segunda-feira, 29 de abril de 2013

A altura certa

Em conversa com umas pessoas amigas, falou-se no tema filhos, ainda mais agora, que vamos "oficializar" a relação. A preocupação deles rondava no sentido de teoricamente não ser "altura para pensar em filhos". Mas o que quer isso dizer? O país está um caco e ter filhos agora é um acto de coragem? Verdade. Ter filhos é muito caro e não sabemos bem o que nos vai acontecer no dia de amanhã? Também é verdade.
Mas sempre fui da opinião que, caso não aconteça nenhuma desgraça ou imprevisto grave, devemos seguir o curso normal das nossas vidas, fazer aquilo que nos apetece dentro dos limites que naturalmente nos são impostos.
Mas o que os preocupava nem era o dinheiro. Era a responsabilidade que um filho acarreta na vida das pessoas. Claro que um filho implica fazer muitas cedências, passar a ver a vida com outros olhos, ter prioridades diferentes. Passamos de 2 para 3. Passamos a ter de acordar a meio da noite para tudo. Passamos a não poder fazer o que nos dá na real gana. Tudo verdade.
Mas a vontade de ter filhos é algo que começa a florescer dentro de nós. Falando por mim, já comecei a ter essa forte vontade há mais de 6 meses, apesar de considerar que "ainda não é a altura certa". Mas afinal, quando é a altura certa? Sinceramente, acho que nunca.
Podemo-nos mentalizar, interiorizar, ler toda a bibliografia existente sobre o tema, que creio que nunca iremos estar 100% preparados para ter um filho, só na altura é que vamos saber.
Até lá, só podemos especular.

6 comentários:

Orquídea disse...

acho que a melhor maneira de saber isso tudo é mesmo experimentando :P

Jovem $0nhador@ disse...

Eu acho que se temos uma vida mais ao menos estável e que se queremos ter um filho essa é a altura certa, se se pensar muito nunca vai ser a altura certa! Força nisso!

Morango Azul disse...

Se formos exclusivamente racionais nunca teremos filhos. Aliás nem existiríamos porque os nossos pais não teriam engravidado, nem os pais deles, etc etc.
Ter um filho é acima de tudo ter muito amor para dar... claro que é preciso alguma estabilidade financeira porque não queremos que falte nada ao bebé...mas o principal é amor e tempo!

GATA disse...

Nunca senti o tal relógio... deve faltar-me alguma peça! :-)

C*inderela disse...

Se reunem todas as condições necessarias e estão dispostos a redefinir prioridades, não vale a pena esperar ;) Se é isso que querem, força.

Portuguesinha disse...

É verdade.
Mas há uma parte que omites e que é cada vez mais recorrente: os casais que têm filhos mas os entregam aos outros para criar. Continuam a ser pais e gozam de todos os benefícios. Mas os filhos ficam com os avós, por exemplo, grande parte dos dias, enquanto o casal trabalha. E por qualquer coisinha, a criança vai para os cuidados de terceiros. Para se fazer compras, para ir ao cinema, para cuidados estéticos e idas ao cabeleireiro...

É outra forma de maternidade, não te parece?