que ela interpretava e que portanto lhe dá enorme legitimidade nisto de avaliar pessoas a cantar?
Está certo...


A verdade, verdadinha- Maravilhas da gravidez #11

Este é um post que as meninas que estão a pensar em engravidar não vão querer ler.
Portanto, o melhor é mesmo fecharem a janela do blog. Depois não digam que não vos avisei.

Deixem-me primeiro dizer que eu estou a adorar estar grávida. Há muitas coisas boas, sentimentos incríveis, a sensação de um ser humano a crescer dentro de nós não é comparável a nada que eu tenha sentido até então. Em alguns aspectos, estar grávida é sensasional.
Noutros, nem tanto.
Uma das coisas que me tem arreliado mais, sobretudo nos últimos tempos, é a questão da imagem corporal. Eu nem sequer engordei muito, engordei o esperado e planeado. Mas esta pança enorme que me faz parecer desproporcional, não é algo muito estético. Isso e as estrias, que por mais creme que eu ponha, e que ponho, sismam em aparecer. E nesse aspecto, não há nada a fazer. Os cremes ajudam, claro, mas se a pessoa tiver uma pele com tendência a estrias, não há forma de combater este flagelo.
Os pelos na barriga. A linha negra na barriga. O pescoço que inchou (e eu tenho sorte, porque até agora não inchei na cara, há muita gente que incha).
Todo este conjunto de mudanças drásticas no corpo da mulher, não são fáceis de aceitar. Para mim não estão a ser.
Adicionando a tudo isto, há outra coisa que me está a incomodar. Durante algum tempo, devido à minha gravidez de risco, não pude namorar com o meu marido. A partir desta semana tive carta branca. Mas a verdade é que não é a mesma coisa. Há mulheres que sentem mais desejo sexual nesta fase. Outras, nem tanto. E para vos ser sincera, não é fácil arranjar posição com esta barriga enorme. Ou seja, a vossa vida íntima, na maior parte dos casos (conheço casos em que se passa o oposto, atenção), não sai facilitada.
Enfim, é tudo por um bem maior...

A lógica dos velhotes

Fulano residente em aldeia X, mata uma pessoa e fere outra gravemente, ambas à facada.
Os velhotes entrevistados dizem que a culpa também é de quem o aborreceu, que não tinha nada de se meter com o homem, que ele é uma jóia de moço. Só que pronto, naquele dia... Irritou-se.
Enfim, mentalidadezinha.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Sou só eu?

Que acha completamente irritante a voz da Ellie Goulding?
Já não a posso ouvir! Grrrr!

Defeito e feitio

Dou explicações há muitos anos. Já dei aulas numa escola pública (apenas um ano lectivo, com pena minha, porque gosto genuinamente da profissão), e já dei explicações a miúdos e graúdos, dos vários níveis de escolaridade, incluindo cadeiras de faculdade.
Diz quem me conhece que sou exigente. É verdade, sou sim. E muito. É defeito e feitio.
Por isso não percebo quando muitos paizinhos têm uma atitude de condescendência para com os filhos. Quando os miúdos pura e simplesmente não dão mais... Ainda vá que não vá.
Mas quando facilmente se vê que existe muita preguiça, muita falta de atenção, muita falta de trabalho... Já me faz mais confusão.
Acho que cada vez mais os pais "desculpam" o desempenho menos bom dos filhos na escola, com o facto de eles próprios não terem tempo para os acompahar. Bem sei que não somos todos iguais, e nem todos conseguem tirar 5 ou 20 a tudo. Não é disso que falo. Falo do conhecimento de causa que tenho, e repito o que ouvi muitos professores dizerem ao longo dos anos "o ensino até ao 9º ano não está feito para génios". Mesmo o ensino secundário também não. Mas aí já é mais discutível e difícil, a diferença entre um 18 e um 17, por exemplo. No entanto, não compreendo (tirando, claro, os casos de dificuldades cognitivas e outros problemas sociais de causas mais complicadas), os meninos que até ao 9º ano tiram negativas. Não faz sentido.
Noutro dia, a propósito das notas do 2º período, uma senhora minha conhecida dizia para outra, que o filho só tirou 2 negativas. "Só". E a senhora estava muito contente com o sucedido. Não, o filho não tem qualquer problema cognitivo. Tem é um problema de preguiça e de pais pouco exigentes. Quando os pais ficam contentes com o facto do filho "só" tirar 2 negativas, a imagem que passa para a criança é de que não precisa de fazer mais, de se esforçar mais. Que aquele desempenho, que é negativo, basta.
Podem dizer-me que o meu filho ainda não nasceu e não tenho legitimidade para falar. Mas já ando nisto do ensino há uns aninhos, e sei como as coisas funcionam. Quanto menos exigentes os pais forem, menos os miúdos fazem (vamos aqui excluir aqueles paizinhos psicóticos que não admitem menos de 100% em todos os testes, como era o caso da minha rica mãezinha). Quanto maior a atitude relaxada dos pais em relação à escola, mais essa atitude os miúdos vão reproduzir. E depois vão chegar a níveis mais elevados de ensino e as notas não chegam. Pois é...
Por isso defendo que a cultura de exigência deve começar desde cedo. Sem exageros, mas também sem demasiados facilitismos. Caso contrário, estamos a criar futuros adultos que não sabem lidar com uma cultura de exigência. E isso, a meu ver, é péssimo.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Fujam, mas a bom fugir- Maravilhas da gravidez #10

Grávidas, ouçam o que vos digo... Quando ouvirem a expressão "toque maldoso", fujam. Mas bem depressa, para não vos apanharem.
Estou aqui que nem posso.

terça-feira, 31 de março de 2015

Hormonas Assassinas

Hoje tive de me deslocar a um shopping aqui da zona. Precisava de comprar umas coisitas para o miúdo, e de ir à farmácia. Cenário: estacionamento do shopping cheio. Semana da Páscoa, muita gente de férias, carros por todo o lado.
Vejo uma pessoa a entrar no carro, no lugar das grávidas e famílias numerosas, e chego o meu carro ligeiramente à frente para dar espaço para a pessoa fazer a sua manobra. Enquanto isso, eu estou sempre a dar o pisca. A pessoa sai, e quando me preparo para fazer marcha atrás, eis que um espertinho vem de trás e põe o carro dele no lugar, ignorando-me completamente. Eu apito, e o fulano, que pôs o seu carro comercial no lugar de grávidas, sai do carro a esbracejar e a gritar-me palavrões. Fiquei cega. Cega!
E digo-vos sinceramente... Tive de me controlar muito, tive de contar até várias dezenas, para não sair do meu carro e ir riscar o carro do homem. Juro. Riscar o carro daquele palerma foi algo que tive mesmo de me segurar para não fazer.
Metam-se com as minhas hormonas, metam-se...

segunda-feira, 30 de março de 2015

Ontem foi o dia

Em que aprendemos a por uma babycoque no carro.

Este país não é para ter filhos

Falaram-me de um subsídio, atribuído pela segurança social, chamado subsídio pré natal. Segundo as palavras de quem me falou em tal subsídio, o mesmo destina-se a "todas as grávidas". Nem acreditando no que ouvia, fui ao site da SS para me informar melhor sobre o dito. Claro... Como só poderia ser, o mesmo subsídio só é destinado a pessoas de parcos rendimentos. O escalão máximo da atribuição do subsídio, destina-se a pessoas que ganhem qualquer coisa como 600 e tal euros brutos, essa fortuna.
Ora, assim sendo, lá se vai a ideia de que o subsídio seria para todas as grávidas.
Compreendo que se dêem mais apoios a quem mais deles necessita. O que não compreendo são os entraves que existem para o resto da população. A verdade verdadinha, é que quem tem poucos rendimentos, tem ao seu dispor vários apoios sociais (ainda que, admito, insuficientes).
Nós, os outros, os remediados, não temos.
Adicionalmente, temos o fenómeno da situação laboral. A minha empresa está a lidar de forma impecável como a minha gravidez. Não tenho absolutamente nada a apontar. Mas, segundo o meu médico, eu já deveria estar em casa há meses. Não estou. Vim agora. Vim agora porque a empresa precisa de mim, eu preciso deles, e tenho uma obrigação para com quem apenas me tem tratado bem.
Por isso fiz o possível e o impossível para aguentar o máximo de tempo sem vir para casa.
Diz-me o meu médico (e com razão, que já comprovei em vários fóruns e grupos de mamãs), que a maior parte das grávidas, cujos empregos são menos exigentes, já estão em casa desde as 20 semanas. Verdade. Mais uma vez, quem tem empregos que exijam menos de si, tem tendência também a dar menos, e não se sacrificar em prol da entidade patronal, o que de certa forma eu entendo.
Sou a última mamã de um grupo de mamãs a que pertenço, a vir para casa. E "só" venho agora porque tem mesmo de ser, caso contrário ainda era menina para trabalhar mesmo até ao fim do tempo (há várias mulheres que trabalham, eu sei, mas eu não posso).
Assim sendo, concluo facilmente que não existem factores externos de apoio para que pessoas como eu tenham filhos. Aquelas pessoas que estão a construir uma carreia, que têm empregos exigentes, que não ganham menos de 600 euros... A verdade é que o custo de eu ter um filho, é muito superior ao custo de alguém que aufere o vencimento mínimo ter um filho. Se quisermos por isto em termos práticos, é assim que funciona.
Acho que nesse papel, o Estado poderia e deveria dar apoios às famílias. Alargar os escalões do tal subsídio, por exemplo (que não sendo uma fortuna, ajuda sempre). Alargar o período de licença parental. Enfim, um sem número de medidas.
O governo acha que nós precisamos é de produtividade. Em prol disso, cortam-se feriados, salários, direitos. Eu acho é que precisamos de crianças e de tempo para as ter. Caso contrário, daqui a nada (se é que já não é...), este país torna-se num deserto.

E então Bomboca, como está a ser o teu primeiro dia de baixa?

A trabalhar em casa, pois claro...

sexta-feira, 27 de março de 2015

Saudades de coisas fúteis

Tenho saudades de coisas fúteis.
Como de comprar roupa elegante, bonita, e de qualidade. Agora ando com os trapos da roupa de "grávida", que não são feios, nada disso, mas tenho mesmo saudades de comprar aquela roupa que assenta e aperfeiço-a as linhas do corpo.
Até sonhei com isso!

Tenho saudades de dar um passeio a pé à beira mar, sem hora para voltar. Não posso, pois a gravidez de risco obriga a que não faça esforços absolutamente nenhuns. Portanto, passeios, só depois do puto nascer, mas mesmo esses, terão sempre de ser controlados por horas.

Tenho saudades de olhar para o espelho e de não me sentir gigantesca.

Tenho saudades de não ter contas para pagar... Aiii...

Eu avisei que era um post fútil.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Maravilhas da gravidez #9

Como já estarei em casa na próxima semana, e já engordei o suficiente (não em excesso, mas também não engordei de menos), o meu médico obrigou-me sugeriu-me que, como não terei de despender esforço físico e mental elevado, passasse a comer só sopa e chás às refeições, visto que já tenho reservas necessárias para as necessidades nutricionais do puto, e eu não preciso de mais.
Bomboco, por sua vez, diz que como eu ando a trabalhar demais e não lhe tenho dado atenção nenhuma (verdade), tenho de o compensar, elaborando pratos de chef na cozinha.
Ora... Em que ficamos??

Posso tentar alternar e fazer pelo menos uma das refeições principais só sopa, mas... Será que aguento?
Dúvidas, dúvidas...

Maravilhas da gravidez #8

As pessoas sorriem para mim na rua. E eu sorrio também.
Ontem, o funcionário de uma bomba de gasolina, ofereceu-me revistas para eu me entreter quando for para o hospital (contrariando assim toda a minha teoria sobre funcionários de bombas de gasolina, pois o senhor era genuinamente simpático).
E pronto. Assim vale a pena.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Gostos não se discutem. Saúde, sim.

Que se goste de gajas esqueléticas? Tudo bem, há gostos para tudo e as gajas esqueléticas também têm direito à vida e a serem apreciadas.
Que se defenda isso como modelo absoluto de beleza, e depois ainda se advogue que as mesmas são saudáveis e não passam fome? Menos, muito menos. Tento na língua e juízo fazem milagres.
São conhecidas as privações gigantescas pelas quais uma modelo passa na altura dos desfiles. Chegam ao ponto de comer algodão para enganar o estômago. 
Agora, se alguns acham que comer algodão é saudável... Enfim.

O que eu penso é que existem sim pessoas naturalmente magras, que o são sem grandes esforços, até porque o seu adn e constituição assim o ditam. Mas não é o que se passa na maioria dos casos. Eu posso dizer que com 1,70m já pesei 50kg (sim, estava esquelética, não me sentia bonita e não era saudável), e vestia o 36. Nunca em idade adulta vesti menos do que isso, pois a minha constituição não o permite. Sou muito mais jeitosa a vestir um 38/40 do que um 36. E não tenho vergonha nenhuma de o admitir.
Os números são isso mesmo, números. E só têm a importância que as pessoas lhe quiserem dar. No mundo da moda, têm toda. 
Agora, não me queiram a mim convencer que alguém com 1,80m a pesar 55kg é saudável, e está assim sem esforços, porque em 99,9% dos casos, é impossível. 
Gostava de ver as análises dessas meninas que supostamente não passam fome... Não passam não... Pouca!

Maravilhas da gravidez #7

Cada vez mais as pessoas me acham uma grávida antipática. Poquê?
Porque recuo e fujo a bom fugir, quando se aproximam com uma mão lampeira na direcção da minha barriga.
Gente estranha tocar-me? Não, obrigada.

Entretanto ontem foi dia de consulta. Estou mesmo a dar as últimas. Tenho uma coisa muito engraçada que se chama colo do útero curto. Esta é a minha última semana de trabalho antes da baixa de risco e licença, pelo que estou mesmo a contar os dias.
Cheguei a um estado de exaustão total.
O meu médico, que me queria mandar para casa desde as 25 semanas, está finalmente feliz.
Quero ver se aproveito para por todos os meus assuntos em dia antes de o puto nascer.
Ai... 3 dias Bomboca, 3 dias.

terça-feira, 24 de março de 2015

Isso, do brio profissional

Muitas pessoas desculpam o mau profissionalismo, com o baixo ordenado que recebem.
Eu acho que se paga muito mal em Portugal, é verdade.
Mas também acho que não existe uma cultura de trabalho, de brio e de excelência.
Farto-me de ouvir "para o que me pagam está bem feito", em relação a atitudes e situações que considero completamente erradas, independentemente do valor do vencimento.

Penso que a ética no trabalho nada tem a ver com o vencimento auferido.
Caso contrário o Salgado e os amigos seriam um exemplo mor de brio e profissionalismo... Ah espera... Afinal o Zeinal não tinha ganho não sei quantos prémios? Hmm... Contudo, ele não se lembra bem do que andava a fazer, não é? Pois...

Não é o salário que faz os valores de uma pessoa. A pessoa pode ser boa ou má profissional, e receber muito, ou o ordenado mínimo nacional. Já conheci os dois lados da moeda. Pessoas que eram excelentes trabalhadoras e recebiam mal, pessoas que recebiam muito bem e eram péssimas, bem como o inverso.

Entretanto, estou fula aqui com uma situação do meu trabalho. Um superior meu, manda-me fazer uma coisa de determinada maneira. Não concordo. Já tinha elaborado aquela tarefa várias vezes para saber que não é a forma mais correcta de o fazer. Digo-lhe que não concordo e expresso o meu ponto de vista. Superior diz que prefere da forma como disse para fazer, e manda-me prosseguir. Inocentemente, assim o faço. Superior de superior vê a tarefa, e diz que não concorda. Prefere que seja feita da maneira X, que, curiosamente, era exactamente como eu tinha sugerido. Superior de superior desanca-me porque já devia fazer aquilo a modos. Tudo isto acontece na frente do meu superior, que nada diz, apesar de eu ter dito que a proposta de fazer aquilo assim, não tinha sido minha.
Levo ainda mais na cabeça.
Fico chateada porque estava habituada a trabalhar com homens e não com ratos, gente que se chega à frente quando as coisas dão para o torto, e não com gente que me deixa levar as culpas por coisas relativamente às quais não as tenho. Neste caso, a minha parte de culpa foi a de ter sido inocente, a de não ter antecipado a situação e não ter falado directamente com superior de superior.
É para eu aprender, que também preciso.
O que vale é que não costumo bater duas vezes com a cabeça na mesma parede.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Mais coisas

- Falar e andar ao mesmo tempo está a tornar-se impossível. Não tenho fôlego suficiente para todas essas actividades.

- Preciso de dormir mais do que aquilo que actualmente durmo.

- Chamem-me o que quiserem, mas continuam-me a chocar casos que conheço, em que ambos os membros do casal estão desempregados, e decidem ter mais e mais filhos. Depois vão para o Facebook chorar que não têm dinheiro para comprar isto e aquilo, que ainda não têm coisinhas para o bebé, e "ai meu Deus" como é que vai ser quando nascer.
Eu não digo que só pode ter filhos quem tem emprego. Mas defendo que só pode ter filhos quem tem condições mínimas para tal.
Estas situações apertam-me o coração. Sim, por um lado tenho pena dos pai, mas tenho mais pena da criança que vai nascer. Se eu e Bomboco, que trabalhamos os dois e auferimos salários médios, nos estamos a ver à rasca (e sim, o OLX tem sido muito nosso amigo, assim como as feiras do bebé e os saldos), e não sabemos exactamente o montante de gastos que nos espera quando o David nascer, nem imagino a situação destas pessoas...

- Nisto, também ainda não consegui decidir se incluo ou não a vacinação não obrigatória... Pelo que sei, o custo ascende a mais de 400€. Opiniões?

- Percebi o quanto a auto-estima de alguém pode ser baixa, quando o namorado de uma rapariga lhe diz abertamente que a trai, e vai continuar a fazê-lo, e ela concede, desde que ele não se separe dela. Ou então são eles que são muito mente aberta e eu sou antiquada, não sei.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Várias coisas

- Telefonar para um centro de saúde, a qualquer hora, é uma missão impossível.
Estive, ininterruptamente, a ligar desde as 8h (hora de abertura), até às 9h. Não atenderam. Tive de me deslocar, grávida de 8 meses de gravidez de risco, ao dito centro de saúde para fazer a tal pergunta. A senhora desculpou-se, e disse que não conseguia atender as pessoas e o telefone pois estava sozinha. Compreendo perfeitamente e solidarizo. Os recursos no sns estão cada vez menos adequados às necessidades e isso assusta-me. A sala estava cheia de doentes.

- Por outro lado, ainda no sns, impera a burocracia, ou burrocracia. Há uns tempos aconteceu-me, no mesmo centro de saúde, este episódio que ainda não contei aqui no blog: Fui a uma consulta de rotina com a médica de família, para que esta me passasse o P1 da última ecografia. Antes da consulta, é rotina também a medição das tensões e análise da urina por parte das enfermeiras. Ora, eu já estava aflita para ir à casa de banho, peço o copinho à enfermeira e lá vou eu. Não há papel na casa de banho. Dirijo-me ao guichet de atendimento e pergunto se têm papel higiénico. O funcionário que lá estava, diz que não é da competência dele repor o papel, mas que vai chamar as empregadas de limpeza. Chega a empregada de limpeza. A mesma afirma que também não é da competência dela repor o papel higiénico. O funcionário diz que tem de se chamar a auxiliar, enquanto eu só peço que me digam onde está o papel, que eu própria o levo e troco. O funcionário diz que não, tem de se chamar a auxiliar. O funcionário liga para o segurança que o informa que a auxiliar já saiu. Perante o meu desespero, o funcionário lá vai ao armário que está ATRÁS DELE e me entrega o papel higiénico, que sendo assim, se eu o quisesse repor, que o fizesse.
Existe muita falta de recursos no sns. Mas também existe muita gente ineficiente e com o chip de complicador ligado.

- Estou a fazer um trabalho para uma empresa onde a resposta a 90% das minhas questões é "não sei". Adoro.

- Noutro dia, eu e uma colega de trabalho fomos almoçar a um restaurante de terrinha, província mesmo. Desses onde os funcionários nos parecem estar a fazer um grande favor, mas cuja comida não é má de todo e não é cara, pelo que queríamos despachar-nos e lá fomos. Quando nos íamos a sentar numa mesa, um dos empregos diz que não, que não pode ser naquela mesa, que era o que faltava, que aquela era a mesa onde os funcionários iriam almoçar. Está certo... Vejam lá se é muito incómodo nos atenderem, se calhar é melhor irmos a outro sítio.

- Fico parva com a quantidade de homens que ainda olham para mim de forma... Deselegante. Já achava muito nojento, agora então, acho asqueroso.

- A quantidade de vezes que vou à casa de banho, por dia, é uma coisa incrível. Sim, é verdade, quanto mais a gravidez avança, mais a vossa bexiga diminui.

Dia do Pai

Eu nunca tive um pai, quanto mais um dia do pai. Não conheço o conceito, não me relaciono com o tema, e durante muito tempo, achei que este dia era mais uma parvoíce de marketing para obrigar as pessoas a consumir.
Mas este ano é diferente. Claro que acho que existe uma componente muito forte de marketing associada, contudo, percepciono este dia de forma totalmente diferente.
A partir deste ano, eu creio que compreendo o que é o dia do pai. O meu filho terá um pai para sempre. Um pai verdadeiro. Um pai que o acompanhará na sua vida, que o ensinará a andar de bicicleta, que lhe dará reprimendas quando precisar. Um pai.
E eu sei que não poderia ter escolhido melhor pai para o meu filho.
E também sei que nunca mais me sentirei triste ou sozinha no dia do pai.

segunda-feira, 16 de março de 2015

E nós?

Depois de mais uma semana sem internet e rede de telemóvel, a fazer 300km diários, esta semana, para começar bem, fui buscar o meu carro ao parque dos reboques.
100€. Assim, do nada. E ainda me vai chegar uma multa a casa, para completar.
E agora vocês perguntam-me: Bomboca, onde estacionaste o carro?
Eu respondo: num parque de estacionamento. Sim, leram bem. Num parque de estacionamento.
A máquina das moedas estava avariada, eu nunca mais me lembrei de voltar ao local durante o dia para ver se a máquina já estava a funcionar, e no final de mais um dia cansativo de trabalho... Nada do meu carro. Quando tiverem dúvidas, façam uma pesquisa no sms reboque.
Entretanto amanha a câmara já tem uma reclamação minha, só por causa das coisas.
No parque dos carros rebocados, estava eu e mais umas 15 pessoas. Todas na mesma situação que eu.
10x100= 1.500€. Numa horinha. Trabahar assim rende...

terça-feira, 10 de março de 2015

Quão pobres são estas pessoas e os seus valores...?

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=4444681

Saúdinha, sim? Ou maravilhas da gravidez #6

Gosto muito, muito, quando as pessoas decidem partilhar os pormenores sórdidos dos seus partos, ou partos das vizinhas/tias/primas, etc.
E quando me falam em crianças que morrem no parto?
E quando, as pessoas de mais idade, insistem comigo que a epidural e a anestesia irão prejudicar o bebé, e trazer-lhe deficiências? Uiiii, maravilha.
Adoro.
Porque é que as pessoas não guardam estes pensamentos para si? Mesmo que detestem assim tanto a ciência e o progresso médico, fiquem com essas opiniões para si próprias. Não, não me apetece discutir o motivo pelo qual as epidurais não causam deficiências em bebés.
Também não quero saber das histórias horríveis da tia da prima da vizinha a quem morreu um bebé.
Saúdinha, sim?
Vá, vão com Deus.

sexta-feira, 6 de março de 2015

O roubo descarado que se pratica em alguns restaurantes e ninguém fala disto

Nunca vi ninguém a falar disto, mas já pensei no assunto várias vezes.
Sabem quando vão a um restaurante, e pedem uma bebida que não água, e vos servem a mesma num recipiente de 250ml e não num de 330ml?
Até aqui tudo bem. A questão é quando, na conta, o valor desta garrafinha é exactamente igual ao valor da garrafinha de 330ml. Já reclamei, dizendo que se servem menos quantidade, têm de cobrar o mesmo preço.
Em vão, dizem-me sempre que os preços são mesmo assim e estão desta forma definidos.
É um escândalo a nível nacional, um roubo, e não vejo ninguém a fazer nada por isso.
Proponho um movimento nacional anti garrafinhas de 250ml. quem está comigo??

As maravilhas da gravidez #5

Passar num supermercado para comprar um ingrediente para uma refeição, parar no corredor das bolachas, e ter vontade de ir buscar vários carrinhos para açambarcar as prateleiras todas. TODAS.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Bomboca anuncia o início da Primavera

Se virem um rasto de lenços de papel ranhosos por aí, sou eu.

Introdução ao estudo das pessoas que trabalham em gasolineiras

Salvo algumas excepções, que as há, não estou habituada a ter boas experiências com pessoas que trabalham em gasolineiras. Não sei exactamente o motivo pelo qual estas situações acontecem, mas, efectivamente, tenho tendência a não gostar muito do atendimento que me é prestado nestes locais.
Vou relatar o episódio de ontem: final da tarde, posto de abastecimento à pinha. Única bomba disponível, a de pré pagamento. Tento, ainda assim, por gasolina no carro. Tento uma, duas vezes, nada, apesar de os dois funcionários do posto de abastecimento terem olhado para mim repetidas vezes, nada acontece, nem disponibilizam a bomba, nem deixam um aviso (apesar de eu ter reparado que era uma bomba de pré pagamento, muitas vezes, quando está muita gente, os funcionários abrem a bomba para a pessoa abastecer e o processo se tornar mais rápido, por isso é que tentei, em vão, abastecer). Vou para a gigantesca fila que se forma à minha frente, arrastando-me, que eu já não ando, arrasto-me. Um dos funcionários (ambos já tinham mais de 45/50 anos), ao ver-me chegar ao final da fila, olha para mim com escárnio e gozo, e diz "a menina não viu que a bomba era de pré pagamento? Tem de esperar na fila, como as outras pessoas. Não é mais que ninguém por estar grávida". Bem... Eu fiquei verde, azul, sei lá, de todas as cores! Fiquei cega! Então isto é comentário que se faça? Eu acabei por não dizer nada porque enervada já eu estava, e se começasse a disparatar, não ia correr bem para ninguém e tudo o que eu queria era despachar-me para chegar a casa. Mas achei este comentário inconcebível.
O resto das pessoas, perguntam? Nada disseram, e é claro que ninguém se ofereceu para me deixar passar à frente. Fiquei ali, à espera, enquanto os funcionários trabalhavam o mais devagar que conseguiam, sendo que até comentavam um com o outro "pois, está aqui muita gente à espera, mas nós só saímos à meia noite", enquanto se riam. Não acho isto normal.
Mas o pior, é que este atitude vagarosa, de pouca atenção ao cliente, acontece em praticamente todas as bombas de gasolina que conheço.
Mas é um pré requisito para trabalhar num local destes? Bem sei que as pessoas não devem ser bem pagas, mas ainda assim, um pouco de respeito e atenção ao cliente, não ficava mal. Não vejo, em geral, este tipo de atendimento nos super e hipermercados, que não são propriamente locais conhecidos por pagarem bem.
O mais engraçado, é que o meu marido, tem, dos funcionários das gasolineiras, exactamente a mesma impressão que eu, portanto, não devo ser só eu a ter este tipo de experiências.
Enfim, não consigo perceber.
Mas se calhar o defeito é meu. Eu sei lá.

quarta-feira, 4 de março de 2015

As maravilhas da gravidez #4

Uma coisa muito gira e interessante que ocorre na gravidez, e que eu estou a adorar, é o facto de já não existir distinção entre a roupa de trabalho e a roupa de fim-de-semana.
Anteriormente, eu tinha o meu guarda roupa claramente dividido perante estas duas categorias, sendo que existiam algumas peças que transitavam entre as duas.
Agora, com excepção do calçado, não existe qualquer divisão.
Basicamente visto o que me serve. Ponto.

Nós por cá

Ando cheia de dores. O meu médico só me dá mais 2 semanas de trabalho, depois, acabou-se. Ando a trabalhar imensas horas, só para não variar.
Em compensação o miúdo está óptimo. Está gordinho e grande.
É o que se quer :)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Essencial

http://maemequer.pt/a-vida-com-o-seu-bebe/regresso-a-casa/uma-nova-familia/10-regras-para-quem-visita-um-recem-nascido

A mentira tem perna curta, mas a lata das pessoas, não

Uma pessoa dos meus conhecimentos, andou a enganar o marido, traindo-o com outra pessoa. O marido, esse, durante muito tempo não soube de nada, e pior, essa pessoa com quem ela o traiu, supostamente era um "amigo" dele.
Enquanto a traição durava (eu só descobri isto mais tarde, contado pelo traído), ela sempre fez questão de manter os standards habituais, como jantar em bons restaurantes, escolher jóias... Enfim, era uma pessoa de gostos caros. E o marido, claro, fazia-lhe sempre as vontades.
Quando ele descobriu, sentiu-se, como devem imaginar, profundamente enganado. Ela ficou com o carro que era dele, ele, com a casa.
Pois não é que a fulana, há uns dias, disse no seu facebook que estava toda chateada porque o (ainda) marido não lhe tinha dado prenda de aniversário..?!
Há gente que não se toca, não é?

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Bati no fundo

Acabei agora de trabalhar. Sim, entrei às 8h30. Mas não é por isso que bati no fundo. É mesmo porque pus num canal qualquer para ter barulho de fundo de tv enquanto trabalhava agora à noite, e estava a dar o filme "os 101 dálmatas" (versão Disney original de 1961). E eu... Olhei um bocadinho para a televisão e chorei. Chorei, amigos. Com os 101 dálmatas em versão animada.
Bati no fundo, no fundo, é o que vos digo.

Dos posts parvos

Dizia um comentador anónimo que o meu post anterior é parvo.
Tudo bem, acredito que sim. Tenho várias opiniões sobre as mais variadas coisas, e acredito que 99,99% delas sejam parvas.
Mas eu não sou uma figura de relevo nacional, não sou uma opinion maker, e portanto, penso que posso ser parva o quanto me apetecer neste tasco que é o meu blog.

E sim, este é um post parvo.

Dois pesos e duas medidas

Eu sei que provavelmente já toda a gente disse tudo o que havia para dizer sobre a Grécia, e o Syriza, e o bem parecido do primeiro ministro grego.
Mas eu ainda não tive hipótese de o fazer, e nem li quase nada nos blogs sobre este assunto, visto que ainda me estou a actualizar.
Assim sendo, também vou mandar o meu bitaite.
Os senhores lá na Grécia fizeram finca pé que não pagam e que não querem lá a Troika. Eu percebo. Também não me apetece pagar o crédito que contraí ainda por cima para pagar dívidas de outras pessoas, e também não gostei da merda que a Troika andou cá a fazer. Eu percebo isso tudo caros gregos. E percebo que queiram ter a liberdade de implementar as vossas próprias medidas, uma vez que o próprio FMI já admitiu que só fez bosta.
O que eu não admito é que haja dois pesos e duas medidas. Que Portugal seja o "bom aluno", ainda que à custa disso tenha perdido inúmeros empregos e qualidade de vida. O que eu não admito é que ninguém olhe para o que se andou cá a fazer, e em vendo que foi só merda, faça alguma coisa no sentido de nos "aliviar" a carga. Não admito que haja dois pesos e duas medidas na União Europeia, que me parece cada vez mais dividida.
E é bom que olhem para isto de forma séria. Porque esta UE, assim como está, não sobreviverá muito mais tempo.
Quanto aos amigos gregos, o seguinte: uma vez emprestei uns dinheiros a pessoa X. Não foi um montante transcendente, mas era dinheiro. Pessoa X nunca me pagou. Ia sempre adiando, adiando, arranjando desculpas. Até que deixou de dar notícias. Eu ainda tentei recuperar o dinheiro, mas em vão. Perdeu-se o dinheiro, e perdeu-se a amizade que eu pensava existir (entre outros motivos para além do dinheiro). Há uns tempos, essa mesma pessoa X voltou a pedir-me dinheiro. Acham que lhe emprestei? Não, pois não? É que não mesmo. Pois é amigos gregos, pois é...

Obrigada

A todos vocês. Pela preocupação que manifestaram para comigo ao longos destes dias em que estive ausente.
Afinal, isto não são só blogs.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Resumo dos meus últimos dias

- Fiz anos. Estou assustadoramente mais perto dos 30.
- Estou com uma barriga gigantesca e o puto já pesa mais de 1kg.
- Estou de rastos, o trabalho por aqui tem apertado e muito, adicionando isso ao cansaço normal de uma gravidez de 7 meses...
- Já não durmo uma noite inteira. Passo a minha vida no wc, e depois é necessário voltar a arranjar posição e adormecer.
- Ando cheia, mas cheia de dores. São as costas, é a bacia... Enfim. O meu médico diz que é normal, acontece a algumas grávidas a partir de determinado mês.
- Por voltade do médico, já estava de repouso em casa, com baixa de risco. Mas ainda nem fiz 6 meses na empresa, e queria trabalhar até ao máximo que conseguir. Preciso de o fazer.
- Admito que ando cansada e cada vez mais me custa enfrentar um dia de trabalho.
- Há dias em que me sinto uma popota. Outros, sinto-me uma grávida linda. Hormonas malditas.
- Bomboco tem sido absolutamente incrível em tudo, apoia-me sempre e é incansável. Ainda para mais agora, que não posso fazer esforços por ordens médicas.
- Mas anda super controlador com a comida. Admito que a semana dos meus anos não foi propriamente um exemplo de nutrição.
- O gato já percebeu que alguma coisa na barriga se passa. Cheira-a, e dá turrinhas.
- De vez em quando, o puto presenteia-me com uns belos pontapés. Menos do que eu queria, porque como tenho placenta anterior, não o sinto tanto.

E pronto, têm sido assim os meus dias. Não se preocupem que está tudo, na medida do possível, nos conformes. Agora vou ler os vossos blogs e actualizar-me, que estou a sentir-me uma info excluída.

De volta, meus queridos

Pois que estou de volta. Esta paragem forçada deveu-se ao facto de me ter encontrado 1 mês a trabalhar num sítio... Sem internet. Pois. E quando chegava a casa estava tão de rastos que não conseguia voltar a ligar o computador.
Mas penso que agora tudo voltará ao normal.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Sabem o vestido preto de renda que comprei na Mango online?

Este. Chegou ontem. Às minhas mãos. Porque na verdade foi o meu Bomboco que o foi buscar à Seur, que se eu estivesse à espera que fizessem a alteração de morada... Bem, mas o importante é que o dito chegou, e veste que é uma maravilha. Fica muito bem. Claro que se nota a barriga da gravidez, algumas gordurinhas a mais que antes não estavam e tal. Mas acho que quando voltar ao sítio, vai ficar lindamente!
Bomboco não gostou por aí além. Diz que parece que vou a um velório. E que acha que se calhar sou eu que estou secretamente a preparar o velório dele. Enfim, dá para acreditar? Só parvoíces daquela boca. Onde é que já se viu não se gostar dum vestido daqueles...

sábado, 17 de janeiro de 2015

Lamechiche à prova de bala

Querem ver uma mulher grávida a emocionar-se?
Não é muito difícil. Mas ver a carinha do filho numa ecografia 3D, é um bom pretexto.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Da minha relação sempre muito problemática com as companhias de transporte de mercadorias- Seur

Eu e as companhias de transporte de mercadorias não nos damos bem. Pronto, é um facto, e nada mais há a fazer.
Elas acham que tem de ser tudo à maneira delas, como elas querem e como lhes dá jeito. E eu detesto instituições burocráticas e inflexíveis. Está bom de ver que não dá resultado, não é?
Ora o que se passou desta vez... Como vos disse, acabei por comprar aquele vestido preto de renda da Mango. Inocentemente, coloquei como morada de envio a minha própria morada. Ontem, os senhores da Mango e os senhores da Seur mandam-me um email a dar conta que a minha encomenda já saiu do armazém e será entregue hoje. Tudo muito certo.
Hoje de manhã ligo para a Seur, a perguntar sobre a hora de entrega da mercadoria. Dizem-me que será algures entre as 14h e as 19h. Hmmm. Começo a pensar que era impossível serem mais específicos. Explico que me é impossível garantir que estará alguém nessa morada durante toda essa janela de tempo, e peço uma de duas coisas: ou me dão um intervalo de tempo mais reduzido, ou me deixam alterar a morada de entrega. Não e não. E não há mais conversa, que os procedimentos da empresa são assim e assado, que eles não podem dar um horário aproximado de entrega porque a culpa é da Mango que contrata assim o serviço, e que eu também não posso alterar a morada de entrega, que tem de ser a Mango a fazê-lo.
Muito bem. Às 10h da manhã entro de imediato em contacto com a Mango, para alterar então a morada de entrega. Eles dizem que sim senhor, que como ainda faltam algumas horas para as 14h, provavelmente ainda o conseguirão fazer. Peço a máxima urgência e dizem-me que sim, e que me enviam um email a dar conta da alteração da morada de entrega.
Ok. Aguardo. O email não chega. Ligo, à hora de almoço, novamente para a Mango. Informam-me que já fizeram o pedido à Seur, e que, portanto, estão à espera da resposta da transportadora. Ligo novamente para a transportadora para tentar imprimir alguma urgência no processo, dando conta que a Mango já fez a parte que lhe competia, e que apenas aguardavam resposta de parte deles. Informam-me que a Mango é cliente da Seur Barcelona, e não da Seur Porto, e que portanto, eles em Barcelona têm de receber o pedido, e encaminhá-lo para a Seur Porto. Peço, como são quase 14h e a mercadoria pode partir para expedição em breve, se podem contactar a Seur Barcelona por especial favor, com o intuito de confirmar que o pedido foi feito, para que a minha mercadoria possa seguir para a nova morada. Não, não podem. Os procedimentos, esses autênticos mandamentos biblícos, não o permitem. Tem de ser a Seur Barcelona a contactar a Seur Porto, e nunca, Deus nos livre, NUNCA o contrário. Insisto, e explico que me dava jeito receber a mercadoria hoje, e que é uma poupança de recursos para todos, visto que me explicaram que a mercadoria seguirá na mesma para a nova morada, independentemente do meu pedido, e independentemente de não estar ninguém na morada para receber a mercadoria. Não senhora, não pode ser. A mercadoria vai seguir o seu curso normal, vai para a morada antiga, e na segunda-feira a mesma coisa, e na terça-feira a mesma coisa, até que entretanto a Seur Barcelona resolva informar a Seur Porto do pedido de nova morada, e apenas aí sim, os santos procedimentos poderão permitir a alteração de morada de destino.
Dizem-me que não há nada que possa fazer, que "tenho de aguardar". Pergunto quanto tempo demora a que alterem a morada. Não sabem. Tenho de aguardar. Pergunto o que acontece se neste tempo em que tenho de aguardar, a Seur Barcelona não informa a Seur Porto da alteração de morada, sendo que ninguém está em minha casa em horários alargados de expediente. Dizem-me que a mercadoria vai para trás, para a Mango.
Ameaço com uma reclamação, porque não faz sentido o cliente pedir uma alteração de morada, e por uma qualquer inércia de procedimentos, correr o risco de ver a sua mercadoria mandada para trás. Dizem-me que sim, que posso reclamar à vontade, mas que não vai adiantar de nada.
Se queria que a mercadoria fosse para uma morada diferente, tinha de tê-lo feito no momento da encomenda. E é assim, comes e calas.
Pois... E se eu adivinhasse o euromilhões estava rica.

Portanto meus caros, conselho: quando encomendarem algo pela net, que não venha pelos CTT com os famosos avisos de recepção (atenção porque mesmo esses têm limite de levantamento de 6 dias, caso contrário vão para trás e não, não há nada que possam fazer, os procedimentos, sempre eles...), e venha por uma companhia de transporte, coloquem uma morada em que saibam estar sempre gente, noite e dia, porque nunca se sabe quando os senhores resolvem passar. Se por algum motivo precisarem de alterar a morada de entrega... Arderam.
Simples, não é?
E pensar que tudo o que consegui com todos estes telefonemas, foi ficar sem a mercadoria (sei lá eu quando a vou receber...), e gastar saldo de telemóvel.
Aaaaahhhh como adoro as companhias de transporte de mercadorias!

Implicações cá minhas

Quando não conheço alguém (e mesmo quando conheço, mas vá...), e vejo que essa pessoa dá erros ortográficos atrás de erros ortográficos, daqueles mesmo incompreensíveis e inadmissíveis, em que cada frase tem uma colecção de erros... Confesso que, inconscientemente, dou por mim a não ter essa pessoa muito em conta. Não consigo explicar, é uma implicação minha.
Gente a escrever "portantus, voçês, duenssa", entre outras... Não dá, não consigo. Dá-me cabo dos nervos.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Vão por mim, que nunca vos engano- Cremes anti estrias

Deixem lá os cremes Barral que as bloggers conhecidas afirmam que fazem maravilhas.
Já utilizei e, para além de me ter deixado um pijama para sempre cheio de nódoas, nada mais aconteceu. Não digo que não resulte com algumas pessoas... Mas duvido.
O que eu uso como creme anti estrias e que para já está a resultar (até ver...), é esta maravilha:


É da Collistar, não é gorduroso, pelo contrário, utiliza-se muito bem e tem um cheirinho óptimo. Adoro-o. Defeito: é caro. Lamento, mas não custa 20€ no supermercado. Em Portugal, só o encontrei em farmácias e na Sephora.
Para mim, não há melhor.
Mas, claro, há quem diga que o Barral é melhor... Eu cá não dispenso esta pequena maravilha.

E não. Nem a Sephora nem a Collistar me patrocinaram o post. É uma pena.

Dos Timings

Não é à toa que se diz muitas vezes que "fulano estava no sítio errado à hora errada".
A nossa vida é feita de timings. Como eu já disse aqui neste blog, não se trata de esperar pelo momento "certo", porque esse, o ideal, penso que não existe. Mas existem "janelinhas de oportunidade", uma espécie de momentos em que os astros ou o universo se conjugam de determinada forma, em que uma mesma acção em momentos diferentes, tem, muitas vezes, consequências totalmente díspares.
Penso por exemplo no meu timing, ao sair do meu emprego anterior, mesmo antes de saber que estava grávida, e ter vindo para o meu emprego actual, igualmente nessa situação. Foram ali umas semaninhas em que tudo se conjugou da melhor forma, entre sair do anterior, entrar neste, e passado outras semanitas, descobrir a gravidez. E ter também a sorte do termo da gravidez ocorrer no momento mais parado do ano na empresa. Volta de 180 graus.
Outras vezes, algumas palavras têm o seu timing, e se são ditas noutro contexto, perdem todo o seu poder. É como repreender crianças e animais. Não adianta repreender passado umas horas, porque os animais e as crianças, enquanto são muito pequenas, não têm capacidade para perceber a asneira não sei quanto tempo depois.
E à custa disto dos timings, chegou-me aos ouvidos esta história que me parece o corolário do mau timing. Um casal jovem, casado há pouco tempo, divorcia-se. Passadas umas semanas do divórcio, a rapariga descobre que está grávida do ex marido. Situação chata.
Não digo que o bebé fosse salvar aquele casamento. Provavelmente não. Mas ninguém tem a certeza. Mas poderia ter contribuído para atenuar uma decisão que muitos amigos do casal consideraram precipitada. Não sei exactamente a decisão que eles vão tomar, mas que toda a situação sofreu de mau timing, disso não há dúvidas.

Memórias da infância de Bomboca- Leite creme

As memórias mais felizes e queridinhas que tenho da minha infância, são, invariavelmente relacionadas com a minha avó. Esta não é excepção.
É com carinho que guardo os momentos em que, sem eu estar a contar, a minha avó fazia leite creme quentinho, que não podia ser assim tão frequentemente porque leite, ovos e açúcar eram bens preciosos, sempre delicioso, e isso fazia o meu dia. Lembro-me dos meus olhos brilharem por tal iguaria.
Continuo a achar que não há leite creme como o da minha avó. Nem tão pouco aprecio o leite creme já frio e queimado, como é mais usual. Eu gosto mesmo é dele a fumegar, a sair da panela.
Ontem fiz leite creme, a mesma receita da minha avó.
E apesar de ter ficado óptimo, não se compara ao sabor que o leite creme tinha para mim naqueles anos da minha infância.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Incoerências

As mesmas pessoas que estão sempre a exigir pagamentos a uma associação em que sou voluntária, são também as que demoraram 7 meses a pagar os honorários de um serviço que lhes foi prestado, por uma das nossas voluntárias.
As pessoas esquecem-se que para tudo na vida, devem manter a coerência.

Ainda sobre isto do aborto

Nunca mais me esquecerei do choque com que fiquei, quando, ao ir fazer umas análises de rotina na medicina do trabalho, disse à medica que estava grávida, e, a fulana, com o ar mais natural do mundo, me perguntou "e então, é para tirar?".
Mas com uma naturalidade e uma frieza brutais.
Ia ficando sem chão.

Sobre o Aborto

Antes de mais, quero precisar que votei "Sim" no referendo sobre a despenalização do aborto. Porque acredito que o mesmo não constitiu (na maior parte das vezes), crime.
No entanto, desde que decobri que estou grávida, tenho vindo a sensibilizar-me cada vez mais para este assunto, e vejo o aborto de forma diferente do que via há uns anos atrás.
Devido à minha óbvia sensibilidade a este tema, confesso ser-me mais difícil aceitar quem opta pelo aborto. Tal como ainda me é mais difícil ainda aceitar quem, não tendo condições para ter filhos, os tenha às carradas.
Noutro dia, numa consulta, o meu obstetra comentou comigo que depois de me atender, iria fazer um aborto a uma miúda de 16 anos. 16 anos. E já com um aborto no registo.
Sei ainda de inúmeros casos de mulheres que abortaram uma, e outra, e outra vez. E tudo isto é comparticipado por nós. Independentemente de as pílulas e preservativos serem distribuídos gratuitamente nos centros de saúde, existem mulheres para quem o aborto é uma medida anti concepcional.
Revolta-me isto, sobretudo quando penso que uma mulher que quer fazer um aborto é mandada para casa 3 dias para pensar, e depois pode voltar à unidade de saúde e tratam do assunto no dia, mas uma mulher com problemas de fertilidade, pode esperar meses e anos por consultas e tratamentos.
Custa-me que seja mais fácil abortar do que engravidar pelo SNS.
Custa-me que muitas mulheres não percebam a dádiva da vida, a sorte que têm em ser férteis, a luta que não tiveram de travar. É claro que não sou minimamente a favor que se tenha as crianças porque sim, pelo contrário. Acho que um filho tem de ser uma decisão pensada e ponderada por ambos os membros do casal (ou uma decisão de uma mãe solteira, que entende reunir as condições para tal, recorrendo a um banco de esperma). Mas também acho que não podemos estar constantemente a comparticipar abortos recorrentes por parte das mesmas mulheres.

E custa-me, custa-me tanto que a merda da fertilidade seja completamente aleatória, que tão boa gente que quer engravidar não consiga, e depois uma estúpida qualquer consiga engravidar com o ar.
Custa-me, e se este mundo não é injusto, então não sei.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Bomboca, sempre vivendo no perigo

Lembram-se daquele vestido preto comprido de renda, da Mango, que vos mostrei há uns posts atrás?
Pois bem, decidi-me a comprá-lo. Agora é só esperar a entrega. Comprei-o no meu tamanho habitual, sim, esse que agora não me serve. Decidi correr o risco, convencida que estou que vou fazer tudo o que puder para voltar ao meu corpo pré gravidez (que ainda por cima, mesmo antes de engravidar, estava mais mais magra).
Olho para ele como o vestido motivacional, que servirá para me motivar a caber nele (até porque mesmo em saldos não foi assim tão barato). Até porque eu detesto deitar dinheiro ao lixo, portanto é bom mesmo que eu consiga caber naquele trapinho.
Daqui a uns meses conto-vos o desfecho desta história...

Parabéns Cristiano!


Parabéns! 
O prémio foi mais que merecido e este rapaz é um orgulho (ou deveria ser...), para todos os portugueses.
Admiro tudo nele. Os sacrifícios que fez, a mentalidade de disciplina, trabalho e dedicação, o altruísmo, a vontade de vencer, o ter começado de baixo e ser agora o que é.
Que venham mais umas quantas, porque ele merece!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Adoro

Pessoas que estão a receber o RSI, e todos os fins-de-semana postam no Facebook fotos em estádios de futebol, em restaurantes de sushi, em bares e discotecas "hip" da noite... Rica vida.
Realmente, trabalhar é para os pobres.

As Maravilhas da gravidez #3

O sono. O sono que é uma coisa absolutamente desesperante. Vocês não estão a perceber...
Eu já tinha lido que a partir dos 5/6 meses o sono atacava novamente em força, até ao final da gravidez, mas não pensei que fosse tão doloroso. Dou por mim a esforçar-me ao máximo para manter os olhos abertos, para me concentrar, para não ceder.
Vale tudo. Ir ao wc, beber água, ouvir música... Tudo para não ceder ao mundo encantado do sono.
Escusado será dizer que é a seguir ao almoço que a situação se apresenta mais crítica.
E pensar que ainda me faltam 3 meses e tal de trabalho... Estamos bonitos, estamos...

Os problemas dos homens

Não perceberem que quando dizemos que não queremos o seu abraço, muitas vezes queremos, mas também queremos que insistam e lutem mais um bocadinho.

Coisas simples meus caros, coisas simples

Na minha empresa actual, as pessoas sentem-se, em geral, satisfeitas com o ambiente da empresa e com grande parte da estrutura vigente.
Na minha ex ex empresa, tal não acontecia dessa forma, e as pessoas sentiam-se muitas vezes injustiçadas. Para além de um conjunto de medidas de ordem mais complexa, a minha empresa actual tem por base algumas regalias simples e fáceis de por em prática, cujo custo é baixíssimo, e motiva de alguma forma os trabalhadores:
- O dia 26 de Dezembro é oferta da casa. Não, não é descontado nas férias só porque o escritório está fechado. É simplesmente uma benesse.
- A tarde de aniversário de cada pessoa é uma tarde livre, dada pela empresa, que também não conta para efeitos de férias.
- Existe uma copa para refeições.
- Os horários de verão e de inverno diferem, de acordo com o volume de trabalho.
Entre outras.

São coisas simples, onde os custos de estrutura são quase irrisórios. Mas fazem diferença na motivação dos colaboradores.

De nada patrões, voltem sempre.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Para mim, é isto o Islão

As poucas pessoas que pensam diferente e têm comportamentos distintos, são perseguidas, presas, chicoteadas.
Não se pode pensar no Islão.
Para mim, isto é lamentável. Mas isto é o Islão.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Roupa, um dos desesperos da gravidez

Ultimamente não tenho comprado nada para mim. Para além de 3 pares de calças de número acima para usar no trabalho (ainda não estou a usar calças de grávida), e dois vestidos, não me aventurei em roupa nenhuma pois nada de jeito me serve, e não sei como ficarei após a gravidez.
Apesar de ainda não ter engordado mais do que 1kg com a gravidez, estou mais larga. Bem mais larga.
Quão mau é apetecer-me comprar estes vestidos todos, e depois não conseguir voltar a ter a figura de anteriormente e por isso não os conseguir usar?





Todos da Mango.




Estou determinada a tornar-me numa potencial vencedora do Masterchef (Australia, claro está)

Já por aqui comentei que gosto de cozinhar, e tenho algum talento nato para a coisa.
Segundo Bomboco, cozinho muito bem os pratos que domino, mas raramente saio da minha zona de conforto. Pois que estou determinada a mudar isso, e a cozinhar tudo, tornando-me numa potencial vencedora de Masterchef.
Esta semana cozinhei para ele algo completamente inesperado e o homem deliciou-se. Diz que nunca mais na minha volta a duvidar das minhas capacidades culinárias.
Estou decidida a continuar nesta linha, confeccionando pratos cada vez mais variados e deliciosos.
Em correndo bem, sou menina para vos deixar aqui umas coisas minhas, a ver se vocês gostam.

Vamos lá ver então se eu consigo falar deste assunto sem me enervar: o Islão

Tenho uma opinião muito definida sobre o Islão. E não me venham cá falar da religião, patati, patata, que eu respeito sim senhora todas as religiões alheias, mas não quero nem posso respeitar "religiões" que tratam a mulher como um ser inferior, que vale menos que zero. Pelo menos a religião na sua forma mais extremista. Forma extremista essa que, também não promove o respeito pelos outros, pelos seus costumes e convicções religiosas. Os gestos ocidentais do dia a dia, são, muitas vezes, autênticos sacrilégios para os fundamentalistas islâmicos. Muito do que fazemos é uma falta de respeito.
Mas eu continuo a afirmar que o respeito tem de ser mútuo, pelo que se não houver respeito de parte a parte, nenhuma relação funciona. É precisamente ao que temos assistido na Europa. A Europa, na sua onda de "somos todos muito tolerantes", etc., faz as vontades todas aos religiosos, porque "ai, se eles se ofendem! E são uma minoria, temos de respeitar". Tirámos crucifixos das escolas, autorizamos o uso de véu e outras formas de minimizar a mulher em praça pública, e em algum locais, a carne de porco não entra no menu. E a troco de quê? Eles fazem isso connosco? Por acaso é permitida a construção de uma igreja católica na Arábia Saudita, por exemplo? Não.
O respeito aqui é apenas unilateral.
Não sou de hipocrisias e não respeito quem não me respeita a mim. Quem me olha de lado só porque sou mulher e trabalho. Só porque sou mulher e conduzo. Só porque sou mulher e não ando tapada da cabeça aos pés. Não respeito quem comete as maiores atrocidades em nome da religião, seja ela qual for.
Claro que neste bolo não entram os muçulmanos perfeitamente integrados nas comunidades onde se inserem, com uma visão mais aberta e, lá está, tolerante da sua religião. Não obstante, mesmo estes, têm uma visão extremamente diminuta sobre o papel da mulher, e toda a sociedade e costumes são puramente machistas. A partir do momento em que uma mulher não é dona de si própria, confesso que tenho bastante dificuldade em aceitar e conviver com pessoas com ideais tão vincadamente diferentes dos meus. Não sou nada tolerante nesse aspecto.
Mas a Europa decide que tem de ser tolerante.
E quando os imigrantes (seja de que religião ou nacionalidade forem), cometem crimes no país de destino, nem sempre são recambiados para o país de origem. Estes imigrantes que vivem muitas vezes dos subsídios dados pelos governos europeus, mas que condenam toda a sociedade europeia e nela permanecem à margem. Face a este tipo de pessoas, a minha posição é de facto extremista.
Portanto, penso que a posição europeia terá de se alterar. Tolerância, sim. Faltas de respeito, não. Não podemos continuar a permitir que alguns destes imigrantes não se integrem na cultura vigente, sendo que em vez disso, forçam a sua alteração.

Muitas pessoas defendem que em curso se encontra uma crescente islamização da Europa. E enquanto outras pensarão que se trata de uma loucura e de mais uma teoria da conspiração, a mim preocupa-me muito, pois não sei exactamente como estará o mundo para os meus filhos e netos. Assistimos a um retrocesso civilizacional na maior parte das sociedades islâmicas que me assusta. Tal como me assusta as regras que à força nos querem impor, no nosso território.
E enquanto isso, nós vamos sendo tolerantes, e cedendo, cedendo...

P.S.- Não foi mais ou menos isso que aconteceu com o nazismo...?

Não acredito que estou a ficar outra vez doente...

Bolas, anteriormente raramente ficava doente de alguma coisa.
Agora parece que com a gravidez, tudo me pega. Dizem que as nossas defesas ficam muito mais em baixo e é bem verdade.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Chocada, triste

Estou completamente estarrecida com o que aconteceu em França.
Antes de chegar a casa, ainda não tinha tido conhecimento sobre os terríveis acontecimentos de hoje.
Para além das vidas perdidas, da tragédia pessoal, não consigo dissociar este ataque do ataque à liberdade de imprensa, aos valores ocidentais, à nossa forma tolerante de ser.
Esta barbárie significa tudo isso e muito mais.
Irei ainda falar deste assunto novamente, com mais calma. Agora só consigo estar triste.

A mania chata que as pessoas têm de dar valor a algo/alguém, apenas quando o perdem

O meu ex ex boss todo poderoso, confidenciou a uma pessoa minha amiga, que tinha saudades do meu trabalho e da minha forma de fazer as coisas. Pois... Nunca me disse isso enquanto lá estive.
E não é à toa que colocou pessoas com muitos mais anos de experiência que eu, a fazer o que eu fazia há um ano atrás.
Pois é...

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Agora as questões que realmente importam

Alguém me sabe dizer quando começa a Feira do Bebé do Continente?

Parece que sim, que afinal há esperança

Pela primeira vez em anos, a taxa de natalidade em Portugal, cresceu.

Balanço ou Balancete de 2014, o leitor decide... E 2015?

Sei que já passou quase uma semana, mas ainda assim, não posso deixar de fazer o balanço (ou balancete... Sim, é uma piada parva, eu sei...), do ano que mais me marcou pela positiva em toda a minha vida. Não obstante, desejo que 2015 "tire o lugar" a 2014 como o ano mais feliz da minha vida. Acho que percebem porquê.
Estes foram os meus desejos/planos para 2014, que escrevi aqui no blog e agora transcrevo. Ora atentem:

- Vou ver o Michael Bublé
Vi e amei. E quantas vezes ele vier a Portugal, farei todos os possíveis para ir vê-lo novamente

- Gostava de ir ver o Williams
Não vi. Terá de ficar para uma próxima oportunidade

- Vou-me casar e jurar perante 130 pessoas aquilo que sinto todos os dias
Casei e foi um dia magnífico

- Vou fazer a minha primeira viagem transatlântica
Fiz, e não poderia ter adorado mais

- Quero engravidar
Felizmente, consegui. Não esteve fácil, e pensei que não conseguisse, mas acabou por acontecer e não poderíamos estar mais felizes

- Gostava de mudar de emprego, se tal não acontecer, gostava de ser promovida no actual
Mudei, para pior, e depois mudei novamente, para melhor!

- Quero continuar a perder peso até conseguir engravidar
Nem sei bem como, mas consegui

- Quero ser uma mais-valia para a equipa desportiva onde me integro
Por força da gravidez, tive de parar com os treinos. Um bom motivo

- Quero ser ainda melhor profissional
Tento fazê-lo, todos os dias

- Quero ser ainda melhor companheira
Acho que estou a conseguir

- Irei a Itália pela primeira vez
Fomos, e gostámos

- Vou sorrir mais e chorar ainda menos
Sim, é verdade. E houve mais lágrimas de alegria

- Vou continuar a dar importância aos que gostam de mim
Também. Mas sinto que preciso de dar menos importância ainda a quem só me desgasta e prejudica

Mudei ainda de casa, para o lugar onde sempre quis morar (que a minha carteira permite), na minha cidade, perto de tudo e do que mais valorizo.

Em suma, 2014 FOI O ANO.
Mas estou certa que 2015 irá ser ainda melhor (tenho esperança nisso). Os meus desejos e planos são:

- Gostaria que a minha gravidez continuasse até ao fim, sem problemas
- Gostaria que o meu bebé nascesse sem quaisquer complicações, e pleno de saúde
- Gostaria que fosse um bebé calminho (talvez seja pedir muito, eu sei)
- Queria ser promovida no meu actual emprego
- Quero que sejamos, os 3, ainda mais uma família
- Gostava de voltar a emagrecer rapidamente depois de ter o bebé
- Quero que nunca nos falte amor, saúde, e, se possível, um pouco de dinheiro


Eu sei, são desejos menos específicos, mas são os que sinceramente me enchem o coração. Cada vez menos me apetece pensar em futilidades, e cada vez dou menor importância a coisas "pequenas".
Estes são os meus desejos para 2015.
E os vossos? E 2014? Cumpriu todos os vossos desejos?

A problemática da cedência de vez/lugar a grávidas e outras pessoas com condições prioritárias

Em toda a minha vida entendi que algumas pessoas, por motivos óbvios e relacionados com a sua condição, necessitavam de um pouco mais de atenção e respeito, no que se refere à cedência de vez e de lugar nas várias dinâmicas da vida em sociedade.
Para mim não faz sentido não ceder o lugar a uma pessoa idosa, "apenas" porque eu não estou sentada nos lugares de cedência obrigatória. Parece-me claro como água. Tal como não me importo, quando uma pessoa me pede para passar à frente na fila do supermercado, tendo eu um carrinho cheio, e essa pessoa apenas um ou dois artigos, de a deixar passar. Não me custa nada e acredito que poderei estar a contribuir para que a outra pessoa fique mais confortável na sua existência em sociedade.
Isto para mim parecem-me valores básicos.
Infelizmente, nem toda a gente vê as coisas da mesma forma.
Claro que já tinha reparado nestas indelicadezas e faltas de civismo antes, mas agora, dada a minha condição e a minha barriga que já não engana ninguém, tudo me parece mais claro.
Fico parva quando vou para uma fila prioritária, e ao pedir para passar à frente (normalmente faço-o quando levo 2 ou 3 coisas e não um carro cheio de compras), algumas pessoas me olham com desagrado e cara de frete, sendo que já cheguei a ter chatices com algumas. Aquilo que para mim é automático com qualquer pessoa, grávida ou não, para algumas pessoas chega quase a ser um insulto. Já tive de instruir pessoas a ler os cartazes da fila do supermercado em que se encontravam, e de explicar o significado de "prioridade".
Não gosto de ser grosseira, mas a verdade é que todas estas chatices ocorreram com pessoas cuja idade ultrapassava os 55 anos. Quero acreditar que as gerações mais novas têm outro ponto de vista sobre o assunto.
Outra coisa que me choca são os transportes públicos. Felizmente, agora não tenho muita necessidade de andar de transportes públicos, mas posso dizer-vos que na passagem de ano, com os metros atolados de gente, eu vi pessoas a não cederem o seu lugar a mulheres que transportavam crianças de colo. É verdade. Eu nem falo de mim. Falo de casos mais gritantes, como uma senhora que transportava um bebé (se aquela noite era a mais adequada para se sair com um bebé pequenino, é outra discussão...), e que passou a viagem inteira de pé, ao meu lado, trocando olhares comigo, porque ninguém lhe cedia lugar. Nem a ela, nem a mim.
Enfim.
Grassa na nossa sociedade uma falta de civismo gritante. As pessoas estão sempre muito preocupadas com o seu umbigo, com o seu mundinho, não querendo saber se poluir o chão vai afectar todos nós, ou se não ceder o lugar a uma mulher grávida não é quase uma "obrigação".
O civismo não se ensina numa sala de aula. Mas começo a pensar que não fazia mal nenhum às criancinhas, terem aulas de etiqueta e convivência em sociedade. Poderia ser que algumas quebrassem o ciclo vicioso da má educação e não se comportassem de acordo com os exemplos negativos de alguns dos seus pais.

A minha passagem de ano?

Jantei com a minha "família". Mas depois fomos logo embora, para o mar de gente que esteve na Avenida dos Aliados.
Claro que antes ainda houve direito a discussão, mas enfim, faz parte.
Entretanto já decidi o que vou fazer. Vou pedir algum apoio jurídico e com base nisso, tentar perceber o que posso fazer. Posteriormente, se a situação for realmente tal como me foi descrita, vou ajudar quand puder, e não ajudar quando não puder. Não tenho condições para ter mais uma despesa fixa neste momento.
E quero proteger o meu filho e o meu Bomboco acima de tudo. Estas coisas não matam, mas desgastam um casamento. Já vi isso a acontecer e não posso deixar que aconteça comigo.
Quero também agradecer-vos as palavras de apoio que me têm manifestado. Apesar disto serem só blogs, é bom ver que desse lado também há quem se importe. Obrigada.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Karma, sempre ele, parece que não me consigo livrar disto

Eu gosto da época natalícia desde que comecei a namorar com o meu marido. Mesmo assim, sei que na minha família é sempre uma oportunidade para mais guerras e problemas, e este ano não foi excepção.
Não consigo estar com boa cara depois da bomba que me lançaram, estou sinceramente esgotada. Só me apetece desaparecer do mapa. Isso ou provocar-lhes uma amnésia colectiva, de modo a que se esquecessem de mim para sempre.
Então o que foi desta vez, perguntam vocês?
Eu explico. Como sempre, aquela gente não sabe tratar de nada atempadamente, é tudo mal feito e feito em cima do joelho, deixaram uma situação que eu desconhecia que existia, chegar a um ponto em que o processo pode ir para tribunal (segundo o que me disseram, que eu ainda não percebi esta história a fundo). E decidiram fazer um acordo de pagamento do valor em dívida, sem me consultarem sobre nada, e agora querem que eu ajude a pagar.
Digam-me se isto não é de loucos. Estou tão farta de tudo... De pagar dívidas que não são minhas, de andar sempre à rasca quando poderia viver melhor, devido a problemas que eu não criei... Estou esgotada! Para além de ter de pagar uma mensalidade de uma dívida que contraí para pagar uma dívida da minha mãe, a mensalidade do carro, e as despesas inerentes à minha casa, agora ainda querem que eu pague mais isto. Quando uma pessoa pensa que precisa de uma folga financeira para fazer face às grandes despesas que se adivinham, em virtude do nascimento de um filho, vem mais uma bombinha. O problema disto é a chantagem emocional, pois dizem-me que se eu não ajudar a pagar, a minha avó pode ficar sem casa.
O pouco que eu consegui na minha vida foi sem ajuda de ninguém, só eu e o meu marido. E mesmo assim parece que não só não nos ajudam, como ainda estão sempre a arranjar maneiras de tirar o pouco que temos.
O meu marido está absolutamente farto de todos estes problemas, sempre que vou a casa da minha avó é mais um problema, mais uma chatice. Isto desgasta-nos e retira-nos a energia. A minha família suga-me a energia, e logo neste momento em que a minha cabeça está concentrada em outras coisas, com outras prioridades, e em que eu preciso de fazer face à minha família, essa sim, a família que eu escolhi e que precisa de mim, e os problemas não páram de aparecer.
Estou para ver como vou ter mais uma dívida mensal de algo que eu não fiz, que eu não sei como pagar, quando neste momento os tempos são de contenção.
Estou mesmo ko. Só me apetecia desaparecer.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Feliz Natal a todos!


Feliz Natal queridos leitores! Desejo-vos um Natal cheio de coisinhas boas e fofinhas, muitos docinhos e poucos quilinhos!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Ah e tal, o comércio tradicional. Não.

Nunca fui fã do comércio tradicional, confesso. Aquele comérciozinho de rua, muito típico... hmmmm... Não. Eu explico. Tirando raras excepções, sempre tive más experiências no comércio tradicional. Tenho uma péssima impressão daquele comércio típico, cujos funcionários (normalmente os donos), são super antipáticos, onde os artigos são datados de 1970, onde nunca há nada, e cujas horas de funcionamento estão totalmente desfasadas dos horários das pessoas (quem não adora as lojas abertas entre as 9h e as 18h, com hora de almoço fechada).
Por todos esses motivos e mais alguns, raramente contam comigo para "ajudar" o comércio tradicional. Mas felizmente há excepções. E é dessas que quero falar-vos.
Actualmente, há por aí muito movimentozinho a favor do comércio tradicional. Porque não se podem fechar as lojas, porque construir outras lojas de marcas internacionais e/ou hóteis é destruir a nossa identidade, patati, patata. Amigos, mas qual identidade? A das coisas datadas e cheias de pó? Aquelas lojas que nunca se actualizaram e não fizeram esforço nenhum para continuarem a ser competitivas, adormecendo sobre os seus louros?
Não contem comigo.
Contem comigo sim, para ir aquelas lojas de comércio tradicional que continuam vivas, com artigos actuais e bom atendimento. Essas lojas existem, e continuam abertas, cheias de gente, cheias de movimento.
Os bons estabelecimentos, bem geridos, sobrevivem. Sempre.

Coisas que não consigo esquecer

Bomboco diz que eu vivo com muitos remorsos do passado. Não o nego. São as cicatrizes de uma vida que gostaria de não ter vivido, e as penalizações por ter uma memória demasiado apurada.
Mas dizia eu que Bomboco me diz para eu me focar no passado recente, esse sim, mais feliz. É verdade. No entanto, não consigo esquecer algumas coisas que foram demasiado profundas e dolorosas, e que ainda hoje ardem quando me lembro delas.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Inédito, há realmente sempre uma primeira vez para... Quase tudo

Pois que ontem ao início da noite, estava eu a ir para casa, e passei numa zona que costuma ter profissionais do sexo mal anoitece. Não estava nenhum carro à minha frente, nem nenhum atrás de mim. E uma dita profissional, começa a fazer sinais para mim, a esbracejar, para eu parar.
Eu olhei para a senhora com um ar incrédulo. Portanto, já posso riscar da lista o "ser abordada por uma prostituta", certo?

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Fé na humanidade: restaurada

Hoje de manhã, um vizinho meu, na casa dos 35 anos, estava com um ar preocupado, de volta do carro. Estava eu a sair da garagem quando o vi estacionado na rua, e preparava-me para encostar e ir ver se ele precisava de alguma coisa (nem que fosse chamar a assistência), quando vejo uma bolinha de pêlo branca nas suas mãos, acabada de ser retirada de junto do motor. O senhor encostou o gatinho contra si e entrou na porta do meu prédio, levando o gatinho (imagino que para casa dele).
Ganhei o dia.

O Natal e a minha adorada família

Até este ano, eu e Bomboco optávamos por jantar cada um na sua família de origem, sendo que passávamos todo o dia e toda a noite juntos, ora numa casa da família, ora noutra. Apenas nos separávamos para jantar.
Ora, este ano vamos fazer diferente. Decidimos que íamos jantar na minha sogra, e depois iríamos almoçar no dia seguinte na casa da minha avó, sendo que durante os dois dias, íamos alternando, como sempre fizemos, entre as duas casas.
Bem, acontece que na casa da minha avó há sempre pessoas desagradáveis da minha família que também passam lá o Natal, pois a pessoa em questão não tem outro sítio para onde ir. Apenas e só por isso. Falei dessa pessoa neste post.
Tendo em conta o que aconteceu no nosso casamento, eu e o Bomboco atingimos o nosso limite de paciência para com referida personagem, e dissemos à minha avó que se a pessoa fosse lá estar, nós não iríamos. Deixámos isso bem patente. A minha avó primeiro tentou dissuadir-me, que não podia ser assim, que ele não tinha mais ninguém, etc, mas eu e Bomboco estamos irredutíveis, e quando lhe falei nisso no último fim-de-semana, ela disse apenas que já sabia da nossa posição. Eu acho que ela não vai ter coragem de dizer que não à dita pessoa, e depois na hora da verdade, espera que eu e o Bomboco não consigamos cumprir a nossa palavra. Mas engana-se.
Adiante.
Todos os anos, de modo a que não seja a minha avó a pagar tudo, dividem-se as compras da ceia de natal pelos membros da família pagantes (sim, mal eu tive um emprego, a minha tia incluiu-me imediatamente na dita conta). Escusado será dizer que essa pessoa nunca pagou um ano que fosse, nunca podia, nunca dava jeito, estava sempre a atravessar um mau momento.
E isto foi andando. Ora, este ano, nós só vamos lá almoçar, claro que acabamos sempre por comer e beber outras coisas, mas a refeição será apenas o almoço. Não obstante, quando a minha tia me falou do assunto, eu disse que sim senhora, que pagava, mas que não queria pagar as bebidas alcoólicas com excepção das que o Bomboco bebe, porque eu não bebo, e e eles gastam balúrdios em vinhos e outras bebidas que nem eu nem Bomboco bebemos, mas muito menos agora devido à gravidez. Nos outros anos eu sempre paguei tudo, mas tendo em conta que vem aí um bebé e as coisas não estão fáceis para ninguém, eu disse que não achava justo incluir-me na conta com os vinhos, que só isso ascende a mais de 300€. A minha proposta era de eu entrar na divisão, inclusivamente pagar por inteiro o sumo que compramos para mim, com excepção dos vinhos. A minha tia ficou toda ofendida, porque somos todos da mesma família, e o Natal é da família etc., etc., e que a vida também não era justa. Ao que eu respondi que sim senhor, que o bebé também é da família (infelizmente...), e que ninguém participa nas minhas contas de farmácia, ninguém ainda ofereceu nada para o bebé, e que não faz sentido eu nesta situação estar a pagar por uma coisa que evidentemente não posso consumir, e faz-me muita diferença.
Ela lá continuou ofendida mas eu mantenho a minha opinião. Que comprem vinhos mais baratos porra! Mas a minha família não, eles só gostam do melhor e mais caro, só que depois, é o que se viu no meu casamento em que dos meus cerca de 30 convidados, em que 20 eram família, 15 não deram qualquer prenda. Sim, leram bem. 15. Eu no outro post só falei do outro dito cujo porque foi o único que não me deu prenda e não me deu explicação. Mas a verdade é que no total, 19 pessoas não nos deram prenda nenhuma, e dessas 19, 15 eram da minha família.
A verdade é fodida e dura, mas eu só posso contar com muito poucas pessoas da minha família porque o resto é para esquecer. E se no meu casamento foi o que foi, e com o bebé será igual, porque hei-de eu pagar vinhos caríssimos só porque se lembram que é Natal, e que temos de estar todos juntos, e na ceia de Natal compra-se tudo do bom e do melhor, independentemente de quem paga?
Não estou para isso.
Estou mesmo pelos cabelos com esta minha família magnífica.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Shiuuuu, segredos sobre mim #3

Quando eu era pequenininha, e a minha avó por algum motivo tinha de se ausentar, e eu ficava com a minha mãe, não me eram dadas refeições, banho, limpeza.
Ficava suja e com fome por dias consecutivos.

Sim, este diálogo aconteceu mesmo

Hoje de manhã entro na padaria e, logo atrás de mim, vem uma senhora de idade, conhecida da minha avó, que eu não via há uns meses.
Cumprimento-a.
- Ah menina Bomboca, há quanto tempo! Tens andado desaparecida!
- Então, a senhora, como está?
- Mais ou menos. As cruzes filha, as cruzes. Mas tu já estiveste mais magra. Estás a ficar com muita barriga. Tens de ter mais cuidado, filha. Ainda por cima agora vem aí o Natal.
- Pois, é verdade... Mas eu estou grávida.
- Ah pronto. Sendo assim estás magrinha. Tens de engordar mais!
E eu fiquei a olhar para a senhora com cara de tacho, e rapidamente me despedi.

... Afina, em que ficamos?

As coisas são como são, de facto

E eu sou uma rapariga de gostos simples.
Prefiro ter uma boa carteira do que ter 322 da Primark (ou qualquer outra marca cuja qualidade não seja exactamente de excelência).
Prefiro poucas, mas boas peças de joalharia e bijuteria.
Prefiro ir a um tasco com boa comida e preço simpático, do que pagar balúrdios por um prato pseudo-chique e demasiado elaborado que dá para a cova de um dente.
Gosto mais do Mc'Donalds do que das hamburguerias xpto que existem por aí.
Gosto mais de estar com meia dúzia de pessoas, boa companhia, do que estar rodeada de uma multidão.
Prefiro, sempre, aqueles que como eu, gostam de crianças e animais, aos que se aborrecem facilmente com eles.
Prefiro vestir o que gosto, independentemente do que o que os outros gostam.
Prefiro a dura verdade, à mentira agradável.
Prefiro o romantismo ao pragmatismo (apesar de ser muito pragmática).
Prefiro o abraço do meu amor, à admiração de conhecidos.

Gostos simples, o essencial.