Gosto do silêncio e calmaria que a noite me traz. De trabalhar quando já quase todos dormem. Dos poucos carros que passam na estrada. Das pessoas aventureiras que estão a passear o cão a esta hora. De ver o mar, ora calmo, ora bravio, mas sempre iluminado pelas luzes dos barcos. Do sentimento de paz.
Só não gosto é da obrigação de, amanhã, levantar-me na mesma às 7h.
quinta-feira, 3 de maio de 2018
segunda-feira, 30 de abril de 2018
Os Parquímetros
Eu sonho com o dia em que terei direito a um lugar de garagem no meu empregador. A sério. Benefícios pós emprego? Seguro de saúde? Tudo isso. E se possível, lugar de garagem também. Não, não se trata apenas de comodismo de minha parte. Vá, um bocadinho. Mas não é a principal razão.
Efectivamente, eu até sou super adepta dos transportes públicos, de utilizarmos cada vez menos o carro para deslocações no centro das cidades, quer para descongestioná-las, quer para pouparmos o ambiente. Mas depois há o reverso da medalha: aqui no Porto, ainda há muito trabalho a fazer no que respeita à rede de transportes públicos. Sim, temos o metro que passa na zona dos aliados, trindade, bolhão e Santa Catarina, o que é óptimo, mas há zonas onde o metro não passa, e rede de autocarros é manifestamente insuficiente, quer devido aos seus horários, quer rotas, o que leva a que, em muitos casos, as pessoas não tenham grande escolha a não ser trazer o seu próprio transporte. Ora, o que acontece também cada vez mais na cidade do Porto e concelhos limítrofes, é a proliferação de parquímetros que são capazes de, diariamente, custar mais do que um jantar no Belcanto. É impossível estacionar sempre em locais pagos, não há carteira que aguente. O que sobra? Os lugares não pagos, muitas vezes a uns largos minutos a pé, que toda a gente procura. Um exemplo disso mesmo, é o facto de hoje ter chegado às 8h15, e já não existirem lugares não pagos relativamente próximos do meu local de trabalho. Mais uma vez tive de estacionar longe longe. Ir a pé com pastas, dossiers, computador portátil e saltos altos. As mulheres são realmente capazes de tudo...
Posto isto, senhores das câmaras municipais espalhadas por esse país fora, antes de estabelecerem concessões duvidosas com empresas de parquímetros, avaliem se há condições para as pessoas deixarem de levar os carros, pode ser?
Muito grata.
Efectivamente, eu até sou super adepta dos transportes públicos, de utilizarmos cada vez menos o carro para deslocações no centro das cidades, quer para descongestioná-las, quer para pouparmos o ambiente. Mas depois há o reverso da medalha: aqui no Porto, ainda há muito trabalho a fazer no que respeita à rede de transportes públicos. Sim, temos o metro que passa na zona dos aliados, trindade, bolhão e Santa Catarina, o que é óptimo, mas há zonas onde o metro não passa, e rede de autocarros é manifestamente insuficiente, quer devido aos seus horários, quer rotas, o que leva a que, em muitos casos, as pessoas não tenham grande escolha a não ser trazer o seu próprio transporte. Ora, o que acontece também cada vez mais na cidade do Porto e concelhos limítrofes, é a proliferação de parquímetros que são capazes de, diariamente, custar mais do que um jantar no Belcanto. É impossível estacionar sempre em locais pagos, não há carteira que aguente. O que sobra? Os lugares não pagos, muitas vezes a uns largos minutos a pé, que toda a gente procura. Um exemplo disso mesmo, é o facto de hoje ter chegado às 8h15, e já não existirem lugares não pagos relativamente próximos do meu local de trabalho. Mais uma vez tive de estacionar longe longe. Ir a pé com pastas, dossiers, computador portátil e saltos altos. As mulheres são realmente capazes de tudo...
Posto isto, senhores das câmaras municipais espalhadas por esse país fora, antes de estabelecerem concessões duvidosas com empresas de parquímetros, avaliem se há condições para as pessoas deixarem de levar os carros, pode ser?
Muito grata.
domingo, 29 de abril de 2018
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Das Dívidas
Infelizmente, sou uma das muitas pessoas no nosso país, que tem dívidas.
Neste momento, a minha dívida é devido a um crédito pessoal que fiz para aquisição de um automóvel, e para ajudar a minha mãe com o pagamento de umas dívidas que ela tinha.
Quando fiz este crédito, senti que não tinha escapatória. Era a única decisão possível. Foi duríssimo porque sei o quanto me custa pagá-lo, sei que ainda hoje tento proteger o meu marido ao máximo, não me vá acontecer alguma coisa. E sei que o fiz e por um lado me arrependo.
Não é que me arrependa de ajudar, nada disso, arrependo-me sim do peso que esse crédito assume na minha vida. Das coisas que eu não fiz por tê-lo.
E vocês dirão e bem, tens um carro. Verdade. Mas poderia ter pedido um empréstimo mais reduzido para comprar um carro. Aliás, se não fosse mesmo a situação da minha mãe, eu nem teria comprado um carro semi-novo, provavelmente iria continuar a andar com o mesmo carro antiguinho que eu tinha na altura.
Por isso sim, eu ajudei-a, mas, e como ela nem sempre o reconhece, este crédito é um peso enorme na minha vida, algo que faz parte de mim há anos. O suplício acabará daqui a um ano. E eu mal posso esperar.
E é por isto, por saber as condições em que me endividei, que não percebo quem se mete em dívidas para ir de férias, para comprar mobílias, para comprar telemóveis. Mesmo aquelas campanhas de pagar em X vezes sem juros (que nisto das dívidas são realmente as mais vantajosas), não deixam de ser um estímulo ao endividamento, porque às páginas tantas a pessoa já tem x de crédito da casa para pagar, x de crédito automóvel, x de telemóvel... E por aí em diante.
Todos os meses é uma ginástica cá em casa. E eu não posso dizer que ganho muito mal. Há gente a ganhar pior. Mas entre as coisas do David (creche inclusive), e crédito, rendas, despesas correntes, etc., sobra realmente muito pouco.
Por isso o conselho que vos deixo é mesmo este: metam-se num crédito, só e apenas se valer realmente a pena. Se tiver mesmo de ser. Caso contrário, em vez de se meterem num crédito para aquelas férias maravilhosas que querem ter no próximo ano, comecem a poupar, e pode ser que as tenham no ano seguinte. Créditos free.
Caso contrário, vão acabar a fazer o que eu faço, ou seja, a contar os dias para o crédito acabar...
Neste momento, a minha dívida é devido a um crédito pessoal que fiz para aquisição de um automóvel, e para ajudar a minha mãe com o pagamento de umas dívidas que ela tinha.
Quando fiz este crédito, senti que não tinha escapatória. Era a única decisão possível. Foi duríssimo porque sei o quanto me custa pagá-lo, sei que ainda hoje tento proteger o meu marido ao máximo, não me vá acontecer alguma coisa. E sei que o fiz e por um lado me arrependo.
Não é que me arrependa de ajudar, nada disso, arrependo-me sim do peso que esse crédito assume na minha vida. Das coisas que eu não fiz por tê-lo.
E vocês dirão e bem, tens um carro. Verdade. Mas poderia ter pedido um empréstimo mais reduzido para comprar um carro. Aliás, se não fosse mesmo a situação da minha mãe, eu nem teria comprado um carro semi-novo, provavelmente iria continuar a andar com o mesmo carro antiguinho que eu tinha na altura.
Por isso sim, eu ajudei-a, mas, e como ela nem sempre o reconhece, este crédito é um peso enorme na minha vida, algo que faz parte de mim há anos. O suplício acabará daqui a um ano. E eu mal posso esperar.
E é por isto, por saber as condições em que me endividei, que não percebo quem se mete em dívidas para ir de férias, para comprar mobílias, para comprar telemóveis. Mesmo aquelas campanhas de pagar em X vezes sem juros (que nisto das dívidas são realmente as mais vantajosas), não deixam de ser um estímulo ao endividamento, porque às páginas tantas a pessoa já tem x de crédito da casa para pagar, x de crédito automóvel, x de telemóvel... E por aí em diante.
Todos os meses é uma ginástica cá em casa. E eu não posso dizer que ganho muito mal. Há gente a ganhar pior. Mas entre as coisas do David (creche inclusive), e crédito, rendas, despesas correntes, etc., sobra realmente muito pouco.
Por isso o conselho que vos deixo é mesmo este: metam-se num crédito, só e apenas se valer realmente a pena. Se tiver mesmo de ser. Caso contrário, em vez de se meterem num crédito para aquelas férias maravilhosas que querem ter no próximo ano, comecem a poupar, e pode ser que as tenham no ano seguinte. Créditos free.
Caso contrário, vão acabar a fazer o que eu faço, ou seja, a contar os dias para o crédito acabar...
Das coisas que me fazem revirar os olhos #1
Pessoas, normalmente sem filhos, dizerem que os animais são os seus filhos e substituem uma criança.
Não, meus amigos. Não.
Eu sou voluntária em associações de animais, gosto imenso de animais, tenho animais em minha casa e tenho uma relação profunda com eles, mas não substituem um filho, isso dê lá por onde der.
Portanto quando afirmam que sim, que é a mesma coisa, apetece-me perguntar de quanto tempo foi a gestação do cãozinho.
Não, meus amigos. Não.
Eu sou voluntária em associações de animais, gosto imenso de animais, tenho animais em minha casa e tenho uma relação profunda com eles, mas não substituem um filho, isso dê lá por onde der.
Portanto quando afirmam que sim, que é a mesma coisa, apetece-me perguntar de quanto tempo foi a gestação do cãozinho.
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
Associações simples
Na zona onde resido, a CGD tem fechado balcões atrás de balcões. Nos últimos anos, milhares de pessoas têm sido dispensadas do banco público. Percebo a necessidade de redução de custos, de aumento da produtividade, da racionalização. Percebo tudo.
Mas depois, por outro lado, vejo que o sr. presidente da CGD aufere qualquer coisa como 1.000 euros por dia (quando o salário mínimo mensal ronda 1/2 disso...), e que ele e a sua equipa se recusam a entregar as suas declarações de rendimentos, como o fazem todos os outros gestores públicos.
Dá-me vontade de perguntar se andamos a fechar balcões e a despedir pessoas, para pagar salários a estes senhores.
sábado, 22 de outubro de 2016
Claro que sim, meu amor
Nunca te vou abandonar. Nunca te irei deixar desamparado e só.
Estarei sempre aqui, para sempre, e para o que precisares.
Vais ter os teus desgostos, alguns não poderei, infelizmente, evitar. Fazem parte do crescimento. Do teu e do meu. Irás conhecer mundo, pelo menos mais do que a pequena parte que eu ainda vou conhecer. Irás ter amigos para sempre, amigos passageiros, e amigos que não serão amigos. Vai doer, mas vai passar. Vais ter quedas, espero que pouco dolorosas. Espero que nunca partas nenhum osso, mas ainda assim, antes partir do que torcer. E olha que a tua mãe sabe do que fala, pois já torceu um pé duas vezes, e partiu uma vez o mesmo pé.
Vamos ensinar-te a andar de bicicleta, a dar valor às pequenas coisas, a amar a vida.
Vamos ensinar-te a defender, a não ser pisado por pessoas mesquinhas, a não ter medo de dizer a verdade, mas a dizê-la nos momentos certos. Vamos ensinar-te o valor da vida, da natureza, dos animais, de modo a que possas estar em sintonia com este mundo que também é teu. É de todos nós.
Vamos ensinar-te tudo o que pudermos, mas mas certas coisas terás de apreender por ti próprio.
Tudo o que te posso prometer, é que estaremos aqui para te ajudar a levantar depois de uma queda, e para festejar contigo todas as tuas conquistas.
Claro que sim meu amor. Para sempre.
Parabéns a ti nestes teus 18 meses.
Vamos ensinar-te a defender, a não ser pisado por pessoas mesquinhas, a não ter medo de dizer a verdade, mas a dizê-la nos momentos certos. Vamos ensinar-te o valor da vida, da natureza, dos animais, de modo a que possas estar em sintonia com este mundo que também é teu. É de todos nós.
Vamos ensinar-te tudo o que pudermos, mas mas certas coisas terás de apreender por ti próprio.
Tudo o que te posso prometer, é que estaremos aqui para te ajudar a levantar depois de uma queda, e para festejar contigo todas as tuas conquistas.
Claro que sim meu amor. Para sempre.
Parabéns a ti nestes teus 18 meses.
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
Perdi-te.
Eu cheguei a pensar que seríamos amigas para sempre. Que estarias sempre para me apoiar, pois eu certamente iria fazê-lo contigo. Saíamos tantas vezes, várias delas entre casais, passámos férias juntos, foram muitas as gargalhadas.
Até que tive o David. E aí encontramo-nos menos vezes. Cada vez menos. Nós convidámos, mas vocês tinham outros planos.
Até que deixámos de vos convidar. Deixámos de ligar ou enviar mensagem.
Afinal não vão poder mesmo. Claro que não disseram nada quando estavam disponíveis, pois a verdade é que já não estão disponíveis.
E por isso perdi-te. E eu gostava tanto de ti... Perdi-te.
Creio que o que aconteceu comigo acontece com muitas pessoas após serem pais. Perdemos umas pessoas, ganhamos outras. Eu ganhei e perdi algumas.
E cada vez mais sei que quando se quer, arranja-se tempo. Se não for hoje, será amanhã.
Dizem-me que gostam muito de mim. Do David. De todos nós.
Mas para mim a amizade é como uma planta, que precisa de sol e água em conta peso e medida. Se não for cultivada, morrerá. E que amigos posso eu ter, que nem sequer sabem do meu filho há meses? Será que se preocupam assim tanto? Provavelmente não.
Certamente outras pessoas conseguem agora aguentar o ritmo de sair à noite, fazer programas divertidos, ir passar o ano a uma qualquer cidade exótica.
Por isso... Perdi-te.
Até que tive o David. E aí encontramo-nos menos vezes. Cada vez menos. Nós convidámos, mas vocês tinham outros planos.
Até que deixámos de vos convidar. Deixámos de ligar ou enviar mensagem.
Afinal não vão poder mesmo. Claro que não disseram nada quando estavam disponíveis, pois a verdade é que já não estão disponíveis.
E por isso perdi-te. E eu gostava tanto de ti... Perdi-te.
Creio que o que aconteceu comigo acontece com muitas pessoas após serem pais. Perdemos umas pessoas, ganhamos outras. Eu ganhei e perdi algumas.
E cada vez mais sei que quando se quer, arranja-se tempo. Se não for hoje, será amanhã.
Dizem-me que gostam muito de mim. Do David. De todos nós.
Mas para mim a amizade é como uma planta, que precisa de sol e água em conta peso e medida. Se não for cultivada, morrerá. E que amigos posso eu ter, que nem sequer sabem do meu filho há meses? Será que se preocupam assim tanto? Provavelmente não.
Certamente outras pessoas conseguem agora aguentar o ritmo de sair à noite, fazer programas divertidos, ir passar o ano a uma qualquer cidade exótica.
Por isso... Perdi-te.
Sabem quando fazemos planos e Deus se ri na nossa cara?
Pois, é exactamente isso.
No preciso mês em que estava a planear começar a tentar engravidar novamente, fico a saber que terei de me deslocar em breve, por motivos profissionais, a um país com incidência de doenças como Zika, Febre Amarela e Malária.
Posto isto, não poderei engravidar nos próximos meses. Lá se vão as contas e os planos.
Tramado, não é?
Pois... Toma lá Bomboca, para aprenderes.
A única coisa que vejo de positivo nisto, é a possibilidade de tudo se compor, lá para a frente, mas ainda não sei bem como.
No preciso mês em que estava a planear começar a tentar engravidar novamente, fico a saber que terei de me deslocar em breve, por motivos profissionais, a um país com incidência de doenças como Zika, Febre Amarela e Malária.
Posto isto, não poderei engravidar nos próximos meses. Lá se vão as contas e os planos.
Tramado, não é?
Pois... Toma lá Bomboca, para aprenderes.
A única coisa que vejo de positivo nisto, é a possibilidade de tudo se compor, lá para a frente, mas ainda não sei bem como.
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Nem sei que título dar a isto. Desabafo, pena. Algo desse género
Por motivos profissionais, na última semana tive de me deslocar a Lousada. Não ao centro, mas à zona limítrofe, com vários descampados.
Ali, mesmo à face da estrada, e em plena luz do dia, não consegui contar quantas mulheres se prostituíam. E havia carros a parar, carros com pessoas lá dentro, na berma, o "serviço" estava a ser feito mesmo ali.
Nesse momento tudo o que senti foi pena. Pena daquelas mulheres, a quem a vida levou para este tipo de caminhos degradantes, e nem consegui imaginar o sofrimento que deve ser. Até que uma colega de trabalho, que, para contextualizar, conduz um BMW série 5 oferecido pelos pais e joga golf ao fim-de-semana, resolve dizer que a culpa daquela situação é inteiramente daquelas mulheres, que não procuram emprego noutras áreas por não quererem, porque, segundo ela, emprego é o que não falta, as pessoas é que são preguiçosas e não querem trabalhar. Ora... O que dizer, não é?
Expliquei-lhe que nem sempre as pessoas têm as mesmas oportunidades na vida, e muitas vezes pensam que aquela é a única saída, não conseguem ver mais nenhuma "luz ao fundo do túnel", e não sabem como sair daquela vida e círculo vicioso.
Ao que ela me diz que não, que elas é que são porcas porque não querem trabalhar e portanto fazem aquilo...
Disse-lhe que nem toda a gente tem possibilidades para jogar golf ao fim-de-semana, e oportunidades para tal.
Depois fiquei na dúvida sobre quem tinha eu mais pena. Se das mulheres que ali se prostituíam, ou da minha colega, que acha que nesta vida é tudo um mar de facilidades, e não consegue enxergar na verdade a sorte e o privilégio que tem.
Ali, mesmo à face da estrada, e em plena luz do dia, não consegui contar quantas mulheres se prostituíam. E havia carros a parar, carros com pessoas lá dentro, na berma, o "serviço" estava a ser feito mesmo ali.
Nesse momento tudo o que senti foi pena. Pena daquelas mulheres, a quem a vida levou para este tipo de caminhos degradantes, e nem consegui imaginar o sofrimento que deve ser. Até que uma colega de trabalho, que, para contextualizar, conduz um BMW série 5 oferecido pelos pais e joga golf ao fim-de-semana, resolve dizer que a culpa daquela situação é inteiramente daquelas mulheres, que não procuram emprego noutras áreas por não quererem, porque, segundo ela, emprego é o que não falta, as pessoas é que são preguiçosas e não querem trabalhar. Ora... O que dizer, não é?
Expliquei-lhe que nem sempre as pessoas têm as mesmas oportunidades na vida, e muitas vezes pensam que aquela é a única saída, não conseguem ver mais nenhuma "luz ao fundo do túnel", e não sabem como sair daquela vida e círculo vicioso.
Ao que ela me diz que não, que elas é que são porcas porque não querem trabalhar e portanto fazem aquilo...
Disse-lhe que nem toda a gente tem possibilidades para jogar golf ao fim-de-semana, e oportunidades para tal.
Depois fiquei na dúvida sobre quem tinha eu mais pena. Se das mulheres que ali se prostituíam, ou da minha colega, que acha que nesta vida é tudo um mar de facilidades, e não consegue enxergar na verdade a sorte e o privilégio que tem.
terça-feira, 11 de outubro de 2016
O útero é meu, sim?
As pessoas gostam imenso de opiniar sobre a vida das outras pessoas. É um hábito muito português.
A minha avó é expert nisso! Tem sempre uma opinião mais ou menos disparatada para dar, mesmo que eu não lhe peça conselhos, como foi o caso.
A questão é que ando cheia de vontade de ter outro bebé. E calhei de comentar isso em casa. Ui, não estão a perceber o filme! A minha avó acha que eu não devo ter mais filho nenhum. As razões que ela aponta são o facto de a vida estar muito cara, eu trabalhar muito, ter pouco tempo, e o facto do David ser ainda pequeno e ser um bebé perfeito, pelo que qualquer bebé que venha a seguir não será como ele. Dá para não responder?
Eu não consegui falar calada e disse-lhe que se ela teve 3 sem nunca sequer ter frequentado a escola, com muito menos condições económicas e com 3 empregos, eu também iria conseguir ter os meus. E que no meu útero, mando eu. Ela lá continuou a dizer que ainda assim eu não devia ter mais filhos.
Ainda arranjou que a minha mãe se chateasse com ela.
Normalmente, a maior parte das pessoas tem o problema contrário, que é a família a querer mais bebés. Pelos vistos a minha avó vai contra a corrente, um já está bom. E a criança nem primos directos vai ter.
Enfim, como eu lhe disse, no meu útero mando eu, e a decisão de ter ou não mais filhos será sempre minha e do meu marido. E se me bombardearem com comentários despropositados, levam com este tipo de resposta.
A minha avó é expert nisso! Tem sempre uma opinião mais ou menos disparatada para dar, mesmo que eu não lhe peça conselhos, como foi o caso.
A questão é que ando cheia de vontade de ter outro bebé. E calhei de comentar isso em casa. Ui, não estão a perceber o filme! A minha avó acha que eu não devo ter mais filho nenhum. As razões que ela aponta são o facto de a vida estar muito cara, eu trabalhar muito, ter pouco tempo, e o facto do David ser ainda pequeno e ser um bebé perfeito, pelo que qualquer bebé que venha a seguir não será como ele. Dá para não responder?
Eu não consegui falar calada e disse-lhe que se ela teve 3 sem nunca sequer ter frequentado a escola, com muito menos condições económicas e com 3 empregos, eu também iria conseguir ter os meus. E que no meu útero, mando eu. Ela lá continuou a dizer que ainda assim eu não devia ter mais filhos.
Ainda arranjou que a minha mãe se chateasse com ela.
Normalmente, a maior parte das pessoas tem o problema contrário, que é a família a querer mais bebés. Pelos vistos a minha avó vai contra a corrente, um já está bom. E a criança nem primos directos vai ter.
Enfim, como eu lhe disse, no meu útero mando eu, e a decisão de ter ou não mais filhos será sempre minha e do meu marido. E se me bombardearem com comentários despropositados, levam com este tipo de resposta.
domingo, 9 de outubro de 2016
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
Das poucas coisinhas boas que este governo PS + Sindicatos + Extrema Esquerda fizeram
A reposição dos feriados.
Que bem me soube. Devia haver sempre um feriadinho a meio da semana, para o pessoal descomprimir. Acho que esta semana até é mais produtiva do que aquelas de 5 dias de trabalho.
Mas isso já é temática para outro post.
Que bem me soube. Devia haver sempre um feriadinho a meio da semana, para o pessoal descomprimir. Acho que esta semana até é mais produtiva do que aquelas de 5 dias de trabalho.
Mas isso já é temática para outro post.
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Bomboca, a conselheira sentimental
Sempre fui uma pessoa a quem outras recorriam em busca de conselhos sentimentais. Como tenho uma relação amorosa duradoura e bem sucedida, às vezes as pessoas pedem-me conselhos para determinadas situações. Dou-os com gosto, mas obviamente não quer dizer que resultem.
Anyway, uma pessoa das minhas relações veio confidenciar-me que apesar de estar casada e bem casada, que estava a sentir, vamos lá, desejo por outrém. A pessoa ama a outra com quem está, mas acha piada a uma terceira pessoa. Ora, acontece que um dia, essa pessoa e a terceira pessoa, se beijaram. Diz-me a minha conhecida que ficou por ali, não houve rigorosamente mais nada, e até anda a evitar essa pessoa. Mas pessoa minha conhecida diz que pensa muito na terceira pessoa, apesar de continuar a sentir desejo e amor pela pessoa com quem está.
Foi-me pedido um conselho sobre se há-de dizer ou não à pessoa com quem tem uma relação. E eu... sinceramente fiquei meio desprevenida. É uma situação para a qual não tenho assim uma resposta na ponta da língua.
Disse-lhe para pensar bem no que quer, se vale a pena arriscar a relação que tem, ou se foi só um flirt que nunca terá consequências. Perante o que pensar, aí sim deveria tomar uma decisão.
Confesso que não estava à espera de tal, portanto fui apanhada na curva. Não sei se dei assim grande aconselhamento.
E vocês, que conselho dariam?
Anyway, uma pessoa das minhas relações veio confidenciar-me que apesar de estar casada e bem casada, que estava a sentir, vamos lá, desejo por outrém. A pessoa ama a outra com quem está, mas acha piada a uma terceira pessoa. Ora, acontece que um dia, essa pessoa e a terceira pessoa, se beijaram. Diz-me a minha conhecida que ficou por ali, não houve rigorosamente mais nada, e até anda a evitar essa pessoa. Mas pessoa minha conhecida diz que pensa muito na terceira pessoa, apesar de continuar a sentir desejo e amor pela pessoa com quem está.
Foi-me pedido um conselho sobre se há-de dizer ou não à pessoa com quem tem uma relação. E eu... sinceramente fiquei meio desprevenida. É uma situação para a qual não tenho assim uma resposta na ponta da língua.
Disse-lhe para pensar bem no que quer, se vale a pena arriscar a relação que tem, ou se foi só um flirt que nunca terá consequências. Perante o que pensar, aí sim deveria tomar uma decisão.
Confesso que não estava à espera de tal, portanto fui apanhada na curva. Não sei se dei assim grande aconselhamento.
E vocês, que conselho dariam?
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Nêspera
Aquilo da Nêspera no rabo, que fui ver ao coliseu, é das melhores coisinhas que se fizeram em humor nos últimos tempos, não é?
Eu pelo menos acho, mas que sei eu, que só gosto de humor parvo.
Eu pelo menos acho, mas que sei eu, que só gosto de humor parvo.
terça-feira, 27 de setembro de 2016
As melhores do bairro
Eu tenho varias amigas mulheres, e alguns amigos homens. Penso que tive sorte com as amigas que me calharam na rifa, porque são muito como eu, simples, descontraídas, que não querem saber de mexericos. Ora, mas eu tenho de admitir que, em geral, as mulheres são muito mazinhas umas para as outras.
Num comentário do shiuuu, li uma fulana que dizia que tinha 34 anos e era toda jeitosa, gira e cheia de inteligência, e falava mal das suas colegas gordinhas com filhos, que se tornaram completamente desinteressantes e só falavam dos filhos.
Ela diz ainda que há-de ter filhos, mas que nunca se vai tornar desinteressante.
Primeiro,a senhora tem de perceber que com 34 anos, não está propriamente a caminho de nova para engravidar pela primeira vez. Nem vou falar do auto-elogio, que sinceramente já não me choca, pois parece que cada vez mais conheço gente que se acha o rei da parada. Falo sim do preconceito generalizado que existe na cabeça destas mulheres, que podem ter um corpo fabuloso mas demonstram que são ocas. Uma mulher que é mãe não tem necessariamente de ser gordinha nem de falar apenas dos seus rebentos. Mas este será, com toda a certeza, um tema extremamente recorrente. E não tem nada a ver com uma mulher não ser interessante, tem sim a ver com o facto de o foco e as prioridades das mulheres se alterarem de forma significativa. Eu continuo, por exemplo, a falar de tudo o que antes falava. Mas é normal, que se estiver a falar com outra mulher que também é mãe, a conversa acabe por ir parar a esse tema. E sabem que mais?? Não tem nada de mal!
Eu até acho que sou uma mulher muito mais interessante agora que sou mãe. As minhas prioridades mudaram, sou bastante mais eficiente, perco cada vez menos tempo com o que não interessa e sou mais disciplinada.
Agora, realmente não tenho grande paciência para pessoas convencidas, isso não. E parece-me que muitas mulheres, sobretudo nessa faixa etária, que ainda não são mães, sentem um pouco de "inveja" de todas nós. Sim, elas não tem uma barriga com estrias, verdade, mas será que estão assim tão satisfeitas com a sua própria vida, para precisarem de nos rebaixar a nos, que somos mães??
Se calhar não, não é... Pensem nisso minhas caras, antes de nos criticarem por estarmos a comer aquele pastel de nata que estava a olhar para nós na montra da pastelaria.
Num comentário do shiuuu, li uma fulana que dizia que tinha 34 anos e era toda jeitosa, gira e cheia de inteligência, e falava mal das suas colegas gordinhas com filhos, que se tornaram completamente desinteressantes e só falavam dos filhos.
Ela diz ainda que há-de ter filhos, mas que nunca se vai tornar desinteressante.
Primeiro,a senhora tem de perceber que com 34 anos, não está propriamente a caminho de nova para engravidar pela primeira vez. Nem vou falar do auto-elogio, que sinceramente já não me choca, pois parece que cada vez mais conheço gente que se acha o rei da parada. Falo sim do preconceito generalizado que existe na cabeça destas mulheres, que podem ter um corpo fabuloso mas demonstram que são ocas. Uma mulher que é mãe não tem necessariamente de ser gordinha nem de falar apenas dos seus rebentos. Mas este será, com toda a certeza, um tema extremamente recorrente. E não tem nada a ver com uma mulher não ser interessante, tem sim a ver com o facto de o foco e as prioridades das mulheres se alterarem de forma significativa. Eu continuo, por exemplo, a falar de tudo o que antes falava. Mas é normal, que se estiver a falar com outra mulher que também é mãe, a conversa acabe por ir parar a esse tema. E sabem que mais?? Não tem nada de mal!
Eu até acho que sou uma mulher muito mais interessante agora que sou mãe. As minhas prioridades mudaram, sou bastante mais eficiente, perco cada vez menos tempo com o que não interessa e sou mais disciplinada.
Agora, realmente não tenho grande paciência para pessoas convencidas, isso não. E parece-me que muitas mulheres, sobretudo nessa faixa etária, que ainda não são mães, sentem um pouco de "inveja" de todas nós. Sim, elas não tem uma barriga com estrias, verdade, mas será que estão assim tão satisfeitas com a sua própria vida, para precisarem de nos rebaixar a nos, que somos mães??
Se calhar não, não é... Pensem nisso minhas caras, antes de nos criticarem por estarmos a comer aquele pastel de nata que estava a olhar para nós na montra da pastelaria.
Dúvidas parvas
Porque é que há casas-de-banho onde não se pode deitar o papel na sanita? Avisos e avisos em letras garrafais na parede, não vá a pessoa ter problemas de miopia. Então o papel higiénico não está especialmente concebido para dissolver? Que raio de canos são estes que se entopem com isto? E quando fazemos outra coisa que não xixi, querem mesmo que o papel com cócó seja colocado num balde do lixo?
Eu continuo a colocá-lo na sanita. Faz-me confusão pô-lo num sítio diferente.
Se existir uma inundação planetária dos esgotos, já sabem, fui eu que a causei, devido ao facto de não colocar o papel no cesto.
Eu continuo a colocá-lo na sanita. Faz-me confusão pô-lo num sítio diferente.
Se existir uma inundação planetária dos esgotos, já sabem, fui eu que a causei, devido ao facto de não colocar o papel no cesto.
Um grande bem-haja e um abracinho apertado a todas essas pessoas
Quero aproveitar o espaço do meu blog, para aqui dar um grande bem-haja e um abracinho apertado e fofinho, a todas as pessoas que batem no carro das outras, e não deixam qualquer contacto, nem procuram resolver a situação. As que fogem, portanto. Os ratos de esgoto que se escondem depressinha no sítio de onde saíram. Em especial, aquele que me bateu no meu carro, estando o mesmo estacionado devidamente, e me riscou a porta e desfez o espelho retrovisor do condutor.
Obrigada, sim?
Espero que seja muito feliz a ir contra uma parede. Mas sem se magoar, claro! Só umas amolgadelas no carrinho, para ver o que custa.
Mais um comportamento anti-cívico de alguns membros da nossa sociedade, que não estão minimamente preocupados com as outras pessoas. Porque raio as pessoas batem e fogem? Não têm seguro? Porque se têm, ficava o problema resolvido rapidamente e sem grandes penalizações para quem bate. Ou é só para ser mesquinho? Ajudem-me a perceber, pois eu nunca bateria num carro e fugia, por isso não consigo perceber o que raio é que passa pela cabeça destas pessoas.
Obrigada, sim?
Espero que seja muito feliz a ir contra uma parede. Mas sem se magoar, claro! Só umas amolgadelas no carrinho, para ver o que custa.
Mais um comportamento anti-cívico de alguns membros da nossa sociedade, que não estão minimamente preocupados com as outras pessoas. Porque raio as pessoas batem e fogem? Não têm seguro? Porque se têm, ficava o problema resolvido rapidamente e sem grandes penalizações para quem bate. Ou é só para ser mesquinho? Ajudem-me a perceber, pois eu nunca bateria num carro e fugia, por isso não consigo perceber o que raio é que passa pela cabeça destas pessoas.
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