Quando as pessoas abrem a boca e sai disto, qualquer coisa que alguém possa dizer a seguir, não será na verdade uma crítica.
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Bomboco aka Peixe
Eu costumo dizer que Bomboco é um peixe autêntico. Não, ele não tem guelras nem barbatanas, mas tem uma memória que se assemelha à de um peixe. O rapaz não se lembra do que fez há 3 segundos atrás. Juro.
Ora, não é fácil lidar com isto. Ontem, foi o expoente máximo.
Fomos passar o fim-de-semana fora, a título de gozo de uma oferta de casamento, e quando íamos para sair do quarto do hotel, pedi-lhe para verificar que não ficava lá nada. Disse-me que não. Fomos embora à nossa vidinha. Note-se que normalmente quem verifica por último o quarto sou eu, mas desta vez foi diferente.
Bomboco viu também os horários do comboio a apanhar, pelo que eu estava completamente descansada.
Resultado: viu mal os horários e ficámos mais de 2h à seca, e não viu um creme que eu deixei no wc do hotel.
É certo que eu é que me esqueci do creme, mas para isso é que servem as verificações finais.
Grrrr!
É que o peixe, perdão, Bomboco, diz que a culpa que é minha, porque não sou arrumada o suficiente e não pus o creme logo no saco. Whatever... Quem ficou sem o creme fui eu.
Perguntem-lhe lá se ele se esqueceu dos óculos de sol da Prada? Pois...
Ora, não é fácil lidar com isto. Ontem, foi o expoente máximo.
Fomos passar o fim-de-semana fora, a título de gozo de uma oferta de casamento, e quando íamos para sair do quarto do hotel, pedi-lhe para verificar que não ficava lá nada. Disse-me que não. Fomos embora à nossa vidinha. Note-se que normalmente quem verifica por último o quarto sou eu, mas desta vez foi diferente.
Bomboco viu também os horários do comboio a apanhar, pelo que eu estava completamente descansada.
Resultado: viu mal os horários e ficámos mais de 2h à seca, e não viu um creme que eu deixei no wc do hotel.
É certo que eu é que me esqueci do creme, mas para isso é que servem as verificações finais.
Grrrr!
É que o peixe, perdão, Bomboco, diz que a culpa que é minha, porque não sou arrumada o suficiente e não pus o creme logo no saco. Whatever... Quem ficou sem o creme fui eu.
Perguntem-lhe lá se ele se esqueceu dos óculos de sol da Prada? Pois...
O dia a dia numa empresa pequena
É viver com a corda ao pescoço. É pedir (mais implorar...) os pagamentos aos clientes, e adiar o mais possível os pagamentos a fornecedores. Não existe grande poder negocial e não há escala para obtenção de descontos em condições.
Não é fácil meus amigos...
Não é fácil meus amigos...
Um abraço apertado à Judite e muita força
É tudo o que eu posso dizer neste momento. Não tenho mais palavras, é triste demais.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Uma das melhores coisas que a idade nos traz
É o facto de cada vez menos querermos saber do que os outros pensam de nós.
A sério. Estou-me lixando se pensam bem, mal, se falam isto ou aquilo nas minhas costas, se gostam de mim ou não.
Tanto se me dá, como se me deu. Tenho mais em que pensar.
Quem me dera já ter plena consciência disto quando tinha 16 anos. Tinha-me poupado muitas maçadas.
A sério. Estou-me lixando se pensam bem, mal, se falam isto ou aquilo nas minhas costas, se gostam de mim ou não.
Tanto se me dá, como se me deu. Tenho mais em que pensar.
Quem me dera já ter plena consciência disto quando tinha 16 anos. Tinha-me poupado muitas maçadas.
Do desenmerda-te
Essa cena do desenmerda-te é toda muito engraçada. É como dizerem para irmos descobrir um tesouro sem dizerem que tesouro é, nem darem nenhum mapa.
Sem mapa e sem saber que tesouro se procura, é todo um percurso na escuridão.
Vamos parando para pedir indicações, depois dão-nos informações erradas, voltamos atrás, seguimos novamente caminho, ineficiências por todo o lado.
Se realmente encontrarmos algum tesouro, em algum momento, depois não se queixem que não era aquele tesouro e/ou que demorámos muito tempo a encontra-lo.
Welcome to "trabalhar numa pequena empresa em Portugal".
Sem mapa e sem saber que tesouro se procura, é todo um percurso na escuridão.
Vamos parando para pedir indicações, depois dão-nos informações erradas, voltamos atrás, seguimos novamente caminho, ineficiências por todo o lado.
Se realmente encontrarmos algum tesouro, em algum momento, depois não se queixem que não era aquele tesouro e/ou que demorámos muito tempo a encontra-lo.
Welcome to "trabalhar numa pequena empresa em Portugal".
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Dos problemas dos homens
Não perceberem que a maior parte da lingerie que vêem nas montras, não são para usar no dia a dia.
O problema das expectativas.
O problema das expectativas.
Disso, do que o que acontece é porque tem de ser
Ou se não aconteceu é porque não tinha de ser, tanto dá.
Há uns tempos, partilhei convosco que estava a concorrer para um novo emprego, sendo que o processo de recrutamento desse emprego aconteceu ao mesmo tempo do processo de recrutamento do meu actual emprego. Eu estava com dois processos.
Nesse momento, eu queria ter sido escolhida para o outro. O outro emprego era numa empresa gigante, com perspectivas de carreira imensas, todo um ambiente muito corporate, tal e qual eu estava habituada. Cheguei à última entrevista e optaram por outro candidato, depois de um processo com 6 fases. Sim, 6.
Neste emprego, o processo de recrutamento teve 3 fases. A empresa é pequeníssima, sem "estrutura", sem processos de rotina associados. Tudo por criar. Tudo para fazer. Fui seleccionada e decidi arriscar. Saí do corporate e vim para a empresa familiar.
Foi um risco enorme. Ainda hoje é. Mas não podia estar mais feliz com a minha decisão.
Coisas chatas, claro que as há. Às vezes, nem eu própria sei quais são as minhas funções. E depois penso na tal outra empresa para onde eu queria ter mudado, que nem sabia se me deixava tirar a licença de casamento. Que ficava a 35km para cada lado da minha casa anterior. E penso, ainda bem que não fui seleccionada.
Se tivesse de facto sido seleccionada para o tal outro emprego, não teria mudado de casa. Provavelmente nem teria ido de Lua de Mel. E certamente não teria um horário como o que tenho agora, e a qualidade de vida de poder vir trabalhar de transportes públicos.
Nem sempre o que não acontece é porque não tinha de ser. Nem sempre vemos as coisas dessa forma, e às vezes não havia necessidade de passarmos por algumas situações e dificuldades que se colocam no nosso caminho. Mas outras vezes é mesmo assim. Se não aconteceu, é porque não tinha de ser.
Há uns tempos, partilhei convosco que estava a concorrer para um novo emprego, sendo que o processo de recrutamento desse emprego aconteceu ao mesmo tempo do processo de recrutamento do meu actual emprego. Eu estava com dois processos.
Nesse momento, eu queria ter sido escolhida para o outro. O outro emprego era numa empresa gigante, com perspectivas de carreira imensas, todo um ambiente muito corporate, tal e qual eu estava habituada. Cheguei à última entrevista e optaram por outro candidato, depois de um processo com 6 fases. Sim, 6.
Neste emprego, o processo de recrutamento teve 3 fases. A empresa é pequeníssima, sem "estrutura", sem processos de rotina associados. Tudo por criar. Tudo para fazer. Fui seleccionada e decidi arriscar. Saí do corporate e vim para a empresa familiar.
Foi um risco enorme. Ainda hoje é. Mas não podia estar mais feliz com a minha decisão.
Coisas chatas, claro que as há. Às vezes, nem eu própria sei quais são as minhas funções. E depois penso na tal outra empresa para onde eu queria ter mudado, que nem sabia se me deixava tirar a licença de casamento. Que ficava a 35km para cada lado da minha casa anterior. E penso, ainda bem que não fui seleccionada.
Se tivesse de facto sido seleccionada para o tal outro emprego, não teria mudado de casa. Provavelmente nem teria ido de Lua de Mel. E certamente não teria um horário como o que tenho agora, e a qualidade de vida de poder vir trabalhar de transportes públicos.
Nem sempre o que não acontece é porque não tinha de ser. Nem sempre vemos as coisas dessa forma, e às vezes não havia necessidade de passarmos por algumas situações e dificuldades que se colocam no nosso caminho. Mas outras vezes é mesmo assim. Se não aconteceu, é porque não tinha de ser.
Dúvidas, dúvidas
Às vezes não sei bem se sou uma CFO, CEO, secretária ou estafeta.
Dúvidas, dúvidas.
Dúvidas, dúvidas.
Nestes dias
Não tenho tido tempo para respirar nem inspiração para vir aqui. Bolas, às vezes penso que precisava que o meu dia tivesse 36h, que nunca tenho tempo para nada.
E penso como é que é possível, agora que trabalho cerca de 9/10h por dia, não ter tempo, quando também não tinha tempo quando trabalhava 13/14h por dia.
E penso que realmente muito da vida me andava a escapar.
E penso como é que é possível, agora que trabalho cerca de 9/10h por dia, não ter tempo, quando também não tinha tempo quando trabalhava 13/14h por dia.
E penso que realmente muito da vida me andava a escapar.
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Não é só a mim
Mas nos últimos dias tem sido um exagero. É certo que o tempo não está a ajudar, mas tem sido uma dificuldade escolher a roupa para vestir todos os dias.
Se no meu emprego anterior tinha uma "ditadura" de vestuário, em que andava praticamente todos os dias de fato, e era mais fácil combinar porque não havia grande margem para escolha, neste emprego, como posso usar o que me der na real gana, tem sido mais difícil. Ainda assim, os últimos dias têm sido para esquecer.
Visto uma coisa, tiro, visto outra combinação, não gosto... Tenho experimentado todos os dias, no mínimo, 3 roupas diferentes. E se antes, como me levantava mais cedo deixava a roupa preparada de véspera, agora não o tenho feito e é a dificuldade que se vê.
Acho que vou voltar a esse método, sempre é mais seguro.
Adicionalmente, como posso vestir o que quero, há dias em que me apetece vestir um fato e estar mais composta, e noutros só me apetece vestir jeans. Mas acho que estou essencialmente insatisfeita com algumas peças, mas agora também não tenho disponibilidade financeira para renovar o guarda roupa. Ai... Como é difícil a vida de uma mulher!
Se no meu emprego anterior tinha uma "ditadura" de vestuário, em que andava praticamente todos os dias de fato, e era mais fácil combinar porque não havia grande margem para escolha, neste emprego, como posso usar o que me der na real gana, tem sido mais difícil. Ainda assim, os últimos dias têm sido para esquecer.
Visto uma coisa, tiro, visto outra combinação, não gosto... Tenho experimentado todos os dias, no mínimo, 3 roupas diferentes. E se antes, como me levantava mais cedo deixava a roupa preparada de véspera, agora não o tenho feito e é a dificuldade que se vê.
Acho que vou voltar a esse método, sempre é mais seguro.
Adicionalmente, como posso vestir o que quero, há dias em que me apetece vestir um fato e estar mais composta, e noutros só me apetece vestir jeans. Mas acho que estou essencialmente insatisfeita com algumas peças, mas agora também não tenho disponibilidade financeira para renovar o guarda roupa. Ai... Como é difícil a vida de uma mulher!
Se isto não é ridículo, então não sei.
PS no seu melhor:
http://zap.aeiou.pt/ps-acusa-rui-rio-de-ter-deixado-demasiado-lucro-na-camara-32030
http://zap.aeiou.pt/ps-acusa-rui-rio-de-ter-deixado-demasiado-lucro-na-camara-32030
quinta-feira, 19 de junho de 2014
É bom ter pessoas assim nas nossas vidas
Pessoas que estão lá para nós, sempre. Faça chuva, sol, haja saúde ou doença, quais votos de casamento.
Pessoas que nunca nos abandonam, uma rede segura onde podemos cair.
Que evoluem connosco e ficam genuinamente felizes com as nossas conquistas.
Não abundam pessoas assim. Por isso estou muito grata pelas minhas pessoas.
Pessoas que nunca nos abandonam, uma rede segura onde podemos cair.
Que evoluem connosco e ficam genuinamente felizes com as nossas conquistas.
Não abundam pessoas assim. Por isso estou muito grata pelas minhas pessoas.
Os Deuses do Constitucional
Sim, sim, o título está correcto.
Os senhores que que se encontram no tribunal constitucional não são meros homens! Não! Nada disso! São Deuses! Só assim se explica a atitude arrogante e de sobranceria com que têm brindado o Governo nos últimos tempos. A gota de água foi a recusa de esclarecimentos sobre o último dos chumbos.
Eles não precisam de esclarecer ninguém porque são Deuses. Ninguém pede explicações a Zeus, pois não? Os senhores do constitucional encontram-se no mesmo patamar. São divindades a quem devemos obediência e nunca, mas nunca, devemos questionar os seus desígnios.
Concorde-se ou não com as opções do Governo (eu pessoalmente, concordo com algumas e discordo de muitas outras), parece-me claro que o Governo anda a querer mexer com interesses instalados. O Governo, esteja certo ou errado, quer implementar cortes orçamentais, de modo a cumprir as exigências lá daqueles senhores de fora, vocês sabem de quem falo. Ora, os Deuses não podem ficar sem oferendas. Onde já se viu um Deus como deve ser, não ter oferendas? Alguém ousa cortar as mesmas?? Blasfémia! Para os Deuses, tudo.
Para mim, a questão é mesmo esta: os senhores do constitucional estão-se bem a cagar se o desemprego ronda os 20%, se as multinacionais despedem, se o povinho não tem emprego e rendimentos. Azar. Amanhã uma qualquer empresa gigante quer fechar e por na rua milhares de funcionários? Azarito.
Agora, irem aos bolsos deles é que não. Para mim, tudo isto já ultrapassou em muito a defesa da constituição. Trata-se apenas de proteger o próprio bolso. Puro e simples.
quarta-feira, 18 de junho de 2014
A proibição da mendicidade
Relativamente a esta medida, várias vozes se levantam contra a mesma.
Eu, tenho algumas dúvidas, mas na generalidade concordo com a proposta de lei.
A Noruega quer terminar com a mendicidade, que acredita estar ligada à criminalidade.
A medida prevê multas, prisão ou deportação. E sou obrigada a aceitar os argumentos que são apresentados a favor da lei. Ora se um país, como a Noruega (tenho colegas meus de curso lá a viver que me confirmam que é assim), dá todas as condições às pessoas para que estas não tenham de mendigar, então, porque o fazem?
Creio que a resposta terá origem no crime organizado de Leste.
Em Portugal, a questão põe-se de forma diferente, visto que o nosso Estado- Social não oferece as mesmas condições do congénere norueguês.
Mas mais uma vez afirmo: imigração para trabalhar, completamente a favor. Imigração para mendigar, cometer crimes, já não posso apoiar.
Infelizmente a imigração nem sempre tem como objectivo a procura de melhores condições de vida através de uma via legítima.
Eu, tenho algumas dúvidas, mas na generalidade concordo com a proposta de lei.
A Noruega quer terminar com a mendicidade, que acredita estar ligada à criminalidade.
A medida prevê multas, prisão ou deportação. E sou obrigada a aceitar os argumentos que são apresentados a favor da lei. Ora se um país, como a Noruega (tenho colegas meus de curso lá a viver que me confirmam que é assim), dá todas as condições às pessoas para que estas não tenham de mendigar, então, porque o fazem?
Creio que a resposta terá origem no crime organizado de Leste.
Em Portugal, a questão põe-se de forma diferente, visto que o nosso Estado- Social não oferece as mesmas condições do congénere norueguês.
Mas mais uma vez afirmo: imigração para trabalhar, completamente a favor. Imigração para mendigar, cometer crimes, já não posso apoiar.
Infelizmente a imigração nem sempre tem como objectivo a procura de melhores condições de vida através de uma via legítima.
Peripécias de Bomboco e Bomboca
Ontem, em virtude de ter ido comprar uma coisa a um centro comercial perto da hora de jantar, pedi a Bomboco para ligar o forno, visto que eu estava quase a chegar a casa. A intenção era fazer um assado. Bomboco diz que sim senhora, que liga imediatamente.
Quando chego, Bomboco está exaurido, chateado porque o forno da nossa casa nova não está a funcionar, que temos de ligar imediatamente para o senhorio, etc. etc.
Eu olho para o forno e percebo imediatamente o que se passa.
Sim, Bomboco não tinha ligado o temporizador. E claro, o forno não aquecia.
Resolvi o "problema" e expliquei a Bomboco como se ligava o forno. E pensar que em mais de 4 anos de vida em comum, Bomboco ainda não sabe como ligar um forno... Ai...
Mas eu ontem também fiz das minhas.
Pois como a nossa primeira casa ficava a 100m da actual, ontem, confundi-me e ia para estacionar ao lado dessa casa. Sim, já não moro lá há 3 anos, já morei muito mais longe, mas ontem devo ter queimado o "chip" e resolvi procurar estacionamento naquele local.
Boa, Bomboca! E pensar que tenho lugar de garagem na casa actual... Ai.
Quando chego, Bomboco está exaurido, chateado porque o forno da nossa casa nova não está a funcionar, que temos de ligar imediatamente para o senhorio, etc. etc.
Eu olho para o forno e percebo imediatamente o que se passa.
Sim, Bomboco não tinha ligado o temporizador. E claro, o forno não aquecia.
Resolvi o "problema" e expliquei a Bomboco como se ligava o forno. E pensar que em mais de 4 anos de vida em comum, Bomboco ainda não sabe como ligar um forno... Ai...
Mas eu ontem também fiz das minhas.
Pois como a nossa primeira casa ficava a 100m da actual, ontem, confundi-me e ia para estacionar ao lado dessa casa. Sim, já não moro lá há 3 anos, já morei muito mais longe, mas ontem devo ter queimado o "chip" e resolvi procurar estacionamento naquele local.
Boa, Bomboca! E pensar que tenho lugar de garagem na casa actual... Ai.
terça-feira, 17 de junho de 2014
E Guerra dos Tronos, hein?
Sinceramente, estava à espera que o último episódio da season 4 fosse mais... Chocante.
Selecção Nacional- Um jogo para recordar
Hoje, que estou mais calma, sinto-me com maior capacidade para fazer uma análise fria dos factos relativos à prestação no jogo de ontem da Selecção Nacional.
Primeiro, foi um jogo terrível. A todos os níveis. Desinspiração, árbitro algo tendencioso, faltas graves e infantis.
Começo já por falar no árbitro: é verdade que o senhor lá da Sérvia, de cada vez que caía um alemão, levava o apito à boca, não tendo tido o mesmo critério para a nossa selecção. Inclusivamente não marcou uma grande penalidade clara a nosso favor. Mas não é menos verdade que nos lances decisivos do jogo- falo do penalti e da expulsão, o árbitro tomou decisões correctas. Discutíveis, sim. Mas correctas, a meu ver. Portanto desculpar os nossos erros com o árbitro, acho que não cola.
Ridículo foi o árbitro da final da liga Europa que não marcou 3 penaltis a favor do Benfica. Mas adiante.
O Pepe. O que posso eu dizer sobre o Pepe... Bem, vamos ver. Posso dizer aquilo que penso há anos. Que o Pepe não é jogador para a Selecção Nacional. O seu comportamento anti desportivo não é de hoje. O que Pepe fez ontem, já não é novo. Tem vindo a fazê-lo na Selecção, no Real Madrid, etc. Paulo Bento não convocou Quaresma por razões disciplinares (especula-se), mas tem lá arruaceiros do mesmo gabarito, e que jogam menos. Pepe, para mim, não jogava mais na Selecção. Estes comportamentos são, a meu ver, inadmissíveis.
Bruno Alves esteve mal, Rui Patrício, Nani, João Pereira... Enfim. Difícil é dizer quem esteve bem. Toda a equipa se apresentou em níveis de concentração muito baixos. Péssima atitude.
Erros infantis (lance Bruno Alves e Rui Patrício), desconcentração.
Não percebo também o motivo de Nani ser titular na selecção, quando claramente não tem ritmo de jogo, não tem rotinas (lembro-me de um lance em que Coentrão estava em óptima posição e Nani foi atrapalhar). Não concebo como é que um jogador que não joga no seu clube, é "titular indiscutível" na selecção.
Quero ainda falar sobre um aspecto que considero importante: enquanto que a selecção Germânica já estava no Brasil há mais de uma semana, a selecção Portuguesa andava a fazer um tour pelos EUA. Para quê? Para inglês ver, só pode. Para patrocínios. Dinheiro. Porque se realmente os responsáveis desta selecção tivessem interesse em fazer boa figura, em vez de se preocuparem com os patrocínios, teriam tido outro tipo de preocupações com a preparação dos jogadores.
Portugal esteve muito muito mal. Não me lembro de ver a selecção jogar assim, a não ser no Coreia 2002. Falam-me também em Saltillo, mas esse campeonato não é do meu tempo.
O que eu vi ontem, foi uma equipa desconectada, desconcentrada e pouco lutadora. Bem precisam de uma lavagem cerebral, porque a jogar assim, não vamos a lado nenhum.
São estas as ilações a retirar deste jogo. Este jogo não é para esquecer, mas sim para recordar. Uma óptima lembrança do que nunca mais fazer.
P.S.- Por favor, parem de criticar o Ronaldo. Ele não é o salvador da pátria, é apenas mais um jogador, o mais talentoso, sim, mas não faz milagres. Se a bola não lhe chegar em condições, Ronaldo não consegue ir à baliza, à defesa, ao meio campo, e depois ainda ser avançado. Precisávamos de pelo menos mais 3 ou 4 como ele, com a sua raça, talento e dedicação.
Primeiro, foi um jogo terrível. A todos os níveis. Desinspiração, árbitro algo tendencioso, faltas graves e infantis.
Começo já por falar no árbitro: é verdade que o senhor lá da Sérvia, de cada vez que caía um alemão, levava o apito à boca, não tendo tido o mesmo critério para a nossa selecção. Inclusivamente não marcou uma grande penalidade clara a nosso favor. Mas não é menos verdade que nos lances decisivos do jogo- falo do penalti e da expulsão, o árbitro tomou decisões correctas. Discutíveis, sim. Mas correctas, a meu ver. Portanto desculpar os nossos erros com o árbitro, acho que não cola.
Ridículo foi o árbitro da final da liga Europa que não marcou 3 penaltis a favor do Benfica. Mas adiante.
O Pepe. O que posso eu dizer sobre o Pepe... Bem, vamos ver. Posso dizer aquilo que penso há anos. Que o Pepe não é jogador para a Selecção Nacional. O seu comportamento anti desportivo não é de hoje. O que Pepe fez ontem, já não é novo. Tem vindo a fazê-lo na Selecção, no Real Madrid, etc. Paulo Bento não convocou Quaresma por razões disciplinares (especula-se), mas tem lá arruaceiros do mesmo gabarito, e que jogam menos. Pepe, para mim, não jogava mais na Selecção. Estes comportamentos são, a meu ver, inadmissíveis.
Bruno Alves esteve mal, Rui Patrício, Nani, João Pereira... Enfim. Difícil é dizer quem esteve bem. Toda a equipa se apresentou em níveis de concentração muito baixos. Péssima atitude.
Erros infantis (lance Bruno Alves e Rui Patrício), desconcentração.
Não percebo também o motivo de Nani ser titular na selecção, quando claramente não tem ritmo de jogo, não tem rotinas (lembro-me de um lance em que Coentrão estava em óptima posição e Nani foi atrapalhar). Não concebo como é que um jogador que não joga no seu clube, é "titular indiscutível" na selecção.
Quero ainda falar sobre um aspecto que considero importante: enquanto que a selecção Germânica já estava no Brasil há mais de uma semana, a selecção Portuguesa andava a fazer um tour pelos EUA. Para quê? Para inglês ver, só pode. Para patrocínios. Dinheiro. Porque se realmente os responsáveis desta selecção tivessem interesse em fazer boa figura, em vez de se preocuparem com os patrocínios, teriam tido outro tipo de preocupações com a preparação dos jogadores.
Portugal esteve muito muito mal. Não me lembro de ver a selecção jogar assim, a não ser no Coreia 2002. Falam-me também em Saltillo, mas esse campeonato não é do meu tempo.
O que eu vi ontem, foi uma equipa desconectada, desconcentrada e pouco lutadora. Bem precisam de uma lavagem cerebral, porque a jogar assim, não vamos a lado nenhum.
São estas as ilações a retirar deste jogo. Este jogo não é para esquecer, mas sim para recordar. Uma óptima lembrança do que nunca mais fazer.
P.S.- Por favor, parem de criticar o Ronaldo. Ele não é o salvador da pátria, é apenas mais um jogador, o mais talentoso, sim, mas não faz milagres. Se a bola não lhe chegar em condições, Ronaldo não consegue ir à baliza, à defesa, ao meio campo, e depois ainda ser avançado. Precisávamos de pelo menos mais 3 ou 4 como ele, com a sua raça, talento e dedicação.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Então o Público Online deixou de ser gratuito e ninguém me avisou?
Esta agora...
9,90€ por mês ainda é bastante. Puxa.
9,90€ por mês ainda é bastante. Puxa.
Isto já não acho que seja amor, chamem-me o que quiserem
Na mesma praia, rapariga que aparentava ter a minha idade, tudo no sítio, trocando carícias com um senhor com idade para ser avô dela. Eles aos beijinhos, ele debaixo do seu guarda-sol, e ela num bikini super reduzido. E ao contrário do outro casal, não consegui sorrir, porque até acredito que a rapariga lhe possa ter imenso carinho, mas não acredito, não concebo, que seja amor.
Quando eu saí da praia, eles também estavam a sair, rumo ao Porsche Cayenne que o senhor conduzia.
Não acredito em coincidências.
Quando eu saí da praia, eles também estavam a sair, rumo ao Porsche Cayenne que o senhor conduzia.
Não acredito em coincidências.
O amor é cego. E ainda bem
Este fim-de-semana fui dar um mergulhinho à praia.
Para além dos míticos gunas que abundam em determinado local das praias portuenses, vi imensos adolescentes, já em férias escolares e sem preocupações de exames nacionais. Mas vi também casais jovens. E não pude deixar de reparar num casal que me fez prender os olhos primeiro, e sorrir depois. Ele, alto, moreno, olhos claro, corpo torneado. Bonito, bonito. Ela, baixinha, gordinha, não se podia dizer que era bonita de cara, com toda a franqueza. Mas ele parecia tratá-la muito bem (estava a fazer-lhe uma massagem aos pés) e demonstrava muito carinho para com ela. E depois lá foram eles ao mar, sorrindo, de mãos dadas e aos beijinhos, atraindo alguns olhares menos discretos que o meu.
E eu sorri. Porque o amor é isto. É cego, ama-se e pronto. E ainda bem.
Para além dos míticos gunas que abundam em determinado local das praias portuenses, vi imensos adolescentes, já em férias escolares e sem preocupações de exames nacionais. Mas vi também casais jovens. E não pude deixar de reparar num casal que me fez prender os olhos primeiro, e sorrir depois. Ele, alto, moreno, olhos claro, corpo torneado. Bonito, bonito. Ela, baixinha, gordinha, não se podia dizer que era bonita de cara, com toda a franqueza. Mas ele parecia tratá-la muito bem (estava a fazer-lhe uma massagem aos pés) e demonstrava muito carinho para com ela. E depois lá foram eles ao mar, sorrindo, de mãos dadas e aos beijinhos, atraindo alguns olhares menos discretos que o meu.
E eu sorri. Porque o amor é isto. É cego, ama-se e pronto. E ainda bem.
Prioridades
Quando me perguntam o valor da renda mensal da minha casa, até tenho "receio" de o dizer alto. Primeiro porque é um valor elevado e sempre que penso nisso ganho uma úlcera. Depois, porque apesar de elevado, é um bom valor tendo em conta a casa e a localização em questão. E por último, porque efectivamente é um valor superior a muitos salários que infelizmente são praticados em Portugal.
Mas pronto, a mais ou menos custo, sempre que me perguntam directamente, eu lá vou dizendo.
O mais engraçado não é a cara de horror ou de estupefacção das pessoas, reagindo ao facto de a renda ser alta, ou evidenciando o negócio vantajoso. O mais engraçado é mesmo quando pessoas que pagam o que eu pago de renda por uma mensalidade de crédito automóvel, me criticam porque a vida não está para "esses luxos".
Prioridades. Ou ironias. O leitor decide.
Mas pronto, a mais ou menos custo, sempre que me perguntam directamente, eu lá vou dizendo.
O mais engraçado não é a cara de horror ou de estupefacção das pessoas, reagindo ao facto de a renda ser alta, ou evidenciando o negócio vantajoso. O mais engraçado é mesmo quando pessoas que pagam o que eu pago de renda por uma mensalidade de crédito automóvel, me criticam porque a vida não está para "esses luxos".
Prioridades. Ou ironias. O leitor decide.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Mais uma vez os olhares incomodativos
Hoje, no autocarro para o meu trabalho, pouco depois de eu ter entrado, entrou numa paragem um homem com idade para ser meu pai (ou mais...).
Pois o homem sentou-se à minha frente, mas passou a viagem inteira com a cabeça para trás, a olhar para mim, tipo cola, a sorrir, e a colar completamente, de tal forma que já me estava a enjoar. Tirei os phones e perguntei a ilustre personagem se precisava de alguma coisa.
Disse-me que não, que apenas gostava de apreciar coisas belas. Então eu disse-lhe que se virasse para a frente e apreciasse a paisagem, que já me estava a incomodar.
O homem lá se virou para a frente, mas volta e meia virava-se novamente para trás e colava novamente. Até que saiu.
E eu penso se estas pessoas não têm nenhuma noção da má educação que possuem, da falta de respeito, ou se realmente com a idade todos os filtros sociais se desvanecem.
Pois o homem sentou-se à minha frente, mas passou a viagem inteira com a cabeça para trás, a olhar para mim, tipo cola, a sorrir, e a colar completamente, de tal forma que já me estava a enjoar. Tirei os phones e perguntei a ilustre personagem se precisava de alguma coisa.
Disse-me que não, que apenas gostava de apreciar coisas belas. Então eu disse-lhe que se virasse para a frente e apreciasse a paisagem, que já me estava a incomodar.
O homem lá se virou para a frente, mas volta e meia virava-se novamente para trás e colava novamente. Até que saiu.
E eu penso se estas pessoas não têm nenhuma noção da má educação que possuem, da falta de respeito, ou se realmente com a idade todos os filtros sociais se desvanecem.
Dos comodismos
Bomboco diz que eu sou preguiçosa. Até admito que sim. Preguiçosa naquele sentido em que só faço algumas coisas porque têm de ser feitas. Eu limpo a casa porque tem de ser, não porque goste. Se pudesse, pagava a alguém para o fazer por mim. Nesse aspecto, sim, pode considerar-se que sou preguiçosa.
Mas acabo por fazer o que tem de ser feito, que remédio tenho eu.
Ora, ser preguiçoso e comodista são coisas diferentes.
Para mim o comodista é aquele que está à espera que os outros façam tudo por ele. E confesso que não gosto desse tipo de atitude. A pessoa que nunca mexe uma palha para ajudar, que deixa sempre tudo para os outros... Não gosto.
Mas o mais engraçado é quando são alguns comodistas que me acusam de ser preguiçosa, só porque eu disse precisamente que gostava de poder pagar a uma empregada doméstica para ir fazer as limpezas de minha casa, em vez de ser eu a fazê-las.
Sim, aquelas pessoas, que vão a casa de outras e não se levantam para levar um prato, que nunca oferecem ajuda para nada, a acusarem-me de preguiça.
Há coisas realmente fantásticas.
Mas acabo por fazer o que tem de ser feito, que remédio tenho eu.
Ora, ser preguiçoso e comodista são coisas diferentes.
Para mim o comodista é aquele que está à espera que os outros façam tudo por ele. E confesso que não gosto desse tipo de atitude. A pessoa que nunca mexe uma palha para ajudar, que deixa sempre tudo para os outros... Não gosto.
Mas o mais engraçado é quando são alguns comodistas que me acusam de ser preguiçosa, só porque eu disse precisamente que gostava de poder pagar a uma empregada doméstica para ir fazer as limpezas de minha casa, em vez de ser eu a fazê-las.
Sim, aquelas pessoas, que vão a casa de outras e não se levantam para levar um prato, que nunca oferecem ajuda para nada, a acusarem-me de preguiça.
Há coisas realmente fantásticas.
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Há sempre (ou quase sempre...) uma primeira vez
Eu estava habituada a trabalhar em empresas "quero, posso e mando".
Com mais ou menos burocracia, com mais ou menos "passar a mão no pêlo", com mais ou menos politicamente correcta, a coisa lá se dava.
Sempre consegui levar avante os objectivos das empresas onde trabalhei, que me eram propostos.
Como tal, nestes já 10 anos de experiência profissional, tenho estado habituada a uma das "regras" universalmente aceites no mundo dos negócios: em sendo possível, o fornecedor adapta-se às necessidades do cliente.
Ora, como não estamos num mercado monopolista nem oligopolista, esperava esse tipo de tratamento num negócio cá da minha empresa, em que nós somos os clientes.
Pois bem que não.
Segundo o fornecedor XYZ, que até trabalha com as marcas XXX e YYY, NÓS é que temos de NOS adaptar a eles, e não o contrário.
NÓS é que temos de fazer as especificações que eles desejam, não sendo o fornecedor a procurar satisfazer as necessidades do cliente.
Mas está tudo com a lógica trocada? Ou isto é mesmo assim e fui eu que andei enganadinha todos estes anos?
Com mais ou menos burocracia, com mais ou menos "passar a mão no pêlo", com mais ou menos politicamente correcta, a coisa lá se dava.
Sempre consegui levar avante os objectivos das empresas onde trabalhei, que me eram propostos.
Como tal, nestes já 10 anos de experiência profissional, tenho estado habituada a uma das "regras" universalmente aceites no mundo dos negócios: em sendo possível, o fornecedor adapta-se às necessidades do cliente.
Ora, como não estamos num mercado monopolista nem oligopolista, esperava esse tipo de tratamento num negócio cá da minha empresa, em que nós somos os clientes.
Pois bem que não.
Segundo o fornecedor XYZ, que até trabalha com as marcas XXX e YYY, NÓS é que temos de NOS adaptar a eles, e não o contrário.
NÓS é que temos de fazer as especificações que eles desejam, não sendo o fornecedor a procurar satisfazer as necessidades do cliente.
Mas está tudo com a lógica trocada? Ou isto é mesmo assim e fui eu que andei enganadinha todos estes anos?
Conversas de elevador
Hoje, quando entrei no elevador, estava um senhor de idade já no mesmo. Entrei e disse "Bom dia". O senhor pergunta-me se gosto de viver ali. Respondo que sim. O senhor pergunta-me se a empresa em questão (carro da empresa de Bomboco) é minha. Digo-lhe que não, que Bomboco é apenas funcionário da mesma. Pergunta-me quando casámos. Pergunta-me se temos ou se estamos a pensar em ter filhos. Pergunta-me onde trabalho...
Nisto, chegámos ao piso 0.
Puxa, eu até me considero uma pessoa simpática, mas interrogatórios às 8h30 da manhã, não obrigada!
Nisto, chegámos ao piso 0.
Puxa, eu até me considero uma pessoa simpática, mas interrogatórios às 8h30 da manhã, não obrigada!
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Ahhhhh o Facebook, o Facebook e as suas pérolas
Eu adoro o Facebook. Não posto quase nada, raramente falo com alguém, mas adoro o feed de notícias. Há pessoas muito interventivas no Facebook. A última moda é a de postar coisas como "subi na vida sem precisar de pisar ninguém", ou "ser feliz causa muita inveja", frases assim feitas, cheias de significado (not), cujos comentários a esses posts, são ainda melhores.
Gosto também daquelas pessoas que passam o dia a publicar fotos, a dizer que passaram a tarde aqui ou ali, sempre em esplanadas cheias de sol, e depois, no início da noite, postam um comentário dizendo que estão cansadas do dia de trabalho. Adoro.
O Facebook sempre no seu melhor.
Gosto também daquelas pessoas que passam o dia a publicar fotos, a dizer que passaram a tarde aqui ou ali, sempre em esplanadas cheias de sol, e depois, no início da noite, postam um comentário dizendo que estão cansadas do dia de trabalho. Adoro.
O Facebook sempre no seu melhor.
As ofertas nos casamentos- Cenas de um casamento
Eu confesso que não sabia o que esperar relativamente às prendas de casamento.
Já tinha ouvido de tudo: envelopes em branco, cheques chorudos, bens que ninguém quer... Enfim.
Inicialmente estava assustada porque tinha muito receio que o dinheiro que tínhamos não chegasse (juntámos 95% do dinheiro relativo ao custo total do casamento- vestido, lua de mel, fato, copo de água, etc. etc.). Mas eu ainda tinha medo que os tais 5% não fossem oferecidos pelos convidados.
Mas felizmente foram.
Fiquei surpreendida pela positiva em alguns casos, e pela negativa noutros. Digo-vos, muitas vezes, quem mais dinheiro tem, é quem menos dá. Tive alguns casos de pessoas que eu pensava que iriam dar uma boa prenda, e na hora da verdade foi uma miséria. Outras pensei, que devido à situação profissional menos favorável que atravessam, sendo que eu já os tinha deixado à vontade para não se preocuparem com a prenda, que não fossem dar algo de relevo, mas acabaram por dar mais do que algumas outras pessoas com posses. Custou-me um bocado ver algumas pessoas a vangloriarem-se de terem comprado vestidos caríssimos para o casamento, quando depois deram bem menos de prenda. Preferi sempre fazer ao contrário. Mas isso sou eu.
E acreditem, isto vai acontecer-vos mais vezes do que gostariam em relação a algumas pessoas.
Ainda tive a espectacular experiência de um "familiar" meu, que nem deu nada, nem sequer a palmadinha nas costas. Pura e simplesmente não deu nada nem deu nenhuma explicação sobre o porquê de não ter oferecido. Foi, com o filho, comer à pala aqui da burra. Enfim, sem comentários, apesar de eu saber que dali já não podia esperar mesmo nada. Dali, nada de bom. Foi para mim a gota de água em relação a essa pessoa. Já nem quero estar no mesmo espaço que o dito. Convidei-o por favor à minha avó, mas se fosse hoje, não o voltaria a fazer. Não apenas pela falta da prenda, mas pela atitude, não falando ainda no facto de se ter embebedado e chateado bastantes dos presentes. Um verme.
Mas pronto, como vos digo, a vida das pessoas não anda em alta, e cada vez menos as ofertas de casamento são o que eram. Lembro-me de ouvir pessoas a dizer que as ofertas que tiveram deram para pagar o casamento e a entrada para uma casa. Desenganem-se, sim? Para vosso bem. Nós já íamos vacinados e não contámos com esse dinheiro para pagar o casamento (menos os tais 5% que sabíamos que de certeza iríamos receber).
O melhor conselho que vos posso dar, é que não contem com as prendas para pagar o casamento, pelo menos não na sua totalidade. Cada pessoa sabe os convidados que tem, mas cada vez menos as pessoas podem abrir os cordões à bolsa. Nós não ficámos mal na fotografia, mas acreditem, não chegou nem de perto nem de longe para pagar o casamento todo.
Só de pensar em algumas pessoas que contraem empréstimos para poderem casar, contando com o dinheiro que vão receber das prendas, até me dá calafrios...
Já tinha ouvido de tudo: envelopes em branco, cheques chorudos, bens que ninguém quer... Enfim.
Inicialmente estava assustada porque tinha muito receio que o dinheiro que tínhamos não chegasse (juntámos 95% do dinheiro relativo ao custo total do casamento- vestido, lua de mel, fato, copo de água, etc. etc.). Mas eu ainda tinha medo que os tais 5% não fossem oferecidos pelos convidados.
Mas felizmente foram.
Fiquei surpreendida pela positiva em alguns casos, e pela negativa noutros. Digo-vos, muitas vezes, quem mais dinheiro tem, é quem menos dá. Tive alguns casos de pessoas que eu pensava que iriam dar uma boa prenda, e na hora da verdade foi uma miséria. Outras pensei, que devido à situação profissional menos favorável que atravessam, sendo que eu já os tinha deixado à vontade para não se preocuparem com a prenda, que não fossem dar algo de relevo, mas acabaram por dar mais do que algumas outras pessoas com posses. Custou-me um bocado ver algumas pessoas a vangloriarem-se de terem comprado vestidos caríssimos para o casamento, quando depois deram bem menos de prenda. Preferi sempre fazer ao contrário. Mas isso sou eu.
E acreditem, isto vai acontecer-vos mais vezes do que gostariam em relação a algumas pessoas.
Ainda tive a espectacular experiência de um "familiar" meu, que nem deu nada, nem sequer a palmadinha nas costas. Pura e simplesmente não deu nada nem deu nenhuma explicação sobre o porquê de não ter oferecido. Foi, com o filho, comer à pala aqui da burra. Enfim, sem comentários, apesar de eu saber que dali já não podia esperar mesmo nada. Dali, nada de bom. Foi para mim a gota de água em relação a essa pessoa. Já nem quero estar no mesmo espaço que o dito. Convidei-o por favor à minha avó, mas se fosse hoje, não o voltaria a fazer. Não apenas pela falta da prenda, mas pela atitude, não falando ainda no facto de se ter embebedado e chateado bastantes dos presentes. Um verme.
Mas pronto, como vos digo, a vida das pessoas não anda em alta, e cada vez menos as ofertas de casamento são o que eram. Lembro-me de ouvir pessoas a dizer que as ofertas que tiveram deram para pagar o casamento e a entrada para uma casa. Desenganem-se, sim? Para vosso bem. Nós já íamos vacinados e não contámos com esse dinheiro para pagar o casamento (menos os tais 5% que sabíamos que de certeza iríamos receber).
O melhor conselho que vos posso dar, é que não contem com as prendas para pagar o casamento, pelo menos não na sua totalidade. Cada pessoa sabe os convidados que tem, mas cada vez menos as pessoas podem abrir os cordões à bolsa. Nós não ficámos mal na fotografia, mas acreditem, não chegou nem de perto nem de longe para pagar o casamento todo.
Só de pensar em algumas pessoas que contraem empréstimos para poderem casar, contando com o dinheiro que vão receber das prendas, até me dá calafrios...
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Dúvidas, dúvidas
Já começo a não conseguir distinguir se tenho demasiadas coisas na minha vida, demasiados projectos, responsabilidades, etc, se o meu chefe me pede um sem número incrível de coisas e todas ao mesmo tempo, ou se é a minha memória que já não é como dantes...
Então os ganzados saem todos à rua e não me avisam?
Isto sim, é uma causa!
Gostei particularmente da senhora indignada pelo facto de os polícias levarem a ganza e não a levarem a ela, e do fulano que diz que fuma dois charros por dia para se sentir bem. É bonito.
E o bom disto, é que conseguem manter um diálogo coerente, compreensível e racional. Ou então não.
Não me consigo lembrar de melhor publicidade anti droga recreativa.
Acho que sobrevivi às mudanças
O pior já está feito. Agora é "só" acabar de arrumar, limpar... Uff.
Estou esgotada. Mas vale a pena.
Estou completamente apaixonada pela minha casa nova. É outra vida. Que se espera, necessariamente, ainda mais feliz.
Estou esgotada. Mas vale a pena.
Estou completamente apaixonada pela minha casa nova. É outra vida. Que se espera, necessariamente, ainda mais feliz.
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Criminoso é criminoso
Nunca me identifiquei com a esquerda do caviar que defende que os criminosos são apenas pessoas que tiveram azar na vida, não tiveram oportunidades, etc, etc. Não. Criminoso é criminoso. Eu não tive paizinhos e não sou criminosa. Outras tantas pessoas que conheço e que também não tiveram sorte na vida, não passaram a ser criminosas por causa disso.
O crime é uma escolha, que poderá sim ter raízes sociológicas e familiares, mas limitar o fenómeno a esses acontecimentos é redutor (excluindo por razões óbvias os crimes de colarinho brancos, esses sim, mais ligados a um determinado estrato social). Tem de existir uma predisposição para cometer o crime. Uma falta de valores, de civismo, ou mesmo uma psicopatia.
Para mim, o lugar dos criminosos é na cadeia. Mas à luz do direito português, nem sempre.
Ultimamente, têm acontecido assaltos e agressões sexuais (estas últimas exclusivamente a mulheres...), na zona das faculdades, no Porto. Os suspeitos do crime estão perfeitamente identificados, têm imensas queixas na polícia, mas a polícia não os pode prender, a menos que sejam apanhados em flagrante delito. Não obstante, também não podem responder perante a justiça porque ainda não fizeram 16 anos. A meu ver, putos que assaltam pessoas munindo-se de facas, que agridem sexualmente outras, têm capacidade para responder à justiça. Eles sabem perfeitamente o que estão a fazer. E esses miúdos estão a aterrorizar aquelas bandas. Foram presos mas passado umas horas foram libertados pelos motivos que já citei.
O criminoso não precisa de ser pobre, ou de não ter tido oportunidades para ser criminoso. Basta ter má índole.
A estes putos, eu sei exactamente o que lhes fazia. Era apanha-los em flagrante, e com a ajuda de outras pessoas, dar-lhes a coça da vida deles. Duvido que durante uns tempos, pelo menos, voltassem a fazer mal fosse a quem fosse. Tenho umas botas de biqueira de aço que ajudavam a resolver o assunto.
Problema? É que eles não podem ser presentes à justiça, mas eu posso. Para além de ser maior de idade, seria acusada de agressão a menores. Quantas são as histórias em que as vítimas de assaltos se defendem, e o assaltante faz queixa da mesma, acabando a vítima inicial a ser julgada e a ter de pagar indemnizações e até mesmo cumprir pena, saindo o criminoso incólume de tudo isto?
Pois, é a "justiça" que temos.
Mas como já o fiz mais do que uma vez (agredir assaltantes, uma vez para me defender de um assalto, outra para ajudar uma miúda), não vou voltar as costas se tiver de me defender ou defender alguém (nos limites do razoável, se não existirem armas envolvidas, claro).
E se fizerem queixa de mim, logo se verá.
O crime é uma escolha, que poderá sim ter raízes sociológicas e familiares, mas limitar o fenómeno a esses acontecimentos é redutor (excluindo por razões óbvias os crimes de colarinho brancos, esses sim, mais ligados a um determinado estrato social). Tem de existir uma predisposição para cometer o crime. Uma falta de valores, de civismo, ou mesmo uma psicopatia.
Para mim, o lugar dos criminosos é na cadeia. Mas à luz do direito português, nem sempre.
Ultimamente, têm acontecido assaltos e agressões sexuais (estas últimas exclusivamente a mulheres...), na zona das faculdades, no Porto. Os suspeitos do crime estão perfeitamente identificados, têm imensas queixas na polícia, mas a polícia não os pode prender, a menos que sejam apanhados em flagrante delito. Não obstante, também não podem responder perante a justiça porque ainda não fizeram 16 anos. A meu ver, putos que assaltam pessoas munindo-se de facas, que agridem sexualmente outras, têm capacidade para responder à justiça. Eles sabem perfeitamente o que estão a fazer. E esses miúdos estão a aterrorizar aquelas bandas. Foram presos mas passado umas horas foram libertados pelos motivos que já citei.
O criminoso não precisa de ser pobre, ou de não ter tido oportunidades para ser criminoso. Basta ter má índole.
A estes putos, eu sei exactamente o que lhes fazia. Era apanha-los em flagrante, e com a ajuda de outras pessoas, dar-lhes a coça da vida deles. Duvido que durante uns tempos, pelo menos, voltassem a fazer mal fosse a quem fosse. Tenho umas botas de biqueira de aço que ajudavam a resolver o assunto.
Problema? É que eles não podem ser presentes à justiça, mas eu posso. Para além de ser maior de idade, seria acusada de agressão a menores. Quantas são as histórias em que as vítimas de assaltos se defendem, e o assaltante faz queixa da mesma, acabando a vítima inicial a ser julgada e a ter de pagar indemnizações e até mesmo cumprir pena, saindo o criminoso incólume de tudo isto?
Pois, é a "justiça" que temos.
Mas como já o fiz mais do que uma vez (agredir assaltantes, uma vez para me defender de um assalto, outra para ajudar uma miúda), não vou voltar as costas se tiver de me defender ou defender alguém (nos limites do razoável, se não existirem armas envolvidas, claro).
E se fizerem queixa de mim, logo se verá.
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Mudanças
As mudanças são uma seca dos diabos. Quem me dera que tudo ficasse feito, como se se tratasse de um passe de mágica.
Mas não, e com Bomboco fora, tenho eu alombado e é se quero. Ontem liguei para empresas de mudanças, para nos ajudarem a transportar as coisas mais pesadas e com maior volume. E primeiro que conseguisse marcar? Pois é, felizmente parece que há muito trabalho, no entanto, estes senhores fazem-se pagar caro.
Só espero que não aconteça o que aconteceu à minha senhoria, que nas mudanças dela, ficou sem o aparador porque os funcionários estragaram-lhe o móvel.
É rezar.
Mas não, e com Bomboco fora, tenho eu alombado e é se quero. Ontem liguei para empresas de mudanças, para nos ajudarem a transportar as coisas mais pesadas e com maior volume. E primeiro que conseguisse marcar? Pois é, felizmente parece que há muito trabalho, no entanto, estes senhores fazem-se pagar caro.
Só espero que não aconteça o que aconteceu à minha senhoria, que nas mudanças dela, ficou sem o aparador porque os funcionários estragaram-lhe o móvel.
É rezar.
terça-feira, 3 de junho de 2014
Dizer por outras palavras o que eu já aqui disse, que a procissão já passou
Sim, sim, toda a gente sabe que os homens também sofrem muito, e ai deles, tão sujeitos a inúmeras pressões sociais, tal como nós.
Não, mentira. Não tanto como nós.
Por variadíssimas razões, algumas que remontam a séculos de existência, o sexo masculino não tem hoje em dia o mesmo peso e exigência atribuída às mulheres.
Adiante.
Mas aquilo que me tira do sério, e logo eu que sou um bocado nariz empinado e só faço o que quero, é que haja por aí gente que pense, ache, opine, que eu se não quero ser olhada, então que não vista determinada peça de roupa. Arrggghhh. Como posso combater este argumento sem me exaltar?
Pois bem, vou tentar.
Então é assim caríssimos: olhada, já eu sou todos os dias. Só não seria, se usasse uma burka (ou seria, mas com outra conotação). Olhares normais, "elogiosos", com sorrisos genuínos, não me incomodam nadinha. Pelo contrário. Olhares tipo "cola", perversos, incomodativos e intimidantes, esses sim incomodam-me. E não, não é necessário estar com roupa "destapada" para que isso aconteça. Já senti esses olhares (e comentários ofensivos), mesmo estando de fato e camisa. A questão aqui põe-se no sentido em que a minha liberdade termina quando começa a liberdade do outro. Eu devo ser livre para vestir o que quiser, quando quiser. Faço isso. Claro que evidentemente, um decote generoso atrai mais olhares do que uma camisola de fato de treino. Óbvio, qualquer mulher sabe isso. Nem caio na radicalidade de dizer que quem advoga a menor utilização de tais trajes decotados, "pensa" que uma mulher é violada porque estava a "pedi-las". No entanto, eu devo ser livre de andar de camisola de fato de treino ou de decote, sem ter olhares "nojentos" na minha direcção. Sem ter comentários desagradáveis, atentados à minha intimidade e privacidade. Comentários que já expus aqui, de natureza muito simpática e nada humilhante como "comia-te a cona toda" (desculpem novamente a linguagem). Não, eu não tenho de ouvir isto. Não, as bestas que proferem estas imbecilidades, não têm o direito de dizer-me isto. Não têm o direito de me intimidar (apesar de admitir que não me intimido facilmente, mas nem toda a gente é assim). Não.
E isso não se faz com leis. Faz-se com mudança de mentalidades.
E a mudança de mentalidades vai muito para além da utilização de um decote ou de uma mini saia.
P.S.- Não, não é preciso ser feminista para pensar assim. Nem mal fodida. Nem feia. Nem gorda. Nem coisa nenhuma. Só é preciso ter dois dedos de testa.
Não, mentira. Não tanto como nós.
Por variadíssimas razões, algumas que remontam a séculos de existência, o sexo masculino não tem hoje em dia o mesmo peso e exigência atribuída às mulheres.
Adiante.
Mas aquilo que me tira do sério, e logo eu que sou um bocado nariz empinado e só faço o que quero, é que haja por aí gente que pense, ache, opine, que eu se não quero ser olhada, então que não vista determinada peça de roupa. Arrggghhh. Como posso combater este argumento sem me exaltar?
Pois bem, vou tentar.
Então é assim caríssimos: olhada, já eu sou todos os dias. Só não seria, se usasse uma burka (ou seria, mas com outra conotação). Olhares normais, "elogiosos", com sorrisos genuínos, não me incomodam nadinha. Pelo contrário. Olhares tipo "cola", perversos, incomodativos e intimidantes, esses sim incomodam-me. E não, não é necessário estar com roupa "destapada" para que isso aconteça. Já senti esses olhares (e comentários ofensivos), mesmo estando de fato e camisa. A questão aqui põe-se no sentido em que a minha liberdade termina quando começa a liberdade do outro. Eu devo ser livre para vestir o que quiser, quando quiser. Faço isso. Claro que evidentemente, um decote generoso atrai mais olhares do que uma camisola de fato de treino. Óbvio, qualquer mulher sabe isso. Nem caio na radicalidade de dizer que quem advoga a menor utilização de tais trajes decotados, "pensa" que uma mulher é violada porque estava a "pedi-las". No entanto, eu devo ser livre de andar de camisola de fato de treino ou de decote, sem ter olhares "nojentos" na minha direcção. Sem ter comentários desagradáveis, atentados à minha intimidade e privacidade. Comentários que já expus aqui, de natureza muito simpática e nada humilhante como "comia-te a cona toda" (desculpem novamente a linguagem). Não, eu não tenho de ouvir isto. Não, as bestas que proferem estas imbecilidades, não têm o direito de dizer-me isto. Não têm o direito de me intimidar (apesar de admitir que não me intimido facilmente, mas nem toda a gente é assim). Não.
E isso não se faz com leis. Faz-se com mudança de mentalidades.
E a mudança de mentalidades vai muito para além da utilização de um decote ou de uma mini saia.
P.S.- Não, não é preciso ser feminista para pensar assim. Nem mal fodida. Nem feia. Nem gorda. Nem coisa nenhuma. Só é preciso ter dois dedos de testa.
Jura
http://sol.pt/SOL/noticia/107031
Continuem a comprar produtos chineses que são mesmo "muita bons".
Continuem a comprar produtos chineses que são mesmo "muita bons".
Prioridades
Como vos disse, estou em processo de mudança de casa. Como quase todos vocês sabem, mudar de casa dá muito trabalho.
Ora, como eu não tenho agora férias para tratar disso, tenho de ir tratando todos os dias um bocadinho após o trabalho. Ontem foi até à 1h da manhã, hoje vamos ver.
Mas adiante, dizia eu que mudar de casa dá trabalho, e a maior parte das pessoas corta-se nestas alturas. Ontem, minha rica mãezinha resolveu mandar-me uma sms a perguntar se eu precisava de alguma coisa. E eu fui sincera, disse-lhe que agora precisava era de ajuda, que a ajuda nunca era demais. Pois minha mãezinha respondeu que não podia ser, que tinha estado a trabalhar durante o dia e que estava cansada, que queria descansar, que esta semana não ia dar, talvez mais para o fim do mês (!!!), etc etc. Muito bem, também não estava a contar com nada dali mesmo.
Mas hoje de manhã liga-me a minha avó a dizer que não dormiu nada, porque minha mãezinha foi sair depois de jantar, e quando chegou, às 4h da manhã, resolveu acender as luzes todas e pôr as máquinas a lavar (não perguntem, normal, normal).
Está certo. Eu não me importo que a minha mãe tenha lá a vida dela. Sempre teve e eu nunca fui a prioridade para ela. Isso já estou habituada. Nem sequer me incomodo que ela não me queira ajudar com a mudança, visto que também não estava a contar com isso.
O que eu realmente não gosto é que me façam de parva, e ela esquece-se que eu já não tenho 6 anos, e que portanto a mentira tem perna mais curta.
Ora, como eu não tenho agora férias para tratar disso, tenho de ir tratando todos os dias um bocadinho após o trabalho. Ontem foi até à 1h da manhã, hoje vamos ver.
Mas adiante, dizia eu que mudar de casa dá trabalho, e a maior parte das pessoas corta-se nestas alturas. Ontem, minha rica mãezinha resolveu mandar-me uma sms a perguntar se eu precisava de alguma coisa. E eu fui sincera, disse-lhe que agora precisava era de ajuda, que a ajuda nunca era demais. Pois minha mãezinha respondeu que não podia ser, que tinha estado a trabalhar durante o dia e que estava cansada, que queria descansar, que esta semana não ia dar, talvez mais para o fim do mês (!!!), etc etc. Muito bem, também não estava a contar com nada dali mesmo.
Mas hoje de manhã liga-me a minha avó a dizer que não dormiu nada, porque minha mãezinha foi sair depois de jantar, e quando chegou, às 4h da manhã, resolveu acender as luzes todas e pôr as máquinas a lavar (não perguntem, normal, normal).
Está certo. Eu não me importo que a minha mãe tenha lá a vida dela. Sempre teve e eu nunca fui a prioridade para ela. Isso já estou habituada. Nem sequer me incomodo que ela não me queira ajudar com a mudança, visto que também não estava a contar com isso.
O que eu realmente não gosto é que me façam de parva, e ela esquece-se que eu já não tenho 6 anos, e que portanto a mentira tem perna mais curta.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Home is where heart is
A sensação é semelhante ao estar apaixonado. Queremos contar a toda a gente, queremos enaltecer-lhe as virtudes e ignorar (se os houver) os defeitos. Ficamos completamente embevecidos com a nossa visão, a nova situação em que nos encontramos. É difícil pensar em outras coisas, a nossa mente está focada na nova relação.
Acho que foi amor à primeira vista. Creio que já vos aconteceu, chegarem a um local e saberem que é aquela. Que podem procurar meio mundo, mas é aquela. É aquela que vos irá fazer feliz, e irá acompanhar os melhores momentos das vossas vidas. Há muito que eu sonhava com uma casa naquele local. E quando a vi... Bem, soube que era aquela. E apaixonei-me de imediato. Mas o negócio não foi imediato. Aliás, o negócio esteve mesmo a ser perdido.
Entretanto casei, fui de lua de mel, mas a bela da casa não me saía da cabeça. E quando voltei, tive notícias da casa. Aquela que eu queria. E eu até acredito que o que é nosso a nós virá, mas claro que temos de fazer por isso. Mas pronto, como vos disse, o que é nosso a nós vem, e a casinha veio até mim, e felizmente conseguimos fazer negócio.
Toda a gente menos os meus sogros (e Bomboco, claro!), foram contra a mudança da casa. Porque a nossa casa actual é muito boa, porque a nossa casa é muito bonita etc etc. Tudo verdade. No entanto há coisas que não se explicam e razões que não são sempre racionais. Apesar do negócio ser mesmo muito bom. Eu só disse à minha família o seguinte: ainda não viram a casa. Sim, porque quando virem, vão ficar apaixonados como eu fiquei.
Eu gosto da minha casa, mas nunca tive com ela aquele impacto que senti quando visitei a nova casa pela primeira vez. Nunca tive aquela empatia.
Afinal, home is where heart is.
Acho que foi amor à primeira vista. Creio que já vos aconteceu, chegarem a um local e saberem que é aquela. Que podem procurar meio mundo, mas é aquela. É aquela que vos irá fazer feliz, e irá acompanhar os melhores momentos das vossas vidas. Há muito que eu sonhava com uma casa naquele local. E quando a vi... Bem, soube que era aquela. E apaixonei-me de imediato. Mas o negócio não foi imediato. Aliás, o negócio esteve mesmo a ser perdido.
Entretanto casei, fui de lua de mel, mas a bela da casa não me saía da cabeça. E quando voltei, tive notícias da casa. Aquela que eu queria. E eu até acredito que o que é nosso a nós virá, mas claro que temos de fazer por isso. Mas pronto, como vos disse, o que é nosso a nós vem, e a casinha veio até mim, e felizmente conseguimos fazer negócio.
Toda a gente menos os meus sogros (e Bomboco, claro!), foram contra a mudança da casa. Porque a nossa casa actual é muito boa, porque a nossa casa é muito bonita etc etc. Tudo verdade. No entanto há coisas que não se explicam e razões que não são sempre racionais. Apesar do negócio ser mesmo muito bom. Eu só disse à minha família o seguinte: ainda não viram a casa. Sim, porque quando virem, vão ficar apaixonados como eu fiquei.
Eu gosto da minha casa, mas nunca tive com ela aquele impacto que senti quando visitei a nova casa pela primeira vez. Nunca tive aquela empatia.
Afinal, home is where heart is.
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