Em conversa com umas pessoas amigas, falou-se no tema filhos, ainda mais agora, que vamos "oficializar" a relação. A preocupação deles rondava no sentido de teoricamente não ser "altura para pensar em filhos". Mas o que quer isso dizer? O país está um caco e ter filhos agora é um acto de coragem? Verdade. Ter filhos é muito caro e não sabemos bem o que nos vai acontecer no dia de amanhã? Também é verdade.
Mas sempre fui da opinião que, caso não aconteça nenhuma desgraça ou imprevisto grave, devemos seguir o curso normal das nossas vidas, fazer aquilo que nos apetece dentro dos limites que naturalmente nos são impostos.
Mas o que os preocupava nem era o dinheiro. Era a responsabilidade que um filho acarreta na vida das pessoas. Claro que um filho implica fazer muitas cedências, passar a ver a vida com outros olhos, ter prioridades diferentes. Passamos de 2 para 3. Passamos a ter de acordar a meio da noite para tudo. Passamos a não poder fazer o que nos dá na real gana. Tudo verdade.
Mas a vontade de ter filhos é algo que começa a florescer dentro de nós. Falando por mim, já comecei a ter essa forte vontade há mais de 6 meses, apesar de considerar que "ainda não é a altura certa". Mas afinal, quando é a altura certa? Sinceramente, acho que nunca.
Podemo-nos mentalizar, interiorizar, ler toda a bibliografia existente sobre o tema, que creio que nunca iremos estar 100% preparados para ter um filho, só na altura é que vamos saber.
Até lá, só podemos especular.
6 comentários:
acho que a melhor maneira de saber isso tudo é mesmo experimentando :P
Eu acho que se temos uma vida mais ao menos estável e que se queremos ter um filho essa é a altura certa, se se pensar muito nunca vai ser a altura certa! Força nisso!
Se formos exclusivamente racionais nunca teremos filhos. Aliás nem existiríamos porque os nossos pais não teriam engravidado, nem os pais deles, etc etc.
Ter um filho é acima de tudo ter muito amor para dar... claro que é preciso alguma estabilidade financeira porque não queremos que falte nada ao bebé...mas o principal é amor e tempo!
Nunca senti o tal relógio... deve faltar-me alguma peça! :-)
Se reunem todas as condições necessarias e estão dispostos a redefinir prioridades, não vale a pena esperar ;) Se é isso que querem, força.
É verdade.
Mas há uma parte que omites e que é cada vez mais recorrente: os casais que têm filhos mas os entregam aos outros para criar. Continuam a ser pais e gozam de todos os benefícios. Mas os filhos ficam com os avós, por exemplo, grande parte dos dias, enquanto o casal trabalha. E por qualquer coisinha, a criança vai para os cuidados de terceiros. Para se fazer compras, para ir ao cinema, para cuidados estéticos e idas ao cabeleireiro...
É outra forma de maternidade, não te parece?
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