As obras acabaram mas houve coisas que não ficaram bem feitas. Normal na Tugolândia, portanto. Querido chefe diz que não quer pagar a uma empregada de limpeza, quer que seja eu a fazer a limpeza lá do sítio e respectiva arrumação.
Não sei se ria, se chore.
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Sei lá eu que título dar a isto
Só me apetece chorar. Ou melhor, já chorei, já parei, e já me apetece chorar outra vez. Por motivos meus, andei a vasculhar o meu email à procura de um ficheiro, e encontrei o email da proposta de emprego que aceitei há 4 anos atrás, emprego espectacular que acabei por deixar para ir para o meu emprego anterior ao actual. Gostei imenso desse emprego, gostei de tudo, do trabalho, das pessoas, de tudo... Só deixei porque o ordenado no meu ex empregador era superior e fazia uma diferença ainda grande.
4 anos depois estou num sítio que odeio, a fazer algo que detesto.
Sinceramente não vejo evolução nenhuma aqui, só andei para trás. E isto desgasta-me e entristece-me, ver pelos meus emails o quanto andei para trás, ver que me transformei de uma rapariga cheia de sonhos e aspirações profissionais, para uma mulher decepcionada com a profissão que tem.
Ontem, fui a uma entrevista para o emprego que eu quero ter desde que conheci essa vertente na faculdade. É a coisa mais incrível do ponto de vista das coisas incríveis que se podem fazer com o meu curso. São mil cães a um osso, e eu, que ando com o azar à minha volta, sinceramente duvido que a sorte me volte a sorrir no campo profissional.
4 anos depois estou num sítio que odeio, a fazer algo que detesto.
Sinceramente não vejo evolução nenhuma aqui, só andei para trás. E isto desgasta-me e entristece-me, ver pelos meus emails o quanto andei para trás, ver que me transformei de uma rapariga cheia de sonhos e aspirações profissionais, para uma mulher decepcionada com a profissão que tem.
Ontem, fui a uma entrevista para o emprego que eu quero ter desde que conheci essa vertente na faculdade. É a coisa mais incrível do ponto de vista das coisas incríveis que se podem fazer com o meu curso. São mil cães a um osso, e eu, que ando com o azar à minha volta, sinceramente duvido que a sorte me volte a sorrir no campo profissional.
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Anedota do dia
Como ando à procura de um novo emprego, tenho mandado o meu curriculum para quase tudo quanto é sítio. Ora, hoje de manhã ligaram-me para uma oportunidade no âmbito do controlo de gestão. Os meus olhos até brilharam! Esse brilho durou pouco... Durou até a senhora referir o salário... Pois... O salário que estavam dispostos a oferecer, era de 500€ + subsídio de alimentação.
Pois é. Não, obrigada.
E sim, pediam experiência de mais de 3 anos, perfeito domínio do excel, do inglês, etc. etc. Lindo.
Pois é. Não, obrigada.
E sim, pediam experiência de mais de 3 anos, perfeito domínio do excel, do inglês, etc. etc. Lindo.
Nem sempre dá para voltar atrás
Às vezes, damos por nós localizados num ponto de não retorno. Não o identificámos à primeira, podemos ter dificuldades para o visualizar, mas não, depois de passada aquela linha, não há retorno possível.
Antes de ontem eu não tinha ainda percebido que não tinha retorno. Quis acreditar que podia ainda corrigir algumas coisas, que se me esforçasse, iria conseguir que determinado assunto voltasse ao que sempre foi. Puro engano.
Existem muitos sentimentos negativos à mistura. Desilusão, falta de crença e outros tantos. A confiança também se foi. E é aí que percebemos que se encontra o ponto de não retorno. Quando, ao cruzar aquela linha, perdemos a confiança da outra pessoa. Quando por mais que façamos, por melhor que seja tudo à nossa volta, nunca mais iremos ter aquela aura de outrora. Eu pensava que algumas coisas podiam ser corrigidas.
Ontem, percebi que a maior parte delas nunca o poderá ser.
Antes de ontem eu não tinha ainda percebido que não tinha retorno. Quis acreditar que podia ainda corrigir algumas coisas, que se me esforçasse, iria conseguir que determinado assunto voltasse ao que sempre foi. Puro engano.
Existem muitos sentimentos negativos à mistura. Desilusão, falta de crença e outros tantos. A confiança também se foi. E é aí que percebemos que se encontra o ponto de não retorno. Quando, ao cruzar aquela linha, perdemos a confiança da outra pessoa. Quando por mais que façamos, por melhor que seja tudo à nossa volta, nunca mais iremos ter aquela aura de outrora. Eu pensava que algumas coisas podiam ser corrigidas.
Ontem, percebi que a maior parte delas nunca o poderá ser.
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Crianças em locais públicos
Depois do zum zum do post sobre os bebés em restaurantes, sinceramente, por aquilo que leio, constato que falta muito bom senso. Qual é o problema de as crianças frequentarem restaurantes, supermercados, e outros locais públicos? Se chora, se faz birra, os paizinhos só têm de sair e/ou acalmar a criança. Pronto. É complicado? Eu não tenho filhos, mas quando os tiver, vou levá-los onde considerar adequado, até porque também têm de se habituar a conviver em sociedade e a saber estar publicamente.
Mas o que eu mais gostei foi a senhora dizer que não vai levar as crianças nas viagens ao estrangeiro, que é um desperdício. Enfim, nem dá para dizer mais nada. Ainda bem que nem toda a gente pensa assim, senão ninguém conhecia nada, porque muitas vezes as pessoas acabam por conhecer diferentes locais através das férias com os pais.
Impróprio, na minha opinião, é levar crianças que já sabem ler, com cerca de 7/8 anos, a ver filmes claramente desapropriados para a idade das mesmas, como já vi (filmes como "Massacre no Texas", "Planeta dos Macacos" e outros tantos para maiores de 16 anos). Isso sim, é inapropriado.
Mas o que eu mais gostei foi a senhora dizer que não vai levar as crianças nas viagens ao estrangeiro, que é um desperdício. Enfim, nem dá para dizer mais nada. Ainda bem que nem toda a gente pensa assim, senão ninguém conhecia nada, porque muitas vezes as pessoas acabam por conhecer diferentes locais através das férias com os pais.
Impróprio, na minha opinião, é levar crianças que já sabem ler, com cerca de 7/8 anos, a ver filmes claramente desapropriados para a idade das mesmas, como já vi (filmes como "Massacre no Texas", "Planeta dos Macacos" e outros tantos para maiores de 16 anos). Isso sim, é inapropriado.
Mais uma vez constato como as pessoas são solícitas quando estamos na mó de cima, mas o mesmo não acontece quando estamos em baixo
Quando estamos bem, é tudo sorrisos, convites para copos, sms's regulares para saber como estamos, se queremos fazer alguma coisa, gente a oferecer-se para ir a nossa casa, enfim, todo um conjunto de solicitações sociais. Toda a gente jura que está ali para o que der e vier. Eu ia acenando e tentando perceber quais seriam os primeiros a dar a fuga, quando o momento se proporcionasse. E assim foi. Nada que me espantasse, contudo. Mas é sempre duro precisarmos de uma ajuda de alguém específico, e essa pessoa não nos estender a mão numa coisa tão simples como entregar um curriculum. Não que eu não estivesse à espera, mas tenho como máxima que perguntar não custa, pois o não é garantido.
Há uns anos atrás, no primeiro casamento da minha tia, ela viva sempre rodeada de gente. Eu costumava chamar-lhes os satélites, pois estavam sempre enfiados em casa dela, ainda por cima na altura, o marido da minha tia e ela própria eram pessoas com algumas posses. Todos os fins-de-semana lá iam os satélites. Quando o seu casamento chegou ao fim, ficaram 2 dessas amigas, e sobretudo eu, que até dormia com ela, e deixava de fazer programas com os meus amigos para estar com ela.
Agora, a minha tia, por via de questões profissionais, mora num local muito procurado em tempo de férias, é uma localidade tipicamente balnear. Pois que voltaram novamente os satélites a circular em redor dela e do novo companheiro, oferecendo-se para ficar em casa dela agora nos tempos de férias, e ela sem dizer que não, recebendo todos, não olhando a gastos para receber bem as pessoas.
O que posso concluir? É que a minha tia tem um melhor coração que eu.
Porque eu, à medida que o tempo vai avançando, vou riscando da minha vida os satélites, assim que me apercebo que não passam disso mesmo.
Há uns anos atrás, no primeiro casamento da minha tia, ela viva sempre rodeada de gente. Eu costumava chamar-lhes os satélites, pois estavam sempre enfiados em casa dela, ainda por cima na altura, o marido da minha tia e ela própria eram pessoas com algumas posses. Todos os fins-de-semana lá iam os satélites. Quando o seu casamento chegou ao fim, ficaram 2 dessas amigas, e sobretudo eu, que até dormia com ela, e deixava de fazer programas com os meus amigos para estar com ela.
Agora, a minha tia, por via de questões profissionais, mora num local muito procurado em tempo de férias, é uma localidade tipicamente balnear. Pois que voltaram novamente os satélites a circular em redor dela e do novo companheiro, oferecendo-se para ficar em casa dela agora nos tempos de férias, e ela sem dizer que não, recebendo todos, não olhando a gastos para receber bem as pessoas.
O que posso concluir? É que a minha tia tem um melhor coração que eu.
Porque eu, à medida que o tempo vai avançando, vou riscando da minha vida os satélites, assim que me apercebo que não passam disso mesmo.
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Há 10 anos que o Benfica não entrava a ganhar na primeira jornada
E ontem foi sem dúvida dia de futebol. Ora no sofá de casa, ora no camarote presidencial, que eu não faço a coisa por menos.
Não obstante, nos bares dos estádios, há sempre pessoas que não compreendem esse conceito fundamental que é o civismo, e tentem furar a fila, desrespeitando todos os outros cromos que lá estão à espera.
E ponho-me a pensar que sim, que a falta de civismo é, provavelmente, o maior problema da nossa sociedade.
Mas dizia eu que o Benfica ganhou e isso é coisa para me alegrar.
E pf, acabem com a novela Enzo. Já não se aguenta.
Não obstante, nos bares dos estádios, há sempre pessoas que não compreendem esse conceito fundamental que é o civismo, e tentem furar a fila, desrespeitando todos os outros cromos que lá estão à espera.
E ponho-me a pensar que sim, que a falta de civismo é, provavelmente, o maior problema da nossa sociedade.
Mas dizia eu que o Benfica ganhou e isso é coisa para me alegrar.
E pf, acabem com a novela Enzo. Já não se aguenta.
Bomboco não compreende o conceito de trabalhar em casa
Só isso explica o facto de me acordar à mesma hora de sempre. O rapaz deve esquecer-se que não é necessário apanhar transportes, vestir adequadamente, etc. etc.
Raios.
Raios.
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Daquelas coisas que em não sendo connosco, ficamos a pensar nelas com um amargo de boca, um sentimento de tristeza e um desejo secreto que nunca nada disto nos aconteça a nós
Ontem fiquei a saber de uma notícia que me deixou um pouco triste, e me fez mais uma vez constatar que nós não controlamos rigorosamente nada nesta vida.
Conheço um casal que namorava desde os meus tempos da escola secundária. Casaram e viviam felizes até decidirem ter filhos. Estiveram anos e anos a tentar, sem sucesso. Chegaram a comentar que não percebiam o que se passava, porque nem ela, nem ele, demonstravam problemas de saúde nos exames. A relação começou a ficar muito desgastada e divorciaram-se no início deste ano. O rapaz entretanto conheceu outra pessoa há poucos meses, e qual não é o meu espanto, fiquei a saber que a nova namorada está grávida. Sei que a ex mulher está triste e não consegue compreender o que falhou.
E eu fiquei com um amargo de boca que não consigo explicar. Não por ele ter refeito a sua vida, nada disso, desejo-lhe felicidades e tenho a certeza que ela também. Mas por não terem conseguido, por não terem tido essa "sorte" quando estavam juntos, e tudo isto me faz pensar que esta merda é simplesmente aleatória ou então realmente há um plano maior qualquer e nós só podemos tentar sobreviver da melhor forma.
Conheço um casal que namorava desde os meus tempos da escola secundária. Casaram e viviam felizes até decidirem ter filhos. Estiveram anos e anos a tentar, sem sucesso. Chegaram a comentar que não percebiam o que se passava, porque nem ela, nem ele, demonstravam problemas de saúde nos exames. A relação começou a ficar muito desgastada e divorciaram-se no início deste ano. O rapaz entretanto conheceu outra pessoa há poucos meses, e qual não é o meu espanto, fiquei a saber que a nova namorada está grávida. Sei que a ex mulher está triste e não consegue compreender o que falhou.
E eu fiquei com um amargo de boca que não consigo explicar. Não por ele ter refeito a sua vida, nada disso, desejo-lhe felicidades e tenho a certeza que ela também. Mas por não terem conseguido, por não terem tido essa "sorte" quando estavam juntos, e tudo isto me faz pensar que esta merda é simplesmente aleatória ou então realmente há um plano maior qualquer e nós só podemos tentar sobreviver da melhor forma.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Já faltou mais, já faltou mais
Para pertencer ao maior empregador nacional, aka centro de emprego.
A sério, acho há coisas que não cabem na cabeça de ninguém, não fazem nenhum sentido.
Pois que eu acabei de ser repreendida por algo que fiz estando isso muito fora da minha competência, do meu contrato de trabalho. O meu patrão mandou-me fazer uma coisa que não se encontra estipulado nas minhas funções, aliás, está bem longe disso. No entanto, não ficou satisfeito, por isso fui fortemente repreendida.
Dá para aguentar?
Enfim.
A sério, acho há coisas que não cabem na cabeça de ninguém, não fazem nenhum sentido.
Pois que eu acabei de ser repreendida por algo que fiz estando isso muito fora da minha competência, do meu contrato de trabalho. O meu patrão mandou-me fazer uma coisa que não se encontra estipulado nas minhas funções, aliás, está bem longe disso. No entanto, não ficou satisfeito, por isso fui fortemente repreendida.
Dá para aguentar?
Enfim.
Os trolhas
Com todo o respeito, não sou a maior fã dessa classe profissional. Para além dos piropos, do jeito mais brejeiro, normalmente não são pessoas que primam pela capacidade de comunicação.
Ora, o meu belo local de trabalho está em obras, e por isso pedi aos trolhas que recebessem as encomendas que lá fossem ter, uma vez que eu não estaria para as receber. Hoje, tive de passar lá e... Vocês adivinham não é? Montes de avisos de recepção porque os senhores trolhas, apesar de eu lhes ter dito um sem número de vezes para o fazerem, resolveram não receber as encomendas.
Agora tenho de ligar aos CTT, pedir para fazerem novas entregas, etc etc... E porquê? Porque os senhores trolhas não tiveram vontade de receber as encomendas!
Grrrrr!
Paciência precisa-se urgentemente.
Ora, o meu belo local de trabalho está em obras, e por isso pedi aos trolhas que recebessem as encomendas que lá fossem ter, uma vez que eu não estaria para as receber. Hoje, tive de passar lá e... Vocês adivinham não é? Montes de avisos de recepção porque os senhores trolhas, apesar de eu lhes ter dito um sem número de vezes para o fazerem, resolveram não receber as encomendas.
Agora tenho de ligar aos CTT, pedir para fazerem novas entregas, etc etc... E porquê? Porque os senhores trolhas não tiveram vontade de receber as encomendas!
Grrrrr!
Paciência precisa-se urgentemente.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Não gosto
De campismo.
Não gosto de ir a uma casa de banho que não esteja perfeitamente limpa, de cozinhar sem todos os instrumentos necessários, de dormir em colchões e sacos-cama, de estar sujeita e ter encontros imediatos com bicharada.
Já fiz muitoooo campismo. Mas acreditem, não é para mim.
Não sou uma rapariga de gostos baratos, é um facto.
Não gosto de ir a uma casa de banho que não esteja perfeitamente limpa, de cozinhar sem todos os instrumentos necessários, de dormir em colchões e sacos-cama, de estar sujeita e ter encontros imediatos com bicharada.
Já fiz muitoooo campismo. Mas acreditem, não é para mim.
Não sou uma rapariga de gostos baratos, é um facto.
Ainda bem que o arrependimento não mata
Porque se matasse, eu já estava mortinha.
Infelizmente o tempo não volta para trás. Retiro muitas lições desta situação em que me encontro agora, uma delas é que algumas pessoas (não são os amigos, esses, são outra fruta), pessoas com quem pensávamos ter uma boa relação, "esquecem-nos" facilmente, desligam, mais de 3 anos de convívio e nada, nem um telefonema.
Ou sou eu que sou demasiado saudosista e como não tenho ninguém a trabalhar comigo, sinto falta dessas pequenas coisas.
Infelizmente o tempo não volta para trás. Retiro muitas lições desta situação em que me encontro agora, uma delas é que algumas pessoas (não são os amigos, esses, são outra fruta), pessoas com quem pensávamos ter uma boa relação, "esquecem-nos" facilmente, desligam, mais de 3 anos de convívio e nada, nem um telefonema.
Ou sou eu que sou demasiado saudosista e como não tenho ninguém a trabalhar comigo, sinto falta dessas pequenas coisas.
Se não me querem dar emprego, porque motivo me adicionam?
O presidente de uma empresa que actua num ramo em que eu já tenho experiência, adicionou-me no Linkedin. Perguntei ao senhor se o meu curriculum interessava, se existia alguma vaga em aberto na dita empresa. Disse-me que não.
Então sendo assim, adicionou-me porquê?
Raios parta.
Então sendo assim, adicionou-me porquê?
Raios parta.
De que adianta?
Dizer que sim, que se perdoa, que vamos esquecer e continuar na nossa vida, que tudo vai correr bem, quando à primeira contrariedade se deita à cara tudo aquilo que se prometeu esquecer?
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Os provadores em geral, obras realizadas por homens, é que só pode
Este problema persegue-me desde sempre. Não tinha falado dele ainda aqui no blog, mas é algo que nunca deixou de acontecer, em momento algum. Falo da minha incapacidade para fechar completamente a cortina de um provador. Eu puxo, puxo e repuxo, sacudo, volto atrás e... Nada. Continua sempre ali uma frincha aberta que para quem olhar com atenção, poderá ser o canal Playboy não pago. Sinto-me sempre desconfortável a experimentar roupa, precisamente porque como não consigo fechar completamente a cortina, tenho medo que algum maluco vá por ali fora e abra a cortina dando comigo em trajes menores (o que já aconteceu, não perguntem, foi muito traumático). Ora, deve ser por isso que muito raramente experimento o que quer que seja nas lojas. Ontem, contudo, experimentei. Fui à Zara e gostei de inúmeras peças, muitas delas calças, pelo que era mais arriscado levar sem experimentar. O medo, o terror voltou novamente. Isso, e a falta de capacidade para fechar a cortina. Não dá. Não conheço ninguém que consiga fechar aquilo direitinho.
E vocês, conseguem fechar a cortina?
Tenho para mim que não. E, claro, cheira-me que esta obra foi feita assim de propósito pelos homens, só pode.
E vocês, conseguem fechar a cortina?
Tenho para mim que não. E, claro, cheira-me que esta obra foi feita assim de propósito pelos homens, só pode.
Caros restantes condutores
Lá por estarmos em Agosto, não significa que toda a gente esteja de férias e não tenha pressa para nada. Deste modo, se vos for possível, peço para que conduzam os vossos carros a uma velocidade superior a 30 Km/h. Se não vos causar muito incómodo, claro está.
Grata.
Grata.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Sabem aquelas pessoas
Que não tomam conta de recado nenhum, que não apontam nada, que nunca sabem o que fizeram ou o que lhes falta fazer, que fazem merda e depois os outros que resolvam, que estão sempre a sacudir a água do capote, sempre à espera que os outros façam tudo, que não têm visão de futuro e são incapazes de planear?
Sabem?
Se sim, conhecem o meu patrão.
Sabem?
Se sim, conhecem o meu patrão.
O Verão que não existe
Este Verão está a ser uma decepção. Para além dos problemas pessoais que atravesso, as temperaturas, pelo menos aqui no norte, não lembram a ninguém. Chega mesmo a estar frio durante o dia, sobretudo à sombra.
A última vez que fiz praia foi na minha lua de mel, no México. Depois disso, nicles. Será que não há maneira de vir o Verão a sério? Será que este ano o Verão não virá de todo, ou dará ares de sua graça em Outubro?
Só sei que não ter férias nem subsídio de férias é muito chato, mas este tempo também. Porque ao menos uma pessoa podia ir dar um mergulhinho a seguir ao trabalho. Assim, nem isso.
Ai... Saudades dos Verões longos e quentes...
A última vez que fiz praia foi na minha lua de mel, no México. Depois disso, nicles. Será que não há maneira de vir o Verão a sério? Será que este ano o Verão não virá de todo, ou dará ares de sua graça em Outubro?
Só sei que não ter férias nem subsídio de férias é muito chato, mas este tempo também. Porque ao menos uma pessoa podia ir dar um mergulhinho a seguir ao trabalho. Assim, nem isso.
Ai... Saudades dos Verões longos e quentes...
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Nostalgia
A Sic Radical começou a passar novamente a Nip Tuck. Acho que vou colar e aproveitar para rever esta série que tanto me apaixonou na década passada.
Living the dream
Estou a viver o sonho.
As borboletas voam ao meu redor e o sol brilha.
Agora a sério... Dia 5 do mês corrente e ainda não recebi o salário do mês anterior. Nem sei quando o vou receber. Tive de pedir dinheiro ao Bomboco para pagar o passe dos transportes públicos e para comprar medicação para o meu problema de saúde. Fantástico.
Hoje, vim trabalhar de fato de treino. Sim, leram bem. Hoje, as minhas tarefas serão as de empacotar sozinha todo um escritório e um armazém porque irão haver obras cá no sítio. Como tal, é preciso empacotar e arrumar tudo. Quem melhor para o fazer? A economista aka burra de carga, aka "faz tudo" aqui do sítio.
Um sonho meus amigos, é o que vos digo.
Não foi para isto que saí do meu emprego anterior. Esse, podia ter muitos defeitos, mas pagava a horas e eu estava a fazer um trabalho para o qual efectivamente fui contratada.
O melhor conselho que vos posso dar é para não caírem no meu erro. Em tendo outro emprego, não vão atrás de promessas de salários e prémios, de pequenos projectos inovadores etc etc, a menos que conheçam bem a empresa e as pessoas em questão.
Não façam como eu, que, peço desculpa pela linguagem, me fodi à grande.
As borboletas voam ao meu redor e o sol brilha.
Agora a sério... Dia 5 do mês corrente e ainda não recebi o salário do mês anterior. Nem sei quando o vou receber. Tive de pedir dinheiro ao Bomboco para pagar o passe dos transportes públicos e para comprar medicação para o meu problema de saúde. Fantástico.
Hoje, vim trabalhar de fato de treino. Sim, leram bem. Hoje, as minhas tarefas serão as de empacotar sozinha todo um escritório e um armazém porque irão haver obras cá no sítio. Como tal, é preciso empacotar e arrumar tudo. Quem melhor para o fazer? A economista aka burra de carga, aka "faz tudo" aqui do sítio.
Um sonho meus amigos, é o que vos digo.
Não foi para isto que saí do meu emprego anterior. Esse, podia ter muitos defeitos, mas pagava a horas e eu estava a fazer um trabalho para o qual efectivamente fui contratada.
O melhor conselho que vos posso dar é para não caírem no meu erro. Em tendo outro emprego, não vão atrás de promessas de salários e prémios, de pequenos projectos inovadores etc etc, a menos que conheçam bem a empresa e as pessoas em questão.
Não façam como eu, que, peço desculpa pela linguagem, me fodi à grande.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
O que eu quero é um emprego no Banco de Portugal
Cansei de trabalhar em empresas, onde há objectivos, obrigações, horários a cumprir. Tudo isso é muito chato. Eu quero é ir trabalhar para o Banco de Portugal, isso é que é um emprego como deve ser.
Mas trabalhar num alto cargo, chefe de alguma coisa, vejamos, auditoria e fiscalização, uma coisa assim em grande e com nome pomposo. Nesse cargo, entrava à minha horinha e dormia o meu soninho. Depois ia almoçar. Depois do almoço, novo soninho, desta feita a sesta. Quem sabe ainda poderia haver tempo para ir jogar golf, ou ténis, ou squash com os amigos. Almoços à grande, sonecas e muitas actividades extra curriculares. Isso é que é um emprego.
Só esta dinâmica de trabalho explica casos como o BPN e o BES. Milhares de milhões a desaparecerem e ninguém dá por nada. E o melhor é que o Banco de Portugal lá continua, na sua vidinha, na sua tranquilidade, e pumba, que inchem os contribuintes mais uma vez.
Caramba, onde é que eu entrego o meu curriculum?
Mas trabalhar num alto cargo, chefe de alguma coisa, vejamos, auditoria e fiscalização, uma coisa assim em grande e com nome pomposo. Nesse cargo, entrava à minha horinha e dormia o meu soninho. Depois ia almoçar. Depois do almoço, novo soninho, desta feita a sesta. Quem sabe ainda poderia haver tempo para ir jogar golf, ou ténis, ou squash com os amigos. Almoços à grande, sonecas e muitas actividades extra curriculares. Isso é que é um emprego.
Só esta dinâmica de trabalho explica casos como o BPN e o BES. Milhares de milhões a desaparecerem e ninguém dá por nada. E o melhor é que o Banco de Portugal lá continua, na sua vidinha, na sua tranquilidade, e pumba, que inchem os contribuintes mais uma vez.
Caramba, onde é que eu entrego o meu curriculum?
Ainda é muito cedo para dizer?
Eu avisei...
Sim, estou a falar do BES, e quem na verdade ia pagar isto éramos nós todos.
Sim, estou a falar do BES, e quem na verdade ia pagar isto éramos nós todos.
Ai, que eu nem sei o que seria de mim se não fosse a minha rica mãezinha
A minha querida mãezinha do meu coração é um amor e um poço de atenção para com os outros. Sério.
Vejamos, eu e Bomboco vamos, todos os domingos, almoçar ora aos meus sogros, ora à minha avó, alternadamente. Os meus sogros, que são umas jóias de pessoas, estão sempre preocupados em fazer a melhor comida quando nós vamos lá, estão sempre atentos para que nada falte... A sério, são uns amores e não me podia ter calhado melhor na rifa.
A minha avó, com as suas limitações, tenta fazer o mesmo, está sempre preocupada com o que o "neto" gosta, etc. Ora, ontem era dia de ir à minha avó. Minha rica mãezinha, que está de baixa psicológica, disse que ia buscar o almoço. Para além de ter aparecido com o almoço às 3 da tarde e nós já estarmos a desesperar, trouxe... Marisco. Quando eu e a minha avó não suportamos marisco.
Portanto, acabamos por comer apenas pão, que aquela hora já não era hora de ir a lado nenhum nem fazer mais nada.
É sempre bom perceber que eu e a minha avó estamos no topo das preocupações da minha rica mãezinha. Mas sempre foi assim. Ontem foi só mais uma situação de milhares ao longo dos anos.
Por isso não, temos pena mas não. Aquela mulher pariu-me, é verdade, mas não é a minha MÃE.
Mãe preocupa-se, acarinha, compreende, disciplina. Aquela mulher não fez nada disso em toda a sua existência.
A minha mãe é a minha avó. E nem quero pensar o que será quando ela já não estiver.
Vejamos, eu e Bomboco vamos, todos os domingos, almoçar ora aos meus sogros, ora à minha avó, alternadamente. Os meus sogros, que são umas jóias de pessoas, estão sempre preocupados em fazer a melhor comida quando nós vamos lá, estão sempre atentos para que nada falte... A sério, são uns amores e não me podia ter calhado melhor na rifa.
A minha avó, com as suas limitações, tenta fazer o mesmo, está sempre preocupada com o que o "neto" gosta, etc. Ora, ontem era dia de ir à minha avó. Minha rica mãezinha, que está de baixa psicológica, disse que ia buscar o almoço. Para além de ter aparecido com o almoço às 3 da tarde e nós já estarmos a desesperar, trouxe... Marisco. Quando eu e a minha avó não suportamos marisco.
Portanto, acabamos por comer apenas pão, que aquela hora já não era hora de ir a lado nenhum nem fazer mais nada.
É sempre bom perceber que eu e a minha avó estamos no topo das preocupações da minha rica mãezinha. Mas sempre foi assim. Ontem foi só mais uma situação de milhares ao longo dos anos.
Por isso não, temos pena mas não. Aquela mulher pariu-me, é verdade, mas não é a minha MÃE.
Mãe preocupa-se, acarinha, compreende, disciplina. Aquela mulher não fez nada disso em toda a sua existência.
A minha mãe é a minha avó. E nem quero pensar o que será quando ela já não estiver.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
A arte de saber esperar, quando se há pessoa que não gosta de esperar sou eu
Eu lá fui, de fato e camisa, pois claro, que a ocasião é para isso, mas sapato raso. Transportes públicos e sapatos de salto alto para mim, não combinam.
Ora, dizia eu que sim, que fui, eles pareceram gostar do discurso e da determinação que me esforcei por mostrar, nestas coisas há sempre algo que fica por dizer, há sempre algo que poderia ter sido dito de outra forma. Mas ainda assim acho que gostaram.
Mas em Setembro, apenas e só em Setembro terei novidades, e toda eu era suores frios, daqui a Setembro vai um mês, e num mês muita coisa se passa, sobretudo num mês que para mim vai ser sem férias. Nada a fazer, só em Setembro.
Dou então por mim a pensar que a arte de saber esperar é algo muito valioso, uma característica apurada e determinante, mas que infelizmente não faz parte do meu portfólio de competências.
Ora, dizia eu que sim, que fui, eles pareceram gostar do discurso e da determinação que me esforcei por mostrar, nestas coisas há sempre algo que fica por dizer, há sempre algo que poderia ter sido dito de outra forma. Mas ainda assim acho que gostaram.
Mas em Setembro, apenas e só em Setembro terei novidades, e toda eu era suores frios, daqui a Setembro vai um mês, e num mês muita coisa se passa, sobretudo num mês que para mim vai ser sem férias. Nada a fazer, só em Setembro.
Dou então por mim a pensar que a arte de saber esperar é algo muito valioso, uma característica apurada e determinante, mas que infelizmente não faz parte do meu portfólio de competências.
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