Situação: open space. Toda a gente concentrada a trabalhar, com montes de projectos em mãos, que certamente necessitam de concentração. Uma senhora, tia e beta que só ela, na casa dos seus 50, fala alto tipo Cristina Ferreira, sobretudo quando atende telefonemas, em que faz questão de não sair da sua secretária, partilhando toda a informação pelos restantes presentes, quer estes queiram ou não ouvi-la. E os tiques da senhora a falar? Tão bom, tão bom.
Aí há uns tempos, li um livro de etiqueta empresarial, e partilhei algumas dicas convosco. Diz-se que, sempre que possível, se devem atender telefonemas fora do open space. Que ser discreto é uma arma poderosa, nisto das relações laborais, e há que saber usá-la.
Há gente que claramente precisava de ler esse livro, mas o mais engraçado é que normalmente quem mais precisa, não o faz.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Das habilidades que eu não tenho e gostaria de ter
Gostava de ser uma pessoa hábil de mãos. Gostava, mas infelizmente é impossível. Sou um desastre. Não tenho nem nunca tive jeito para educação visual e quaisquer outros trabalhos manuais, e sou muito desastrada. Mas tendo aceite esse fardo há muito, há uma habilidade que me faz falta diariamente, e tenho muita pena em não a possuir, que é a de conseguir deitar os pequenos restos de comida do prato que vão para o lixo, directamente para o saco do lixo, e não para o espaço entre o saco e o caixote. Sim, TODOS os dias, há sempre um ou outro grão de arroz ou bocadinho de comida, que vai parar a este espaço, sem que eu nada possa fazer, a não ser remediar o assunto e limpar. É irritante. E um flagelo para mim.
A falta de vergonha das pessoas é coisa para nunca deixar de me surpreender
Pois que meu ex patrão me liga, dizendo que precisa de mais um favor de minha parte. Pergunto-lhe porque é que ainda não me pagou o que me deve, e ele responde-me que está a tratar disso. Eu digo-lhe que terei todo o "gosto" em ajudá-lo, assim que os valores que me são devidos caírem na minha conta.
Desligou o telefone, fulo.
Penso que afinal já não precisa de nada.
Desligou o telefone, fulo.
Penso que afinal já não precisa de nada.
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Uma jóia de moço
Há raparigas que são constantemente atraídas para rapazes que deixam muito a desejar no que à ética e valores dizem respeito. Eu, como sempre achei mais piada aos inteligentes, com bom humor e certinhos, não consigo perceber esta atracção, mas elas garantem-me que sim, que o sex appeal nestes senhores é alto. Deve ser o sentimento de "perigo" e adrenalina que dá pica à relação. Eu não sei. Mas elas lá encontram inúmeros atributos nestes rapazes, que eu sinceramente não consigo descortinar.
Uma conhecida minha é o estereótipo da rapariguinha doidinha por bad boys. Ela, filha de boas famílias, gente em condições e com algum dinheiro, bonita e bem vestida, é sempre vista com companhias menos adequadas ao que ela própria é, que apesar de tontinha, é boa pessoa. Mas não, não há forma da menina gostar de outro tipo de rapaziada.
Pois que entre os rapazes menos famosos da zona com que ela já namorou, mandou-me ela uma sms, toda chorosa, a querer saber se conhecia um bom advogado. Disse que sim, que tinha o contacto de alguns que lhe podia facultar, pergunto o que se passa e diz-me ela que o pobre rapazinho com quem ela anda agora, foi preso preventivamente por tráfico de droga. Mas não, são tudo calúnias, que ele é uma jóia de moço! Ela diz que nem pensar que aquele "anjo" faria tal coisa.
De certeza que estava apenas no lugar errado à hora errada...
Uma conhecida minha é o estereótipo da rapariguinha doidinha por bad boys. Ela, filha de boas famílias, gente em condições e com algum dinheiro, bonita e bem vestida, é sempre vista com companhias menos adequadas ao que ela própria é, que apesar de tontinha, é boa pessoa. Mas não, não há forma da menina gostar de outro tipo de rapaziada.
Pois que entre os rapazes menos famosos da zona com que ela já namorou, mandou-me ela uma sms, toda chorosa, a querer saber se conhecia um bom advogado. Disse que sim, que tinha o contacto de alguns que lhe podia facultar, pergunto o que se passa e diz-me ela que o pobre rapazinho com quem ela anda agora, foi preso preventivamente por tráfico de droga. Mas não, são tudo calúnias, que ele é uma jóia de moço! Ela diz que nem pensar que aquele "anjo" faria tal coisa.
De certeza que estava apenas no lugar errado à hora errada...
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Dúvidas, dúvidas
Então esclareçam-me aqui uma dúvida, só para ver se eu percebi: Aquelas pessoas que defendem que se pode chamar gorda a qualquer pessoa que ostente um IMC acima do considerado normal, não se importarão que se chame esquelética a quem manifestamente demonstrar que não se alimenta adequadamente, certo?
O que eu acho piada aos horários de algumas pessoas
Há pessoas que acreditam que o conceito de horário não se aplica a elas. Que foi algo inventado pelo demo e portanto elas não têm de os seguir. Os horários só servem para complicar a vida das pessoas normais, ou seja, elas próprias.
Estas pessoas normalmente não só não cumprem os próprios horários, como ainda colocam em causa os horários das outras pessoas. Marca-se uma reunião para as 9h, aparecem com sorte às 10h. E não, não é uma vez ou outra, que um descuido ou um atraso no trânsito pode acontecer aos melhores. É algo que fazem por sistema, pois simplesmente acham que os horários não são para serem cumpridos. Nem tenho palavras para dizer o quanto me irrita esta atitude. Lembro-me de uma vez em que, para não chegar atrasada, visto que estava mesmo em cima da hora para uma reunião, saí de casa sem tomar o pequeno almoço e nisto, tive à espera da outra pessoa mais de 1h30. Fiquei cega de raiva. Acho um total desrespeito pelos outros. Porque ok, trabalham sozinhos e não gosto de horários, é lá com eles, mas quando essa atitude se intromete directamente na vida e produtividade dos demais, fico fula. Penso que este é um dos aspectos críticos da falta de produtividade do nosso país. Raramente se cumprem horários. As reuniões nunca começam a horas, porque há sempre não sei quem que se atrasa, as pessoas raramente chegam às 9h ao local de trabalho. Não digo que aconteça em todo o lado, mas ainda existe muita displicência horária por aí. Eu sou um bocadinho exagerada neste aspecto, confesso. Detesto atrasos e raramente me atraso, a não ser por motivos completamente alheios à minha vontade (lembro-me de ter chegado atrasada mais de 1h para uma reunião, porque havia um acidente na Ponte da Arrábida, e por isso o trânsito estava todo parado, mas felizmente a pessoa com quem eu tinha a reunião vinha no mesmo sentido que eu, e também estava atrasado). Tirando situações extremas e que, lá está, podem acontecer a qualquer um de nós, não suporto atrasos. Já passei muito tempo à espera de pessoas que estavam atrasadas. Acho que por isso desenvolvi esta implicação.
Estas pessoas normalmente não só não cumprem os próprios horários, como ainda colocam em causa os horários das outras pessoas. Marca-se uma reunião para as 9h, aparecem com sorte às 10h. E não, não é uma vez ou outra, que um descuido ou um atraso no trânsito pode acontecer aos melhores. É algo que fazem por sistema, pois simplesmente acham que os horários não são para serem cumpridos. Nem tenho palavras para dizer o quanto me irrita esta atitude. Lembro-me de uma vez em que, para não chegar atrasada, visto que estava mesmo em cima da hora para uma reunião, saí de casa sem tomar o pequeno almoço e nisto, tive à espera da outra pessoa mais de 1h30. Fiquei cega de raiva. Acho um total desrespeito pelos outros. Porque ok, trabalham sozinhos e não gosto de horários, é lá com eles, mas quando essa atitude se intromete directamente na vida e produtividade dos demais, fico fula. Penso que este é um dos aspectos críticos da falta de produtividade do nosso país. Raramente se cumprem horários. As reuniões nunca começam a horas, porque há sempre não sei quem que se atrasa, as pessoas raramente chegam às 9h ao local de trabalho. Não digo que aconteça em todo o lado, mas ainda existe muita displicência horária por aí. Eu sou um bocadinho exagerada neste aspecto, confesso. Detesto atrasos e raramente me atraso, a não ser por motivos completamente alheios à minha vontade (lembro-me de ter chegado atrasada mais de 1h para uma reunião, porque havia um acidente na Ponte da Arrábida, e por isso o trânsito estava todo parado, mas felizmente a pessoa com quem eu tinha a reunião vinha no mesmo sentido que eu, e também estava atrasado). Tirando situações extremas e que, lá está, podem acontecer a qualquer um de nós, não suporto atrasos. Já passei muito tempo à espera de pessoas que estavam atrasadas. Acho que por isso desenvolvi esta implicação.
Enquanto o palerma do meu ex patrão continua a brincar às empresas
Eu continuo sem receber. Dá para aguentar?
Estou prestes a estourar com esta merda toda...
Estou prestes a estourar com esta merda toda...
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Os que querem, à força, ser betos
Não morro de amores por betos, confesso. Mas, para mim, piores ainda são aqueles que, não sendo sendo betos, fazem todo um esforço sobre-humano para se comportarem como tal, pondo-se em bicos de pés para "ascender" a esta categoria.
Dou um exemplo: Conheci uma flausina que em conversa me disse que morava na Foz (no Porto). Calhou um dia de ter de ir buscá-la a casa, e eis que lhe peço a morada e era... Perto rotunda da Boavista. Ou seja, não era na Foz nem tem nada a ver com a Foz. Mas a senhora fala à fozeira. Quer vestir à fozeira e diz que mora na Foz. Disse-lhe que então afinal não morava na Foz, ao que fulana me responde que não senhor, que aquela zona onde ela mora é Foz, que ela é que sabe e sempre foi da Foz toda a sua vida.
E eu decido que não lhe digo mais nada pois não gosto de ser destruidora de sonhos.
Mas expliquem-me, porque motivo uma pessoa acha que morar no sítio X ou Y a torna melhor? Que isso a define? As pessoas que se põem em bicos de pés, mentem, só para "pertencerem"... Sinceramente não entendo.
Mas também não deve ser para eu entender, pois eu não sou da Foz.
Nota: No Porto, a zona da Foz é a zona à beira mar, e considerada a mais chique e beta da cidade. Falar à "fozeiro" é ter um sotaque carregado de tiques e jeitos próprios dos betos (semelhante aos de Cascais). A Boavista não é Foz. Fica noutro local da cidade. É uma zona muito bonita, pelo menos na maioria dos locais, e é também uma zona nobre. Mas não, não é a Foz.
Dou um exemplo: Conheci uma flausina que em conversa me disse que morava na Foz (no Porto). Calhou um dia de ter de ir buscá-la a casa, e eis que lhe peço a morada e era... Perto rotunda da Boavista. Ou seja, não era na Foz nem tem nada a ver com a Foz. Mas a senhora fala à fozeira. Quer vestir à fozeira e diz que mora na Foz. Disse-lhe que então afinal não morava na Foz, ao que fulana me responde que não senhor, que aquela zona onde ela mora é Foz, que ela é que sabe e sempre foi da Foz toda a sua vida.
E eu decido que não lhe digo mais nada pois não gosto de ser destruidora de sonhos.
Mas expliquem-me, porque motivo uma pessoa acha que morar no sítio X ou Y a torna melhor? Que isso a define? As pessoas que se põem em bicos de pés, mentem, só para "pertencerem"... Sinceramente não entendo.
Mas também não deve ser para eu entender, pois eu não sou da Foz.
Nota: No Porto, a zona da Foz é a zona à beira mar, e considerada a mais chique e beta da cidade. Falar à "fozeiro" é ter um sotaque carregado de tiques e jeitos próprios dos betos (semelhante aos de Cascais). A Boavista não é Foz. Fica noutro local da cidade. É uma zona muito bonita, pelo menos na maioria dos locais, e é também uma zona nobre. Mas não, não é a Foz.
E o universo une-se para me trazer daqueles pequenos aborrecimentos capazes de aniquilar com os nervos dos mais pacientes
Eu sou uma pessoa calma e paciente. A sério. Às vezes até demais. Mas entre as várias coisas que não suporto e para as quais não tenho paciência, está a burocracia, ou, neste país, burrucracia.
Eu comprei uma coisa no ebay. A data de entrega prevista era no início de Outubro. Agora, portanto. Desta forma, não me preocupei muito em ir ao correio todos os dias, e com isto do novo emprego, etc. e tal, acabei por passar mais de uma semana sem ver a caixa de correio. Ora pois não é que está lá o aviso de recepção da mercadoria? Claro que não estava ninguém à data e hora a que os senhores passaram, então apressei-me a ligar para os CTT, de modo a conseguir ir ainda levantar a minha encomenda à estação mais próxima. Azar dos azares, o prazo terminou ontem. E, sendo assim, os expeditos funcionários dos CTT dizem-me que não senhora, uma vez o processo de retorno iniciado, não há forma de o parar. A encomenda vai para Lisboa para ser despachada para o remetente. Explico, cuidadosamente, que não tive oportunidade de levantar a encomenda, ao que entre outras coisas me respondem algo como "azar o seu". Explico que o remetente está localizado na China, por isso não faz sentido a mercadoria ir para a China para depois voltar para cá novamente. Eu explico tudo, mas os excelentes profissionais dos CTT só me sabem responder que não senhora, não dá para parar o processo, que o procedimento é assim e pronto, nada a fazer.
Eu continuo a insistir que tem de existir uma maneira de parar o processo, de impedir que a encomenda vá novamente para a China quando eu, o destinatário, estou a reclamá-la e a dizer que a levanto inclusivamente a troco de ter de pagar mais alguma coisa. Não, nem pensar. O procedimento é assim. Eu se quiser, que entre em contacto com o vendedor para ele me enviar novamente a mercadoria.
E é assim. Um pacote que está ali, a caminho de Lisboa, não há ninguém a quem se possa ligar, nada, tudo em virtude do sagrado procedimento que não é flexível e não se importa com os clientes.
E sim, falei com 3 pessoas diferentes e todas me dizem o mesmo. Deixei reclamação. Mas claro que não vai dar em nada, pois quando me responderem à mesma, já a minha encomenda deve estar a caminho do oriente.
E pronto, coisinhas sempre agradáveis que nos acontecem e deixam o nosso dia a dia mais rico, e eu penso se estas empresas existem para agradar aos clientes ou para lhes potenciar pequenas torturas e outros tratamentos de cariz sádico.
Obrigada, muito obrigada CTT, por deixar o meu dia mais rico.
Eu comprei uma coisa no ebay. A data de entrega prevista era no início de Outubro. Agora, portanto. Desta forma, não me preocupei muito em ir ao correio todos os dias, e com isto do novo emprego, etc. e tal, acabei por passar mais de uma semana sem ver a caixa de correio. Ora pois não é que está lá o aviso de recepção da mercadoria? Claro que não estava ninguém à data e hora a que os senhores passaram, então apressei-me a ligar para os CTT, de modo a conseguir ir ainda levantar a minha encomenda à estação mais próxima. Azar dos azares, o prazo terminou ontem. E, sendo assim, os expeditos funcionários dos CTT dizem-me que não senhora, uma vez o processo de retorno iniciado, não há forma de o parar. A encomenda vai para Lisboa para ser despachada para o remetente. Explico, cuidadosamente, que não tive oportunidade de levantar a encomenda, ao que entre outras coisas me respondem algo como "azar o seu". Explico que o remetente está localizado na China, por isso não faz sentido a mercadoria ir para a China para depois voltar para cá novamente. Eu explico tudo, mas os excelentes profissionais dos CTT só me sabem responder que não senhora, não dá para parar o processo, que o procedimento é assim e pronto, nada a fazer.
Eu continuo a insistir que tem de existir uma maneira de parar o processo, de impedir que a encomenda vá novamente para a China quando eu, o destinatário, estou a reclamá-la e a dizer que a levanto inclusivamente a troco de ter de pagar mais alguma coisa. Não, nem pensar. O procedimento é assim. Eu se quiser, que entre em contacto com o vendedor para ele me enviar novamente a mercadoria.
E é assim. Um pacote que está ali, a caminho de Lisboa, não há ninguém a quem se possa ligar, nada, tudo em virtude do sagrado procedimento que não é flexível e não se importa com os clientes.
E sim, falei com 3 pessoas diferentes e todas me dizem o mesmo. Deixei reclamação. Mas claro que não vai dar em nada, pois quando me responderem à mesma, já a minha encomenda deve estar a caminho do oriente.
E pronto, coisinhas sempre agradáveis que nos acontecem e deixam o nosso dia a dia mais rico, e eu penso se estas empresas existem para agradar aos clientes ou para lhes potenciar pequenas torturas e outros tratamentos de cariz sádico.
Obrigada, muito obrigada CTT, por deixar o meu dia mais rico.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Sarna para me coçar
Com o meu belo emprego anterior, arranjei uma bela sarna para coçar, oh se arranjei!
Vocês já têm conhecimento de algumas peripécias interessantes do dito. Pois digo-vos que ainda não recebi o meu salário e direitos. Estou a ficar preocupada pois preciso mesmo de receber e estou a ver o caso muito mal parado. Não queria perder não sei quantos anos em tribunal com isto.
Já falei com o meu querido patrão e ele disse-me, no dia 29 de Setembro, que sim senhora, me ia pagar. Até agora, nada. Estou a ficar sem paciência e a desesperar.
Entretanto, nas semanas que se seguiram ao meu despedimento, acreditam que o homem me ligava todos os dias?? Ora porque precisava disto, daquilo, ora o número de telefone deste, ora o email daquele... E eu burra, lá lhe ia fazendo as vontades, esperançosa que o fdp me iria pagar no final do mês, como devido. Que burra!
O mais estúpido é que ele ao telefone ainda me tratava como uma "empregada" dele, que foi como sempre tratou.
Raios, mas quando é que eu me vejo livre desta gente?? Ter ido para aquele emprego foi das piores coisas que alguma vez fiz, acreditem. Puxa, que karma!
Vocês já têm conhecimento de algumas peripécias interessantes do dito. Pois digo-vos que ainda não recebi o meu salário e direitos. Estou a ficar preocupada pois preciso mesmo de receber e estou a ver o caso muito mal parado. Não queria perder não sei quantos anos em tribunal com isto.
Já falei com o meu querido patrão e ele disse-me, no dia 29 de Setembro, que sim senhora, me ia pagar. Até agora, nada. Estou a ficar sem paciência e a desesperar.
Entretanto, nas semanas que se seguiram ao meu despedimento, acreditam que o homem me ligava todos os dias?? Ora porque precisava disto, daquilo, ora o número de telefone deste, ora o email daquele... E eu burra, lá lhe ia fazendo as vontades, esperançosa que o fdp me iria pagar no final do mês, como devido. Que burra!
O mais estúpido é que ele ao telefone ainda me tratava como uma "empregada" dele, que foi como sempre tratou.
Raios, mas quando é que eu me vejo livre desta gente?? Ter ido para aquele emprego foi das piores coisas que alguma vez fiz, acreditem. Puxa, que karma!
Das coincidências felizes e decisões tomadas na altura certa
Quando mudei para o meu anterior emprego, como me deslocava de transportes públicos para ir trabalhar, eu e Bomboco chegámos a ponderar a hipótese de vendermos o meu carro, de modo a nos livrarmos das despesas inerentes ao mesmo. Não sei porquê, sempre tive alguma reticência em vendê-lo, estava sempre com uma ligeira impressão de que iria precisar dele. Isto, ainda antes das coisas no meu anterior emprego começarem a correr mal.
Entretanto, agora que mudei para o novo emprego, preciso do carro para trabalhar.
Ainda bem que não vendi o carro! Coincidência feliz, não é verdade?
Entretanto, agora que mudei para o novo emprego, preciso do carro para trabalhar.
Ainda bem que não vendi o carro! Coincidência feliz, não é verdade?
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
A vulgarização da diferença
Hoje em dia, todos querem ser diferentes. Não importa em quê, por que motivo, ou sequer se vale a pena primar pela diferença. O que interessa mesmo é ser "diferente", o "comum" é algo repugnante a que se deve fugir a 7 pés.
As pessoas preocupam-se tanto em ser diferentes, que já não conseguem ver quando a diferença cansa, quando estão já a pisar o terreno do ridículo. Tudo o que é demais enjoa e neste momento enjoa-me o excesso de "diferença" que começa a tornar-se banal, mas um banal desagradável e pouco interessante.
Lembro-me de há 2 domingos atrás, no programa factor X, uma rapariga de 17 anos, com uma imagem completamente normal e inócua, ter ido cantar Adele e, apesar de ter uma boa voz (na minha opinião...), teve uma prestação com alguns altos e baixos. O júri não teve dúvidas em não a passar para a fase seguinte. Logo depois, surge uma outra rapariga, com um visual todo alternativo, um pano enrolado na cintura a fazer de saia, com uma voz que a meu ver não se comparava com a da outra, cantando uma música em que claramente esteve mal. O júri deu-lhe uma segunda oportunidade e aí já fez um pouco melhor. Passou para a fase seguinte.
Creio que a primeira tinha uma voz mais competente, mas como possuía um visual banal, não lhe foi dada qualquer oportunidade para cantar uma outra música. O diferente vende, é elogiado e apreciado. Um visual constituído por uma roupa composta e simples não é apelativo, não chama.
Todos querem ser diferentes. Não interessa em quê, interessa apenas ser. Que importa se fica mal, se é um visual ridículo ou excessivamente arrojado? É diferente? Então vale!
Começa-me a irritar esta apologia da diferença. Ser diferente ou ter um visual diferente significava algo. Agora, nem sempre. É a vulgarização da diferença.
As pessoas preocupam-se tanto em ser diferentes, que já não conseguem ver quando a diferença cansa, quando estão já a pisar o terreno do ridículo. Tudo o que é demais enjoa e neste momento enjoa-me o excesso de "diferença" que começa a tornar-se banal, mas um banal desagradável e pouco interessante.
Lembro-me de há 2 domingos atrás, no programa factor X, uma rapariga de 17 anos, com uma imagem completamente normal e inócua, ter ido cantar Adele e, apesar de ter uma boa voz (na minha opinião...), teve uma prestação com alguns altos e baixos. O júri não teve dúvidas em não a passar para a fase seguinte. Logo depois, surge uma outra rapariga, com um visual todo alternativo, um pano enrolado na cintura a fazer de saia, com uma voz que a meu ver não se comparava com a da outra, cantando uma música em que claramente esteve mal. O júri deu-lhe uma segunda oportunidade e aí já fez um pouco melhor. Passou para a fase seguinte.
Creio que a primeira tinha uma voz mais competente, mas como possuía um visual banal, não lhe foi dada qualquer oportunidade para cantar uma outra música. O diferente vende, é elogiado e apreciado. Um visual constituído por uma roupa composta e simples não é apelativo, não chama.
Todos querem ser diferentes. Não interessa em quê, interessa apenas ser. Que importa se fica mal, se é um visual ridículo ou excessivamente arrojado? É diferente? Então vale!
Começa-me a irritar esta apologia da diferença. Ser diferente ou ter um visual diferente significava algo. Agora, nem sempre. É a vulgarização da diferença.
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