quarta-feira, 31 de julho de 2013
Tininha Espírito Santo, chega-te cá para eu te dizer umas verdades
Minha querida, nem toda a gente teve a sorte de nascer herdeira de uma fortuna como você. Estranho, não é? Há pessoas que têm mesmo de trabalhar para sobreviver, vá-se lá entender. Eu sei que é parvo, mas o que é que a menina quer? Os pobrezinhos Tininha, não vão para a Comporta. Os pobrezinhos têm de trabalhar e é pouco provável que tenham férias. E olhe Tininha, muitos nem têm carro para chegar à Comporta. Por isso não Tininha, estar numa cabana da Comporta não é brincar aos pobrezinhos. Se realmente quer brincar aos pobrezinhos vá um mês para a Cova da Moura ou para o bairro do Cerco, e trabalhe 10h por dia a ganhar o salário mínimo e a ter de apanhar transportes públicos. Isso sim é que é brincar aos pobrezinhos.
A Tininha nasceu com o cu banhado a ouro, mas nós não queriduxa. E os pobrezinhos ficaram um pouco indignados com as suas declarações. A Tininha o melhor que tem a fazer é não abrir a boca durante os próximos 100 anos.
Tininha Tininha, só asneiras. Aproveite os conselhos de Bomboca que, veja lá, está a brincar ao voluntariado e está a fazer consultoria gratuitamente.
Vá com Deus Tininha. E olhe que eu acho que mesmo ele não gostou das suas declarações, pelo que se consta, o filho dele era pobre, por isso veja lá.
Eu até gosto da Comporta Tininha. Mas agora que vejo que a Tininha e os seus amigos por lá andam, acho que não volto tão cedo, afinal eu "tenho horror a pobre".
A Tininha nasceu com o cu banhado a ouro, mas nós não queriduxa. E os pobrezinhos ficaram um pouco indignados com as suas declarações. A Tininha o melhor que tem a fazer é não abrir a boca durante os próximos 100 anos.
Tininha Tininha, só asneiras. Aproveite os conselhos de Bomboca que, veja lá, está a brincar ao voluntariado e está a fazer consultoria gratuitamente.
Vá com Deus Tininha. E olhe que eu acho que mesmo ele não gostou das suas declarações, pelo que se consta, o filho dele era pobre, por isso veja lá.
Eu até gosto da Comporta Tininha. Mas agora que vejo que a Tininha e os seus amigos por lá andam, acho que não volto tão cedo, afinal eu "tenho horror a pobre".
Hoje estive quase
Hoje estive a um passo pequenino pequenino de ligar para o trabalho a dizer que não podia vir porque estava doente. A sério. Eu sei que é feio, mas eu hoje estava a ver que não ia conseguir levantar-me, estava a dormir maravilhosamente.
Mas depois lá me levantei. Ai. Foi por um triz.
Mas depois lá me levantei. Ai. Foi por um triz.
terça-feira, 30 de julho de 2013
A percepção que os outros têm de nós e os rótulos que nos colocam
Hoje, li no Shiuuuu o segredo de uma rapariga que dizia que por mais características que ela tenha e por mais que ela alcance na vida, será sempre "a gorda".
E pensei em todos os rótulos que os outros nos colocam. Rótulos muitas vezes injustos, desprovidos de personalidade. Como "a gorda", "a magra", "a raptada", "a que tem a mania", "a queridinha dos professores". Já tive todos estes rótulos. E suponho que actualmente tenha de alongar esta lista, acho que já me acrescentaram mais alguns.
E por saber o peso dos rótulos, nunca rotulei ninguém. Todos temos uma personalidade própria que é muito mais que o nosso aspecto físico ou uma determinada característica em particular. Mas as pessoas adoram rotular. Adoram chamar coisas aos outros. Lembro-me de situações em que eu referia o nome de pessoas e as outras nem estavam a ver quem era, só pensavam no rótulo que tinham atribuído a essa pessoa.
E depois aqueles olhares fanfarrões, os risinhos que fundo quando a pessoa alvo dos rótulos passa... Enfim, nunca gostei disso. Mas se isso me incomodava na infância, nem sei o quanto me incomoda agora, em que as pessoas são adultas mas comportam-se como se ainda andassem na primária.
Saiam do vosso casulo de caca e aprendam a respeitar e a valorizar os outros porra!
E pensei em todos os rótulos que os outros nos colocam. Rótulos muitas vezes injustos, desprovidos de personalidade. Como "a gorda", "a magra", "a raptada", "a que tem a mania", "a queridinha dos professores". Já tive todos estes rótulos. E suponho que actualmente tenha de alongar esta lista, acho que já me acrescentaram mais alguns.
E por saber o peso dos rótulos, nunca rotulei ninguém. Todos temos uma personalidade própria que é muito mais que o nosso aspecto físico ou uma determinada característica em particular. Mas as pessoas adoram rotular. Adoram chamar coisas aos outros. Lembro-me de situações em que eu referia o nome de pessoas e as outras nem estavam a ver quem era, só pensavam no rótulo que tinham atribuído a essa pessoa.
E depois aqueles olhares fanfarrões, os risinhos que fundo quando a pessoa alvo dos rótulos passa... Enfim, nunca gostei disso. Mas se isso me incomodava na infância, nem sei o quanto me incomoda agora, em que as pessoas são adultas mas comportam-se como se ainda andassem na primária.
Saiam do vosso casulo de caca e aprendam a respeitar e a valorizar os outros porra!
Em espera
Neste momento da minha vida, sinto-me em espera. Tudo está em espera, nada se vai concretizar para já. Por isso continuo à espera.
À espera de um aumento salarial que não virá. À espera de uma promoção que, se o rei fizer anos, poderá ser daqui a um ano ou então não. À espera que chegue o casamento, porque à conta de pouparmos para o casamento, não podemos fazer férias para além das que fizemos (estivemos 3 noites em hotel e a curtir largo, há quem não tenha nada, é uma verdade...), não podemos ter uma excentricidade, não posso comprar uma peça de roupa.
E é oficial, quero ter filhos. Por mim começava a tentar engravidar amanhã. Mas não posso.
Estou em espera. Temos de poupar para o casamento porque eu quero ter férias num destino paradisíaco sem filhos, quero casar ainda sem filhos, quero que engravidar não seja sinónimo de me tapar uma potencial promoção no próximo ano (se bem que tapará outras coisas e outras promoções, e até pode tapar essa tal se não for bem feito, mas isso são outros quinhentos). Quero ainda viajar para sítios que não conheço, e para outros a que gostaria de voltar.
Mas não posso para já.
Quero emagrecer. E apesar de estar a esforçar-me para isso, os resultados não são visíveis da noite para o dia.
Acho que estou aborrecida de estar à espera. A minha vida está à espera que x ou y aconteça, bem sei que não nos devemos reger por aí e aproveitar o momento, eu sei, mas tudo aquilo que eu quero está em espera. E é aborrecido.
Logo eu que odeio esperar.
À espera de um aumento salarial que não virá. À espera de uma promoção que, se o rei fizer anos, poderá ser daqui a um ano ou então não. À espera que chegue o casamento, porque à conta de pouparmos para o casamento, não podemos fazer férias para além das que fizemos (estivemos 3 noites em hotel e a curtir largo, há quem não tenha nada, é uma verdade...), não podemos ter uma excentricidade, não posso comprar uma peça de roupa.
E é oficial, quero ter filhos. Por mim começava a tentar engravidar amanhã. Mas não posso.
Estou em espera. Temos de poupar para o casamento porque eu quero ter férias num destino paradisíaco sem filhos, quero casar ainda sem filhos, quero que engravidar não seja sinónimo de me tapar uma potencial promoção no próximo ano (se bem que tapará outras coisas e outras promoções, e até pode tapar essa tal se não for bem feito, mas isso são outros quinhentos). Quero ainda viajar para sítios que não conheço, e para outros a que gostaria de voltar.
Mas não posso para já.
Quero emagrecer. E apesar de estar a esforçar-me para isso, os resultados não são visíveis da noite para o dia.
Acho que estou aborrecida de estar à espera. A minha vida está à espera que x ou y aconteça, bem sei que não nos devemos reger por aí e aproveitar o momento, eu sei, mas tudo aquilo que eu quero está em espera. E é aborrecido.
Logo eu que odeio esperar.
Das férias em Agosto
Eu ODEIO ter férias em Agosto. Está tudo apinhado, trânsito para as praias, praias lotadas, restaurantes lotados, avecs por todo lado e, claro, tudo mais caro.
Por isso sempre que posso fujo das férias em Agosto como o diabo da cruz. O problema é que acontece que na minha empresa, é oficiosamente convencionado que as pessoas têm férias em Agosto, porque é a altura mais parada do ano. Em Agosto não há muito trabalho, basicamente serve para se acabarem algumas coisas e para as pessoas tirarem férias. Para mim é sempre um pesadelo férias em Agosto. Normalmente nunca vou a lado nenhum em Agosto, e se penso em ir, basta-me olhar para os preços e pensar nas praias cheias de gente, que desisto logo da ideia.
Por mim e por Bomboco, tínhamos sempre férias em Juhlo/ Junho/ Setembro. Acontece que já tivemos duas semanas de férias em Julho. E por isso convém que por aqui as duas outras semanas de férias sejam tiradas em Agosto, apesar de Bomboco ter pedido Setembro.
Ainda por cima tenho a teoria que até o tempo é melhor em Setembro! Mas pronto, eu gostava mesmo de saber quem é que convencionou isto de se ter férias em Agosto.
E pronto, estas questões deixam-me incomodada, mas depois penso que para o ano vou ter 30 dias úteis de férias e fico mais calma.
Por isso sempre que posso fujo das férias em Agosto como o diabo da cruz. O problema é que acontece que na minha empresa, é oficiosamente convencionado que as pessoas têm férias em Agosto, porque é a altura mais parada do ano. Em Agosto não há muito trabalho, basicamente serve para se acabarem algumas coisas e para as pessoas tirarem férias. Para mim é sempre um pesadelo férias em Agosto. Normalmente nunca vou a lado nenhum em Agosto, e se penso em ir, basta-me olhar para os preços e pensar nas praias cheias de gente, que desisto logo da ideia.
Por mim e por Bomboco, tínhamos sempre férias em Juhlo/ Junho/ Setembro. Acontece que já tivemos duas semanas de férias em Julho. E por isso convém que por aqui as duas outras semanas de férias sejam tiradas em Agosto, apesar de Bomboco ter pedido Setembro.
Ainda por cima tenho a teoria que até o tempo é melhor em Setembro! Mas pronto, eu gostava mesmo de saber quem é que convencionou isto de se ter férias em Agosto.
E pronto, estas questões deixam-me incomodada, mas depois penso que para o ano vou ter 30 dias úteis de férias e fico mais calma.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
O maravilhoso mundo das noivinhas
Se há coisa que eu acho que todas as mulheres devem ler antes de morrer, é sem dúvida aqueles fóruns sobre casamento. Para além da imensa informação útil que por lá anda, como feedbacks de fornecedores, exemplos de decoração, ideias, etc., existe também um ou outro post sem pés nem cabeça, que me faz delirar com as atrocidades escritas, bem como com os erros ortográficos dados.
Para além daquela linguagem parva de sms como "goxtax maix dextex konvites", temos pessoas que fazem perguntas do género "Vou casar na igreja. Posso levar um vestido com decote?" e afins.
Gosto particularmente daquelas noivinhas de 18/19 anos, que hoje têm imensa certeza sobre querer casar, mas amanhã o namorado manda-lhes uma boca qualquer e depois afinal já não querem.
Não sou ninguém para criticar as outras pessoas e as suas escolhas, como é óbvio, mas não nego que é algo engraçado ler este tipo de desabafos existenciais.
Eu já disse que tenho um humor parvo, o que é que querem?
Mais questões existenciais parvas
Porque é que pessoas que não gostam de mim, reforçam a sua atenção quando eu estou a dizer qualquer coisa? É para depois poderem gozar?
Não entendo. É que quando pessoas de que eu não gosto falam, eu só ouço um ruído de fundo muito distante e penso na minha vidinha.
Não entendo. É que quando pessoas de que eu não gosto falam, eu só ouço um ruído de fundo muito distante e penso na minha vidinha.
Sonho com cada coisa mais parva
Hoje sonhei que senhora minha mãe, que desconfia estar a entrar na menopausa, estava grávida de uma menina. Grávida.
Eu só pensava que a pobre criança iria ser mais uma como eu, sem pais, porque acho que a minha mãe nem nos queria dizer quem era o pai. Entretanto, disse eu que iria ajudar a cuidar da minha irmãzinha.
Acordei com uma sensação mesmo estranha.
Fui ler o significado deste sonho, e supostamente significa que a família estará para aumentar em breve. O que quererá dizer?
Eu só pensava que a pobre criança iria ser mais uma como eu, sem pais, porque acho que a minha mãe nem nos queria dizer quem era o pai. Entretanto, disse eu que iria ajudar a cuidar da minha irmãzinha.
Acordei com uma sensação mesmo estranha.
Fui ler o significado deste sonho, e supostamente significa que a família estará para aumentar em breve. O que quererá dizer?
domingo, 28 de julho de 2013
A idade é mesmo um posto
Ontem, saímos para uma das zonas mais badaladas da cidade. Ambos envergávamos roupa muito descontraída, Bomboco com pólo e calças de ganga, eu de calças de ganga, top fluído, blaser e... Sapatilhas. E eu observava as muitas pessoas que lá estavam, e percebi um padrão. Engraçado como a Pólo Norte expressou o mesmo que eu quero dizer, de forma diferente e noutro contexto, neste post.
E eu observava, actividade que adoro, as meninas e os meninos, sobretudo as meninas, e realmente o padrão que me saltou à vista foi que quanto mais novas elas eram, mais sobreproduzidas estavam. Tudo era excesso. Desde a maquilhagem, aos decotes, aos calções ou vestido curtos e, claro, passando pelos gigantescos saltos altos. E eu pensava como é que elas conseguiam andar 10m com aquilo, quanto mais aguentar a noite toda. Enquanto isso, via outras pessoas, mais velhas, e outras da nossa idade, com um ar muito mais descontraído, mais desprovido de produção mas muito mais confortável.
E porque a partir de uma determinada idade, chegámos a um momento em que a nossa auto-estima não é determinada pelo tamanho dos nossos saltos altos, nem pela profundidade do nosso decote. Conseguimos sentir-nos bem sem cair no exagero, mesmo com umas calças simples e umas sapatilhas.
E isso meninas, não é coisa que se compre ou que se resolva com uns sapatos. O sentirmo-nos bem connosco próprias vai-se conquistando, aos poucos, com serenidade. E isso é melhor do que qualquer decote.
E eu observava, actividade que adoro, as meninas e os meninos, sobretudo as meninas, e realmente o padrão que me saltou à vista foi que quanto mais novas elas eram, mais sobreproduzidas estavam. Tudo era excesso. Desde a maquilhagem, aos decotes, aos calções ou vestido curtos e, claro, passando pelos gigantescos saltos altos. E eu pensava como é que elas conseguiam andar 10m com aquilo, quanto mais aguentar a noite toda. Enquanto isso, via outras pessoas, mais velhas, e outras da nossa idade, com um ar muito mais descontraído, mais desprovido de produção mas muito mais confortável.
E porque a partir de uma determinada idade, chegámos a um momento em que a nossa auto-estima não é determinada pelo tamanho dos nossos saltos altos, nem pela profundidade do nosso decote. Conseguimos sentir-nos bem sem cair no exagero, mesmo com umas calças simples e umas sapatilhas.
E isso meninas, não é coisa que se compre ou que se resolva com uns sapatos. O sentirmo-nos bem connosco próprias vai-se conquistando, aos poucos, com serenidade. E isso é melhor do que qualquer decote.
Potencial de serial killer
Caiu-me a ficha agora. Depois de tantos anos a ver séries como Dexter, Mentes Criminosas, CSI e afins, percebo que tenho o potencial para serial killer.
Mummy and daddy issues é bagagem suficiente para uma pessoa só. Há serial killers com carreira consolidada por bem menos.
Como é que isso não apareceu nos testes psicotécnicos? Que falha.
Mummy and daddy issues é bagagem suficiente para uma pessoa só. Há serial killers com carreira consolidada por bem menos.
Como é que isso não apareceu nos testes psicotécnicos? Que falha.
A minha mãe podia ser uma mãe normal
Mas não. Senhora minha mãe noutro dia resolve enviar-me uma sms a perguntar se EU quero ir ao Outlet de Vila do Conde (sim, se EU queria ir, que esta é a estratégia dela, é tentar sempre inverter o jogo).
Perguntei-lhe quando é que ela queria ir e porquê. Disse-me que era naquele momento, porque os perfumes estavam com desconto nesse dia. Disse-lhe que não podia. Senhora ficou chateada e diz que eu sou uma ingrata. Claro, o meu dever é levar a senhora, que não tem carro nem conduz, a um shopping que fica ainda a uns bons km, onde se paga portagens para lá chegar, qual motorista, para que a senhora possa comprar os seus perfumes. E sim, na cabeça dela, ela é que estava a fazer-me um favor ao acompanhar-me ao shopping.
É assim a minha mãe. Não sabe quem é por exemplo o António José Seguro, mas sabe sempre onde se compram perfumes com descontos.
Perguntei-lhe quando é que ela queria ir e porquê. Disse-me que era naquele momento, porque os perfumes estavam com desconto nesse dia. Disse-lhe que não podia. Senhora ficou chateada e diz que eu sou uma ingrata. Claro, o meu dever é levar a senhora, que não tem carro nem conduz, a um shopping que fica ainda a uns bons km, onde se paga portagens para lá chegar, qual motorista, para que a senhora possa comprar os seus perfumes. E sim, na cabeça dela, ela é que estava a fazer-me um favor ao acompanhar-me ao shopping.
É assim a minha mãe. Não sabe quem é por exemplo o António José Seguro, mas sabe sempre onde se compram perfumes com descontos.
Mais questões existenciais
Também gostaria de saber se as pessoas que fazem os tais comentários, também o dirigem a homens.
sábado, 27 de julho de 2013
Questões existenciais
Só dúvidas, esta minha cabeça é só dúvidas, não há nada a fazer.
Esta questão existencial surge no seguimento de desabafos que várias pessoas já me fizeram, em relação a um comentário do qual também já fui alvo. Algumas pessoas gostam de soltar este comentário perante outra pessoa com uns quilitos a mais: "Ah, que pena, tens uma cara tão gira, pena é seres gorda (substituir por forte, cheiinha ou qualquer outra palavra que se refira ao mesmo)".
A minha questão é no sentido de perceber se essas mesmas pessoas também se viram para as gajas magras e feias com o seguinte discurso "Ah, que corpo tão elegante, pena é a cara, que parece que foi alvo de um atropelamento por um camião TIR". Algo do género. E também gostaria mesmo de saber se essas pessoas se vêem frequentemente ao espelho.
Esta questão existencial surge no seguimento de desabafos que várias pessoas já me fizeram, em relação a um comentário do qual também já fui alvo. Algumas pessoas gostam de soltar este comentário perante outra pessoa com uns quilitos a mais: "Ah, que pena, tens uma cara tão gira, pena é seres gorda (substituir por forte, cheiinha ou qualquer outra palavra que se refira ao mesmo)".
A minha questão é no sentido de perceber se essas mesmas pessoas também se viram para as gajas magras e feias com o seguinte discurso "Ah, que corpo tão elegante, pena é a cara, que parece que foi alvo de um atropelamento por um camião TIR". Algo do género. E também gostaria mesmo de saber se essas pessoas se vêem frequentemente ao espelho.
Nem sempre o mais barato é o melhor
Temos um casal amigo que é muito agarrado ao dinheiro. Já por aqui comentei.
E eles são aquelas pessoas que quando precisam de comprar alguma coisa, nem hesitam, é sempre o mais barato. Seja em que produto for. Eles automaticamente vão ao mais barato. Eu não sou nada assim. Sou aquela pessoa que procura sempre comprar as coisas com base numa relação preço/qualidade. Às vezes esta atitude leva-me para as coisas mais baratas. Outras vezes não.
Tal como nem sempre o mais caro é sem dúvida o melhor. É relativo.
Por outro lado, também há pessoas que na dúvida, compram sempre o mais caro. O que também não é sinónimo de qualidade garantida. Acho que sobretudo agora,em tempos de contenção e crise, as compras são mais pensadas e menos por impulso.
Eu estou muito assim.
Mas não nego que há dias que simplesmente me apetecia comprar tudo o que me aparece à frente. Mas não dá. Paciência.
E eles são aquelas pessoas que quando precisam de comprar alguma coisa, nem hesitam, é sempre o mais barato. Seja em que produto for. Eles automaticamente vão ao mais barato. Eu não sou nada assim. Sou aquela pessoa que procura sempre comprar as coisas com base numa relação preço/qualidade. Às vezes esta atitude leva-me para as coisas mais baratas. Outras vezes não.
Tal como nem sempre o mais caro é sem dúvida o melhor. É relativo.
Por outro lado, também há pessoas que na dúvida, compram sempre o mais caro. O que também não é sinónimo de qualidade garantida. Acho que sobretudo agora,em tempos de contenção e crise, as compras são mais pensadas e menos por impulso.
Eu estou muito assim.
Mas não nego que há dias que simplesmente me apetecia comprar tudo o que me aparece à frente. Mas não dá. Paciência.
O olhar diz sempre tudo
Não é à toa que se diz que os olhos são o espelho da alma.
Normalmente uns olhos expressivos conseguem transparecer as emoções que a pessoa sente no momento, sejam elas boas ou más. E hoje encontrei 3 pessoas que não me viam há dois anos, e todas me olharam de tal forma expressiva que eu percebi... Que olhavam para o meu peso. Efectivamente há três anos pesava menos 6kg. Não é segredo. Eles não comentaram porque são pessoas educadas. Mas os olhos disseram tudo.
E quando os olhos dizem tudo, mais vale não abrir a boca, com o risco de parecer rude ou não ser sincero.
Normalmente uns olhos expressivos conseguem transparecer as emoções que a pessoa sente no momento, sejam elas boas ou más. E hoje encontrei 3 pessoas que não me viam há dois anos, e todas me olharam de tal forma expressiva que eu percebi... Que olhavam para o meu peso. Efectivamente há três anos pesava menos 6kg. Não é segredo. Eles não comentaram porque são pessoas educadas. Mas os olhos disseram tudo.
E quando os olhos dizem tudo, mais vale não abrir a boca, com o risco de parecer rude ou não ser sincero.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Nova estratégia
Adoptei uma nova estratégia na minha luta contra os quilos indesejados.
Se resultar, logo vos conto.
Se resultar, logo vos conto.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Adenda ao post sobre a gravidez da minha amiga
Obrigada pela preocupação que têm expressado nos vossos comentários. A blogosfera é muito mais do que blogs.
Entretanto o que se passa é que ela tinha contratos renováveis, e simplesmente não lhe renovaram o contrato assim que souberam da gravidez. Ela já está a consultar um advogado para saber o que pode fazer.
Entretanto o que se passa é que ela tinha contratos renováveis, e simplesmente não lhe renovaram o contrato assim que souberam da gravidez. Ela já está a consultar um advogado para saber o que pode fazer.
As mulheres e o mundo árabe
Para a generalidade do mundo árabe, as mulheres são lixo. São mercadoria obsoleta. Estão abaixo da sucata.
Para a generalidade do mundo árabe, as mulheres não têm direitos, apenas deveres, não são pessoas.
Enquanto este e este tipo de situações continuarem a acontecer, para mim, são todos uns cabrões.
Para a generalidade do mundo árabe, as mulheres não têm direitos, apenas deveres, não são pessoas.
Enquanto este e este tipo de situações continuarem a acontecer, para mim, são todos uns cabrões.
Das filhas das putices que as empresas fazem
Uma amiga minha trabalhava numa empresa onde era efectiva. Excelente profissional, empenhada, nunca saía cedo.
Uma outra empresa fez-lhe uma proposta de emprego, onde passaria a ganhar mais, sair mais cedo, e ter um posto hierarquicamente superior. A minha amiga aceitou.
A minha amiga entretanto engravidou. Não foi uma coisa planeada, ela tomava as devidas precauções, mas simplesmente aconteceu. Essa tal empresa, quando soube da gravidez, despediu-a na hora.
Não quiseram saber se ela ia ser mãe, se já tinha 8 anos de experiência, se ela estava disposta a trabalhar em casa. Nada. Simplesmente livraram-se daquela pessoa que tinham ido buscar à concorrência, uma profissional de excelência, que passou a ser considerada um activo tóxico.
Era quem lhes fodesse a tromba.
Uma outra empresa fez-lhe uma proposta de emprego, onde passaria a ganhar mais, sair mais cedo, e ter um posto hierarquicamente superior. A minha amiga aceitou.
A minha amiga entretanto engravidou. Não foi uma coisa planeada, ela tomava as devidas precauções, mas simplesmente aconteceu. Essa tal empresa, quando soube da gravidez, despediu-a na hora.
Não quiseram saber se ela ia ser mãe, se já tinha 8 anos de experiência, se ela estava disposta a trabalhar em casa. Nada. Simplesmente livraram-se daquela pessoa que tinham ido buscar à concorrência, uma profissional de excelência, que passou a ser considerada um activo tóxico.
Era quem lhes fodesse a tromba.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Sobre o nascimento do bebé real
Desejo-lhe as maiores felicidades. Vai crescer num meio tão privilegiado que até enjoa.
Mas pronto, tem tudo para ser feliz.
Achei piada hoje de manhã ao Nilton, que disse que esta é das únicas vezes em que o nome da princesa e a palavra trabalho coexistem na mesma frase.
Mas pronto, tem tudo para ser feliz.
Achei piada hoje de manhã ao Nilton, que disse que esta é das únicas vezes em que o nome da princesa e a palavra trabalho coexistem na mesma frase.
A Saga dos Porteiros das Empresas
Há profissões muito chatas. Aqueles senhores das empresas de segurança que estão na portaria das empresas possuem uma delas. Efectivamente, o dia a dia deles consiste em ver quem entra e quem sai, os carros, e pouco mais. Eu conheço muitas empresas. Ando por muito sítio. E de todas as empresas que conheço, apenas 2 porteiros são "normais". Todos os outros são rudes, mal dispostos, implicantes, picuinhas, desagradáveis e antipáticos. Hoje, passou-se mais um episódio com uma funcionária dessas empresas de segurança. Eu cheguei e estacionei o meu carro num lugar livre, que não dizia nada. Todos os lugares que diziam "visitas" já estavam ocupados. Saí do carro, carregada com pastas, carteira, sacos de plástico e computador portátil, e dirigi-me à portaria para dar a minha entrada. A senhora esperou que eu lá chegasse, para me dizer que eu não tinha nada que estacionar ali, que só posso estacionar nos lugares que estiverem destinados às visitas. Tudo isto de forma extremamente rude e antipática. Eu respondo-lhe o óbvio, que todos os lugares de visitas estavam ocupados. Ela diz que isso não é problema dela e que eu não posso estacionar ali e ponto final. Ao que eu respondo à senhora que já me podia ter dito isso, não era necessário eu ter saído do carro carregada, para ir ali e ela dizer-me isso. A mulher olha para mim com um ar de desprezo e diz que faz o que lhe apetece. Pergunto-lhe onde posso estacionar e a criatura responde-me para ir por o carro num descampado nas traseiras. Ok, penso. Lá fui eu, carregada, entrei no carro, fui estacionar a km's do local onde estava, saí, carreguei com as coisas até ao escritório. Passado 5m vagaram todos os lugares de estacionamento para visitas.
Para além do azar que tive, e tenho sempre nestas coisas, vejo que os porteiros destas empresas de segurança têm muito em comum. Aliás, são escolhidinhos a dedo. A criatura não sabia de que empresa eu era. Não sabia quem eu era. Podia ser um investidor ou um cliente importante da empresa para qual ela está a prestar serviços. E ficava muito mal este tratamento. Pergunto-me porque põem pessoas destas a receber pessoas. E se estes senhores, como não têm mais nada que fazer durante o dia, tiram um gozinho especial em provocar incómodo e aborrecimentos pequeninos nas outras pessoas.
Para além do azar que tive, e tenho sempre nestas coisas, vejo que os porteiros destas empresas de segurança têm muito em comum. Aliás, são escolhidinhos a dedo. A criatura não sabia de que empresa eu era. Não sabia quem eu era. Podia ser um investidor ou um cliente importante da empresa para qual ela está a prestar serviços. E ficava muito mal este tratamento. Pergunto-me porque põem pessoas destas a receber pessoas. E se estes senhores, como não têm mais nada que fazer durante o dia, tiram um gozinho especial em provocar incómodo e aborrecimentos pequeninos nas outras pessoas.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Síndrome de Porteira
Há gente que padece daquilo a que eu chamo de Síndrome de Porteira. Gente que só está bem a bisbilhotar a vida dos outros. Hoje, ao entrar para a empresa, o senhor da segurança pergunta-me o nome, a empresa e o que venho fazer. Eu respondo. Depois, lá achou que eu teria imenso tempo livre e vai daí começa a fazer-me perguntas como há quanto tempo eu trabalho na empresa, se ele já me tinha conhecido, em que é que consiste o meu trabalho, porque é que eu vim para este trabalho... Isto. E eu, o mais educadamente possível, lá me fui esquivando às questões, sempre de sorriso amarelo na cara.
Estas pessoas querem sempre saber o máximo possível da vida dos outros. A questão da utilidade de informação para elas não se põe, pois elas querem é saber. E comentar. E ver. E especular.
E eu confesso que me irrita um bocadinho esta atitude, logo eu que sou extremamente reservada e gosto pouco que os outros saibam da minha vida. E pior, que teçam comentários e especulações sobre a mesma, e que depois esses comentários infundados, essas não verdades, se espalhem por aí e passem a ser consideradas verdades. De certeza que já vos aconteceu.
Por estes motivos eu tento sempre fugir das pessoas que apresentam o Síndrome de Porteira. Mesmo as que têm efectivamente essa profissão.
Estas pessoas querem sempre saber o máximo possível da vida dos outros. A questão da utilidade de informação para elas não se põe, pois elas querem é saber. E comentar. E ver. E especular.
E eu confesso que me irrita um bocadinho esta atitude, logo eu que sou extremamente reservada e gosto pouco que os outros saibam da minha vida. E pior, que teçam comentários e especulações sobre a mesma, e que depois esses comentários infundados, essas não verdades, se espalhem por aí e passem a ser consideradas verdades. De certeza que já vos aconteceu.
Por estes motivos eu tento sempre fugir das pessoas que apresentam o Síndrome de Porteira. Mesmo as que têm efectivamente essa profissão.
Efeitos das férias
Venho trabalhar no meu primeiro dia pós férias, com um ar calmo, descansado, e super morena.
Apesar de me ter levantado às 6h da manhã.
Só podem ser os efeitos das férias.
Apesar de me ter levantado às 6h da manhã.
Só podem ser os efeitos das férias.
sábado, 20 de julho de 2013
Análise custo benefício
Os economistas adoram análises custo benefício. Servem para quase tudo, é como a aspirina. Basicamente consiste em avaliar um determinado projecto ou actividade colocando todos os custos inerentes ao mesmo, e todos os proveitos, expressos em valores monetários presentes, de forma a apurar o custo ou benefício económico líquido. Se os benefícios suplantarem os custos, devemos desenvolver o projecto, caso contrário, não. Esta análise é um dos pilares fundamentais da teoria económica, e essencial em análise de investimentos.
Acontece que aí há uns tempos, eu desenvolvi uma análise custo benefício tendo em conta a informação disponível e achei que desenvolver determinada actividade me iria trazer um benefício líquido. Acontece que dez meses depois vejo que para já só tive prejuízos, e o lucro não se avizinha. Confesso que no início fui um pouco inocente e acreditei que determinado projecto tinha pernas para andar, os sonhos também eram muitos. E fui-me deixando levar por promessas vãs, mesmo que essas tenham sido feitas com honestidade, a verdade é que nunca poderiam ser cumpridas porque simplesmente não havia bases para isso. Os recursos e o talento eram manifestamente insuficientes. E hoje decidi por um ponto final. Um ponto final numa situação em que eu já sabia o seu desfecho, mas fui adiando, iludindo-me... Até que decidi que não dava mais. Não podia continuar com enganos sobre um projecto que não tem pernas nem capacidade para andar.
E foi como uma espécie de libertação. Sim, porque a outra parte cobrava, cobrava, desviava as culpas para o meu lado (quando não era minimamente o caso), exigia-me mundos e fundos sem nada dar em troca. E eu não sou masoquista. E portanto acordei. E decidi.
E sabe mesmo bem, digo-vos.
O que há a retirar desta situação, e o que vos queria passar, é que é às vezes enganamo-nos nas nossas análises custo benefício. Às vezes empolamos os benefícios e desviamos o olhar dos custos. Por várias razões, ou porque queremos mesmo realizar aquela tarefa, ou porque estamos a ser pressionados, ou porque gostamos de alguém... Enfim, etc. O importante é saber reconhecer que nos enganámos. Ou porque avaliámos mal o projecto desde o início, ou porque as condições entretanto se alteraram. E feita essa nova avaliação, importa sabermos afastar do que nos faz mal, dos activos tóxicos, como lhes chamam os bancos, das coisas que fazemos por fazer e não retiramos lucro líquido.
E acreditem, quando o fazem, é uma sensação de liberdade impagável.
Acontece que aí há uns tempos, eu desenvolvi uma análise custo benefício tendo em conta a informação disponível e achei que desenvolver determinada actividade me iria trazer um benefício líquido. Acontece que dez meses depois vejo que para já só tive prejuízos, e o lucro não se avizinha. Confesso que no início fui um pouco inocente e acreditei que determinado projecto tinha pernas para andar, os sonhos também eram muitos. E fui-me deixando levar por promessas vãs, mesmo que essas tenham sido feitas com honestidade, a verdade é que nunca poderiam ser cumpridas porque simplesmente não havia bases para isso. Os recursos e o talento eram manifestamente insuficientes. E hoje decidi por um ponto final. Um ponto final numa situação em que eu já sabia o seu desfecho, mas fui adiando, iludindo-me... Até que decidi que não dava mais. Não podia continuar com enganos sobre um projecto que não tem pernas nem capacidade para andar.
E foi como uma espécie de libertação. Sim, porque a outra parte cobrava, cobrava, desviava as culpas para o meu lado (quando não era minimamente o caso), exigia-me mundos e fundos sem nada dar em troca. E eu não sou masoquista. E portanto acordei. E decidi.
E sabe mesmo bem, digo-vos.
O que há a retirar desta situação, e o que vos queria passar, é que é às vezes enganamo-nos nas nossas análises custo benefício. Às vezes empolamos os benefícios e desviamos o olhar dos custos. Por várias razões, ou porque queremos mesmo realizar aquela tarefa, ou porque estamos a ser pressionados, ou porque gostamos de alguém... Enfim, etc. O importante é saber reconhecer que nos enganámos. Ou porque avaliámos mal o projecto desde o início, ou porque as condições entretanto se alteraram. E feita essa nova avaliação, importa sabermos afastar do que nos faz mal, dos activos tóxicos, como lhes chamam os bancos, das coisas que fazemos por fazer e não retiramos lucro líquido.
E acreditem, quando o fazem, é uma sensação de liberdade impagável.
Apetece-me arrancar a minha própria cabeça
Estou cheia cheia de dores de cabeça. São umas dores esquisitas de lado, na parte de trás da cabeça. Umas pontadas constantes que até me fazem perder o ar. Diz o amigo Google que é uma cefaleia, devido ao facto de ter dormido numa má posição ou ter estado muito tempo na mesma posição. Ou é isso, ou um tumor. Agora não me dá jeito o tumor que já tenho coisas combinadas para Maio.
Diz que o meu blog ontem fez um ano!
Um ano caramba. Nem dei pelo tempo passar. Fui escrevendo, escrevendo, e parece que foi ontem que me iniciei nisto dos blogs. Espero ficar por cá mais uns tempos.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Resumo de uma ida ao shopping
Os saldos da Zara não estão nada de especial. Os da Bimba e Lola estão bons mas não posso gastar dinheiro. Os da H&M não estão maus, mas já quase só há restos. A nova colecção da H&M está bem gira.
O novo pão do Ikea com queijo mozzarela e tomate é bem bom.
Ainda não consegui convencer o meu Bomboco a adoptar o laranjinha.
O novo pão do Ikea com queijo mozzarela e tomate é bem bom.
Ainda não consegui convencer o meu Bomboco a adoptar o laranjinha.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
O meu gato precisava de um irmão
Digo eu. Vejo tantos gatinhos a precisar de um lar e gostava de dar um irmão ao meu gatinho.
Apaixonei-me por um laranjinha, tipo Garfield, de 2 meses. Amor à primeira vista, o que é que querem? O problema aqui é que Bomboco faz pé firme em como não quer ter outro gato e nem sequer quer falar no assunto, sob pena de, segundo ele, se chatear a sério comigo.
O que fariam na minha situação? Preciso de conselhos.
Apaixonei-me por um laranjinha, tipo Garfield, de 2 meses. Amor à primeira vista, o que é que querem? O problema aqui é que Bomboco faz pé firme em como não quer ter outro gato e nem sequer quer falar no assunto, sob pena de, segundo ele, se chatear a sério comigo.
O que fariam na minha situação? Preciso de conselhos.
Um dia preenchido
Hoje, fomos a um dos nossos locais favoritos. Muita água, diversão, relaxamento e... Putos parvos.
Sim, eles parecem estar por todo o lado. Os putos têm a mania que são bons. Falavam das outras pessoas que estavam na praia como se as conhecessem. Aqueles são gays, diziam eles. Aquela é boa demais para ele. E montes de palavrões à mistura. A cereja no topo do bolo foi quando o mais azeitola resolveu ir para a praia a fumar e a sujar tudo. Enfim, que mau aspecto.
Educação senhores.
Sim, eles parecem estar por todo o lado. Os putos têm a mania que são bons. Falavam das outras pessoas que estavam na praia como se as conhecessem. Aqueles são gays, diziam eles. Aquela é boa demais para ele. E montes de palavrões à mistura. A cereja no topo do bolo foi quando o mais azeitola resolveu ir para a praia a fumar e a sujar tudo. Enfim, que mau aspecto.
Educação senhores.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Kitchen Nightmares
Para que não vê este programa, Pesadelos de Ramsay em português, vou explicar basicamente o teor do mesmo: O mundialmente famoso chef Gordon Ramsay percorre restaurantes que se encontram à beira da falência, e procura ajudá-los a recuperar, fazendo renovações, alterando a ementa, o que for preciso. Essencialmente é isto.
Eu normalmente sigo o programa, e vejo que existe um elemento comum a todos: comida de má qualidade. Produtos que não são frescos, produtos fora de validade, falta de critério e exigência.
E eu penso "porra, quem tem um restaurante como espera servir comida que não presta, não está no prazo, e ter sucesso?". Sim, ainda existem donos que cometem os erros mais básicos.
E é assustador perceber o que algumas pessoas andam a comer.
Eu normalmente sigo o programa, e vejo que existe um elemento comum a todos: comida de má qualidade. Produtos que não são frescos, produtos fora de validade, falta de critério e exigência.
E eu penso "porra, quem tem um restaurante como espera servir comida que não presta, não está no prazo, e ter sucesso?". Sim, ainda existem donos que cometem os erros mais básicos.
E é assustador perceber o que algumas pessoas andam a comer.
terça-feira, 16 de julho de 2013
A infância que passa e nunca mais recuperamos
Muita gente tem saudades da infância. Dos tempos de criança, das brincadeiras até o sol se pôr. Eu não tenho. Nenhumas.
Fui extremamente infeliz na minha infância. Não cresci num ambiente harmonizado, nem feliz. Cresci num ambiente rodeado de pobreza financeira e mental, violento, pouco seguro e pouco estimulante para uma criança. Não tenho irmãos, nem primos. Estava essencialmente com a minha avó e bisavó, que fizeram tudo o que podiam por mim. A minha avó tinha 2 empregos, chegava tarde a casa, e ainda tinha paciência para brincar comigo, ler-me histórias e adormecer-me, mesmo cansada. Não tive convivência com outras crianças da minha idade, e por isso quando tive, não tinha auto-estima, confiança nem sabia "brincar" como elas. Sempre fui uma criança calada e triste. Não ia à praia ou à piscina com amiguinhos, nunca tive amigos verdadeiros até ao meu secundário, quando comecei a falar mais e a ser mais confiante.
E penso que há coisas que ficam demasiado marcadas em nós e nos moldam para sempre. Eu admito que sou um pouco anti-social. E creio que se deve em boa parte à minha infância e aos traumas que dela resultam.Eu não gosto de grupos grandes, de esperar por pessoas que mal conheço, de partilhar o que é meu e o que consegui com outros que não me dizem nada. Cresci demasiado independente e à "lei da bala" para ser assim.
Eu nunca tive companhia da minha mãe para ir às compras, para ir ao cabeleireiro, para me ensinar a usar maquilhagem, para me dizer o que ficava bem ou não, para se orgulhar em ser minha mãe (durante anos ela disse que era minha irmã, vá-se lá entender...). Nunca tive ajuda para fazer os trabalhos de casa. Ela nunca me limpou as lágrimas depois de um desgosto de amor. Tive a minha avó, que sempre fez tudo o que podia por mim, mas claro que tinha as limitações inerentes à idade, ao facto de ainda trabalhar, e ao facto de não ser uma pessoa que teve educação, que na verdade não teve, começou a trabalhar aos 6 anos e nunca aprendeu a ler e escrever.
E eu... cheguei à conclusão de que um dia que tenha filhos, quero acompanhar a minha filha às compras, quero ajudá-la a dar os primeiros passos, quero ensiná-la a maquilhar-se, a vestir-se adequadamente às situações, a escolher bons livros e bons filmes, a ir a concertos. Quero ensiná-la a conduzir. Quero limpar-lhe as lágrimas sempre que necessário. Quero olhar no espelho e ver uma cara parecida com a minha e com a do pai.
Quero ser mãe um dia. Mesmo.
E este desejo é tão grande que acho que ando a ficar com medos infundados (comum à minha pessoa), e não sei o que seria de mim se não puder vir a ser mãe.
Fui extremamente infeliz na minha infância. Não cresci num ambiente harmonizado, nem feliz. Cresci num ambiente rodeado de pobreza financeira e mental, violento, pouco seguro e pouco estimulante para uma criança. Não tenho irmãos, nem primos. Estava essencialmente com a minha avó e bisavó, que fizeram tudo o que podiam por mim. A minha avó tinha 2 empregos, chegava tarde a casa, e ainda tinha paciência para brincar comigo, ler-me histórias e adormecer-me, mesmo cansada. Não tive convivência com outras crianças da minha idade, e por isso quando tive, não tinha auto-estima, confiança nem sabia "brincar" como elas. Sempre fui uma criança calada e triste. Não ia à praia ou à piscina com amiguinhos, nunca tive amigos verdadeiros até ao meu secundário, quando comecei a falar mais e a ser mais confiante.
E penso que há coisas que ficam demasiado marcadas em nós e nos moldam para sempre. Eu admito que sou um pouco anti-social. E creio que se deve em boa parte à minha infância e aos traumas que dela resultam.Eu não gosto de grupos grandes, de esperar por pessoas que mal conheço, de partilhar o que é meu e o que consegui com outros que não me dizem nada. Cresci demasiado independente e à "lei da bala" para ser assim.
Eu nunca tive companhia da minha mãe para ir às compras, para ir ao cabeleireiro, para me ensinar a usar maquilhagem, para me dizer o que ficava bem ou não, para se orgulhar em ser minha mãe (durante anos ela disse que era minha irmã, vá-se lá entender...). Nunca tive ajuda para fazer os trabalhos de casa. Ela nunca me limpou as lágrimas depois de um desgosto de amor. Tive a minha avó, que sempre fez tudo o que podia por mim, mas claro que tinha as limitações inerentes à idade, ao facto de ainda trabalhar, e ao facto de não ser uma pessoa que teve educação, que na verdade não teve, começou a trabalhar aos 6 anos e nunca aprendeu a ler e escrever.
E eu... cheguei à conclusão de que um dia que tenha filhos, quero acompanhar a minha filha às compras, quero ajudá-la a dar os primeiros passos, quero ensiná-la a maquilhar-se, a vestir-se adequadamente às situações, a escolher bons livros e bons filmes, a ir a concertos. Quero ensiná-la a conduzir. Quero limpar-lhe as lágrimas sempre que necessário. Quero olhar no espelho e ver uma cara parecida com a minha e com a do pai.
Quero ser mãe um dia. Mesmo.
E este desejo é tão grande que acho que ando a ficar com medos infundados (comum à minha pessoa), e não sei o que seria de mim se não puder vir a ser mãe.
Alguém diga por favor às meninas que menos não é mais
No caso da roupa, menos não é mais! É extremamente frequente deparar-me com miúdas bem novinhas com roupa a menos. Mas miúdas com 12, 13 anos, com idade para brincarem às caçadinhas. Ontem, vi uma rapariguinha que não podia ter mais de 11 anos, envergando aqueles calções tão mas tão curtos e tão justos ao corpo, que deixavam as nádegas completamente ao descoberto.
E sinceramente parece-me uma imagem deplorável, ainda mais para alguém com tão pouca idade. Em relação às mais velhas, que abundam em roupa curta ou que não lhes serve em conformidade, só me apetece dizer que nestes casos, menos não é mais. Pelo contrário. Passa uma imagem pouco adequada a uma rapariga digna, com elegância. Efectivamente, é o contrário de elegância, e sim o que os americanos chamam de trashy ou cheap. Dêem-se ao respeito meninas. Se vocês próprias não se respeitarem, ninguém mais o fará.
Enfim, tenho para mim que as minhas filhas vão usar uma burka até completarem 18 anos.
E sinceramente parece-me uma imagem deplorável, ainda mais para alguém com tão pouca idade. Em relação às mais velhas, que abundam em roupa curta ou que não lhes serve em conformidade, só me apetece dizer que nestes casos, menos não é mais. Pelo contrário. Passa uma imagem pouco adequada a uma rapariga digna, com elegância. Efectivamente, é o contrário de elegância, e sim o que os americanos chamam de trashy ou cheap. Dêem-se ao respeito meninas. Se vocês próprias não se respeitarem, ninguém mais o fará.
Enfim, tenho para mim que as minhas filhas vão usar uma burka até completarem 18 anos.
Não estamos entre os 10 países mais ricos da União Europeia
Mas vejam as coisas pelo lado positivo, temos dos banqueiros mais bem pagos!
Ao menos isso, parece-me totalmente justo! Aliás, consta-se que os bancos têm dado lucro e tudo, e nem sequer necessitaram de injecções de liquidez.
É impressão minha ou está mesmo tudo ao contrário?
Ao menos isso, parece-me totalmente justo! Aliás, consta-se que os bancos têm dado lucro e tudo, e nem sequer necessitaram de injecções de liquidez.
É impressão minha ou está mesmo tudo ao contrário?
O regresso a casa
Custa-me sempre regressar a casa depois das férias. Sobretudo porque isso significa arrumar tralhas, limpar a casa, desfazer a mala... Ainda sinto que necessito de recuperar energias, bem preciso para o que aí vem.
Entretanto nem vou comentar a actualidade política nacional porque sinceramente nem sei o que dizer. É tudo tão ridículo, tão mau. Enfim, creio que para este país era fazer o que às vezes me dá vontade de dizer aos meus clientes "é apagar e fazer tudo de novo".
Podemos fazer assim com o nosso país? Podemos?
Entretanto nem vou comentar a actualidade política nacional porque sinceramente nem sei o que dizer. É tudo tão ridículo, tão mau. Enfim, creio que para este país era fazer o que às vezes me dá vontade de dizer aos meus clientes "é apagar e fazer tudo de novo".
Podemos fazer assim com o nosso país? Podemos?
domingo, 14 de julho de 2013
Optimus Alive, Depeche Mode e Blitz
Ontem foi dia de Optimus Alive. Achei que a organização esteve impecável, não havia filas apesar do mar de gente que acorreu ao recinto, não houve confusões, estava tudo impecavelmente organizado (as casas de banho eram de loiça!).
Fui ao Optimus para ver Depeche Mode. Ponto. Não aprecio nenhuma das outras bandas que actuaram ontem nos 3 palcos. Mas vi razoavelmente os concertos dos Jurassic 5, Editors, e claro, Depeche Mode, que vi o concerto inteiro. A meu ver, os Depeche estiveram impecáveis. Intercalaram músicas mexidas com baladas e temas do novo álbum, puxaram pelo público, o Dave estava com a voz impecável e fez a festa permanentemente. Claro que eu gostaria de ter ouvido também outras músicas como Master and Servant, It's no Good, mas 2h não dão para tudo, e a banda foi extremamente dedicada e competente.
Posto isto, saí do recinto com satisfação, um sorriso nos lábios e satisfeita com o espectáculo (apesar de estar a morrer dos pés).
Hoje, resolvi ler as postas de bosta que os senhores da Blitz escrevem por lá. E qual não é o meu espanto ao ler este artigo. Não sabia se havia de rir ou chorar. Estes senhores são realmente maus! Quer o fulano que escreveu isto, quer os que aprovaram este texto de bosta! Diz ele que Jurassic 5 é que são bons?? Amigo, estamos a falar dos mesmos senhores que estavam a ferir os ouvidos das pessoas que eu via à minha volta, eu incluída, que diziam que não conseguiam suportar mais um minuto daquela gritaria desenfreada. Amigo, eu vou-te explicar o seguinte, que me parece que ainda não percebeste: Música e gritaria ou barulho, não são uma e a mesma coisa. Ok? A primeira tem melodias, ritmos, letras, sentimentos... Gritos são só gritos. Barulho é só barulho com instrumentos indistintos. Até posso perceber que este senhor não goste de Depeche Mode. Nem todos gostamos do mesmo, e há realmente gostos para tudo. Mas o que eu realmente não percebo, para além do senhor achar que percebe muito de música e defender que Jurassic 5 é que são bons e Legendary Tigerman também, é como é que alguém que é supostamente jornalista, escreve um artigo inteiramente parcial, coisa que não me parece que seja adequada à profissão de jornalista. Se o senhor acha que a sua opinião é assim tão válida e importante, que escreva um blog, que escreva no Facebook, etc, agora deixarem este senhor escrever num orgão de comunicação social supostamente isento... Enfim.
Os Depeche Mode provaram que estão aí para as curvas, já a Blitz se afunda cada vez mais no monte de bosta que escavou ao seu redor.
Fui ao Optimus para ver Depeche Mode. Ponto. Não aprecio nenhuma das outras bandas que actuaram ontem nos 3 palcos. Mas vi razoavelmente os concertos dos Jurassic 5, Editors, e claro, Depeche Mode, que vi o concerto inteiro. A meu ver, os Depeche estiveram impecáveis. Intercalaram músicas mexidas com baladas e temas do novo álbum, puxaram pelo público, o Dave estava com a voz impecável e fez a festa permanentemente. Claro que eu gostaria de ter ouvido também outras músicas como Master and Servant, It's no Good, mas 2h não dão para tudo, e a banda foi extremamente dedicada e competente.
Posto isto, saí do recinto com satisfação, um sorriso nos lábios e satisfeita com o espectáculo (apesar de estar a morrer dos pés).
Hoje, resolvi ler as postas de bosta que os senhores da Blitz escrevem por lá. E qual não é o meu espanto ao ler este artigo. Não sabia se havia de rir ou chorar. Estes senhores são realmente maus! Quer o fulano que escreveu isto, quer os que aprovaram este texto de bosta! Diz ele que Jurassic 5 é que são bons?? Amigo, estamos a falar dos mesmos senhores que estavam a ferir os ouvidos das pessoas que eu via à minha volta, eu incluída, que diziam que não conseguiam suportar mais um minuto daquela gritaria desenfreada. Amigo, eu vou-te explicar o seguinte, que me parece que ainda não percebeste: Música e gritaria ou barulho, não são uma e a mesma coisa. Ok? A primeira tem melodias, ritmos, letras, sentimentos... Gritos são só gritos. Barulho é só barulho com instrumentos indistintos. Até posso perceber que este senhor não goste de Depeche Mode. Nem todos gostamos do mesmo, e há realmente gostos para tudo. Mas o que eu realmente não percebo, para além do senhor achar que percebe muito de música e defender que Jurassic 5 é que são bons e Legendary Tigerman também, é como é que alguém que é supostamente jornalista, escreve um artigo inteiramente parcial, coisa que não me parece que seja adequada à profissão de jornalista. Se o senhor acha que a sua opinião é assim tão válida e importante, que escreva um blog, que escreva no Facebook, etc, agora deixarem este senhor escrever num orgão de comunicação social supostamente isento... Enfim.
Os Depeche Mode provaram que estão aí para as curvas, já a Blitz se afunda cada vez mais no monte de bosta que escavou ao seu redor.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
De volta à civilização
Terminada a primeira fase das férias, é tempo de fazer o rescaldo do que se passou. Efectivamente, digo-vos que nem senti esta semana passar. Felizmente, com excepção do dia de hoje, apanhei um tempo maravilhoso, estou super morena com direito a insolação e tudo.
Entretanto, estive num local encantador, mas que não dispunha de Internet nem de... rede de telemóvel. É verdade. E se para as pessoas que lá moram isso não parece trazer qualquer confusão, confesso que a mim, habituada a viver rodeada de tecnologia, me fez muita impressão. Eu só pensava que se precisasse de alguma coisa não iria conseguir ligar a ninguém. Mas sem dúvida que é um local lindo, com água quente, praias maravilhosas... Recomendo!
Não obstante, creio que a localização tem potencial para muito mais. Infelizmente o povo português nem sempre reconhece o potencial que o nosso país tem, e por isso não tratam os de fora com o respeito e hospitalidade que merecem, mas sim com um ar de desconfiança e olhar pouco receptivo (refiro-me a algumas localidades do interior onde já tive oportunidade de estar). Efectivamente, as pessoas dos locais onde fomos, com excepção dos empregados do hotel, não são as mais amistosas. Digo que infelizmente, não se come bem por aquelas bandas. O que é uma pena porque eu adoro comer.
Não existem gelatarias, cafézinhos simpáticos para comer um snack, nada, o que não é o que se verifica, por exemplo, no Gerês, que sendo uma localidade tranquila, tem todos os serviços ao dispôr, e a cultura da própria terra e das suas gentes para com os turistas é bem diferente.
O hotel em que fiquei é muito bom. Piscina grande, esteiras, sombras, pequeno almoço razoável (podem melhorar um bocado), mesa de Ping Pong, Bilhar, Court de Ténis, tv plana no quarto... Mas lá está, não havia rede de telemóvel nem Internet. Mas recomendo a quem quiser conhecer, não se arrependerão da estadia.
Em suma, recomendo uma visita a Ferreira do Zêzere (e localidades contíguas), mas preparem-se para ficar alheados do mundo!
Entretanto, estive num local encantador, mas que não dispunha de Internet nem de... rede de telemóvel. É verdade. E se para as pessoas que lá moram isso não parece trazer qualquer confusão, confesso que a mim, habituada a viver rodeada de tecnologia, me fez muita impressão. Eu só pensava que se precisasse de alguma coisa não iria conseguir ligar a ninguém. Mas sem dúvida que é um local lindo, com água quente, praias maravilhosas... Recomendo!
Não obstante, creio que a localização tem potencial para muito mais. Infelizmente o povo português nem sempre reconhece o potencial que o nosso país tem, e por isso não tratam os de fora com o respeito e hospitalidade que merecem, mas sim com um ar de desconfiança e olhar pouco receptivo (refiro-me a algumas localidades do interior onde já tive oportunidade de estar). Efectivamente, as pessoas dos locais onde fomos, com excepção dos empregados do hotel, não são as mais amistosas. Digo que infelizmente, não se come bem por aquelas bandas. O que é uma pena porque eu adoro comer.
Não existem gelatarias, cafézinhos simpáticos para comer um snack, nada, o que não é o que se verifica, por exemplo, no Gerês, que sendo uma localidade tranquila, tem todos os serviços ao dispôr, e a cultura da própria terra e das suas gentes para com os turistas é bem diferente.
O hotel em que fiquei é muito bom. Piscina grande, esteiras, sombras, pequeno almoço razoável (podem melhorar um bocado), mesa de Ping Pong, Bilhar, Court de Ténis, tv plana no quarto... Mas lá está, não havia rede de telemóvel nem Internet. Mas recomendo a quem quiser conhecer, não se arrependerão da estadia.
Em suma, recomendo uma visita a Ferreira do Zêzere (e localidades contíguas), mas preparem-se para ficar alheados do mundo!
sábado, 6 de julho de 2013
Prazeres simples
Sou uma rapariga simples. Fico toda contente com coisas básicas, como por exemplo ter ido a uma loja de chineses que me disseram ser boa, e ter comprado 2 pares de sandálias mesmo como eu queria, confortáveis, por 5€.
Fico toda contente com estas coisas.
Fico toda contente com estas coisas.
Das férias
Uma pessoa trabalha todo o ano. Sofre pressões, stress, deadlines. Uma pessoa tenta sempre dar o seu melhor. Uma pessoa trabalha muitas vezes aos fins-de-semana, noites, tudo.
Uma pessoa tem 22 dias úteis de férias por ano. Uma pessoa anda tão cansada, que quase chora de felicidade quando vem de férias 2 semanas.
Sinceramente, acho que todos trabalhamos muito para os dias que temos efectivamente de férias. Bem sei que provavelmente nem todos concordam comigo, mas pensemos que são dias e dias de trabalho, por 4 semaninhas e 2 dias de liberdade. Mas sim, aí somos livres, se o conceito de liberdade existe, as férias são precisamente um escape para tudo, uma liberdade temporária, sem horários e obrigações, se não tivermos em conta as naturais limitações financeiras.
E sim, as férias são mesmo curtas, por isso aproveitem ao máximo. Eu sei que vou aproveitar.
Uma pessoa tem 22 dias úteis de férias por ano. Uma pessoa anda tão cansada, que quase chora de felicidade quando vem de férias 2 semanas.
Sinceramente, acho que todos trabalhamos muito para os dias que temos efectivamente de férias. Bem sei que provavelmente nem todos concordam comigo, mas pensemos que são dias e dias de trabalho, por 4 semaninhas e 2 dias de liberdade. Mas sim, aí somos livres, se o conceito de liberdade existe, as férias são precisamente um escape para tudo, uma liberdade temporária, sem horários e obrigações, se não tivermos em conta as naturais limitações financeiras.
E sim, as férias são mesmo curtas, por isso aproveitem ao máximo. Eu sei que vou aproveitar.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Não vejo a hora
De saída do trabalho hoje.
Depois, é tentar esquecer isto por uns tempos. Via ser difícil. Tenho andado a 1000 e estou preocupada com tanta coisa... Enfim, vou é aproveitar que as férias não duram para sempre.
Depois, é tentar esquecer isto por uns tempos. Via ser difícil. Tenho andado a 1000 e estou preocupada com tanta coisa... Enfim, vou é aproveitar que as férias não duram para sempre.
Queixem-se muito
Do calor, que este não vai ser o Verão mais frio dos últimos 200 anos, etc.
Queixem-se. Depois quando chegar Agosto com nortadas e chuva, quero ver.
Aproveitem agora enquanto está bom.
Mantenho a minha teoria: dia 15 de Agosto está sempre a chover.
Queixem-se. Depois quando chegar Agosto com nortadas e chuva, quero ver.
Aproveitem agora enquanto está bom.
Mantenho a minha teoria: dia 15 de Agosto está sempre a chover.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Por outro lado- Rui Rio e a Câmara do Porto
Ainda existem bons políticos, competentes, criteriosos, honestos e disciplinados.
Este amigo é que deveria estar como primeiro ministro! Tenho a certeza absoluta que faria melhor trabalho e melhor figura.
Este amigo é que deveria estar como primeiro ministro! Tenho a certeza absoluta que faria melhor trabalho e melhor figura.
Parece que o Portas já se arrependeu
Grande jogada política hein? Só nos custou uns milhões em juros de dívida, instabilidade, apreensão dos mercados e do povo e menos credibilidade.
Mas o que é isso, quando comparado com o que o amigo Portas fica a ganhar com esta jogada? O importante é o menino levar a sua avante, não ligue a estes invejosos da treta que só queriam estar no seu lugar.
Vá o menino descansado à sua vidinha, que aqui o povo paga e não bufa. E ainda agradece ao menino.
Mas o que é isso, quando comparado com o que o amigo Portas fica a ganhar com esta jogada? O importante é o menino levar a sua avante, não ligue a estes invejosos da treta que só queriam estar no seu lugar.
Vá o menino descansado à sua vidinha, que aqui o povo paga e não bufa. E ainda agradece ao menino.
Guia prático da indumentária de praia para o sexo feminino
À semelhança do muito útil guia masculino para o vestuário a usar na praia, criado pelo Mak, venho criar um guia semelhante, mas para o sexo feminino.
A primeira regra remonta já à escolha do bikini ou fato de banho: não escolher tamanhos abaixo do vosso. Vou repetir. Não escolham um tamanho de bikini ou fato de banho, inferior ao tamanho que realmente usam. Pode parecer estúpido ou muito óbvio (é mesmo), mas muita gente insiste em usar roupa de banho (e interior, e exterior...) desadequada ao seu tamanho.
A primeira regra remonta já à escolha do bikini ou fato de banho: não escolher tamanhos abaixo do vosso. Vou repetir. Não escolham um tamanho de bikini ou fato de banho, inferior ao tamanho que realmente usam. Pode parecer estúpido ou muito óbvio (é mesmo), mas muita gente insiste em usar roupa de banho (e interior, e exterior...) desadequada ao seu tamanho.
Esta aterrorizante imagem serve para quase todos os exemplos que aqui irei referir. A senhora, que já não é magra, resolveu usar algo que não a favorece minimamente, não lhe proporciona o conforto e suporte necessário, revelando igualmente uma incrível falta de gosto.
Eis um bom exemplo de tipos de bikinis que assentam bem em mulheres mais cheiinhas:
A utilização do fio dental é algo que causa alguma polémica. Bem sei que está na moda, etc e tal, mas acreditem, não fica bem a todas. Eu, pessoalmente, não gosto de ver. E não tem a ver com o facto de não ter corpo para isso, que não tenho, esteticamente não gosto. E não acho que seja muito prático. Mas ainda assim, a menos que se tenha um corpo deste género
não aconselho minimamente o seu uso. Se tiver dúvidas, olhe novamente para a primeira imagem e visualize aquela senhora por trás. Não quer imaginar isso pois não? Bem me parecia.
Outra situação que quero alertar é a seguinte, mesmo quando se tem um corpo bonito e bem proporcionado, não quer dizer que tudo fique bem. Como por exemplo, bikinis demasiado reduzidos:
Vejamos outro exemplo para além deste extremo:
Aqui provavelmente a fracção masculina que visita este blog irá discordar, mas eu considero que uma mulher tão bonita como a Kate Upton, ficava melhor em alguma coisa com mais estilo, mais bonita e que a lisonjeasse mais, transparecendo ainda mais a sua beleza.
Outra questão que gostaria de referir é no que respeita às cores. Pois é, o dourado e o prateado raramente ficam bem juntos, não é verdade? Já cheguei a ver pessoas que misturavam estas duas cores num só bikini. Não é bonito. Evitem padrões ou cores muito... Diferentes, vá.
E pronto, para já são estas as regras de que me lembro. Sintam-se à vontade para contribuir para este muito útil guia. Ou então não. É como quiserem.
Tenho medo de estar a deitar o ano a perder
O meu ano de trabalho foi muito bom. A nível do meu desempenho, acho que foi bom e foi esse o feedback que me foi passado. Acontece que como vos disse, tenho tido distracções, erros e coisas que normalmente não faria e faço-o porque estou imensamente cansada.
Entro de férias daqui a 2 dias.
Até lá, é continuar a fazer um esforço para que o trabalho de um ano não se desmorone em 2 semanas devido ao meu cansaço extremo.
Entro de férias daqui a 2 dias.
Até lá, é continuar a fazer um esforço para que o trabalho de um ano não se desmorone em 2 semanas devido ao meu cansaço extremo.
Apetece-me chorar
De exaustão, de levar na cabeça por erros que cometi por estar cansada e distraída, por... Cansaço e gordura.
Estou a ter uma enorme quebra física e psicológica.
Estou a ter uma enorme quebra física e psicológica.
Disso, das dietas
Digo-vos que é mesmo difícil cumprir. Há dias que consigo, outros que não.
Não há milagres. Quando estou a trabalhar, é raríssimo ter tempo para ir fazer uma caminhada antes ou depois de jantar. Não estou nem de perto nos resultados que quero atingir. Quem me dera que houvesse uma fórmula mágica para emagrecer. Porque claramente pelos métodos tradicionais não é nada fácil.
O pior é que ontem ouvi um estudo que afirma que apenas 20% das pessoas que fazem dieta, conseguem efectivamente emagrecer.
Confirmam?
Não há milagres. Quando estou a trabalhar, é raríssimo ter tempo para ir fazer uma caminhada antes ou depois de jantar. Não estou nem de perto nos resultados que quero atingir. Quem me dera que houvesse uma fórmula mágica para emagrecer. Porque claramente pelos métodos tradicionais não é nada fácil.
O pior é que ontem ouvi um estudo que afirma que apenas 20% das pessoas que fazem dieta, conseguem efectivamente emagrecer.
Confirmam?
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Quem eu acho que ajudava a resolver isto tudo
Era o Batman!
Já não era a primeira vez que nos safava de boa!
https://www.youtube.com/watch?v=mhqXQqwvbHw
Já não era a primeira vez que nos safava de boa!
https://www.youtube.com/watch?v=mhqXQqwvbHw
O que Bomboca pensa, escrito por alguém que escreve bem melhor que Bomboca
Os últimos dois posts do Arrumadinho são, sem tirar nem por, tudo o que eu penso acerca do que se passa em Portugal.
Vergonhoso.
Vergonhoso.
Quando o cansaço se começa a reflectir no dia a dia
Ando tão mas tão cansada... Que noto que estou a decrescer involuntariamente a minha produtividade. Noto que ando muito distraída, com menor capacidade de concentração (menor do que a habitual, que já de si é má!). E depois cometo erros parvos e levo na cabeça com razão, por distracções.
Enfim. Preciso urgentemente de parar.
Enfim. Preciso urgentemente de parar.
Nem sempre é fácil manter aquele espírito positivo e relaxado
Quando vejo o país a desmoronar-se a uma velocidade arrepiante. Quando vejo o país infestado de cunhas. Saiu hoje em notícia que o marido da Maria Luís Albuquerque foi trabalhar para a EDP. Apenas a empresa que ela ajudou a privatizar. Terá feito bons amigos por lá a senhora, não?
Entretanto também foi notícia o desmantelamento de uma rede de examinadores dos exames de condução que passavam pessoas inaptas para a condução, a troco de subornos. Isto não é que seja uma novidade, mas é só mais uma evidência da podridão que consome a nossa sociedade.
Entretanto também foi notícia o desmantelamento de uma rede de examinadores dos exames de condução que passavam pessoas inaptas para a condução, a troco de subornos. Isto não é que seja uma novidade, mas é só mais uma evidência da podridão que consome a nossa sociedade.
terça-feira, 2 de julho de 2013
O que eu penso de tudo isto
Crise política instalada, PSD e sobretudo CDS com muitas culpas no cartório. Escolha para a pasta das finanças uma pessoa envolta em polémica e problemas de toda a ordem, que não tem de momento qualquer credibilidade na praça pública. Os outros ministros do CDS demitem-se amanhã, se as notícias estiverem correctas. Há uns tempos via Portugal a caminha para o precipício. Agora vejo Portugal a correr para ele.
Não vejo líderes políticos na oposição com capacidade para aguentar e melhorar a situação que temos. Tudo o que eles querem é eleições. Depois o que fazem com o poder, logo se vê.
Quanto às demissões do CDS, a começar pelo seu líder, para mim há apenas uma palavra: cobardia.
Não vejo líderes políticos na oposição com capacidade para aguentar e melhorar a situação que temos. Tudo o que eles querem é eleições. Depois o que fazem com o poder, logo se vê.
Quanto às demissões do CDS, a começar pelo seu líder, para mim há apenas uma palavra: cobardia.
Parece que o Portas também se demitiu
Eu só não percebo é como é que com tanto desemprego, há gente a desperdiçar o emprego que tem!
Saldos da Zara
Para já estão fraquinhos fraquinhos. Nem sequer tenho vontade de comprar nada, ainda que não tenha dinheiro, que efectivamente não tenho.
Vontade de comprar, só as coisas da nova colecção, e ainda assim nada de muito especial.
Quem estará em mudança, eu ou a Zara?
PS- não ter dinheiro para mandar cantar um cego é um estimulador forte à mudança.
Vontade de comprar, só as coisas da nova colecção, e ainda assim nada de muito especial.
Quem estará em mudança, eu ou a Zara?
PS- não ter dinheiro para mandar cantar um cego é um estimulador forte à mudança.
Decididamente
Prefiro andar de transportes públicos no centro da cidade, do que de carro.
Cada vez tenho menos paciência para trânsito, gente lenta a conduzir, semáforos, não haver lugar para estacionar... Nunca terei capacidade para ser uma daquelas betas que só anda de carro, mesmo que seja para percorrer uma distância de 500 metros, está visto.
Cada vez tenho menos paciência para trânsito, gente lenta a conduzir, semáforos, não haver lugar para estacionar... Nunca terei capacidade para ser uma daquelas betas que só anda de carro, mesmo que seja para percorrer uma distância de 500 metros, está visto.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Adeus Gaspar!
Já vais tarde. O problema da rua saída, sim, é verdade, existe um problema, não há nada perfeito, é que escolheram uma figura envolta em polémica da cabeça aos pés para te substituir.
É que a senhora até pode ter umas políticas e ideias fenomenais, mas à primeira escorregadela, não vai ser poupada.
É que a senhora até pode ter umas políticas e ideias fenomenais, mas à primeira escorregadela, não vai ser poupada.
O culto do sair tarde em Portugal
Eu cumpro os deadlines. Eu sou eficiente durante o dia, ou procuro ser. Eu considero que faço uma boa gestão do meu tempo. Por isso, gosto, quando tal me é permitido (quase nunca, dada a carga de trabalho a que estou sujeita), de sair a horas. Faço a gestão do que tenho a fazer, e o que não se fez hoje pode fazer-se amanhã, caso não seja urgente. Mas a mentalidade portuguesa não é assim. A mentalidade portuguesa inibe os que gostam de sair a horas. Os que cumprem com o seu trabalho dentro do horário definido. O que normalmente acontece a essas pessoas, vendo pelo meu exemplo, é que quando acabam o que tinham para fazer, e já está na hora de saída, antes que essas pessoas possam sair, é-lhes dado mais trabalho. E mais coisas para fazer. Porque sair cedo não faz parte das regras generalizadamente aceites em Portugal. Fica "bem" sair tarde. Pode andar-se a pastar o dia todo, mas é importante sair depois do chefe. É importante o chefe resolver vir ao open space e estar muita gente, independentemente da hora que for.
Tenho um colega que durante o dia nunca está na sua secretária. Ou vai fumar, ou vai dar duas de letra, ou vai tomar café. Enfim, o que ele vai fazer não importa, o essencial é que ele nunca está no seu sítio. Mas é sempre dos últimos a sair. E os superiores gostam dele. Não digo que seja um mau profissional, mas a verdade é que, acabando por trabalhar provavelmente as 8h do horário, está no local de trabalho 12h. E eu, que trabalho 10h, por exemplo, e queria estar 10h, sou obrigada a estar 11h, 12h, ou mais. E a trabalhar essas horas porque não gosto de estar a pastar no trabalho. Eu, e outros como eu.
Hoje, estou a pastar. À espera que uma excelência reúna comigo.
Porque que interessa se não há deadlines e se passou a hora de saída? O trabalhador tem de estar sempre disponível. Ponto final.
É essa a mentalidade portuguesa, que penaliza quem procura sair à sua hora, e vangloria quem gosta de sair tarde, independentemente do número de horas efectivamente trabalhadas.
Nos Estados Unidos, um jovem português foi alvo de desconfianças por parte do seu superior, que mandou vigiar a sua conta de email e telefonemas. A razão? Ele saía mais tarde do que o que horário de trabalho previa, sem qualquer remuneração extra, o que causou estranheza e suspeitas de espionagem industrial. Passou-se algo semelhante na Alemanha. Pelo parco conhecimento que tenho dos hábitos laborais noutros países, arrisco-me a dizer que estes comportamentos só ocorrem por cá. É daquelas coisas tipicamente nossas. Que eu odeio, diga-se.
Tenho um colega que durante o dia nunca está na sua secretária. Ou vai fumar, ou vai dar duas de letra, ou vai tomar café. Enfim, o que ele vai fazer não importa, o essencial é que ele nunca está no seu sítio. Mas é sempre dos últimos a sair. E os superiores gostam dele. Não digo que seja um mau profissional, mas a verdade é que, acabando por trabalhar provavelmente as 8h do horário, está no local de trabalho 12h. E eu, que trabalho 10h, por exemplo, e queria estar 10h, sou obrigada a estar 11h, 12h, ou mais. E a trabalhar essas horas porque não gosto de estar a pastar no trabalho. Eu, e outros como eu.
Hoje, estou a pastar. À espera que uma excelência reúna comigo.
Porque que interessa se não há deadlines e se passou a hora de saída? O trabalhador tem de estar sempre disponível. Ponto final.
É essa a mentalidade portuguesa, que penaliza quem procura sair à sua hora, e vangloria quem gosta de sair tarde, independentemente do número de horas efectivamente trabalhadas.
Nos Estados Unidos, um jovem português foi alvo de desconfianças por parte do seu superior, que mandou vigiar a sua conta de email e telefonemas. A razão? Ele saía mais tarde do que o que horário de trabalho previa, sem qualquer remuneração extra, o que causou estranheza e suspeitas de espionagem industrial. Passou-se algo semelhante na Alemanha. Pelo parco conhecimento que tenho dos hábitos laborais noutros países, arrisco-me a dizer que estes comportamentos só ocorrem por cá. É daquelas coisas tipicamente nossas. Que eu odeio, diga-se.
Lembram-se do tal emprego espectacular a que concorri?
Pois é meus amigos, tal como suspeitava, não passei à segunda fase.
Eu disse-vos. Quando a esmola é muita, o pobre desconfia!
Paciência. Sinceramente, e no seguimento da minha filosofia anterior, nem sequer estou chateada. Não mesmo. E ainda bem que se deu o tal click, porque acho que há uma semana atrás ficaria bem mais chateada.
Hoje acordei de bem com a vida
Mesmo sendo segunda-feira, mesmo acordando 1h antes do habitual, mesmo estando de rastos e a precisar de férias. Acordei de bem com a vida porque no fundo sou uma privilegiada. Ontem, enquanto aproveitava o fresquinho da minha varanda e assistia ao pôr do sol, pensava na sorte que tenho. Tenho uma casa, um tecto. Tenho saúde. Moro com o amor da minha vida. Ele tem saúde. Ambos temos emprego. Não sou pessoa de me contentar com pouco, nunca fui. Apesar de ter sido criada num ambiente de pobreza, sempre fui ambiciosa no sentido de querer ter uma vida melhor, e querer proporcionar à minha descendência tudo o que eu não tive.
No entanto, quando olho para a nossa sociedade vejo pessoas que passam dificuldades sérias. E eu, apesar de nem sempre estar satisfeita, trabalhar duro e não receber o real valor do meu trabalho, de nem sempre me reconhecerem o valor que penso ter, sei que sou uma sortuda, que a vida está a sorrir para mim. Que tenho de ser, se calhar, neste momento, um pouco menos ambiciosa e dar (ainda) mais valor ao que já tenho e às conquistas realizadas. E acho que ontem se fez um click na minha cabeça, uma revelação. Passei o início do fim-de-semana aborrecida com questões do trabalho, preocupada com isto e aquilo, chateada com algumas coisas que se passaram. E fui-me desprendendo ao longo dos dois dias. Fui ficando mais serena, e ontem deu-se mesmo o tal click. Não quero com isto dizer que não tenha objectivos, que não queira mais e melhor, que não lute pelo que quero. Mas acho que estou a caminhar para me desprender mais, não me preocupar tanto com coisas que não dependem de mim, e sobretudo não sofrer por antecipação. Mais serenidade e satisfação pessoal.
Não digo que o consiga sempre, não se mudam anos em dias, mas agora já descobri o que quero, e isso é mais de meio caminho andado.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



