terça-feira, 31 de março de 2015

Hormonas Assassinas

Hoje tive de me deslocar a um shopping aqui da zona. Precisava de comprar umas coisitas para o miúdo, e de ir à farmácia. Cenário: estacionamento do shopping cheio. Semana da Páscoa, muita gente de férias, carros por todo o lado.
Vejo uma pessoa a entrar no carro, no lugar das grávidas e famílias numerosas, e chego o meu carro ligeiramente à frente para dar espaço para a pessoa fazer a sua manobra. Enquanto isso, eu estou sempre a dar o pisca. A pessoa sai, e quando me preparo para fazer marcha atrás, eis que um espertinho vem de trás e põe o carro dele no lugar, ignorando-me completamente. Eu apito, e o fulano, que pôs o seu carro comercial no lugar de grávidas, sai do carro a esbracejar e a gritar-me palavrões. Fiquei cega. Cega!
E digo-vos sinceramente... Tive de me controlar muito, tive de contar até várias dezenas, para não sair do meu carro e ir riscar o carro do homem. Juro. Riscar o carro daquele palerma foi algo que tive mesmo de me segurar para não fazer.
Metam-se com as minhas hormonas, metam-se...

segunda-feira, 30 de março de 2015

Ontem foi o dia

Em que aprendemos a por uma babycoque no carro.

Este país não é para ter filhos

Falaram-me de um subsídio, atribuído pela segurança social, chamado subsídio pré natal. Segundo as palavras de quem me falou em tal subsídio, o mesmo destina-se a "todas as grávidas". Nem acreditando no que ouvia, fui ao site da SS para me informar melhor sobre o dito. Claro... Como só poderia ser, o mesmo subsídio só é destinado a pessoas de parcos rendimentos. O escalão máximo da atribuição do subsídio, destina-se a pessoas que ganhem qualquer coisa como 600 e tal euros brutos, essa fortuna.
Ora, assim sendo, lá se vai a ideia de que o subsídio seria para todas as grávidas.
Compreendo que se dêem mais apoios a quem mais deles necessita. O que não compreendo são os entraves que existem para o resto da população. A verdade verdadinha, é que quem tem poucos rendimentos, tem ao seu dispor vários apoios sociais (ainda que, admito, insuficientes).
Nós, os outros, os remediados, não temos.
Adicionalmente, temos o fenómeno da situação laboral. A minha empresa está a lidar de forma impecável como a minha gravidez. Não tenho absolutamente nada a apontar. Mas, segundo o meu médico, eu já deveria estar em casa há meses. Não estou. Vim agora. Vim agora porque a empresa precisa de mim, eu preciso deles, e tenho uma obrigação para com quem apenas me tem tratado bem.
Por isso fiz o possível e o impossível para aguentar o máximo de tempo sem vir para casa.
Diz-me o meu médico (e com razão, que já comprovei em vários fóruns e grupos de mamãs), que a maior parte das grávidas, cujos empregos são menos exigentes, já estão em casa desde as 20 semanas. Verdade. Mais uma vez, quem tem empregos que exijam menos de si, tem tendência também a dar menos, e não se sacrificar em prol da entidade patronal, o que de certa forma eu entendo.
Sou a última mamã de um grupo de mamãs a que pertenço, a vir para casa. E "só" venho agora porque tem mesmo de ser, caso contrário ainda era menina para trabalhar mesmo até ao fim do tempo (há várias mulheres que trabalham, eu sei, mas eu não posso).
Assim sendo, concluo facilmente que não existem factores externos de apoio para que pessoas como eu tenham filhos. Aquelas pessoas que estão a construir uma carreia, que têm empregos exigentes, que não ganham menos de 600 euros... A verdade é que o custo de eu ter um filho, é muito superior ao custo de alguém que aufere o vencimento mínimo ter um filho. Se quisermos por isto em termos práticos, é assim que funciona.
Acho que nesse papel, o Estado poderia e deveria dar apoios às famílias. Alargar os escalões do tal subsídio, por exemplo (que não sendo uma fortuna, ajuda sempre). Alargar o período de licença parental. Enfim, um sem número de medidas.
O governo acha que nós precisamos é de produtividade. Em prol disso, cortam-se feriados, salários, direitos. Eu acho é que precisamos de crianças e de tempo para as ter. Caso contrário, daqui a nada (se é que já não é...), este país torna-se num deserto.

E então Bomboca, como está a ser o teu primeiro dia de baixa?

A trabalhar em casa, pois claro...

sexta-feira, 27 de março de 2015

Saudades de coisas fúteis

Tenho saudades de coisas fúteis.
Como de comprar roupa elegante, bonita, e de qualidade. Agora ando com os trapos da roupa de "grávida", que não são feios, nada disso, mas tenho mesmo saudades de comprar aquela roupa que assenta e aperfeiço-a as linhas do corpo.
Até sonhei com isso!

Tenho saudades de dar um passeio a pé à beira mar, sem hora para voltar. Não posso, pois a gravidez de risco obriga a que não faça esforços absolutamente nenhuns. Portanto, passeios, só depois do puto nascer, mas mesmo esses, terão sempre de ser controlados por horas.

Tenho saudades de olhar para o espelho e de não me sentir gigantesca.

Tenho saudades de não ter contas para pagar... Aiii...

Eu avisei que era um post fútil.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Maravilhas da gravidez #9

Como já estarei em casa na próxima semana, e já engordei o suficiente (não em excesso, mas também não engordei de menos), o meu médico obrigou-me sugeriu-me que, como não terei de despender esforço físico e mental elevado, passasse a comer só sopa e chás às refeições, visto que já tenho reservas necessárias para as necessidades nutricionais do puto, e eu não preciso de mais.
Bomboco, por sua vez, diz que como eu ando a trabalhar demais e não lhe tenho dado atenção nenhuma (verdade), tenho de o compensar, elaborando pratos de chef na cozinha.
Ora... Em que ficamos??

Posso tentar alternar e fazer pelo menos uma das refeições principais só sopa, mas... Será que aguento?
Dúvidas, dúvidas...

Maravilhas da gravidez #8

As pessoas sorriem para mim na rua. E eu sorrio também.
Ontem, o funcionário de uma bomba de gasolina, ofereceu-me revistas para eu me entreter quando for para o hospital (contrariando assim toda a minha teoria sobre funcionários de bombas de gasolina, pois o senhor era genuinamente simpático).
E pronto. Assim vale a pena.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Gostos não se discutem. Saúde, sim.

Que se goste de gajas esqueléticas? Tudo bem, há gostos para tudo e as gajas esqueléticas também têm direito à vida e a serem apreciadas.
Que se defenda isso como modelo absoluto de beleza, e depois ainda se advogue que as mesmas são saudáveis e não passam fome? Menos, muito menos. Tento na língua e juízo fazem milagres.
São conhecidas as privações gigantescas pelas quais uma modelo passa na altura dos desfiles. Chegam ao ponto de comer algodão para enganar o estômago. 
Agora, se alguns acham que comer algodão é saudável... Enfim.

O que eu penso é que existem sim pessoas naturalmente magras, que o são sem grandes esforços, até porque o seu adn e constituição assim o ditam. Mas não é o que se passa na maioria dos casos. Eu posso dizer que com 1,70m já pesei 50kg (sim, estava esquelética, não me sentia bonita e não era saudável), e vestia o 36. Nunca em idade adulta vesti menos do que isso, pois a minha constituição não o permite. Sou muito mais jeitosa a vestir um 38/40 do que um 36. E não tenho vergonha nenhuma de o admitir.
Os números são isso mesmo, números. E só têm a importância que as pessoas lhe quiserem dar. No mundo da moda, têm toda. 
Agora, não me queiram a mim convencer que alguém com 1,80m a pesar 55kg é saudável, e está assim sem esforços, porque em 99,9% dos casos, é impossível. 
Gostava de ver as análises dessas meninas que supostamente não passam fome... Não passam não... Pouca!

Maravilhas da gravidez #7

Cada vez mais as pessoas me acham uma grávida antipática. Poquê?
Porque recuo e fujo a bom fugir, quando se aproximam com uma mão lampeira na direcção da minha barriga.
Gente estranha tocar-me? Não, obrigada.

Entretanto ontem foi dia de consulta. Estou mesmo a dar as últimas. Tenho uma coisa muito engraçada que se chama colo do útero curto. Esta é a minha última semana de trabalho antes da baixa de risco e licença, pelo que estou mesmo a contar os dias.
Cheguei a um estado de exaustão total.
O meu médico, que me queria mandar para casa desde as 25 semanas, está finalmente feliz.
Quero ver se aproveito para por todos os meus assuntos em dia antes de o puto nascer.
Ai... 3 dias Bomboca, 3 dias.

terça-feira, 24 de março de 2015

Isso, do brio profissional

Muitas pessoas desculpam o mau profissionalismo, com o baixo ordenado que recebem.
Eu acho que se paga muito mal em Portugal, é verdade.
Mas também acho que não existe uma cultura de trabalho, de brio e de excelência.
Farto-me de ouvir "para o que me pagam está bem feito", em relação a atitudes e situações que considero completamente erradas, independentemente do valor do vencimento.

Penso que a ética no trabalho nada tem a ver com o vencimento auferido.
Caso contrário o Salgado e os amigos seriam um exemplo mor de brio e profissionalismo... Ah espera... Afinal o Zeinal não tinha ganho não sei quantos prémios? Hmm... Contudo, ele não se lembra bem do que andava a fazer, não é? Pois...

Não é o salário que faz os valores de uma pessoa. A pessoa pode ser boa ou má profissional, e receber muito, ou o ordenado mínimo nacional. Já conheci os dois lados da moeda. Pessoas que eram excelentes trabalhadoras e recebiam mal, pessoas que recebiam muito bem e eram péssimas, bem como o inverso.

Entretanto, estou fula aqui com uma situação do meu trabalho. Um superior meu, manda-me fazer uma coisa de determinada maneira. Não concordo. Já tinha elaborado aquela tarefa várias vezes para saber que não é a forma mais correcta de o fazer. Digo-lhe que não concordo e expresso o meu ponto de vista. Superior diz que prefere da forma como disse para fazer, e manda-me prosseguir. Inocentemente, assim o faço. Superior de superior vê a tarefa, e diz que não concorda. Prefere que seja feita da maneira X, que, curiosamente, era exactamente como eu tinha sugerido. Superior de superior desanca-me porque já devia fazer aquilo a modos. Tudo isto acontece na frente do meu superior, que nada diz, apesar de eu ter dito que a proposta de fazer aquilo assim, não tinha sido minha.
Levo ainda mais na cabeça.
Fico chateada porque estava habituada a trabalhar com homens e não com ratos, gente que se chega à frente quando as coisas dão para o torto, e não com gente que me deixa levar as culpas por coisas relativamente às quais não as tenho. Neste caso, a minha parte de culpa foi a de ter sido inocente, a de não ter antecipado a situação e não ter falado directamente com superior de superior.
É para eu aprender, que também preciso.
O que vale é que não costumo bater duas vezes com a cabeça na mesma parede.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Mais coisas

- Falar e andar ao mesmo tempo está a tornar-se impossível. Não tenho fôlego suficiente para todas essas actividades.

- Preciso de dormir mais do que aquilo que actualmente durmo.

- Chamem-me o que quiserem, mas continuam-me a chocar casos que conheço, em que ambos os membros do casal estão desempregados, e decidem ter mais e mais filhos. Depois vão para o Facebook chorar que não têm dinheiro para comprar isto e aquilo, que ainda não têm coisinhas para o bebé, e "ai meu Deus" como é que vai ser quando nascer.
Eu não digo que só pode ter filhos quem tem emprego. Mas defendo que só pode ter filhos quem tem condições mínimas para tal.
Estas situações apertam-me o coração. Sim, por um lado tenho pena dos pai, mas tenho mais pena da criança que vai nascer. Se eu e Bomboco, que trabalhamos os dois e auferimos salários médios, nos estamos a ver à rasca (e sim, o OLX tem sido muito nosso amigo, assim como as feiras do bebé e os saldos), e não sabemos exactamente o montante de gastos que nos espera quando o David nascer, nem imagino a situação destas pessoas...

- Nisto, também ainda não consegui decidir se incluo ou não a vacinação não obrigatória... Pelo que sei, o custo ascende a mais de 400€. Opiniões?

- Percebi o quanto a auto-estima de alguém pode ser baixa, quando o namorado de uma rapariga lhe diz abertamente que a trai, e vai continuar a fazê-lo, e ela concede, desde que ele não se separe dela. Ou então são eles que são muito mente aberta e eu sou antiquada, não sei.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Várias coisas

- Telefonar para um centro de saúde, a qualquer hora, é uma missão impossível.
Estive, ininterruptamente, a ligar desde as 8h (hora de abertura), até às 9h. Não atenderam. Tive de me deslocar, grávida de 8 meses de gravidez de risco, ao dito centro de saúde para fazer a tal pergunta. A senhora desculpou-se, e disse que não conseguia atender as pessoas e o telefone pois estava sozinha. Compreendo perfeitamente e solidarizo. Os recursos no sns estão cada vez menos adequados às necessidades e isso assusta-me. A sala estava cheia de doentes.

- Por outro lado, ainda no sns, impera a burocracia, ou burrocracia. Há uns tempos aconteceu-me, no mesmo centro de saúde, este episódio que ainda não contei aqui no blog: Fui a uma consulta de rotina com a médica de família, para que esta me passasse o P1 da última ecografia. Antes da consulta, é rotina também a medição das tensões e análise da urina por parte das enfermeiras. Ora, eu já estava aflita para ir à casa de banho, peço o copinho à enfermeira e lá vou eu. Não há papel na casa de banho. Dirijo-me ao guichet de atendimento e pergunto se têm papel higiénico. O funcionário que lá estava, diz que não é da competência dele repor o papel, mas que vai chamar as empregadas de limpeza. Chega a empregada de limpeza. A mesma afirma que também não é da competência dela repor o papel higiénico. O funcionário diz que tem de se chamar a auxiliar, enquanto eu só peço que me digam onde está o papel, que eu própria o levo e troco. O funcionário diz que não, tem de se chamar a auxiliar. O funcionário liga para o segurança que o informa que a auxiliar já saiu. Perante o meu desespero, o funcionário lá vai ao armário que está ATRÁS DELE e me entrega o papel higiénico, que sendo assim, se eu o quisesse repor, que o fizesse.
Existe muita falta de recursos no sns. Mas também existe muita gente ineficiente e com o chip de complicador ligado.

- Estou a fazer um trabalho para uma empresa onde a resposta a 90% das minhas questões é "não sei". Adoro.

- Noutro dia, eu e uma colega de trabalho fomos almoçar a um restaurante de terrinha, província mesmo. Desses onde os funcionários nos parecem estar a fazer um grande favor, mas cuja comida não é má de todo e não é cara, pelo que queríamos despachar-nos e lá fomos. Quando nos íamos a sentar numa mesa, um dos empregos diz que não, que não pode ser naquela mesa, que era o que faltava, que aquela era a mesa onde os funcionários iriam almoçar. Está certo... Vejam lá se é muito incómodo nos atenderem, se calhar é melhor irmos a outro sítio.

- Fico parva com a quantidade de homens que ainda olham para mim de forma... Deselegante. Já achava muito nojento, agora então, acho asqueroso.

- A quantidade de vezes que vou à casa de banho, por dia, é uma coisa incrível. Sim, é verdade, quanto mais a gravidez avança, mais a vossa bexiga diminui.

Dia do Pai

Eu nunca tive um pai, quanto mais um dia do pai. Não conheço o conceito, não me relaciono com o tema, e durante muito tempo, achei que este dia era mais uma parvoíce de marketing para obrigar as pessoas a consumir.
Mas este ano é diferente. Claro que acho que existe uma componente muito forte de marketing associada, contudo, percepciono este dia de forma totalmente diferente.
A partir deste ano, eu creio que compreendo o que é o dia do pai. O meu filho terá um pai para sempre. Um pai verdadeiro. Um pai que o acompanhará na sua vida, que o ensinará a andar de bicicleta, que lhe dará reprimendas quando precisar. Um pai.
E eu sei que não poderia ter escolhido melhor pai para o meu filho.
E também sei que nunca mais me sentirei triste ou sozinha no dia do pai.

segunda-feira, 16 de março de 2015

E nós?

Depois de mais uma semana sem internet e rede de telemóvel, a fazer 300km diários, esta semana, para começar bem, fui buscar o meu carro ao parque dos reboques.
100€. Assim, do nada. E ainda me vai chegar uma multa a casa, para completar.
E agora vocês perguntam-me: Bomboca, onde estacionaste o carro?
Eu respondo: num parque de estacionamento. Sim, leram bem. Num parque de estacionamento.
A máquina das moedas estava avariada, eu nunca mais me lembrei de voltar ao local durante o dia para ver se a máquina já estava a funcionar, e no final de mais um dia cansativo de trabalho... Nada do meu carro. Quando tiverem dúvidas, façam uma pesquisa no sms reboque.
Entretanto amanha a câmara já tem uma reclamação minha, só por causa das coisas.
No parque dos carros rebocados, estava eu e mais umas 15 pessoas. Todas na mesma situação que eu.
10x100= 1.500€. Numa horinha. Trabahar assim rende...

terça-feira, 10 de março de 2015

Quão pobres são estas pessoas e os seus valores...?

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=4444681

Saúdinha, sim? Ou maravilhas da gravidez #6

Gosto muito, muito, quando as pessoas decidem partilhar os pormenores sórdidos dos seus partos, ou partos das vizinhas/tias/primas, etc.
E quando me falam em crianças que morrem no parto?
E quando, as pessoas de mais idade, insistem comigo que a epidural e a anestesia irão prejudicar o bebé, e trazer-lhe deficiências? Uiiii, maravilha.
Adoro.
Porque é que as pessoas não guardam estes pensamentos para si? Mesmo que detestem assim tanto a ciência e o progresso médico, fiquem com essas opiniões para si próprias. Não, não me apetece discutir o motivo pelo qual as epidurais não causam deficiências em bebés.
Também não quero saber das histórias horríveis da tia da prima da vizinha a quem morreu um bebé.
Saúdinha, sim?
Vá, vão com Deus.

sexta-feira, 6 de março de 2015

O roubo descarado que se pratica em alguns restaurantes e ninguém fala disto

Nunca vi ninguém a falar disto, mas já pensei no assunto várias vezes.
Sabem quando vão a um restaurante, e pedem uma bebida que não água, e vos servem a mesma num recipiente de 250ml e não num de 330ml?
Até aqui tudo bem. A questão é quando, na conta, o valor desta garrafinha é exactamente igual ao valor da garrafinha de 330ml. Já reclamei, dizendo que se servem menos quantidade, têm de cobrar o mesmo preço.
Em vão, dizem-me sempre que os preços são mesmo assim e estão desta forma definidos.
É um escândalo a nível nacional, um roubo, e não vejo ninguém a fazer nada por isso.
Proponho um movimento nacional anti garrafinhas de 250ml. quem está comigo??

As maravilhas da gravidez #5

Passar num supermercado para comprar um ingrediente para uma refeição, parar no corredor das bolachas, e ter vontade de ir buscar vários carrinhos para açambarcar as prateleiras todas. TODAS.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Bomboca anuncia o início da Primavera

Se virem um rasto de lenços de papel ranhosos por aí, sou eu.

Introdução ao estudo das pessoas que trabalham em gasolineiras

Salvo algumas excepções, que as há, não estou habituada a ter boas experiências com pessoas que trabalham em gasolineiras. Não sei exactamente o motivo pelo qual estas situações acontecem, mas, efectivamente, tenho tendência a não gostar muito do atendimento que me é prestado nestes locais.
Vou relatar o episódio de ontem: final da tarde, posto de abastecimento à pinha. Única bomba disponível, a de pré pagamento. Tento, ainda assim, por gasolina no carro. Tento uma, duas vezes, nada, apesar de os dois funcionários do posto de abastecimento terem olhado para mim repetidas vezes, nada acontece, nem disponibilizam a bomba, nem deixam um aviso (apesar de eu ter reparado que era uma bomba de pré pagamento, muitas vezes, quando está muita gente, os funcionários abrem a bomba para a pessoa abastecer e o processo se tornar mais rápido, por isso é que tentei, em vão, abastecer). Vou para a gigantesca fila que se forma à minha frente, arrastando-me, que eu já não ando, arrasto-me. Um dos funcionários (ambos já tinham mais de 45/50 anos), ao ver-me chegar ao final da fila, olha para mim com escárnio e gozo, e diz "a menina não viu que a bomba era de pré pagamento? Tem de esperar na fila, como as outras pessoas. Não é mais que ninguém por estar grávida". Bem... Eu fiquei verde, azul, sei lá, de todas as cores! Fiquei cega! Então isto é comentário que se faça? Eu acabei por não dizer nada porque enervada já eu estava, e se começasse a disparatar, não ia correr bem para ninguém e tudo o que eu queria era despachar-me para chegar a casa. Mas achei este comentário inconcebível.
O resto das pessoas, perguntam? Nada disseram, e é claro que ninguém se ofereceu para me deixar passar à frente. Fiquei ali, à espera, enquanto os funcionários trabalhavam o mais devagar que conseguiam, sendo que até comentavam um com o outro "pois, está aqui muita gente à espera, mas nós só saímos à meia noite", enquanto se riam. Não acho isto normal.
Mas o pior, é que este atitude vagarosa, de pouca atenção ao cliente, acontece em praticamente todas as bombas de gasolina que conheço.
Mas é um pré requisito para trabalhar num local destes? Bem sei que as pessoas não devem ser bem pagas, mas ainda assim, um pouco de respeito e atenção ao cliente, não ficava mal. Não vejo, em geral, este tipo de atendimento nos super e hipermercados, que não são propriamente locais conhecidos por pagarem bem.
O mais engraçado, é que o meu marido, tem, dos funcionários das gasolineiras, exactamente a mesma impressão que eu, portanto, não devo ser só eu a ter este tipo de experiências.
Enfim, não consigo perceber.
Mas se calhar o defeito é meu. Eu sei lá.

quarta-feira, 4 de março de 2015

As maravilhas da gravidez #4

Uma coisa muito gira e interessante que ocorre na gravidez, e que eu estou a adorar, é o facto de já não existir distinção entre a roupa de trabalho e a roupa de fim-de-semana.
Anteriormente, eu tinha o meu guarda roupa claramente dividido perante estas duas categorias, sendo que existiam algumas peças que transitavam entre as duas.
Agora, com excepção do calçado, não existe qualquer divisão.
Basicamente visto o que me serve. Ponto.

Nós por cá

Ando cheia de dores. O meu médico só me dá mais 2 semanas de trabalho, depois, acabou-se. Ando a trabalhar imensas horas, só para não variar.
Em compensação o miúdo está óptimo. Está gordinho e grande.
É o que se quer :)