Eu sou alta para a média da mulher portuguesa. E como tal, calço mais do que a média. É missão quase impossível encontrar sapatos de jeito, confortáveis e a preço não proibitivo, que me sirvam. Normalmente o que acontece, é que em 20 sapatos gosto de 2, e nunca há o meu número. Nunca.
Por isso arranjar sapatos para mim é desesperante. Normalmente uso os sapatos que tenho até à exaustão e depois vejo-me aflita para arranjar substitutos.
Bem, essa procura continua.
Entretanto andei a cheirar os saldos. As lojas estão a loucura total. A Zara não está com saldos nenhuns de jeito, a H&M tem algumas coisas que queria comprar mas não consegui pois não tinha paciência para estar na fila e esperar para experimentar, para nem falar na questão financeira.
Vou tentar ir noutro dia.
Entretanto ontem, arranjei o que procurava há imenso tempo e não tinha ainda encontrado, pelo menos não a preços "razoáveis". Estava na rua e de repente vejo um belíssimo casaco na montra a um preço agradável. Entro na dita loja e vejo tanta coisa gira..! E os preços, esses sim eram de saldo. Então, o que comprei: dois casacos de pelo (um beje e um preto), e um colete de pelo preto. Adoro-os. E foram uma pechincha!
Realmente quando menos se espera é quando se encontram as melhores coisas.
domingo, 29 de dezembro de 2013
Update
O Natal correu sem grandes sobressaltos. Ninguém andou à porrada, por momentos temi o pior mas tudo se compôs.
Os outros dias correram normalmente, estive de férias um dia e no outro dia também era para estar mas lixaram-me os planos e fui trabalhar e claro que não saí a horas de gente.
Estou ansiosa que chegue o meu casamento, que quero ter férias de jeito.
Não sei onde vou passar a passagem de ano, que Bomboco não liga nenhuma a esta ocasião.
É este o breve resumo dos últimos dias.
Os outros dias correram normalmente, estive de férias um dia e no outro dia também era para estar mas lixaram-me os planos e fui trabalhar e claro que não saí a horas de gente.
Estou ansiosa que chegue o meu casamento, que quero ter férias de jeito.
Não sei onde vou passar a passagem de ano, que Bomboco não liga nenhuma a esta ocasião.
É este o breve resumo dos últimos dias.
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
O Natal da minha família
A minha família não se dá nada bem. Quando estamos todos juntos, é discussão na certa. Eu tento cada vez menos entrar nessas guerras, isso é outra coisa que a idade nos dá, ensina-nos a escolher as guerras em que queremos participar.
Mas dizia eu que eles não se dão bem. Passam o Natal juntos porque não têm mais ninguém. Eu e Bomboco dividimos entre a casa da minha avó e a casa dos pais dele. Mas o Natal na minha família é sempre mágico e surpreendente. Nunca se sabe se, com a bebida, irão todos ser muito amigos uns dos outros, ou se irão querer matar-se uns aos outros. É uma incógnita.
Vamos ver como corre este ano.
Eu cada vez menos tenho paciência para hipocrisias e fico muito tempo calada, e penso para mim que realmente há coisas que só faço pela minha avó.
No ano passado discutiram todos. Como será este ano? A surpresa, o enredo a não perder.
Enfim, confesso que a paciência vai sendo cada vez menor.
É cada vez mais apenas e só pela minha avó. Valha-nos a bebida.
Mas dizia eu que eles não se dão bem. Passam o Natal juntos porque não têm mais ninguém. Eu e Bomboco dividimos entre a casa da minha avó e a casa dos pais dele. Mas o Natal na minha família é sempre mágico e surpreendente. Nunca se sabe se, com a bebida, irão todos ser muito amigos uns dos outros, ou se irão querer matar-se uns aos outros. É uma incógnita.
Vamos ver como corre este ano.
Eu cada vez menos tenho paciência para hipocrisias e fico muito tempo calada, e penso para mim que realmente há coisas que só faço pela minha avó.
No ano passado discutiram todos. Como será este ano? A surpresa, o enredo a não perder.
Enfim, confesso que a paciência vai sendo cada vez menor.
É cada vez mais apenas e só pela minha avó. Valha-nos a bebida.
A minha mãe manda-me mensagens escritas a dizer que eu não vejo a nossa relação como uma relação de mãe e filha
Às vezes penso em que planeta vive a minha mãe.
Isso e que drogas é que ela anda a tomar, porque devem ser fortes.
Porque será mãezinha? Ora reflecte.
Eu costumo dizer "Deus, já que não me dás o Euromilhões, ao menos dá-me paciência".
Isso e que drogas é que ela anda a tomar, porque devem ser fortes.
Porque será mãezinha? Ora reflecte.
Eu costumo dizer "Deus, já que não me dás o Euromilhões, ao menos dá-me paciência".
domingo, 22 de dezembro de 2013
O Natal já a fazer das suas
Vesti hoje umas calças que já me estiveram mais largas, apenas há duas semanas atrás.
Bolas pá!
Bolas pá!
A magia dos jantares de natal da empresa
O jantar de Natal da minha empresa é algo lindo lindo. Tão lindo que estou seriamente a ponderar não mais por lá os pés.
Deixem-me que vos elucide: normalmente o local escolhido é longe para burros, pelo que há que levar o carro. Se se leva o carro, não dá para beber até cair, claro está. Depois, as entradas. Uma maravilha. Pequenos recipientes com salada lá dentro. Bebidas à descrição e para (quase) todos os gostos, valha-nos isso. Jantar. Comida intragável. Comida chique e sem sabor. Arroz mal cozido e uma carne impossível de comer. Sobremesa com quantidades adequadas a miúdos de 2 anos.
Bebida à descrição, valha-nos isso.
Discoteca. Dj foleirote. Colegas podres de bêbados e a fazer figuras. Beber de estômago vazio dá nisso.
A bebida continua a ser à descrição, valha-nos isso.
Percebo que me sinto já alegre e penso que tenho de conduzir e decido parar de beber. Quando paro de beber, tudo fica ainda mais aborrecido.
No dia seguinte comi como se não comesse há dois meses.
Creio que para o ano não me apanham lá.
Deixem-me que vos elucide: normalmente o local escolhido é longe para burros, pelo que há que levar o carro. Se se leva o carro, não dá para beber até cair, claro está. Depois, as entradas. Uma maravilha. Pequenos recipientes com salada lá dentro. Bebidas à descrição e para (quase) todos os gostos, valha-nos isso. Jantar. Comida intragável. Comida chique e sem sabor. Arroz mal cozido e uma carne impossível de comer. Sobremesa com quantidades adequadas a miúdos de 2 anos.
Bebida à descrição, valha-nos isso.
Discoteca. Dj foleirote. Colegas podres de bêbados e a fazer figuras. Beber de estômago vazio dá nisso.
A bebida continua a ser à descrição, valha-nos isso.
Percebo que me sinto já alegre e penso que tenho de conduzir e decido parar de beber. Quando paro de beber, tudo fica ainda mais aborrecido.
No dia seguinte comi como se não comesse há dois meses.
Creio que para o ano não me apanham lá.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Da capacidade (ou falta dela) de desligar do trabalho
Bomboco tem uma capacidade invejável. Mal entra no carro para vir para casa, consegue desligar-se do trabalho. Chega a casa, e é como se o trabalho não existisse.
Eu não sou assim. Tenho feito um esforço para me desligar cada vez mais, é verdade, e estou a conseguir, mas ainda assim tenho muito caminho pela frente. Há dias em que consigo gerir isso mais facilmente. E depois há outros que não. Ontem foi um deles.
Cheguei a casa tarde, cansada, frustrada. E acabei, sem querer, por "descarregar" nele. E não queria nada isso. Pedi-lhe desculpa e reconheci que tenho de continuar a esforçar-me para não deixar que o trabalho me afecte em casa.
Mas acreditem que não é fácil. Quando a frustração chega a um determinado ponto, nem sempre é possível compartimentalizar.
Há dias melhores e outros piores. Há dias em que consigo desligar e existem em que não consigo.
Tenho é de continuar a tentar para que estes últimos sejam cada vez menos.
Eu não sou assim. Tenho feito um esforço para me desligar cada vez mais, é verdade, e estou a conseguir, mas ainda assim tenho muito caminho pela frente. Há dias em que consigo gerir isso mais facilmente. E depois há outros que não. Ontem foi um deles.
Cheguei a casa tarde, cansada, frustrada. E acabei, sem querer, por "descarregar" nele. E não queria nada isso. Pedi-lhe desculpa e reconheci que tenho de continuar a esforçar-me para não deixar que o trabalho me afecte em casa.
Mas acreditem que não é fácil. Quando a frustração chega a um determinado ponto, nem sempre é possível compartimentalizar.
Há dias melhores e outros piores. Há dias em que consigo desligar e existem em que não consigo.
Tenho é de continuar a tentar para que estes últimos sejam cada vez menos.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Ahhhhhrrrr como odeio!
Aqueles homens que pensam que o trabalho doméstico é exclusividade da mulher. "Não é trabalho de homem", dizem eles. "Ir às compras? Isso não é de homem!", reagem quando lhes afirmo que Bomboco, que é homem, confirmo, faz em casa tanto ou mais do que eu.
Não há trabalhos de homem ou de mulher. Há coisas que precisam de ser feitas e cada um, mediante a disponibilidade e a capacidade que tem, vai realizando as tarefas.
E explicar isso a tipos casmurros, com ideias feitas, no início dos 30/fim dos 20, que nem sequer namoram e ainda moram em casa dos pais? Pois...
Eu tentei, mas eles ficaram na deles. Não dá. Ainda lhes mostrei esse argumento, mas não. Quero lá saber, para a próxima nem me chateio.
Mas aqui entre nós fico sem perceber como é que pessoas da minha faixa etária, altamente escolarizadas, demonstram esta mentalidade tacanha e pequenina, que raio de formação pessoal tiveram para acreditar que as mulheres devem ter o mesmo papel que tinham há 50 anos atrás.
Que quem manda na casa são eles. Que eles é que sabem.
E fazer perceber a esta cambada de ignorantes que não existe o "mandar"? Não há figura de autoridade, não há "chefe".
A vida de um casal é uma partilha, um compromisso, uma entrega total.
"Homens a sério não aspiram a casa", dizem. Ok. Façam-se homens e depois digam alguma coisa. Ou então não, nunca cresçam, e fiquem para ver o que vos acontece.
Não há trabalhos de homem ou de mulher. Há coisas que precisam de ser feitas e cada um, mediante a disponibilidade e a capacidade que tem, vai realizando as tarefas.
E explicar isso a tipos casmurros, com ideias feitas, no início dos 30/fim dos 20, que nem sequer namoram e ainda moram em casa dos pais? Pois...
Eu tentei, mas eles ficaram na deles. Não dá. Ainda lhes mostrei esse argumento, mas não. Quero lá saber, para a próxima nem me chateio.
Mas aqui entre nós fico sem perceber como é que pessoas da minha faixa etária, altamente escolarizadas, demonstram esta mentalidade tacanha e pequenina, que raio de formação pessoal tiveram para acreditar que as mulheres devem ter o mesmo papel que tinham há 50 anos atrás.
Que quem manda na casa são eles. Que eles é que sabem.
E fazer perceber a esta cambada de ignorantes que não existe o "mandar"? Não há figura de autoridade, não há "chefe".
A vida de um casal é uma partilha, um compromisso, uma entrega total.
"Homens a sério não aspiram a casa", dizem. Ok. Façam-se homens e depois digam alguma coisa. Ou então não, nunca cresçam, e fiquem para ver o que vos acontece.
Da paixão e das mudanças
Sou uma pessoa que está habituada a lidar com expectativas. Por isso mesmo, e por saber a influência que têm, não gosto de as colocar demasiado altas, porque sei que a queda é algo que dói bastante.
Vivi isso na pele e desde então, protejo-me o melhor que posso para que tal não volte mais a acontecer.
Mas caramba, quando nos falam de um projecto apaixonante, com óptimas condições, é difícil não se deixar levar pelo entusiasmo e pensar que poderíamos ser nós a abraçar aquele projecto.
Neste momento, não tenho um trabalho que me apaixone. Já tive.
Por isso sei o quanto essa paixão é importante no dia a dia das pessoas, sei o que influencia. E quando me acenam com um trabalho pelo qual eu sei que me iria apaixonar, é realmente complicado gerir as expectativas associadas.
O que aconselho em altura de mudanças, é fazerem o que eu não fiz há uns tempos atrás: pensem primeiro se essa paixão é segura e vos vai pagar as contas. Se sim, então atirem-se de cabeça.
Não façam como eu fiz há uns anos atrás, onde a juventude e ingenuidade me toldaram o juízo e fiz exactamente o contrário.
Vivi isso na pele e desde então, protejo-me o melhor que posso para que tal não volte mais a acontecer.
Mas caramba, quando nos falam de um projecto apaixonante, com óptimas condições, é difícil não se deixar levar pelo entusiasmo e pensar que poderíamos ser nós a abraçar aquele projecto.
Neste momento, não tenho um trabalho que me apaixone. Já tive.
Por isso sei o quanto essa paixão é importante no dia a dia das pessoas, sei o que influencia. E quando me acenam com um trabalho pelo qual eu sei que me iria apaixonar, é realmente complicado gerir as expectativas associadas.
O que aconselho em altura de mudanças, é fazerem o que eu não fiz há uns tempos atrás: pensem primeiro se essa paixão é segura e vos vai pagar as contas. Se sim, então atirem-se de cabeça.
Não façam como eu fiz há uns anos atrás, onde a juventude e ingenuidade me toldaram o juízo e fiz exactamente o contrário.
Se alguém souber, por favor que se acuse
O que fazer quando temos mesmo de trabalhar e dar o litro, e não existe a mínima motivação para o fazer, porque independentemente do que fizermos:
- O trabalho nunca estará pronto a tempo porque foram impostos prazos impossíveis de cumprir;
- Independentemente do volume e qualidade do trabalho apresentado, ninguém irá dar-lhe valor;
Sinceramente não sei onde arranjar motivação, mas se alguém souber, é favor avisar.
- O trabalho nunca estará pronto a tempo porque foram impostos prazos impossíveis de cumprir;
- Independentemente do volume e qualidade do trabalho apresentado, ninguém irá dar-lhe valor;
Sinceramente não sei onde arranjar motivação, mas se alguém souber, é favor avisar.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
O exagero de visibilidade
Há pessoas que não têm bem noção de algumas figuras que fazem.
Pois que fulana y, se deslocou a uma fábrica a trabalho, onde trabalham 350 colaboradores, todos do sexo masculino, com um vestido que lhe ficava pouco abaixo do rabiosque, e um decote que até a mim me deixava envergonhada, eu que até me considero algo extravagante.
E pronto, lá foi ela toda contente pela fábrica fora, com os homens todos a olhar e ela sorrindo sorrindo, contente que estava e eu pensei para mim que a rapariga precisava desta injecção de auto-estima, mas creio que ela exagerou um bocadinho na visibilidade.
Claro que na minha opinião, cada um veste o que quer. Mas também sou da opinião de que temos de adequar minimamente o nosso vestuário à ocasião em causa, e, sobretudo, manter o profissionalismo.
Pois que fulana y, se deslocou a uma fábrica a trabalho, onde trabalham 350 colaboradores, todos do sexo masculino, com um vestido que lhe ficava pouco abaixo do rabiosque, e um decote que até a mim me deixava envergonhada, eu que até me considero algo extravagante.
E pronto, lá foi ela toda contente pela fábrica fora, com os homens todos a olhar e ela sorrindo sorrindo, contente que estava e eu pensei para mim que a rapariga precisava desta injecção de auto-estima, mas creio que ela exagerou um bocadinho na visibilidade.
Claro que na minha opinião, cada um veste o que quer. Mas também sou da opinião de que temos de adequar minimamente o nosso vestuário à ocasião em causa, e, sobretudo, manter o profissionalismo.
Idade mental vs Idade real
Há pessoas que não fazem jus à sua idade. Na maior parte dos casos, devo admitir, são os homens que não estão à altura de um comportamento mais adequado à sua faixa etária.
Desenganem-se os que pensam que trabalhar só com mulheres é do pior que pode haver. Trabalhar com homens imaturos não é melhor, acreditem.
Eles dizem piadas sem piada, eles gabam-se aos quatro ventos de como não assumem compromissos, eles orgulham-se de dizer com quantas raparigas andam ao mesmo tempo, eles enchem a boca para afirmar que seriam incapazes de assumir algo sério.
E eu penso cá para mim que esta gente ou muda muito, ou acaba mas é sozinha.
Vejo estes rapazes da minha idade, e pouco me identifico com alguns deles, que continuam a querer farra todos os fins-de-semana, a morar em casa dos papás sem chatices e sem saber o que são responsabilidades.
Eles têm tempo para crescer, dizem-me. Sim, até acredito que sim.
Começa é a ser complicado quando vemos homens de 45 anos, com filhos, com mentalidades iguais.
Algo falhou por ali.
Desenganem-se os que pensam que trabalhar só com mulheres é do pior que pode haver. Trabalhar com homens imaturos não é melhor, acreditem.
Eles dizem piadas sem piada, eles gabam-se aos quatro ventos de como não assumem compromissos, eles orgulham-se de dizer com quantas raparigas andam ao mesmo tempo, eles enchem a boca para afirmar que seriam incapazes de assumir algo sério.
E eu penso cá para mim que esta gente ou muda muito, ou acaba mas é sozinha.
Vejo estes rapazes da minha idade, e pouco me identifico com alguns deles, que continuam a querer farra todos os fins-de-semana, a morar em casa dos papás sem chatices e sem saber o que são responsabilidades.
Eles têm tempo para crescer, dizem-me. Sim, até acredito que sim.
Começa é a ser complicado quando vemos homens de 45 anos, com filhos, com mentalidades iguais.
Algo falhou por ali.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
É impressão minha ou
O novo canal Sic Caras é o canal mais inútil à face da terra?
A sério... Ontem fazia zapping e resolvi ver o que estava a dar nesse belíssimo canal. E eis que estão 3 senhoras e um senhor (?), a comentar a vestimenta que as pessoas ditas famosas, levaram à gala de abertura daquele mesmo canal.
Pensei que estava a ser injusta e resolvi ver a restante programação. Só programas como "O mundo de Carolina" e "Fama Shows".
Tinha o The Voice que a Zon não me permitiu ver porque aquilo ainda não dá para andar para trás.
Digam-me a sério, há audiência que justifique a existência de semelhante canal?
A sério... Ontem fazia zapping e resolvi ver o que estava a dar nesse belíssimo canal. E eis que estão 3 senhoras e um senhor (?), a comentar a vestimenta que as pessoas ditas famosas, levaram à gala de abertura daquele mesmo canal.
Pensei que estava a ser injusta e resolvi ver a restante programação. Só programas como "O mundo de Carolina" e "Fama Shows".
Tinha o The Voice que a Zon não me permitiu ver porque aquilo ainda não dá para andar para trás.
Digam-me a sério, há audiência que justifique a existência de semelhante canal?
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Overdressed
Desculpem sim? Desculpem por eu não considerar que calças de ganga é sempre uma boa opção para qualquer ocasião, seja um jantar de Natal, um jantar de amigos ou uma ida às compras.
Não, de facto não considero. Calças de ganga são óptimas, mas não em todas as ocasiões.
Há mais vida para além delas.
Delas e das camisolas grossas de lã.
Mas ainda assim acho engraçado que a maior parte das pessoas acha sempre que eu estou overdressed, em vez que acharem que elas próprias estão underdressed.
Não, de facto não considero. Calças de ganga são óptimas, mas não em todas as ocasiões.
Há mais vida para além delas.
Delas e das camisolas grossas de lã.
Mas ainda assim acho engraçado que a maior parte das pessoas acha sempre que eu estou overdressed, em vez que acharem que elas próprias estão underdressed.
Coisas engraçadas em relação à minha mãe
Depois de ter levado porrada do meu pai em todas as partes do meu corpo, depois da violência física e psicológica a que fui sujeita por parte dos dois, depois de episódios de loucura, queimaduras de cigarro que tardaram a sarar, mentiras, perseguições, indiferença, desleixo e tudo o mais que possam imaginar...
Bem... A minha mãe acredita piamente que foi uma boa mãe. E faz todo um discurso de vitimização, de preocupação, de recolha de méritos na minha educação que na opinião dela lhe pertencem, de teatro que mantém para com os outros.
Deus me livre de ser uma boa mãe como ela.
Bem... A minha mãe acredita piamente que foi uma boa mãe. E faz todo um discurso de vitimização, de preocupação, de recolha de méritos na minha educação que na opinião dela lhe pertencem, de teatro que mantém para com os outros.
Deus me livre de ser uma boa mãe como ela.
O tal momento certo para se ter filhos
Eu quero ter filhos. Já o disse inúmeras vezes neste blog. Se não fossem algumas contingências da vida, se calhar já tinha.
Mas quero ter depois do casamento.
Acontece que a minha cunhada acredita que ainda sou muito nova para ter filhos, que me falta viver mais coisas, que entre ter daqui a um ano ou daqui a três anos não me irá fazer diferença nenhuma. Eu cá acho que não. Acho é que sim, que poderá fazer toda a diferença. Que mesmo em termos médicos e de saúde poderá ter influência, para nem falar em termos psicológicos.
A verdade é que eu não sei se daqui a um ano quererei ter filhos. Se fosse agora, sei que queria começar a tentar, daqui a um ano não sei. A verdade é esta.
Mas não é por achar que sou muito nova para ter filhos, porque não sou. E ela diz que "ainda não é o momento ideal". E eu penso, com todo o respeito e carinho que tenho por ela "o que é que ela sabe sobre o momento ideal?". O "momento ideal" tem de partir do casal, é algo que nasce apenas da relação entre duas pessoas, não é por termos outras pessoas a dizer que é demasiado cedo, que o casal se sentirá assim (obviamente excluindo casos extremos de gravidez adolescente, aka my mother). O que é que as outras pessoas sabem da nossa preparação psicológica? Do nosso instinto?
Nada!
Outras entidades que consideram que não é o "momento ideal", são as empresas. Para as empresas, agora não é o momento ideal para se ter filhos, aliás, mesmo em tempo de vacas gordas, não sei se esse momento ideal alguma vez existiu.
Mas eu tomei uma decisão muito importante que queria partilhar com vocês. Caguei para o que as outras pessoas acham, para o que as empresas e quem as representa acham. Não posso adiar a minha vida porque outros acham "que não é o momento ideal".
Portanto, se depois do casamento eu e o meu Bomboco ainda estivermos em sintonia em relação a este tema, podem ter a certeza de que iremos tentar.
Porque o momento ideal é algo vosso e só vosso.
Não deixem que ninguém vos diga o contrário.
Mas quero ter depois do casamento.
Acontece que a minha cunhada acredita que ainda sou muito nova para ter filhos, que me falta viver mais coisas, que entre ter daqui a um ano ou daqui a três anos não me irá fazer diferença nenhuma. Eu cá acho que não. Acho é que sim, que poderá fazer toda a diferença. Que mesmo em termos médicos e de saúde poderá ter influência, para nem falar em termos psicológicos.
A verdade é que eu não sei se daqui a um ano quererei ter filhos. Se fosse agora, sei que queria começar a tentar, daqui a um ano não sei. A verdade é esta.
Mas não é por achar que sou muito nova para ter filhos, porque não sou. E ela diz que "ainda não é o momento ideal". E eu penso, com todo o respeito e carinho que tenho por ela "o que é que ela sabe sobre o momento ideal?". O "momento ideal" tem de partir do casal, é algo que nasce apenas da relação entre duas pessoas, não é por termos outras pessoas a dizer que é demasiado cedo, que o casal se sentirá assim (obviamente excluindo casos extremos de gravidez adolescente, aka my mother). O que é que as outras pessoas sabem da nossa preparação psicológica? Do nosso instinto?
Nada!
Outras entidades que consideram que não é o "momento ideal", são as empresas. Para as empresas, agora não é o momento ideal para se ter filhos, aliás, mesmo em tempo de vacas gordas, não sei se esse momento ideal alguma vez existiu.
Mas eu tomei uma decisão muito importante que queria partilhar com vocês. Caguei para o que as outras pessoas acham, para o que as empresas e quem as representa acham. Não posso adiar a minha vida porque outros acham "que não é o momento ideal".
Portanto, se depois do casamento eu e o meu Bomboco ainda estivermos em sintonia em relação a este tema, podem ter a certeza de que iremos tentar.
Porque o momento ideal é algo vosso e só vosso.
Não deixem que ninguém vos diga o contrário.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Que digo a esta pessoa?
Que me diz que a "Cry me a river" cantada pela Ella, é uma versão da "Cry me a river" do Justin Timberlake?
...
...
...
...
...
...
Isto de vir trabalhar de vestido é muito bonito
Chato é quando o dito sobe um bocadinho e a cadeira está a roçar directamente nas pernas/meias calças, e arranha um bocado.
Pois é, não me lembrei desse pormenor.
Amanhã já não me apanham nesta.
Pois é, não me lembrei desse pormenor.
Amanhã já não me apanham nesta.
Uma questão pertinente
Pergunto-me porque motivo, quando utilizo um qualquer creme que vem em boiões, vou tirando sempre o creme do meio, ficando uma espécie de "buraco", e só depois é que passo para os rebordos.
Inconscientemente, faço sempre isto.
Também acontece com vocês?
Inconscientemente, faço sempre isto.
Também acontece com vocês?
Parabéns amor!
Hoje, faz anos o homem que mudou para sempre a minha vida. O homem que me fez acreditar que o amor era possível, que me fez desejar casar e com ele ter uma família.
O amor da minha vida faz anos hoje.
O amor da minha vida faz anos hoje.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Das pessoas solícitas
Há pessoas com quem dá gosto trabalhar. Pessoas que procuram sempre agradar, ajudar no possível, responder aos pedidos.
Pessoas com quem um dia de trabalho de 8h rende mais do que dias de trabalho de 12h com outras.
Se fosse sempre assim até não me aborrecia trabalhar.
Um muito obrigada a todas as pessoas que no seu trabalho fazem tudo para tornar a vida e o trabalho dos outros um pouco mais fácil.
Pessoas com quem um dia de trabalho de 8h rende mais do que dias de trabalho de 12h com outras.
Se fosse sempre assim até não me aborrecia trabalhar.
Um muito obrigada a todas as pessoas que no seu trabalho fazem tudo para tornar a vida e o trabalho dos outros um pouco mais fácil.
Mal por mal
Prefiro o Sporting na liderança do que o Fcp.
Só me pergunto porque motivo o Braga não jogou nada no Dragão, ao contrário do que fez na Luz.
Só me pergunto porque motivo o Braga não jogou nada no Dragão, ao contrário do que fez na Luz.
Isto de ter outro trabalho ao fim de semana
Dá muito jeito. Para além de que gosto imenso de dar explicações.
Mas cansa, gente.
Hoje ficava muito bem a dormir.
Ah, e onde eu estou, estão zero graus e estou a trabalhar de sobretudo.
Mas cansa, gente.
Hoje ficava muito bem a dormir.
Ah, e onde eu estou, estão zero graus e estou a trabalhar de sobretudo.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Dicas preciosas
Caras pessoas do sexo feminino,
Usar camisas com elastano já não é propriamente o cúmulo da elegância. Mas pronto. Adiante. O pior, é usar camisas com elastano que vos marquem as formas, e em que existe um espaço aberto considerável entre os botões, que deixa à vista de todos a vossa pele e a vossa roupa interior.
Não é bonito.
Se gostam muito dessa camisa mas engordaram um bocadinho, não a usem, porque garanto-vos, fica mesmo mal o repuxo dos botões com a carne a sair por todos os lados.
Se já a compraram assim, lamento, mas foi uma compra que não correu bem.
Vão por mim que nunca vos engano.
Usar camisas com elastano já não é propriamente o cúmulo da elegância. Mas pronto. Adiante. O pior, é usar camisas com elastano que vos marquem as formas, e em que existe um espaço aberto considerável entre os botões, que deixa à vista de todos a vossa pele e a vossa roupa interior.
Não é bonito.
Se gostam muito dessa camisa mas engordaram um bocadinho, não a usem, porque garanto-vos, fica mesmo mal o repuxo dos botões com a carne a sair por todos os lados.
Se já a compraram assim, lamento, mas foi uma compra que não correu bem.
Vão por mim que nunca vos engano.
Como perder clientes em 3, 2, 1...
Eu gosto de verniz de gel. Não de unhas de gel, mas verniz.
Tenho é um problema, o verniz de gel não dura muito nas minhas unhas. Supostamente aquilo deveria durar duas semanas. Nas minhas unhas não chega a uma. Começam lentamente a descascar.
Já fui a mais de 5 locais onde fazem esse serviço, mas o resultado é sempre o mesmo, ao fim de uma semana já não tenho verniz em pelo menos uma ou duas unhas.
Por isso desisti durante uns tempos. Mas agora que vêm as festas, queria arranjar as unhas e voltar a pôr, e queria continuar a minha busca por um local onde o verniz me dure mais do que uma semana.
Então, decidi ligar para uma cabeleireira/esteticista que fica perto de minha casa, de modo a saber os preços.
A funcionária que me atendeu, disse-me logo perentoriamente que não podia divulgar o preço, porque a patroa não deixava. Ao que eu questiono meio incrédula o motivo dessa proibição, visto que assim o cliente não pode saber se lhe compensa ou não dirigir-se ao local para efectuar o serviço pretendido. Disse que não senhor, que não podia ser, ordens são ordens. Meio abananada com a resposta, disse-lhe que então quando fosse para casa, já que o estabelecimento ficava a caminho, ia passar lá para saber do preço. Esta era a parte em que a senhora agradecia e dizia que sim senhor lá me esperava, não era?
Não. A senhora disse-me logo que nem valia a pena eu passar, que ela queria fechar (não, não era assim tão tarde quanto isso).
E pronto. Uma pessoa fica meio parva com esta falta de vontade em vender.
Numa época em que suponho que poucos negócios prosperam a dois dígitos, este pequeno negócio não me quer vender uma aplicação de verniz de gel, e ganhar uma potencial cliente, que mora ao lado. Noção comercial = zero.
Iniciar perda de potenciais clientes em 3, 2, 1...
Por isso deixo-vos o apelo: se conhecem algum sítio bom aqui para os lados do Porto, de aplicação de verniz de gel, e não leve os olhos da cara, é favor partilhar. Muito grata.
Tenho é um problema, o verniz de gel não dura muito nas minhas unhas. Supostamente aquilo deveria durar duas semanas. Nas minhas unhas não chega a uma. Começam lentamente a descascar.
Já fui a mais de 5 locais onde fazem esse serviço, mas o resultado é sempre o mesmo, ao fim de uma semana já não tenho verniz em pelo menos uma ou duas unhas.
Por isso desisti durante uns tempos. Mas agora que vêm as festas, queria arranjar as unhas e voltar a pôr, e queria continuar a minha busca por um local onde o verniz me dure mais do que uma semana.
Então, decidi ligar para uma cabeleireira/esteticista que fica perto de minha casa, de modo a saber os preços.
A funcionária que me atendeu, disse-me logo perentoriamente que não podia divulgar o preço, porque a patroa não deixava. Ao que eu questiono meio incrédula o motivo dessa proibição, visto que assim o cliente não pode saber se lhe compensa ou não dirigir-se ao local para efectuar o serviço pretendido. Disse que não senhor, que não podia ser, ordens são ordens. Meio abananada com a resposta, disse-lhe que então quando fosse para casa, já que o estabelecimento ficava a caminho, ia passar lá para saber do preço. Esta era a parte em que a senhora agradecia e dizia que sim senhor lá me esperava, não era?
Não. A senhora disse-me logo que nem valia a pena eu passar, que ela queria fechar (não, não era assim tão tarde quanto isso).
E pronto. Uma pessoa fica meio parva com esta falta de vontade em vender.
Numa época em que suponho que poucos negócios prosperam a dois dígitos, este pequeno negócio não me quer vender uma aplicação de verniz de gel, e ganhar uma potencial cliente, que mora ao lado. Noção comercial = zero.
Iniciar perda de potenciais clientes em 3, 2, 1...
Por isso deixo-vos o apelo: se conhecem algum sítio bom aqui para os lados do Porto, de aplicação de verniz de gel, e não leve os olhos da cara, é favor partilhar. Muito grata.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Muito cuidado por aí
Ontem à noite, quando ia levar uma amiga minha a casa, paradas num semáforo, vi o carro da minha esquerda arrancar e passar o vermelho.
Fiquei um pouco perplexa sem perceber o motivo daquela atitude, até que, vinda do nada, aparece uma fulana com muito mau aspecto, aparentemente "a pedir". Vai direita ao lado do passageiro e eu digo à minha amiga para não abrir a porta nem o vidro (como a fulana estava a falar, fiquei com receio que a minha amiga abrisse o vidro, e a dita fulana se aproveitasse desse facto para causar estragos). A minha amiga olhou para mim, não abriu vidro nenhum, e nisto o semáforo passa para verde, eu arranco velozmente, mas tenho tempo de olhar para o meu lado direito e ver que atrás da outra fulana se aproximavam mais dois tipos, com muito mau aspecto, sendo que um deles trazia uma faca.
Felizmente eu arranquei a tempo (o semáforo também ajudou), e não nos aconteceu nada, mas tenham cuidado, quando desconfiarem de algo, mais vale arriscar e passar o vermelho, e claro, não esquecer de ter as portas sempre trancadas (o meu carro tranca-as automaticamente).
É impressão minha ou o nosso país está a ficar mais perigoso?
Fiquei um pouco perplexa sem perceber o motivo daquela atitude, até que, vinda do nada, aparece uma fulana com muito mau aspecto, aparentemente "a pedir". Vai direita ao lado do passageiro e eu digo à minha amiga para não abrir a porta nem o vidro (como a fulana estava a falar, fiquei com receio que a minha amiga abrisse o vidro, e a dita fulana se aproveitasse desse facto para causar estragos). A minha amiga olhou para mim, não abriu vidro nenhum, e nisto o semáforo passa para verde, eu arranco velozmente, mas tenho tempo de olhar para o meu lado direito e ver que atrás da outra fulana se aproximavam mais dois tipos, com muito mau aspecto, sendo que um deles trazia uma faca.
Felizmente eu arranquei a tempo (o semáforo também ajudou), e não nos aconteceu nada, mas tenham cuidado, quando desconfiarem de algo, mais vale arriscar e passar o vermelho, e claro, não esquecer de ter as portas sempre trancadas (o meu carro tranca-as automaticamente).
É impressão minha ou o nosso país está a ficar mais perigoso?
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Sobre quem não nos faz bem
Às vezes gostar não chega. O outro pode gostar muito de nós e nós dele. Mas falta ali algo.
Falta um sentimento de "não consegue viver sem". Falta que o outro nos puxe para cima quando estamos na mó de baixo, porque não pode ser só um sempre a remar. O outro deve estimular-nos a fazer coisas novas, a rir, a querer.
O outro não poderá sugar-nos a energia e transformar-nos numa pessoa pior. Pelo contrário. Ainda que não seja culpa do outro. Ainda que o outro tenha a melhor das intenções.
Por isso gostar não chega.
E quando vejo a minha melhor amiga a passar por isto, tudo o que quero é que ela volte a sorrir. E às vezes temos de saber distinguir o gostar do amar, e aquilo que efectivamente nos faz bem.
Não é fácil, mas ela distinguiu e apesar de ser mesmo difícil para todas as partes envolvidas, não podemos estar com alguém que não nos dá o que precisamos.
Falta um sentimento de "não consegue viver sem". Falta que o outro nos puxe para cima quando estamos na mó de baixo, porque não pode ser só um sempre a remar. O outro deve estimular-nos a fazer coisas novas, a rir, a querer.
O outro não poderá sugar-nos a energia e transformar-nos numa pessoa pior. Pelo contrário. Ainda que não seja culpa do outro. Ainda que o outro tenha a melhor das intenções.
Por isso gostar não chega.
E quando vejo a minha melhor amiga a passar por isto, tudo o que quero é que ela volte a sorrir. E às vezes temos de saber distinguir o gostar do amar, e aquilo que efectivamente nos faz bem.
Não é fácil, mas ela distinguiu e apesar de ser mesmo difícil para todas as partes envolvidas, não podemos estar com alguém que não nos dá o que precisamos.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Um pedido de casamento original
Ontem, eu e Bomboco fomos ao cinema ver o filme Hunger Games. Mais do que as considerações cinematográficas, quero partilhar convosco o que aconteceu durante o intervalo.
Ora, quando nada o fazia prever, começa a tocar uma música do Luan Santana (não me perguntem qual porque realmente não sei, não aprecio o cantor), e a passar um filme no ecrã. O filme consistia em como um casal de namorados se tinha conhecido, ultrapassado as dificuldades, e agora estavam prontos para dar o passo seguinte... E eis que a pergunta fica na tela "queres casar comigo?". Quando nisto, entra o rapaz, perante uma salva de palmas, uma namorada emocionada, e ele lá fez o que manda o figurino: ajoelhou-se e pediu a mão da menina em casamento. Ela, emocionadíssima, aceitou. E os presentes bateram mais palmas espelhando o sorriso que lhes inundava a alma.
Eu achei bonito. Num tempo como o que vivemos, tudo aquilo que precisamos é de amor e gestos que nos façam sonhar.
Ora, quando nada o fazia prever, começa a tocar uma música do Luan Santana (não me perguntem qual porque realmente não sei, não aprecio o cantor), e a passar um filme no ecrã. O filme consistia em como um casal de namorados se tinha conhecido, ultrapassado as dificuldades, e agora estavam prontos para dar o passo seguinte... E eis que a pergunta fica na tela "queres casar comigo?". Quando nisto, entra o rapaz, perante uma salva de palmas, uma namorada emocionada, e ele lá fez o que manda o figurino: ajoelhou-se e pediu a mão da menina em casamento. Ela, emocionadíssima, aceitou. E os presentes bateram mais palmas espelhando o sorriso que lhes inundava a alma.
Eu achei bonito. Num tempo como o que vivemos, tudo aquilo que precisamos é de amor e gestos que nos façam sonhar.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Acho-lhes uma piada...
São indelicados, antipáticos e por vezes duros.
E depois admiram-se de não conseguirem que os outros façam (pelo menos de boa vontade), o que eles querem que os outros façam.
E depois admiram-se de não conseguirem que os outros façam (pelo menos de boa vontade), o que eles querem que os outros façam.
O melhor do mundo
Diz o Ibrahimovic que ele é que é o melhor do mundo.
Faz-me lembrar aquele personagem "Eu é que sou o presidente da junta".
O Ibrahimovic, não lhe tirando o mérito como jogador, que tem, gosta muito de se por em bicos de pés. Conheço vários casos semelhantes. Sobretudo chefes.
Aliás, a conclusão que retiro é: quando as pessoas precisam de dizer que são elas que mandam, é porque na verdade não mandam.
Acho que se passa o mesmo com o jogador sueco.
Faz-me lembrar aquele personagem "Eu é que sou o presidente da junta".
O Ibrahimovic, não lhe tirando o mérito como jogador, que tem, gosta muito de se por em bicos de pés. Conheço vários casos semelhantes. Sobretudo chefes.
Aliás, a conclusão que retiro é: quando as pessoas precisam de dizer que são elas que mandam, é porque na verdade não mandam.
Acho que se passa o mesmo com o jogador sueco.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Tão bonito que é o trabalho em equipa
Ou então não. Depende da equipa não é verdade?
Não é exactamente bonito ou agradável quando as pessoas da tua equipa consideram que sair antes das 20h é tirar a tarde.
Enfim.
Não é exactamente bonito ou agradável quando as pessoas da tua equipa consideram que sair antes das 20h é tirar a tarde.
Enfim.
Eu só vou explicar uma coisa a algumas pessoas que claramente ainda não perceberam
Ter mais de 18 anos e ser-se louca pelos One Direction, não é fixe, nem moderno.
É simplesmente ridículo.
Sim, falo de mulheres feitas, com 30 anos.
Não é cool. É parvo.
É simplesmente ridículo.
Sim, falo de mulheres feitas, com 30 anos.
Não é cool. É parvo.
Maravilhas da maternidade
Uma vizinha minha, que tem a mesma idade que eu, teve há pouco tempo um bebé. Lindo de morrer. Criança adorável.
Diz ela que ele dorme a noite toda. Um descanso, portanto.
Falava-me a minha vizinha sobre as maravilhas da maternidade, quando remata com um "ah, agora tens de ter uma menina, para ser namorada do meu". Ri-me e disse que queria sim senhora, mas que ainda não era a altura. Eis que ela me passa o bebé para as mãos, e eu meio atrapalhada porque a meu entender sou uma destrambelhada, tento fazer o meu melhor e explico que nem sei pegar num bebé. Ela ri-se e diz "claro que sabes. Não vês que ele está bem e a sorrir? Isso não é coisa que se aprende, vem naturalmente". Eu fiquei calada e rendi-me perante tal sabedoria.
Dizia ela também que não era nada uma pessoa maternal e tinha o sono pesado tipo pedra. Tudo mudou com o nascimento do filho, e que está uma pessoa completamente diferente.
Maravilhas da maternindade.
Diz ela que ele dorme a noite toda. Um descanso, portanto.
Falava-me a minha vizinha sobre as maravilhas da maternidade, quando remata com um "ah, agora tens de ter uma menina, para ser namorada do meu". Ri-me e disse que queria sim senhora, mas que ainda não era a altura. Eis que ela me passa o bebé para as mãos, e eu meio atrapalhada porque a meu entender sou uma destrambelhada, tento fazer o meu melhor e explico que nem sei pegar num bebé. Ela ri-se e diz "claro que sabes. Não vês que ele está bem e a sorrir? Isso não é coisa que se aprende, vem naturalmente". Eu fiquei calada e rendi-me perante tal sabedoria.
Dizia ela também que não era nada uma pessoa maternal e tinha o sono pesado tipo pedra. Tudo mudou com o nascimento do filho, e que está uma pessoa completamente diferente.
Maravilhas da maternindade.
Rissóis na Cookii
Ontem aventurei-me a fazer rissóis na Cookii.
A bem dizer só fiz a massa, porque a carne fiz num tacho à parte e seguindo a minha receita, que adoro e não queria mudar.
Estou satisfeita e aborrecida ao mesmo tempo. Eu explico: estou satisfeita porque a massa fico excelente mesmo, uma delícia. Eu como adoro massa só me apetecia pegar naquilo e comer à javarda.
Por outro lado, fico aborrecida porque um raio de uma máquina faz uma massa melhor do que aquela que eu fazia à mão. Vá-se lá entender.
Mas o propósito era mesmo esse, não é verdade?
Os rissóis ficaram muito bons e estou para já muito satisfeita com o desempenho da Cookii.
O que ela ainda não me ensinou foi a desenhar os rissóis em condições que, como podem ver pela foto, sou uma miséria:
A bem dizer só fiz a massa, porque a carne fiz num tacho à parte e seguindo a minha receita, que adoro e não queria mudar.
Estou satisfeita e aborrecida ao mesmo tempo. Eu explico: estou satisfeita porque a massa fico excelente mesmo, uma delícia. Eu como adoro massa só me apetecia pegar naquilo e comer à javarda.
Por outro lado, fico aborrecida porque um raio de uma máquina faz uma massa melhor do que aquela que eu fazia à mão. Vá-se lá entender.
Mas o propósito era mesmo esse, não é verdade?
Os rissóis ficaram muito bons e estou para já muito satisfeita com o desempenho da Cookii.
O que ela ainda não me ensinou foi a desenhar os rissóis em condições que, como podem ver pela foto, sou uma miséria:
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Do que eu gostava de fazer e o que realmente faço
Mandar à real merda todas as pessoas que não suporto e me azucrinam a cabeça sem motivo.
Em vez disso, ponho o meu melhor sorriso amarelo e tento contrariar a minha falta de jeito para disfarçar os sentimentos.
Aaaaah, como era tão mais feliz.
Em vez disso, ponho o meu melhor sorriso amarelo e tento contrariar a minha falta de jeito para disfarçar os sentimentos.
Aaaaah, como era tão mais feliz.
Mais um brinquedo
Temos mais uma brincadeira em casa.
Umas colunas de som sem fios, que se podem ligar através de Bloothooth, ou de dock station.
Para além do som ser óptimo, e de ser algo que aspirava há algum tempo, digo-vos que dá um jeitaço.
Nós comprámos estas:
http://www.worten.pt/store/inicio/imagem-e-som/audio-portatil/dock-stations/dock-para-ipod-panasonic-sc-hc05eg-k.html
O som é realmente bom e o preço está simpático. Ainda quero comprar outra para colocar noutra divisão da casa, mas essa compra terá de esperar um bom bocado.
Umas colunas de som sem fios, que se podem ligar através de Bloothooth, ou de dock station.
Para além do som ser óptimo, e de ser algo que aspirava há algum tempo, digo-vos que dá um jeitaço.
Nós comprámos estas:
http://www.worten.pt/store/inicio/imagem-e-som/audio-portatil/dock-stations/dock-para-ipod-panasonic-sc-hc05eg-k.html
O som é realmente bom e o preço está simpático. Ainda quero comprar outra para colocar noutra divisão da casa, mas essa compra terá de esperar um bom bocado.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
A primeira experiência com a Cookii
Posso desde já relatar-vos a minha primeira experiência com a Cookii.
Como não cheguei cedo e ainda não tinha lido sequer as instruções da máquina, optei por fazer algo mesmo simples, e então fiz um arroz branco com bifes grelhados.
Coloquei menos sal do que o ideal, mas posso dizer-vos que o arroz ficou muito bom, soltinho. A máquina ao início estava a fazer um barulho horrível, logo pensei que não podia ser normal e de facto não era, era o cesto do arroz que estava de lado, e tem de se colocar direito. O erro foi rapidamente corrigido e tudo correu normalmente.
Amanhã pretendo arriscar-me na massa de rissóis.
Como não cheguei cedo e ainda não tinha lido sequer as instruções da máquina, optei por fazer algo mesmo simples, e então fiz um arroz branco com bifes grelhados.
Coloquei menos sal do que o ideal, mas posso dizer-vos que o arroz ficou muito bom, soltinho. A máquina ao início estava a fazer um barulho horrível, logo pensei que não podia ser normal e de facto não era, era o cesto do arroz que estava de lado, e tem de se colocar direito. O erro foi rapidamente corrigido e tudo correu normalmente.
Amanhã pretendo arriscar-me na massa de rissóis.
O Pai Natal este ano chegou mais cedo- Uma Cookii em casa
Pois é, converti-me a um robot de cozinha. Já andava a desejar um há imenso tempo, qual sonho de consumo, mas a bela Bimby, um autêntico Porsche dos robots culinários, estava algo fora do meu alcance. A Yammi do Continente parecia-me uma escolha razoável, na medida em que a tal Chef Express do Pingo Doce tarda em chegar, e as pessoas que exprimentaram, disseram bem da dita. Há inclusivamente um comparativo que acho muito bem feito:
Então ontem lá fomos a uma Worten cheirar a máquina e mais umas brincadeiras que precisamos para o lar.
E eis que nos deparamos com esta máquina, a Cookii. Pertence à marca Flama, que é nacional, e foi lançada há pouquíssimo tempo. Talvez por isso existam muito poucos feedbacks. Após algum tempo a falar com a vendedora e a questionar tudo o que me lembrava, sendo que a rapariga lá me ia respondendo a todas as questões de forma satisfatória, eu e Bomboco decidimos fazer contas e lá optámos por trazê-la connosco.
Ainda não a experimentei, espero fazê-lo logo à noite, mas estou entusiasmada. Era mesmo uma coisa que eu queria ter e agora que tenho acredito que irá fazer mesmo muito jeito.
Não vos posso portanto, para já, dar muitas indicações sobre o seu funcionamento, mas posso transmitir algumas ideias chave que a vendedora me referiu, e que eu também já tinha pesquisado:
- Tem apenas uma lâmina, pelo que ao contrário da Yammi, não temos de trocar de lâmida a meio da confecção.
- Tem três temperaturas de confecção, a Yammi tem mais.
- Segundo a vendedora, os materiais são melhores e mais resistentes do que os da Yammi, sendo que a diferença de 50€ no preço entre as duas deve-se ao maior investimento em publicidade da primeira.
- Tem todas as funções da Bimby, mas, claro, a qualidade dos materiais é inferior, o que é expectável.
O seu preço é de 299€, e espero mesmo que compense, tem tudo para ser uma óptima compra.
Traz consigo um livro de receitas mas não traz balança, é necessário comprar à parte.
E pronto, em linhas gerais é isto, posso ir descrevendo a minha experiência com a máquina à medida que a utilizo.
O que vos posso dizer é que se pretendem mesmo uma Bimby e a podem pagar, comprem a Bimby. Todas as pessoas que a têm e que conheço dizem maravilhas da dita, e é realmente o topo de gama dos robots de cozinha. Mas para quem como eu, pode pagar um Renault ou um Ford, mas não pode pagar o Porsche, acredito que vai muito bem servido com uma destas ou com uma Yammi.
Entretanto as bonitas botas são outro presente há muito desejado.
Confortáveis que só elas.
Pessoas que acordam bem dispostinhas logo pela manhã
Eu não compreendo o vosso entusiasmo matinal. A sério que não.
Nem nunca o vou compreender.
Mas por favor, respeitem quem não partilha desse bonito sentimento e parem de perguntar às 8h da manhã se está tudo bem comigo, que estou com um ar de chateada.
Não, não está tudo bem. São 8h da manhã e estou fora da cama há uma hora, como é que alguma coisa poderia estar bem?
Obrigada, sim?
Nem nunca o vou compreender.
Mas por favor, respeitem quem não partilha desse bonito sentimento e parem de perguntar às 8h da manhã se está tudo bem comigo, que estou com um ar de chateada.
Não, não está tudo bem. São 8h da manhã e estou fora da cama há uma hora, como é que alguma coisa poderia estar bem?
Obrigada, sim?
sábado, 23 de novembro de 2013
Sabemos que o mundo está perdido quando...
Vemos, na fnac, uns paizinhos a comprar um iPhone 5S a um puto que não teria mais do que 13 anos.
Não acham que é um bocadinho exagero? Ou sou só eu?
Não acham que é um bocadinho exagero? Ou sou só eu?
As coisas a que nos sujeitamos
Sujeitamo-nos a uma grande quantidade de coisas durante o dia. Fazemos imensas coisas que não nos dão prazer, fazêmo-las por obrigação.
Coisas mais chatas do que outras, mas em geral, essas tarefas dizem respeito ao quotidiano em relação ao qual não podemos fugir. Ou porque o chefe manda. Ou porque os clientes o exigem. Há sempre gente, no mundo profissional, que nos impele a realizar tarefas que não desejamos.
Outra situação se passa na vida pessoal. Ainda que tenhamos de engolir alguns sapos e fazer coisas de que não gostamos (salta-me já à memória limpar o pó, que é coisa que odeio), acredito que não devemos forçar-nos a estar constantemente a fazer algo que vai contra o que nos apetece fazer.
Eu deixei-me disso há muito tempo. Estar com pessoas com as quais não me apetecia estar, fazer programas que nada acrescentavam para mim... Bolas, mas se já temos de nos sujeitar a tanto no emprego, vamos continuar a martirizar-nos fora dele? A estar com gente que não acrescenta nada? A fazer tarefas inglórias?
Disse que não há algum tempo, mas claro que infelizmente não faço tudo o que quero. Mas posso dizer alegremente que cada vez me liberto mais para ter tempo e disponibilidade para o que na verdade interessa.
E se todos fizéssemos o mesmo, seríamos certamente mais felizes.
Coisas mais chatas do que outras, mas em geral, essas tarefas dizem respeito ao quotidiano em relação ao qual não podemos fugir. Ou porque o chefe manda. Ou porque os clientes o exigem. Há sempre gente, no mundo profissional, que nos impele a realizar tarefas que não desejamos.
Outra situação se passa na vida pessoal. Ainda que tenhamos de engolir alguns sapos e fazer coisas de que não gostamos (salta-me já à memória limpar o pó, que é coisa que odeio), acredito que não devemos forçar-nos a estar constantemente a fazer algo que vai contra o que nos apetece fazer.
Eu deixei-me disso há muito tempo. Estar com pessoas com as quais não me apetecia estar, fazer programas que nada acrescentavam para mim... Bolas, mas se já temos de nos sujeitar a tanto no emprego, vamos continuar a martirizar-nos fora dele? A estar com gente que não acrescenta nada? A fazer tarefas inglórias?
Disse que não há algum tempo, mas claro que infelizmente não faço tudo o que quero. Mas posso dizer alegremente que cada vez me liberto mais para ter tempo e disponibilidade para o que na verdade interessa.
E se todos fizéssemos o mesmo, seríamos certamente mais felizes.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
De como as pessoas são estúpidas e egoístas
Há gente que não deveria ser considerada gente.
Ontem, recebi um ultimato: ou ia buscar um gato a casa de uma mulher, ou ela ia colocá-lo na rua porque "já não dava jeito tê-lo".
A primeira reacção desta pessoa, não foi tentar arranjar um lar para o animal, assumindo que por qualquer motivo de força maior já não podia ficar com ele (ainda que para mim não há praticamente motivo nenhum que me levasse a dar um animal meu, mas adiante...). Não. A primeira reacção desta pessoa foi querer abandonar, pôr na rua, como ela própria disse. Porque "não lhe dava jeito".
E o egoísmo das pessoas é uma coisa que me revolta, a falta de compaixão para com os outros e os animais, nada mais vendo para além do seu próprio umbigo. Para quê tentar arranjar um bom lar para o animal se há voluntários que fazem isso?
Muito mais fácil pôr na rua.
Raios partam as bestas das pessoas.
Ontem, recebi um ultimato: ou ia buscar um gato a casa de uma mulher, ou ela ia colocá-lo na rua porque "já não dava jeito tê-lo".
A primeira reacção desta pessoa, não foi tentar arranjar um lar para o animal, assumindo que por qualquer motivo de força maior já não podia ficar com ele (ainda que para mim não há praticamente motivo nenhum que me levasse a dar um animal meu, mas adiante...). Não. A primeira reacção desta pessoa foi querer abandonar, pôr na rua, como ela própria disse. Porque "não lhe dava jeito".
E o egoísmo das pessoas é uma coisa que me revolta, a falta de compaixão para com os outros e os animais, nada mais vendo para além do seu próprio umbigo. Para quê tentar arranjar um bom lar para o animal se há voluntários que fazem isso?
Muito mais fácil pôr na rua.
Raios partam as bestas das pessoas.
Maravilhas do Facebook
Expliquem-me, a sério, mas expliquem-me mesmo, porque motivo colocam fotos vossas com o mais que tudo e intitulam o álbum de "Amor, Xuxu, Paixão".
Era mesmo isso que eu queria saber e podia dizer então que ficava satisfeita.
Era mesmo isso que eu queria saber e podia dizer então que ficava satisfeita.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Dúvidas que me assolam
Porque motivo é que as pessoas trabalham pouco, ficam ofendidas e chateadas quando aparece um bocadinho mais de trabalho para fazer?
Porque é que os blasers vêm com os bolsos cosidos e o pessoal tem de estar depois a descoser bolsos?
Porque é que alguns carros, ao fazerem uma ultrapassagem, colam-se à faixa onde está o outro carro, passando por ele de forma mesmo muito próxima, que resultaria em acidente se o carro da outra faixa desviasse um pouco que fosse o volante, ainda dentro da sua própria faixa?
Porque é que os croissants engordam?
Só dúvidas, devia ter ido para filosofia.
Porque é que os blasers vêm com os bolsos cosidos e o pessoal tem de estar depois a descoser bolsos?
Porque é que alguns carros, ao fazerem uma ultrapassagem, colam-se à faixa onde está o outro carro, passando por ele de forma mesmo muito próxima, que resultaria em acidente se o carro da outra faixa desviasse um pouco que fosse o volante, ainda dentro da sua própria faixa?
Porque é que os croissants engordam?
Só dúvidas, devia ter ido para filosofia.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
A eterna dúvida
Se as meninas deixam de brincar com bonecas quando crescem, porque é que os homens continuam a jogar video-jogo?
Eu sei, eu sei
Que não vos digo nada há um tempo. Os dias têm sido completamente avassaladores e quando chego a casa já não tenho grande paciência para cá vir e escrever um post de jeito.
Os dias têm-me consumido a energia e a noite tem servido para trabalhar mais um bocado e para ver umas séries.
E vocês, está tudo bem desse lado?
Os dias têm-me consumido a energia e a noite tem servido para trabalhar mais um bocado e para ver umas séries.
E vocês, está tudo bem desse lado?
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Então mas isto é assim? A vingança não tarda em chegar
Hoje, depois de hora e meia no trânsito, chego a casa extremamente bem disposta, como devem imaginar. Toda eu era boa disposição que, cansada e com imenso trabalho ainda para fazer, tudo o que eu precisava era de ter ficado 1h30 presa no trânsito.
Como tal, e cheia de fome, apetecia-me jantar algo mais calórico, como por exemplo uns belíssimos bifes de picanha. Ao que, quando proponho esta ementa a Bomboco, o mesmo me diz que não, que tem pouca fome e que prefere antes uma sopinha, que não lhe vão saber bem os bifes.
Mas que raio... Então mas eu fiz mal a alguém? Logo quando me apetecia algo com substância vem aqui o rapaz dizer que o que quer são couves? Ai ai ai que estou a habitua-lo mal.
E pronto, lá está a tal sopa a fazer.
Mas ele que não se preocupe. A vingança serve-se fria, e o excelso Bomboco irá salivar por comida enquanto lhe sirvo uma sopa quentinha num futuro bem próximo.
Como tal, e cheia de fome, apetecia-me jantar algo mais calórico, como por exemplo uns belíssimos bifes de picanha. Ao que, quando proponho esta ementa a Bomboco, o mesmo me diz que não, que tem pouca fome e que prefere antes uma sopinha, que não lhe vão saber bem os bifes.
Mas que raio... Então mas eu fiz mal a alguém? Logo quando me apetecia algo com substância vem aqui o rapaz dizer que o que quer são couves? Ai ai ai que estou a habitua-lo mal.
E pronto, lá está a tal sopa a fazer.
Mas ele que não se preocupe. A vingança serve-se fria, e o excelso Bomboco irá salivar por comida enquanto lhe sirvo uma sopa quentinha num futuro bem próximo.
Digam-me, vocês que percebem de sapatos
Onde é que eu posso comprar uns botins pretos e/ou camel, bonitos, de qualidade, confortáveis, e que não me custem os olhos da cara?
Estou urgentemente a precisar de botins. Com a chegada em definitivo da chuva, reparo que praticamente não tenho calçado de Inverno. Só tenho mocassins e botas de cano alto (o que sim, dá para o Inverno, mas não dá para usar com fatos). Por isso ajudem-me lá que estou completamente sem ideias.
Grata.
Estou urgentemente a precisar de botins. Com a chegada em definitivo da chuva, reparo que praticamente não tenho calçado de Inverno. Só tenho mocassins e botas de cano alto (o que sim, dá para o Inverno, mas não dá para usar com fatos). Por isso ajudem-me lá que estou completamente sem ideias.
Grata.
Constatação da realidade
Agora que estou mais magra, os homens olham mais para mim nas ruas, restaurantes, etc.
Contudo, hoje, ao almoçar com 4 colegas de trabalho do sexo masculino, eles comentavam que apesar da excessiva magreza da funcionária do restaurante, a mesma "também marchava".
Constato que mais ou menos gorda, para alguns homens, não importa, tudo o que vier à rede é peixe.
Contudo, hoje, ao almoçar com 4 colegas de trabalho do sexo masculino, eles comentavam que apesar da excessiva magreza da funcionária do restaurante, a mesma "também marchava".
Constato que mais ou menos gorda, para alguns homens, não importa, tudo o que vier à rede é peixe.
Sabem aqueles dias em que não vos apetece fazer nada?
Pois. Estou num desses dias.
O pior é que o que fazer não falta!
Pergunto-me, que agora já chego tão cansada ao final do dia, como será quando tiver um filho.
Não sei como algumas pessoas aguentam.
O pior é que o que fazer não falta!
Pergunto-me, que agora já chego tão cansada ao final do dia, como será quando tiver um filho.
Não sei como algumas pessoas aguentam.
domingo, 3 de novembro de 2013
Jim Caviezel rapaz, estás com bom ar
Estou completamente colada na série Person of Interest, onde entra o meu amigo Jim Cavizel. Sempre lhe achei alguma piada, apesar de já não ser novo. Mas lá está, até dizem que os homens querem-se é maduros, não é?
Bem, dizia eu que o Jim está com muito bom ar, ora confiram:
Bem, dizia eu que o Jim está com muito bom ar, ora confiram:
Não querendo ser mázinha, ele é bem mais giro do que a sua esposa, contudo, a senhora à beira dele até fica mais favorecida. Quem não ficava, não é verdade?
Do X factor
Acho que há gente que não canta um boi e passa.
Acho que há gente que canta mais ou menos e não passa.
Porquê, não sei.
O que sei é que me chateia a vitimização e o drama que fazem em redor de alguns concorrentes.
É enjoativo, pronto.
Também não gosto nada daquela atitude que alguns miúdos e miúdas têm, de que são os melhores da rua deles. Aliás, pensando nisso reparo que a geração mais nova, a imediatamente anterior à minha, tem muito essa forma de pensar, estão constantemente a auto elogiar-se, a auto promover-se... Enfim, deve ser defeito de fabrico.
Acho que há gente que canta mais ou menos e não passa.
Porquê, não sei.
O que sei é que me chateia a vitimização e o drama que fazem em redor de alguns concorrentes.
É enjoativo, pronto.
Também não gosto nada daquela atitude que alguns miúdos e miúdas têm, de que são os melhores da rua deles. Aliás, pensando nisso reparo que a geração mais nova, a imediatamente anterior à minha, tem muito essa forma de pensar, estão constantemente a auto elogiar-se, a auto promover-se... Enfim, deve ser defeito de fabrico.
Já encomendei o meu vestido
E perdi o amor a umas centenas de euros.
Caraças que isto não é fácil. Nem barato!
Segue-se agora a busca por um colar bonito e que assente perfeitamente naquele vestido.
Caraças que isto não é fácil. Nem barato!
Segue-se agora a busca por um colar bonito e que assente perfeitamente naquele vestido.
Isto de não ter acesso à Internet é mesmo uma chatice
Que o estaminé está parado, mas pronto, por agora estou aqui.
Pelo menos enquanto houver internet.
Pelo menos enquanto houver internet.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Eu concordo com a lei da Assunção Cristas
Para casos em que é óbvio que os animais não se encontram em condições mínimas sanitárias e de subsistência.
Aliás, acho que a lei deveria ser extensível a ter criancinhas. Não concordo nada que os ciganos possam ter os filhos que lhes apetecer e eu não possa ter os cães que bem entenda.
Se é para haver limites, então que sejam coerentes.
Aliás, acho que a lei deveria ser extensível a ter criancinhas. Não concordo nada que os ciganos possam ter os filhos que lhes apetecer e eu não possa ter os cães que bem entenda.
Se é para haver limites, então que sejam coerentes.
Tratar o perigo por tu
Velhote de idade avançada, de bicicleta, à noite, sem luzes ou colete reflector, a entrar em contramão pela saída dos carros do shopping, mesmo no meio da faixa.
Tantas coisas para vos dizer
E eu sem Internet durante o dia, sem grande paciência para ligar o pc quando chego a casa e ter de responder a emails, actualizar coisas, etc.
E só me apetece é ver séries policiais, estar com o meu Bomboco e mimar o meu gato.
E só me apetece é ver séries policiais, estar com o meu Bomboco e mimar o meu gato.
Ahhhh como eu gosto de um bom guninha
Centro comercial. Vários lugares livres no parque interior, não pago.
Dois lugares à porta das escadas rolantes, reservados para pessoas com deficiência motora. Jovem guna chega a acelerar com o seu bólide fiat punto quitado, estaciona num dos lugares dos deficientes, e sai do carro com toda a sua pinta de bad boy, cabelo lavado em azeite e boné pousado na cabeça.
Porém, ele tem razão. Não há motivo nenhum para que apenas os deficientes motores tenham direito a lugares à porta dos sítios.
Os deficientes cognitivos também têm direitos!
Ahhh como eu gosto de um bom guninha.
Segurei-me para não lhe ir pedir o número de telefone. Acham que fiz mal e deveria ter arriscado?
Dois lugares à porta das escadas rolantes, reservados para pessoas com deficiência motora. Jovem guna chega a acelerar com o seu bólide fiat punto quitado, estaciona num dos lugares dos deficientes, e sai do carro com toda a sua pinta de bad boy, cabelo lavado em azeite e boné pousado na cabeça.
Porém, ele tem razão. Não há motivo nenhum para que apenas os deficientes motores tenham direito a lugares à porta dos sítios.
Os deficientes cognitivos também têm direitos!
Ahhh como eu gosto de um bom guninha.
Segurei-me para não lhe ir pedir o número de telefone. Acham que fiz mal e deveria ter arriscado?
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Ainda não foi no sábado
Que fui encomendar o vestido de noiva.
Uma amiga minha que ficou de ir comigo, à última da hora não pôde e pediu-me para adiar para o próximo.
Vamos lá ver se é já no próximo sábado o derradeiro "Say Yes to The Dress".
Uma amiga minha que ficou de ir comigo, à última da hora não pôde e pediu-me para adiar para o próximo.
Vamos lá ver se é já no próximo sábado o derradeiro "Say Yes to The Dress".
Ahhh, aqueles enganos bonitos relativos à mudança da hora
Ontem à noite pus o relógio a despertar como sempre faço antes de me deitar. Marquei para as 8h.
Hoje, eis que o dito cumpre a sua função à hora marcada. Adio-o por 10 minutos. Depois, volto a adiá-lo por mais 5minutos.
Quando finalmente me levanto, estranho Bomboco ainda estar em sono profundo e encaminho-me para a casa de banho quando percebo que eram 7 e pouco da manhã... Ou seja, eu ainda não tinha acertado o relógio e tinha-o posto a despertar para uma hora mais cedo do que o necessário.
Que maravilha.
Volto para a cama, e quando finalmente começo novamente a adormecer... O dito desperta mas dessa feita, na hora certa.
Ahhhh que bonito engano hein? Logo eu que tenho um óptimo humor logo pela manhã. Not.
Hoje, eis que o dito cumpre a sua função à hora marcada. Adio-o por 10 minutos. Depois, volto a adiá-lo por mais 5minutos.
Quando finalmente me levanto, estranho Bomboco ainda estar em sono profundo e encaminho-me para a casa de banho quando percebo que eram 7 e pouco da manhã... Ou seja, eu ainda não tinha acertado o relógio e tinha-o posto a despertar para uma hora mais cedo do que o necessário.
Que maravilha.
Volto para a cama, e quando finalmente começo novamente a adormecer... O dito desperta mas dessa feita, na hora certa.
Ahhhh que bonito engano hein? Logo eu que tenho um óptimo humor logo pela manhã. Not.
sábado, 26 de outubro de 2013
Da arrogância
Quando se chega a um novo emprego, há sempre uma adaptação necessária, uma curva de aprendizagem a percorrer. E cabe aos colegas mais experientes ajudar nessa aprendizagem. A questão coloca-se quando quem vem para aprender, se manifesta demasiado arrogante ou senhor do seu nariz. Afinal, a pessoa já sabe tudo, para quê ouvir o que a outra tem a dizer? Se os senhores da razão decidem que não querem ouvir o outro, para quê argumentar?
O problema põe-se quando quem tem a responsabilidade é precisamente o outro, o tal mais experiente, que depois arca com as culpas e com o trabalho por fazer.
Ups, e afinal depois a tal pessoa que sabia tudo, passado 5minutos, já está a perguntar outra vez a mesma coisa
O problema põe-se quando quem tem a responsabilidade é precisamente o outro, o tal mais experiente, que depois arca com as culpas e com o trabalho por fazer.
Ups, e afinal depois a tal pessoa que sabia tudo, passado 5minutos, já está a perguntar outra vez a mesma coisa
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Baby steps
Hoje, vesti uma camisa e umas calças de cinta subida, com a camisa por dentro das mesmas, e, pasme-se, não pareço um elefante enfiado num espartilho.
Estou a ficar mais elegante, sem tanto volume.
Quando me custa ir aos treinos, e acreditem que mesmo quando se gosta, custa, porque não é nada agradável ter de ir puxar pelo corpo depois de um looongo dia de trabalho, é nisto que eu penso para me motivar.
Ficar mais elegante sem ter de deixar de comer.
Hoje estas calças, amanhã as 38.
Baby steps.
Estou a ficar mais elegante, sem tanto volume.
Quando me custa ir aos treinos, e acreditem que mesmo quando se gosta, custa, porque não é nada agradável ter de ir puxar pelo corpo depois de um looongo dia de trabalho, é nisto que eu penso para me motivar.
Ficar mais elegante sem ter de deixar de comer.
Hoje estas calças, amanhã as 38.
Baby steps.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Ainda sobre vestidos de noiva e afins
Pois que numa das lojas a que fui, estava uma jovem moça, muito roliça (forte mesmo, a rapariga), que só experimentava vestidos de noiva com corte de sereia. Eu lá pensava que aquilo não era coisa para lhe ficar bem, mas ela dizia que queria desses. Experimentou, eu cheguei a vislumbrá-la com alguns.
Mas do que ela gostou mesmo, foi de um vestido corte de sereia com transparências, rendas e cetim.
Não posso dizer que o vestido lhe ficasse bem. A funcionária que a atendia ia esboçando sorrisos e perguntando se ela queria ver mais alguma coisa.
Ela, firme, disse que não. Que queria aquele.
Fiquei na dúvida se a rapariga não se apercebeu que aquele corte não era o que mais a favorecia, ou se tem uma auto-estima do caraças.
Mas do que ela gostou mesmo, foi de um vestido corte de sereia com transparências, rendas e cetim.
Não posso dizer que o vestido lhe ficasse bem. A funcionária que a atendia ia esboçando sorrisos e perguntando se ela queria ver mais alguma coisa.
Ela, firme, disse que não. Que queria aquele.
Fiquei na dúvida se a rapariga não se apercebeu que aquele corte não era o que mais a favorecia, ou se tem uma auto-estima do caraças.
I said "Yes to The Dress"- Cenas de um casamento
Acho que disse que sim ao vestido.
No passado sábado lá fui eu e 4 mulheres experimentar vestidos. Grupo muito opinativo, todas com gostos muito diferentes. Eu vesti inúmeros vestidos porque as senhoras não se cansavam de ver. Fomos a 5 lojas, experimentei vários vestidos mesmo. De vários estilos.
Na última loja, ao fim da tarde, após me terem feito experimentar um monte deles, eu ainda não estava satisfeita. E não estava porque apesar de ter encontrado nessa loja, um vestido que me ficava bem, não era aquele. Não era. Experimentei alguns que me ficavam bem, mas nenhum deles era a minha cara. Havia um que eu gostei mesmo e até ponderei mandar fazer.
Depois de toda aquela maratona, eu pensava que iria acabar por comprá-lo, porque realmente gostava dele, e também porque não gostava em especial de mais nenhum.
Pois bem, quando estávamos na tal loja, eu já vestida e decidida a comprar outro vestido, a rapariga que me estava a atender, tal e qual Kleinfeld em que elas levam os vestidos que seleccionam para as noivas, aparece com um último vestido. Eu fiquei de todas as cores. Não queria mesmo ter de experimentar mais nada. Estava desesperada, cansada, e um pouco frustrada (sim, nunca encontrei o tal vestido que coloquei aqui no blog).
A comitiva feminina insistiu que se fartou e eu lá o experimentei. E ao início, toda a gente gostava mais de um anterior que eu tinha experimentado. Toda a gente menos eu, que me apaixonei logo pelo que estava a vestir.
Comecei a sorrir, soltei o cabelo, e a minha madrinha diz "anda aí um pouco com ele", eu andei e ela diz logo de seguida "vocês podem gostar mais do outro, que é mais pipi etc., mas este é mesmo a cara dela". E é.
O raio do vestido tem tudo a ver comigo. O outro que eu gosto, sendo muito bonito também e fora do normal, é muito "certinho", coisa que este não é. Este é meio extravagante mas sem exageros, como eu. Moderno. Irreverente. E a cor! A cor é de um pérola lindo, que me favorece muito mais do que um branco deslavado.
Vim para casa pensar.
Ontem pensei e decidi. Alias, Bomboco só perguntava porque é que eu ainda não tinha decidido, se realmente as minhas palavras eram que este tal vestido tem tudo a ver comigo.
E não, felizmente o preço não é impeditivo. Não sendo muito barato (é superior a 700€), também não é um exagero de dinheiro.
Acho que é perfeito. Tudo. O design, a cor, o preço...
E por isso, acho que disse sim ao vestido.
No próximo sábado lá vou eu outra vez para tirar medidas e tratar da burocracia.
No passado sábado lá fui eu e 4 mulheres experimentar vestidos. Grupo muito opinativo, todas com gostos muito diferentes. Eu vesti inúmeros vestidos porque as senhoras não se cansavam de ver. Fomos a 5 lojas, experimentei vários vestidos mesmo. De vários estilos.
Na última loja, ao fim da tarde, após me terem feito experimentar um monte deles, eu ainda não estava satisfeita. E não estava porque apesar de ter encontrado nessa loja, um vestido que me ficava bem, não era aquele. Não era. Experimentei alguns que me ficavam bem, mas nenhum deles era a minha cara. Havia um que eu gostei mesmo e até ponderei mandar fazer.
Depois de toda aquela maratona, eu pensava que iria acabar por comprá-lo, porque realmente gostava dele, e também porque não gostava em especial de mais nenhum.
Pois bem, quando estávamos na tal loja, eu já vestida e decidida a comprar outro vestido, a rapariga que me estava a atender, tal e qual Kleinfeld em que elas levam os vestidos que seleccionam para as noivas, aparece com um último vestido. Eu fiquei de todas as cores. Não queria mesmo ter de experimentar mais nada. Estava desesperada, cansada, e um pouco frustrada (sim, nunca encontrei o tal vestido que coloquei aqui no blog).
A comitiva feminina insistiu que se fartou e eu lá o experimentei. E ao início, toda a gente gostava mais de um anterior que eu tinha experimentado. Toda a gente menos eu, que me apaixonei logo pelo que estava a vestir.
Comecei a sorrir, soltei o cabelo, e a minha madrinha diz "anda aí um pouco com ele", eu andei e ela diz logo de seguida "vocês podem gostar mais do outro, que é mais pipi etc., mas este é mesmo a cara dela". E é.
O raio do vestido tem tudo a ver comigo. O outro que eu gosto, sendo muito bonito também e fora do normal, é muito "certinho", coisa que este não é. Este é meio extravagante mas sem exageros, como eu. Moderno. Irreverente. E a cor! A cor é de um pérola lindo, que me favorece muito mais do que um branco deslavado.
Vim para casa pensar.
Ontem pensei e decidi. Alias, Bomboco só perguntava porque é que eu ainda não tinha decidido, se realmente as minhas palavras eram que este tal vestido tem tudo a ver comigo.
E não, felizmente o preço não é impeditivo. Não sendo muito barato (é superior a 700€), também não é um exagero de dinheiro.
Acho que é perfeito. Tudo. O design, a cor, o preço...
E por isso, acho que disse sim ao vestido.
No próximo sábado lá vou eu outra vez para tirar medidas e tratar da burocracia.
Estou aqui, não morri
Esta ausência forçada também está a ser difícil para mim.
Dias muito preenchidos.
Mas vou tentar dar mais atenção aqui ao estaminé e prometo por-vos a par das novidades.
Dias muito preenchidos.
Mas vou tentar dar mais atenção aqui ao estaminé e prometo por-vos a par das novidades.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Das pessoas amargas
Há por aqui uma pessoa, na empresa onde estou a prestar serviços, que se nota que é uma pessoa amarga. A senhora, de meia idade e pouco dada a simpatias, piora sempre que estou por cá. Porque efectivamente a minha presença lhe traz um acréscimo de trabalho, o que a senhora não deve apreciar. Contudo, refira-se que esse acréscimo é de tal ordem que não impede que ela desligue o seu pc às 17h58, tendo em conta que sai às 18h. Ora, dizia eu que se nota que a senhora é amarga. Não apenas pela falta de simpatia que demonstra, mas sobretudo pelos olhares aterrorizadores que me lança, culpando-me do seu aumento de trabalho e sei lá mais o quê.
E falar com ela? Meu Deus, o cabo dos trabalhos.
Eu até entendo que a senhora me veja como um empecilho, mas daí a ser totalmente desagradável, não havia necessidade. Digo eu.
E falar com ela? Meu Deus, o cabo dos trabalhos.
Eu até entendo que a senhora me veja como um empecilho, mas daí a ser totalmente desagradável, não havia necessidade. Digo eu.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Arre, que é irritante!
Há trabalhos em que uma pessoa fica com a cabeça em água. Ao fim do dia, a cabeça está num tal estado lastimável que parece que nem conseguimos pensar.
E porquê? Porque a par de um trabalho extremamente exigente, tenho de levar com pessoas que, ainda que não sendo más pessoas (pelo contrário), e não tenham más intenções, são muitas vezes irritantes e impossíveis de aturar. Não sei como as pessoas esperam que haja concentração para fazer o que seja, quando os nossos coleguinhas estão a rir, a emitir sons, a assobiar, cantar, dizer asneiras... E a falar alto, claro. Pessoas cuja idade mental está bem abaixo da real. E só sabem "portar-se bem" quando estão perante uma figura hierarquicamente superior, ou perante terceiros.
Não aguento. Há dias em que consigo ter mais paciência.
Hoje não é um desses dias.
E porquê? Porque a par de um trabalho extremamente exigente, tenho de levar com pessoas que, ainda que não sendo más pessoas (pelo contrário), e não tenham más intenções, são muitas vezes irritantes e impossíveis de aturar. Não sei como as pessoas esperam que haja concentração para fazer o que seja, quando os nossos coleguinhas estão a rir, a emitir sons, a assobiar, cantar, dizer asneiras... E a falar alto, claro. Pessoas cuja idade mental está bem abaixo da real. E só sabem "portar-se bem" quando estão perante uma figura hierarquicamente superior, ou perante terceiros.
Não aguento. Há dias em que consigo ter mais paciência.
Hoje não é um desses dias.
Que sorte
No mesmo dia, rachei um bocadinho o meu anel de noivado (ficou com uma marca porque caiu ao chão), fiquem sem um médio do meu carro, e descobri que tenho de mudar de pneus.
Que sonho.
Já sei, já sei, há sempre quem diga que podia ser pior.
Mas caraças, também podia ser melhor, aquele totalista dos 50 milhões de euros do euromilhões poderia ter sido eu, mas infelizmente não fui.
Que sonho.
Já sei, já sei, há sempre quem diga que podia ser pior.
Mas caraças, também podia ser melhor, aquele totalista dos 50 milhões de euros do euromilhões poderia ter sido eu, mas infelizmente não fui.
Até faz bem à saúde
Na empresa onde vim prestar um serviço, trabalha um rapaz bem giro (aliás, trabalham vários, mas não é esse o ponto). O que quero dizer é que o tal rapaz bem giro é igualmente simpático, e volta e meia mete-se comigo. Nunca lhe dei muita conversa que sou uma mulher séria e comprometida, mas que faz bem à saúde saber certos espécimes interessantes do sexo masculino nos acham piada, lá isso faz.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Irritações
Irritam-me profundamente as pessoas que estão constantemente a por em causa tudo o que as outras dizem. Parece que temos de estar constantemente a provar a veracidade do que dizemos e isso irrita-me, não fôssemos todos inocentes até prova em contrário.
Irritam-me também aquelas pessoas que falam tão mas tão alto, que parece que estão a falar para uma pessoa a 2km, quando na verdade o alvo do diálogo está a 1m.
E ao telefone? Essas pessoas conseguem ainda falar mais alto.
Irritam-me as pessoas que estão sempre a perguntar as mesmas coisas, minuto após minuto. Uma coisa é ter memória fraca, outra bem diferente é fazer dos outros criados.
Também me irritam as pessoas cujo lema de vida é "façam o que eu digo, não façam o que eu faço". Estão sempre a cobrar cobrar cobrar, mas na hora da verdade e fazer, nem pensar.
Irritam-me também aquelas pessoas que falam tão mas tão alto, que parece que estão a falar para uma pessoa a 2km, quando na verdade o alvo do diálogo está a 1m.
E ao telefone? Essas pessoas conseguem ainda falar mais alto.
Irritam-me as pessoas que estão sempre a perguntar as mesmas coisas, minuto após minuto. Uma coisa é ter memória fraca, outra bem diferente é fazer dos outros criados.
Também me irritam as pessoas cujo lema de vida é "façam o que eu digo, não façam o que eu faço". Estão sempre a cobrar cobrar cobrar, mas na hora da verdade e fazer, nem pensar.
Último recurso
O tal vestido existe em Espanha, mas longe como tudo.
Primeiro vou ver o que de parecido aqui há.
Espanha como último recurso.
Primeiro vou ver o que de parecido aqui há.
Espanha como último recurso.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
E quando eu penso que Bomboco não liga nada a dramas existenciais e palermas de uma noiva...
Eis que o rapaz me diz que, se gosto mesmo do vestido, e que se ele existir em Espanha, que devíamos lá ir para eu o experimentar.
Realmente eu só me poderia casar com ele e mais ninguém.
Realmente eu só me poderia casar com ele e mais ninguém.
Cenas de um casamento- O tal vestido
O vestido que eu queria experimentar, é este:
É da marca Luna Novias. O problema é que acabei agora de saber que em Portugal, este vestido não existe.
Que bom. Porque é que só gosto das coisas impossíveis?
Que começo de dia maravilhoso... Not
Então hoje levanto-me bem cedo para ter tempo para tomar um banho, lavar o cabelo, secar, maquilhar-me, e ainda tomar o pequeno-almoço com o meu Bomboco. Levanto-me a muito custo, é certo, mas ao menos fico com tempo para tudo o que queria fazer de manhã. Pensei eu.
Abro a torneira do chuveiro e nada, só água fria. Lá vou eu de toalha enrolada à marquise para reiniciar o esquentador. Volto à casa de banho, ligo a água, e esta continua gelada. Repito o processo por 3 vezes. Começo a ficar seriamente chateada e cheia de frio. Até que percebi que a chama do esquentador estava a apagar. Solução? Dei um murrinho no esquentador e a chama lá fixou.
No entanto, com esta brincadeira toda atrasei-me em 20m, cheguei 5m atrasada ao emprego, e não tomei pequeno-almoço.
Que maravilha.
Abro a torneira do chuveiro e nada, só água fria. Lá vou eu de toalha enrolada à marquise para reiniciar o esquentador. Volto à casa de banho, ligo a água, e esta continua gelada. Repito o processo por 3 vezes. Começo a ficar seriamente chateada e cheia de frio. Até que percebi que a chama do esquentador estava a apagar. Solução? Dei um murrinho no esquentador e a chama lá fixou.
No entanto, com esta brincadeira toda atrasei-me em 20m, cheguei 5m atrasada ao emprego, e não tomei pequeno-almoço.
Que maravilha.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Cenas de um casamento- Em busca do vestido selvagem
Sim, é mesmo de um vestido e não de um carneiro.
O vestido que procuro é um vestido de noiva de uma marca espanhola, que 3 lojas comercializam no grande Porto, e que, até ver, nenhuma delas o tem.
E sendo que faltam menos de 7 meses para o casamento, tenho mesmo de me apressar. O problema é que eu já sei como sou, e sei que enquanto não experimentar o tal vestido de que gostei, vai ser muito complicado comprometer-me com outro porque terei sempre aquele no pensamento.
Que chatice.
O vestido que procuro é um vestido de noiva de uma marca espanhola, que 3 lojas comercializam no grande Porto, e que, até ver, nenhuma delas o tem.
E sendo que faltam menos de 7 meses para o casamento, tenho mesmo de me apressar. O problema é que eu já sei como sou, e sei que enquanto não experimentar o tal vestido de que gostei, vai ser muito complicado comprometer-me com outro porque terei sempre aquele no pensamento.
Que chatice.
A lata de algumas pessoas consegue sempre surpreender-me
Aquelas pessoas que exigem mundos e fundos, que é preciso fazer isto e aquilo, chutam trabalho para os outros, e depois passam o dia no café, a ler o jornal, e a ver o Facebook.
Fico muitas vezes surpreendida com aquilo a que as pessoas dão valor
Um senhor, na casa dos 45/50 anos, gabava-se perante mim, de ter o 9.º ano de escolaridade e ganhar o triplo do meu salário. Que, segundo ele, era mais do que justo, porque "a juventude de hoje em dia não sabe nada e acha que por ter um curso superior sabe mais do que ele". Diga-se que eu não referi absolutamente nada sobre a situação do senhor, e muito menos insinuei que as pessoas da minha geração que são licenciadas, sabem mais do que ele que não é.
A conversa surgiu nesse sentido, e o senhor achou que era superior a mim, e que fez mais pela vida, porque efectivamente eu é que fui burra, porque andei a estudar tantos anos, e ele com o 9.º ano ganha bem mais do que eu. Pronto. Bom para si, foi o que lhe disse.
O que este senhor e outros não percebem, é que as oportunidades disponíveis para os tais jovens licenciados que não sabem nada da vida, não são hoje o que eram no tempo dele. E que ao contrário do nosso, o salário dele é intocável, porque em caso de problemas, ele é dos últimos a sair.
Não percebem, nem querem perceber ou dar valor.
É mais fácil simplesmente criticar a geração anterior.
A conversa surgiu nesse sentido, e o senhor achou que era superior a mim, e que fez mais pela vida, porque efectivamente eu é que fui burra, porque andei a estudar tantos anos, e ele com o 9.º ano ganha bem mais do que eu. Pronto. Bom para si, foi o que lhe disse.
O que este senhor e outros não percebem, é que as oportunidades disponíveis para os tais jovens licenciados que não sabem nada da vida, não são hoje o que eram no tempo dele. E que ao contrário do nosso, o salário dele é intocável, porque em caso de problemas, ele é dos últimos a sair.
Não percebem, nem querem perceber ou dar valor.
É mais fácil simplesmente criticar a geração anterior.
Isto do cansaço...
Sem querer, eliminei os últimos 4 comentários do meu blog.
Peço as mais sinceras desculpas aos meus leitores.
Peço as mais sinceras desculpas aos meus leitores.
domingo, 13 de outubro de 2013
Aborrecida
Para o próximo fim-de-semana está marcada a degustação do menu da quinta onde vou casar. Podemos levar 4 pessoas. Bomboco leva os pais e eu levo os meus padrinhos. Ou melhor, levava. Porque infelizmente o meu padrinho vai ter de fazer uma viagem de negócios ao estrangeiro e portanto não poderá estar presente. Estou aborrecida. Eu sei que não é nada de mais, ele fartou-se de pedir desculpas coitado, também se sente mal em faltar, mas obviamente que a decisão da viagem foi tomada pelos seus superiores e ele tem é de comer e calar. A questão é que isto está marcado há tanto tempo, andávamos há tanto tempo a fazer planos e... Agora ele não pode.
Por isso não sei quem vou levar para acompanhar a minha madrinha.
Certamente irá correr tudo bem e toda a gente se vai divertir. Mas gostava mesmo que ele fosse. E ele gostava de ir. Enfim, é aborrecido.
Outro drama é a questão da prova dos vestidos de noiva. Combinei com a minha madrinha para no próximo sábado irmos ver, mas ela só pode à tarde. A minha tia não me pareceu muito interessada em ir e eu sempre pensei que ela fizesse questão em ir.
Entretanto outras pessoas disseram-me que queriam ir, mas acho que nestas coisas quanto menos pessoas e mais importantes forem as pessoas presentes, melhor, caso contrário causa-se mais ruído do que outra coisa qualquer. E se há coisa de que não estou a precisar agora é de ruído.
Por isso não sei quem vou levar para acompanhar a minha madrinha.
Certamente irá correr tudo bem e toda a gente se vai divertir. Mas gostava mesmo que ele fosse. E ele gostava de ir. Enfim, é aborrecido.
Outro drama é a questão da prova dos vestidos de noiva. Combinei com a minha madrinha para no próximo sábado irmos ver, mas ela só pode à tarde. A minha tia não me pareceu muito interessada em ir e eu sempre pensei que ela fizesse questão em ir.
Entretanto outras pessoas disseram-me que queriam ir, mas acho que nestas coisas quanto menos pessoas e mais importantes forem as pessoas presentes, melhor, caso contrário causa-se mais ruído do que outra coisa qualquer. E se há coisa de que não estou a precisar agora é de ruído.
Dos dias difíceis
Caramba, tenho tido dias que não lembram a ninguém.
Muito que fazer, trabalho a abarrotar, as responsabilidades crescem e o salário diminui, não percebo esta relação de proporcionalidade inversa.
Não tenho tido tempo para nada, e quando tenho, tudo o que quero é descansar e não pensar em nada.
Há fases assim, suponho.
As pessoas do meu círculo andam todas a trabalhar demais. Andam sem tempo. Sem paciência. Eu compreendo.
Cada vez mais se torna claro para mim que somos nós e aquela outra pessoa com quem escolhemos compartilhar tudo. Ando cansada, por mais que durma não é suficiente.
Ai... Posso ter férias outra vez?
Muito que fazer, trabalho a abarrotar, as responsabilidades crescem e o salário diminui, não percebo esta relação de proporcionalidade inversa.
Não tenho tido tempo para nada, e quando tenho, tudo o que quero é descansar e não pensar em nada.
Há fases assim, suponho.
As pessoas do meu círculo andam todas a trabalhar demais. Andam sem tempo. Sem paciência. Eu compreendo.
Cada vez mais se torna claro para mim que somos nós e aquela outra pessoa com quem escolhemos compartilhar tudo. Ando cansada, por mais que durma não é suficiente.
Ai... Posso ter férias outra vez?
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Destas dúvidas que me assolam
Gostava mesmo de perceber o racional que conduz alguém a achar que o trabalho de uma semana se faz em dois dias partindo do princípio que a pessoa tem de comer, dormir e deslocar-se. É que ainda não cheguei lá.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Ou é isso ou é masoquismo
Depois de um dia super difícil, cheio de coisas para fazer, cabeça completamente em água... Fui aos treinos, sendo que o novo treinador puxa pela equipa como se não houvesse amanhã.
Quando já estávamos todas a arfar, diz uma delas "bem, vamos pensar positivo, ao menos com todo este exercício podemos comer!". É mesmo isso. Eu faço exercício por dois motivos: porque gosto do desporto que pratico e... porque assim fico com mais margem para comer!
Vejo que não sou a única a pensar assim!
Quando já estávamos todas a arfar, diz uma delas "bem, vamos pensar positivo, ao menos com todo este exercício podemos comer!". É mesmo isso. Eu faço exercício por dois motivos: porque gosto do desporto que pratico e... porque assim fico com mais margem para comer!
Vejo que não sou a única a pensar assim!
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Que puto de nojo
Que estas notícias me metem. Mas assim um nojo incomportável.
Aaaahhh, como eu queria ser um Dexter desta vida e arrepiar caminho a todos estes pedófilos nojentos.
Talvez por ter sofrido inúmeras perturbações sexuais por parte de homens grande parte idosos, na minha infância (felizmente nunca ao ponto de violações, mas apalpões indesejados e comentários, partes indesejadas, tudo isso existiu em determinado ponto da minha vida), não vou muito à bola com velhos. Não sei, tenho ali sempre o pé atrás da desconfiança, um certo pudor, e parece que os cheiro à distância e afasto-me dos potencialmente nojentos.
E pronto, eu passo-me com estas notícias e passo-me ainda mais por perceber que a estes seres nojentos é muitas vezes aplicada a pena de coacção mínima, neste caso, termo de identidade e residência, e não consigo perceber como é que um velho abusador de crianças pode andar por aí à solta para, se bem lhe apetecer, continuar a cometer os mesmos crimes e estar como bem e lhe apetece, a respirar o mesmo ar que a restante população que não cometeu crime nenhum e não merece ser importunada pela presença deste tipo de asco.
Não percebo. Senhores do constitucional, algo a acrescentar?
Aaaahhh, como eu queria ser um Dexter desta vida e arrepiar caminho a todos estes pedófilos nojentos.
Talvez por ter sofrido inúmeras perturbações sexuais por parte de homens grande parte idosos, na minha infância (felizmente nunca ao ponto de violações, mas apalpões indesejados e comentários, partes indesejadas, tudo isso existiu em determinado ponto da minha vida), não vou muito à bola com velhos. Não sei, tenho ali sempre o pé atrás da desconfiança, um certo pudor, e parece que os cheiro à distância e afasto-me dos potencialmente nojentos.
E pronto, eu passo-me com estas notícias e passo-me ainda mais por perceber que a estes seres nojentos é muitas vezes aplicada a pena de coacção mínima, neste caso, termo de identidade e residência, e não consigo perceber como é que um velho abusador de crianças pode andar por aí à solta para, se bem lhe apetecer, continuar a cometer os mesmos crimes e estar como bem e lhe apetece, a respirar o mesmo ar que a restante população que não cometeu crime nenhum e não merece ser importunada pela presença deste tipo de asco.
Não percebo. Senhores do constitucional, algo a acrescentar?
Eu não digo que ou é 8 ou é 80?
Nestes últimos dias, o meu telefone não tem estado parado mais de 5m seguidos.
Arre, que é tudo de uma vez.
Arre, que é tudo de uma vez.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Incongruências várias
- Nunca irei conseguir explicar porque motivo gosto de pão escuro e estaladiço, e gosto dos croissants moles e brancos.
- Não gosto de Rihannas, Katy Perrys e afins. Mas gosto de música pimba portuguesa e da Britney Spears. Vá-se lá entender.
- Não gosto de me ver com vestidos cai cai, mas gosto de ver nas outras pessoas.
- Gosto de computadores brancos, telemóveis brancos, carros brancos. Mas a minha cor favorita é o preto.
- Não gosto de crianças birrentas e não tenho muita paciência para crianças em geral. Mas quero muito ter filhos e acho que vou ser uma boa mãe.
- Sou preguiçosa e adoro não fazer nada. Mas ao mesmo tempo adoro desportos colectivos e faço sempre que posso.
Sou completamente paradoxal.
- Não gosto de Rihannas, Katy Perrys e afins. Mas gosto de música pimba portuguesa e da Britney Spears. Vá-se lá entender.
- Não gosto de me ver com vestidos cai cai, mas gosto de ver nas outras pessoas.
- Gosto de computadores brancos, telemóveis brancos, carros brancos. Mas a minha cor favorita é o preto.
- Não gosto de crianças birrentas e não tenho muita paciência para crianças em geral. Mas quero muito ter filhos e acho que vou ser uma boa mãe.
- Sou preguiçosa e adoro não fazer nada. Mas ao mesmo tempo adoro desportos colectivos e faço sempre que posso.
Sou completamente paradoxal.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Decisões sem soluções
A minha madrinha acha que eu devo concluir o meu mestrado no próximo ano.
Eu acho que não estou minimamente para aí virada e quero pensar em ter filhos. Ela diz que quanto mais tarde, pior. O que é verdade, porque também não quero ficar para trás no mundo do trabalho, agora que quase toda a gente ostenta um mestrado. Mas... sinceramente tenho outras prioridades, quer a nível pessoal, quer a nível financeiro.
Complicado, muito complicado. Não faço ideia sobre qual é a melhor decisão a tomar.
Eu acho que não estou minimamente para aí virada e quero pensar em ter filhos. Ela diz que quanto mais tarde, pior. O que é verdade, porque também não quero ficar para trás no mundo do trabalho, agora que quase toda a gente ostenta um mestrado. Mas... sinceramente tenho outras prioridades, quer a nível pessoal, quer a nível financeiro.
Complicado, muito complicado. Não faço ideia sobre qual é a melhor decisão a tomar.
Da inspiração
Às vezes não estamos inspirados. Precisamos de concentração, esforço, suor. Mas a inspiração também tem de estar lá. E quando não está, parece que tudo sai torto. Hoje não acertei uma no treino.
Raios.
Raios.
Ainda sobre a pobreza
Hoje, enquanto esperava pela minha madrinha para almoçar, dei um salto à Zara, para ver como estavam as modas. Por minha vontade levava 1/4 da roupa e acessórios que lá se encontravam.
Não comprei absolutamente nada.
Ser pobre sucks.
Não comprei absolutamente nada.
Ser pobre sucks.
Os pobres de sempre e os novos pobres
Infelizmente, desde o início dos tempos, existem pobres nas sociedades. Actualmente, a pobreza está a aumentar e as desigualdades sociais também. Após ter lido este excelente artigo, dei por mim a recordar um pouco da minha vivência pessoal, das noites em que só havia sopa para o jantar, de nos cortarem a luz por falta de pagamento e eu ter de fazer os trabalhos de casa à luz de uma vela. De matar ratos antes que eles nos entrassem na cama e nos mordessem. Lembro-me como se fosse hoje. Mas as coisas poderiam ter mudado para melhor. Para algumas pessoas não mudaram. A pobreza não se faz apenas da falta de recursos, mas muito também da pobreza de espírito e valores. Não quero criticar ninguém, mas quando o artigo começa com o caso de uma família que não tem condições mínimas de habitação e alimentação, e cuja mãe, de 25 anos já tem a seu cargo 3 crianças, pergunto-me se realmente essas crianças vieram ao mundo para serem felizes. Caramba, há 20 anos atrás não havia o mesmo acompanhamento que há hoje. Hoje existem pílulas gratuitas nos centros de saúde e outros métodos anti concepcionais. Em último recurso, o aborto é legal. O que eu quero dizer é que provavelmente estas pessoas poderiam ter pensado um pouco mais antes de terem posto estas crianças no mundo. Não estou a dizer que os pobres não podem ter filhos, nada disso. Estou a dizer é que têm de existir condições mínimas para a vida de uma criança, algo que não acontece em muitos dos casos relatados nesta reportagem. Porque pobreza gera pobreza. Quando a crise de valores é de tal forma gritante, não há muita escapatória possível ao círculo. As crianças crescem em bairros, ao Deus dará, com os exemplos que têm em casa. Eu cresci assim, mas desviei-me de caminhos negativos. Mas a maior parte dos miúdos do meu bairro e colegas de escola não. As histórias aqui reportadas poderiam ser deles. Minhas. E não há nada que possa valer quando as condições de vida são de tal forma adversas. O incentivo à ascensão social, ao contrário do que acontecia por exemplo há 30 anos, é actualmente nulo. São precisas boas notas para entrar numa boa faculdade. E isso só se consegue com incentivos de estudo, com um ambiente propício ao mesmo, estímulos vários nesse sentido. E mesmo assim, hoje, ter um curso superior sólido, não é sinónimo de um emprego.
Muitas pessoas, por desconhecimento ou pouco interesse, não procuram melhorar as condições de vida em que se encontram. Como a própria reportagem refere, estas famílias não terão muitas vezes dinheiro para alimentar os filhos, mas têm dinheiro para pagar a mensalidade da Meo ou para o alcóol.
Isto, não se resolve com recursos financeiros. Resolve-se com mudança de valores, princípios, educação.
O que eu considero ainda mais assustador neste momento, são as pessoas que estavam do outro lado da barricada. Pessoas com estudos, cultura, com uma casa e condições de vida razoáveis, que estão a perder tudo fruto da crise e do desemprego que mina o nosso país. Pessoas como eu, como vocês. Que um dia se viram sem a única fonte de rendimento. Estava mesmo há pouco a pensar que recebi há 2 dias e já não tenho dinheiro na conta. É verdade. Pagas as contas e tendo posto gasolina no carro, não sobra nada. Absolutamente nada. É complicado, eu sei. E se acontece alguma coisa? Preferimos não pensar nisso e levamos a vida da melhor forma possível, poupando todos os tostões que vamos conseguindo amealhar, para juntar para o casamento. Após isso, faremos o mesmo para juntar para um pé de meia. Mas e se perdemos o emprego? Aí perdemos tudo. É dessas pessoas que falo. Casos que conheço de casais estabelecidos que tiveram de voltar para casa dos pais. Ou famílias com 2 filhos que tiveram de se mudar para um T1. É desses que falo. Que perderam a pouca qualidade de vida que ainda tinham. Que perderam privilégios. Os novos pobres.
Hoje são eles. E amanhã? Não sei. Mas é assustador.
Muitas pessoas, por desconhecimento ou pouco interesse, não procuram melhorar as condições de vida em que se encontram. Como a própria reportagem refere, estas famílias não terão muitas vezes dinheiro para alimentar os filhos, mas têm dinheiro para pagar a mensalidade da Meo ou para o alcóol.
Isto, não se resolve com recursos financeiros. Resolve-se com mudança de valores, princípios, educação.
O que eu considero ainda mais assustador neste momento, são as pessoas que estavam do outro lado da barricada. Pessoas com estudos, cultura, com uma casa e condições de vida razoáveis, que estão a perder tudo fruto da crise e do desemprego que mina o nosso país. Pessoas como eu, como vocês. Que um dia se viram sem a única fonte de rendimento. Estava mesmo há pouco a pensar que recebi há 2 dias e já não tenho dinheiro na conta. É verdade. Pagas as contas e tendo posto gasolina no carro, não sobra nada. Absolutamente nada. É complicado, eu sei. E se acontece alguma coisa? Preferimos não pensar nisso e levamos a vida da melhor forma possível, poupando todos os tostões que vamos conseguindo amealhar, para juntar para o casamento. Após isso, faremos o mesmo para juntar para um pé de meia. Mas e se perdemos o emprego? Aí perdemos tudo. É dessas pessoas que falo. Casos que conheço de casais estabelecidos que tiveram de voltar para casa dos pais. Ou famílias com 2 filhos que tiveram de se mudar para um T1. É desses que falo. Que perderam a pouca qualidade de vida que ainda tinham. Que perderam privilégios. Os novos pobres.
Hoje são eles. E amanhã? Não sei. Mas é assustador.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Sabem aquelas pessoas...
Que quando falamos sobre um assunto, elas demonstram que sim sim, sabem sobre o que estamos a falar, mas na verdade não sabem? Eu explico: noutro dia falava sobre a série Dexter, que gostava mesmo da série e que infelizmente acabou. Perguntei a quem estava comigo se conhecia a série. Recebi resposta afirmativa, que conheciam, mas não fazia minimamente o estilo de que gostavam. Eu disse que gostos são gostos, e que realmente a série é pesadita, não é para se ver de ânimo leve como uma novela, que ele era um serial killer bonzinho mas ainda assim, um serial killer. Afirmavam-me que sim com a cabeça, sim senhor, sempre muito amén e depois eu perguntei se apesar de tudo já tinham visto alguns episódios da série, pois claro que viram, vários. Então eu pergunto se viram aquele em que ele mata os seus dois filhos e, espante-se, tinham mesmo, ele há coisas incríveis.
E eles lá ficaram todos contentes, que cultura é uma coisa que por ali abunda e assim sempre pareceram mais espertos, e eu continuei sem perceber porque é que as pessoas gostam de fingir que sabem algo que não sabem, que ao tentarem parecer mais espertas só parecem mais burras.
E eles lá ficaram todos contentes, que cultura é uma coisa que por ali abunda e assim sempre pareceram mais espertos, e eu continuei sem perceber porque é que as pessoas gostam de fingir que sabem algo que não sabem, que ao tentarem parecer mais espertas só parecem mais burras.
Arrependimentos
Hoje almocei imenso e nem sequer tinha assim tanta fome.
São precisamente estes excessos que tenho de controlar de forma muito disciplinada, o acabar por comer a mais quando nem tenho fome para tudo, mas sim comer porque apenas me sabe bem.
Não pode.
Estou aqui com um arrependimento daqui até à lua.
São precisamente estes excessos que tenho de controlar de forma muito disciplinada, o acabar por comer a mais quando nem tenho fome para tudo, mas sim comer porque apenas me sabe bem.
Não pode.
Estou aqui com um arrependimento daqui até à lua.
Encontros imediatos
Devido razões laborais, estás com uma roupa, digamos... Pouco cuidada. Calças de ganga, sapatilhas, e a primeira camisola que te veio parar às mãos. Estás sozinha, tranquilamente a andar na rua, quando dás de cara com um dos teus ex namorados. Cabelo meio desalinhado, ar de surpresa. Fazes a cortesia e cumprimentas, perguntas como está.
E ficas assim meio naquela, de sorriso amarelo, pensando "que porra, se é para encontrar ex namorados, ao menos que se encontre quando estamos bonitas e produzidas, e não com um ar de quem acabou de sair de uma guerra". Para melhorar tudo isto, no minuto a seguir dás de caras com o teu chefe.
Lindo.
E ficas assim meio naquela, de sorriso amarelo, pensando "que porra, se é para encontrar ex namorados, ao menos que se encontre quando estamos bonitas e produzidas, e não com um ar de quem acabou de sair de uma guerra". Para melhorar tudo isto, no minuto a seguir dás de caras com o teu chefe.
Lindo.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Os dias de semana até passam a ter outra piada
Há cerca de duas semanas ingressei numa equipa feminina de desporto amador.
Tinha saudades de praticar o meu desporto colectivo favorito, e redescobri não apenas algum jeito (ainda muito ténue, é certo), mas sobretudo o que o desporto colectivo e de competição nos traz.
Quando saio dos treinos é uma satisfação enorme. Suei, ri-me, aperfeiçoei-me. A leveza que nos fica no espírito é quase palpável. Estar ali um bocadinho, esquecer de tudo e de todos, e dedicar aquele momento 100% à equipa e ao desporto.
E conheci novas pessoas. Pessoas simpáticas que me acolheram com o coração e humildemente me cedem técnicas para eu melhorar.
Caraças, felizmente nunca sofri de depressão e espero nunca vir a sofrer, mas creio que este tipo de actividades nos liberta o espírito e torna-nos mais fortes, positivos e optimistas.
Eu adoro, e enquanto puder, não dispenso.
A semana até passa a ter mais piada.
Tinha saudades de praticar o meu desporto colectivo favorito, e redescobri não apenas algum jeito (ainda muito ténue, é certo), mas sobretudo o que o desporto colectivo e de competição nos traz.
Quando saio dos treinos é uma satisfação enorme. Suei, ri-me, aperfeiçoei-me. A leveza que nos fica no espírito é quase palpável. Estar ali um bocadinho, esquecer de tudo e de todos, e dedicar aquele momento 100% à equipa e ao desporto.
E conheci novas pessoas. Pessoas simpáticas que me acolheram com o coração e humildemente me cedem técnicas para eu melhorar.
Caraças, felizmente nunca sofri de depressão e espero nunca vir a sofrer, mas creio que este tipo de actividades nos liberta o espírito e torna-nos mais fortes, positivos e optimistas.
Eu adoro, e enquanto puder, não dispenso.
A semana até passa a ter mais piada.
Não há meio termo
Ou hei-de ter relativamente pouco trabalho, ou hei-de ter tanto que nem consigo respirar.
Não há meio termo.
Não há meio termo.
Gestão das expectativas
O meu chefe ficou admirado por eu morar num T2.
E ficou admirado com a minha idade, porque, segundo ele, pareço ter menos 3 ou 4 anos.
Com casamento marcado, apartamento T2... Acho ainda assim que ele acredita firmemente que nos próximos anos não quero ter filhos.
Exacto...
E ficou admirado com a minha idade, porque, segundo ele, pareço ter menos 3 ou 4 anos.
Com casamento marcado, apartamento T2... Acho ainda assim que ele acredita firmemente que nos próximos anos não quero ter filhos.
Exacto...
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Casa dos Degredos? Não, obrigada. E os gajos que lá entram são todos os maiores da rua deles.
Não vejo o programa que se intitula Casa dos Segredos. Tenho muitas séries para ver e livros para ler, e o meu tempo é escasso e os recursos limitados. Portanto, este programa salta para o final das minhas preferências. Ontem, Bomboco estava fazendo zapping enquanto o episódio de Person of Interest que eu estava a ver acabava. Nesse espaço de tempo em que passo a ouvir a televisão, o comando pára na TVI. Bomboco esteve quase toda a noite a ver a noite eleitoral, eu deixei de ver perto das 23h, e naquele momento, a Casa dos Segredos entrou-nos pela televisão adentro.
Bomboco deixou ficar naquele canal, vendo algumas das figurinhas que ali se apresentavam, e, espante-se, todos os homens que vimos, afirmavam que não eram homens de uma mulher só. Que queriam andar com todas. Que não se apaixonavam. Que queriam o maior número possível de "babes".
E eu fiquei aqui a pensar que em não ter conhecido nenhum daqueles gabirús perdi a oportunidade de uma vida, e deixei escapar um daqueles homens de sonho.
Bomboco deixou ficar naquele canal, vendo algumas das figurinhas que ali se apresentavam, e, espante-se, todos os homens que vimos, afirmavam que não eram homens de uma mulher só. Que queriam andar com todas. Que não se apaixonavam. Que queriam o maior número possível de "babes".
E eu fiquei aqui a pensar que em não ter conhecido nenhum daqueles gabirús perdi a oportunidade de uma vida, e deixei escapar um daqueles homens de sonho.
Há gente que calada é que ficava bem. Ou isso, ou levar com um murro no focinho
Estás a emagrecer de forma notória. Vestes calças que te assentam, que anteriormente nem te passavam nas ancas. Os fatos começam a denotar-se mais largos.
Pessoa parva que te vê frequentemente, avisa que tens de ter cuidado porque estás a ficar mais gorda.
Olha, merdinha, sim?
Pessoa parva que te vê frequentemente, avisa que tens de ter cuidado porque estás a ficar mais gorda.
Olha, merdinha, sim?
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Os comentadores das notícias na Internet
Existe um fenómeno (creio não ser exclusivo em Portugal), que me causa alguma urticária.
Falo da geral imbecilidade dos comentadores das notícias nos sites generalistas e noticiosos. Vocês certamente já repararam na cambada de bestas que comenta as notícias. Eu já ando a reparar há muito tempo. Mas agora revoltei-me e resolvi falar sobre isto.
Anda a circular na internet o vídeo de um bombeiro que tenta salvar um gatinho, pondo-lhe uma máscara de oxigénio, mas infelizmente o gatinho acaba por não conseguir sobreviver. Para além das asneiras que pautam os comentários, disse um labrego atrasado mental que em Braga, nas aldeias, o costume é afogar os gatinhos no tanque.
Eu juro que ando a ficar cada vez mais inconformada com os constantes maus tratos que os animais sofrem, e, com a velocidade a que a informação circula, se propagam via Internet.
Gostava mesmo de incorporar um Dexter e sair por aí esquartejando todos estes anormais. Estou a ficar com instintos homicidas, receio.
Ora, falava eu destes comentadores de notícias, mas quem é esta gente que gosta de dizer alarvidades? Mas será que é só gente frustrada com a vida que vai comentar estas barbaridades? O que eu gostava de saber é: porquê? Qual é o objectivo? É que, reparem, não são nada parcos com as palavras. Eu por norma não leio os comentários, que tenho mais que fazer, mas quando os leio, dão-me vómitos. As pessoas acham que a intimidade do computador lhes confere um estatuto diferente e por isso podem dizer as coisas mais mal educadas de sempre.
Para essas pessoas o que eu digo é: get a life.
Falo da geral imbecilidade dos comentadores das notícias nos sites generalistas e noticiosos. Vocês certamente já repararam na cambada de bestas que comenta as notícias. Eu já ando a reparar há muito tempo. Mas agora revoltei-me e resolvi falar sobre isto.
Anda a circular na internet o vídeo de um bombeiro que tenta salvar um gatinho, pondo-lhe uma máscara de oxigénio, mas infelizmente o gatinho acaba por não conseguir sobreviver. Para além das asneiras que pautam os comentários, disse um labrego atrasado mental que em Braga, nas aldeias, o costume é afogar os gatinhos no tanque.
Eu juro que ando a ficar cada vez mais inconformada com os constantes maus tratos que os animais sofrem, e, com a velocidade a que a informação circula, se propagam via Internet.
Gostava mesmo de incorporar um Dexter e sair por aí esquartejando todos estes anormais. Estou a ficar com instintos homicidas, receio.
Ora, falava eu destes comentadores de notícias, mas quem é esta gente que gosta de dizer alarvidades? Mas será que é só gente frustrada com a vida que vai comentar estas barbaridades? O que eu gostava de saber é: porquê? Qual é o objectivo? É que, reparem, não são nada parcos com as palavras. Eu por norma não leio os comentários, que tenho mais que fazer, mas quando os leio, dão-me vómitos. As pessoas acham que a intimidade do computador lhes confere um estatuto diferente e por isso podem dizer as coisas mais mal educadas de sempre.
Para essas pessoas o que eu digo é: get a life.
Homens que poderiam ser Bombocos de tão lindos que são- Leonardo Dicaprio
Se quando era mais novo não lhe achava grande piada, agora mudei radicalmente de opinião.
Para além de mais bonito e charmoso, traz consigo uma aura de homem vivido e experiente, para nem falar no excelente actor em que se tornou.
Eu cá acho-lhe piada. E vocês?
Gosto
Da energia das pessoas que entram de novo para uma empresa.
Eu também era assim.
Se bem que ainda sou às vezes. Sou muito "amor-ódio" em relação ao meu trabalho. Às vezes gosto muito, outras detesto. Não há meios termos.
E isso pode por vezes tornar-se numa montanha russa de sentimentos.
Há tempos disse aqui que não gostava de trabalhar. Não, não gosto. Não gosto de obrigações, horários para cumprir, politiquices, pessoas a quem agradar. Se pudesse abria era um negócio meu. Mas que me desse tempo suficiente para que não tivesse de abdicar de outras coisas que gosto de fazer.
Ah e não vale a pena dizerem que sou contraditória, porque eu tenho consciência que tenho escolhas e pensamentos peculiares, não sou pessoa de cinzentos, para o bem ou para o mal, para mim é quase sempre preto ou branco.
Eu também era assim.
Se bem que ainda sou às vezes. Sou muito "amor-ódio" em relação ao meu trabalho. Às vezes gosto muito, outras detesto. Não há meios termos.
E isso pode por vezes tornar-se numa montanha russa de sentimentos.
Há tempos disse aqui que não gostava de trabalhar. Não, não gosto. Não gosto de obrigações, horários para cumprir, politiquices, pessoas a quem agradar. Se pudesse abria era um negócio meu. Mas que me desse tempo suficiente para que não tivesse de abdicar de outras coisas que gosto de fazer.
Ah e não vale a pena dizerem que sou contraditória, porque eu tenho consciência que tenho escolhas e pensamentos peculiares, não sou pessoa de cinzentos, para o bem ou para o mal, para mim é quase sempre preto ou branco.
Dúvidas que me assolam
Faço uma revisão ao carro, ou almoço durante o mês de Outubro?
Decisão difícil.
Decisão difícil.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
O que eu acho piada naquelas pessoas que acham que sabem muito sobre a vida dos outros
É que normalmente não sabem muito da sua própria vida.
A desilusão das calças
Há tempos, comprei na H&M umas calças que considero que me ficam muito bem.
Como gostava tanto delas, e visto-as com enorme frequência, resolvi comprar outras iguais mas de outra cor nos saldos de Verão. Ora, acontece que como as calças não são propriamente frescas, não as vesti antes e deixei-as na cruzeta à espera da meteorologia ideal para as vestir. Ia vesti-las hoje.
Ia, disse bem. Quando as visto, reparo que têm um buraco na parte interior da perna, coisa que eu não tinha visto quando as comprei (nem sei como, acho que fiquei tão entusiasmada por estarem muito mais baratas que nem as revistei como costumo fazer). As calças ainda têm etiqueta. Não podia estar mais desiludida. Não só pelo dinheiro que dei por elas ou por serem novas, isso também, claro, mas sobretudo porque eu gosto mesmo delas e queria que estivessem em perfeitas condições. Agora não sei se vai adiantar alguma coisa passar na H&M e explicar tudo. Também não sei se mandar arranja-las vai acabar por me custar mais do que as próprias calças.
Só dúvidas.
E querem saber o pior? É que as outras da mesma cor que tenho, estão a ganhar imenso borboto na parte interior da perna.
Que chatice!
Como gostava tanto delas, e visto-as com enorme frequência, resolvi comprar outras iguais mas de outra cor nos saldos de Verão. Ora, acontece que como as calças não são propriamente frescas, não as vesti antes e deixei-as na cruzeta à espera da meteorologia ideal para as vestir. Ia vesti-las hoje.
Ia, disse bem. Quando as visto, reparo que têm um buraco na parte interior da perna, coisa que eu não tinha visto quando as comprei (nem sei como, acho que fiquei tão entusiasmada por estarem muito mais baratas que nem as revistei como costumo fazer). As calças ainda têm etiqueta. Não podia estar mais desiludida. Não só pelo dinheiro que dei por elas ou por serem novas, isso também, claro, mas sobretudo porque eu gosto mesmo delas e queria que estivessem em perfeitas condições. Agora não sei se vai adiantar alguma coisa passar na H&M e explicar tudo. Também não sei se mandar arranja-las vai acabar por me custar mais do que as próprias calças.
Só dúvidas.
E querem saber o pior? É que as outras da mesma cor que tenho, estão a ganhar imenso borboto na parte interior da perna.
Que chatice!
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Da inocência
Há certas regras que estão implícitas na empresa onde trabalho. Ninguém fala sobre elas mas elas existem.
Eu não me tinha apercebido de algumas coisas até hoje me o dizerem com todas as letras. Sou demasiado inocente, não me concentro em conversas de corredor e jogos de bastidores, por isso nunca sei bem o que se passa para além do meu trabalho.
Assim sendo, percebi que terei de dar mais atenção a alguns aspectos que pensava serem secundários porque... Sou demasiado inocente para lhes ter reconhecido importância antes.
A verdade é que a aparência é muito importante nas grandes empresas. Não falo da aparência física, mas sim no facto de aparentar ser, fazer, etc.
E cultivar algumas relações com pessoas importantes no círculo.
Caramba, tantas coisas que me estavam a passar ao lado. Aliei a minha inocência à minha distração e tiveram de me falar sobre coisas que eu pensava não serem necessárias.
Isto serviu de lição para mim.
A partir de agora estarei mais atenta aos comportamentos subjacentes, às mensagens subliminares.
Se este blog serve para ajudar alguém a alguma coisa, digo-vos: no mundo do trabalho, procurem ler nas entre-linhas, estar atentos às pequenas coisas mesmo que não pareçam muito importantes, ter confiança para se mostrarem e parecerem.
Não descartem desde logo à partida comportamentos que não vos parecem importantes. Muitas vezes acabam por sê-lo.
Eu não me tinha apercebido de algumas coisas até hoje me o dizerem com todas as letras. Sou demasiado inocente, não me concentro em conversas de corredor e jogos de bastidores, por isso nunca sei bem o que se passa para além do meu trabalho.
Assim sendo, percebi que terei de dar mais atenção a alguns aspectos que pensava serem secundários porque... Sou demasiado inocente para lhes ter reconhecido importância antes.
A verdade é que a aparência é muito importante nas grandes empresas. Não falo da aparência física, mas sim no facto de aparentar ser, fazer, etc.
E cultivar algumas relações com pessoas importantes no círculo.
Caramba, tantas coisas que me estavam a passar ao lado. Aliei a minha inocência à minha distração e tiveram de me falar sobre coisas que eu pensava não serem necessárias.
Isto serviu de lição para mim.
A partir de agora estarei mais atenta aos comportamentos subjacentes, às mensagens subliminares.
Se este blog serve para ajudar alguém a alguma coisa, digo-vos: no mundo do trabalho, procurem ler nas entre-linhas, estar atentos às pequenas coisas mesmo que não pareçam muito importantes, ter confiança para se mostrarem e parecerem.
Não descartem desde logo à partida comportamentos que não vos parecem importantes. Muitas vezes acabam por sê-lo.
Da motivação
Uma coisa que me motiva imenso é provar a alguém que esse alguém está errado e eu tenho razão (quando vale a pena, claro está).
Quando o teu chefe supremo
Te alerta para te pores a pau com algumas pessoas da mesma posição hierárquica que tu, para que não te passem à frente... Estão a ver, não estão?
Aaaahhh as obras
Eu sou pessoa que detesta obras. Sei que são necessárias, mas não gosto da confusão que normalmente causa no trânsito. Hoje, saí de casa bem cedo porque queria chegar mais cedo ao meu local de trabalho. E eis que me deparo com... obras, às 8h da manhã, numa das estradas mais congestionadas da cidade.
Que boa ideia hein?
Acabei por chegar ao trabalho à hora de sempre.
Que boa ideia hein?
Acabei por chegar ao trabalho à hora de sempre.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Os vossos gatos também são assim?
Nunca tive um gato que gostasse que lhe escovassem o pêlo.
Este gato, pequena pantera, adora. Vocês não estão a perceber. Ele leva a cabecinha contra a escovinha, pedindo para que eu o escova como quem pede festas. Adora adora. É um momento de muito carinho entre nós. Os vossos gatos também são assim?
Nesses momentos penso como é que há seres nojentos (há quem lhes chame pessoas, mas eu não), que são capazes de fazer mal a um animal destes, indefeso e totalmente dedicado a nós.
Quem tem gatos percebe certamente a ligação que se cria entre nós e eles. Não há palavras. É família.
Este gato, pequena pantera, adora. Vocês não estão a perceber. Ele leva a cabecinha contra a escovinha, pedindo para que eu o escova como quem pede festas. Adora adora. É um momento de muito carinho entre nós. Os vossos gatos também são assim?
Nesses momentos penso como é que há seres nojentos (há quem lhes chame pessoas, mas eu não), que são capazes de fazer mal a um animal destes, indefeso e totalmente dedicado a nós.
Quem tem gatos percebe certamente a ligação que se cria entre nós e eles. Não há palavras. É família.
Isto a ser verdade, era mesmo muito bom
Se esta medida se concretizar, era excelente.
Não sei como vão convencer as empresas a participar desta ideia, creio que poderá ser algo como aquela lei que prevê que para mães com crianças pequenas até x anos, podem ter um horário reduzido. Já sei que vão destilar veneno, mas a verdade é esta: não conheço nenhum caso no privado em que esta situação seja aplicada. As mães que conheço e que têm esse privilégio trabalham todas no sector público.
Ainda assim, gosto da iniciativa. O meu sonho era trabalhar com um horário mais reduzido mas sem ganhar menos. E independentemente do que eu gostaria, o importante é perceber o que esta medida pode fazer pelas famílias e pela natalidade em Portugal.
Efectivamente, a grande maioria da população trabalha horas a mais. Cada vez menos são as pessoas que cumprem o seu horário sem que tenham de fazer horas a mais. Na minha área de actividade então, é um exagero.
E com os horários alargados, a família vai ficando sempre para segundo plano. Por minha vontade, começava a constituir família já. Mas devido a diversos motivos, não pode ser já, temos de adiar um pouco. O problema é que, estando eu na minha empresa actual e com a minha função, não vejo grande abertura para iniciar uma gravidez, nem no próximo ano, nem no outro... Daqui a uns tempos eu sei que vou arriscar, mas não estou a imaginar uma empresa como a minha a aceder às pretensões dos colaboradores a trabalhar em part-time, ainda que o Estado pague o excedente.
As empresas como a minha não querem saber se temos família, se temos vida para além daquilo. Temos de dar tudo pela empresa, ter sempre disponibilidade ilimitada. E sinceramente que vos diga, cada vez menos me apetece ter disponibilidade ilimitada. E ainda nem tenho filhos.
Por isso, apesar de achar que para muitas empresas esta medida não vai passar da teoria, considero que se trata já de um passo importante para essa abertura de mentalidades se começar a proporcionar.
Não sei como vão convencer as empresas a participar desta ideia, creio que poderá ser algo como aquela lei que prevê que para mães com crianças pequenas até x anos, podem ter um horário reduzido. Já sei que vão destilar veneno, mas a verdade é esta: não conheço nenhum caso no privado em que esta situação seja aplicada. As mães que conheço e que têm esse privilégio trabalham todas no sector público.
Ainda assim, gosto da iniciativa. O meu sonho era trabalhar com um horário mais reduzido mas sem ganhar menos. E independentemente do que eu gostaria, o importante é perceber o que esta medida pode fazer pelas famílias e pela natalidade em Portugal.
Efectivamente, a grande maioria da população trabalha horas a mais. Cada vez menos são as pessoas que cumprem o seu horário sem que tenham de fazer horas a mais. Na minha área de actividade então, é um exagero.
E com os horários alargados, a família vai ficando sempre para segundo plano. Por minha vontade, começava a constituir família já. Mas devido a diversos motivos, não pode ser já, temos de adiar um pouco. O problema é que, estando eu na minha empresa actual e com a minha função, não vejo grande abertura para iniciar uma gravidez, nem no próximo ano, nem no outro... Daqui a uns tempos eu sei que vou arriscar, mas não estou a imaginar uma empresa como a minha a aceder às pretensões dos colaboradores a trabalhar em part-time, ainda que o Estado pague o excedente.
As empresas como a minha não querem saber se temos família, se temos vida para além daquilo. Temos de dar tudo pela empresa, ter sempre disponibilidade ilimitada. E sinceramente que vos diga, cada vez menos me apetece ter disponibilidade ilimitada. E ainda nem tenho filhos.
Por isso, apesar de achar que para muitas empresas esta medida não vai passar da teoria, considero que se trata já de um passo importante para essa abertura de mentalidades se começar a proporcionar.
Fórmula infalível para levantar o ego de qualquer mulher
Irem, em trabalho, a uma empresa onde 90% das pessoas que lá trabalham são engenheiros na casa dos 28-40 anos (bem parecidos... ups, isto não era para dizer!), educados (todos cumprimentam com um "bom dia"), e ainda levam com um sorriso.
E sim, vim praticamente sem maquilhagem.
E sim, vim praticamente sem maquilhagem.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
A sério que foi assim que acabou Dexter?
Consegui parar agora de chorar.
O que aconteceu ao "viveram felizes para sempre"?
O que aconteceu ao "viveram felizes para sempre"?
Nota sobre o post anterior
Eu quando escrevi anteriormente que comi hoje por 6€ e já comi por 2€, estava a falar de uma sandes.
Não é propriamente um prato mas mesmo pratos já comi bem abaixo de 6€.
De qualquer das formas, odeio dar o dinheiro por mal gasto em comida.
Não é propriamente um prato mas mesmo pratos já comi bem abaixo de 6€.
De qualquer das formas, odeio dar o dinheiro por mal gasto em comida.
Chorar o dinheiro em comida
Se há coisa em que eu não gosto de chorar o dinheiro, é na comida. Não poupo em comida quando vou ao supermercado, vou poupando aqui e ali quando tenho de almoçar fora (90% do tempo), dispensando a sobremesa e/ou as entradas.
Ora, ir a um sítio que já não é de todo barato, pensar que se vai comer bem, e pagar 6€ por um almoço em que não se apreciou a comida, não é mesmo para mim.
Já cheguei a comer melhor por 2€.
A mim não me apanham lá mais de certeza. Gastar dinheiro em comida tudo bem, mas se esse dinheiro não valer a pena, então é chorado mesmo.
Ora, ir a um sítio que já não é de todo barato, pensar que se vai comer bem, e pagar 6€ por um almoço em que não se apreciou a comida, não é mesmo para mim.
Já cheguei a comer melhor por 2€.
A mim não me apanham lá mais de certeza. Gastar dinheiro em comida tudo bem, mas se esse dinheiro não valer a pena, então é chorado mesmo.
Qual é a melhor ideia para encasinar o trânsito todo logo pela manhã?
Deixar o carro com os 4 piscas ligados, antes dos semáforos de uma das ruas mais movimentadas da cidade, semáforos esses que ficam muito pouco tempo no verde.
E depois? É ver toda a gente a buzinar porque o trânsito está parado há km por causa de um anormal.
E depois? É ver toda a gente a buzinar porque o trânsito está parado há km por causa de um anormal.
A verdade e nada mais do que a verdade
Não gosto de trabalhar. Até gostava de gostar, mas não gosto mesmo.
E duvido que algum dia possa gostar.
E duvido que algum dia possa gostar.
domingo, 22 de setembro de 2013
Os patrões da minha avó
Vou falar aqui de um assunto que me enjoa até às entranhas. Mas tenho de partilhar isto com alguém, e realmente isto dos blogs funciona como uma espécie de terapia, se bem que eu tenho a certeza de que nunca irei ultrapassar o que esta situação me causa.
A minha avó nasceu numa grande herdade alentejana, onde os funcionários não recebiam, trabalhavam de sol a sol e era-lhes dado o que vestir e o que comer. Os patrões eram donos e senhores, e naquele tempo (Salazar), ninguém ousava revoltar-se. A minha avó nunca estudou. Nunca frequentou um dia de escola. Naquele tempo, as meninas não iam à escola, muito menos as filhas dos trabalhadores da terra.
A minha avó começou a trabalhar aos 6 anos. Ela conta que às 4h da manhã já lhe estavam a tirar os lençóis para se levantar e trabalhar. E só acabava à noite. A vida dela foi isto. Entretanto, uma das filhas do patrão casou-se, e naquele tempo era usual as senhoras levarem as criadas que preferiam com elas. A dita senhora casou com um médico reputado do Porto. E assim foi. A minha avó, como boa escrava que nascera para ser, mudou-se para o Porto como empregada interna, para longe de toda a sua família. Entretanto a minha avó conheceu o homem com quem viria a casar, o meu avó, e deixou de ser empregada interna, mas trabalhava na mesma de sol a sol. Nessa altura, já ganhava pelo seu trabalho, no entanto, ganhava miseravelmente, mal dava para comer. A dita senhora, patroa da minha avó, que nunca foi muito boa da cabeça, suicidou-se. A minha avó criou os filhos dela como se fossem seus, aliás, dedicando muito mais tempo aos dela do que aos que viria a ter. A minha avó não teve férias a não ser de vez em quando uns dias em Agosto, e mesmo nesses, muitas vezes ia para a casa de praia deles trabalhar. A minha avó não teve direito a licenças de maternidade, dias de luto quando morreu o meu avó, nada. Aliás, a minha mãe conta que quando o meu avô morreu, com 42 anos, a minha avó foi trabalhar 1 dia depois.
O tempo foi passando e eu nasci. Para nos sustentar, a minha avó arranjou outro trabalho, para onde ia depois de ter trabalhado das 9h às 19h na casa dos primeiros patrões. Trabalhou nesse segundo sítio 8 anos. Essa pessoa, bem mais honesta, pagava melhor e inscreveu a minha avó na segurança social, fazendo todos os descontos obrigatórios por lei. Hoje a minha avó tem uma reforma de 200€ devido a esses 8 anos, porque se dependesse dos patrõezinhos dela, nunca teria, pois eles nunca fizeram o necessário e obrigatório por lei.
Hoje, a minha avó com 78 anos continua a trabalhar para eles entre as 9h e as 19h. Vai também aos fins-de-semana se houver alguma festa dos lordes (coisa frequente). A minha avó ganha cerca de 240€ a trabalhar para esta gente. Nunca ganhou mais do que isso.
Ela afirma que precisa de continuar a trabalhar para fazer face às suas contas, e para se sentir útil e não parar. Eu digo que se aqueles cabrões a tivessem inscrito na segurança social, hoje teria uma reforma mais decente, pelo que o dinheiro não seria o problema.
A minha avó tem síndrome de Estocolmo. Gosta mais daquela gente do que sei lá o quê, porque nunca conheceu outra realidade. Nunca soube a vida de outra forma.
Esses patrões dela, que cheios de dinheiro não lhe pagam um salário decente, impediam as outras crianças de brincar comigo porque eu era "neta da empregada", e me diziam que eu iria ser uma nulidade como a minha mãe.
Lindos patrões. A esses, só posso desejar a pior sorte possível na vida. O ódio e nojo que sinto dessa gente quase me cega e me impede de ser racional no que respeita a esse assunto.
Mas eu acredito que neste mundo, cá se faz, cá se paga.
A minha avó nasceu numa grande herdade alentejana, onde os funcionários não recebiam, trabalhavam de sol a sol e era-lhes dado o que vestir e o que comer. Os patrões eram donos e senhores, e naquele tempo (Salazar), ninguém ousava revoltar-se. A minha avó nunca estudou. Nunca frequentou um dia de escola. Naquele tempo, as meninas não iam à escola, muito menos as filhas dos trabalhadores da terra.
A minha avó começou a trabalhar aos 6 anos. Ela conta que às 4h da manhã já lhe estavam a tirar os lençóis para se levantar e trabalhar. E só acabava à noite. A vida dela foi isto. Entretanto, uma das filhas do patrão casou-se, e naquele tempo era usual as senhoras levarem as criadas que preferiam com elas. A dita senhora casou com um médico reputado do Porto. E assim foi. A minha avó, como boa escrava que nascera para ser, mudou-se para o Porto como empregada interna, para longe de toda a sua família. Entretanto a minha avó conheceu o homem com quem viria a casar, o meu avó, e deixou de ser empregada interna, mas trabalhava na mesma de sol a sol. Nessa altura, já ganhava pelo seu trabalho, no entanto, ganhava miseravelmente, mal dava para comer. A dita senhora, patroa da minha avó, que nunca foi muito boa da cabeça, suicidou-se. A minha avó criou os filhos dela como se fossem seus, aliás, dedicando muito mais tempo aos dela do que aos que viria a ter. A minha avó não teve férias a não ser de vez em quando uns dias em Agosto, e mesmo nesses, muitas vezes ia para a casa de praia deles trabalhar. A minha avó não teve direito a licenças de maternidade, dias de luto quando morreu o meu avó, nada. Aliás, a minha mãe conta que quando o meu avô morreu, com 42 anos, a minha avó foi trabalhar 1 dia depois.
O tempo foi passando e eu nasci. Para nos sustentar, a minha avó arranjou outro trabalho, para onde ia depois de ter trabalhado das 9h às 19h na casa dos primeiros patrões. Trabalhou nesse segundo sítio 8 anos. Essa pessoa, bem mais honesta, pagava melhor e inscreveu a minha avó na segurança social, fazendo todos os descontos obrigatórios por lei. Hoje a minha avó tem uma reforma de 200€ devido a esses 8 anos, porque se dependesse dos patrõezinhos dela, nunca teria, pois eles nunca fizeram o necessário e obrigatório por lei.
Hoje, a minha avó com 78 anos continua a trabalhar para eles entre as 9h e as 19h. Vai também aos fins-de-semana se houver alguma festa dos lordes (coisa frequente). A minha avó ganha cerca de 240€ a trabalhar para esta gente. Nunca ganhou mais do que isso.
Ela afirma que precisa de continuar a trabalhar para fazer face às suas contas, e para se sentir útil e não parar. Eu digo que se aqueles cabrões a tivessem inscrito na segurança social, hoje teria uma reforma mais decente, pelo que o dinheiro não seria o problema.
A minha avó tem síndrome de Estocolmo. Gosta mais daquela gente do que sei lá o quê, porque nunca conheceu outra realidade. Nunca soube a vida de outra forma.
Esses patrões dela, que cheios de dinheiro não lhe pagam um salário decente, impediam as outras crianças de brincar comigo porque eu era "neta da empregada", e me diziam que eu iria ser uma nulidade como a minha mãe.
Lindos patrões. A esses, só posso desejar a pior sorte possível na vida. O ódio e nojo que sinto dessa gente quase me cega e me impede de ser racional no que respeita a esse assunto.
Mas eu acredito que neste mundo, cá se faz, cá se paga.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Não tenho tido tempo para respirar, para vir aqui, para quase nada
Tenho tido dias preenchidos no trabalho e fora dele.
Tem sido uma correria. Esta semana houve bons e maus acontecimentos.
Os bons são relacionados com a vida pessoal, e os maus, com a profissional.
Começa a ser um padrão. Porque será...
E a vossa semana, como tem sido?
Tem sido uma correria. Esta semana houve bons e maus acontecimentos.
Os bons são relacionados com a vida pessoal, e os maus, com a profissional.
Começa a ser um padrão. Porque será...
E a vossa semana, como tem sido?
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
A gestão da motivação
Já muito se disse (e por aqui também falei no assunto), que ser líder é diferente de ser chefe. Infelizmente, nas empresas portuguesas temos mais chefes do que líderes.
Ainda assim, será necessário a líderes e chefes, efectuar uma correcta gestão motivacional, de modo a que os funcionários sejam produtivos e eficientes. Quando é estabelecido um prazo para uma determinada tarefa, e no dia seguinte, sem aviso prévio, sem nada que o justificasse, esse prazo é reduzido em 2 dias, a motivação vai-se pelo cano abaixo. Tal vai implicar que se saia mais tarde, se entre mais cedo. Só porque o chefe assim o decidiu. Inevitavelmente, os funcionários alocados à dita tarefa, vão realiza-la com menos disposição e interesse, uma vez que precisam é de a "despachar". As coisas poderão ficar na mesma bem feitas, mas à custa de um esforço adicional dos trabalhadores, que não tinha necessidade de ser.
Pergunto-me porque é que os chefes querem tudo para ontem. Já repararam nisso? Raramente existe uma boa gestão do tempo e das tarefas. É sempre tudo urgente.
E em grande parte dos casos, pela minha experiência profissional, posso dizer que não são coisas urgentes e que acabaram de chegar. Não. São coisas que os chefes têm ali pousadas e entretanto o tempo passa e tornam-se urgentes.
Um bom chefe, mesmo que não seja um líder, deverá ter em atenção a motivação do colaborador e respectiva vida pessoal. Porque uma coisa é fazer um esforço adicional de vez em quando, outra bem diferente, como se manifesta na empresa onde trabalho, é ser sempre necessário o tal esforço adicional, e a existência de olhares de "punição" por se sair a horas decentes.
Pergunto-me os chefes nunca pensam nestas questões.
Ainda assim, será necessário a líderes e chefes, efectuar uma correcta gestão motivacional, de modo a que os funcionários sejam produtivos e eficientes. Quando é estabelecido um prazo para uma determinada tarefa, e no dia seguinte, sem aviso prévio, sem nada que o justificasse, esse prazo é reduzido em 2 dias, a motivação vai-se pelo cano abaixo. Tal vai implicar que se saia mais tarde, se entre mais cedo. Só porque o chefe assim o decidiu. Inevitavelmente, os funcionários alocados à dita tarefa, vão realiza-la com menos disposição e interesse, uma vez que precisam é de a "despachar". As coisas poderão ficar na mesma bem feitas, mas à custa de um esforço adicional dos trabalhadores, que não tinha necessidade de ser.
Pergunto-me porque é que os chefes querem tudo para ontem. Já repararam nisso? Raramente existe uma boa gestão do tempo e das tarefas. É sempre tudo urgente.
E em grande parte dos casos, pela minha experiência profissional, posso dizer que não são coisas urgentes e que acabaram de chegar. Não. São coisas que os chefes têm ali pousadas e entretanto o tempo passa e tornam-se urgentes.
Um bom chefe, mesmo que não seja um líder, deverá ter em atenção a motivação do colaborador e respectiva vida pessoal. Porque uma coisa é fazer um esforço adicional de vez em quando, outra bem diferente, como se manifesta na empresa onde trabalho, é ser sempre necessário o tal esforço adicional, e a existência de olhares de "punição" por se sair a horas decentes.
Pergunto-me os chefes nunca pensam nestas questões.
Doença do sono
Durma eu 8h, ou 7h, ou 6h, ou mesmo 5h, tenho sempre sono durante o dia. Não falha.
Já nem sei o que faça, estou sempre a abrir a boca. Entretanto consegui estabelecer uma correlação: quanto mais aborrecida e sem interesse a tarefa que tenho de desempenhar, mais sono tenho. E a verdade é que esta semana o trabalho se prevê muito aborrecido.
Já nem sei o que faça, estou sempre a abrir a boca. Entretanto consegui estabelecer uma correlação: quanto mais aborrecida e sem interesse a tarefa que tenho de desempenhar, mais sono tenho. E a verdade é que esta semana o trabalho se prevê muito aborrecido.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Encontrámo-nos- post para uma das minhas melhores amigas
Às vezes a vida dá tantas voltas que nem sabemos bem porque não estamos juntas. Porque se separam amigos de longa data? Porque combinam um café para uma data que nunca mais acontece?
Tu estavas fragilizada e pensavas que estar connosco não te daria força. Entraste num ciclo vicioso e negativo que ninguém senão tu poderia parar. Puxámos-te mas nem sempre é fácil. E apesar de não estarmos juntas com frequência, nunca deixei de gostar de ti ou de nutrir a mesma preocupação. Os amigos verdadeiros não criticam, não julgam. Aceitam.
Eu aceito-te e tu aceitas-me.
Agora que te encontrei, não nos separamos mais.
Tu estavas fragilizada e pensavas que estar connosco não te daria força. Entraste num ciclo vicioso e negativo que ninguém senão tu poderia parar. Puxámos-te mas nem sempre é fácil. E apesar de não estarmos juntas com frequência, nunca deixei de gostar de ti ou de nutrir a mesma preocupação. Os amigos verdadeiros não criticam, não julgam. Aceitam.
Eu aceito-te e tu aceitas-me.
Agora que te encontrei, não nos separamos mais.
Espero nunca perceber como é que estas coisas acontecem
Uma rapariga que eu conheço, do meu ano e que andou na minha escola, é casada e tem 3 filhos. Todos eles em com idades entre os 4 anos e os 5 meses. Entretanto, à custa deste último menino que nasceu há 5 meses, o marido ficou desconfiado porque efectivamente a criança não tinha nenhum dos traços deles- a mãe é loira de olhos claros, e o pai é ruivo de olhos azuis, sendo que o menino nasceu moreno, pele morena, e de olhos escuros. E ele estranhou. A rapariga não foi muito convincente e ele pediu um teste de adn até porque já andava desconfiado devido a umas mensagens que encontrou no telemóvel dela.
E realmente o bebé não é filho dele. Até que ela acabou por confessar que o segundo filho (uma menina) também não é, apenas o primeiro filho é dele.
E eu penso "como raio é que estas coisas acontecem?". As traições, o engano... Mas mesmo para as crianças nem quero pensar no tormento que esta situação causa.
Espero nunca perceber como é que as pessoas deixam isto acontecer.
E realmente o bebé não é filho dele. Até que ela acabou por confessar que o segundo filho (uma menina) também não é, apenas o primeiro filho é dele.
E eu penso "como raio é que estas coisas acontecem?". As traições, o engano... Mas mesmo para as crianças nem quero pensar no tormento que esta situação causa.
Espero nunca perceber como é que as pessoas deixam isto acontecer.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
A clareza que a idade nos dá
Quando era bem mais nova, sabia que tinha crescido numa família disfuncional, sabia que não me era dada grande atenção, sabia que tinha graves problemas familiares e era uma adolescente com fraquíssima auto-estima e confiança. Já aqui o disse. Mas até há algum tempo, não tinha a exacta noção de tudo. Apenas quando comecei a pensar mais seriamente em ser mãe e ter uma família, é que percebi exactamente tudo o que existia de errado com a minha. E vieram lembranças em catadupa, lembraças que até preferia não recordar. E ultimamente leio alguns blogs de pais, que me fornecem uma informação ainda mais precisa sobre tudo o que eu não tive e não vivi, até que este post me chamou à atenção. O post fala de mães com depressão, situação que eu conheço muito bem. Eu nunca conheci a minha mãe sem depressão e sem doença de bipolaridade. Nunca.
Não concebo uma relação "normal" com a minha mãe porque simplesmente é uma realidade que desconheço. Ainda assim, sei o tipo de relação que quero construir com os meus filhos. E vejo também que, segundo as conclusões de que este post fala, até "não me saí mal" tendo em conta o inferno que foi a minha infância e adolescência. A minha pobre avó fez o que podia. A minha tia e os meus padrinhos iam pondo os olhos sempre que possível. Mas a minha avó tinha 2 empregos para nos sustentar e raramente estava em casa. Aí, eu era um pouco deixada "ao Deus dará". Ficava essencialmente com a minha bisavó, que, coitadinha, velhinha e analfabeta, tinha o mesmo jeito e paciência para crianças que eu tenho para lidar com cobras. Ficávamos a ver televisão, aqueles programas que sempre passaram à tarde. À medida que crescia, ia brincando sozinha. Se a minha avó não estivesse e a minha bisavó não pudesse, ficava em casa o dia todo sozinha, normalmente com a minha mãe no quarto a dormir. Isto, desde sempre. De vez em quando os meus tios levavam-me a sair. Mas a maior parte do tempo era assim. Depois a minha avó vinha e estava tão cansada, mas ainda arranjava tempo para me dar o jantar e brincar comigo, que, claro, estava farta de estar sozinha o dia todo. Sem atenção, sem estímulos, nada.
A infância tem realmente um impacto incrível na vida adulta.
Eu nunca recebi estímulos para fazer desporto, para ler, para me dedicar a aprender um instrumento, dança, nada. A minha avó estava comigo no parco tempo que tinha. E pronto. Fui crescendo assim. As outras crianças estranhavam quando percebiam que eu não andava em nada (do género ballet, ou outra actividade). Não era nada popular. Era de ficar no meu canto muda e sem fazer nada, afinal não estava habituada a receber atenção nem a fazer o que quer que fosse.
Aprendi a ler sozinha. Os poucos livros que tive durante a infância e adolescência, foram-me dados por um tio meu que infelizmente já não se encontra presente na minha vida. Nunca pedi a ajuda de ninguém para fazer os trabalhos de casa, visto que também não a iria ter (a minha avó é igualmente analfabeta). Nunca tive "uma prenda" porque passei de ano, ou porque entrei na faculdade, ou simplesmente "porque me portei bem". Não havia gente para olhar por mim, estimular-me a fazer coisas, brincar, ensinar. Vazio. Estar sozinha era mais do que normal para mim. Os melhores momentos do meu dia eram ao deitar, porque aquela hora a minha avó chegava a casa, e ainda brincava comigo antes de dormir.
Fui criada de forma quase diametralmente oposta à ideal.
Claro que tenho problemas de "relacionamento" com os outros. Não gosto de grandes ajuntamentos, não tenho paciência para esperar eternidades pelos "vários membros do grupo", gosto de fazer as coisas à minha maneira, sou demasiado independente, não gosto de ceder. Afinal a minha realidade sempre foi essa, seria estranho se chegasse à idade adulta com hábitos contrários.
Apesar de tudo, não me safei muito mal. Nunca experimentei drogas, não fumo e só bebo ocasionalmente e com moderação. Não fiz sexo precoce, não me meti em problemas, e a coisa mais estúpida e "criminosa" que fiz, foi roubar umas camisolas de uma loja quando tinha 15 anos, a pedido de uma "amiga".
No entanto, a idade dá-nos clareza. Eu própria não tinha noção do quanto fui ignorada e mal tratada durante todo aquele tempo. Essencialmente se a minha avó não pudesse estar comigo porque estava a trabalhar, estava sozinha com a minha bisavó que passava os seus dias no sofá. Não havia mais ninguém. A minha mãe estava demasiado ocupada a dormir, ou a trabalhar ou a sair com quem ela achava relevante (gajos).
Agradeço à minha avó tudo o que ela fez por mim. Foi ela que me criou, transmitiu valores, me ouviu, me deu educação, mas sinceramente que vos diga, nada nem ninguém substitui o papel dos pais, nem que sejam adoptivos ou do mesmo sexo. Têm de ser pais. Porque avó é a avó, pais é uma coisa completamente diferente.
É a maior lacuna da minha vida, e nunca poderá ser colmatada.
Não concebo uma relação "normal" com a minha mãe porque simplesmente é uma realidade que desconheço. Ainda assim, sei o tipo de relação que quero construir com os meus filhos. E vejo também que, segundo as conclusões de que este post fala, até "não me saí mal" tendo em conta o inferno que foi a minha infância e adolescência. A minha pobre avó fez o que podia. A minha tia e os meus padrinhos iam pondo os olhos sempre que possível. Mas a minha avó tinha 2 empregos para nos sustentar e raramente estava em casa. Aí, eu era um pouco deixada "ao Deus dará". Ficava essencialmente com a minha bisavó, que, coitadinha, velhinha e analfabeta, tinha o mesmo jeito e paciência para crianças que eu tenho para lidar com cobras. Ficávamos a ver televisão, aqueles programas que sempre passaram à tarde. À medida que crescia, ia brincando sozinha. Se a minha avó não estivesse e a minha bisavó não pudesse, ficava em casa o dia todo sozinha, normalmente com a minha mãe no quarto a dormir. Isto, desde sempre. De vez em quando os meus tios levavam-me a sair. Mas a maior parte do tempo era assim. Depois a minha avó vinha e estava tão cansada, mas ainda arranjava tempo para me dar o jantar e brincar comigo, que, claro, estava farta de estar sozinha o dia todo. Sem atenção, sem estímulos, nada.
A infância tem realmente um impacto incrível na vida adulta.
Eu nunca recebi estímulos para fazer desporto, para ler, para me dedicar a aprender um instrumento, dança, nada. A minha avó estava comigo no parco tempo que tinha. E pronto. Fui crescendo assim. As outras crianças estranhavam quando percebiam que eu não andava em nada (do género ballet, ou outra actividade). Não era nada popular. Era de ficar no meu canto muda e sem fazer nada, afinal não estava habituada a receber atenção nem a fazer o que quer que fosse.
Aprendi a ler sozinha. Os poucos livros que tive durante a infância e adolescência, foram-me dados por um tio meu que infelizmente já não se encontra presente na minha vida. Nunca pedi a ajuda de ninguém para fazer os trabalhos de casa, visto que também não a iria ter (a minha avó é igualmente analfabeta). Nunca tive "uma prenda" porque passei de ano, ou porque entrei na faculdade, ou simplesmente "porque me portei bem". Não havia gente para olhar por mim, estimular-me a fazer coisas, brincar, ensinar. Vazio. Estar sozinha era mais do que normal para mim. Os melhores momentos do meu dia eram ao deitar, porque aquela hora a minha avó chegava a casa, e ainda brincava comigo antes de dormir.
Fui criada de forma quase diametralmente oposta à ideal.
Claro que tenho problemas de "relacionamento" com os outros. Não gosto de grandes ajuntamentos, não tenho paciência para esperar eternidades pelos "vários membros do grupo", gosto de fazer as coisas à minha maneira, sou demasiado independente, não gosto de ceder. Afinal a minha realidade sempre foi essa, seria estranho se chegasse à idade adulta com hábitos contrários.
Apesar de tudo, não me safei muito mal. Nunca experimentei drogas, não fumo e só bebo ocasionalmente e com moderação. Não fiz sexo precoce, não me meti em problemas, e a coisa mais estúpida e "criminosa" que fiz, foi roubar umas camisolas de uma loja quando tinha 15 anos, a pedido de uma "amiga".
No entanto, a idade dá-nos clareza. Eu própria não tinha noção do quanto fui ignorada e mal tratada durante todo aquele tempo. Essencialmente se a minha avó não pudesse estar comigo porque estava a trabalhar, estava sozinha com a minha bisavó que passava os seus dias no sofá. Não havia mais ninguém. A minha mãe estava demasiado ocupada a dormir, ou a trabalhar ou a sair com quem ela achava relevante (gajos).
Agradeço à minha avó tudo o que ela fez por mim. Foi ela que me criou, transmitiu valores, me ouviu, me deu educação, mas sinceramente que vos diga, nada nem ninguém substitui o papel dos pais, nem que sejam adoptivos ou do mesmo sexo. Têm de ser pais. Porque avó é a avó, pais é uma coisa completamente diferente.
É a maior lacuna da minha vida, e nunca poderá ser colmatada.
Sonhos estapafúrdios e prioridades
Tive um sonho mirabolante onde ficava milionária. Os contornos são incríveis, mas o mais incrível são as minhas prioridades. Após ter visto no extracto bancário a confirmação do montante que recebi, a minha primeira acção enquanto milionária foi a de marcar uma lipo aspiração não evasiva, e depois fui ao cabeleireiro. Só depois disse ao Bomboco, comprei um carro novo e me despedi.
Mas a prioridade foi a lipo aspiração. Genial. A dieta até nos meus sonhos me persegue.
Mas a prioridade foi a lipo aspiração. Genial. A dieta até nos meus sonhos me persegue.
De como o campismo não é para mim
Este fim-de-semana, eu, Bomboco, e um casal amigo dele, fomos fazer campismo. Por muita insistêcia do tal casal, porque eu não sou grande adepta de campismo, e pronto, Bomboco queria ir e eu lá acedi. Amor é mesmo isso, cedência. Lá fomos então para o tal campismo.
Com 21 anos eu corri a costa portuguesa em campismo e vá, não posso dizer que tenha amado a experiência. Mas agora, depois de já ter ido para hóteis 5 estrelas, com tudo do bom e do melhor, ainda gostei menos, como devem imaginar. Para mim não dá.
É uma logística para ir à casa de banho, para tomar banho, para se cozinhar (sim, porque eles fizeram questão de cozinhar todas as refeições no campismo ao contrário do que eu e Bomboco costumávamos fazer quando íamos acampar), enfim, para se fazer o que quer que seja é uma logística. Para não dizer que dormi terrivelmente mal.
O campismo decididamente não é para mim.
A cereja no topo do bolo é a quantidade de fauna existente. Como eu costumo dizer, aquilo é natureza a mais para mim. Uma quantidade enorme de bichos de várias espécies, que se soltavam como loucos à noite, quando uma pessoa tinha de ir à casa de banho, e, claro, as luzes estavam acesas. E o pó senhores... Pó e mais pó. Como só lá passámos uma noite, não levei a minha panóplia de cremes, pelo que ontem quando cheguei a casa tinha a cara terrível, que aquele pó todo fez-me uma espécie de alergia e tinha os poros todos descontrolados e lá tive de fazer uma esfoliação para ficar minimamente apresentável.
E ir à casa de banho a meio da noite? Um sonho.
Não, o campismo não é para mim. Lamento.
Com 21 anos eu corri a costa portuguesa em campismo e vá, não posso dizer que tenha amado a experiência. Mas agora, depois de já ter ido para hóteis 5 estrelas, com tudo do bom e do melhor, ainda gostei menos, como devem imaginar. Para mim não dá.
É uma logística para ir à casa de banho, para tomar banho, para se cozinhar (sim, porque eles fizeram questão de cozinhar todas as refeições no campismo ao contrário do que eu e Bomboco costumávamos fazer quando íamos acampar), enfim, para se fazer o que quer que seja é uma logística. Para não dizer que dormi terrivelmente mal.
O campismo decididamente não é para mim.
A cereja no topo do bolo é a quantidade de fauna existente. Como eu costumo dizer, aquilo é natureza a mais para mim. Uma quantidade enorme de bichos de várias espécies, que se soltavam como loucos à noite, quando uma pessoa tinha de ir à casa de banho, e, claro, as luzes estavam acesas. E o pó senhores... Pó e mais pó. Como só lá passámos uma noite, não levei a minha panóplia de cremes, pelo que ontem quando cheguei a casa tinha a cara terrível, que aquele pó todo fez-me uma espécie de alergia e tinha os poros todos descontrolados e lá tive de fazer uma esfoliação para ficar minimamente apresentável.
E ir à casa de banho a meio da noite? Um sonho.
Não, o campismo não é para mim. Lamento.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


