Para casos em que é óbvio que os animais não se encontram em condições mínimas sanitárias e de subsistência.
Aliás, acho que a lei deveria ser extensível a ter criancinhas. Não concordo nada que os ciganos possam ter os filhos que lhes apetecer e eu não possa ter os cães que bem entenda.
Se é para haver limites, então que sejam coerentes.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Tratar o perigo por tu
Velhote de idade avançada, de bicicleta, à noite, sem luzes ou colete reflector, a entrar em contramão pela saída dos carros do shopping, mesmo no meio da faixa.
Tantas coisas para vos dizer
E eu sem Internet durante o dia, sem grande paciência para ligar o pc quando chego a casa e ter de responder a emails, actualizar coisas, etc.
E só me apetece é ver séries policiais, estar com o meu Bomboco e mimar o meu gato.
E só me apetece é ver séries policiais, estar com o meu Bomboco e mimar o meu gato.
Ahhhh como eu gosto de um bom guninha
Centro comercial. Vários lugares livres no parque interior, não pago.
Dois lugares à porta das escadas rolantes, reservados para pessoas com deficiência motora. Jovem guna chega a acelerar com o seu bólide fiat punto quitado, estaciona num dos lugares dos deficientes, e sai do carro com toda a sua pinta de bad boy, cabelo lavado em azeite e boné pousado na cabeça.
Porém, ele tem razão. Não há motivo nenhum para que apenas os deficientes motores tenham direito a lugares à porta dos sítios.
Os deficientes cognitivos também têm direitos!
Ahhh como eu gosto de um bom guninha.
Segurei-me para não lhe ir pedir o número de telefone. Acham que fiz mal e deveria ter arriscado?
Dois lugares à porta das escadas rolantes, reservados para pessoas com deficiência motora. Jovem guna chega a acelerar com o seu bólide fiat punto quitado, estaciona num dos lugares dos deficientes, e sai do carro com toda a sua pinta de bad boy, cabelo lavado em azeite e boné pousado na cabeça.
Porém, ele tem razão. Não há motivo nenhum para que apenas os deficientes motores tenham direito a lugares à porta dos sítios.
Os deficientes cognitivos também têm direitos!
Ahhh como eu gosto de um bom guninha.
Segurei-me para não lhe ir pedir o número de telefone. Acham que fiz mal e deveria ter arriscado?
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Ainda não foi no sábado
Que fui encomendar o vestido de noiva.
Uma amiga minha que ficou de ir comigo, à última da hora não pôde e pediu-me para adiar para o próximo.
Vamos lá ver se é já no próximo sábado o derradeiro "Say Yes to The Dress".
Uma amiga minha que ficou de ir comigo, à última da hora não pôde e pediu-me para adiar para o próximo.
Vamos lá ver se é já no próximo sábado o derradeiro "Say Yes to The Dress".
Ahhh, aqueles enganos bonitos relativos à mudança da hora
Ontem à noite pus o relógio a despertar como sempre faço antes de me deitar. Marquei para as 8h.
Hoje, eis que o dito cumpre a sua função à hora marcada. Adio-o por 10 minutos. Depois, volto a adiá-lo por mais 5minutos.
Quando finalmente me levanto, estranho Bomboco ainda estar em sono profundo e encaminho-me para a casa de banho quando percebo que eram 7 e pouco da manhã... Ou seja, eu ainda não tinha acertado o relógio e tinha-o posto a despertar para uma hora mais cedo do que o necessário.
Que maravilha.
Volto para a cama, e quando finalmente começo novamente a adormecer... O dito desperta mas dessa feita, na hora certa.
Ahhhh que bonito engano hein? Logo eu que tenho um óptimo humor logo pela manhã. Not.
Hoje, eis que o dito cumpre a sua função à hora marcada. Adio-o por 10 minutos. Depois, volto a adiá-lo por mais 5minutos.
Quando finalmente me levanto, estranho Bomboco ainda estar em sono profundo e encaminho-me para a casa de banho quando percebo que eram 7 e pouco da manhã... Ou seja, eu ainda não tinha acertado o relógio e tinha-o posto a despertar para uma hora mais cedo do que o necessário.
Que maravilha.
Volto para a cama, e quando finalmente começo novamente a adormecer... O dito desperta mas dessa feita, na hora certa.
Ahhhh que bonito engano hein? Logo eu que tenho um óptimo humor logo pela manhã. Not.
sábado, 26 de outubro de 2013
Da arrogância
Quando se chega a um novo emprego, há sempre uma adaptação necessária, uma curva de aprendizagem a percorrer. E cabe aos colegas mais experientes ajudar nessa aprendizagem. A questão coloca-se quando quem vem para aprender, se manifesta demasiado arrogante ou senhor do seu nariz. Afinal, a pessoa já sabe tudo, para quê ouvir o que a outra tem a dizer? Se os senhores da razão decidem que não querem ouvir o outro, para quê argumentar?
O problema põe-se quando quem tem a responsabilidade é precisamente o outro, o tal mais experiente, que depois arca com as culpas e com o trabalho por fazer.
Ups, e afinal depois a tal pessoa que sabia tudo, passado 5minutos, já está a perguntar outra vez a mesma coisa
O problema põe-se quando quem tem a responsabilidade é precisamente o outro, o tal mais experiente, que depois arca com as culpas e com o trabalho por fazer.
Ups, e afinal depois a tal pessoa que sabia tudo, passado 5minutos, já está a perguntar outra vez a mesma coisa
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Baby steps
Hoje, vesti uma camisa e umas calças de cinta subida, com a camisa por dentro das mesmas, e, pasme-se, não pareço um elefante enfiado num espartilho.
Estou a ficar mais elegante, sem tanto volume.
Quando me custa ir aos treinos, e acreditem que mesmo quando se gosta, custa, porque não é nada agradável ter de ir puxar pelo corpo depois de um looongo dia de trabalho, é nisto que eu penso para me motivar.
Ficar mais elegante sem ter de deixar de comer.
Hoje estas calças, amanhã as 38.
Baby steps.
Estou a ficar mais elegante, sem tanto volume.
Quando me custa ir aos treinos, e acreditem que mesmo quando se gosta, custa, porque não é nada agradável ter de ir puxar pelo corpo depois de um looongo dia de trabalho, é nisto que eu penso para me motivar.
Ficar mais elegante sem ter de deixar de comer.
Hoje estas calças, amanhã as 38.
Baby steps.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Ainda sobre vestidos de noiva e afins
Pois que numa das lojas a que fui, estava uma jovem moça, muito roliça (forte mesmo, a rapariga), que só experimentava vestidos de noiva com corte de sereia. Eu lá pensava que aquilo não era coisa para lhe ficar bem, mas ela dizia que queria desses. Experimentou, eu cheguei a vislumbrá-la com alguns.
Mas do que ela gostou mesmo, foi de um vestido corte de sereia com transparências, rendas e cetim.
Não posso dizer que o vestido lhe ficasse bem. A funcionária que a atendia ia esboçando sorrisos e perguntando se ela queria ver mais alguma coisa.
Ela, firme, disse que não. Que queria aquele.
Fiquei na dúvida se a rapariga não se apercebeu que aquele corte não era o que mais a favorecia, ou se tem uma auto-estima do caraças.
Mas do que ela gostou mesmo, foi de um vestido corte de sereia com transparências, rendas e cetim.
Não posso dizer que o vestido lhe ficasse bem. A funcionária que a atendia ia esboçando sorrisos e perguntando se ela queria ver mais alguma coisa.
Ela, firme, disse que não. Que queria aquele.
Fiquei na dúvida se a rapariga não se apercebeu que aquele corte não era o que mais a favorecia, ou se tem uma auto-estima do caraças.
I said "Yes to The Dress"- Cenas de um casamento
Acho que disse que sim ao vestido.
No passado sábado lá fui eu e 4 mulheres experimentar vestidos. Grupo muito opinativo, todas com gostos muito diferentes. Eu vesti inúmeros vestidos porque as senhoras não se cansavam de ver. Fomos a 5 lojas, experimentei vários vestidos mesmo. De vários estilos.
Na última loja, ao fim da tarde, após me terem feito experimentar um monte deles, eu ainda não estava satisfeita. E não estava porque apesar de ter encontrado nessa loja, um vestido que me ficava bem, não era aquele. Não era. Experimentei alguns que me ficavam bem, mas nenhum deles era a minha cara. Havia um que eu gostei mesmo e até ponderei mandar fazer.
Depois de toda aquela maratona, eu pensava que iria acabar por comprá-lo, porque realmente gostava dele, e também porque não gostava em especial de mais nenhum.
Pois bem, quando estávamos na tal loja, eu já vestida e decidida a comprar outro vestido, a rapariga que me estava a atender, tal e qual Kleinfeld em que elas levam os vestidos que seleccionam para as noivas, aparece com um último vestido. Eu fiquei de todas as cores. Não queria mesmo ter de experimentar mais nada. Estava desesperada, cansada, e um pouco frustrada (sim, nunca encontrei o tal vestido que coloquei aqui no blog).
A comitiva feminina insistiu que se fartou e eu lá o experimentei. E ao início, toda a gente gostava mais de um anterior que eu tinha experimentado. Toda a gente menos eu, que me apaixonei logo pelo que estava a vestir.
Comecei a sorrir, soltei o cabelo, e a minha madrinha diz "anda aí um pouco com ele", eu andei e ela diz logo de seguida "vocês podem gostar mais do outro, que é mais pipi etc., mas este é mesmo a cara dela". E é.
O raio do vestido tem tudo a ver comigo. O outro que eu gosto, sendo muito bonito também e fora do normal, é muito "certinho", coisa que este não é. Este é meio extravagante mas sem exageros, como eu. Moderno. Irreverente. E a cor! A cor é de um pérola lindo, que me favorece muito mais do que um branco deslavado.
Vim para casa pensar.
Ontem pensei e decidi. Alias, Bomboco só perguntava porque é que eu ainda não tinha decidido, se realmente as minhas palavras eram que este tal vestido tem tudo a ver comigo.
E não, felizmente o preço não é impeditivo. Não sendo muito barato (é superior a 700€), também não é um exagero de dinheiro.
Acho que é perfeito. Tudo. O design, a cor, o preço...
E por isso, acho que disse sim ao vestido.
No próximo sábado lá vou eu outra vez para tirar medidas e tratar da burocracia.
No passado sábado lá fui eu e 4 mulheres experimentar vestidos. Grupo muito opinativo, todas com gostos muito diferentes. Eu vesti inúmeros vestidos porque as senhoras não se cansavam de ver. Fomos a 5 lojas, experimentei vários vestidos mesmo. De vários estilos.
Na última loja, ao fim da tarde, após me terem feito experimentar um monte deles, eu ainda não estava satisfeita. E não estava porque apesar de ter encontrado nessa loja, um vestido que me ficava bem, não era aquele. Não era. Experimentei alguns que me ficavam bem, mas nenhum deles era a minha cara. Havia um que eu gostei mesmo e até ponderei mandar fazer.
Depois de toda aquela maratona, eu pensava que iria acabar por comprá-lo, porque realmente gostava dele, e também porque não gostava em especial de mais nenhum.
Pois bem, quando estávamos na tal loja, eu já vestida e decidida a comprar outro vestido, a rapariga que me estava a atender, tal e qual Kleinfeld em que elas levam os vestidos que seleccionam para as noivas, aparece com um último vestido. Eu fiquei de todas as cores. Não queria mesmo ter de experimentar mais nada. Estava desesperada, cansada, e um pouco frustrada (sim, nunca encontrei o tal vestido que coloquei aqui no blog).
A comitiva feminina insistiu que se fartou e eu lá o experimentei. E ao início, toda a gente gostava mais de um anterior que eu tinha experimentado. Toda a gente menos eu, que me apaixonei logo pelo que estava a vestir.
Comecei a sorrir, soltei o cabelo, e a minha madrinha diz "anda aí um pouco com ele", eu andei e ela diz logo de seguida "vocês podem gostar mais do outro, que é mais pipi etc., mas este é mesmo a cara dela". E é.
O raio do vestido tem tudo a ver comigo. O outro que eu gosto, sendo muito bonito também e fora do normal, é muito "certinho", coisa que este não é. Este é meio extravagante mas sem exageros, como eu. Moderno. Irreverente. E a cor! A cor é de um pérola lindo, que me favorece muito mais do que um branco deslavado.
Vim para casa pensar.
Ontem pensei e decidi. Alias, Bomboco só perguntava porque é que eu ainda não tinha decidido, se realmente as minhas palavras eram que este tal vestido tem tudo a ver comigo.
E não, felizmente o preço não é impeditivo. Não sendo muito barato (é superior a 700€), também não é um exagero de dinheiro.
Acho que é perfeito. Tudo. O design, a cor, o preço...
E por isso, acho que disse sim ao vestido.
No próximo sábado lá vou eu outra vez para tirar medidas e tratar da burocracia.
Estou aqui, não morri
Esta ausência forçada também está a ser difícil para mim.
Dias muito preenchidos.
Mas vou tentar dar mais atenção aqui ao estaminé e prometo por-vos a par das novidades.
Dias muito preenchidos.
Mas vou tentar dar mais atenção aqui ao estaminé e prometo por-vos a par das novidades.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Das pessoas amargas
Há por aqui uma pessoa, na empresa onde estou a prestar serviços, que se nota que é uma pessoa amarga. A senhora, de meia idade e pouco dada a simpatias, piora sempre que estou por cá. Porque efectivamente a minha presença lhe traz um acréscimo de trabalho, o que a senhora não deve apreciar. Contudo, refira-se que esse acréscimo é de tal ordem que não impede que ela desligue o seu pc às 17h58, tendo em conta que sai às 18h. Ora, dizia eu que se nota que a senhora é amarga. Não apenas pela falta de simpatia que demonstra, mas sobretudo pelos olhares aterrorizadores que me lança, culpando-me do seu aumento de trabalho e sei lá mais o quê.
E falar com ela? Meu Deus, o cabo dos trabalhos.
Eu até entendo que a senhora me veja como um empecilho, mas daí a ser totalmente desagradável, não havia necessidade. Digo eu.
E falar com ela? Meu Deus, o cabo dos trabalhos.
Eu até entendo que a senhora me veja como um empecilho, mas daí a ser totalmente desagradável, não havia necessidade. Digo eu.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Arre, que é irritante!
Há trabalhos em que uma pessoa fica com a cabeça em água. Ao fim do dia, a cabeça está num tal estado lastimável que parece que nem conseguimos pensar.
E porquê? Porque a par de um trabalho extremamente exigente, tenho de levar com pessoas que, ainda que não sendo más pessoas (pelo contrário), e não tenham más intenções, são muitas vezes irritantes e impossíveis de aturar. Não sei como as pessoas esperam que haja concentração para fazer o que seja, quando os nossos coleguinhas estão a rir, a emitir sons, a assobiar, cantar, dizer asneiras... E a falar alto, claro. Pessoas cuja idade mental está bem abaixo da real. E só sabem "portar-se bem" quando estão perante uma figura hierarquicamente superior, ou perante terceiros.
Não aguento. Há dias em que consigo ter mais paciência.
Hoje não é um desses dias.
E porquê? Porque a par de um trabalho extremamente exigente, tenho de levar com pessoas que, ainda que não sendo más pessoas (pelo contrário), e não tenham más intenções, são muitas vezes irritantes e impossíveis de aturar. Não sei como as pessoas esperam que haja concentração para fazer o que seja, quando os nossos coleguinhas estão a rir, a emitir sons, a assobiar, cantar, dizer asneiras... E a falar alto, claro. Pessoas cuja idade mental está bem abaixo da real. E só sabem "portar-se bem" quando estão perante uma figura hierarquicamente superior, ou perante terceiros.
Não aguento. Há dias em que consigo ter mais paciência.
Hoje não é um desses dias.
Que sorte
No mesmo dia, rachei um bocadinho o meu anel de noivado (ficou com uma marca porque caiu ao chão), fiquem sem um médio do meu carro, e descobri que tenho de mudar de pneus.
Que sonho.
Já sei, já sei, há sempre quem diga que podia ser pior.
Mas caraças, também podia ser melhor, aquele totalista dos 50 milhões de euros do euromilhões poderia ter sido eu, mas infelizmente não fui.
Que sonho.
Já sei, já sei, há sempre quem diga que podia ser pior.
Mas caraças, também podia ser melhor, aquele totalista dos 50 milhões de euros do euromilhões poderia ter sido eu, mas infelizmente não fui.
Até faz bem à saúde
Na empresa onde vim prestar um serviço, trabalha um rapaz bem giro (aliás, trabalham vários, mas não é esse o ponto). O que quero dizer é que o tal rapaz bem giro é igualmente simpático, e volta e meia mete-se comigo. Nunca lhe dei muita conversa que sou uma mulher séria e comprometida, mas que faz bem à saúde saber certos espécimes interessantes do sexo masculino nos acham piada, lá isso faz.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Irritações
Irritam-me profundamente as pessoas que estão constantemente a por em causa tudo o que as outras dizem. Parece que temos de estar constantemente a provar a veracidade do que dizemos e isso irrita-me, não fôssemos todos inocentes até prova em contrário.
Irritam-me também aquelas pessoas que falam tão mas tão alto, que parece que estão a falar para uma pessoa a 2km, quando na verdade o alvo do diálogo está a 1m.
E ao telefone? Essas pessoas conseguem ainda falar mais alto.
Irritam-me as pessoas que estão sempre a perguntar as mesmas coisas, minuto após minuto. Uma coisa é ter memória fraca, outra bem diferente é fazer dos outros criados.
Também me irritam as pessoas cujo lema de vida é "façam o que eu digo, não façam o que eu faço". Estão sempre a cobrar cobrar cobrar, mas na hora da verdade e fazer, nem pensar.
Irritam-me também aquelas pessoas que falam tão mas tão alto, que parece que estão a falar para uma pessoa a 2km, quando na verdade o alvo do diálogo está a 1m.
E ao telefone? Essas pessoas conseguem ainda falar mais alto.
Irritam-me as pessoas que estão sempre a perguntar as mesmas coisas, minuto após minuto. Uma coisa é ter memória fraca, outra bem diferente é fazer dos outros criados.
Também me irritam as pessoas cujo lema de vida é "façam o que eu digo, não façam o que eu faço". Estão sempre a cobrar cobrar cobrar, mas na hora da verdade e fazer, nem pensar.
Último recurso
O tal vestido existe em Espanha, mas longe como tudo.
Primeiro vou ver o que de parecido aqui há.
Espanha como último recurso.
Primeiro vou ver o que de parecido aqui há.
Espanha como último recurso.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
E quando eu penso que Bomboco não liga nada a dramas existenciais e palermas de uma noiva...
Eis que o rapaz me diz que, se gosto mesmo do vestido, e que se ele existir em Espanha, que devíamos lá ir para eu o experimentar.
Realmente eu só me poderia casar com ele e mais ninguém.
Realmente eu só me poderia casar com ele e mais ninguém.
Cenas de um casamento- O tal vestido
O vestido que eu queria experimentar, é este:
É da marca Luna Novias. O problema é que acabei agora de saber que em Portugal, este vestido não existe.
Que bom. Porque é que só gosto das coisas impossíveis?
Que começo de dia maravilhoso... Not
Então hoje levanto-me bem cedo para ter tempo para tomar um banho, lavar o cabelo, secar, maquilhar-me, e ainda tomar o pequeno-almoço com o meu Bomboco. Levanto-me a muito custo, é certo, mas ao menos fico com tempo para tudo o que queria fazer de manhã. Pensei eu.
Abro a torneira do chuveiro e nada, só água fria. Lá vou eu de toalha enrolada à marquise para reiniciar o esquentador. Volto à casa de banho, ligo a água, e esta continua gelada. Repito o processo por 3 vezes. Começo a ficar seriamente chateada e cheia de frio. Até que percebi que a chama do esquentador estava a apagar. Solução? Dei um murrinho no esquentador e a chama lá fixou.
No entanto, com esta brincadeira toda atrasei-me em 20m, cheguei 5m atrasada ao emprego, e não tomei pequeno-almoço.
Que maravilha.
Abro a torneira do chuveiro e nada, só água fria. Lá vou eu de toalha enrolada à marquise para reiniciar o esquentador. Volto à casa de banho, ligo a água, e esta continua gelada. Repito o processo por 3 vezes. Começo a ficar seriamente chateada e cheia de frio. Até que percebi que a chama do esquentador estava a apagar. Solução? Dei um murrinho no esquentador e a chama lá fixou.
No entanto, com esta brincadeira toda atrasei-me em 20m, cheguei 5m atrasada ao emprego, e não tomei pequeno-almoço.
Que maravilha.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Cenas de um casamento- Em busca do vestido selvagem
Sim, é mesmo de um vestido e não de um carneiro.
O vestido que procuro é um vestido de noiva de uma marca espanhola, que 3 lojas comercializam no grande Porto, e que, até ver, nenhuma delas o tem.
E sendo que faltam menos de 7 meses para o casamento, tenho mesmo de me apressar. O problema é que eu já sei como sou, e sei que enquanto não experimentar o tal vestido de que gostei, vai ser muito complicado comprometer-me com outro porque terei sempre aquele no pensamento.
Que chatice.
O vestido que procuro é um vestido de noiva de uma marca espanhola, que 3 lojas comercializam no grande Porto, e que, até ver, nenhuma delas o tem.
E sendo que faltam menos de 7 meses para o casamento, tenho mesmo de me apressar. O problema é que eu já sei como sou, e sei que enquanto não experimentar o tal vestido de que gostei, vai ser muito complicado comprometer-me com outro porque terei sempre aquele no pensamento.
Que chatice.
A lata de algumas pessoas consegue sempre surpreender-me
Aquelas pessoas que exigem mundos e fundos, que é preciso fazer isto e aquilo, chutam trabalho para os outros, e depois passam o dia no café, a ler o jornal, e a ver o Facebook.
Fico muitas vezes surpreendida com aquilo a que as pessoas dão valor
Um senhor, na casa dos 45/50 anos, gabava-se perante mim, de ter o 9.º ano de escolaridade e ganhar o triplo do meu salário. Que, segundo ele, era mais do que justo, porque "a juventude de hoje em dia não sabe nada e acha que por ter um curso superior sabe mais do que ele". Diga-se que eu não referi absolutamente nada sobre a situação do senhor, e muito menos insinuei que as pessoas da minha geração que são licenciadas, sabem mais do que ele que não é.
A conversa surgiu nesse sentido, e o senhor achou que era superior a mim, e que fez mais pela vida, porque efectivamente eu é que fui burra, porque andei a estudar tantos anos, e ele com o 9.º ano ganha bem mais do que eu. Pronto. Bom para si, foi o que lhe disse.
O que este senhor e outros não percebem, é que as oportunidades disponíveis para os tais jovens licenciados que não sabem nada da vida, não são hoje o que eram no tempo dele. E que ao contrário do nosso, o salário dele é intocável, porque em caso de problemas, ele é dos últimos a sair.
Não percebem, nem querem perceber ou dar valor.
É mais fácil simplesmente criticar a geração anterior.
A conversa surgiu nesse sentido, e o senhor achou que era superior a mim, e que fez mais pela vida, porque efectivamente eu é que fui burra, porque andei a estudar tantos anos, e ele com o 9.º ano ganha bem mais do que eu. Pronto. Bom para si, foi o que lhe disse.
O que este senhor e outros não percebem, é que as oportunidades disponíveis para os tais jovens licenciados que não sabem nada da vida, não são hoje o que eram no tempo dele. E que ao contrário do nosso, o salário dele é intocável, porque em caso de problemas, ele é dos últimos a sair.
Não percebem, nem querem perceber ou dar valor.
É mais fácil simplesmente criticar a geração anterior.
Isto do cansaço...
Sem querer, eliminei os últimos 4 comentários do meu blog.
Peço as mais sinceras desculpas aos meus leitores.
Peço as mais sinceras desculpas aos meus leitores.
domingo, 13 de outubro de 2013
Aborrecida
Para o próximo fim-de-semana está marcada a degustação do menu da quinta onde vou casar. Podemos levar 4 pessoas. Bomboco leva os pais e eu levo os meus padrinhos. Ou melhor, levava. Porque infelizmente o meu padrinho vai ter de fazer uma viagem de negócios ao estrangeiro e portanto não poderá estar presente. Estou aborrecida. Eu sei que não é nada de mais, ele fartou-se de pedir desculpas coitado, também se sente mal em faltar, mas obviamente que a decisão da viagem foi tomada pelos seus superiores e ele tem é de comer e calar. A questão é que isto está marcado há tanto tempo, andávamos há tanto tempo a fazer planos e... Agora ele não pode.
Por isso não sei quem vou levar para acompanhar a minha madrinha.
Certamente irá correr tudo bem e toda a gente se vai divertir. Mas gostava mesmo que ele fosse. E ele gostava de ir. Enfim, é aborrecido.
Outro drama é a questão da prova dos vestidos de noiva. Combinei com a minha madrinha para no próximo sábado irmos ver, mas ela só pode à tarde. A minha tia não me pareceu muito interessada em ir e eu sempre pensei que ela fizesse questão em ir.
Entretanto outras pessoas disseram-me que queriam ir, mas acho que nestas coisas quanto menos pessoas e mais importantes forem as pessoas presentes, melhor, caso contrário causa-se mais ruído do que outra coisa qualquer. E se há coisa de que não estou a precisar agora é de ruído.
Por isso não sei quem vou levar para acompanhar a minha madrinha.
Certamente irá correr tudo bem e toda a gente se vai divertir. Mas gostava mesmo que ele fosse. E ele gostava de ir. Enfim, é aborrecido.
Outro drama é a questão da prova dos vestidos de noiva. Combinei com a minha madrinha para no próximo sábado irmos ver, mas ela só pode à tarde. A minha tia não me pareceu muito interessada em ir e eu sempre pensei que ela fizesse questão em ir.
Entretanto outras pessoas disseram-me que queriam ir, mas acho que nestas coisas quanto menos pessoas e mais importantes forem as pessoas presentes, melhor, caso contrário causa-se mais ruído do que outra coisa qualquer. E se há coisa de que não estou a precisar agora é de ruído.
Dos dias difíceis
Caramba, tenho tido dias que não lembram a ninguém.
Muito que fazer, trabalho a abarrotar, as responsabilidades crescem e o salário diminui, não percebo esta relação de proporcionalidade inversa.
Não tenho tido tempo para nada, e quando tenho, tudo o que quero é descansar e não pensar em nada.
Há fases assim, suponho.
As pessoas do meu círculo andam todas a trabalhar demais. Andam sem tempo. Sem paciência. Eu compreendo.
Cada vez mais se torna claro para mim que somos nós e aquela outra pessoa com quem escolhemos compartilhar tudo. Ando cansada, por mais que durma não é suficiente.
Ai... Posso ter férias outra vez?
Muito que fazer, trabalho a abarrotar, as responsabilidades crescem e o salário diminui, não percebo esta relação de proporcionalidade inversa.
Não tenho tido tempo para nada, e quando tenho, tudo o que quero é descansar e não pensar em nada.
Há fases assim, suponho.
As pessoas do meu círculo andam todas a trabalhar demais. Andam sem tempo. Sem paciência. Eu compreendo.
Cada vez mais se torna claro para mim que somos nós e aquela outra pessoa com quem escolhemos compartilhar tudo. Ando cansada, por mais que durma não é suficiente.
Ai... Posso ter férias outra vez?
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Destas dúvidas que me assolam
Gostava mesmo de perceber o racional que conduz alguém a achar que o trabalho de uma semana se faz em dois dias partindo do princípio que a pessoa tem de comer, dormir e deslocar-se. É que ainda não cheguei lá.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Ou é isso ou é masoquismo
Depois de um dia super difícil, cheio de coisas para fazer, cabeça completamente em água... Fui aos treinos, sendo que o novo treinador puxa pela equipa como se não houvesse amanhã.
Quando já estávamos todas a arfar, diz uma delas "bem, vamos pensar positivo, ao menos com todo este exercício podemos comer!". É mesmo isso. Eu faço exercício por dois motivos: porque gosto do desporto que pratico e... porque assim fico com mais margem para comer!
Vejo que não sou a única a pensar assim!
Quando já estávamos todas a arfar, diz uma delas "bem, vamos pensar positivo, ao menos com todo este exercício podemos comer!". É mesmo isso. Eu faço exercício por dois motivos: porque gosto do desporto que pratico e... porque assim fico com mais margem para comer!
Vejo que não sou a única a pensar assim!
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Que puto de nojo
Que estas notícias me metem. Mas assim um nojo incomportável.
Aaaahhh, como eu queria ser um Dexter desta vida e arrepiar caminho a todos estes pedófilos nojentos.
Talvez por ter sofrido inúmeras perturbações sexuais por parte de homens grande parte idosos, na minha infância (felizmente nunca ao ponto de violações, mas apalpões indesejados e comentários, partes indesejadas, tudo isso existiu em determinado ponto da minha vida), não vou muito à bola com velhos. Não sei, tenho ali sempre o pé atrás da desconfiança, um certo pudor, e parece que os cheiro à distância e afasto-me dos potencialmente nojentos.
E pronto, eu passo-me com estas notícias e passo-me ainda mais por perceber que a estes seres nojentos é muitas vezes aplicada a pena de coacção mínima, neste caso, termo de identidade e residência, e não consigo perceber como é que um velho abusador de crianças pode andar por aí à solta para, se bem lhe apetecer, continuar a cometer os mesmos crimes e estar como bem e lhe apetece, a respirar o mesmo ar que a restante população que não cometeu crime nenhum e não merece ser importunada pela presença deste tipo de asco.
Não percebo. Senhores do constitucional, algo a acrescentar?
Aaaahhh, como eu queria ser um Dexter desta vida e arrepiar caminho a todos estes pedófilos nojentos.
Talvez por ter sofrido inúmeras perturbações sexuais por parte de homens grande parte idosos, na minha infância (felizmente nunca ao ponto de violações, mas apalpões indesejados e comentários, partes indesejadas, tudo isso existiu em determinado ponto da minha vida), não vou muito à bola com velhos. Não sei, tenho ali sempre o pé atrás da desconfiança, um certo pudor, e parece que os cheiro à distância e afasto-me dos potencialmente nojentos.
E pronto, eu passo-me com estas notícias e passo-me ainda mais por perceber que a estes seres nojentos é muitas vezes aplicada a pena de coacção mínima, neste caso, termo de identidade e residência, e não consigo perceber como é que um velho abusador de crianças pode andar por aí à solta para, se bem lhe apetecer, continuar a cometer os mesmos crimes e estar como bem e lhe apetece, a respirar o mesmo ar que a restante população que não cometeu crime nenhum e não merece ser importunada pela presença deste tipo de asco.
Não percebo. Senhores do constitucional, algo a acrescentar?
Eu não digo que ou é 8 ou é 80?
Nestes últimos dias, o meu telefone não tem estado parado mais de 5m seguidos.
Arre, que é tudo de uma vez.
Arre, que é tudo de uma vez.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Incongruências várias
- Nunca irei conseguir explicar porque motivo gosto de pão escuro e estaladiço, e gosto dos croissants moles e brancos.
- Não gosto de Rihannas, Katy Perrys e afins. Mas gosto de música pimba portuguesa e da Britney Spears. Vá-se lá entender.
- Não gosto de me ver com vestidos cai cai, mas gosto de ver nas outras pessoas.
- Gosto de computadores brancos, telemóveis brancos, carros brancos. Mas a minha cor favorita é o preto.
- Não gosto de crianças birrentas e não tenho muita paciência para crianças em geral. Mas quero muito ter filhos e acho que vou ser uma boa mãe.
- Sou preguiçosa e adoro não fazer nada. Mas ao mesmo tempo adoro desportos colectivos e faço sempre que posso.
Sou completamente paradoxal.
- Não gosto de Rihannas, Katy Perrys e afins. Mas gosto de música pimba portuguesa e da Britney Spears. Vá-se lá entender.
- Não gosto de me ver com vestidos cai cai, mas gosto de ver nas outras pessoas.
- Gosto de computadores brancos, telemóveis brancos, carros brancos. Mas a minha cor favorita é o preto.
- Não gosto de crianças birrentas e não tenho muita paciência para crianças em geral. Mas quero muito ter filhos e acho que vou ser uma boa mãe.
- Sou preguiçosa e adoro não fazer nada. Mas ao mesmo tempo adoro desportos colectivos e faço sempre que posso.
Sou completamente paradoxal.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Decisões sem soluções
A minha madrinha acha que eu devo concluir o meu mestrado no próximo ano.
Eu acho que não estou minimamente para aí virada e quero pensar em ter filhos. Ela diz que quanto mais tarde, pior. O que é verdade, porque também não quero ficar para trás no mundo do trabalho, agora que quase toda a gente ostenta um mestrado. Mas... sinceramente tenho outras prioridades, quer a nível pessoal, quer a nível financeiro.
Complicado, muito complicado. Não faço ideia sobre qual é a melhor decisão a tomar.
Eu acho que não estou minimamente para aí virada e quero pensar em ter filhos. Ela diz que quanto mais tarde, pior. O que é verdade, porque também não quero ficar para trás no mundo do trabalho, agora que quase toda a gente ostenta um mestrado. Mas... sinceramente tenho outras prioridades, quer a nível pessoal, quer a nível financeiro.
Complicado, muito complicado. Não faço ideia sobre qual é a melhor decisão a tomar.
Da inspiração
Às vezes não estamos inspirados. Precisamos de concentração, esforço, suor. Mas a inspiração também tem de estar lá. E quando não está, parece que tudo sai torto. Hoje não acertei uma no treino.
Raios.
Raios.
Ainda sobre a pobreza
Hoje, enquanto esperava pela minha madrinha para almoçar, dei um salto à Zara, para ver como estavam as modas. Por minha vontade levava 1/4 da roupa e acessórios que lá se encontravam.
Não comprei absolutamente nada.
Ser pobre sucks.
Não comprei absolutamente nada.
Ser pobre sucks.
Os pobres de sempre e os novos pobres
Infelizmente, desde o início dos tempos, existem pobres nas sociedades. Actualmente, a pobreza está a aumentar e as desigualdades sociais também. Após ter lido este excelente artigo, dei por mim a recordar um pouco da minha vivência pessoal, das noites em que só havia sopa para o jantar, de nos cortarem a luz por falta de pagamento e eu ter de fazer os trabalhos de casa à luz de uma vela. De matar ratos antes que eles nos entrassem na cama e nos mordessem. Lembro-me como se fosse hoje. Mas as coisas poderiam ter mudado para melhor. Para algumas pessoas não mudaram. A pobreza não se faz apenas da falta de recursos, mas muito também da pobreza de espírito e valores. Não quero criticar ninguém, mas quando o artigo começa com o caso de uma família que não tem condições mínimas de habitação e alimentação, e cuja mãe, de 25 anos já tem a seu cargo 3 crianças, pergunto-me se realmente essas crianças vieram ao mundo para serem felizes. Caramba, há 20 anos atrás não havia o mesmo acompanhamento que há hoje. Hoje existem pílulas gratuitas nos centros de saúde e outros métodos anti concepcionais. Em último recurso, o aborto é legal. O que eu quero dizer é que provavelmente estas pessoas poderiam ter pensado um pouco mais antes de terem posto estas crianças no mundo. Não estou a dizer que os pobres não podem ter filhos, nada disso. Estou a dizer é que têm de existir condições mínimas para a vida de uma criança, algo que não acontece em muitos dos casos relatados nesta reportagem. Porque pobreza gera pobreza. Quando a crise de valores é de tal forma gritante, não há muita escapatória possível ao círculo. As crianças crescem em bairros, ao Deus dará, com os exemplos que têm em casa. Eu cresci assim, mas desviei-me de caminhos negativos. Mas a maior parte dos miúdos do meu bairro e colegas de escola não. As histórias aqui reportadas poderiam ser deles. Minhas. E não há nada que possa valer quando as condições de vida são de tal forma adversas. O incentivo à ascensão social, ao contrário do que acontecia por exemplo há 30 anos, é actualmente nulo. São precisas boas notas para entrar numa boa faculdade. E isso só se consegue com incentivos de estudo, com um ambiente propício ao mesmo, estímulos vários nesse sentido. E mesmo assim, hoje, ter um curso superior sólido, não é sinónimo de um emprego.
Muitas pessoas, por desconhecimento ou pouco interesse, não procuram melhorar as condições de vida em que se encontram. Como a própria reportagem refere, estas famílias não terão muitas vezes dinheiro para alimentar os filhos, mas têm dinheiro para pagar a mensalidade da Meo ou para o alcóol.
Isto, não se resolve com recursos financeiros. Resolve-se com mudança de valores, princípios, educação.
O que eu considero ainda mais assustador neste momento, são as pessoas que estavam do outro lado da barricada. Pessoas com estudos, cultura, com uma casa e condições de vida razoáveis, que estão a perder tudo fruto da crise e do desemprego que mina o nosso país. Pessoas como eu, como vocês. Que um dia se viram sem a única fonte de rendimento. Estava mesmo há pouco a pensar que recebi há 2 dias e já não tenho dinheiro na conta. É verdade. Pagas as contas e tendo posto gasolina no carro, não sobra nada. Absolutamente nada. É complicado, eu sei. E se acontece alguma coisa? Preferimos não pensar nisso e levamos a vida da melhor forma possível, poupando todos os tostões que vamos conseguindo amealhar, para juntar para o casamento. Após isso, faremos o mesmo para juntar para um pé de meia. Mas e se perdemos o emprego? Aí perdemos tudo. É dessas pessoas que falo. Casos que conheço de casais estabelecidos que tiveram de voltar para casa dos pais. Ou famílias com 2 filhos que tiveram de se mudar para um T1. É desses que falo. Que perderam a pouca qualidade de vida que ainda tinham. Que perderam privilégios. Os novos pobres.
Hoje são eles. E amanhã? Não sei. Mas é assustador.
Muitas pessoas, por desconhecimento ou pouco interesse, não procuram melhorar as condições de vida em que se encontram. Como a própria reportagem refere, estas famílias não terão muitas vezes dinheiro para alimentar os filhos, mas têm dinheiro para pagar a mensalidade da Meo ou para o alcóol.
Isto, não se resolve com recursos financeiros. Resolve-se com mudança de valores, princípios, educação.
O que eu considero ainda mais assustador neste momento, são as pessoas que estavam do outro lado da barricada. Pessoas com estudos, cultura, com uma casa e condições de vida razoáveis, que estão a perder tudo fruto da crise e do desemprego que mina o nosso país. Pessoas como eu, como vocês. Que um dia se viram sem a única fonte de rendimento. Estava mesmo há pouco a pensar que recebi há 2 dias e já não tenho dinheiro na conta. É verdade. Pagas as contas e tendo posto gasolina no carro, não sobra nada. Absolutamente nada. É complicado, eu sei. E se acontece alguma coisa? Preferimos não pensar nisso e levamos a vida da melhor forma possível, poupando todos os tostões que vamos conseguindo amealhar, para juntar para o casamento. Após isso, faremos o mesmo para juntar para um pé de meia. Mas e se perdemos o emprego? Aí perdemos tudo. É dessas pessoas que falo. Casos que conheço de casais estabelecidos que tiveram de voltar para casa dos pais. Ou famílias com 2 filhos que tiveram de se mudar para um T1. É desses que falo. Que perderam a pouca qualidade de vida que ainda tinham. Que perderam privilégios. Os novos pobres.
Hoje são eles. E amanhã? Não sei. Mas é assustador.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Sabem aquelas pessoas...
Que quando falamos sobre um assunto, elas demonstram que sim sim, sabem sobre o que estamos a falar, mas na verdade não sabem? Eu explico: noutro dia falava sobre a série Dexter, que gostava mesmo da série e que infelizmente acabou. Perguntei a quem estava comigo se conhecia a série. Recebi resposta afirmativa, que conheciam, mas não fazia minimamente o estilo de que gostavam. Eu disse que gostos são gostos, e que realmente a série é pesadita, não é para se ver de ânimo leve como uma novela, que ele era um serial killer bonzinho mas ainda assim, um serial killer. Afirmavam-me que sim com a cabeça, sim senhor, sempre muito amén e depois eu perguntei se apesar de tudo já tinham visto alguns episódios da série, pois claro que viram, vários. Então eu pergunto se viram aquele em que ele mata os seus dois filhos e, espante-se, tinham mesmo, ele há coisas incríveis.
E eles lá ficaram todos contentes, que cultura é uma coisa que por ali abunda e assim sempre pareceram mais espertos, e eu continuei sem perceber porque é que as pessoas gostam de fingir que sabem algo que não sabem, que ao tentarem parecer mais espertas só parecem mais burras.
E eles lá ficaram todos contentes, que cultura é uma coisa que por ali abunda e assim sempre pareceram mais espertos, e eu continuei sem perceber porque é que as pessoas gostam de fingir que sabem algo que não sabem, que ao tentarem parecer mais espertas só parecem mais burras.
Arrependimentos
Hoje almocei imenso e nem sequer tinha assim tanta fome.
São precisamente estes excessos que tenho de controlar de forma muito disciplinada, o acabar por comer a mais quando nem tenho fome para tudo, mas sim comer porque apenas me sabe bem.
Não pode.
Estou aqui com um arrependimento daqui até à lua.
São precisamente estes excessos que tenho de controlar de forma muito disciplinada, o acabar por comer a mais quando nem tenho fome para tudo, mas sim comer porque apenas me sabe bem.
Não pode.
Estou aqui com um arrependimento daqui até à lua.
Encontros imediatos
Devido razões laborais, estás com uma roupa, digamos... Pouco cuidada. Calças de ganga, sapatilhas, e a primeira camisola que te veio parar às mãos. Estás sozinha, tranquilamente a andar na rua, quando dás de cara com um dos teus ex namorados. Cabelo meio desalinhado, ar de surpresa. Fazes a cortesia e cumprimentas, perguntas como está.
E ficas assim meio naquela, de sorriso amarelo, pensando "que porra, se é para encontrar ex namorados, ao menos que se encontre quando estamos bonitas e produzidas, e não com um ar de quem acabou de sair de uma guerra". Para melhorar tudo isto, no minuto a seguir dás de caras com o teu chefe.
Lindo.
E ficas assim meio naquela, de sorriso amarelo, pensando "que porra, se é para encontrar ex namorados, ao menos que se encontre quando estamos bonitas e produzidas, e não com um ar de quem acabou de sair de uma guerra". Para melhorar tudo isto, no minuto a seguir dás de caras com o teu chefe.
Lindo.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Os dias de semana até passam a ter outra piada
Há cerca de duas semanas ingressei numa equipa feminina de desporto amador.
Tinha saudades de praticar o meu desporto colectivo favorito, e redescobri não apenas algum jeito (ainda muito ténue, é certo), mas sobretudo o que o desporto colectivo e de competição nos traz.
Quando saio dos treinos é uma satisfação enorme. Suei, ri-me, aperfeiçoei-me. A leveza que nos fica no espírito é quase palpável. Estar ali um bocadinho, esquecer de tudo e de todos, e dedicar aquele momento 100% à equipa e ao desporto.
E conheci novas pessoas. Pessoas simpáticas que me acolheram com o coração e humildemente me cedem técnicas para eu melhorar.
Caraças, felizmente nunca sofri de depressão e espero nunca vir a sofrer, mas creio que este tipo de actividades nos liberta o espírito e torna-nos mais fortes, positivos e optimistas.
Eu adoro, e enquanto puder, não dispenso.
A semana até passa a ter mais piada.
Tinha saudades de praticar o meu desporto colectivo favorito, e redescobri não apenas algum jeito (ainda muito ténue, é certo), mas sobretudo o que o desporto colectivo e de competição nos traz.
Quando saio dos treinos é uma satisfação enorme. Suei, ri-me, aperfeiçoei-me. A leveza que nos fica no espírito é quase palpável. Estar ali um bocadinho, esquecer de tudo e de todos, e dedicar aquele momento 100% à equipa e ao desporto.
E conheci novas pessoas. Pessoas simpáticas que me acolheram com o coração e humildemente me cedem técnicas para eu melhorar.
Caraças, felizmente nunca sofri de depressão e espero nunca vir a sofrer, mas creio que este tipo de actividades nos liberta o espírito e torna-nos mais fortes, positivos e optimistas.
Eu adoro, e enquanto puder, não dispenso.
A semana até passa a ter mais piada.
Não há meio termo
Ou hei-de ter relativamente pouco trabalho, ou hei-de ter tanto que nem consigo respirar.
Não há meio termo.
Não há meio termo.
Gestão das expectativas
O meu chefe ficou admirado por eu morar num T2.
E ficou admirado com a minha idade, porque, segundo ele, pareço ter menos 3 ou 4 anos.
Com casamento marcado, apartamento T2... Acho ainda assim que ele acredita firmemente que nos próximos anos não quero ter filhos.
Exacto...
E ficou admirado com a minha idade, porque, segundo ele, pareço ter menos 3 ou 4 anos.
Com casamento marcado, apartamento T2... Acho ainda assim que ele acredita firmemente que nos próximos anos não quero ter filhos.
Exacto...
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